Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Maio 2017 | 03h03

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

E para os pagantes, nada?

O governo dará alívio nas dívidas de municípios e de produtores rurais (16/5, B1). Aos municípios foi concedido prazo de 16 anos para pagar uma dívida de R$ 75 bilhões, com descontos substanciais nas multas e nos juros. Aos produtores rurais, dívida de R$ 10 bilhões, 20 anos para pagamento, idem nos encargos. Dois casos já sacramentados. No entanto, no mesmo anúncio dessas benesses para atender os espertalhões da base governista, que não se cansam de depenar o Tesouro, o presidente foi, digamos, cauteloso quanto ao reajuste da faixa de isenção da Tabela do Imposto de Renda, defasada em quase 90% e há 20 anos assaltando o bolso do trabalhador e do aposentado. Afirmou S. Exa. que ainda vai avaliar essa possibilidade e examinará o assunto com “muito cuidado”. Como se vê, para devedores contumazes, tudo: pediu, levou. Porém para pagadores de impostos, que sempre carregaram e continuam a carregar o INSS no lombo, vai dar um tempo para pensar...

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Correção da tabela

Está bem fácil fazer justiça, basta mandar corrigir em 83% a tabela progressiva de isenção do Imposto de Renda, uma questão de honra para os contribuintes que não sonegam.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Melhor deixar pra lá

Se para aprovar a reforma da Previdência se torna necessária a concessão de tantos benefícios a empresas, com descontos de multas e de juros, e parcelamento de dívidas de governos estaduais e municipais inadimplentes com o Fisco e com a Previdência Social, privilegiando quem não merece, será melhor parar por aqui e adiá-la para outra oportunidade, com maior segurança e sem necessidade de expedientes prejudiciais. O projeto inicial está totalmente deformado e o ajuste de contas da Previdência que com ele se pretendia constitui apenas numa expectativa de eficácia, não uma certeza. Muito mais importante que o arremedo de uma reforma previdenciária é, antes de tudo, a concentração do governo federal na arrumação da própria casa, com incentivos à recuperação das indústrias e do comércio em geral, diminuição do desemprego e saída, o mais rápido possível, da perniciosa recessão por que passa o País. Assim agindo, provavelmente o ajuste de contas da Previdência se dará naturalmente.

PAULO GUIDA

paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

‘Diferença gritante’

Esclarecedor o editorial Diferença gritante (13/5, A3). Não há dúvida que a reforma da Previdência é necessária, mas o que todos querem saber é como ficam as aposentadorias do pessoal dos cargos eletivos. Já li que a um suplente de senador basta exercer o cargo por 180 dias e já tem assegurado o direito de aposentadoria. E como funcionam as aposentadorias no Judiciário? E as pensões desses privilegiados? É evidente que para o governo e os parlamentares é mais fácil fazer “terrorismo” sobre o povão do que esclarecer esses pontos. Nossa esperança é a mídia ajudar-nos com dados como os mencionados nesse editorial.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Em boa hora o Estado publicou editorial mostrando as injustas e gritantes diferenças entre a aposentadoria que nós, os trabalhadores comuns, recebemos e aquelas com que são aquinhoados os funcionários públicos. Nós pagamos e eles é que recebem gordos benefícios!

JAIR NISIO

jair@smartwood.com.br

Curitiba

Blitz

A reforma da Previdência está avançando, mas, como cantava a Banda Blitz, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente... essa reforma vai acabar com o privilégio da casta – a grande culpada pelo desajuste nas contas da Previdência – que se aposenta com salário integral, sem lastro financeiro e é paga pelos pobres mortais, trabalhadores do setor privado? Ou esse avanço significa que estão avançando, sim, mas sobre nós, verdadeiros trabalhadores, que vamos continuar a sustentá-los?

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

Revoltante

O rombo da Previdência deve-se basicamente aos muito numerosos e muito caros funcionários públicos, eufemisticamente chamados de “servidores”. Por que não aplicar-lhes a CLT? Por que tantas benesses? Ouvi outro dia de uma funcionária pública que a categoria merece mesmo as benesses por ser mais qualificada... Pode?! Essa turma, além de trabalhar menos, faltar mais, ter estabilidade, abonos e licenças-prêmio, etc., etc., em geral usa e abusa do Estado (leia-se contribuinte) de todas as formas. Ou alguém já viu, por exemplo, servidor ter de levar serviço para casa? É simplesmente revoltante.

