Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Junho 2017 | 08h29

CORRUPÇÃO

Contas abertas

O Banco Julius Baer declarou ao governo da Suíça as contas que o meliante Joesley Batista utilizou para movimentar muito dinheiro ilícito para as campanhas de Lula e Dilma, as quais, por suspeitas, foram fechadas. Será que o “five” e seu poste continuarão alegando inocência ou falta de provas? E a nossa Justiça, o que fará, vai mandá-los finalmente para o xilindró, onde deveriam estar há longo tempo? Já passou da hora, queremos esses e todos os corruptos que eles aliciaram alijados da nossa política. Vamos limpar o Brasil!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Tresvario

Réu em cinco processos, sendo três deles na Operação Lava Jato, na abertura do 6.º Congresso Nacional do PT Lula anunciou a seus vorazes asseclas que está preparando o seu partido “para voltar a governar esse país”. Enquanto isso, a depauperada e convulsionada Venezuela – onde falta tudo, de alimentos a remédios – diz ao Brasil, em tom de advertência: “Cuidado para você não ser eu amanhã!”.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 

Belo Horizonte

Lulla quer de novo ser presidente, diz que é para “salvar” o Brasil. Detalhe: seja o que acontecer, os outros serão os culpados.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

De mala aviada

Quando do episódio de libertação do subversivo-mor do PT por um ministro do STF que continua tomando decisões dúbias como essa nos casos em que se envolve, o libertado declarou que seu advogado tinha como certo o seu retorno para detrás das grades no curto prazo e por essa razão nem desfaria as malas com seus pertences. Pois bem, passado um mês o agitador, especialista em conturbar o ambiente nacional desde a década de 1960, continua solto e conspirando contra a ordem estabelecida a partir de seu apartamento/bunker em Brasília. Há quem diga até que já frequenta restaurantes estrelados da capital federal. Da mesma forma, um ex-ministro da Fazenda foi libertado por motivo humanitário, para poder prestar assistência à esposa, hospitalizada e aguardando procedimentos cirúrgicos. Pois bem, faz mais de seis meses da libertação e se presume que o problema de saúde já tenha tido solução, mas o ex-chefe sonegador da Receita Federal continua solto e lampeiro. Srs. responsáveis pelo Poder Judiciário: e então, como fica isso?

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

A Venezuela é aqui?

Mudam-se ou se interpretam as leis de acordo com o interesse de alguns e aqueles que destruíram o País descaradamente se dizem os únicos que podem salvá-lo. Lá, a ditadura está longe de ser derrotada. Aqui, ainda estamos vivendo o mal de mais de 13 anos de “ditadura” de um partido que não tem o menor pudor em indiferenciar o que é público e o que é privado.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Só perguntas

O que têm que ver os malfeitos confessados pelos irmãos Batista da JBS com alguma suposta falta do presidente Michel Temer? Quem autorizou a emboscada a Temer? Como foi feita a trama? Por que Temer teria concordado com o encontro? Por que a gravação foi vazada? Foi vazada pela Procuradoria-Geral da República? De quem é a responsabilidade? Por que se deu (Janot) prêmio tão abrangente aos irmãos Batista? Há muitas outras... Quem investigará?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Linha auxiliar heteróclita

Os fatos comprovam que o Brasil estava na lona após as gestões Sarney e Collor (1985-92) e foi posto em pé nos governos Itamar e FHC, com o respaldo do PSDB. Já nas administrações Lula e Dilma (2003-15), o País cambaleou, cambaleou e chegou muito próximo de beijar o chão novamente. Apesar dessas desastrosas e corruptas administrações petistas, alguns renegados do partido, como os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alessandro Lucciola Molon (Rede-RJ), ficam agora dando chiliques no Parlamento e nas entrevistas às TVs, fazendo críticas demagógicas à atual administração do Brasil e apresentando soluções para todos os problemas do País. Olvidam-se, propositalmente, de que também têm parcela de responsabilidade pela calamitosa situação deixada pelo PT. E mais, representam Estados que, um deles, o Rio de Janeiro, está em condição pré-falimentar, com um rombo de R$ 17 bilhões, e o outro, o Amapá, que economicamente representa 0,1% do PIB, vive dos recursos federais, ou seja, do nosso dinheiro, porque pouco ou quase nada produz. Ainda assim, esses demagogos, sem soluções políticas e econômicas para os Estados que representam, apresentam no Parlamento em Brasília com gestos e fala teatrais, as soluções para o País. Ridículos.

