Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2017 | 03h00

TSE, 4 X 3 

Resultado previsto

Mais uma vez a Nação assistiu a um deprimente espetáculo de cartas marcadas, promovido por alguns togados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ganha Michel Temer, ganha Dilma Rousseff e a festa da impunidade continua. O PSDB estuda a possibilidade de desembarcar do governo. Muitos brasileiros estudam desembarcar do País.

LUCIA MELCHERT

luciamelchert@gmail.com

São Paulo

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País manco

Montaram o circo e adivinha quem escolheram, mais uma vez, para palhaço? O povo. Indignação é pouco, por ver que, em relação a poderosos, provas contundentes são consideradas, pelo formalismo jurídico, não cabíveis ao processo. Com o resultado do julgamento no TSE, vamos agora ter não um pato manco, mas um país manco. E adivinha quem vai pagar o preço? Claro, o povo.

LUIZ CARLOS DE MEDEIROS

medeiros0208@gmail.com

São Paulo

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Destaque para o relator

Infelizmente, não foi cassada a chapa Dilma-Temer, vencedora na eleição presidencial de 2014. Mas temos de engrandecer todos os que votaram a favor do fim do governo Temer, principalmente o ministro Herman Benjamin, que fez a sua parte da melhor forma possível. Agora só renúncia ou impeachment para acabar com essa administração. Ou ela se arrastará até o fim de 2018 sem condições de governabilidade, tal como no desgoverno Dilma. A novela continua.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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Porta-voz

Com sua célebre fala sobre ética e seriedade, sobre caráter e princípios, o ministro Luiz Fux definiu bem o sentimento de milhões de brasileiros que ainda querem crer que tão nobre solo como o nosso não merece tanta gente indigna na política.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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Derrota com sabor de vitória

A confirmação da impunidade no julgamento da chapa Dilma-Temer é uma derrota da justiça com duplo sabor de vitória. Derrota dos cidadãos conscientes, que não suportam mais tanta corrupção, mas uma vitória para o futuro do nosso país. Primeiro, por revelar que “ainda há juízes em Brasília”, como os ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber, que votaram brilhantemente pela cassação da chapa. Segundo, por abrir caminho para o prosseguimento das reformas essenciais para recuperar a economia e lançar o País, definitivamente, para um futuro melhor! Michel Temer sai fortalecido para continuar a sua odisseia e a sociedade civil sai esclarecida para pressionar não somente pelas reformas, mas pela evidente necessidade de revisar as regras do jogo - a Constituição federal, que, como está, só favorece o inimigo. Constituinte já!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Forçados a aceitar

Mesmo não concordando com o resultado da não cassação da chapa Dilma-Temer, temos de ficar satisfeitos. Imaginem a situação em que ficaria o País com a cassação do presidente. Pelos resultados conseguidos por Temer até hoje, estamos saindo do buraco em que o PT nos enfiou. Precisamos confiar nele, nossa única esperança!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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Day after

Confirmada a vitória de Michel Temer por 4 x 3 no TSE, o mais importante agora é o dia seguinte: a reconstrução da base aliada e as importantes reformas a serem aprovadas. Enquanto isso, a expectativa de novas prisões deixa em compasso de espera as transformações e injeta incerteza na economia, com tanta delação premiada a ser realizada dentro em breve, a República passada a limpo e a vergonha da corrupção desmantelada em doses suficientes para a refundação do Brasil.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Anomalia constitucional

A ação de impugnação de mandato eletivo prevê prazo decadencial de 15 dias contados da diplomação. As provas apresentadas na delação premiada, feita após esse prazo, não foram consideradas na análise de crime eleitoral (abuso de poder econômico). Entretanto, apesar da absolvição no julgamento do TSE, nada impede que haja apuração de crime de responsabilidade pela Câmara dos Deputados e de crime comum pelo Supremo Tribunal. O presidente precisa de apenas 172 votos (um terço mais um voto) para impedir seu afastamento temporário e permanecer no cargo, pois, para ambos os casos, são necessários 342 votos (dois terços dos 513 deputados) para suspender o exercício do mandato presidencial por 180 dias. Caso isso se concretizasse, surgiria uma anomalia constitucional, com o presidente da Câmara como presidente da República interino até o julgamento final, seja pelo Legislativo ou pelo Judiciário.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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Mercadoria valiosa