MARLY N. PERES

marly.lexis@gmail.com

São Paulo

Déficits

Li no Estadão que mais da metade da receita dos governos é canalizada para os servidores públicos, a causa dos déficits que os mais pobres têm de pagar. Mas os governos não têm coragem de mexer nesse assunto...

IBRAHIM GEORGES SKAF

ibrahimacskaf@gmail.com

São Paulo

Não aos ‘especiais’!

Reforma previdenciária pra valer não pode ter aposentadorias “especiais”. Para nenhuma categoria, seja qual for! Ao se aposentar, um teto válido para todos, estabelecido em lei, bem como igual tempo de contribuição têm de ser respeitados. Isso é condição fundamental e inegociável. Ninguém poderá ter privilégios, e ainda há tempo para isso constar na atual reforma. Assim sendo, com certeza não haveria mais rombos na Previdência, os quais foram causados pela facilitação para determinadas categorias, em detrimento dos demais contribuintes brasileiros. Caso contrário, políticos incompetentes vão acabar sugerindo novas reformas previdenciárias a cada 10, 15 anos, como é o caso na atualidade. Sejamos práticos e inteligentes para evitar tantas injustiças e desgastes para o conjunto da sociedade. Senão poderá ficar pior ainda do que já está!

LUIZ DIAS

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

‘Terrorismo’

Quando um político diz que não há opções, ainda temos três possibilidades: chamá-lo de mentiroso, de incompetente ou de sua síntese perfeita. A política pressupõe opções.

VICTOR MARTINS LEAL

victorm.leal@hotmail.com

São Paulo

“Em tempos de crise, oferecer tantas benesses para aprovar reformas? Faça isso não, presidente,fica parecendo que não tem argumentos...”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE O TOMA LÁ, DÁ CÁ

ricardocsiqueira@globo.com

“A continuarem esses puxadinhos, chego a duvidar da anunciada extinção da contribuição sindical obrigatória”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE AS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA

mgoldstein@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RECURSO NA ONU

A defesa de Lula apresentou esta semana novos documentos à ONU sobre supostos "abusos" do Judiciário brasileiro. Os 14,2 milhões de desempregados, a Petrobrás, os Correios, o FI-FGTS, o BNDES, etc., nenhum destes grupos também foi abusado, não é, Lula?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SANTIDADE

De novo, a defesa recorreu à ONU. Só falta, agora, peticionar ao Vaticano. Quem sabe ainda, talvez, Lula possa ser candidato a papa...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O MAGNÂNIMO

Segundo Lula, quando Léo Pinheiro e seu diretor foram a São Bernardo do Campo falar com ele, não trataram do apartamento do Guarujá, mas apenas da cozinha do sítio de Atibaia. O sítio do Bittar, segundo Lula. Depois dizem que grandes empreiteiros e ex-presidentes só pensam em coisas grandes e do seu interesse. Olhem aí que bonito: vieram até São Bernardo do Campo para tratar da cozinha de alguém que nada tinha que ver com a OAS! E Lula gastando seu precioso tempo e se interessando pela cozinha do amigo! Quantos brasileiros gastariam uma manhã discutindo as alternativas de como reformar a cozinha de um amigo? Por que a imprensa não noticia este lado tão humano e magnânimo do ex-presidente?

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ELEVADOR

Para justificar por que ele não solicitou a instalação de um elevador privativo no triplex do Guarujá, Lula mostrou ao juiz Sergio Moro uma fotografia da escada em caracol da cobertura onde mora, em São Bernardo do Campo, com degraus penosos para a sua esposa, que tinha problemas articulares. Disse Lula que, se fosse para instalar um elevador, seria neste apartamento, e não naquele. Tal seria, contudo, uma boa razão para a instalação de um elevador no triplex. Por que instalá-lo num apartamento sem um comprador específico? É curioso, é quase um ato falho. Mas que dá o que pensar... é indubitável.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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AMIZADE SOBRETUDO

Um ex-presidente, que em tese nada mais tem que ver com a administração federal, busca encontrar-se com um ex-funcionário de uma empresa sob controle majoritário da administração federal. Lula e Renato Duque se encontram em 2012, 2013 e 2014. Como nenhum tem mais ação efetiva em nada na área federal, o motivador dos encontros só pode ser uma grande e infinita amizade.