MILTON L. DIAS FILHO

roseli-serra@bol.com.br

São Paulo

Conjuntura social

O Brasil vai estabelecendo uma divisão social contemporânea inusitada: ladrão x cidadão. Os primeiros, sob a guarda de advogados a peso de ouro, jatinhos, hotéis e apartamentos milionários ao redor do mundo; os segundos, vergados por impostos escorchantes, vendendo o almoço para comprar o jantar.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

E em meio a tantos milhões, aquela mulher continua tendo de cumprir na cadeia a pena de três anos por haver roubado uma margarina.

MARIA DO CARMO Z. L. CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

IBGC

Esclarecimento

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa esclarece que a sigla IBGC, adotada há 21 anos e também sua marca registrada, vem sendo usada de maneira equivocada por alguns veículos. Reportagem de 1.º/6 (A14) refere-se ao não pagamento a artistas estrangeiros que se apresentaram em 2016 no Teatro Municipal, administrado pelo Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, que não está autorizado a apresentar-se como IBGC. Por prezarmos nossa idoneidade e lisura, desde fevereiro de 2016 temos notificado esse instituto pelo uso indevido da sigla.

VALÉRIA CAFÉ, superintendente de Vocalização e Influência do IBGC

alexandre.carvalho@cdicom.com.br

São Paulo

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OS ACORDOS DO GRUPO JBS

Li, no “Estadão” da última semana, sobre o acordo de leniência efetuado entre a J&F, empresa dos irmãos Batista, com o Ministério Público Federal (MPF), no valor de R$ 10,3 bilhões, relativos às Operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono. Por sua vez, a JBS, ligada aos mesmos irmãos meliantes e a uma conhecida família que quer continuar mandando no Brasil, deverá ser multada em mais de R$ 30 bilhões. Esse maléfico elo entre esses dois ex-açougueiros, hoje os maiores negociantes de carne bovina no mundo, com a mencionada família deveria ser destrinchado até os ossos, para colocar esta dupla numa prisão de segurança máxima, preferencialmente nos EUA, onde estão residindo com a família na mais luxuosa avenida do mundo, e confiscar todos os seus bens. Não dá para entender que, com tudo o que delataram e confessaram, nossa “Justiça” os possa deixar livres, como estão, e sem nenhuma punição. E Lula e Dilma Rousseff, que receberam deles US$ 150 milhões, ainda pretendem reocupar cargos políticos... O Brasil virou uma terra sem justiça, mas com “donos” execráveis.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PRAZO

O MPF fechou um acordo com a J&S, holding da JBS, para pagar uma multa de R$ 10,4 bilhões em 25 anos. Em termos de valor, o acordo foi o melhor até agora, mas em termos de prazo, não. Vejamos: o valor total representa 5,6% do faturamento anual do grupo, conforme noticiado, ou seja, o faturamento anual é de R$ 186 bilhões. O parcelamento em 25 anos representa um pagamento anual de R$ 416 milhões. O que é esse valor para um grupo que fatura R$ 186 bilhões por ano? Não é nada. Com licença da palavra, esse valor sai na urina. Deveriam ter exigido pagamento em cash (à vista) ou, no máximo, em duas vezes.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DE PAI PARA FILHO

