Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Maio 2017 | 03h03

CORRUPÇÃO

Alma lavada

O ex-ministro Antônio Palocci, preso em Curitiba, depois da soltura de José Carlos Bumlai, João Cláudio Genu e José Dirceu, pela segunda turma do Supremo, e Eike Batista, em decisão monocrática de Gilmar Mendes, tinha a certeza de que seria o próximo a ser libertado, tanto que dispensou o especialista em delações premiadas. Mas o ministro Edson Fachin percebeu que, em todos os processos da Lava Jato que fossem apreciados pela segunda turma, seria derrotado e então, usando de suas prerrogativas como relator do processo, enviou para o plenário o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-todo-poderoso dos governos Lula e Dilma. A decisão de Fachin dividiu os magistrados, porém uniu a população, que se viu traída e ficou horrorizada com a soltura do quarteto corrupto e apreensiva com a iminência de ver mais um amigo do alheio livre da cadeia. Portanto, S. Exa. que não ligue para biquinhos e beicinhos de quem comeu e não gostou e saiba que seu nobre gesto abriu largos sorrisos em milhões de brasileiros.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Gabeira e a lei

Li, como sempre com muito gosto, o artigo A suprema emboscada (5/5, A2), de Fernando Gabeira, arguto e profundo analista da cena nacional. Talvez lhe tenha faltado, como me faltava, para a elaboração de seu excelente texto, conhecimento do que diz o Código de Processo Penal: “Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. (Redação dada pela Lei n.º 12.403, de 2011). Parágrafo único – A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares”. Como se pode depreender, a lei autoriza, sim, a prisão preventiva em várias situações em que se poderia enquadrar José Dirceu, criminoso condenado e contumaz. Mas é tudo uma questão de interpretação e, afinal, cabe ao Supremo errar por último, mesmo em prejuízo do País.

OMAR ALVES ABBUD

omarabbud@gmail.com

Brasília

Plantai e colhereis

O ministro Celso de Mello, voto vencido no habeas corpus de José Dirceu, como sempre muito bem aparelhado de conhecimentos técnicos, vazados em escorreita sintaxe, verbera em seu voto aqueles que agem “com o objetivo espúrio de conseguir vantagens indevidas e de controlar, de maneira absolutamente ilegítima e criminosa, o próprio funcionamento do aparelho de Estado”. Impossível não trazer à tona, nas atuais circunstâncias, a atuação do decano do STF em 2013, quando, com o mesmo saber e a mesma gramática, mas contra a expectativa geral, votou pelo acolhimento dos embargos infringentes contra acórdão do plenário da Suprema Corte, o que livrou os mensaleiros do crime de formação de quadrilha. Tivesse o ministro Celso de Mello na ocasião pendido menos para o tecnicismo e mais para os anseios da Nação espoliada, talvez hoje o periculoso réu afeito a “habitualidade delitiva” ainda estivesse preso por causa do mensalão; o Brasil decente, menos indignado; e o brilhante hermeneuta, livre de verberações e do ônus de perder para Dias Toffoli.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Ameaça à Lava Jato

Os editoriais do Estadão são muito bons, muito me agrada o ponto de vista desse jornal. Entretanto, tenho de discordar do editorial A real ameaça à Lava Jato (4/5, A3). Diz o texto que a libertação de José Dirceu e outros réus não ameaça as investigações, mas, sim, “o comportamento imperioso de alguns procuradores e a absurda demora do Supremo de julgar os casos que lhe competem”. Acontece que temos de ter em mente que a Lava Jato é a investigação mais importante da História brasileira, porquanto está pondo em xeque os donos do poder, que sempre se julgaram acima da lei. E mais: muitos dos réus, como é o caso de José Dirceu, são pessoas muito influentes no meio político e se estiverem soltas podem, e provavelmente vão, conspirar contra o andamento das investigações. Um forte indício disso é a reportagem, na mesma edição do Estadão, intitulada Bastidores: ‘Temos de nos preparar para a guerra política’, afirma Dirceu. Essa matéria jornalística demonstra claramente que o réu, apesar de estar com medidas restritivas, não está disposto a se sentir preso e condenado, como o foi. Ele tem muita disposição para atuar fortemente na política e os limites de sua atuação não sabemos quais são.

