Fórum dos Leitores

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*, O Estado de S.Paulo

05 Junho 2017 | 05h00

ESTATISMO E CORRUPÇÃO

Trôpego leviatã

Se existe um drama no Brasil que rivalize com a corrupção, é o estatismo. Apesar de os fatos exibirem à exaustão que o Estado é um desastre como promotor do progresso, o Brasil insiste em atribuir ao trôpego leviatã a responsabilidade por tudo o que diga respeito à vida nacional. No governo petista chegou-se ao cúmulo de o Estado invadir o íntimo círculo da família para criminalizar a pedagógica palmada corretiva dada pelo pai no rebento travesso e malcriado. Digo isso a propósito da matéria de capa do Estado deste sábado Angra 3: R$ 17 bi para acabar ou R$ 12 bi para desmontar, na qual se informa o custo verdadeiramente escandaloso de mais essa aventura estatista megalomaníaca, que já dura 33 anos. Ela já sorveu (por ora) R$ 7 bilhões e ainda não produziu um único quilowatt de energia – já que as obras estão inconclusas e necessitam de R$ 17 bilhões para serem concluídas. Para destacar o tamanho da insanidade, informa a matéria, a título de comparação, que a Hidrelétrica de Teles Pires, na divisa Mato Grosso-Pará, custou R$ 3,9 bilhões e tem potência de 1.820 megawatts – 30% superior à projetada para Angra 3, que deve consumir R$ 24 bilhões, seis vezes o gasto com aquela unidade já em operação. A corrupção deveras drena os cofres da Nação, mas a pouca disposição do Estado para fazer “mais com menos” e maximizar seus parcos recursos faz dobradinha com a roubalheira e, de certa forma, explica a poeira que o País vem comendo, na rabeira dos rankings internacionais.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Coisa de cinema

Estamos num filme, daqueles do tipo assalto a um cassino ou a um banco, em que o enredo nos leva a torcer pelos bandidos. Procuro olhar o conjunto dos fatos e informações me afastando um pouco. Observando mais de longe, fica difícil ver diferenças entre os personagens, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Já não encontro aquele jovem peessedebista apontado por Fernando Henrique Cardoso como o símbolo do futuro da política brasileira. Começo a agradecer por Dilma Rousseff ter vencido em 2014, pois seria pior ver meu voto como comparsa de malfeitores. Sumiu a sensação “ao menos não votei nessa chapa, não me sinto responsável”. Pela falta de opção decente e viável numa eleição para substituição do presidente da República, e considerando que teríamos a direção de eventual chapa eleita por apenas mais um ano e meio, começo a torcer para que não haja mudanças. Muito ruim a sensação de não ver mudança, em futuro imediato, como melhor e no cinema Brasil ter de torcer para que a situação ruim não fique pior.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

O Brasil em primeiro lugar

É importante, para o bem do Brasil, que o presidente Michel Temer permaneça no poder até 2018. O governo federal precisa dar continuidade à recuperação da economia e do emprego, manter os juros e a inflação em índices baixos e aprovar as reformas trabalhista e previdenciária. Para tanto é necessário o apoio dos partidos aliados, principalmente do PSDB, que estava com a intenção de desembarcar do governo Temer, que em apenas um ano de administração conquistou mais realizações favoráveis aos brasileiros do que os 13 anos de desgovernos petistas.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Desembarque tucano

A decisão do PSDB de não desembarcar do governo Temer e apoiar as reformas é equilibrada e demonstra preocupação com a retomada do crescimento econômico e a volta dos empregos. Trata-se de uma decisão suprapartidária, que dá prioridade à solução dos graves problemas que o País enfrenta, não obstante as sérias acusações que pairam sobre o presidente. O essencial no momento é salvar a população mais pobre da penúria em que se encontra. Vamos deixar a Justiça trabalhar em paz e torcer pela aprovação das reformas.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

O ministro Aloysio Nunes disse que o PSDB “não é Madame Bovary”. Tem razão, está mais para Capitu, que até hoje nos engana.

