Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

10 Junho 2017 | 03h06

CHAPA DILMA-TEMER

Ventilador ligado

Os mais de 14 milhões de desempregados assistiram ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma desesperada. O Brasil ficou parado, à espera da decisão desse tribunal, que empurrou com a barriga o processo de cassação da chapa Dilma-Temer por mais de 900 dias. Os nobres parlamentares federais também não trabalharam durante a semana, com a desculpa de acompanharem as sessões do TSE. Os prejuízos são gigantescos e o País não consegue sair da lama criada pelos incompetentes políticos por causa de sua desmedida fome de poder. Os parlamentares estão apavorados, pois o ventilador está ligado e a poeira vai se espalhando para todos os lados e por todos os partidos políticos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Palavrório

Se os membros do TSE não fossem tão prolixos, o processo da chapa Dilma-Temer teria terminado faz tempo...

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Responsabilidade

É irritante ver na imprensa congressistas como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) insistirem na renúncia do presidente Michel Temer. Quem eles querem pôr na Presidência da República? Um populista que já destruiu o País? Os parlamentares precisam pensar mais no Brasil do que nos seus partidos e em suas ideologias. Será que eles ignoram – ou agem de má-fé?! – que o governo Temer vem dando certo nestes 12 meses de administração responsável, a qual, com medidas corretas, vem recolocando o País no caminho do crescimento? Sejam mais responsáveis no que dizem!

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Reflexão

A Operação Lava Jato expôs as nossas vísceras. O Brasil precisa e deve ser passado a limpo, inventando novas lideranças, honestas e comprometidas com o País. Sob vil administração, a Petrobrás e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram fontes de recursos. Situação atual: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Temer é culpado e, como os demais, tem de ser punido. Mas o momento é delicado e requer reflexão, os chacais estão à espreita: ruim com Temer, muito pior sem ele.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

CORRUPÇÃO

Estatuto do BNDES

A origem da escalada da corrupção no País se deve em grande parte ao que está descrito no inciso II do artigo 10 do BNDES, cujo texto diz: “O BNDES poderá financiar a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas de capital nacional no exterior, desde que contribuam para o desenvolvimento econômico e social do País”. Esse dispositivo foi acrescentado no estatuto, via Decreto n.º 6.322, de 21 de dezembro de 2007, pelo então presidente Lulla. Com isso, JBS, Marfrig e outros grupos empresariais captaram recursos bilionários a juros baixíssimos. No período de 2008 a 2014, ou seja, ao longo de seis anos, foram emprestados mais de R$ 700 bilhões. Os governos e mais de uma centena de políticos foram beneficiados pela desenfreada corrupção que assola o nosso país. Diante desses astronômicos valores, perguntamos: qual foi a contribuição para o desenvolvimento econômico e social do País, segundo dispõe a parte final do texto em questão?

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Inexplicável acordo

Embora possamos desconfiar, não sabemos por que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atabalhoada e apressadamente aceitou o estranho acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Agora que os fatos vão ficando mais claros e as paixões despertadas pela ressonância escandalosa, distorcida e prematuramente condenatória de parte da mídia estão sendo atenuadas, verificamos que o resultado foi muito prejudicial para a credibilidade e o apoio que vem sendo dado à Operação Lava Jato, principalmente após alguns procuradores tentarem defender o indefensável. A verdade é que graves erros foram cometidos: a pressa inexplicável, a primaríssima gravação cheia de falhas e nem mesmo periciada, o perdão ilegal para os chefes da quadrilha, sua ida para Nova York e, finalmente, o mais grave de tudo por suas características imorais e antiéticas, a inexplicável transferência do procurador Marcelo Miller, braço direito de Janot, da Procuradoria para a defesa da JBS, sabe-se lá com que remuneração e sem nem mesmo ensaiar uma quarentena. Acrescente-se a atuação também desastrosa do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal – o qual, não se sabe por quê, foi escolhido relator, uma vez que a JBS nada tem que ver com a Petrobrás –, que homologou o acordo claramente ilegal. Tudo o que foi dito é motivo suficiente para anular esse acordo abominável, que só serviu para novamente tumultuar o País, causar mais desemprego e abalar o apoio que a Lava Jato vinha recebendo, prejudicando-a muito mais do que o estrebucho dos políticos envolvidos em corrupção. Já é mais do que tempo de o Supremo levar para decisão do plenário a anulação dos inquéritos gerados por essa excrescência.