Dois mil anos de perdão é o preço da cabeça do presidente Michel Temer, encomenda quase entregue pelo açougueiro Joesley Batista ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entretanto, com o resultado favorável a Temer no TSE, o serviço começa a correr sério risco de não ser completado. Se fosse apenas uma questão de combate à corrupção, Janot seria igualmente célere na apresentação de denúncia contra o senador Renan Calheiros, réu em 12 processos, na investigação da longa e profícua relação de Lula com os açougueiros e dos bilionários financiamentos do BNDES à JBS. Mas tudo isso está em segundo plano, ou em nenhum plano. Por que é tão importante derrubar Temer, mesmo ao custo de abortar a recuperação da economia e de deixar novamente o País à beira do abismo? Por que essa mercadoria é tão valiosa para Janot? Deve haver algo mais substancioso do que apenas garantir um novo período à frente da Procuradoria-Geral. 

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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Gratidão

Se Dilma ficou sempre revoltada com a atuação de Temer, quer como vice, quer como artífice de seu impeachment, cabe agora a Dilma agradecer a Temer por não ter os seus direitos políticos cassados. O que, aliás, já deveria ter sido feito quando do seu impeachment.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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FIM DE JOGO

 

No último dia do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, como se estivesse num palanque político, proclamou seu voto de minerva dando resultado de 4 a 3 contra a cassação da chapa. Após seu requerido voto, com dedo em riste, esbravejou com os colegas para justificar o injustificável e só faltou subir na cadeira e dizer "para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que ele (Temer) fica". Com todo meu respeito ao relator e ministro Herman Benjamin, ao ministro Luiz Fux, que a meu ver abrilhantou o último dia do julgamento com toda retidão que a ocasião merecia, e à ministra Rosa Weber, este julgamento se mostrou um verdadeiro jogo de cartas marcadas.

 

Valdy Callado 

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

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AVAL PARA A ILEGALIDADE

 

Ministro do TSE acredita que quem cometeu ilegalidades na campanha eleitoral deve ser punido, mas que "não se pode privar quem venceu a eleição de exercer seu mandato". Traduzindo: se todos os candidatos são assassinos, devem ir para a cadeia, menos aqueles que venceram a eleição, que devem ir para o Congresso ou para o Palácio do Planalto. Estes são aqueles que nos dão vergonha de sermos brasileiros.

 

Ely Weinstein 

elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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A FORÇA DO HÍFEN

 

Durante três dias, após mais de 25 horas de debates e julgamento, e mesmo após a divulgação do resultado pelo TSE, não se ouviu no Brasil inteiro e, principalmente, em Brasília um só grito ou clamor de "Fora Temer" por parte dos partidos de esquerda e seus apêndices. O hífen tem mais força que muitas ideologias.

 

Claudio Juchem 

cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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OLHOS FECHADOS

 

Com todo o respeito, mas, diante das evidências, qualquer turma do ensino fundamental seria capaz de decidir pela cassação da chapa Dilma-Temer por abuso político e econômico durante a campanha. Pois bem, após três dias de preliminares, votando majestosamente, imersos em textos prolixos e ataviados à exaustão, os ministros do TSE fecharam os olhos a crimes eleitorais incontendíveis nos argumentos minuciosos do eminente relator, realimentando o consenso de que, definitivamente, não somos um país sério. 

