Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

12 Junho 2017 | 00h00

CRISE POLÍTICA

Troca de ameaças

O Brasil, depois do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), virou uma Coreia do Norte, com Kim Jong-uns por todo lado, cada qual soltando os seus próprios foguetes.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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Momento sinistro

Está difícil entender o que se passa neste Brasil de hoje. De repente, o vilão-mor da República passou a ser o seu presidente, que bem ou mal, sem levar em conta seu passado político, está tentando conduzir o País para uma saída da crise econômica, já tendo obtido alguns resultados positivos. Mas de repente, repito, surge uma caçada à cabeça dele, a ponto de ser armada uma verdadeira arapuca para pegá-lo em contradições, com o Ministério Público Federal orientando uma quadrilha para gravar uma conversa. E quanto ao Lula, o capo di tutti capi, já foi preso? Indultado? De repente, ninguém mais fala dos seus processos? Muito esquisito. Parece haver de fato um grupo querendo que nada dê certo!

GODOFREDO SOARES

godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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Depois da última do Lula, “o Brasil nunca precisou tanto do PT”... Ele está fora da realidade, não fala coisa com coisa.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

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Quanto pior, pior

O Superior Tribunal Eleitoral, aparentemente, marcou um gol contra, tão disparatada foi a defesa de Gilmar Mendes e de seus três mosqueteiros da continuidade do governo de Michel Temer. Chocou a todos, até os que torciam a favor do governo, como eu, já que não posso nem imaginar uma interrupção na leve reação econômica conseguida a duras penas neste ano que passou. Pequenos empresários sabem o que significaram estes três últimos anos. Aliás, os quase 15 milhões de desempregados e seus familiares, que perfazem perto de 60 milhões de pessoas, não aguentariam mais um revés. Então, ainda que saibamos que a luta contra a corrupção é prioritária, pesa mais na balança agora a comida em cima da mesa. Tanto é verdade que a campanha “fora Temer” não conseguiu levar o povo às ruas, nem mesmo os tais 30% de eleitores com que o PT sempre contou. Concluo haver momentos em que agir como manda a ética seria batalhar pela causa do adversário. E este era o caso em questão. Sem ingenuidade, com a decisão insólita nesse julgamento acabamos por marcar um ponto contra o PT e seus correlatos, ainda que Lula, para disfarçar a raiva, acabe declarando que gostou do resultado, pois quer ver Temer no cargo sangrando até 2018. É? Como FHC disse que Lula iria sangrar, poupando-o de ataques no mensalão? Sangrou tanto que acabou reeleito. Portanto, Lula que não cuspa pra cima. Nem torça contra a recuperação econômica do Brasil, pois, neste momento, quanto pior, pior mesmo!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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Voto de Minerva

Gilmar Mendes, com seu voto, deu uma demonstração de um brasileiro (independentemente de seu partidarismo) que não quer o País parado, embora esteja caminhando devagar, motivado por um Congresso que não pensa no bem dos brasileiros.

ALVAREZ ARANTES

arantes1932@hotmail.com

São Paulo

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Impotência

Por maior que seja a grita contra a decisão do TSE e contra o ministro Gilmar Mendes, nada vai acontecer. Nós, cidadãos comuns, não temos representantes legítimos no Congresso, que possamos verdadeiramente influenciar. Nosso sistema eleitoral não permite que os cidadãos tenham seu representante atento a seus interesses. Votamos num, mas podemos eleger outro, até de outro partido. Não há vínculo entre eleitor e eleito. Campanhas caríssimas convidam à corrupção geral. Precisamos urgentemente de voto distrital, campanhas mais baratas e vínculo eleitor-eleito. Sem isso seremos sempre impotentes.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

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Repensar o Brasil

Os últimos acontecimentos exibem um Poder Executivo com seu chefe supremo desmoralizado, um Legislativo muito distante de nos representar e um Judiciário perdido em delongas, inacessível à maioria da população, aí incluso o messianismo do Ministério Público. Tudo ancorado numa massa de servidores privilegiados, abrigados em proteção desmedida e longe de prestarem autênticos e eficientes serviços públicos. Esse desanimador retrato nacional demonstra a necessidade de repensarmos o Brasil, urgentemente. Ou acordamos, participando, ou dormiremos, sedentos e esfomeados, até a degradação final desta Nação. Triste realidade.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Busca de um final feliz

Os brasileiros estão se sentindo figurantes procurando sobreviver como podem num filme de ação em que só existem bandidos. Não sabem mais em quem confiar. Se não se organizarem e se unirem com determinação e bom senso, sem falsas bandeiras e falsos ídolos, não conseguirão reescrever esse roteiro. 