CARLOS NEY MILLEN COUTINHO

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

NEGLIGÊNCIA MÉDICA

Culposa ou dolosa?

Indiscutivelmente, vivemos num país em que as leis, arcaicas e frágeis, beneficiam os criminosos. É o caso da médica filmada, no Rio de Janeiro, rasgando um protocolo de atendimento dentro de uma ambulância da Cuidar Emergências Médicas, responsável por transportar uma criança de 1 ano e 6 meses para atendimento emergencial, dado o seu estado de saúde ser muito grave. A alegação dessa pessoa, que ainda não teve o nome revelado (estranho), foi que ao chegar ao local de resgate notou que seu horário de expediente se havia esgotado. Então, depois de falar com o porteiro do prédio, ela se evadiu do local. E a criança veio a falecer. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e informou que a profissional “pode” responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Ora, quem ignora um atendimento emergencial sabendo da gravidade do caso, por qualquer motivo que seja, estando na porta do prédio de quem deveria resgatar, pelo motivo ridículo, absurdo, desumano e incoerente por ela alegado, e considerando que a ambulância deveria obrigatoriamente fazer o caminho de volta ao hospital para encerrar sua jornada, não poderia tê-lo feito com o menino dentro, para ele ter chance de ser salvo? Isso não configura crime doloso?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

“A ausência de manifestações da militância petista durante o julgamento do TSE tem uma explicação simples, direta e exata: quem votou em Dilma votou em Temer também. Portanto, não há o que reclamar ou comemorar”

LUCIANO HARARY / SÃO PAULO

lharary@hotmail.com

“A necessidade faz o sapo pular. Com três dias da obstinada catilinária do ministro Herman Benjamin contra a rapinagem, nunca os mortadelas foram tão coxinhas...”

JOAQUIM QUINTINO FILHO / PIRASSUNUNGA

jqf@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SOBREVIDA TEMPORÁRIA

O resultado do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), livrando-o da cassação de mandato, só deu uma sobrevida temporária ao "doente terminal" Michel Temer, porque parece que o gota-gota da delação dos irmãos Batista, da JBS, continuará bombardeando o presidente. Temer pode até continuar presidente até 2018, mas será uma "rainha da Inglaterra", só participando de alguns encontros sociais. Resta saber como reagirá nossa economia, em estado tão terminal quanto Temer. Que futuro complicado nos espera!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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O BRASIL EM CRISE

Manter no cargo transitório um presidente da República caído em descrédito, baseado no velho axioma de que "ruim com ele, pior sem ele", é o duro e lamentável retrato em branco e preto da situação esdrúxula em que se encontra o Brasil. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FARSA

O julgamento no TSE da chapa Dilma-Temer foi uma farsa, e nada mais original do que Gilmar Mendes na presidência. Uma vergonha!

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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PÊSAMES, BRASIL 2017

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Atualíssimas essas palavras redigidas por Ruy Barbosa em dezembro de 1914.

Odilon Octavio dos Santos

Marília

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CARTAS MARCADAS

Já se imaginava que o julgamento da chapa Dilma-Temer seria um jogo de cartas marcadas, com placar de 4 a 3 a favor da absolvição. Mas o pior de tudo é que todos os brasileiros (exceto os índios da Amazônia que nunca tiveram contato com a civilização) têm pleno conhecimento das falcatruas que os partidos aliados ao PT se utilizaram para reeleger Dilma Rousseff, ainda assim os escândalos não param de aflorar, graças aos trabalhos do Ministério Público e da Polícia Federal. Mas a grande ironia é que é o povo que paga os salários estapafúrdios destes ministros, que se julgam seres supremos, além do custo de toda a estrutura pesada e ineficiente. Eu nunca acreditei na lisura dos procedimentos nas eleições em urnas eletrônicas, aliás, circulou na rede social como foi feito um acordão e como foi acertado para que os resultados fossem manipulados, pelo sistema, para garantir a reeleição de Dilma. Com o espetáculo circense deste julgamento, começo a temer que Lula seja inocentado de todos os seus crimes e, nas eleições de 2018, receba votos dos desinformados, dos comprados, dos coniventes e, com a ajuda e destes seres supremos, que controlam o sistema de urnas eletrônicas, volte ao poder e continue a jornada para tornar o Brasil uma Venezuela. Vale relembrar: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" (Rui Barbosa). "O que me preocupa, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons" (Martin Luther King).

