Fórum dos leitores

.

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2017 | 05h00

BNDES

Sob nova direção

Conforme noticiado, o economista Paulo Rabello de Castro, que comandava o IBGE, vai assumir a presidência do BNDES, no lugar da demissionária Maria Silvia Bastos. Diante desse cenário de mudanças no governo federal, que tal divulgar os dados de contratos de empréstimos do BNDES, uma verdadeira caixa-preta, para conhecimento da sociedade brasileira, que paga uma alta carga tributária, de cerca de 35% do PIB?EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

CORRUPÇÃO

Lei Antitruste na JBS

O governo dos EUA, pátria do capitalismo, criou a Lei Antitruste e fatiou a Standard Oil, de John Rockefeller, que detinha o monopólio do petróleo. Aqui, no Brasil, pátria do socialismo moreno, criou-se o monopólio da carne, sob o patrocínio do BNDES, no governo Lula. Está na hora de fatiar a carne da JBS!

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

*

ACORDO DE DELAÇÃO

Janot afirma que delação revelou ‘crimes graves’ (26/5, A4). O produtor rural brasileiro se pergunta: o que de tão valioso, além do que já é conhecido, os irmãos Batista revelaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) para serem agraciados com um acordo de delação tão benevolente? Fica parecendo que quanto maiores são os crimes, maior é a condescendência do procurador Rodrigo Janot. No Brasil atual já está claro que quanto maior é o crime, mais ele compensa. 

FREDERICO D'AVILA, diretor da Sociedade Rural Brasileira

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

*

O QUE VALE TANTO?

Pelo que eu li até agora, os irmãos Batista fizeram acordo de delação pelo qual ficaram completamente livres e não passíveis de qualquer processo no futuro, em troca de uma gravação com Michel Temer e da confissão de ter dado uma mala de R$ 500 mil a um assessor do presidente da República. O procurador-geral, Rodrigo Janot, justifica o acordo dizendo que as delações envolvem crimes gravíssimos. Ora, o pessoal da Odebrecht já forneceu indicações de muito mais valor e seu presidente, Marcelo, está preso há muito tempo! Os irmãos Batista vão dar todos os detalhes de como assaltaram o BNDES, o FGTS, os fundos de pensão das estatais, etc...? 

JOSÉ C. M. REIS 

jcelid@uol.com.br

São Paulo

*

ACAUSADO DE QUALQUER FORMA

O procurador Janot acusa o presidente Temer de ter feito confissão ao declarar publicamente ter-se reunido com Joesley Batista; mas se o presidente tivesse negado, seria denunciado por mentir à Justiça, pois o áudio já havia sido divulgado. A OAB denuncia o presidente Temer por omissão, por não ter denunciado Joesley Batista quando este disse que subornou procuradores da República e comprou o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha; mas se o presidente tivesse denunciado, teria sido ele denunciado por falso testemunho, pois o próprio Joesley disse ao Ministério Público Federal que inventou para comprometer o presidente no áudio e o ex-deputado Eduardo Cunha alegou nunca ter recebido propina da JBS. Qualquer que fosse o comportamento do presidente Temer, já havia predisposição de acusá-lo de alguma coisa. Interessante é que ninguém denuncia Joesley Batista por ter grampeado o presidente da República, clandestinamente, com o inegável objetivo de induzi-lo a respostas tendenciosamente interpretadas para incriminá-lo e que facilitariam seu acordo de delação premiada com a PGR, como alegado pelo próprio Joesley e amplamente divulgado pela imprensa.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

*

ANOMALIA JURÍDICA

Pelas notícias publicadas, chega-se à conclusão de que Janot decidiu tudo, até mesmo a sentença que liberou os irmãos Batista, sem sequer checar a tal fita. O ministro Edson Fachin, do STF, compactuando com essa anomalia jurídica, homologou a delação. Agora vemos um STF constrangido querendo desfazer essa decisão vergonhosa e primária, que deixou livre dois bandidos corruptos e corruptores, que levaram para os States quase todas as suas operações, levando junto os empregos e seu capital, todo amealhado à custa de benesses do BNDES ofertadas nos períodos do PT no poder. Aliás, nunca os poderosos lucraram tanto como na época dessa esquerda fajuta, que se preocupou muito mais em se locupletar do que em promover a justiça social. Quanto contrassenso! 

