Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Junho 2017 | 03h12

CHAPA DILMA-TEMER

Julgamento inútil

O processo de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora, é inútil. Já se passaram 29 dos 48 meses do mandato e mesmo que os eleitos sejam cassados ainda podem recorrer. Dificilmente haverá uma decisão definitiva até 31/12/2018, último dia do quatriênio em questão. De nada valerão o trabalho, as custosas reuniões, as diligências e a ruidosa expectativa a que o povo é submetido. A descoberta de que Aécio Neves, o concorrente cujo partido (PSDB) questionou o resultado da eleição de 2014, também usou recursos ilícitos em campanha serve para desmerecer ainda mais o processo. A investigação sobre o presidente Michel Temer é outro ponto enfraquecedor. Dificilmente a economia nacional restará imune à instabilidade política. O julgamento do TSE não liquida a questão. Temer rejeita a renúncia, o impeachment (se aberto) demorará meses e ao final o País será governado interinamente pelo presidente da Câmara dos Deputados. Só depois de decidido o afastamento definitivo do titular o governante provisório terá prazo de 30 dias para convocar eleição indireta dos novos presidente e vice-presidente da República. Pobre Brasil...

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

E demorado

Se tivéssemos um Judiciário eficiente, rápido e consciente de seu papel na nossa democracia, o julgamento da chapa Dillma-Temer teria terminado, no máximo, um ano após o pleito e já teríamos outro presidente nos governando há quase dois anos. Mas não, ficaram nesse chove e não molha, tal qual a Justiça atua nos municípios. Agora talvez precisemos engolir outro presidente, pela terceira vez, enquanto o Brasil volta à estaca zero na recuperação econômica. Mas o Judiciário, que tem um orçamento bilionário, continuará igual: lerdo e ineficiente. Numa era em que o mundo acelera cada vez mais, o Brasil continua a passo de tartaruga. Isso não pode continuar!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Cartapácios jurídicos

O processo de cassação da chapa Dilma-Temer tem 8.500 páginas e 390 documentos. No caso JBS, a Polícia Federal enviou ao presidente Temer um questionário com 82 perguntas, que, aliás, ele pode recusar-se a responder. Enfim, qualquer processo envolvendo desde um roubo de uma lata de leite num supermercado até um desvio de bilhões dos cofres públicos tem centenas de páginas e incontáveis documentos anexos. Então, fica a questão: ou os membros do Judiciário são peritos em leitura dinâmica ou provas e documentos fundamentais aos processos acabam correndo o risco de ser desconsiderados ou omitidos.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Sabedoria polonesa

Meu falecido pai citava um ditado polonês, hoje apropriado para nós: “Se você precisar do diabo e ele estiver sendo enforcado na praça pública, vá lá e o retire da forca”. Srs. juízes, hoje é esse dia. O silêncio das ruas parece corroborar essa opção triste e realista. Daqui a um ano e pouco deem continuidade a um julgamento mais adequado ao momento do País.

BERNARDO EJZENBERG

bernardoejzenberg@yahoo.com

São Paulo

Mudanças promissoras

Neste momento, a melhor opção é manter o atual presidente, em vez de se falar em diretas já, eleição indireta e até em nova Constituição. Façam o favor! Não temos mais tempo para isso e o atual presidente já mostrou algumas mudanças promissoras. Por que ficar discutindo? Vamos em frente com Temer até 2018. O País sairá ganhando.

OSWALDO LAZARETTI

olazaretti@uol.com.br

São Paulo

Se as moscas são as mesmas, para que fazer eleições?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Bom senso

Os irmãos Batista da JBS, que não têm foro privilegiado, foram perdoados por crimes cuja pena poderia alcançar mais de 2 mil anos. Beneficiaram-se, e muito, antes e se beneficiaram muitíssimo mais depois da sua delação. E o Brasil? E os brasileiros? Que se danem?! Já quanto ao presidente Michel Temer, que também está sendo julgado por possíveis crimes ligados às esferas do deformado sistema eleitoral, e vem fazendo um ótimo governo, recolocando o País nos trilhos e enfrentando reformas há muito tempo adiadas por covardia, omissão, negligência ou interesses outros que não os democráticos e republicanos, está às portas de uma condenação encenada por sabe-se lá por que razões. Bom senso, minha gente! Por mais que tenha falhado em sua conduta como homem público, por sua capacidade de consenso aturemos Temer até as eleições de 2018!

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

CORRUPÇÃO

‘Coração de mãe’

O editorial Coração de mãe (7/6, A3) não poderia ser mais preciso e objetivo ao criticar a forma leviana e atabalhoada como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceitou e o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de colaboração premiada com os irmãos Batista. Esperamos que esse acordo seja submetido, urgentemente, ao julgamento no plenário do STF para corrigir os erros de origem. Contrariamente ao que vem sendo comentado, até por um ministro do STF, que uma mudança nas condições acordadas poderia representar o fim das delações pela perda da confiança, o que acontecerá é exatamente o contrário. Será restabelecida a confiança da população na forma de utilização desse instrumento valioso, que desta feita foi maculado inexplicavelmente.