RENATO CONSOLMAGNO

rconsolmagno@gmail.com

Belo Horizonte

Status quo

O medo de errar mais uma vez faz as pessoas passarem a defender situações que lhes parecem estabilizadoras do cenário nacional. Em Estados democráticos há sempre o risco de escolhas fora de um[ITALIC] script[/ITALIC] esperado. Donald Trump é um bom exemplo. Mas mesmo um Trump não terá poder absoluto, por mais que o dele seja o maior do seu país. Vivendo também uma democracia, o Brasil não se pode calar diante de desmandos, descasos, desvios, caso seus mandatários adotem atitudes pouco ortodoxas. Se existem implicados em situações anômalas, deve-se proceder à apuração – e condenação, se comprovada a implicação dos réus. Não é possível ouvirmos de um senador que ele foi apanhado com drogas em seu avião, assim como não podemos deixar de apurar como uma mala com dinheiro ilícito foi carregada por um assessor da Presidência. Dilma caiu, mas a luta do poder pelo poder permanece. Não se alteraram os hábitos. Trata-se de um processo longo, que não mudará do dia para a noite, mas não pode deixar de ser cobrado pela população, sob pena de o status quo se perpetuar. Temos de nos unir pela evolução da política. Não podemos, por motivações mesquinhas, toldar a nossa vista para atitudes nocivas que nos afetam hoje e continuarão a fazê-lo com os nossos filhos e netos. Erramos e não podemos insistir no erro. Opor-se não significa traição. Existem, sim, no País pessoas idôneas, de bem, como se dizia antigamente, com espírito cívico. É disso que precisamos agora, ante o descalabro e a frustração da mesmice. E só questão de achar.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Honrado cidadão

Considero Michel Temer um homem honrado. Conheço-o desde jovem recém-formado e só posso elogiá-lo. Sei bem que ele foi imprudente, até ingênuo, ao receber um delinquente no Jaburu. Quem conhece a vida política sabe que os políticos se deixam fotografar, abraçar e dão autógrafos a diferentes pessoas. Qual político não foi fotografado ou esteve próximo de algum malfeitor? Infelizmente, esse hábito populista faz parte da nossa cultura parlamentar. E Michel Temer é fruto dessa cultura. Errou, sim, pois os açougueiros não são apenas malfeitores, são criminosos militantes, e Temer deveria ter-se acautelado. A despeito de tudo, aguardo o desenvolvimento do inquérito para então formar meu juízo. Até prova em contrário, sou Temer, pelo Brasil!

JOSÉ ED. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@bol.com.br

Itu


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A CPI DO BNDES

 

Começa esta semana o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) encarregada de verificar os contratos de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os acordos de delação dos executivos da JBS e as possíveis irregularidades fiscais. Atingidos pelas delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, os políticos, finalmente, decidiram investigar o BNDES. Os srs. parlamentares precisam ter a coragem de apurar os negócios do banco de fomento com esse grupo empresarial e, se possível, também desvendar os empréstimos concedidos a países bolivarianos e esquerdistas das Américas e da África, inclusive Cuba. Há que saber se atenderam aos interesses brasileiros ou só aos dos governantes de então, seja em rendimento político-ideológico ou em propinas. Temos de corrigir o curso, atentar para a ética e reaver tanto o dinheiro dos empréstimos quanto os valores que as práticas dos últimos tempos jogaram na lata do lixo. O BNDES não pode ser instrumento de enriquecimento de alguns em detrimento do povo brasileiro, nem custear empreendimentos no exterior, pois ainda existe muito a fazer aqui. A CPI terá toda a atenção do povo. Tomara não termine como outras que nada apuraram e ainda serviram para manchar a biografia dos seus integrantes.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

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A CAIXA AINDA FECHADA

 

A saída da economista Maria Silva Bastos Marques da presidência do BNDES já era esperada pelos bem informados, tendo em vista os métodos praticados, nada ortodoxos, das operações financeiras do banco na gestão petista. A economista tentou imprimir uma administração eficiente, separando o que eram operações de Estado e os empréstimos devidamente respaldados por critérios técnicos. A verdade é que não conseguiu e está de parabéns, por deixar isso bem claro. Infelizmente, fica a verdade pura e simples: a caixa-preta do banco ainda não foi aberta!

 

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

 

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AGORA VAI?