A holding J&F passou a existir apenas no governo do PT por intermédio de empréstimos bilionários do BNDES. Mas, como o banco não tinha aporte suficiente, recorria ao governo federal. Como o governo federal também não tinha, ia à praça em busca de empréstimos pagando juros de até 14,5%, e emprestava pelo BNDES subsidiado a 5%. Depois das denúncias de corrupção fornecidas pelos irmãos Batista, o MPF agraciou a holding J&F com uma multa de R$ 10,3 bilhões, a serem pagos em 25 anos, baseada no IPCA. Enquanto isso o governo, hoje quebrado, ainda paga na praça pelos mesmos empréstimos do passado a 10,25%. Não seria o caso de as milhares de empresas que hoje têm débito com o governo exigirem o mesmo tratamento? Sim, porque ai daquela empresa que deixar de recolher impostos. Além de ter fiscais diariamente na sua cola, as multas e correções tornam os impostos impagáveis. Com esse acerto de multa para a J&F, jurisprudência essas empresas já têm!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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UM BANCO SELETIVO

Análise preliminar apresentada pelo senador Álvaro Dias (PV-PR) no plenário do Senado está provocando mais exumações das transações entre a JBS e o BNDES do que o arqueólogo Howar Cárter na sua tarefa de desenterrar faraós famosos. Estão sendo descobertos achados nos sarcófagos dos governos Lula e Dilma e que se referem aos empréstimos do BNDES entre 2008 e 2014, quando o Tesouro Nacional injetou naquele banco de fomento, no período de apenas seis anos, um total de R$ 716 bilhões. Para atender aos interesses da Odebrecht e da JBS, o governo tomou recursos a juros de mercado, de 14,25% ao ano, pela taxa Selic, e repassou à Odebrecht, à JBS e a outros líderes do empresariado brasileiro ao custo de 5% e 6%, pela TJLP, negócio que no jargão popular é definido como “de mãe para filho”. Toda essa jogada milionária corresponde a um subsídio que vampirizou do Tesouro R$ 184 bilhões. Segundo previsão do senador do PV, a sociedade vai pagar pela benesse aos donatários da capitania Brasil durante “apenas” 42 anos. Enquanto isso, o responsável por toda essa hecatombe política, econômica, ética e moral cogita de voltar aos escombros que causou. O deplorável quadro político brasileiro é reflexo da qualidade de educação do povo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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POR FORA?

Ao ler sobre o valor da multa que estava sendo imposta ao Grupo J&F e, depois, o leilão de um querendo mais e outro oferecendo menos, além do prazo esticado pra lá de cordial, ficamos sem saber e gostaríamos de saber se, estando em “momentos transparentes”, houve um “por fora”, de 0,5% ou 1%, ou para o lado que bateu o martelo. Os tempos mudaram ou continua tudo como antes no país do futebol, do carnaval e das bandalheiras?

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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EM LIBERDADE

Irmãos Batista e Janot: amigos para sempre.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O TEMPO É O MELHOR ALIADO

Nesta crise provocada pela dupla Joesley & Wesley, fica mais uma vez evidente que, para os envolvidos nesse tipo medonho de tramoia, o tempo é o maior aliado. À medida que vão passando as horas, dias e semanas, o assunto vai saindo de foco e tudo volta a ser como antes. Existe um protocolo policial que diz que, em casos de homicídios, as 48 horas após o crime são decisivas para sua solução. Embora não se trate de mortes, nas crises políticas brasileiras também é assim: o que não ocorrer nas primeiras 48 horas não ocorrerá jamais. Para isso concorre até a própria cidade de Brasília. Aquilo não é bem uma “cidade”, porque é habitada principalmente por funcionários públicos. Lembra um estranho presépio, com seus prédios sem história e com enfeites de gosto duvidoso, como o do Congresso, com seus dois alguidares, sendo um emborcado, como se tivessem chutado a macumba. Neste mundo de fantasia no qual não têm o menor contato com pessoas “normais”, os políticos deitam e rolam nas suas maquinações. Não dá para crer nem na indignação da oposição, já que nessa “Kubitschekland” tudo tem seu preço.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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MUITO QUE EXPLICAR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou a Polícia Federal a ouvir o sr. presidente da República. Justo. E os irmãos Batista? Quando o Supremo, com toda a sua autoridade, pedirá a extradição dos irmãos para que eles regressem ao Brasil e relatem muito além daquele áudio? O que os irmãos têm a dizer sobre a amizade com Fachin? E há muitas outras coisas que o Brasil precisa saber, afinal ninguém fica trilhardário sem ter de explicar muito tal enriquecimento.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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A CABEÇA DOS BATISTAS