 

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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TSE

 

Respeitável público, anunciamos o fim do espetáculo. As lonas serão desmontadas imediatamente e agradecemos a todos pelo apoio irrestrito com que fomos deferidos. Tão logo tenhamos novo espetáculo, colocaremos as tabuletas em praça pública indicando dia e hora da volta do circo. Muito obrigado!

 

Delpino V. da Costa 

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

 

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POLÍTICA

 

Era uma vez um Brasil que se fazia respeitar. Hoje, assiste a uma palhaçada atrás da outra dos encastelados em Brasília!

 

Francisco José Sidoti 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O DIABO NA TOGA

 

É lamentável, sob todos os aspectos, a decisão do TSE sobre o processo da chapa Dilma-Temer. Não estamos querendo o "quanto pior, melhor", devemos reconhecer que as coisas estão um cadinho melhor, porém, com todas as provas e contraprovas, ficaram mais do que caracterizadas as falcatruas usadas nas eleições. E temos de falar apenas que, no Brasil, o diabo não veste Prada, veste toga.

 

José Fernandez Rodriguez 

rodriguez1941@gmail.com

Santos

 

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AMÉRICO PISCA-PISCA

 

O Américo Pisca-Pisca, de Monteiro Lobato, na versão Gilmar Mendes, acabou absolvendo a chapa Dilma-Temer por excesso de provas comprometedoras.

 

Alfredo Sérgio Lazzareschi Neto 

alfredo@lmpa.com.br

São Paulo

 

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LAMAÇAL

 

O TSE acaba de ser protagonista da mais vergonhosa decisão judicial que já tomou em sua história. A não cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico, além de ser um péssimo exemplo para a população, comprova, mais uma vez, que o viés político é mais importante do que o jurídico, ou seja, ser amigo do rei vale mais do que ter compromisso com um julgamento técnico equilibrado e que responda aos anseios da Nação. É revoltante saber que o resultado proferido por esta Alta Corte tenha sido sacramentado pela nefasta figura do sr. Gilmar Mendes, amigo pessoal de Temer, por outros dois ex-advogados indicados pelo próprio réu às vésperas do julgamento e por um ministro citado na colaboração premiada da JBS. A cegueira intencional desses juízes é uma afronta à sociedade e joga a reputação deste tribunal no mesmo lamaçal em que se encontra o governo federal.  

 

Sergio Bialski 

sbialski@espm.br

São Paulo

 

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FAZ DE CONTA

 

Depois que o plenário do TSE decidiu que não existiram provas suficientes para incriminar a chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico por meio de financiamento ilegal da campanha para a eleição em 2014, "fazendo de conta" que as delações de Marcelo Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura - crime provado e comprovado - em nada contribuíram para incriminar os acusados, observamos a total desmoralização da instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira. Profundamente lamentável!

 

Clênio Falcão Lins Caldas 

clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

 

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PROVAS

 

Olhem que interessante: a Justiça vive reclamando da falta de provas para incriminar os políticos, mas, quando as consegue, a Corte não as aceita. Seria cômico, não fosse trágico!

 

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PRECISAMOS REAGIR

 

Recebi com indignação a informação de que quatro ministros do TSE votaram a favor de manter a chapa Dilma-Temer ainda no poder deste país. Eu, como cidadão brasileiro, vejo qual é a lição clara ao povo brasileiro, ou seja: corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de bilhões e bilhões continuarão, e o País seguirá nesta miséria, parado no tempo por causa de uma maioria de deputados, governadores, prefeitos e corruptos sujam o nome do nosso país com sangue e lama. Fico mais ainda indignado que a maioria dos ministros julgadores defenda o governo, e, pior, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, defende os corruptos denigrindo o Ministério Público. Por que, ao invés de ministros, não se coloca o povo brasileiro a julgar os senhores políticos? Precisamos tomar atitudes drásticas nas eleições que logo chegarão. Acorde, povo brasileiro, precisamos reagir.