JOSÉ VARLESE FILHO

jvarlese@uol.com.br

Mairiporã

Perfeito, o editorial sobre o “perdão” dado aos líderes de corrupção no País deixa a Procuradoria-Geral da República (PGR) numa situação difícil, para dizer o mínimo. Ficam as perguntas: o que dizem sobre isso a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Advocacia-Geral da União, os órgãos de controle? A OAB tem de se manifestar, afinal, foi rápida no gatilho ao pedir o impeachment de Temer. Para brasileiros simples espectadores do que acontece em Brasília fica a sensação que se instalou na PGR um superpoderoso John Edgar Hoover que tem mil cartas na manga e ninguém quer afrontar. Novamente, sobra para a imprensa apontar que o rei está nu.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

“Oro e ansiosamente espero que os srs. juízes entendam que neste momento a Pátria está 

no patíbulo, com a corda no pescoço e o alçapão à espera. Que Deus os ilumine!”

PIRJO ANNIKKI LEHTO-GOMES / SÃO PAULO, SOBRE A CHAPA DILMA-TEMER

pirjoannikkilg@gmail.com

“Não vemos petistas gritando ‘fora Temer’ durante o julgamento do TSE. Sabem por quê? Porque Dilma está no mesmo barco. Situação complicada, hein?”

ARI GIORGI / SÃO PAULO, IDEM

arigiorgi@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VAZAMENTO

Ontem, no julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes vazou a delação de Antonio Palocci para a próxima semana, ao sugerir que o ministro Herman Benjamin pode, daqui a pouco, querer incluir no processo as delações da JBS e "do ex-ministro Antonio Palocci".

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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COISAS DO BRASIL

Por que as delações da Odebrecht não valeriam para o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Elas não esclarecem os fatos? Por que o honrado presidente Michel Temer precisa de quatro dias para responder perguntas diretas sobre seu cotidiano?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A CEGUEIRA DA JUSTIÇA

Se há uma coisa que sempre me intrigou foi o significado da expressão "a Justiça é cega", materializada na Praça dos Três Poderes, em Brasília, pela estátua da figura feminina com os olhos vendados. E minha dúvida decorria do fato de que essa expressão pode ter duplo sentido: ou a Justiça na sua atuação não vê aquilo que não deve ser visto, mantendo sua isenção, ou, pejorativamente, não vê coisas que deveria ver. No Brasil, este último sentido começou a tomar corpo por ocasião do processo de impeachment da ex-presidente Dilma, quando, numa manobra sorrateira feita por um ministro de Supremo Tribunal Federal (STF), no "apagar das luzes" de uma sessão, aproveitando-se da distração dos colegas do plenário que se levantavam para sair, fez constar em ata que os crimes de responsabilidade pelos quais a acusada poderia ser julgada se restringiriam apenas às "pedaladas" e aos "decretos não autorizados", descartando todo o leque de malfeitos que a dita senhora e seus asseclas tinham cometido ao longo de seu malfadado mandato, simplesmente porque não constavam do pedido inicial. Decretou-se, então, que outros crimes além dos dois citados "não poderiam ser vistos" pelo órgão julgador. Hoje, a cegueira seletiva volta no julgamento da chapa vencedora nas eleições de 2014. Astutamente, os defensores dos réus que constituem a chapa que pode vir a ser cassada querem que a Justiça "não veja" coisas que surgiram ao longo do processo e que são fundamentais para a decisão do tribunal julgador, sob a alegação de que não constavam "da inicial". As delações que se pretende desconsiderar relatam fatos que ocorreram antes mesmo da ação proposta e que só posteriormente vieram à luz. Ora, por esse argumento, um indivíduo que sabidamente mata uma pessoa numa esquina, estupra uma jovem num matagal e é preso e denunciado posteriormente por roubar uma galinha só poderia ser condenado por este crime menor. Se for assim, me desculpem os juristas, a Justiça não é somente "cega", mas "injusta", por absurda.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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CULPA DA JUSTIÇA ELEITORAL

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parece mesmo uma piada. Sentou em cima do processo envolvendo a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por mais de dois anos e agora faz o seu cirquinho. A propósito, o maior culpado por toda a corrupção que temos acompanhado no noticiário e por todos estes políticos desonestos que pululam por todos os lados é a Justiça Eleitoral, que decididamente não funciona. Mais de 60% dos, por assim dizer, "senhores" do Senado Federal têm algum débito com a Justiça e todos os partidos praticaram por décadas o caixa 2. E o que fez este tal TSE? Nada, absolutamente nada! Nunca cassou ninguém, e agora nos vem com esta pândega. Ora, façam-me o favor...  Está mais do que na hora de extinguirmos não só a Justiça Trabalhista, inspirada em Mussolini, como também e principalmente esta Justiça Eleitoral.