 

Será que, com a troca de comando do BNDES, finalmente conheceremos o conteúdo da caixa-preta do período Lula-Dilma-Luciano Coutinho?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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CAMPO MINADO

 

Não é necessário ser vidente e muito menos bidu para saber o motivo da saída da presidência do BNDES de Maria Silva. Vinha ela sofrendo pressões de empresários viciados e mal acostumados, “fogo amigo” do próprio governo e, agora, da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Logicamente, diante de todos os ocorridos, e por ela ser uma pessoa idônea e incorruptível, após mandar fazer uma auditoria, os resultados obtidos lhe mostraram que se encontrava num campo minado sem precedentes. O tempo nos mostrará.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ENFRENTANDO O SISTEMA

 

Foi Maria Silvia Bastos Marques, como poderia ter sido qualquer brasileiro que ousasse moralizar a coisa pública, enfrentando o sistema. Políticos não procuram pessoas competentes, preferem as que interessam...

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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REAÇÃO REVELADORA

 

Mais uma vez o “Estadão” apresentou um magnífico e impecável editorial, agora sobre a saída da competente e íntegra presidente do BNDES (“A substituição de Maria Silvia”, 30/5, A3).  Infelizmente, mais uma vez, o presidente Temer cede às pressões de grupos inconformados com a gestão profissional e corajosa da economista Maria Sílvia Bastos Marques. A euforia desses grupelhos de empresários sanguessugas já era esperada, mas a absurda reação dos funcionários do banco à saída de sua presidente revela o grau de contaminação e putrefação em que se encontra a instituição.

 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

 

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QUARTO PODER

 

A saída de Maria Silvia Bastos Marques da presidência do BNDES, há alguns dias, é mais um exemplo da influência do quarto poder na República, no caso, os “beenedenses”, como se autointitulam os servidores deste banco. Indignaram-se com as afirmações do presidente da República, que estava moralizando a instituição, e com a presidente demissionária, por falta de ênfase na defesa deles no episódio. Entretanto, até o momento, não esclareceram os indícios de irregularidades nos empréstimos à JBS que levaram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal a realizarem a Operação Bullish, com 47 mandados envolvendo técnicos e executivos do banco, conforme amplamente divulgado pela imprensa. Sem dúvida, esses servidores, além de protegidos por benefícios de uma carreira pública, que os livram dos riscos de desemprego, também se acham acima da lei.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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UM SACO DE GATOS

 

A situação política no Brasil, de tão confusa, pode ser comparada a um saco cheio de gatos. O que o Judiciário tem feito equivale a colocar dentro deste saco um cachorro bravo. A Justiça tem merecido “bola cheia” mandando prender ladrões do Brasil, mas os últimos acontecimentos envolvendo os irmãos Batista, donos da JBS, e a mulher do condenado e preso Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, são uma risível “bola murcha”. Quanto à saída de Maria Sílvia Bastos Marques da presidência do BNDES, há pouco tempo indicada por Temer, não foram divulgados ainda os motivos do pedido de demissão, mas não é improvável que Maria Sílvia tenha sido pressionada por empresários de alto calibre para, a exemplo da JBS, se transformarem em “maiores do mundo” seguindo o maior calote no dinheiro dos cofres brasileiros. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro Edson Fachin estão empenhados em apagar o incêndio em Brasília... com gasolina.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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CRIANDO BURRO À PANDELÓ

 

Sinto-me mais particularmente lesado porque minha previdência privada está tomando “um cano” da Eldorado Celulose, parte da JBS. Mas, pensando sobre o tal plano de “empresas campeãs” do BNDES, o que me ocorre é a antiga expressão caipira de “criar burro à pandeló”, porque as aquisições de uma empresa por outra, ou as fusões de várias, na verdade, não criam empregos, às vezes até os eliminam. Pior ainda quando compram empresas no exterior – é o capital brasileiro gerando impostos e empregos em países bem menos necessitados do que o nosso. Para o povo brasileiro resta o orgulho de ter compatriotas figurando na lista da “Forbes”, se bem que por curtos períodos, como Eike Batista, Marcelo Odebrecht e, mais recentemente, os irmãos açougueiros Joesley & Wesley. Sobre a origem do dinheiro distribuído às toneladas por essa gente nem é preciso comentar.