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com 

São Paulo

*

VATICÍNIO

Estamos vivenciando nossa versão da série Designated Survivor. As bombas no Capitólio foram substituídas pelas bombásticas delações premiadas. Teremos de recomeçar do zero. Restart! Será que as proféticas palavras de Claude Lévi-Strauss – “O Brasil vai sair da barbárie para a decadência, sem conhecer a civilização” – estão se concretizando?

JULIO LANDMANN

julio@landmann.com.br

São Paulo

*

CONTAS NA SUÍÇA

Um ponto no depoimento de Joesley não foi explorado pela imprensa, mas merece muita atenção. Ele falou que os US$ 150 milhões para o Lula e a Dilma estavam em contas na Suíça “em nome dele”, mas administradas pelo Mantega. Disse ainda que tinha várias contas desse tipo para “essas coisas”. Penso que esse expediente pode ter encoberto muitas provas de propinas ainda não reveladas. Há que cobrar essa investigação.

ANTONIO CARLOS MESQUITA

emaildomesquita@gmail.com

São Paulo

*

SUGESTÃO PREMIADA

Por que Lula não negocia com a PGR delação premiada nas mesmas condições dos irmãos Batista? Ele se livraria de todos os processos em andamento e futuros, cortaria os gastos com advogados e garantiria, com a imunidade criminal, a candidatura nas próximas eleições. Depois disso poderia gozar “merecidas” férias no Guarujá e em Atibaia.

JOÃO PAULO MENDES PARREIRA

jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

O DONO DOS MARREQUINHOS

O que faz Lula no aprazível sítio em Atibaia é simplesmente dar cumprimento ao que determinam o artigo 130 da CLT e seu § 1.º. Portanto, nada de extraordinário em que o “senhor ex-presidente” o tenha reformado e embelezado, objetivando o seu desfrute no merecido descanso de suas tão atribuladas estripulias.

LUÍS LAGO 

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

*

O BRASIL ACIMA DE TUDO?

Por tudo o que temos visto nos últimos anos e pelo que aconteceu em Brasília na quarta-feira, 24 de maio, provocado por bárbaros, trogloditas, petistas e mortadelas, inclusive dentro da Câmara e do Senado, o Partido dos Trabalhadores (PT) demonstra mesmo que está muito preocupado com o País e com o povo brasileiro.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

*

PRESSÃO NO PODER

A manifestação do dia 24 de maio, em Brasília, foi organizada pela CUT e pela Força Sindical. Os movimentos sociais de esquerda protestaram contra as reformas trabalhista e da Previdência. Alguns ministérios foram depredados e incendiados pelos manifestantes, que também pediam eleições diretas. Atitudes como essas mostram que o povo não está preparado para votar, pois não tem o mínimo de civilização. Destruir o patrimônio público demonstra total falta de respeito com o dinheiro dos contribuintes. Michel Temer assinou decreto para uso do Exército na capital federal, que foi revogado no dia seguinte. A selvageria contaminou os parlamentares, que quase se agrediram fisicamente. A pressão sobre Temer e o Congresso aumenta exponencialmente a cada dia. Prosseguimos sem solução para a grave crise política.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

CAMPO DE BATALHA

O vale-tudo ocorrido na tarde de quarta-feira na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manifestação promovida por nove centrais sindicais, envolvendo cerca de 45 mil pessoas, acabou com atos de barbárie e vandalismo inaceitáveis no Estado Democrático de Direito, num condenável atentado contra a ordem pública. Manifestantes depredaram oito prédios públicos e a Catedral (!), assim como tentaram invadir o Palácio do Planalto (!), provocando o caos e transformando Brasília num campo de batalha a céu aberto. A convocação das Forças Armadas pelo governo federal para garantir a lei e a ordem é ato constitucional garantido pelo artigo 142 da Carta Magna. Contra o vandalismo e a violência gratuitos, a resposta policial condizente. Como bem disse o major Orlando Cassaro, um dos coordenadores da operação de defesa do patrimônio e da incolumidade dos funcionários públicos, “a reação foi proporcional à ação”. Que atos semelhantes não mais se repitam, em prol da manutenção da divisa na Bandeira Nacional: “Ordem e progresso”.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PELO MUNDO

Para aquele que está no exterior e vê na televisão as assustadoras imagens vindas da Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 24 de maio, num primeiro momento, tem-se a impressão de que está vendo a Venezuela. A que ponto chegamos!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