BRUNO AZAMBUJA

brunobarros_316@hotmail.com

Brasília

No julgamento do habeas corpus de José Dirceu, o Brasil entrou em campo já perdendo de 2 x 0, mas com a vã sensação de que, se houvesse empate durante o jogo, um pênalti seria marcado nos últimos minutos da prorrogação. Quanto à declaração do sr. Gilmar Mendes de que os procuradores da Lava Jato são “inexperientes” por causa da sua juventude, entendo que talvez lhes falte a malícia necessária para jogar esse jogo, mas estão mostrando coragem e profissionalismo em assunto que todos os níveis do Judiciário relegaram durante todos estes anos.

FLAVIO ABRÃO FILHO

fabrao@uol.com.br

São Paulo

LEI DE MIGRAÇÃO

Esclarecimento

Vários direitos assegurados aos imigrantes pela nova Lei de Migração decorrem de interpretações já dadas pelo Poder Judiciário em consonância com a Constituição federal brasileira, conforme as recentíssimas decisões do Supremo Tribunal Federal sobre benefícios sociais a estrangeiros autorizados a aqui residir. Além disso, a lei dispõe de muitos cuidados em relação a impedimentos de entrada de quem cometeu crimes e de identificação e documentação dos imigrantes (artigo 45). E não facilita a entrada no País de traficantes de drogas e de guerrilheiros. Os imigrantes são, em geral, vítimas. Basta verificar quem são os apenados no Brasil para concluir que poucos são estrangeiros e que é o crime organizado brasileiro o que amedronta. No mais, é função de polícia, de setores de inteligência e de proteção de fronteira. Também a lei não incentivará conflito de raça, religião e nacionalidade. Ao contrário, respeita a dignidade humana dos imigrantes. Há hoje milhares de compatriotas nossos que emigraram e vivem em terra estrangeira. Só na região de Boston são 300 mil e no Japão, 200 mil. Eles almejam, e alguns já têm, os mesmos direitos que a nova lei vai conferir aos imigrantes que vierem a escolher o Brasil como seu destino: documentação, acesso aos serviços públicos, trabalho, proteção do Estado.

ALOYSIO NUNES FERREIRA, ministro das Relações Exteriores

Brasília

“Agora cabe à segunda instância pôr as coisas em seu devido lugar”

ÉLIO DOMINGOS MORANDO / SÃO PAULO, SOBRE O HABEAS CORPUS CONCEDIDO A JOSÉ DIRCEU 

eliomorando@bol.com.br

“Os petistas não são socialistas nem comunistas, são oportunistas”

LELA C. MORAES / SÃO PAULO, SOBRE A PROPOSTA DE ‘GUINADA À ESQUERDA’

lelac.moraes@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AS 87 TESTEMUNHAS

O juiz federal Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), entendeu que não parece razoável exigir o comparecimento de Lula em cada uma das 87 audiências previstas pela defesa do réu em Curitiba no dia 10 de maio. A pergunta é: parece-lhe razoável chamar 87 testemunhas, apenas para alongar o tempo do processo?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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RAZOÁVEL

O juiz federal Nivaldo Brunoni, do TRF-4, liberou Lula de comparecer a cada audiência de suas testemunhas de defesa, conforme anteriormente determinado pelo juiz Sérgio Moro. Para Brunoni, "não parece razoável exigir-se a presença do réu em todas as audiências de oitiva das testemunhas arroladas pela própria defesa, sendo assegurada a sua representação exclusivamente pelos advogados constituídos". Parece-lhe razoável, no entanto, o incrível número de 87 testemunhas, numa intenção clara de procrastinar o processo no qual o ex-presidente é réu por suposta propina de R$ 75 milhões paga pela Odebrecht em contratos da Petrobrás?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PALHAÇADA