  

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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O QUE FALTA?

Os "alemães", Léo Pinheiro, Renato Duque, o depoimento de mentiras ao juiz Sergio Moro e, agora, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura. O que mais falta? Os empreiteiros terminarem a reforma da cela?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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'MANDAR PRENDER'

Ousadia do sr. Lula ter dito que pode "mandar prender" os que o acusam, mas o Brasil quer saber da verdade sobre: os desvios da Petrobrás, as benesses da Odebrecht e da OAS, a isenção de impostos à Hyundai, o patrimônio oculto, as palestras duvidosas, etc. Presunçoso e inconsequente, Lula já se acha presidente, não para governar, mas, sim, para perseguir os que querem a lucidez sobre o que até agora está oculto. Revanchismo e repugnância.

Nelson Scatena yagomscatena@gmail.com

São Paulo

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CONTRADITÓRIO

O depoimento de Lula a Moro trouxe amplo contraditório. Como alguém afirma que não manda no PT, mas, ao mesmo tempo, garante que será candidato à Presidência em 2018, obviamente, pelo mesmo partido?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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'ASSIM É (SE LHE PARECE)'

Sob esse título, o dramaturgo italiano Luigi Pirandello, Prêmio Nobel de Literatura, escreveu (em 1917) uma peça teatral até hoje muito cultuada pelos intelectuais de esquerda e definida pelo autor como uma "farsa filosófica". A citada obra de dramaturgia explora o tema da verdade e os contrastes entre realidade e aparência, entre o verdadeiro e o falso. O homem, a despeito de seus esforços, não consegue ir até o fim no labirinto das aparências em que vive e das fantasias que cria para si, tampouco tem consciência de como delas fica prisioneiro, segundo Pirandello. O depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, na semana passada, foi uma perfeita encenação, na vida real, da dramaturgia pirandelliana. Durante o depoimento, o ex-presidente exibiu sua "fácies lombrosiana" com assombrosa desfaçatez e arrematado cinismo, em performance típica de um cidadão inculto e arrogante, que responde, inclusive, pelo crime de chefiar uma organização criminosa, mas que não consegue se libertar da fantasia de "grande guia e líder da esquerda tupiniquim". E o pior é que existe uma legião de seguidores, eleitores e "encantados pelo líder" que nele acreditam. Sabe-se lá por que razões. 

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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PALAVRA MÁGICA

Novamente foi pronunciada a palavra mágica: comoção! E mais uma vez se está considerando adiar a única decisão que pode determinar um destino melhor para o País: a prisão de Lula. Segundo a colunista da "Folha" Mônica Bergamo, cinco dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam inclinados a excetuar Lula da prisão na condenação em segunda instância. O motivo? O mesmo que o poupou no mensalão. O medo da comoção social. Ora, senhores, não haverá comoção nenhuma. Na verdade, o povo brasileiro anseia por justiça, não suporta mais a criminalidade e aguarda ansiosamente um sinal de mudança que possa compreender. Os que querem Lula de volta ao poder sabem que Lula roubou, mas não deles, só da Petrobrás, que para eles não significa nada... O que eles querem com Lula, ladrão ou não, ou com outros é renda para retornar ao consumo. Se Lula for preso, eles respeitarão a decisão e a acharão correta porque têm fé e, no seu íntimo, sabem que o pecador deve ser castigado.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'SINE DIE'

Consequência de seguidos adiamentos, a prisão de Lula, que já foi considerada questão de dias, passou a ser uma questão de anos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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SENTENÇA JÁ 

Acertou o juiz Sergio Moro ao dispensar mais testemunhas no caso do triplex do Guarujá, que envolve o ex-presidente Lula. Afinal, quais novas informações estas poderão oferecer, além das devastadoras apresentadas pelos empreiteiros Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht e tantos outros? Chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa ao País, o julgamento e a sentença, seja qual for. Chega deste espetáculo deprimente de um ex-presidente que aproveitou o poder apenas para corromper.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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GRAND FINALE