 

Jose Benedito Mengaldo 

beneditomengaldo@bol.com.br

Campinas

 

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FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES

 

No Brasil, infelizmente, nossas instituições estão desmoralizadas e desacreditadas. No Executivo, o alto mandatário se encontra, na calada da noite, na garagem de sua residência, com uma pessoa que ele mesmo reconhece ser um calhorda. O Legislativo funciona à base de benesses. No Judiciário, os julgamentos são realizados com sentenças já de antemão previstas por todos, pois seus integrantes ficam atrelados às suas nomeações. Até quando perdurará essa situação?

 

José Olinto Olivotto Soares 

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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CHANCE PERDIDA

 

É triste e assustador ver nossos juízes maiores pisarem no povo como fizeram neste julgamento nojento em que a justiça foi derrotada pela pouca vergonha. Juiz não é Deus, ilustres togados! Vocês são homens como nós e, como nós, perderam seu tempo votando em candidatos a cargos eletivos, talvez pensando em fazer um país melhor. Só que os senhores, diferentemente de nós, tiveram em suas mãos o poder de corrigir os erros cometidos e apagá-los de nossa história para sempre. Seus votos não deveriam ter cor, deveriam, sim, se espelhar na vontade do povo e respeitá-lo.

 

Wilson Matiotta 

loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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JULGAMENTO NO TSE

 

A vergonha e a torpeza absolutas salvaram-se por três vozes. Obrigado, ministros Rosa Weber, Herman Benjamin e Luiz Fux.

 

Mário Rubens Costa 

costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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VITÓRIA DA CORRUPÇÃO

 

A chapa Dilma-Temer não foi cassada pelo TSE. Vitória da corrupção, em nome de uma tal "estabilidade econômica". O Supremo Tribunal Federal não puniu os verdadeiros ladrões durante o julgamento do mensalão, e, graças à impunidade, tivemos o petrolão. Agora, estamos correndo o risco de os verdadeiros corruptos se safarem novamente, e vamos continuar convivendo com a corrupção. Até quando vamos ser roubados? Infinitamente, se dependermos da nossa "Justiça". Feliz daquele que usou o aeroporto, passagem só de ida, para sair deste inferno.

 

Maria C. Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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A GOTA D'ÁGUA

 

Creio que a maioria da população brasileira está farta das notícias de corrupção na política. A absolvição da chapa Dilma-Temer foi a gota d'água no copo da paciência dos cidadãos. Para que serve o TSE? Num dos momentos mais importantes de sua existência, não pune pessoas da maior importância para a história do Brasil? Como estará registrado esse fato nos livros escolares do futuro? No presente, Temer continua vivo; certamente, irá até o fim de seu mandato e aprovará as reformas, como ele disse que o faria. Trata-se de um político profissional, sem dúvida! Poderia ser um enxadrista profissional.

 

Mário Negrão Borgonovi 

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO SE TRATA DE 'JULGAR PARA A GALERA'

 

O editorial "O caráter pedagógico de um julgamento" ("Estadão", 9/6, A3) conclui: "O papel do juiz exige isenção. Deve antes estar disposto a ser mal interpretado pela opinião pública do que causar uma injustiça. O caso em questão é de especial gravidade, pois não envolve apenas Dilma Rousseff e Michel Temer. Um equívoco do TSE causaria um dano direto a todo o País. É bom, portanto, não ignorar os critérios seguros do bom Direito". Ao mesmo tempo que requer isenção do julgador, pede que se considere o dano que seria ao País um julgamento diferente daquele almejado pelo editorial. Um juiz interpreta o Direito de acordo com a valoração motivada da causa. Nesta "motivação", há normas de hermenêutica que devem ser obedecidas, entre as quais o princípio da verdade real. A verdade formal, aquela que advém dos fatos trazidos pelas partes, jamais vigorou em processo penal, e não é regra do novo Código do Processo Civil. Isso significa que não apenas as partes, o Ministério Público, mas também o juiz deve determinar a produção das provas que julgar necessária. Foi o que fez Herman Benjamin, o relator do processo em questão. Ouviu as testemunhas que entendeu necessárias à formação de sua convicção, e assim procedeu, explanando à exaustão por que encontrava ilegalidade na chapa Dilma-Temer. Não se trata, em absoluto, de "julgar para a galera". 