O juiz federal Nivaldo Brunoni, do TRF da 4.ª Região, liberou o réu Luiz Inácio Lula da Silva de comparecer a todas as 87 audiências de suas testemunhas de defesa. O que acontece neste meu Brasil brasileiro? O TRF se deixa levar por uma manobra de convocação de testemunhas inócuas? Uma palhaçada? A Justiça está louca? Não há mais Justiça? Em que vamos confiar para melhorar o Brasil? O juiz diz, ainda, que "não parece razoável exigir-se a presença do réu em todas as audiências de oitiva das testemunhas arroladas pela própria defesa". Razoável, sr. juiz? E é razoável a defesa arrolar 87 testemunhas que vão todas mentir? Se for razoável, sugiro à defesa de Lulinha Paz e Amor que arrole os 15 milhões de beneficiários do Bolsa Família, que jurarão que ele é inocente, que é o pai dos pobres e que é muito bonzinho... Sr. juiz, pense no País e esqueça o cipoal judicial. Pare, agora!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DEFESA

Lula já havia pensado em dispersar as 87 testemunhas para chamar a segunda turma do STF para defendê-lo.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA JURÍDICA

O ex-presidente Lula, bem como seus advogados, consideram o juiz Sérgio Moro um inimigo a ser abatido. É um absurdo conceber o juiz do Paraná desta forma. O magistrado está apenas cumprindo seu dever de ofício; não creio que tenha nada pessoal contra o ex-presidente. A Lava Jato caiu em seu colo como se fosse um fardo a ser carregado. Os advogados, no intuito de embaraçar o julgamento, arrolaram 87 testemunhas, um número implausível que ensejou a obrigatoriedade do acusado de acompanhar as oitivas. Agora, o juiz Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, liberou o réu de comparecer a cada audiência de suas testemunhas de defesa, usando o mesmo argumento da irrazoabilidade para justificar seu despacho. Parece que há uma guerra oculta entre os magistrados. A sociedade não ganha nada com essas decisões contrárias advindas dos diversos processos que correm na Justiça e, pelo contrário, trazem insegurança jurídica. 

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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NA REPÚBLICA DE CURITIBA

Lula deveria aproveitar sua estada na República de Curitiba para fazer uma visita aos heróis nacionais do PT e, juntamente com Antonio Palloci, Marcelo Odebrecht, Renato Duque, João Vaccari Neto e outros, analisar a situação nacional e preparar um grande projeto de salvação nacional para 2018, como meios para recapitalizar a Petrobrás e os fundos de pensão, baixar os juros e a inflação, além do déficit público, já que só poder contar com esta turma para seu grande momento de concorrer à Presidência da República novamente.

Dalton Antonio Schultz Gabardo dalton@gabardos.com.br

Curitiba

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PT REPETITIVO

Dentre os vários absurdos contidos no mais recente documento divulgado pela Executiva do PT - entre os quais a delirante proposta de eleições presidenciais diretas para este ano -, há um em particular que chama a atenção: o partido definiu a greve geral do último dia 28 como um "marco histórico na luta contra o governo usurpador". Há um equívoco no uso do termo "governo usurpador". O exemplo da Venezuela é bem esclarecedor: lá, sim, Nicolás Maduro, em continuidade ao governo de seu antecessor populista bolivariano, Hugo Chávez, vem progressivamente usurpando o poder com medidas de exceção, cujo ato mais recente é a convocação debochada de uma Constituinte de araque. Michel Temer não usurpou nada. Ascendeu à Presidência da República pelas regras constitucionais vigentes, republicanas e democráticas. Os discursos repetitivos do Partido dos Trabalhadores parecem os tocadores antigos de discos de vinil: quando a agulha engripava, a música não saía do lugar. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MEA CULPA

O PT se encontra em uma sinuca de bico, com poucas perspectivas à vista, mas acredito que, se assumisse os erros de um governo temerário, já seria um caminho para possíveis votos favoráveis e, claro, uma renovação pautada por uma juventude integrada num mundo novo.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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ÚNICA OPÇÃO

Na entrevista concedida esta semana, o petista Tarso Genro (PT-RS) criticou, como não poderia deixar de fazer, os dois nomes mais cotados atualmente para enfrentar Lula em 2018: Jair Bolsonaro e João Doria, a quem adjetivou de medíocre. Conclusão: para Tarso Genro o único candidato viável é... Lula! Para quem arrasou seu Estado, o que mais se poderia esperar?