Tamanha sangria praticada durante os últimos 13 anos de forma sistemática e premeditada não foi apenas uma vocação ao roubo. Nenhum governo, por mais cleptocrata que fosse, tentaria de uma só vez abocanhar quase todas as instituições do País que geram divisas como estatais bancos e fundo de pensão. Está cada vez mais claro com o desenrolar da Operação Lava Jato que tudo fez parte de um plano de tomada do poder, com vários tentáculos da orcrim implantados em postos-chave, transformando empresas como Petrobrás e BNDES em caixa 24 horas, de um partido que tentou de forma vil reduzir o Brasil a uma República financiadoras de ditaduras, cujo sonho em comum era a criação de uma "Pátria Grande", à custa do empobrecimento da Nação. Se tudo isso que vem se confirmando com as descobertas da Lava Jato ficar provado, como já vem acontecendo, apontando Lula como chefe máximo do esquema e Dilma como sua apoiadora, ambos não deveriam ser considerados apenas uma dupla de foras da lei, mas uma ameaça à soberania nacional, arcando com de devidas consequências penais. 

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BNDES

A Polícia Federal investiga, agora, suspeita de corrupção e fraude em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à JBS no valor de R$ 8,1 bilhões. Pergunto: e os R$ 20 bilhões financiados ao Grupo X, de Eike Batista, não merecem a mesma condução? Como também deve haver mais de uma dezena de empresas de grande porte envolvidas, além de centenas de médio porte, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MARIDO TRAÍDO

BNDES favoreceu a JBS. Descobriram  a  pólvora. Somente a Justiça  brasileira  não  sabia  das  negociatas entre a dona das marcas Friboi e Seara e o BNDES. Financiamentos de R$ 8 bilhões são alvo de investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Bullish. Engraçado, a Justiça brasileira parece marido traído: é sempre o último a saber.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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QUANTO MAIS, MELHOR

A sucessão de escândalos (PF, agora, investiga fraude bilionária no BNDES) fará a Justiça amontoar processos para os próximos 20 anos. Se os acusados fizerem as contas direitinho, vão encontrar no entrave entre o acúmulo de denúncias e a morosidade do Judiciário o elixir da liberdade. Ou seja, até serem condenados em última instância, muita gente boa já terá partido desta para melhor. Dá para imaginar o som da gargalhada dos inescrupulosos...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CAIXA-PRETA

Delações premiadas estão caindo como bombas nos políticos corruptos, e sabemos que mais virão.    Quando Antonio Palocci fizer o acordo de delação, será um do tipo arrasa-quarteirão, e, com a abertura da caixa-preta do BNDES, creio, será o fim desta camarilha criminosa que deixou o Brasil em estado pré-falimentar e a população, desamparada.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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FUNDO PERDIDO

O criminoso desgoverno lulopetista transformou o BNDES em Banco Nacional de Distribuição de Benesses a protegidos eleitos como "campeões nacionais". É hora de exigir a devolução do dinheiro emprestado (a fundo perdido?) sem mais delongas. Basta de desperdício do dinheiro público.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO BULLISH

Sabem aqueles casamentos luxuosos, com festa nababesca, que acabam em escândalo em página policial? Foi o que aconteceu com o pacto nupcial, ou o "casamento de interesses", entre o BNDES e a JBS. O BNDES, então presidido por Luciano Coutinho, e a JBS de Joesley Batista fizeram um contrato de financiamento de R$ 8 bilhões. Os detalhes deste desastroso arranjo bilionário estão disponíveis nos boletins da Polícia Federal. Não foi possível levá-los coercitivamente, na Operação Bullish, para explicarem o furdunço, porque os nubentes estavam no exterior naquele dia. Como é bom estar no exterior numa hora destas! Como é bom, também, receber R$ 1 bilhão para comprar o concorrente Bertin! Tudo com "ações" entre amigos para comprar ações desvalorizadas na Bolsa de Valores! O BNDES financiou grandes empresas num total de R$ 1,56 trilhão! A operação da Polícia Federal, chamada Bullish, foi citada na "Folha de S.Paulo" como "Bullshit" (bosta de touro, em inglês), título muito mais apropriado...