 

Andrea Metne Arnaut 

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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ESFORÇOS INSUFICIENTES

 

Michel Temer utilizou, em 2011, o jatinho da JBS. Temer se encontrou com o dono da JBS, Joesley Batista, de forma camuflada, na calada da noite, em sua residência oficial. Temer é um político experiente e sabe que deveria utilizar aviões de carreira para passear com os seus familiares e amigos. Temer sabe que deve explicações de sua agenda aos brasileiros e que, em hipótese alguma, pode se encontrar com um megaempresário que lhe conta fatos ilícitos e, ainda por cima, fala de forma escancarada de dinheiro sujo. Todos os esforços de Temer e de sua equipe serão insuficientes para encobrir tamanhas atrocidades.

 

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

 

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O JATINHO DA JBS

 

Seria um crime o então vice-presidente ser levado para passear com sua amada num fim de semana num luxuoso resort na Bahia, num jatinho cedido por um galante empresário do negócio agropecuário, com direito a flores para a luxuosa esposa do ilustre caroneiro? O senador Romero Jucá, aquele das relações promíscuas, acha que não há nenhum mal nisso.

 

Olimpio Alvares 

olimpioa@uol.com.br

Cotia 

 

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CARONA

 

Quer dizer que você entra num jatinho particular de carona e não sabe a quem ele pertence? Conta outra, presidente!

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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DE DILMA/LULA A TEMER

 

Trocamos seis por meia dúzia. Agora, o presidente Temer também diz que "não sabia" que o jatinho era de Joesley!

 

Moisés Goldstein 

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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MATÉRIA-PRIMA

 

José Sarney, desde os tempos dos marimbondos de fogo, lá no próspero Maranhão, liquidifica as palavras; Romero, o Jucá, furibundo, esbraveja que nunca conheceu quem o delata, embora seja investigado em seis inquéritos no STF; FHC finge que não é padrinho do PT, constrói pinguelas e garante que Dilma Rousseff, que por sua vez jura que nunca pedalou e sempre lutou pela democracia, é honrada; Lula faz palestras imaginárias para plateias virtuais, não é dono de triplex nem de sítio e não garante que sabe que não sabe de nada; Michel Temer pensou que Joesley Batista fosse se lamuriar por causa da Carne Fraca, quando esta ainda era forte, e, além disso, embarcou num jatinho anônimo pensando que fosse da FAB. Tudo muito natural. Afinal, não nos esqueçamos, a mentira é a matéria-prima dos políticos.

 

Paulo Roberto Gotaç 

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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TENDÃO DE AQUILES

 

A Operação Tendão de Aquiles, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal (PF), apura a venda de ações de missão da JBS S/A na Bolsa de Valores e a compra de dólares. Segundo a PF, "há indícios de que essas operações ocorreram com o uso de informações privilegiadas, gerando vantagens indevidas no mercado de capitais num contexto em que quase todos os investidores tiveram prejuízos financeiros". Se forem condenados, poderão pegar de 1 ano a 5 anos de prisão. Essa notícia é para rir ou chorar? Os brasileiros assistiram ao voo dos Batista para Nova York, sem nenhuma punição, deixando a conta para ser paga pelos trouxas. Vamos ver se a CPI que investiga a JBS vai ser efetiva e servir para, além de fazê-los pagar a dívida com o INSS (o que aliviaria o caixa da Previdência), condená-los a pagar o prejuízo que causaram ao País, ao BNDES, à Caixa, etc. Agora, falando sério, com a compra de tantos políticos, será que veremos esta CPI dar em alguma coisa? A conferir. 