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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AS APARÊNCIAS ENGANAM

Quem olha para o magnífico prédio que abriga o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) imagina que lá deva ser um lugar muito importante, decisivo para o destino da Nação. Ledo engano. O TSE nunca decidiu nada na história da República, demora anos para emitir uma opinião sobre as questões eleitorais, e essa opinião será invariavelmente revista pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Quem vê o prédio do TSE imagina que ali serão julgadas as contas das campanhas políticas e que os eleitos não poderão tomar posse se não tiverem as contas aprovadas. Outro engano: a prestação de contas, que qualquer firma de auditoria faria em poucos meses no TSE, leva anos, acaba o mandato dos eleitos e o TSE não termina a análise delas. Esta semana o TSE deve dar outra prova de sua nulidade, com um novo pedido de vistas do processo que julga há anos as contas da chapa Dilma-Temer. O Brasil seria um país melhor se esse tribunal fosse extinto. Suas atividades ficariam a cargo da Justiça comum, o prédio seria vendido e os milhares de funcionários, demitidos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PREOCUPANTE

A exemplo do julgamento do mensalão, quando os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli mais pareciam advogados de defesa dos mensaleiros, no julgamento da chapa Dilma-Temer por uso de dinheiro ilícito na campanha eleitoral de 2014 o advogado de defesa se chama Gilmar Mendes. Não torço para lado nenhum, e, sim, para a justiça, porque corrupção não tem hora, dia ou ano para ser julgada e condenada. Mas ver ministros de Cortes Supremas literalmente tomando "lados contrários ao óbvio", manifestando-se em acalorado bate-boca, realmente não dá. Isso porque qualquer cidadão que precise recorrer ao STF, ao TSE, ao STJ, etc. já entra sem saber se seu processo terá o real entendimento de nossa Constituição ou se será julgado de acordo com a cara do freguês. Preocupante! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CIRCO NO TRIBUNAL

O TSE mais parece um circo ou uma arena de luta livre, onde os ministros Herman Benjamin e Gilmar Mendes se digladiam. O placar está favorável a Herman Benjamin, que aplicou um "uppercut" (golpe desferido de baixo para cima visando a atingir o queixo do oponente) em Gilmar. Mas nesse duelo Benjamin também usou alguns "jabs" (ataque rápido e frontal) contra Gilmar, que não esboçou reação e ficou atordoado. Gilmar se notabiliza em sua verborragia ácida e contundente, mas demonstra fragilidade quando defrontado com seus oponentes. Logo, irá à nocaute.

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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CENTROAVANTE

É comum compararmos a nossa política com o futebol. No julgamento do TSE, deveríamos escalar o ministro Herman Benjamim como nosso centroavante. O homem pensa rápido, chuta forte e não tem medo de cara feia. Parabéns, ministro.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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MINISTROS DO TSE

O ministro Herman Benjamin atua dentro da absoluta legalidade. O ministro Gilmar Mendes, que, apesar de grande constitucionalista, aparenta estar a serviço do Poder Executivo - e demostrou isso sem incômodo algum ao falar de grau de instabilidade e estabilidade na impugnação de uma chapa presidencial. O ministro Napoleão, que não revela semelhança alguma com o general francês, começa se equivocando em seus apartes e indica os rumos de seu voto ou pedido de vista, para ceder aos seus interesses pessoais. Será que os demais ministros vão se deixar envergonhar? 

Jorge A. Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com

Barretos

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JULGAMENTO POLÍTICO?

É indiscutível que o julgamento da chapa Dilma-Temer não deveria ser político. É indiscutível, também, que ele realmente o será. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE SINGULAR

O STF, o STJ, o TSE, o Senado, a Câmara e a sociedade têm a singular oportunidade de passar o Brasil a limpo. Chegou a hora de encerrar o sistema de capitanias hereditárias na sucessão de políticos que se eternizam no poder. Quando não elegem parentes, elegem postes. Não podemos ser tratados como rebanhos subservientes para sempre. A população tem de reagir.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

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TEMER E O JATINHO

Michel Temer não voou no jatinho de Joesley Batista. Ou, melhor, voou, mas não sabia que era dele. Também não sabia por que o recebeu no Palácio do Jaburu tarde da noite. Aparentemente, todos os últimos três ex-presidentes nunca souberam de nada. Infelizmente, nem como se deve governar um país...

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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DECISÃO

Tudo leva a crer que o governo do presidente Michel Temer está em seu final, que a chapa presidencial de 2014 será cassada. Uma decisão nesse sentido vai ser ótima para o País. Que sejam feitas as eleições indiretas e que se defina de vez quem será o próximo presidente. Um ótimo candidato seria o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi o último, estadista na acepção da palavra, que soube governar da melhor forma o Brasil. 

Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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LAMENTÁVEL CONTINUIDADE

Após termos exigido a saída de Dilma Rousseff por pedaladas fiscais e políticas econômicas desvairadas que resultaram nos atuais 14,2 milhões de desempregados e colocarmos nossas esperanças num governo de transição que aparentou, no início, efetuar uma reorganização na situação emergencial da economia e demonstrou a coragem de propor reformas essenciais, constatamos, logo após as primeiras nomeações e ultimamente nos recentes acontecimentos ligados a gravações atrapalhadas realizadas por empresários mafiosos, que participamos de uma lamentável continuidade.  