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SINAL DOS TEMPOS

Sobre a entrevista de Maria Silvia Bastos Marques, presidente do BNDES, à coluna "Direto da Fonte", de Sônia Racy ("Estadão", 15/5, C2), quando a presidente de uma instituição bancária de suma importância usa uma coluna jornalística dedicada a assuntos fúteis e predominantemente de interesse mundano para tratar de coisa séria e grave como os desvios éticos perpetrados por essa entidade em passado recente e, liminarmente procura isentar seu corpo técnico de coparticipação em irregularidades mais que evidentes durante a presidência de seu antecessor, a Nação deve pôr suas barbas de molho. A "defesa" antecipada de seus quadros é, no mínimo, suspeita e grave. Realmente, nestes tristes trópicos temos cada vez mais do mesmo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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'A CAIXA-PRETA DO SISTEMA S'

Celso Ming, em sua coluna de domingo (14/5, B2), colocou o dedo na ferida do Sistema S, mas devia ter ido mais fundo. É inegável a importância para o País das escolas técnicas do Sistema S, mas nas escolas técnicas foi investida apenas uma pequena parte do assombroso montante de R$ 16 bilhões arrecadados pelo Sistema S em 2016. Além dos desvios apontados na excelente matéria de Celso Ming, gostaria de ressaltar o lado mais absurdo desta história do Sistema S. Algumas federações, a partir das contribuições que todas as empresas fazem ao Sistema S, montaram laboratórios e consultorias para prestação de serviços, que, atuando isentas de tributos, predam o mercado das que contribuem, ou seja, as empresas prestadoras de serviços pagam tributos para o Sistema S destruí-las. Isso realmente é o fim da picada!

Ciro Terêncio Russomano Ricciardi ciro@prominer.com.br

São Paulo

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DINHEIRAMA SEM TRANSPARÊNCIA

Achei muito oportuno o artigo do economista Celso Ming publicado na edição de domingo do "Estadão", sobre a caixa-preta do sistema S. Por coincidência, assisti na TV Senado ao discurso proferido pelo senador Ataides de Oliveira, que da tribuna denunciou longamente os desmandos do dinheiro arrecadado pelo sistema, que só em 2015 foram mais de R$ 32 bilhões. Afirmava o senador que toda esta dinheirama oriunda de contribuições do sistema foi utilizada sem nenhuma prestação de conta e transparência. Curiosamente, relatou que esses recursos eram distribuídos até para o Incra, que nada tem que ver com o sistema trabalhista, e para pagar festas milionárias - citou como exemplo um show de fim de ano feito pela cantora Ivete Sangalo ao custo de R$ 4 milhões, promovido por uma das entidades do sistema. Como produtor rural que sou há mais de 60 anos, fico estarrecido ao saber que o referido senador está há mais de cinco anos tentando abrir esta caixa-preta, por meio de requerimento que está engavetado nas mesas do Senado e cujo andamento é com certeza esbarrado pelo poderio das organizações do Sistema S. Afinal, são R$ 32 bilhões gastos sem nenhuma prestação de contas e transparência de sua finalidade. Lembro, também, que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que deveria estar defendendo a nossa classe de produtores rurais, recentemente se posicionou contra a isenção da cobrança do Funrural. Penso que agora é o momento de reunirmos empresários, industriais, comerciantes e produtores rurais, ou seja, todos os que realmente produzem neste país, para fazer um ato de desobediência civil e deixar de fazer o pagamento dessas contribuições trabalhistas que foram criadas há mais de 75 anos pela ditadura Vargas.

Domingos de Souza Medeiros dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

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DÍVIDAS PERDOADAS

Em busca dos 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o governo Temer vai dar condições benéficas para que municípios e produtores rurais parcelem pelo menos R$ 85 bilhões em dívidas previdenciárias ("Estadão", 16/5). Isso é mais um acinte do governo que alega déficit na Previdência, mas não põe ordem na casa e tampouco cobra as dívidas corretamente. O "acerto" representa malversação do dinheiro público e renúncia de receita, penalizada por crime de responsabilidade fiscal. Onde já se viu um governo que se diz moralista agir de tal forma, cobrindo rombos de mau uso do dinheiro por prefeitos e onerando o bolso do cidadão? Falta mais honestidade e coragem para cortar na carne e deixar de favorecer banqueiros e aliados.