 

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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O BID DO B

 

O BID do B (Banco Interamericano de Desenvolvimento do Brasil), vulgo BNDES, financiou (subsidiou) frigoríficos nos Estados Unidos e porto marítimo em Cuba. Ou seja, o BID do B contemplou tanto o capitalismo quanto o comunismo. E o Brasil continua dependente do “emprestalismo” estrangeiro. Ao financiar exogenamente, o BNDES causou prejuízo endogenamente. O Brasil não dá conta nem dele, mas ajudou os Estados Unidos e Cuba. E assim prejudicou os brasileiros. Tanto economicamente quanto socialmente.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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INTERESSE DE ESTADO?

 

Para ter uma ideia da dimensão da roubalheira, enquanto se discutia se o gasto anual do País seria mais ou menos de R$ 140 bilhões, salvo engano, só a J&F recebeu R$ 40 bilhões do BNDES. E, agora, vários envolvidos tentam fazer um acordão camuflado. Qual o interesse em emplacar um nome do Judiciário para a Presidência da República ?

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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IMPUNIDADE

 

STF, queremos as cabeças dos irmãos Batista numa bandeja. Simbolicamente... calma! Tamanha impunidade não está sendo digerida nem compreendida pela população. Janot e Fachin passaram uma imagem do Judiciário que só depõe contra ele mesmo! A explicação para tal privilégio é fraca, não nos convence.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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POBRE BRASIL

 

Por mais de 13 anos empresários e políticos brasileiros mamaram nas tetas do governo, principalmente no BNDES, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, todos tutelados pelos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. E agora, que a teta parece ter secado – pelo menos é o que pensamos –, os políticos não querem largar o osso e os empresários, as vantagens, como as desonerações e o superfaturamento. Com o País paralisado e em plena crise, espertalhões como bancos, empresários e políticos não pensam em contribuir para a recuperação nacional. Empresários e bancos só pensam em lucros estratosféricos, e os políticos, em se perpetuarem no poder.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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MEIRELLES NA JBS

 

Vocês já perguntaram ao sr. Henrique Meirelles como ele nunca percebeu saque de tantos reais das contas da JBS, mesmo sendo um conselheiro da empresa, tão elogiado pelo patrão Joesley Batista? Não sou eleitor do PT, por isso quero reclamar disso também, diferentemente deles, que não viram nada errado quando estavam no poder.

 

Alfeu Demarchi Costa alfeu@amibrasil.com.br

São Paulo

 

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O APOIO DE ALENCAR

 

Muitos já devem ter se esquecido, mas é preciso rememorar o ano de 2002, o início dos problemas da atualidade. Naquele ano, algumas pessoas avalizaram a candidatura do “molusco” para a Presidência da República do nosso sofrido Brasil. Entre todos estava uma pessoa de destaque, por ser político e grande empresário, o sr. José Alencar Gomes da Silva. O que cutuca minha memória é: Por quê?

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

 

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A QUEM INTERESSA O CAOS?

 