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A PERMANÊNCIA DE TEMER

 

Apesar do cerco político a Temer, com a prisão de todos os seus colaboradores mais próximos, o Planalto venceu, no Senado, a primeira etapa da reforma trabalhista. De outro lado, a cúpula do PSDB resolve continuar apoiando Michel Temer, porque teme uma eventual vitória de Rodrigo Maia. Assim, tudo indica que Temer vencerá nas demais comissões do Senado a importante reforma trabalhista e, ainda, não será cassado pelo TSE, como tudo indica, porque algum ministro pedirá vista dos autos, com certeza tendo em conta o volume do processo. Assim, a economia avança melhor, como se pode verificar pelo crescimento da produção e exportação de veículos e demais segmentos da economia, cuja alavancagem é nítida e incontestável.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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BRASIL, QUEM DIRIA?

Vejam, prezados leitores, a que ponto chegamos: nosso governo, sem nenhuma representatividade, com membros investigado pela Operação Lava Jato, e com fortes indícios de culpabilidade, ainda é o que de melhor nós temos. Sabem aquele velho e popular ditado, "ruim com, pior sem"? É exatamente assim que nos sentimos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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RUIM COM ELE, PIOR SEM ELE

Ninguém ganhará com o afastamento de Temer, nem a política nem o Brasil, muito pelo contrário. Simples assim!

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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RENÚNCIA

O genial e saudoso brasileiro Nélson Rodrigues cunhou uma sentença que justifica a diversidade de raciocínios entre as mentes pensantes. Disse Nélson que "toda unanimidade é burra". Assim, não é possível classificar como tal a maioria simples de 82,3% dos brasileiros entrevistados sobre a permanência do presidente Temer no cargo, substituto da defenestrada criatura que, graças ao ministro Ricardo Lewandowski, leva uma vida longe dos problemas de seu país, aproveitando as benesses de um país de castas. A situação do presidente, no presente momento, é insustentável. As reformas propostas são um prato cheio para adversários políticos e movimentos conspiratórios pipocam a cada instante. Até os camareiros são passíveis de desconfiança. Todos os chefes de Estado anteriores detinham uma espécie de carisma, ausente no líder que leva a pecha de usurpador do posto.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A ÚLTIMA TRINCHEIRA

O presidente da República não vai renunciar ao cargo. O Congresso Nacional não vai aprovar o impeachment. O Tribunal Superior Eleitoral não vai cassar a chapa. Portanto, o Supremo Tribunal Federal, como última trincheira da cidadania, deverá enfrentar o dilema de acolher a denúncia contra Michel Temer, nos próximos dias, a fim de torná-lo réu por crime comum e, assim, pedir seu afastamento do exercício de sua função pública no Executivo federal.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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'É HORA DE DECIDIR'

Muito oportunas, realistas e sérias as considerações apresentadas pelo dr. Miguel Reale Junior em seu artigo "É hora de decidir" ("Estadão", 3/6, A2). Estamos diante de um presidente da República que se reúne nos porões para conversar com um corrupto empresário e, depois, vem, em rede nacional, tentar passar uma imagem de coitado, de ingênuo. Cinco minutos de disciplina, é disso que o Brasil está precisando. Tenho saudades de Castello Branco.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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PESSIMISTAS OTIMISTAS

Aí, a pinguela do Temer virou cabo de aço de equilibrista.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RECADO DADO

O recado está dado: a base moral da "pinguela" ruiu e o PSDB desceu de cima do muro. De acordo com Fernando Henrique Cardoso, em seu artigo de domingo no "Estadão" ("As responsabilidades históricas"), caso Michel Temer empurre com a barriga o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, o PSDB está fora do governo, assumindo, ainda, uma posição clara contra as eleições diretas, tolhendo o anseio de 85% da população brasileira. Além disso, o senador Aécio Neves ainda pode ser preso a qualquer momento.  

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva 

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TUDO PELO PODER

A tal "base de sustentação" prova que o PSDB é um PMDB camuflado. Ou, pior, um PT enrustido...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BARRIGA DE OITO MESES

Uma barriga de oito meses deverá nos salvar. Michel Temer não tem mais pulso para governar e qualquer que venha a ocupar o seu lugar terá mais condições de tocar as reformas. Tudo dentro da Constituição. A mosca azul do poder realmente é nefasta. Este infeliz nos faz ficar na corda bamba de incertezas. Realmente, a canalhice não tem partido. 