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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BONS EXEMPLOS

Bolsonaro é "candidato inviável" e Doria é "político medíocre", disse Tarso Genro. Bons mesmos são os políticos do PT, não é, Genro? Exemplos? Ele mesmo, que quebrou o Rio Grande do Sul, e Lula e Dilma, que quebraram o Brasil!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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PROCURA-SE UM ESTADISTA

Ao ler no dia 2/5 o artigo de Eliane Cantanhêde no "Estado" ("Um Macron tupiniquim?"), afirmando que a polarização Lula-Bolsonaro abre uma vistosa avenida ao centro em 2018, cheguei à conclusão de que os desmandos perpetrados durante os presidentes petistas provocaram não só uma catástrofe em nossa economia, como em nossa classe política. Muitos dos que ora se arvoram capacitados a assumir a Presidência da República jamais se atreveriam a tanto, se a nossa política não estivesse tão maltratada. Além daqueles mencionados por Cantanhêde, como Lula e Bolsonaro, o primeiro pelas revelações que até agora vieram a público e o segundo, pelo seu próprio histórico, reportagem exibida pelo "Estadão" de 1/5 nos apresentou outros como Luciano Huck, Roberto Justus e o proprietário da Rede TV!, Marcelo de Carvalho, que afirmou que não é candidato, mas disse que o Brasil está precisando de administradores profissionais. Ora, não é porque eles aparecem na telinha que qualquer um deles poderá governar bem um país. O Brasil não precisa de administrador profissional, de gestor, de engenheiro ou qualquer outra profissão específica. O que o nosso país precisa, e com urgência, é de um estadista, como foi Winston Churchill na Inglaterra ou Abraham Lincoln nos Estados Unidos. Um estadista pensa no Estado, não só no presente, como em seu futuro, pois cabe ao governante de uma nação não só administrá-la bem, mas projetá-la e prepará-la para as futuras gerações. Além de um bom gestor, tem de ser um líder nato e, principalmente, ao contrário do que prega o nosso prefeito, um bom político. Com certeza ele precisará ser, para se entender com o Congresso Nacional e com os chefes das demais Nações. Não vejo em nenhum dos atuais candidatos um que tenha ocupado um cargo no Executivo, ou não, que lembre, ainda que de longe, um estadista.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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'FUMAÇA PRETA'

Muito bem observado pelo texto de Vera Magalhães em 30/4 ("Fumaça preta"): por incrível que pareça, nós, brasileiros, estamos acordando para o que acontece no País e, principalmente, para aqueles que dizem nos representar, quando na realidade eles querem é manter as suas mordomias. Se existe alguma coisa boa que o governo do PT e seu líder máximo fizeram por nós foi nos acordar para a dura realidade, mesmo que isso não tenha sido sua ideia inicial.

Márcio F. de Souza marciofdesouza@icloud.com

São Paulo

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O DISCURSO DE LULA

O "nós" contra "eles" chegou aonde nunca poderia chegar: ao Judiciário. Uma divisão, uma ruptura no Judiciário, na atual situação, é tudo o que os envolvidos nas falcatruas desejam para ficar livres para continuar a roubar impunemente. Esta semana a venda de vinhos caríssimos deve aumentar substancialmente. 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JOSÉ DIRCEU EM LIBERDADE

Não é segredo para ninguém que José Dirceu era o trunfo de Lula para aquele ambicioso projeto de se perpetuar no poder. Porém, o "tropeço" chamado mensalão pôs tudo a perder. Mas, agora, José Dirceu está de volta e deve ter reacendido aquele velho sonho. Como isto aqui é um país de malucos, referindo-se à política e à Justiça, se brincar, esta gente volta ao poder com toda a força. E que Deus nos ajude!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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NUNCA ANTES

Nunca vi nem ouvi falar em manifestações públicas contra decisões judiciais, especialmente as do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, após os governos "petralhas", até isso aconteceu, com a soltura de presos indiciados em numerosos crimes - que também poderiam ser classificados como hediondos - contra a nação brasileira. Com isso, os brasileiros se sentiram pisoteados e agredidos.   Chega de tanta ignomínia, que confiança poderemos ter, agora, na nossa "suprema" Justiça? 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PARÁBOLAS DE LULA

Agora podemos entender o que Lula quis dizer quando disse "temos uma Suprema Corte totalmente acovardada".