Janot quer a cabeça de Temer? Pois então, por justiça, que entregue da mesma forma a cabeça dos irmãos Batista, trazendo de volta ao Brasil estes bandidos contumazes que estão livres, leves e soltos nos EUA, tocando seus negócios e gozando vida de nababos. Os brasileiros, estupefatos ainda com a proteção cuidadosa dada a eles, com a ajuda do ministro Fachin, querem saber por que motivo não foram trancafiados como foi Marcelo Odebrecht em outra operação, a Lava Jato, graças à atuação dos procuradores de Curitiba e do juiz Sergio Moro. No entanto, com Joesley e Wesley tudo se deu de forma obscura, não deixando claro se a decisão da gravação foi feita antes ou depois de combinada a delação. Por outro lado, sentimo-nos ultrajados por só terem de pagar a multa em 25 anos, quando, ao final, grande parte da população brasileira terá ido para a eternidade. Afinal, com a fortuna de que dispõem, só com o lucro mensal que dela advém daria para ressarcir nosso país em muito menos tempo do enorme prejuízo que provocou. Coisa de pai para filho, mesmo! Ademais, justo seria termos também uma gravação do sr. Guido Mantega, citado na delação – aparentemente, para dar impressão de imparcialidade –, que se tornou personagem totalmente esquecido pelo senhor procurador, bem como pelo ministro Fachin. Daí, quem sabe, acharemos justo que se puna um ao punirem todos, investigando-os e, se condenados, que cumpram a lei, como qualquer cidadão brasileiro.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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DESTAQUE NA TV

No meio das denúncias de compras de políticos pelas grandes empreiteiras e pela JBS, é de estranhar muito o destaque dado por um grande grupo de comunicação a certo fato, em detrimento de outro. Nos telejornais e num programa de grande audiência, uma emissora de TV bate na mesma tecla: “fulano pediu R$ 2 milhões, fulano recebeu R$ 500 mil” da JBS. São notícias do momento e, sim, devem ser dadas. Mas, estranhamente, repetindo dia após dia essas notícias, deixa de destacar a origem dessa história. Neste caso, é a mesma que levou a depósitos em contas no exterior no valor de US$ 150 milhões desviados do BNDES e fundos de pensão (Petros e Funcef) para os ex-presidentes Lula e Dilma. É dinheiro que não acaba mais (cerca de R$ 480 milhões). Dinheiro público desviado. Raramente, após cansativas notícias sobre os primeiros fatos, vêm as rápidas sobre a condenação de Paulo Maluf, denúncias sobre Lula, etc., quando já quase ninguém presta a atenção. Muito estranho, mesmo!

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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TELHADO DE VIDRO

Para o PT só existe uma verdade na delação da JBS: o presidente Temer é culpado e pronto. Mas Joesley também afirmou à PGR que reservou duas contas para atender às demandas dos petistas e que o dinheiro era usado para pagar propina a políticos do PT e também a aliados. Contou, ainda, que o saldo dessas duas contas em 2014 chegou a US$ 150 milhões. O dinheiro era operado por Guido Mantega, com o conhecimento de Lula e Dilma. E agora, deputados, senadores e militantes ensandecidos, não vão se manifestar e pedir a prisão dos envolvidos? Pois é, quem tem telhado de vidro deveria, ao menos, recolher-se no seu silêncio, pois fazer barulho tentando enganar o eleitor já não cola mais. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DELAÇÃO SELETIVA