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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ESFORÇO PELA QUEDA DE TEMER

É democrático o que a Rede Globo está fazendo, tentando impor a todo custo a queda do presidente? Será que alguém acredita mesmo ser por motivos éticos? Se o povo deseja a saída do presidente, que vá às ruas ou a seus representantes e que ele mesmo decida o que quer, mas não uma lavagem cerebral massacrante para fazer a cabeça dos brasileiros. Jamais seremos um país maduro e democrático para valer se aceitarmos tudo isso como coisa normal, quando é, na verdade, aviltante. Não se trata de defender este ou aquele, trata-se de defender o País de interesses que estão por trás dessas manobras obscuras e que sempre desgraçaram nosso país. Uma coisa é a emissora ter uma posição, manifestada por um editorial, como fizeram diversas mídias, outra é usar todos os seus jornalistas, jogando sua ética profissional na lata do lixo, como parte desta armadilha montada em conluio com o procurador-geral da República e com o ministro Edson Fachin, que por sinal já andou de lá para cá com Joesley Batista e seu distribuidor de propina quando foi atrás de votos de senadores para ser nomeado ministro do STF. E participou, também, de um jantar com o mesmo Joesley em Brasília, que durou a noite toda e teve entre os convidados Renan Calheiros, resistente então à sua nomeação. O sr. Fachin, em vista dessa notícia dada pelo jornalista Reinaldo Azevedo, deveria até deixar o caso para o pleno. Não tem condições morais de julgar o presidente Temer. Muito menos a Globo, que já apoiou o PT por omissão ou declaradamente quando da campanha de Dilma Rousseff, ofereceu a ela, e somente a ela, um almoço a socialites cariocas a convite de dona Lily Marinho. Se Temer cair, todos terão a certeza de que foi por uma causa justa ou apenas aconteceu por este jogo coincidir com o estranho senso ético de alguns? Quero viver num país livre de fato. Se não for assim, que se vote em qualquer porcaria, desde que esteja de acordo com a poderosa Globo, que protegeu Lula e Dilma, que nos deixaram neste crise imensa e sem precedentes.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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TENTANDO ENTENDER

Nunca votei em Temer, por isso fico confortável em dizer que ele me foi uma grata surpresa neste ano que passou. Tentando consertar o estrago que os 14 anos de governo Lula e Dilma nos deixaram, fez mais do que seus próprios adversários esperavam que fizesse, e, assim, desagradou tanto aos inimigos declarados como também aos ocultos. Afinal, como deixar que os louros dessas conquistas coubessem a Temer, o "gópista"? Então, sem que nada fizesse pressentir um ataque, vem a midiática Operação Carne Fraca, que ameaçou derrubar o governo Temer e de cambulhada a economia e a imagem do Brasil no exterior. Foi tão desproporcional o fato específico que a motivou, com o estardalhaço geral que fizeram deste assunto a Polícia Federal e uma emissora, que tudo acabou, como devia, em águas de bacalhau, sem conseguirem o intento maior que era puxar o tapete do presidente. Mas desistiram? Não! Em nova arremetida, Rodrigo Janot e Edson Fachin preferiram escutar com toda atenção as acusações feitas por um empresário que descarnou a reputação de Temer com uma gravação, e agora ele é acusado de ter mantido uma conversa escabrosa com Joesley Batista e de nem ter denunciado o mesmo, como devia. E Fachin e Janot, por que, ao ouvirem o empresário, não denunciaram também este açougueiro à polícia, mas, pelo contrário, preferiram garantir-lhe a segurança e a liberdade nos "States"? O que está escondido nesta decisão enigmática da Justiça? O Ministério Público, o STF e a Polícia Federal poderiam me dizer por que é que o pau com que batem em Francisco não está batendo em Chico também? Só para tentar entender...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A EX-PRESIDENTE E A CONSTITUIÇÃO

Dilma Rousseff disse, em seu discurso no 6.º Congresso do PT, que a Constituição não foi cumprida no caso de seu impeachment. Para quem conhece a Dilma oradora, dá para resumir que ela mais uma vez mete os pés pelas mãos. Dona Dilma, a Constituição foi rasgada quando Ricardo Lewandowski fatiou o julgamento de seu impeachment. Foi um ato vergonhoso, mas a senhora nada disse a respeito, não é? No caso do impedimento do presidente, não assume o vice? Por que Temer teria de ter votos, se ele foi eleito na sua chapa? Se de fato a senhora conhece a Constituição, ela prevê eleições diretas neste momento? Quem quer ganhar no tapetão e gosta de aplicar golpe?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES DIRETAS

Em Cuba e na Coreia do Norte, elas são absolutamente controladas pelo único partido no poder, com a vitória esmagadora de apenas um candidato; na Venezuela, caminho certo para o ditador deixar o cargo; e, No Brasil, único atalho para um penta réu chegar ao poder. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ERA UMA VEZ UMA DEMOCRACIA

A crise no Brasil mostra a cada dia uma face mais assustadora. Não basta fingir ser uma democracia, é preciso sê-lo. Uma nação que perde a confiança na lisura de suas eleições e na das autoridades encarregadas de supervisioná-las deixa de ser uma democracia. Como trilhar o caminho de volta é uma pergunta cuja resposta pode não ser nada fácil.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ÂNIMOS EXALTADOS

A maluquice, o destempero, a hipocrisia, o ódio e o revanchismo tomaram conta do noticiário e do momento político. Raros pensam e argumentam visando ao desenvolvimento e ao bem-estar do Brasil. A Justiça tornou-se injusta e estranha. A insensatez quer rasgar a Constituição e atropelar direitos e deveres. Ânimos exaltados não solucionarão os problemas. Não é este o Brasil que sonho para meus netos. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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REFLEXÃO

Lava Jato, chapa Dilma-Temer, JBS, Aécio, mala com R$ 500 mil, superfaturamento, e a lista continua... É uma cadeia de siglas, expressões, nomes e frases que têm bombardeado a nação brasileira nas últimas semanas. Pergunto: quando será que o povo brasileiro vai acordar? Até quando esse povo permanecerá escravizado a uma mentalidade colonizada?