*

TENSÃO POLÍTICA

O fogo e a fumaça na Esplanada dos Ministérios é a demonstração de que os esquerdopatas órfãos de Dilma Rousseff e amedrontados com a provável prisão de Lula, seu Messias, tendem a provocar uma situação de anarquia social, não servindo de lição os acontecimentos de março de 1964. Na Câmara e no Senado, pouco se discutem ideias e projetos. A fúria odiosa da oposição tem um papel destruidor jamais visto no Congresso. O presidente (ainda) Michel Temer poderia amenizar a crise política com uma saída que a oposição sonha desde o primeiro dia em que ocupou a cadeira de Dilma. Todos esperavam uma hecatombe depois da delação dos irmãos Batista, da JBS, mas as expectativas do mercado não foram negativas, havendo boas chances de atravessar a procela. A manifestação ocorrida em Brasília só faz piorar a tensão política.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

BASTA A CADA DIA SEU MAL

Na “Bíblia”, em “Mateus” 6:34, está escrito: “Basta a cada dia seu próprio mal”. A frase explica bem a índole e a perversidade daqueles que fizeram em Brasília a incendiária manifestação de quarta-feira, destruindo prédios públicos e ateando fogo ao Ministério da Agricultura. Esta sina de “cada dia com seu mal” a sociedade brasileira, infelizmente, vive desde que o PT de Lula, em 2003, assumiu o poder da República. Neste triste 24 de maio de 2017, PT, PCdoB, CUT, Força sindical, UGT, MTST e MST reuniram 35 mil vândalos que promoveram o caos em Brasília, para indignação dos 205 milhões de brasileiros. E, como se fôssemos nós otários, os dirigentes desses partidos e dessas entidades sindicais querem culpar os black blocs pela depredação. Na realidade, os depredadores estavam entre os que chegaram nos 500 ônibus que naquele dia rumaram para a Capital do País, com um único propósito: fazer baderna e incendiar a Nação. Em boa hora, aquele ato mereceu a decretação, pelo Planalto, da ação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), convocando as Forças Armadas para protegerem o patrimônio público e manterem o respeito às nossas instituições. E no Congresso não faltaram vozes da oposição para condenar essa medida – que, diga-se, também foi tomada várias vezes por Lula e Dilma e, então, aplaudida por esses partidos. É esta gente sem escrúpulos, que roubou as nossas estatais, que ainda almeja um dia voltar a governar o Brasil. Bem faz o governo de calcular os prejuízos do vandalismo em Brasília e mandar esta conta para os seus promotores, sindicatos e partidos. Basta desse mal!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

TRUCULÊNCIA

Chamar a anarquia e o vandalismo que vimos em Brasília na última semana de movimento é demais. As centrais sindicais que planejaram tudo, a pedido da já conhecida quadrilha que assaltou o Brasil e possivelmente pagou tudo, são as responsáveis por todo o ocorrido e pela destruição do patrimônio público, ao contrário do que a “amante” declarou. O governo deveria cancelar todos os subsídios que dá a essas entidades, que nunca estão a serviço de trabalhadores, e afastá-las com a mesma truculência com que usam nesses chamados “movimentos”.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

TERRORISMO

O que aconteceu em Brasília foram atos de terrorismo, engendrados um dia antes no gabinete de um senador da República, Humberto Costa (PT/PE), com o terrorista e bandido Guilherme Boulos. Foram mais de 500 ônibus que conduziram uma horda de desocupados e vândalos até Brasília. Pergunto: quem financiou tudo isso? CUT? Força Sindical? MST? MTST? Outros bandidos? O Ministério do Planejamento já fez o balanço da destruição que ocorreu em seu prédio, e valor é em torno de R$ 330mil, fora os outros ministérios, como o da Agricultura, onde até fogo colocaram. Então o Ministério da Justiça tem de mover uma ação contra essas entidades, que o que mais fazem é o velho slogan do “quanto pior, melhor”, num momento tão delicado por que o País passa, para que arquem com esses prejuízos, nem que para isso seja preciso prender esses agitadores que presidem essas agremiações. E, se não pagarem os prejuízos, que se fechem essas representações, que só usam dinheiro do Imposto Sindical para fazer badernas, arruaças, usando suas massas de manobra formadas por verdadeiros bandidos para agir com tamanha violência, como mostraram as imagens na TV. E a Secretaria de Segurança Nacional da Presidência da República, que errou feio na estratégia em não prover a segurança do patrimônio público, que faça um levantamento por meio de vídeos de quem são essas pessoas e os enquadre na Lei de Segurança Nacional.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

*

IMPUNIDADE?