Mário Aldo Barnabe mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba 

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MANOBRA JURÍDICA

Já começo a sentir o cheiro de pizza. Eu e milhões de brasileiros, exceto os "petralhas", estávamos felizes com o rumo da Operação Lava Jato, quando, num passe de mágica, vejo na televisão que o notório Zé Dirceu conseguiu um habeas corpus para sua soltura. Os 32 anos de cadeia foram para o espaço. Fiquei mais abismado com o ministro Gilmar Mendes, que falou em "brincadeira de verão". Ora, ministro, já que Vossa Excelência, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski gostam de falar bonito usando expressões para ludibriar os brasileiros, vou usar uma: este caso não passou de estratégia de advogados para defender seu cliente, isso se chama manobra jurídica.

Lourival Cordeiro lourivaldcordeiro@hotmail.com

Bertioga

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O GOLPE

 

Que Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski votassem favoravelmente pela soltura de José Dirceu, era de esperar, mas até Gilmar Mendes?! Perdi a confiança no Supremo Tribunal Federal. Vejam o resultado: Antonio Palocci, que já considerava fazer um acordo de delação premiada, voltou atrás. A Lava Jato tem um inimigo à vista: o Supremo Tribunal Federal.

 

Marius Oswald A. Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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FOSSA

A solução para a Segunda Turma do STF, que votou pela soltura de José Dirceu, é a implantação do saneamento básico.  

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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A RESPONSABILIDADE DO STF

Gilmar Mendes libertou um dos maiores bandidos que o Brasil já teve, para quem faltam julgamentos de crimes cometidos. Como pode um ministro do STF com experiência fazer uma besteira dessas? Ele deu ao preso uma chance de, sabendo que tem mais processos para ser julgados sobre os quais haverá mais anos de pena, fugir do País, que é a melhor solução. Gilmar ataca a equipe da Lava Jato chamando-a de "inexperiente". No entanto, o ministro e seus colegas experientes deixaram de julgar há anos políticos que cometeram crimes cujos processos encontram-se no STF e cujos envolvidos ainda se encontram frequentando o Congresso Nacional. Foram Gilmar e seus companheiros que, por não prenderem parlamentares criminosos, deixaram o Congresso tornar-se uma enorme quadrilha. É realmente muito estranha essa posição de Gilmar e seus colegas. Com a equipe de "inexperientes" da Lava Jato, o nosso Congresso não viraria uma quadrilha. Isso mostra que Gilmar tem algum problema pessoal em deixar bandidos livres. Estranho.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PIZZA

Foi total incoerência do sr. José Dirceu, um dos maiores lesadores de nossa pátria, não ter convidado seus amigos do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes para comemorar sua soltura com as mais deliciosas pizzas.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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PELA PORTA DOS FUNDOS

Finalmente, os senhores ministros do STF Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes conseguiram entrar para a História... pela mais negra porta dos fundos! Lamentável, profundamente lamentável.  A que ponto chegamos.

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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CULTURA POLÍTICA

Lula, José Dirceu, Palocci & Cia. criaram uma "cultura" que Mendes, Lewandowski e Toffoli defendem. A cidadania não quer isso.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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A SOLTURA DE DIRCEU

Das duas uma: ou somos verdadeiramente idiotas por não compreendermos, ou de fato o crime compensa.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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LEI É LEI

Se a idade fosse determinante na aplicação da lei, todos os ministros do STF teriam de votar como o decano, o ministro Celso de Mello. Mas o que chamou a atenção foi a conduta do ministro Edson Fachin, que enviou ao plenário, e não à 2.ª turma do STF, a decisão sobre o habeas corpus de Antonio Palocci. Isso, sim, é preocupante.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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A PROVA DOS NOVE

Depois que o resultado do jogo foi 3 vezes 3 x 2, o ministro Edson Fachin resolveu colocar mais 6 juízes no jogo, para tirar a prova dos 9 (3+3+3).