 

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto 

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FAZEMOS QUALQUER NEGÓCIO

Para aprovação da reforma da Previdência, o governo Temer faz qualquer negócio. Um negócio da China para todos aqueles representados no Congresso e passíveis de votar a reforma favoravelmente. Um negócio de pai para filho ao manter privilégios previdenciários intocáveis para determinadas categorias. Um péssimo negócio para a sociedade civil minoritária, sem representação qualificada, alijada da negociação. Como na maioria das vezes os temas a serem reformulados pelo governo carecem de informações suficientes, a operação, conduzida e comunicada de forma titubeante à população, imprime um caráter vacilante mais que empreendedor de um governo que precisa ser vitorioso para aumentar sua popularidade. Não é assim que chegará lá.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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COMPRA DE VOTOS

Temer parcela dívida de Estados e municípios com o INSS por apoio a reforma. Oras! Será possível que nem o Ministério Público nem a Justiça observam que isso é compra de votos? Essa atitude do governo é extremamente prejudicial à economia, quando a decisão deveria ser com base em prioridades. O momento requer dedicação à recuperação econômica, empregos, saúde, educação, e não a apoio a qualquer política. Neste caso, deveria seguir o trâmite normal observado o fluxo de caixa do Estado e convencimento técnico de parlamentares quanto à questão das reformas.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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DE ARREPIAR

Nós, brasileiros, quando vemos a notícia de que o governo federal "alivia dívidas de prefeituras aqui, de produtor rural lá, exonera empresas acolá", já nos arrepiamos, porque dívida não some do dia para a noite. Não se livra delas sem repassar a responsabilidade a terceiros, que no caso é o próprio povo. Se continuarem assim, em breve teremos outra megacrise econômica, porque não há mais espaço para aumento de impostos e com certeza faltará dinheiro no que sempre fez falta à população carente (saúde, educação, saneamento básico, etc.). Resultado? No futuro faltará mão de obra especializada, a escola continuará deficiente, restando apenas o subemprego àqueles que realmente precisam. Continuará mais do mesmo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRODUTORES RURAIS

Estou com 82 anos de vida e praticamente 62 dedicados ao comércio de gêneros alimentícios (cereais). Faz 62 anos que vejo o governo prorrogar as dívidas dos produtores rurais. Que gesto bonito, mas quem são os produtores rurais que devem para o Banco do Brasil? São os pequenos produtores, os sitiantes ribeirinhos, os chacareiros? Não, estes, quando o empréstimo vence e não o pagam, o banco tira-lhe o trator, a colheita, o gado e até a mulher, se o infeliz chamá-la de "meu bem". Quem deve para o Banco do Brasil são os grandes produtores que sabem como fazer para ter dinheiro barato e não pagar. Procurem levantar qual é a dívida dos líderes da bancada ruralista e terão uma mostra do que é legislar em causa própria. O total da dívida do setor agrícola está concentrado em profissionais em tomar e não pagar. Duvido que a bancada ruralista tenha coragem de apresentar a lista dos devedores.

Antonio Favano Neto a.favano.nico@uol.com.br

Uberabinha

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'DORIA, O ANTI-LULA'

No último domingo, Eliane Cantanhêde (14/5, A6) colocou o dedo na ferida. João Doria está certo no diagnóstico de que, para ser morto e enterrado politicamente, Lula precisa ser derrotado nas urnas. É um jogo arriscado, de apostas altíssimas, em que as regras de embate serão, inevitavelmente, impostas por Lula. O problema é que Lula é pós-PhD na arte de "palancar". Eliane lembra que na histórica "fila" da velha guarda do PSDB Geraldo Alckmin ainda parece viável. Mas, ainda que Alckmin já tenha provado ser ele mesmo um PhD na gestão estatal, uma habilidade de que o País necessita desesperadamente, essa habilidade não o torna imediatamente o candidato ideal para enfrentar o "apedeuta" numa eleição geral. Importante lembrar o resultado de Alckmin na eleição presidencial de 2006, quando ele perdeu votos entre o primeiro e segundo turnos após os debates diretos contra o mesmo Lula. Claro que os cálculos políticos são complexos e 2018 não é 2006. Mas, ao colocar o dedo na ferida, Eliane está alimentando a tese de que o único candidato com chances de enfrentar Lula nas regras de jogo impostos por Lula é Doria. Mais uma vez, a questão é se os caciques do PSDB terão o País ou suas vaidades pessoais em mente. A pergunta é retórica. Procura-se um estadista. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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DORIA FALA DEMAIS