Os milionários sindicatos têm receitas fabulosas e nem precisam prestar contas. A reforma trabalhista, em vias de aprovação, isenta a, até então, contribuição sindical obrigatória. Daí o quebra-quebra na Esplanada dos Ministérios. Mais uma vez ficará impune? Ou será que os estragos serão ressarcidos? Liberdade com responsabilidade exige indenização e punição aos malfeitores. Basta querer. Identificação dos patrocinadores havia em profusão.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

TIRO NO PÉ

É sabido que toda a baderna (terrorismo) ocorrida em Brasília tinha como único objetivo mostrar o descontentamento das centrais sindicais com o fim do Imposto Sindical obrigatório. Mas parece que o tiro saiu pela culatra e atingiu os pés dos sindicalistas. Tomara que isso seja verdadeiro e que o Senado aprove a reforma trabalhista o mais rápido possível, para evitar novos atos terroristas, com depredações e prejuízos ao erário. Nós, brasileiros e eleitores, não queremos mais bancar esses sindicatos por meio de uma contribuição compulsória, descontada de nossos holerites. Mas será que Renan Calheiros vai conseguir nos vencer, juntamente com políticos baderneiros, sindicalistas e brasileiros movidos a pão com mortadela?

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

HERANÇA MALDITA

Ultimamente estamos vendo a herança que o PT deixou: instalou no País este bando de arruaceiros e baderneiros que destroem tudo por onde passam. A última vítima foi Brasília, logo teremos outras. Vamos nos livrar dessas situações com a prisão do seu líder, que esperamos seja breve.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

DE VENTO EM POPA

O “quanto pior, melhor” de Lula e do PT caminha de vento em popa, enquanto ele circula leve, livre e solto!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

OUTRA INSANIDADE

Corre a notícia, à boca pequena, de que Fernando Henrique Cardoso, Lula, José Sarney e outros personagens pré-históricos da política brasileira costuram um acordão para “abafar” os últimos acontecimentos em Brasília e, com isso, sepultar a Operação Lava Jato e perpetuar a impunidade dos políticos corruptos. É público e notório que FHC ajudou a salvar Lula do episódio do mensalão, e o resultado, todos testemunharam, foram a disseminação desenfreada da corrupção e a economia desabando em níveis abissais. Já Sarney se transformou num zumbi da política tupiniquim – sem esquecer que em seu currículo nada exemplar está a hiperinflação. E, com as recentes denúncias de Sérgio Machado, sugiro que retorne à sua sepultura política e aprecie sua obra “Marimbondos de Fogo” de lá. Presumimos que FHC não reconheça o tamanho do despropósito que cometeu livrando Lula do mensalão, mas cometer outra insanidade para poupar Michel Temer e Lula “et caterva”? Basta! Basta de incorporar esse espírito quixotesco, e que tenha a humildade de assumir a postura realista e séria de Sancho Pança.

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

*

SARCÓFAGO

O Brasil passa por experiências que certamente vão transformá-lo num país diferente daquele que até pouco tempo atrás se conhecia. Poderosos corruptos estão sendo presos, caixas de Pandora estão sendo abertas e tentam-se desentupimentos e desinfecção de esgotos da área pública. Há no ar a esperança do novo, para o bem ou para o mal. É desalentador, no entanto, o anúncio veiculado em alguns setores da imprensa dando conta de que FHC, Sarney e Lula estariam articulando o pós-Temer. A sensação é de abertura de um sarcófago e o cheiro exalado não é bom.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

SAÍDA HONROSA

Temer poderia dar sua última contribuição para um Brasil melhor: tentar aprovar as reformas trabalhista e da Previdência, que vários governos não conseguiram, e, em seguida, renunciar.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

*

MICHEL TEMER

Não renunciarei. Não governarei.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