Falando em delação privilegiada seletiva, a de Temer foi o quê? Onde estão os US$ 150 milhões de Lula e Dilma? Com a palavra, Janot e Fachin.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERGUNTAS

Sr. Janot e sr. Fachin, a sociedade brasileira, para a qual os senhores trabalham, aguarda com ansiedade as suas respostas às 20 perguntas que lhes foram formuladas pelo blog Vespeiro e lá estão publicadas. É muito estranho o silêncio de ambos, uma afronta aos princípios democráticos que vossas senhorias dizem defender. Numa democracia não há espaço para obscurantismo. Esta lambança toda da Procuradoria-Geral da República (PGR), com a cumplicidade do sr. Fachin, está muito mal contata, e a cada dia de silêncio do sr. Janot faz com que a versão da PGR fique mais capenga ainda. Vosso silêncio induz a sociedade a algumas presunções: ou Vossas Excelência não são tão moralistas nem tão democráticos quanto prega, ou há motivações ocultas por trás dessa ação estapafúrdia da PGR com a JBS, ou ambas as alternativas. Sr. Janot e sr. Fachin, cumpram com suas obrigações para com a democracia e respondam com precisão, e não com retóricas genéricas e falso moralismo, como outrora se fez, cada uma das 20 perguntas. Por derradeiro, segue a pergunta que não quer calar: quem vai investigar a conduta do sr. Janot e do seu pupilo (que trocou de time no meio do jogo) nessas tratativas tabajara da PGR com a JBS?

Marcelo Goytacaz mgoytacaz@tjsp.jus.br

São Paulo

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ATALHO

Dentre as várias situações estranhíssimas que envolvem a delação da JBS, duas são de chamar a atenção. Uma, gravíssima – e que merece a devida apuração de responsabilidade – é o fato de o ministro Fachin ter liberado gravação que envolve o próprio presidente da República, quando o fato deveria ter sido colocado sob sigilo absoluto. Essa imprudência é diretamente responsável pelos graves tumultos ocorridos em Brasília e pelo Brasil afora. Por outro lado, Fachin é o relator da Lava Jato – que nada tem que ver com os assuntos tratados na delação da JBS. Esse “atalho” existe no RISTF?

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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O PROCURADOR

Quem orientou o sr. Joesley Batista a gravar uma conversa com o presidente Michel Temer foi um ex-procurador da República de nome Marcelo Miller, colaborador do procurador-geral, Rodrigo Janot. Foi também esse procurador que orientou as gravações do senador Delcidio e do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. Até aqui, parece apenas um produtivo procurador, não fosse um pequeno detalhe: ele saiu da Procuradoria e foi trabalhar num escritório de advocacia que defende os interesses de Joesley, chamado Trend Rossi e Watanabe, no Rio de Janeiro. Tudo isso é muito suspeito.

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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SUPERPREMIADOS

Que acordo de delação premiada foi este dos donos da JBS?! Alguém precisa explicar, pelo amor de Deus! Estes mafiosos da JBS compram quase 2 mil políticos, juízes e procuradores (com o dinheiro do BNDES!) e vão viver a vida tranquilamente no exterior, sob os auspícios do MPF. Por que eles estavam sendo ameaçados? Ah, coitados! Janot precisa nos dar uma explicação!

Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

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A REELEIÇÃO DE JANOT

Lula, numa gravação telefônica, foi pilhado acusando Rodrigo Janot de ingratidão, pois, segundo o ex-presidente, havia sido alçado ao cargo de procurador-geral da República graças exclusivamente à sua intervenção. Janot, de pronto, retrucou, dizendo que nunca dependeu do famoso Q.I. (quem indica) para subir na vida. Pois agora, diante de sua atitude controversa no episódio Joesley/Temer, vazando uma gravação não periciada de uma conversa entre ambos, e, ao vazar, antecipou à mídia que nela o presidente avaliava o preço do silêncio de Eduardo Cunha – o que não se constatou, mas cuja divulgação precipitada prejudicou Temer ao máximo e também o cenário político e a recuperação econômica brasileira –, concluo, então, que, vindo de quem veio sua propalada promoção à Procuradoria-Geral da República, não se podem esperar de Janot coisas maiores do que sua nanoestatura jurídico-profissional. Portanto, que ele não seja reeleito ao cargo, como pretende.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A JARARACA DEU O BOTE!