 

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CORAÇÃO DE MÃE

 

No Brasil é assim, o empresário desonesto grava ilegalmente conversa com o presidente da República com o firme propósito de comprometê-lo, corrompe políticos e agentes do Ministério Publico, comete centenas de falcatruas que, somadas, levariam o meliante a sentenças que ultrapassariam 2 mil anos de cadeia para depois receber pleno perdão? Num país que luta contra a corrupção endêmica e uma impunidade obscena, que mau exemplo é este que veio da Procuradoria-Geral da República e do ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Desejam ratificar a triste fama que o Brasil tem de país da impunidade? Que mistérios insondáveis justificaram a concessão de tanta indulgência ao chefe de uma organização criminosa? Um coração de mãe?

 

Paulo R. Kherlakian 

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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BOM NEGÓCIO

 

Além do perdão dos 2 mil anos, homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF, mais 5 aninhos de férias remuneradas, em Nova York, para um dos irmãos Batista, afastado do conselho e da direção da J&F.

 

Sergio S. de Oliveira 

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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JUSTIÇA IMPLACÁVEL

 

No nosso país a Justiça é implacável para os quatro pês: pobres, pretos, prostitutas e os sem-padrinho. Quanto ao restante, difere bastante: a prisão domiciliar da esposa do ex-governador Sérgio Cabral; a do empresário Eike Batista; a do pecuarista José Carlos Bumlai, o grande amigo de Lula; e daí por diante. As palavras do ministro Barroso retratam muito bem a nossa realidade: "Não quero viver em outro país, e sim no novo Brasil". Espero que um dia isso aconteça.

 

Luiz Felipe Schittini 

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CRIMINALIDADE NO BRASIL

 

Alguém em sã consciência consegue ver saída para o Brasil? Se em dez anos a violência seguida de morte subiu mais de 20%, e o País continua com pífios 5% de casos resolvidos, deixando 95% de assassinos prontos para outro delito, quanto terá alcançado em mais uma década? A falta de investimento na recuperação de detentos, verba para segurança pública, combate ao tráfico de drogas, falta de educação aos jovens de baixa renda, tudo continua igual e piorando. Fora as novas gerações, que, párias de uma sociedade sadia, entram no crime por falta de opção. E pensar que nos indignamos quando terroristas atacam pelo mundo afora, sendo que aqui vivemos uma verdadeira guerra. Sobrará quem nos leve ao futuro, já que a maioria dessas mortes é de jovens entre 15 e 25 anos? Olhando sem paixão, mas pura realidade, o Brasil parece ser um doente terminal.

 

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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HOMICÍDIOS

 