Quando perdermos a confiança na Justiça, restará muito pouco! As atitudes recentes demonstram que não temos em funcionamento os Poderes encarregados de comandar o País. Acordos suspeitos, gravações com o objetivo de criar uma crise sem precedente, divulgações por uma mídia irresponsável que manipulou a chamada e que há 15 dias omite que na mesma gravação encontram-se Lula e Dilma, não se atendo a esses dois personagens da nossa desgraça. Manipulação dos incautos para uma eleição precipitada em que nem sequer temos em quem votar e com urnas sob suspeição. A quem interessaria o caos? Certamente, àqueles que, apeados legitimamente do poder, passaram a lutar com todas as suas armas, inclusive com o dinheiro roubado por anos a fio, para retornarem e fazer deste país o seu curral. Já não bastou a manipulação de nossos jovens, doutrinados por militantes travestidos de professores? Já não bastou comprarem parte significativa da classe artística, acostumada ao dinheiro fácil para seus projetos? Já não bastou terem destruído a nossa capacidade produtiva? Já não bastou terem beneficiado e corrompido empresas em nome da ganância e do poder? Já não bastou terem transformado um País cheio de potencial em motivo de piada mundo afora? Já não bastou termos convivido com alguém que mal conseguia articular um pensamento no mais alto posto da República? Já não bastou assistirmos a Lula, apoiado por seus iguais, destilar seu populismo para os que dizia beneficiar? Já não bastou vermos acordos indecentes que possibilitaram a condenados gozarem a vida nas suas mansões por tempo reduzido? Já não bastou o caos na saúde, na educação, na infraestrutura que os anos de governo petista patrocinaram? Já não bastou o aumento absurdo da violência pelo ingresso de armas e drogas por nossas fronteiras desguarnecidas pelo desprestígio às nossas Forças Armadas? Já não bastou termos tido uma oposição pífia, engajada no pensamento da esquerda de onde se origina, caso do PSDB? Já não fomos suficientemente aviltados por uma corja cujos únicos interesses estão restritos à ganância e à manutenção do poder? Já não fomos suficientemente aviltados por entidades que deveriam controlar as movimentações financeiras e, aparelhadas, nada fizeram? Hoje, temos um STF abaixo da crítica, que, ao invés de cumprir seu papel de defesa a Constituição, a avilta, e o maior exemplo disso foram dos benefícios dados a Dilma Rousseff por Ricardo Lewandowski à época do impeachment! Temos um procurador-geral da República empenhado em garantir ao chefe que ele estava enganado quando o chamou de “acovardado” naquela célebre gravação; Temos projetos aprovados “para inglês ver”, como o que acaba com o foro privilegiado de políticos, que não podem ser presos, podendo indefinidamente recorrer a um Supremo abarrotado e ineficiente, até que tudo prescreva! Temos projetos importantes, como a reforma trabalhista, que tiraria o poder da máfia composta por sindicatos, na corda bamba, pela crise em que estes pretensos defensores da Pátria nos colocaram. Esses “paladinos da justiça” não suportaram ver o Brasil sair do lamaçal e resolveram agir, nem que para isso usassem de métodos ilegais. Não me compete a defesa de políticos, mas qual o empenho em agirem com os mesmos métodos, com respeito às gravações que envolvem Lula e Dilma, a quem Edson Fachin exaltava em campanhas eleitorais? São inúmeras as perguntas sem resposta. Mas algumas, sem dúvida, precisam ser do conhecimento do povo honesto e trabalhador deste país, onde, sem falsa modéstia, me incluo! Como, quando e por quanto todo este caos foi tramado? Por quem me parece bastante claro.

 

Rosangela de Lima Gatti roselgatti26@icloud.com

Indaiatuba

 

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HOLOFOTES

 

Os holofotes dos últimos dias estão apontados na direção de Michel Temer e Aécio Neves. Esqueceram-se de Lula, Dilma, Cunha e tantos outros, que continuam gastando o dinheiro público e pagando honorários milionários aos seus advogados. Cunha já conversou com mais de 20 advogados enquanto preso. O Brasil é um país de oportunidades somente para quem tem dinheiro. Ex-diretores da Petrobrás seguem a vida calmamente, morando em luxuosas residências, usando tornozeleira eletrônica. E Joesley está no exterior, usufruindo do dinheiro desviado do BNDES.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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CUTUCANDO ONÇA COM VARA CURTA

 

Réu em cinco ações penais, o ex-presidente Lula chamou de “canalha” o empresário Joesley Batista, da J&F, que em delação premiada disse que pagou propina no valor de US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff por meio de contas no exterior. Essa fala aconteceu na abertura do 6.º Congresso Nacional do PT, em Brasília, na semana passada. Lula cutucou a onça com vara curta. Será que Joesley não teria nenhuma gravação de Lula enquanto presidente nas tantas vezes em que estiveram juntos?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CANALHAS

 

Quem é o mais canalha nesta história de corrupção? Lula ou Joesley?

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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CORRENDO CONTRA O TEMPO

 

O ex-ministro petista Antônio Palocci, que continua preso, agora se mostra com muita pressa para fazer a colaboração premiada. O medo do presidiário é de chegar depois da JBS e não ter nenhuma novidade para contar sobre os fatos e as provas, e, assim, não conseguir as benesses para a diminuição da condenação que o espera. Corra, Palocci, senão vai perder o trem!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O LAMAÇAL BRASILEIRO

 

O responsável final (embora involuntário) por tamanha desordem, tamanho atraso, tamanha sujeira, tamanha degradação política é – no fim das contas – o próprio povo brasileiro. Na sua maioria, não tem consciência de sua responsabilidade para, como soberano da Nação, exercer seu domínio sobre seus eleitos. Assim, deixa-os livres, leves e soltos, possibilitando-lhes a exploração do mesmo povo – aquele que, na sua acomodação e desconhecimento, concede carta branca e liberdade total sem controle.