Nerivan Silva nfsilva35@gmail.com

Tatuí

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PÁ DE CAL

Rodeado de ministros envolvidos até o pescoço em falcatruas e desvio de dinheiro público, agora com o ex-deputado, ex-assessor e homem de confiança do presidente da República Rodrigo Rocha Loures (aquele que correu com uma mala com R$ 500 mil) preso, pode-se considerar uma pá de cal no processo de impeachment de Temer.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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XADREZ

O presidente Temer movimentou muito mal as pedras do seu jogo nas últimas semanas. Tirou Osmar Serraglio do Ministério da Justiça querendo movê-lo para o Ministério da Transparência, mas este declinou do convite e retornou à Câmara dos Deputados. Em decorrência disso, Rocha Loures teve de abandonar o cargo na Câmara, perdeu o foro privilegiado e acabou recebendo voz de prisão pelas muitas denúncias comprovadas no caso da mala com R$ 500 mil. Loures poderá fazer uma delação, embora Temer tenha declarado que este seu amigo não a fará - essa declaração Temer não deveria ter feto, pois dá mais margem a suspeitas de que esteja envolvido em coisas que o possam complicar ainda mais. Enfim, o presidente está escorregando demais.   Melhor ficar de boca fechada mesmo, para não levar um xeque-mate.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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INSENSATEZ                                      

Certo ou errado, essa não é a questão! A atitude atabalhoada do presidente da República ao substituir o deputado Serraglio no Ministério da Justiça e (para manter foro privilegiado ao suplente Rocha Loures, por temer sua prisão e eventual delação) oferecer-lhe o Ministério da Transparência mostra que o desnorteio é total. Serraglio deveria ter sido ao menos consultado. "Combinar com os russos" era o mínimo que a lucidez e a coerência exigiam! É uma avalanche de insensatez levando tudo de roldão.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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'PERSONA NON GRATA'

No meio de tanta corrupção e ignomínia na política, gostaria de cumprimentar o gesto ético e íntegro do Centro Acadêmico da Faculdade de Administração da FGV/SP de tornar seu ex-presidente, o corrupto deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), "persona non grata". É um ótimo exemplo a ser seguido. Espero que o C.A. XI de Agosto, da São Francisco (USP), faça o mesmo com Michel Temer e outros que somente envergonharam e desmoralizaram a entidade centenária. Todos os corruptos - de todos os partidos e vertentes - são inimigos do povo brasileiro e deveriam ser considerados "personas non gratas", condenados ao ostracismo e ao desprezo pela sociedade brasileira.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA JÁ

Enquanto não for feita a necessária e urgente reforma política no País, entre outras igualmente prementes, o presidente da República continuará sendo, como há tempos, sua Excelência, o Congresso Nacional, pouco importando o partido do eleito de turno. Como se sabe, qualquer decisão a ser aplicada depende da expressa anuência das duas Casas, sem a qual, nada feito. Faz-se mister promover a mudança o quanto antes, para que os cordéis do parlamentarismo oculto não continuem manipulando ao seu bel prazer os próximos títeres do Palácio do Planalto. Sem a reforma, mudarão apenas os carregadores, não as malas. Reformas já!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OS EUROS DE ROSEMARY

Foi noticiado pela imprensa que, quando Rosemary Noronha (que tinha passaporte diplomático) acompanhou Lula numa viagem a Portugal, levou uma "mala diplomática" com 25 milhões de euros. Só que, na zona do euro, mesmo livre de inspeção, em qualquer alfândega, ao desembarcar, foi obrigada a informar se a mala diplomática continha valores em espécie. Ao confirmar o que continha, como medida de segurança, as autoridades alfandegárias resolveram sugerir que ela contratasse um carro forte para o transporte até a agência central do Banco do Espirito Santo, localizada na cidade do Porto, em Portugal. O sigilo bancário, em Portugal, impede que seja dada qualquer informação a respeito do depósito. No entanto, na apólice do seguro, exigido pelo transporte de valores, são obrigatoriamente identificados o beneficiário e o responsável pelo transporte do dinheiro. Na apólice do seguro, consta como responsável pelo transporte Rosemary Noronha. E o beneficiário? Qual o felizardo proprietário de 25 milhões de euros? Será que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deveria verificar? Ou isso é dinheiro de pinga? Será que ele não sabia?