Os srs. Joesley e Wesley Batista, após várias tentativas frustradas, conseguiram realizar a tão sonhada delação. Para tanto, saíram a campo grampeando pessoas que pudessem valer como moeda de troca nesta empreitada. O sucesso de suas atitudes foi imensamente maior do que poderiam imaginar: saíram impunes de todos os crimes praticados, mantiveram o controle sobre suas empresas e foram morar em Nova York. Desde meados de maio somos bombardeados maciçamente com novos fatos acerca desta delação; telejornais mudaram sua programação diária, a imprensa escrita publicou páginas e mais páginas replicando notícias e os sites não nos deixam relaxar. JBS, empresa que aumentou seu faturamento imensamente durante o governo Lula – com empréstimos bilionários do BNDES, a taxa de juros e condições excepcionais, que contrariam todas as normas internas do banco e do mercado em geral –, tornou-se a maior indústria de proteína animal do mundo. Empresa que bancou a família Lula da Silva e seus descendentes em vários negócios realizados na calada da noite. A quem interessa a delação dos controladores da JBS? A quem interessam tais acontecimentos próximos à data da aprovação das reformas trabalhista e da Previdência? Quem será o maior beneficiário do esfacelamento do governo Temer? Por que inúmeros políticos foram citados na delação da JBS, mas nada foi dito sobre o relacionamento dessa empresa com a família Lula da Silva? Quem se beneficia com a saída do governo atual? Quem será o maior beneficiário da mudança de eleições indiretas para “diretas já”? A resposta a todas essas questões veio no dia 21 de maio, quando Lula da Silva declarou ser a favor de eleições diretas e apresentou sua candidatura ao cargo de presidente. Depois do bote, a jararaca inocula seu veneno e acaba com qualquer esperança para o povo brasileiro.

Marcelo de Carvalho Braga marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

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ASSUSTADOR

Lula, Aécio, Jucá, Renan, Sérgio Cabral, Palocci, Agnelo e Dutra (ex-governadores do DF acusados de desvio de R$ 900 milhões), Maia, Maluf, Serraglio, Loures, Gleisi, Haddad, etc. Não se assuste com a quantidade de políticos marginais. Assustadora é a quantidade de gente que apoia essa turma (empresários, advogados, militantes, cidadãos comuns, servidores públicos, etc.).

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NAS RUAS

Nada contra o populacho sair às ruas berrando “Fora Temer”, mas por que não acrescentar “Lula nunca mais”?

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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PELOS DESEMPREGADOS

Não é nada surpreendente a pesquisa divulgada pela Folha que mostra que 30% da população do “andar de cima” é favorável à permanência de Michel Temer na Presidência – apesar de rejeitá-lo –, 17% consideradas todas as classes. Entre trancos e barrancos, temos um governo, a economia reage e as reformas alavancarão lentamente a retomada do crescimento. É evidente que Dilma não seria impedida se a economia estivesse de vento em popa no seu segundo mandato, que nem governo teve. A eventual deposição de Temer deixará os atuais 14 milhões de desempregados num enorme vazio.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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AUTOCONFIANÇA

“Ninguém vai nos impedir de continuar nossas políticas públicas”, diz Michel Temer. Será que nem a Operação Lava Jato?