Waldir Cassapula waldir.cassapula@uol.com.br

São Paulo 

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NO PALCO DO TSE

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Napoleão Nunes Maia Filho foi muito feliz em chamar a bancada do tribunal de palco. É isso mesmo que parece, com os juízes parecendo personagens. Agora, quanto à sua indignação contra o que ele chamou de "mentiras divulgadas na mídia", ele mais do que ninguém sabe que pode apelar à Justiça ao invés de ficar esbravejando.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IMPEDIMENTO NEGADO

Admar Gonzaga não advogou para a campanha de Dilma Rousseff em 2010? Foi indicado como juiz substituto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela mesma Dilma Rousseff... O ético e correto não seria ele ter-se declarado impedido para julgar a campanha de sua cliente?

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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VOTO ENCOMENDADO

No julgamento da chapa Dilma-Temer, data vênia, alguns ministros do TSE se comportaram como se a capital do Brasil fosse Caracas. 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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TSE - CITAÇÃO APROPRIADA

"Infeliz da geração cujos juízes merecem ser julgados" (citação judaica). 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PARA QUE SERVE MESMO?

Do julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer, resta entendido que houve abuso de poder econômico, com prova testemunhal, documental e pericial, havendo irrigação de propina em alta escala para a campanha presidencial. Herman Benjamin, que sai agigantado pela magnífica exposição e detalhamento dos crimes cometidos, não deixou pedra sobre pedra e desbancou os ministros da mesa do TSE que tentaram desqualificá-lo na tentativa de livrar a chapa criminosa. O ministro Gilmar Mendes, que começou de forma brilhante à frente desses trabalhos, sai apequenado por "ajeitar" sua consciência às conveniências políticas, de acordo com o réu, como bem salientou o ministro Barroso. Há pessoas que não se preocupam com sua biografia, isso impressiona. Muito triste e vergonhoso ver o prédio do TSE em Brasília, tão majestoso, abrigar ministros que abençoam crimes eleitorais, não os punindo, deixando a porteira aberta para futuros atentados à democracia. Serve para nada! Mas tenho de admitir: este prédio é a lavanderia mais linda que já vi na vida!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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PICADEIRO

A pantomima tribunalesca nacional, faustosa e caríssima ao contribuinte, seja no TSE ou no STF, repleto de apaniguados de compadrio do Poder Executivo e onde não faltam "juízes" feitos que entraram na mais alta magistratura por este mesmo critério e que no passado foram advogados dos réus a quem hoje devem julgar (sem falar em alguns citados em delações), enche de tristeza os cidadãos conscientes, honestos e não alienados que se desesperam com o Brasil de hoje. Nada esperava eu de um tribunal cujo presidente, para além de logorreico, publicamente descomunal em seu ego, é tido nos corredores forenses igualmente como "conselheiro informal" do réu a quem deveria julgar. Em Berlim, não enganariam a ninguém e jamais conseguiriam passar sequer perto da toga, mas no picadeiro de Brasília tudo é possível. Honras ao juiz Herman Benjamim, que lutou como um leão para que seu tribunal não fosse arrastado para debaixo da lona...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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FICARAM DE FORA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vinha adiando desde abril o julgamento da chapa Dilma-Temer, pois estavam colhendo novas provas. Foram colhidas, e muitas, mas o absurdo dos absurdos aconteceu: não consideraram válidas as que ora foram colhidas. Que Justiça é esta?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA MOROSA

Descobri o motivo da lentidão da Justiça brasileira. Esta decisão do TSE nos mostra o motivo das pilhas de processos.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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JÁ INVENTARAM A RODA