*

EMBOSCADA

Acusar Michel Temer “está no ar” e se faz pelos mais diversos motivos imagináveis. A televisão esforçou-se ao máximo para jogar sujeira no ventilador o mais rápido possível. Por quê? Não há crime por calúnia? Por que não se criticou a emboscada? Qual o papel do procurador-geral da República, Rodrigo Janot? Por que isso não é questionado? Quem sabe o que as investigações revelarão, inclusive por meio de uma prisão e nova delação dos Batista?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

O BRASIL INOPERANTE

O presidente da República é flagrado em encontro ilegal e clandestino tratando de propinas com um empresário corrupto, o empresário entrega uma mala com meio milhão de reais à pessoa que o presidente da República designou. A mala de dinheiro é recuperada, a ação toda foi acompanhada pela Polícia Federal. Nada aconteceu, ninguém foi preso, afinal, são autoridades que gozam de foro privilegiado. O presidente da República sofre uma dúzia de processos de impeachment, todos serão sumariamente descartados pelo presidente da Câmara, aliado do presidente. O presidente responde a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), basta um pedido de vistas de algum dos juízes designados pelo presidente da República para que esse processo fique parado por tempo indeterminado. Esse é o retrato da inoperância de uma Nação dominada há décadas pelo crime organizado.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONVERSA DE BOTEQUIM

Lula: “O triplex não é meu! Talvez a Marisa quisesse comprar!”; Michel Temer: “Não renunciarei! O tempo mostrará que sou honesto!”; Dama da Noite: “Sou da noite há 50 anos, mas ainda sou virgem!”.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

O OBJETIVO DO ‘DIRETAS JÁ

O PT e seus partidos satélites estão empenhados em alterar a Constituição para a realização de eleições diretas com o objetivo de livrar o todo-poderoso Lula da cadeia, em caso de vitória do mais novo ecologista brasileiro. Estamos falando do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que está preocupado com os marrecos, as galinhas, pintinhos, jaguatiricas e gambás do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, que não lhe pertence. Só os “petralhas” acreditam nisso.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

REVOLUÇÃO DOS BICHOS

O “jararaca” ficou “pato da vida” com a jaguatirica que comeu seus marrecos. Com medo de represália, a jaguatirica torce avidamente para que o muçurana engula rapidamente o jararaca. Não só a jaguatirica está ansiosa. Os burros, patos e camelos de toda selva, que não aguentam mais os abusos do leão, também torcem avidamente para que o muçurana, além do maldito jararaca, dê um jeito nos demais peçonhentos, ratos, porcos, urubus e outros do gênero. Boa sorte, muçurana, que Deus o ilumine, o reino animal útil e produtivo desta imensa selva torce por você.