Brasil concentra 10% dos homicídios no mundo todo, cerca de 60 mil homicídios por ano. Era para ser surpresa? Particularmente, estou surpreso que não passem dos 100 mil. E mais uma vez especialistas teóricos, criados no sofá da sala comendo bolachinha Bono e assistindo à Sessão da Tarde, estão dando opiniões sobre o assunto como os imbecis despreparados que são. Maior acesso às armas, maior a violência? E como é possível que os EUA e a Suíça não sejam os países mais violentos do mundo? É a disponibilidade da ferramenta que decide a ocorrência ou não do crime, e não a índole ou a intenção de quem as têm à mão? O que querem dizer com isso, que os brasileiros pagadores de impostos, trabalhadores, com endereço fixo e ocupação certa são idiotas despreparados que não podem fazer uso de armas para defender sua família? Que estes mesmos brasileiros são culpados pela violência, se nem acesso às armas têm? Expliquem, então, os países onde armas de fogo são liberadas e que registram sete vezes menos homicídios que nós, como os Estados Unidos. Será que eles são culturalmente superiores a nós e, por isso, sabem lidar melhor com o que têm a liberdade de obter? É isso que eu devo entender? Quanto à escalada da violência, o que esperar de um país com leis como as nossas? O vagabundo não tem medo de ir para a cadeia, pois não só a lei é frouxa, como, chegando lá, os "irmãos" vão dar toda a assistência, têm saída temporária, remissão de pena, assistência religiosa, tudo feito sob medida para que a coisa saia exatamente conforme a índole de um sem número de políticos mal intencionados ou incompetentes comprometidos apenas com seus próprios interesses ou, quando não tentando deixar um legado o mais aceitável possível por saberem que não conseguirão pôr em prática tudo aquilo que têm em mente, dado o grande número de entraves (leia-se colegas) que encontrarão pelo caminho. Existe uma linha fina que separa dois tipos de gente que fazem do País esta comédia que ele é e que insiste em aprimorar cada vez mais: povo desinteressado ou estressado demais e políticos que vivem num mundo à parte e que de vocação para chefes de Estado não têm nada. Os primeiros têm de lidar com falta de investimentos e planejamento em educação, segurança e saúde, para não falar em sua própria inadequação, haja vista que quando correm atrás das coisas o fazem de jeito errado ou apelam a medidas que vão mais alimentar nossos inimigos que enfraquecê-los, vide nossas "greves gerais". Os segundos são despreparados ou já chegam ao poder prontos para abastecer as próprias contas, ou, ainda, paus mandados de interesses dos verdadeiros donos do dinheiro. O Brasil precisa de um líder com "aquilo roxo", preparado para tomar decisões que a grande maioria temeria, de um Congresso que o apoie de forma que medidas necessárias sejam aprovadas e, acima de tudo, de um povo consciente e preparado para lidar com oportunidades àqueles que estejam dispostos a confiar em sua própria capacidade de mudança. 

 

Alfredo José de Souza Brito 

lordekalidus@hotmail.com

São Paulo

 

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REFORMA

 

Mais um recorde batido pelo Brasil: 60 mil homicídios por ano. Além das agendas trabalhista e tributária, postas pelo governo como fundamentais e que atingem direta ou indiretamente o recolhimento do dinheiro público, há que pautar a reforma penal e a do sistema presidiário, o que, embora vá atingir diretamente apenas o dispêndio do dinheiro público, fala mais de perto ao cotidiano dos menos favorecidos economicamente, pois aqueles que não conseguem fazer escolhas quanto aos locais e aos horários do seu transitar, nem quanto aos meios de transporte que terão de utilizar, restam como sendo os mais vulneráveis em meio à nossa decadente segurança pública.

 

Marcelo G. Jorge Feres 

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

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JOVENS EM GUERRA

 

É evidente que estamos sofrendo os efeitos da falta de educação, e que se quer penalizar as escolas. Escola não dá educação. Esta existe na família ou não existe. O principal efeito do crime é a falta de educação, já que famílias estrambelhadas nem sequer têm condição de "educar" seus filhos, que se criam nas ruas sob o olhar demagógico de um governo de imbecis pedagogos. Com governantes criminosos, o crime vai naturalmente para as ruas. Esse é o drama do País. 

 

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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DESGOVERNADO

 

País desgovernado não tem saúde, educação e muito menos segurança. Aqui, mata-se mais em assassinatos do que muitas guerras mundo afora. A bandidagem está dando de dez nas autoridades públicas e privadas, Como dizia minha mãe, os ratos estão engolindo os gatos, uma verdadeira vergonha nacional. Enquanto isso, nossos representantes congressistas estão preocupadíssimos com suas reeleições e como continuar ludibriando o povo brasileiro.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli 

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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BRINCANDO COM COISA SÉRIA

 

O jornal britânico "The Guardian" publicou uma ilustração do Cristo Redentor empunhando uma arma de fogo e segurando um saco de dinheiro. Na minha opinião, foi uma piada de mal gosto, até porque por lá também ocorrem fatos que, se fôssemos estampar em charges, seriam necessárias várias páginas de jornal.

 

Virgílio Melhado Passoni 

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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