A Justiça brasileira, em todas as instâncias, se arrasta numa velocidade incompatível com um país que precisa crescer. Os países desenvolvidos estão anos luz à frente do Brasil em tecnologia e também na legislação e na velocidade das decisões que podem parar toda a economia de uma nação. Estamos deixando de criar empregos, pois, antes, será preciso julgar todos os envolvidos no petrolão e, agora também, os envolvidos na operação da JBF. Será que o bom senso dos senhores juízes não deveria falar mais alto do que os velhos costumes das sessões do século 18, em que os julgamentos eram raros e as chances de demonstrar os conhecimentos também? O Judiciário precisa, antes de mais nada, ter rodas para começar a andar mais rapidamente. No futuro, quem sabe, um sistema de tração, mesmo a vapor, é melhor do que nada. Gostei da "modéstia às favas", do ministro Gilmar Mendes, uma verdade que serve para todos no plenário.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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COBERTURA POLÍTICA

Sem pretender generalizar, tem sido lamentável o comportamento da imprensa nos episódios políticos que estamos vivendo. Passamos por um momento no qual devemos erradicar o açodamento, devemos analisar logicamente os fatos que são repassados ao público, que não se sabe se, efetivamente, são fatos contaminados por preconceito, ideologias, ignorância ou oportunismo, enfim, um brutal desrespeito à inteligência do cidadão contribuinte.     As preocupações deveriam estar focadas nas eleições de 2018, com a seleção racional do perfil que se deseja dos candidatos, com o exame desapaixonado das propostas apresentadas, com a exigência do voto distrital e a exigência de campanhas mais baratas, notadamente nesta era da informática, em que as ideias se alastram em tempo real. O cidadão contribuinte está sendo obrigado a ouvir um festival de bobagens, oriundas muitas vezes de criaturas que nem sequer têm conhecimento técnico sobre as matérias sobre as quais se manifestam. A última bobagem pregava a possível suspeita de voto favorável ao presidente da República no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, por motivo de ele ter indicado dois ministros para aquela Corte. Ora, as duas vagas surgiram e precisavam ser preenchidas, e manda a Constituição federal que compete ao presidente da República a indicação para tais cargos. Se se entende que indicações para cargos de ministros dos tribunais superiores podem ser suspeitas, então haverá a necessidade de ser alterada a própria Constituição federal. Todavia, enquanto ela não for alterada, deverá ser cumprida! Será que é preciso desenhar? Acaso a categoria dos jornalistas não tem um código de ética profissional? Informo que não votei em Temer, pois nunca votei na "mulher sapiens". 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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O PAPEL DA IMPRENSA

Há muito tempo é do conhecimento geral que os políticos e ministros se aproveitam das "amizades" nada republicanas para viajar em aviões dos empresários. Todos devem saber que, se é um favor, em dado momento virá a fatura. O toma lá dá cá é uma prática feita sem o menor pejo em Brasília. É daí que se abre espaço para a corrupção. Tantas vezes Lula viajou em aviões de amigos, e não vimos a imprensa, especialmente a Rede Globo, ficar tão afoita como atualmente. O bom jornalismo é aquele que é isento em suas posições e tem o compromisso de divulgar as notícias, cabendo ao leitor informar-se a respeito. Importante é a independência do cidadão em juntar os fatos e formar suas conclusões, pois sabemos que muitos órgãos da imprensa recebem para aliviar para seus patrões. Felizmente, a internet chegou para desmascarar todos os picaretas que se travestem de sérios e muitas vezes se vendem, como é possível constatar em diversos setores da mídia.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EMPENHO INCRÍVEL

A Rede Globo está mais empenhada que Rodrigo Janot, o TSE e a Polícia Federal em "demitir" Temer. Falta saber o porquê.

 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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CÓDIGO DE HONRA

Pior que os mafiosos, o cara de pau e ainda ministro Eliseu Padilha, que responde a vários inquéritos na Polícia Federal, afirmou que o deputado Rodrigo Rocha Loures, preso na semana passada, não irá propor colaboração premiada para amenizar a pena que receberá. O País, estarrecido, não sabia que esses corruptos têm, além de tudo, seu código de honra, segundo o qual ninguém pode delatar ninguém. Ocorre que, quando é a própria "pele" que está em jogo, não há delator calado que resista. Basta Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PAVOR

O único e principal "pavor" do deputado Rodrigo Rocha (Mala Preta) Loures ao chegar ao Presídio da Papuda, foi perder sua vasta cabeleira. O resto ele tira de letra, como se usa dizer. Sem ironia, por favor!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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CAUTELA

Para quem preza pelos seus cabelos, é aconselhável nunca transportar mala com R$ 500 mil na calada da noite...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SANSÃO

Rodrigo Rocha Loures, ao querer conservar a sua longa cabeleira, devia estar pensando em arrancar as grades da sua cela na Papuda e fugir.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RESOLVIDO

Para convencer Rocha Loures a raspar o cabelo, façam o seguinte: peguem a propina de R$ 500 mil da JBS, troquem em notas de R$ 2 e expliquem que até ele acabar de contar seu cabelo já terá crescido.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VAIDADE NUMA HORA DESTAS?