Gilberto Abu Gannam gilbgag@gmail.com

Piracaia

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'CORAÇÃO DE MÃE'

Lendo o editorial de quarta-feira "Coração de mãe" (7/6, A3), fiquei estarrecido com que facilidade os irmãos Batista conseguiram se safar de uma condenação que poderia chegar a mais de 2 mil anos de prisão pelas condutas criminosas alegadas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Foi estranho este perdão a estes malfeitores contumazes, homologado pelo Poder Judiciário. O brasileiro aguarda uma explicação plausível da PGR e do Poder Judiciário sobre a não aplicação das penas previstas no Código Penal pelo crime de corrupção ativa, e na Lei n.º 12.683/2012, para crimes de lavagem de dinheiro.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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DESMISTIFICAÇÃO

O Ministério Público emergiu, por causa da caça à corrupção, como o grande xerife do País, aquele que diz quem presta e quem não presta. Érica Gorga, após apontar que o ministro Fachin tinha respaldo legal para não homologar a delação dos irmãos Joesley e Wesley (art. 4.º, parágrafo 8.º da Lei 12.850/2013), deixou passar Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, cargo máximo do Ministério Público, que não deu qualquer justificativa jurídica para que eles, os irmãos Batista, tivessem perdão judicial. Simples assim: os delatores confessam suas mazelas, a sua liderança dos quadros de crimes perpetrados, sem qualquer censura, sem qualquer pudor. Depois, agraciados com o perdão judicial, sobem no avião rumo aos EUA e dão uma banana para o Brasil. É realmente de doer a manutenção de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, assim como seria de muita importância deslocar outro procurador da República, em Curitiba, para chefiar a persecução criminal da Operação Lava Jato. O Ministério Público tornou-se algo ou alguém que é recordado ou representado de forma irrealista, como paladino da moralidade. Só ele. Os Três Poderes descritos no art. 2.º da Constituição federal estão todos sob suspeita. Não é assim, e o melhor exemplo é exatamente este liberar os Batista, a despeito do que dispõe o art. 4.º, § 4.º, inciso I ("o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia se o colaborador: I - não for o líder da organização criminosa"). Não existem heróis, nem a morte é fato suficiente para canonizar alguém neste momento conturbado. Mas me vem esta pergunta: será que o ministro Teori homologaria esta delação? Ninguém pode responder. Mas aviso aos "custos legis", e aqui perdoe-me a quebra do formalismo jurídico: "Quanto maior a altura, maior a queda"; "quanto maior a árvore, maior a queda". Estou torcendo por ela. Pela queda.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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CRISE - CAUSA E EFEITO

Crise da JBS afeta a arroba do boi. Só falta culpar a vaca...

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

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PIZZA SEM PRODUTOS DA JBS

O povo brasileiro nem pode ouvir falar que crime contido na Lava Jato termine em pizza... E, fazendo coro com este clamor, a maior rede de pizzarias do mundo, a americana Domino's, decidiu não mais comprar produtos da empresa JBS, do delator Joesley Batista, a mesma empresa que corrompeu presidentes, governadores e 1.829 parlamentares distribuindo R$ 1,4 bilhão em propina...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BOICOTE

A maior rede de entrega de pizza a domicílio do mundo comunicou que não utiliza mais produtos da JBS, porque compartilha da revolta de todos com as práticas não republicanas dessa empresa. Já pensaram se todos boicotarem seus produtos, e não apenas as carnes?

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

Cumprimento o jornal "O Estado de S. Paulo" pela publicação do artigo "Agricultura lidera preservação no Brasil", de autoria do chefe da Embrapa Monitoramento por Satélite, dr. Evaristo de Miranda (5/6, A2). O reconhecimento, ainda que tardio, do esforço dos agricultores em produzir alimentos aliados à preservação ambiental enaltece o agronegócio brasileiro e fortalece a soberania nacional diante da constante pressão dos consumidores externos por produtos de origem sustentável. 

 

Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria de óleos Vegetais (Abiove) fabio@abiove.org.br

São Paulo

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TEMPOS FICTÍCIOS NA FRONTEIRA

Solidarizo-me com o leitor sr. Francisco de Castro ("Fórum dos Leitores", 7/6, A3), por sua carta "Distorção", que versa sobre a previdência dos militares, tratada em matéria de terça-feira ("55% dos militares se aposentam com menos de 50 anos", 6/6, B3). Sobre o mesmo tema, faço algumas considerações. Foi identificado um tempo fictício na contabilização do tempo de serviço dos militares, quando esses servem em unidades de fronteira. Aliás, sobre a fronteira, o convite formulado pelo sr. Francisco ao sr. Leonardo Rolim foi muito interessante. Então pergunta-se: na contagem do tempo de trabalho dos parlamentares, como será tratado o não comparecimento ao Parlamento nas segundas e sextas-feiras? Adotando uma aritmética simples, encontra-se um tempo fictício de 40% (2 em 5 dias semanais). E esse "trabalho" não acontece nas fronteiras da Amazônia. Sabe o consultor da existência de serviços de escala de 24 horas que o militar cumpre regularmente. Sabe, ainda, do emprego das Forças Armadas para além de sua destinação constitucional em tempo integral, por inépcia dos poderes públicos responsáveis. Vivemos neste momento o caso: tropas estão sendo empregadas, com absoluto silêncio da mídia, em Pernambuco e Alagoas, em socorro às populações em razão da calamidade provocadas pelas enchentes naqueles Estados. Isso posto, temos aí casos interessantes de "tempo fictício" às avessas. Ou esses casos não interessam conhecer, explicitar e analisar? A questão previdenciária deve ser tratada com isonomia e isenção. Tratará o Tribunal de Contas da União dos temas previdenciários do Legislativo e do Judiciário com essa mesma acuidade?