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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BRASIL COMO REFÚGIO?

 

Excelente o artigo “Sem refúgio à crise” (31/5, B6), do colunista Fábio Alves. De fato, os fundos internacionais – abarrotados de dinheiro – buscam qualquer retorno, correndo riscos além do usual. Mas têm limites! O editorial “A recuperação ameaçada” (2/6, A3) deixa isso muito claro. Embora o mercado veja com otimismo a substituição da “orgia de incompetência, mentira e corrupção” por um mínimo de racionalidade, ninguém no mundo está disposto a rasgar dinheiro. É uma lástima que o País perca essa rara oportunidade de atrair capitais dispostos a retornar ao Brasil num momento em que as alternativas no mundo rareiam. Os fundos do governo americano, por exemplo, pagam 0,8% ao ano; títulos europeus no máximo 1% e os do Japão oferecem juros negativos... Os fundos de pensão desses países estão particularmente desesperados, pois precisam sustentar uma população cada vez mais envelhecida. Perto de metade da população da Itália, Alemanha e Japão vai ter mais de 65 anos em 2050, uma situação sem precedentes na história da humanidade. A implicação de curto prazo disso é que estes capitais não veem a hora de voltar em peso para o Brasil, principalmente agora, que o País está punindo corruptores, livrando-se do atraso que representou o governo petista e caminha para uma mínima racionalidade nas suas relações trabalhistas e previdenciárias.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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PRESIDENTE VACILÃO

 

Michel Temer pretende vetar o artigo que acaba com a contribuição sindical obrigatória, mantendo as “tetas cheias” para os sindicatos parasitas se esbaldarem no dinheiro suado do trabalhador! O presidente Temer demonstra, assim, ser um governante fraco, sujeito às pressões de sindicalistas acostumados com o dinheiro fácil. A Dama de Ferro, baronesa Margareth Thatcher, enfrentou um dos setores mais poderosos e organizados da Grã-Bretanha, o sindicalismo, e quebrou a espinha dorsal dele. Comparado com Thatcher, Temer mostra sua pequenez como administrador, e, com certeza, se recolherá ao ostracismo como personagem político brasileiro.

 

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

 

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OS EUA E O ACORDO DE PARIS

 

A propósito da lamentável saída dos EUA do importantíssimo e saudável acordo climático de Paris, que tem a adesão de 195 países, cabe lembrar o que disse, com grande propriedade e sabedoria, em 2015, o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon: “Eu tenho alertado os Estados-membros de que não temos plano B porque não temos um planeta B”. Por oportuno, cabe destacar que os EUA são o segundo país mais poluente do mundo, com 6,3 gigatoneladas de CO2, atrás somente da China, que se apresenta como a nova líder no compromisso inadiável de reduzir a poluição global.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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O LULA NORTE-AMERICANO

 

Dizer o que do presidente dos EUA, Donald Trump, que saiu da reunião mundial sobre o clima confirmando o que prometeu em campanha, que lutaria contra a redução da poluição atmosférica no país, em troca de empregos? O segundo país mais poluidor do mundo vira as costas para a degradação do planeta, por míseros votos. No entanto, chegamos à conclusão de que até para os EUA, que deveriam ter um povo mais consciente, já que se trata do país mais rico do mundo, elegeram também seu “Lula da Silva”. Só que quem sofrerá com as consequências será o mundo inteiro. Nós não merecemos!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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AÇÃO NA CRACOLÂNDIA

 

O programa Braços Abertos estava funcionamento bem por causa da abordagem de redução de danos, recomendada por especialistas da área. Com moradia, trabalho, assistência social e de saúde, 2 em cada 3 dependentes químicos atendidos estavam em franco progresso, como atestou a ONG Open Society, do megainvestidor George Soros, que estuda o problema de drogas na América Latina. João Doria, como fez com o aumento de acidentes com vítimas nas Marginais, diminuição de verbas no Leve Leite, fim do Clube do Chorinho, biblioteca 24 horas, oficinas culturais, transporte veicular de estudantes na periferia, etc., mais uma vez “pisou na bola” conseguindo transformar a cracolândia em 23 minicracolândias. Em quatro anos o “gestor” instalará o caos na cidade de São Paulo e ele, sim, deve ter internação compulsória.