Virgílio Melhado Paassoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CERTEZA

O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo tem “convicção absoluta” de que chegará ao fim de 2018. Esse é o tipo de certeza que surpreende. Qual teria sido a bola de cristal consultada pelo ministro para precipitar decisões do Congresso e da Justiça?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PROPAGANDA ENGANOSA

Após quase três anos difíceis e tenebrosos, causando 14 milhões de desempregados, indústrias fechando, comércio falindo, serviços parados, etc., bastou um trimestre ter apresentado crescimento de 1%, em função do agronegócio, para o governo aproveitar a deixa e afirmar que “a recessão acabou”. Propaganda enganosa.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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APOSTAS

O governo Temer cairá por renúncia, impeachment ou cassação da chapa Dilma-Temer? Façam suas apostas...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PAPO RETO

A Constituição é o nosso norte. Nela consta eleição direta, se decorridos menos de dois anos após a posse. Para a saída do presidente Temer antes de 2019, eleição indireta é a única opção. A obediência à Carta Magna é sagrada, senão o Brasil bagunça mais ainda do que está bagunçado.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PEC DAS DIRETAS

Quem votou a favor da PEC das diretas não deve ter lido a propaganda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarecendo os cidadãos a respeito da legislação eleitoral. Nela havia quatro pontos demarcados pelo período de um ano imediatamente anterior às eleições: leis que alteram o processo eleitoral não se aplicam às eleições que ocorram até um ano de sua vigência; etc.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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BRECHA JURÍDICA

Para livrar Temer, TSE cogita de retirar do julgamento dados sobre a Odebrecht. Por tabela, também livra Dilma Rousseff, que corre o risco de se tornar inelegível. Um acordão organizado pelo TSE, isso mesmo, Tribunal Superior Eleitoral, que busca resolver tudo na base da brecha jurídica. Para o cidadão comum, que não recebe “malas de dinheiro”, não funcionam tais “brechas jurídicas”. E assim os bandidos continuam no poder... Pobre e podre Brasil!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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A IMUNIDADE DA CLASSE POLÍTICA

Por todas as formas, fórmulas e meios a classe política deste país procura resguardo das apenações legais, colocando-se sob o véu das normas legais que lhe dão proteção e amparo. É o caso do fim do foro privilegiado, em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas já tendo sido votada a respectiva Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Senado. Prisão de senadores? Só em flagrante delito ou quando autorizada por seus pares – um verdadeiro sistema de blindagem e proteção legal. Assim, a continuidade do foro privilegiado para presidente da República, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal serviu, apenas, para acobertar a blindagem realizada. A classe política, na verdade, não acompanha as aspirações dos brasileiros.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PEDIDO DE VISTA

Esse ministro recém-empossado no STF, Alexandre de Moraes, já mostrou o seu foro íntimo, pedindo vistas no processo do foro privilegiado! Quer um par de óculos, ministro? O Brasil indo para trás.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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APOIO

Caro ministro do STF, podemos contar com seu apoio para colocar este país nos eixos? O foro privilegiado é uma bênção para os “eleitos”, assim a Justiça dos homens eleitos nunca chega aos pecados deles. Mas, se chega, prescreveu. Você foi abençoado com um cargo que lhe dá independência para julgar. Por favor, pense em nós, pobres mortais que não temos a quem recorrer. A porta dos céus pode se abrir a você a partir do momento em que olhar para os mais humildes e necessitados. Gratas saudações de um ex-eleitor do PMDB e, depois, do PSDB e, depois, do PT, mas absolutamente desiludido. Agora, onde vou parar? O que é que sobrou? Padim Ciço? Jesus já era... Ou será que tenho que virar radical islâmico? Meu espírito é europeu e ocidental. Conto com seu apoio.

Eric Fernandes ericfernandespedroso@gmail.com

São Paulo


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EM BOA HORA

Num país tão carente de justiça, não cabe ao seu órgão máximo se ocupar de políticos e parlamentares corruptos, enquanto milhares de brasileiros aguardam o julgamento de causas de repercussão geral. Em boa hora o Supremo discute mudança na regra do foro privilegiado para desafogar a Corte Suprema deste atoleiro de processos penais que já prescreveram ou irão prescrever.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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