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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PREVIDÊNCIA MILITAR

É histórico o conceito de que todo país é ocupado ao menos por um exército: o seu próprio ou o de outra nação. Quem deseja segurança tem de ter condições de pagar adequadamente por ela. Ainda que apontadas as discrepâncias entre as previdências, nossos militares são mal assalariados, quando comparados com outros servidores públicos, e, se há rombos, não foram por eles causados. Prevalecendo as opiniões do sr. Leonardo Rolim, seguramente dentre os muitos bem remunerados "aspones" que parasitam em nosso Parlamento, comparativamente no mundo como um dos mais caros, corruptos e perdulários em causa própria, o Brasil certamente terá a segurança que fará por merecer.

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

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REFIS ESTADUAL

Resolvido o parcelamento das dívidas federais, programa este apropriado para o momento das empresas e do País, precisamos melhorar o Refis estadual. O prazo para parcelamento das dívidas estaduais precisam ser alongados para 90 meses ou mais. A empresa precisará pagar o parcelamento e o tributo corrente. Considerando que, como regra, existem parcelamentos de tributos federais, dívidas com bancos e fornecedores, as empresas precisam deste alívio em termos de prazo. Aguardamos ansiosos. 

Ricardo Coube ricardocoube@tiliform.com.br

Bauru

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CRACOLÂNDIA

Felicitações pelo artigo de Carlos Alberto Di Franco, publicado em 5/6/2017, sobre este tema ("Cracolândia", página A2). Considerações equilibradas e coerentes com a grave situação que nosso país enfrenta (e, em variados graus, o mundo inteiro também), baseadas em firmes convicções estão ali expostas, sem concessões à nova censura do "politicamente correto". Que este jornal e, mais particularmente, os editoriais e artigos das páginas A2 e A3, e o "Fórum dos Leitores", possam sempre nos apresentar textos de tão alto nível, contrastando com a mediocridade, a pequenez e a vacuidade de opiniões que, infelizmente, predominam na grande maioria de nossa imprensa (e não apenas da nossa), que parece limitar-se a repetir chavões e palavras de ordem de "especialistas" engajados.

Fernando A. de Oliveira Prieto fernandoaoprieto@hotmail.com

Santos

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TERROR LONDRINO

 

Acertada a decisão da primeira-ministra britânica de convocar o Parlamento para escolher o novo chefe de governo. Porém, não deveria se candidatar, porque é responsável pela política separatista e xenófoba que tem levado aos bárbaros atentados terroristas praticados recentemente em cidades inglesas. 

 

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TERRORISMO E PRECONCEITO

Após a leitura de diversos artigos publicados sobre o último ataque do Estado Islâmico (Isis) em Londres, decidi escrever para tratar de um assunto que na maioria das vezes é ignorado pelos brasileiros. Os impactos desses ataques na nossa sociedade. É muito triste ligar a televisão ou abrir um jornal e se deparar com a notícia de outro ataque terrorista na Europa. Mas é mais triste ainda presenciar, em pleno século 21, o preconceito que os muçulmanos sofrem por causa deles. As pessoas olham para todas essas notícias de integrantes do Isis matando cidadãos e acham que todos os seguidores da fé islâmica são terroristas. E se esquecem de que é um pequeno grupo extremista que assume a autoria desses ataques e que a maioria dos seguidores do islamismo condena a maneira como os extremistas expressam sua fé. Com isso, seguem o senso comum, que generaliza e enche de olhares preconceituosos pessoas boas que não têm nenhuma ligação com os atentados terroristas nem com o Estado Islâmico. Já tive uma melhor amiga que era muçulmana. Lembro-me de uma vez conversar com ela sobre esse assunto e de ela me dizer que as pessoas generalizam, condenam os muçulmanos em geral por causa deste pequeno grupo radical. Que o preconceito está enraizado na nossa sociedade e que as pessoas deveriam procurar saber mais antes de formar uma opinião ou preceito sobre algo. Particularmente, concordo com cada palavra dita por ela, pois esses prejulgamentos, além de prejudicarem pessoas, nos impedem de conhecer pessoas de muito bom caráter, e posso dizer que essa minha amiga foi uma das melhores amigas que já disse. Concluo eu que a nossa sociedade precisa enxergar o que está além do senso comum. Parar de generalizar o que não deve ser generalizado. Tratar as pessoas com mais respeito, ética e solidariedade, pois todos nós somos pessoas e temos direitos iguais. Não devemos deixar as ações de um pequeno grupo extremista mudar isso.

                                    

Ana G. Nunes Barros anagabrielanunesbarros@gmail.com

Goiânia

 

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