Walter Duarte walterd@globo.com

São Caetano do Sul

*

RESUMO DA ÓPERA

O Brasil tem uma banda podre. Cultivada e aprimorada desde, alguns dizem, as caravelas de Cabral, esta fração da sociedade atingiu alto grau de sofisticação e dominância sobre a sociedade civil. Seu império abrange todos os Poderes da República e alcança, com raríssimas exceções, as estruturas e instituições dos Poderes Executivo e Legislativo, não poupando o Judiciário. Estende-se desde a esfera federal, passando pelas estaduais e indo até as milhares de municipais. Age também no âmbito privado, mas esta é outra história. Nossa sociedade conta, também, com uma banda sadia. Alguns dos representantes desta parte, muito menor, tornaram-se conhecidos e admirados pela força de seu trabalho. Na Polícia Federal, nomes como Márcio Anselmo e Igor Romário de Souza, delegados; no Ministério Público Federal, Júlio Marcelo de Oliveira, Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, promotores, e, na Justiça Federal, Sérgio Moro, Marcelo Bretas e Vallisney de Souza, juízes. Operação Zelotes, Acrônimo, Lava Jato, Mar de Lama, Carne Fraca, Bullish, Panatenaicos são apenas alguns dos rótulos que identificam ações conjuntas da Polícia Federal com o Ministério Público, com autorização da Justiça Federal, visando a combater a banda podre. No passado, nos assustávamos com o noticiário sobre os Anões do Orçamento, políticos que ganharam na loteria 200 vezes, bem como à menção de nomes de corruptos, a exemplo de Ademar de Barros, Orestes Quércia, Jader Barbalho, Paulo Maluf. Hoje, soam-nos como insignificantes diante de novas evidências: um simples ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco, devolveu US$ 100 milhões desviados dos cofres públicos em forma de propina; um ex-governador, Sérgio Cabral, foi flagrado com ouro, diamantes, dólares e euros em depósitos, no exterior, em somas astronômicas; por último, mas não menos importante, de agentes corruptores da estirpe dos maiores empresários da Nação. Hoje, Fernandinho Beira-Mar e família, pegos pela Polícia Federal com receita criminosa de R$ 9 milhões, foi tachado pela imprensa como pivete, em face dos malfeitos de Marcelo Odebrecht e Joesley Batista. Na esteira dessas operações e além dos rumorosos casos mensalão e petrolão, outros vários têm surgido: Eletrobrás, Belo Monte, estádios da Copa, Valec... a lista é longa demais para ser colocada neste resumo. A Wikipedia relaciona 80 investigações sobre casos escandalosos apenas de 2010 em diante. Teriam sido, de acordo com a mesma fonte, 6, 15, 17 e 29 casos, respectivamente, nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990; completando a série, 63 na primeira década do século 21. Uma montanha de trabalho acumulado, a ser desbastada pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal. Essa lista cresce todos os dias (entre o início e o final da elaboração desta mensagem, foram 8 novos casos). Dezenas de exemplares da arraia-miúda (Marcos Valério, João Paulo Cunha, José Genoino, Delúbio Soares, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos, Rogério Tolentino, Kátia Rabelo, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane, Valdemar Costa Neto, Pedro Corrêa, Pedro Henry, Roberto Jefferson, Romeu Queiroz, Bispo Rodriques, Jacinto Lamas, Emerson Palmieri, José Borba, Henrique Pizzolato, Breno Fishberg e Enivaldo Quadrado, estes todos pelo caso mensalão, todos julgados, condenados e apenados, alguns ainda encarcerados; no petrolão, outra enorme série de personagens, também julgados e condenados: Adir Assad, Alberto Youssef, André Catão de Miranda, André Vargas, Augusto Ribeiro de Mendonça, Carlos Alberto Pereira da Costa, Carlos Habib Chater, Cleverson Coelho de Oliveira, Dalton dos Santos Avancini, Dario de Queiroz Galvão, Delúbio Soares (de novo), Ediel Viana da Silva, Eduardo Hermelino Leite, Enivaldo Quadrado (de novo), Erton Medeiros Fonseca, Esdra de Arantes Ferreira, Faiçal Mohamed Nacirdine, Fernando Soares, Gerson Almada, Gim Argelo, Iara Galdino da Silva, Jayme Alves de Oliveira Filho, Jean Alberto Luscher Castro, João Cláudio Genu, João Ricardo Auler, João Santana, João Vacari Neto, José Aldemário Pinheiro Filho, José Ricargo Nogueira Berghirolli, José Carlos Bumlai, Juliana Cordeiro de Moura, Júlio Gerin de Almeida Camargo, Leandro Meirelles, Leon Denis Vargas Ilário, Lucas Pace Júnior, Márcio Andrade Bonlho, Maria Dirce Penasso, Mário Frederico Mendonça Góes, Matheus Coutinho de Sá Oliveira, Mônica Moura, Nelma Kodama, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Pedro Argese Junior, Pedro Correa (de novo), Raul Henrique Srour, Renê Luiz Pereira, Rinaldo Gonçalves de Carvalo, Pedro José Barusco Filho, Renato de Souza Duque, Ricardo Hoffmann, Sônia Mariza Branco e Waldomiro de Oliveira. Tubarões de médio porte também foram capturados e alguns já condenados (José Dirceu e Marcelo Bahia Odebrecht), enquanto outros estão cumprindo prisão preventiva (Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Antonio Palocci Filho). Ufa... e ainda não listei os últimos denunciados, da Operação Carne Fraca, de março para a frente, até a Panatenaico, desta última semana – nesta foram pegos Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, os dois últimos ex-governadores do Distrito Federal. “Há uma maioria de 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses.” A frase é de Lula e foi proferida em setembro de 1993. Tendo sido deputado federal constituinte entre 1986 e 1990, Lula conhecia muito bem o Congresso e seus membros. Foi, ainda, candidato derrotado à Presidência da República em 1989, 1994 e 1998, até aprender a lidar com o mundo político tupiniquim. Cooptou o empresariado, com a “Carta ao Povo Brasileiro”, de junho de 2002, e logo depois do início de seu mandato, cooptou todo o mundo político, com intensas manobras de bastidores. Quanto à intelligentsia nacional, esta já estava ideologicamente alinhada, desde os primórdios do Partido dos Trabalhadores. O último episódio revelado por este escândalo expõe a corrupção do próprio presidente da República; vários de seus assessores imediatos já perderam seus cargos, derrubados pela força das denúncias. Será a primeira vez na história, a prevalecer a lógica vigente, em que são alijados do posto, emporcalhados, dois ocupantes sucessivos da Presidência da República. Quanto mais avançam as ações de saneamento, desnudando para a opinião pública a extensão do domínio da banda podre, bem como o volume dos danos provocados à Nação, mais os caciques do Congresso se preocupam com suas próprias peles: sem dar a mínima para a opinião pública, manobram nos bastidores para alterar a legislação em vigor e até a Constituição federal, tornando-as mais lenientes com os corruptos. O Projeto de Lei 4.850/2016, de iniciativa popular, que inicialmente estabelecia medidas contra a corrupção, foi totalmente desvirtuado e perdeu quase completamente sua força; o Projeto de Lei 280/2016, que define os crimes de abuso de autoridade, tem o mal disfarçado objetivo de constranger a banda sadia; e há, também, em curso a tentativa de descriminalizar o caixa 2 e anistiar os políticos que receberam recursos ilícitos. Como na reação parlamentar à operação Mani Pulite, na Itália, os legisladores tupiniquins também querem escapar ilesos. A esperança é de que a banda sadia vença. Por força da lógica e da história, eu ainda aposto na banda podre, no curto e no médio prazos. Verão os que estiverem vivos dentro de meio século.