A última do prefeito João Doria foi esta piada de dizer que, primeiro, é preciso Lula perder uma eleição para, então, ser desacreditado pelo povo e condenado pela Justiça à cadeia, porque, segundo ele, se for preso antes, será uma vítima eternamente lamentada pelo clã lulista, que é enorme. Quanto ao prefeito que puxa para si holofotes já com expectativa para 2018, até agora mostrou ser bom em promoção pessoal e em viagens, mas só daqui a no mínimo dois anos será possível avaliar sua capacidade administrativa. Antes disso, é apostar na incerteza. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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INEBRIADO

É como se encontra no momento um político novato, em êxtase após ter sido eleito prefeito da maior cidade do País. Mal se passaram quatro meses de um mandato de 48 e ele já se comporta claramente como quem tem pretensões a voos mais altos. E nada mais, nada menos do que o mais alto de todos: a Presidência da República. Aproveita-se da verdadeira "Casa de Irene" em que se transformou o seu partido para dar asas aos seus sonhos megalômanos, nada modestos. O sucesso lhe subiu de tal forma à cabeça que, na semana passada, ele resolveu "chamar pra briga" um seu eventual adversário, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Só faltou fazer um risco e cuspir no chão desafiando: "Vem!" Parece desconhecer que esse é o terreno preferido do "sapo barbudo". Foi patético, se não fosse trágico. Este político neófito não percebe que, no momento, a possibilidade de sua candidatura ao cargo com que sonha é tão provável quanto o sol raiar à meia-noite. Melhor faria recolhendo-se à sua insignificância municipal e aguardando os acontecimentos no plano nacional. Assim fazendo, pode ser que uma eventual candidatura em 2018 lhe caia ao colo. Se continuar forçando um protagonismo que ainda não tem, pode dar com os burros n'água.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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OBSTÁCULO

Acredito que o grande obstáculo do PSDB não é o PT, visivelmente arruinado e sem norte, tampouco o homem "mais honesto" do Brasil, Lula, que acredito que nem dorme mais. O grande obstáculo ao Planalto paro os tucanos é o próprio partido, com suas peças e seus egos.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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RISCO REDUZIDO

Em 2018 temos de encerrar 24 anos de aventura: FHC, Lula, Dilma e Temer chegaram ao mais alto cargo da Nação sem comprovação de experiência anterior como gestores. Agora, um personagem desponta como estrela com apenas três meses de prefeito. Com 89 anos, já vivi algumas grandes frustrações. Temos 27 governadores com mais de dois anos de exposição como gestores públicos. Entre eles se sobressaem os que sabem manter as contas equilibradas, os que promovem o crescimento econômico do seu Estado e outros aspectos relevantes. Temos condições de escolhermos com reduzidos riscos.

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

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'PARA ONDE VAI O BRASIL?'

Embora com algum atraso, gostaria de comentar o artigo do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, publicado na página A2 de sábado (13/5), sob o título "Para onde vai o Brasil?". Espero ter bem interpretado o posicionamento de nosso cardeal, colocando-o na perspectiva de uma evolução da visão da hierarquia católica sobre a realidade brasileira, que desejo positiva numa efetiva contribuição à evolução do País voltada para a realidade de seu povo numa visão de justiça social.

Peter Greiner peter.greiner@aclnet.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA DE FATO

O cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo P. Scherer, em seu magnífico artigo de 13/5, mostra a situação grave em que estamos envolvidos, a necessidade de preponderância do Estado sobre o mercado, que por sua vez exige reforma política de acordo com a democracia que desejamos. Infelizmente, as nossas Constituições desde a República Velha permitem a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado, administração direta e indireta, federais, estaduais e municipais: estimulando o tal troca-troca entre o Legislativo e o Executivo, resultando no loteamento político das organizações, tornando-as ineficazes e ineficientes. Algum partido (?) ou algum político eleito tem proposta para extirpar o loteamento político das organizações do Estado? Como não é do interesse deles, desde a proclamação da República vimos aperfeiçoando as eleições para desestimular candidatos que não concordam com a deterioração do Estado e estimular candidatos predadores do Estado. Nós, da sociedade civil, somos cúmplices da situação existente, por não fazermos a pressão necessária para a eliminação do loteamento político e a punição dos infratores. Observa-se mesmo que as entidades representantes da sociedade civil estão seduzidas pelas vantagens do loteamento, sendo cúmplices na precariedade dos serviços públicos (educação, saúde, segurança, saneamento, transportes, energia, comunicação, etc.) e da infraestrutura que prejudica todos e mais acentuadamente os menos favorecidos: se desejamos democracia de fato, precisamos, de fato, pressionar para que aconteça. É o que observamos nos países desenvolvidos.