 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

 

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FINS E MEIOS NA CRACOLÂNDIA

 

Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. Nossos governos são feitos na base da mentira, elegemos impostores que nos são impostos como se fôssemos democracia, governamos engando o povo o tempo todo, e os impostos estão aí para provar. E vamos por aí afora. Onde falta moral e ética, além de vergonha na cara, todos gritam, gritam e ninguém tem razão. Por que existe a cracolândia? Porque há o tráfico de tudo. E como se faz tráfico? Porque existe dinheiro para isso. E quem controla o dinheiro no mundo? Os banqueiros. Enquanto esses senhores fizerem parte da gatunagem, do tráfico, da corrupção, etc., etc., vamos formar cracolândia em toda parte. Senhores banqueiros, já passou da hora de os senhores também criarem vergonha na cara e fazerem de fato algo pela humanidade, e não continuar fazendo tudo pelos senhores. Se “secar” o dinheiro fácil para tudo, vamos acabar com o tráfico, ainda que não com o vício, mas aí se torna um negócio de quem é viciado e de quem garante o vício, sem o dinheiro fácil da corrupção e do tráfico. Fácil prender um drogado e encerrá-lo numa clínica de tratamento, que ganha para isso. O difícil é fazer isso funcionar, e para o governante pouco importa se funciona ou não, importa o impacto político que lhe renda votos.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

 

As pessoas que são contra a internação compulsória dos dependentes químicos da cracolândia são insensíveis e, com certeza, nunca tiveram um familiar, parente ou amigo próximo nesta situação de degradação humana. Nunca viu uma cracolândia de perto. A internação compulsória é, antes de mais nada, um ato de caridade, de amor ao ser humano,  respeito à vida. É tentar resgatar um corpo da miséria, do lixo e da violência urbana.   

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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CULPADO POR INTERPRETAÇÃO

 

Se alguém lhe informar que está ajudando uma família com dificuldades por ter um filho dependente de crack, jamais responda “Mantenha isso, viu!”, pois, se estiver sendo grampeado, você será indiciado por tráfico de drogas e participação criminosa na organização PCC.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

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E O CONSELHO DE MEDICINA?

 

Segundo notícia do site UOL, datada de 31 de maio, o jornal “O Globo” teve acesso ao prontuário de um jovem que foi encaminhado para hospitalização devido ao uso de drogas, sendo ele originário de uma família que, em passado não muito distante, foi vítima de dois homicídios que chocaram o País. Pergunto: desde quando o prontuário de um paciente pode ser acessado por terceiros?! Desde quando os dados sobre um paciente podem ser divulgados pela imprensa?! Qual o interesse na divulgação de dados relativos a um drama pessoal? O Conselho Regional de Medicina permite o acesso ao prontuário de um paciente e a divulgação de dados à sua revelia? Note-se que o jornal “O Globo” foi aquele que deu, em primeira mão, a notícia do suspeito encontro do senhor presidente da República com um dos açougueiros espertalhões da JBS. Por que meios e modos esse jornal obtém informações privilegiadas, ou acaso seus repórteres têm bola de cristal? Parece que há algo de estranho no reino de Pindorama.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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EXPOSIÇÃO GRATUITA

 

Como médico psiquiatra, causou-me indignação a exposição gratuita de Andreas Richthofen, doente mental grave, violando seu sigilo e sua privacidade. Por coincidência, irmão de Suzane von Richthofen, o que serviu para que o jornal tratasse o caso de maneira sensacionalista. Lembro o caso de vazamento de dados de dona Marisa Letícia e do tratamento bastante crítico dado por boa parte da imprensa, que agora noticia o infortúnio do rapaz, já castigado pelo peso do nome.

 

Rafael Bernardon dr.rafaelribeiro@yahoo.com.br

São Paulo

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