Paulo Antonio de Souza xpasouza@terra.com.br

Limeira

*

É BOICOTE?

Como acreditar na inocência do presidente Michel Temer, se as despesas do governo tiveram aumento substancial e a verba da Polícia Federal diminuiu 40%? Hoje, na Operação Lava Jato, de 12 procuradores, só restaram 4. Dá ou não dá para desconfiar do abuso da autoridade presidencial para boicotar investigações?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

MATEMÁTICA

O Ministério da Justiça afirma que o corte de 40% no orçamento da Polícia Federal não vai trazer prejuízo para a Lava Jato. Acredite quem quiser...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ECONOMIA NO LUGAR ERRADO

O governo Temer reduziu a equipe da Lava Jato (de 9 para 4 delegados destacados) e cortou 44% da verba de custeio da Polícia Federal para tocar as investigações. Temer anda muito mal de Matemática. A Operação Lava Jato já recuperou centenas de milhões de dólares e sua previsão de recuperação é de bilhões, podendo chegar a dezenas de bilhões de dólares. Cada real investido na operação tem trazido resultados impressionantes. Entendo a preocupação em cortar despesas, mas economizar nisso não faz sentido algum. Tomem o exemplo das câmeras no trânsito. Cada real investido nelas resultou num aumento muito maior de multas para o Estado. Além disso, a manutenção do bom funcionamento da Lava Jato a todo vapor colabora para moralizar a coisa pública, uma causa com a qual Temer reiteradamente se comprometeu. Assim, por favor, nos ajude a compreender o porquê destes cortes tão grandes numa operação que tem dado tão certo.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

LAVA JATO NA MIRA

Lamentável, inescrupulosa, sem lógica nem sentido a sórdida atitude do governo de diminuir em 40% o orçamento da Polícia Federal. Tudo leva a crer que, por temor, receio e envolvimento de muitos, foi uma manipulação suja, asquerosa e estudada para interromper a grandiosa Operação Lava Jato. Se a ideia é reduzir gastos inúteis, por que não cortar na própria carne o excesso de gordura e banha, como vantagens, benefícios, mordomias, etc.?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

EDUCAÇÃO E JUSTIÇA

Os últimos acontecimentos envolvendo diversas personalidades e governantes num gigantesco esquema de corrupção, considerando a impunidade sobre os envolvidos, elevam o Brasil ao posto de país mais corrupto do planeta. Vivemos um clima de salve-se quem puder e somos roubados por entidades públicas, privadas, enquanto as agências criadas para fiscalizar foram aparelhadas para proteger justamente os setores que deveriam fiscalizar. Piorando a situação, temos aqueles setores que deturpam propositalmente as funções do Poder Judiciário e colocam réu e juiz como rivais de um embate pessoal. Temos, como exemplo clássico, o juiz Sérgio Moro estampado como um cavalheiro solitário lutando contra os malfeitores da corrupção, mas esquecem-se dos milhares de serventuários de todos os escalões da Justiça que trabalham incessantemente combatendo a corrupção e todas as formas de injustiças nos mais remotos rincões do País. Somente com educação de qualidade e respeito às instituições democráticas poderemos deixar um Brasil habitável para nossos filhos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