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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SUPREMO ESCÁRNIO

Só para informação: o ministro Marco Aurélio está providenciando a soltura de todos os presos que aguardam julgamento além do tempo do goleiro Bruno? O ministro Gilmar Mendes na certa está libertando os detentos provisórios cujas condições se assemelham às de José Dirceu? Ou é apenas jogo de cena?

Natalino Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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SOLTO POR AÍ

Espero que o sr. Sérgio Moro imponha ao embusteiro José Dirceu mais que medidas cautelares, tais como fiança expressiva, devolução dos valores provenientes de corrupção, se já comprovados, e isolamento político. Não podemos ver um facínora deste quilate rindo da sociedade. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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DECISÃO ADEQUADA

Elogiável a decisão do juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, de impor a Eike Batista o valor de R$ 52 milhões, a ser pago dentro de cinco dias úteis, para continuar solto da prisão - liberdade muito estranha concedida esta semana pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.  Caso não cumpra essa decisão, voltará a ser encarcerado novamente. Eike Batista cometeu vários crimes, prejudicando em demasia pessoas que confiram em seus projetos maléficos e muitos deles contrários ao que prescreve a lei. A soltura de Eike prejudicou também, e muito, a investigação de seus crimes. Felizmente, a nova decisão do juiz Marcelo Bretas, se ele não cumprir, o levará a cumprir o que merece: prisão.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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O HOMEM DO BNDES

É fácil para Eike pagar a fiança estabelecida. Basta pedir um empréstimo ao BNDES, assunto em que ele é especialista.

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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A VEZ DE ANTONIO PALOCCI

Mais uma vez a população é ignorada, enganada e classificada de trouxa, pois, na última vez em que o ex-ministro da Casa Civil foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro, Palocci colocou-se à total disposição do juiz, para, no momento em que ele achasse conveniente, confessar tudo o que sabia de todas as pessoas envolvidas na Operação Lava Jato, citando nome, endereço, telefone, o que fez, com quem fez, etc. Afirmou Palocci que se omitiu e não o fez anteriormente pelo direito de se manter calado e por conveniência. Agora, para nossa surpresa, desilusão e tristeza, entra em cena o Supremo Tribunal Federal (STF) informando que o plenário vai julgar se Palocci pode ser solto ou não. Ou seja, diante de tal absurdo, sabem quando Palocci delatará o que sabe? Só no Dia de São Nunca. Agora, cá entre nós, alguém tem dúvida de que tem alguém por trás dessa maracutaia, manipulando, dando ordens, determinando e comandando tudo? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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RESPOSTA ÓBVIA

O advogado do ex-ministro da Fazenda preso demonstrou interesse em conhecer por que o relator dos processos da Lava Jato no STF encaminhou para decisão pelo plenário o que até agora era decidido pela 2.ª Turma do tribunal. Não é preciso ser muito inteligente para saber a resposta a essa curiosidade: porque a 2.ª Turma é tendenciosa, ou seja, tende a libertar presos de "alto coturno" que têm sua impunidade (e não imunidade) ameaçada. Se não fosse assim, a douta 2.ª turma teria decidido também pela soltura de milhares de presos comuns que se encontram na mesma situação dos VIPs encarcerados e que agora estão sendo soltos. Neste caso, não poderia ser considerada tendenciosa. Deu para entender?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE DE MESTRE

Palocci declarou ao juiz Moro que ele teria assuntos a declarar que ocupariam sua agenda por pelo menos mais um ano. Se o juiz aceitar, estaria profundamente decepcionado com ele. Muito inteligente, Palocci quer simplesmente adiar a possibilidade de Lula vir a ser condenado e ainda tornar sua candidatura viável. Penso que, se existem mesmo as provas para condenar Lula, estas devem ser feitas já. Além do que, já estão quase prontos outros cinco processos. A delação de Palocci seria apenas mais uma. Realmente, uma grande jogada. Só tumultuou.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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STF LTDA.