Darcy de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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DOM ODILO P. SCHERER

Para mim, bastaria que Vossa Eminência Reverendíssima, cardeal-arcebispo de São Paulo, fizesse uma declaração pública, devidamente registrada em cartório, de repúdio irrestrito ao Partido dos Trabalhadores. Só isso.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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TRAPALHÕES

Enquanto isso, nos EUA, o presidente "Trumpalhão" demite sem parcimônia o diretor do FBI, que investigava sua campanha eleitoral, e teria revelado ao chanceler russo informações ultrassecretas sobre possíveis atentados com laptops. Será que ele está querendo abreviar seu mandato ou aprendeu com a não menos trapalhona Dilma "Iolanda" Rousseff?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PERIGO

É verdade que temos problemas que chega, mas o que Donald Trump tem feito está pondo o planeta em perigo. Ele vai falando como se estivesse no bar da esquina, revelando segredos ultrassecretos a quem lhe parecer. O povo americano terá de tomar uma atitude. Que desastre, Tio Sam!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PASSANDO DOS LIMITES

A Casa Branca disse que o presidente Trump não comprometeu a Inteligência ao compartilhar informações. Imaginem se a Casa Branca ia dizer que comprometeu. Acho que a justificativa de que o presidente Trump desconhecia a fonte da informação que compartilhou com o chanceler russo não o exime da responsabilidade. Pior ainda: se não conhecia a fonte, aí mesmo é que não deveria ter compartilhado. Deveria, primeiro, procurar saber a origem da informação. O presidente tem suas limitações de poder. Não pode sair compartilhando informações como se estivesse no Facebook. Informação secreta é informação secreta. Envolve questões de segurança do país, do seu povo, etc. Senão, não seria secreta. Não conheço a Constituição dos EUA nem sei se eles têm a figura do impeachment, mas que é caso, é. Acho que o presidente Trump, com seus arroubos, já está passando dos limites.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

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CENSURA E COAÇÃO

Algumas mulheres se acharam o máximo quando inventaram a palavra empoderamento e a usaram à exaustão. As mulheres estavam, a partir daí, devidamente empoderadas!  Mas basta um delegado atribuir às mães a corresponsabilidade em certos casos de estupro de suas filhas dentro de casa para se revoltarem. O delegado Miguel Lucena, diretor de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, foi exonerado de seu cargo por ousar dizer que "crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos dentro de casa". E é mentira? Há mulheres que saem para beber e atraem o primeiro homem que se interessar por elas para dentro de suas casas. E isso acontece em todas as camadas sociais. O que o pessoal do "politicamente correto" não gosta de ver são suas teses contestadas, como a de que uma sociedade mais permissiva, sem medo, vergonha e culpa, é mais sadia. Quando não gostam da avaliação ou dos resultados, culpam os adversários. Neste caso, perdeu seu cargo um delegado interessado na defesa dos valores da família como a entendemos. Já a família dos politicamente corretos se alicerça em outros modelos... Agora me digam: está existindo censura e coação sobre aqueles que não soletram a nova cartilha? Estamos vivendo a ditadura do politicamente correto?

Mara Montezuma Assaf  montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MOTIVO PARA DEBATE

A respeito da demissão do sr. Miguel Lucena do cargo de diretor de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, lamento a decisão, pois uma opinião abalizada na experiência, colocada em forma nua, deveria ser alvo de debate, nunca de condenação. Temos visto em reportagens a exatidão do que afirma, que poderia ter colocado menos asperamente, aconselhando as pessoas a tomar outros importantes cuidados. O politicamente correto às vezes é prejudicial, além de tolo.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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