*

A QUEM INTERESSAR POSSA

A cada acontecimento político, todos procuram os interessados. “A quem interessa esta delação?” “Quem se beneficia com aquele vazamento?” “Aí tem...”. Na verdade, sempre há um interessado. E os interessados somos nós: eu, você, eles. Todos nós. A única diferença é que o interesse muda de lado. Como nosso humor. Por isso, não dá para ficarmos agindo como pessoas isentas, que a tudo acompanham com seus olhares sagazes e seu peito destemido, sempre imbuídos de espírito cívico e coração altaneiro. Somos todos interessados. Nós torcemos. E nem sempre nossa torcida é pelo melhor. Ainda que a causa seja. A cada revelação – que nos destrói a alma – percebemos que nossas escolhas nem sempre foram as melhores. Talvez por nem existir escolhas melhores. Ou por estarem tão escondidas, tão envergonhadas de parecer honestas em meio a este bando de rapinas, que passam despercebidas perante nossos olhos de eleitores desatentos. Neste momento crítico, nós, gente de bem, estamos num dilema: como fazer este país seguir em frente, sem sucumbir aos malefícios causados pela corja que o dirige e, ao mesmo tempo, punir severamente essa mesma corja, alijando-os do poder para nunca mais voltarem? Essa é a pergunta que se faz. Infelizmente, não dá para termos as duas coisas. Ao menos neste momento. É o preço que se paga pela democracia. E dela não podemos fugir, pois, como se sabe, este é o pior regime político, excetuando-se todos os outros... Assim, talvez seja hora de deixar a paixão de lado e refletir, termos um pouco de bom senso e sermos, nós mesmos, os políticos a quem tanto desprezamos. Mas digo político no bom sentido. No sentido de ser prudente, razoável, pensar no que é melhor para o momento, pensar no que é possível. E, com os pés no chão, mesmo indo contra meus instintos que pedem sangue e sacrifício, só vislumbro uma saída: a continuidade. Seja com Temer ou, em caso de renúncia, com um nome de consenso – fala-se em Henrique Meirelles, a quem aceito por sua credibilidade na área econômica mundial e em Nelson Jobim, nome discutível e em quem pessoalmente não confio – que possa garantir uma transição mais ou menos tranquila até 2018. Nesse meio tempo, é pressionar o Congresso – este mesmo Congresso que sabemos corrupto – para que faça as reformas, que são imprescindíveis, incluindo aí uma reforma política de verdade. Em paralelo, que a Lava Jato e as demais ações sigam seu curso, sem interrupção, para que condenem até o último culpado por esse caos. E torcer para que em 2018 haja uma mudança no quadro político, promovida por nós, eleitores interessados, pois milagres não vão acontecer.  

Percy de Mello C. Junior percy@replicante.com.br

Santos

*

RESERVA MORAL

No cenário político atual não há reserva moral, nem mesmo no pré-sal.

Markus Albuquerque Entelmann entelmann@outlook.com

São Paulo

*

DEMOCRACIA EM XEQUE!

Infeliz e vulnerável país! Fatos e fotos que só confirmam o que todos já sabiam: o poder público é corrompido em quase toda a sua totalidade! Por esse motivo, precisa de mudanças urgentes na legislação e punição dos envolvidos. Falando nisso, como vai ser agora o discurso do homem mais injustiçado, perseguido e “honesto” do Brasil? Dizer que as investigações são seletivas e das elites? Não tem marqueteiro que aguente!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

*

2018

Quem será eleito presidente do Brasil em 2018 eu não sei. Mas que o horário eleitoral obrigatório será gravado na cadeia, disso não tenho mais dúvidas.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

*

VAMOS FICAR ATENTOS!

Será muito simples conferir a lisura das eleições de 2018. Na mão esquerda, a lista dos eleitos, na mão direita, os nomes de todos os envolvidos em falcatruas; se uma relação bater com a outra, rasga-se a Constituição. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.