A Venezuela não ruiu de um dia para o outro, sua derrocada é e foi minuciosamente tramada na cúpula; como aqui, no Brasil, sempre dando um vezo "institucional" e "legal" aos crimes da máfia no poder. Rezemos.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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CONSTITUINTE NA VENEZUELA

A convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela chama a atenção por vários motivos contraditórios. O referendo revocatório, que poderia interromper o mandato de Nicolás Maduro, não foi aprovado por manobras do presidente. Posteriormente, a oposição conseguiu maioria absoluta no Legislativo, nas eleições de dezembro do ano passado, mas o presidente tentou recentemente suprimir o Poder Legislativo ao utilizar o Poder Judiciário. Agora, Nicolás Maduro procura utilizar um mecanismo da própria Constituição para fazer outra Constituição e, assim, ganhar tempo para terminar o mandado presidencial em 2018.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MINEIROS EM FESTA

Nosso governador, Fernando Pimentel (PT-MG), finalmente poderá ser processado sem autorização da Assembleia Legislativa Estadual. "Iustitia quae sera tamen".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Sobre o artigo de Teresa Dib Zanbon e Marcelo Knobel ("Compromisso com a sociedade", 4/5, A2), seria interessante se os articulistas revelassem quais os seus salários na instituição que defendem, a Unicamp. Se acreditam que prestam um benefício à sociedade, queremos saber se é mensurável o valor produzido por essas universidades, uma vez que nos custam 2% do ICM, valor extremamente expressivo. Quanto custa um aluno nessas universidades, comparado aos alunos de universidades latino-americanas correlatas? Quanto de benefício essas universidades geraram? Creio que há uma carência enorme das universidades públicas paulistas na comunicação de suas contribuições à sociedade. O compromisso com a sociedade é bom, mas não é suficiente. Estes eméritos professores nos devem explicações claras, detalhadas e transparentes do uso dos recursos públicos e dos resultados reais que ela nos retribuiu. É função das universidades fornecer estacionamento gratuito a seus alunos e funcionários? Algum dia foi descontado dos grevistas que reiteram suas reclamações anualmente? Os horários dos funcionários são controlados? Quantas faltas abonadas são dadas anualmente aos funcionários? Há algum vício nos concursos públicos, nas seleções de publicações e na avaliação acadêmica dos professores? Quantos jubilamentos houve de alunos nos últimos anos? A sociedade espera respostas além das boas intensões e divagações intelectuais.

Claudio Furtado cfurtado.arquiteto@gmail.com

São Paulo

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MAIS OPORTUNIDADES

O artigo "Compromisso com a sociedade" ("Estado", 4/5, A2) mostra a importância do ensino superior para oferecer oportunidades de diminuição das desigualdades sociais. São esforços como este que merecem destaque e indicam os caminhos de futuro. Esforços de todos podem contribuir para uma sociedade mais justa.

Pedro Paulo A. Funari ppfunari@uol.com.br

Campinas

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CPI QUER ACABAR COM A FUNAI

É inaceitável que uma CPI do Congresso Nacional queira acabar com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e proteger os interesses escusos dos ruralistas. Querem acabar com os nossos índios, tomar de vez suas terras, destruir as florestas, poluir os rios, como se fosse terra de ninguém. A que ponto chegamos? É uma quadrilha e organização criminosa que está roubando e destruindo o Brasil, de forma descarada. O disparate de uma CPI composta por ruralistas, grileiros e invasores de terras dos índios querendo o fim da Funai e dos direitos dos povos indígenas. Não podemos permitir tamanhos retrocesso e barbárie no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FIM DO MUNDO

Li no "Estado" que um pai matou e enterrou o filho de 13 anos no Rio de Janeiro por disputa no reajuste da pensão alimentícia de R$ 280,00! Tem gente que acha que o aquecimento global, no futuro, será o responsável pelo "fim do mundo". Fim do mundo, porém, é aqui e agora!

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri 

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