Ei, ei, vocês se lembram da minha mala? Continua presa, mas os meus cabelos...

Mário Aldo Barnabe mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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O CABELO NÃO!

Rocha Loures tem muita sorte mesmo aqui, no Brasil. Pediu para não rasparem a sua cabeleira. Se fosse nas Filipinas, por exemplo, estaria pedindo para não cortarem a sua cabeça em razão das circunstâncias.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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REQUISITOS PARA O PARLAMENTARISMO

 

O Partido Conservador, da primeira-ministra da Inglaterra, Thereza May, levou a pior nas eleições de quinta-feira. Perdeu 16 cadeiras e a maioria absoluta no Parlamento e pode cair do governo. No parlamentarismo, o governo impopular cai e cede lugar a outro mais aceito. Já no presidencialismo temos de suportar a impopularidade e só podemos afastar o governante num penoso processo de impeachment. Muito já se pregou o parlamentarismo no Brasil. Talvez seja uma solução para a nossa tragédia político-administrativa. Mas, para sua instituição, temos de eliminar muitos vícios. Os partidos têm de se tornar fortes e viver à própria custa; há que impedir que parlamentares assumam ou indiquem pessoas para cargos no governo e eliminar os ditos "cargos de confiança", criados especialmente para abrigar cabos eleitorais. Aos políticos deve ser reservada exclusivamente a condução política, e aos servidores, todos concursados e de carreira, a tarefa de executá-la. Também deve ser por concurso o preenchimento das vagas de ministro, desembargador e dirigente do Judiciário, do Ministério Público e de outros órgãos, hoje preenchidas pelo Executivo. Temos de aproveitar a crise para buscar o Brasil novo.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                  

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PELA CULATRA

As eleições no Parlamento britânico, convocadas pela primeira-ministra Theresa May, é o que se chama de "dar um tiro no pé". Tinha uma maioria, até com folga, mas queria aumenta-la. Perdeu a maioria e quase perde a eleição. O tiro saiu pela culatra. Agora terá de negociar, quando antes não tinha. Olho grande dá nisso. Quem muito quer nada tem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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OS CONFLITOS DE DONALD TRUMP

O ex-chefe do FBI, James Comey, afirmou com todas as letras que Donald Trump, presidente dos EUA, pediu-lhe que parasse com as investigações contra seu protegido e também no caso envolvendo a Rússia. Trump mentiu e tentou obstruir tanto a atuação do FBI como a da Justiça em seu benefício próprio. Está mais do que provado que Trump não tem a menor condição moral, ética e integridade para ser presidente. O mínimo que se espera é o seu imediato afastamento do cargo, sob pena de os EUA virarem de vez uma republiqueta de bananas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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TRUMP X COMEY

Quem foi o grande perdedor do evento Trump-Comey? A imprensa, que tentou fazer de um "no deal" um pretenso "very big deal". Trump ter cometido um crime e ficar sujeito a impeachment era o que o público esperava - baseado no tamanho do barulho que a mídia fez a respeito. Trump ter se comportado inapropriadamente mais uma vez é o que Comey entregou. O público está perdendo interesse pelo que a imprensa norte-americana tem para falar de Donald Trump. Já os twitters dele a respeito (quando voltar a twittar) serão o maior sucesso de audiência. Quer apostar?

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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TRUMP JANTOU COMEY

O choro é livre. Trump Comey sem choro nem vela, o ex-diretor do FBI, demitido por ele.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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LÁ COMO CÁ?

Em depoimento ao Senado americano, o diretor do FBI afastado, James Comey, está "entregando" o presidente Trump. Se fosse aqui, no Brasil, o senhor Michel Temer já teria caído. Com ironia, por favor!

 

Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

 

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