ANTONIO CARLOS MESQUITA

emaildomesquita@gmail.com

São Paulo

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Garantia de legalidade

A esta altura da turbulenta crise política que o País enfrenta, convém ressaltar as palavras do ministro da Defesa, Raul Jungmann, logo após o 4 x 3 no TSE: “Dentro da Constituição, tudo; fora da Constituição, nada”.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO DORIA

Ônibus sem cobrador

A respeito da notícia, na semana passada, sobre a retirada dos cobradores dos ônibus no Município de São Paulo, o que me aflige é o aumento do número de desempregados, visto que muitos desses profissionais já estão numa idade em que o mercado de trabalho impõe resistências a contratar. Outra questão a ser considerada se refere à segurança dos passageiros e dos motoristas numa cidade como São Paulo, onde o trânsito é caótico e exige redobrada atenção nas ruas. Imaginem o motorista tendo de estar atento à direção do veículo, passar troco, cuidar do embarque e desembarque. Nesse sentido, até o uso de celular no volante parece ser potencialmente menos perigoso que o trabalho do condutor de ônibus.

RICARDO ALEXANDRE CORRÊA

arcadatextual@gmail.com

Suzano

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INEQUÍVOCO

 

Por quatro votos a três o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu a chapa Dilma-Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014. O voto de minerva coube ao ministro presidente da corte, Gilmar Mendes, que criticou a tentativa de uso do tribunal para resolver crise política e afirmou que cassação de mandatos deve ocorrer em casos inequívocos. Infelizmente, a política foi usada para dar um fôlego ao presidente Temer, para tentar atravessar a pinguela, que está se estreitando a cada dia. O que significa inequívoco? Evidente, que não permite dúvida, engano, expresso claramente. O relatório do eminente ministro Herman Benjamin não deixou dúvidas, foi explícito e claro de que houve financiamento ilícito de campanha e, amparado por robustas evidências e testemunhos convincentes, provou que o abuso do poder político e econômico foi usado indecorosamente. Portanto, os argumentos não se coadunam com a realidade. Com esse resultado, contestado por quase unanimidade da população, as porteiras foram escancaradas para que novos e abominais ilícitos sejam praticados. O caixa 2 está liberado e o abuso de poder continuará a imperar em nosso território. Fora, juízes avestruzes!  

 

Sérgio Dafré 

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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BRINCANDO COM FOGO

 

A absurda decisão do TSE, mesmo com todas as provas cabais de caixas 2, 3 e 4, só confirmam o que o próprio Gilmar Mendes afirmou tempos atrás: que a cleptocracia não está apenas no governo, está arraigada no Legislativo, no Judiciário e, em grande parte, na sociedade. Esperar que tais instituições resolvam o câncer que nos domina seria o mesmo que dar ao lobo a chave do galinheiro. Ou alguém realmente acredita que o Congresso Nacional fará uma reforma política que acabe com esta prostituição? Farão, sim, algo para melhorar ainda mais a própria impunidade. A temerária "lista fechada" já é um primeiro passo. Estão brincando com fogo.

 

Domingos Cesar Tucci 

d.ctucci@globo.com

São Paulo

 

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JULGAMENTO

 

Até tu, Poder Judiciário?

 

Laerte de Paiva Filho 

laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

 

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TRIBUNAL SEM MORAL

 

A mais alta corte da Justiça Eleitoral brasileira deu um péssimo exemplo para o País e o mundo. Mandou às favas toda a lógica e o bom senso. Deu as costas às provas cabais de um processo de cassação de chapa eleitoral. E por quê? Porque fizeram coro com o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, que dizia que se devia preservar o cargo, a representatividade que o cargo tem e que não se troca de presidente assim. Quando foi a última vez que o TSE cassou um presidente da República, ministro? Então se troca como? Ora, se o ocupante do cargo mostra-se indigno, tira-se. Votaram contra o povo. Mas não estão preocupados com isso. Não foram eleitos pelo povo para o cargo que ocupam naquela Corte, então não estão nem aí. Disse, dias antes do início do julgamento, que este seria jurídico e judicial e que o TSE não iria julgar para resolver os problemas do Executivo. Este que procurasse resolver seus problemas. Fizeram um julgamento político, sim. O TSE é indigno. Atestou que a Justiça no Brasil é cega. Com este julgamento estão dizendo, em outras palavras: "Corrompam à vontade, vale tudo". Que moral terão daqui para a frente para julgar e condenar alguém? Nem um vereadorzinho eleito com uma merreca de votos numa cidadezinha do interior eles terão moral para julgar e condenar. A Corte perdeu sua moral. A Corte hoje permitiu até cenas e discurso totalmente fora do contexto da sessão, como o fez o ministro Napoleão Maia, desabafando sobre uma questão pessoal que nada tinha que ver com o objeto da sessão. Cena circense. Triste espetáculo proporcionou o TSE nesse julgamento. Manchou a Justiça brasileira. 

 

Panayotis Poulis 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PERDÃO AO CAIXA 2

 

Cinco dias de discursos, argumentações, citações, loas e opiniões. Só uma coisa não ficou bem esclarecida: para que serve o TSE?

 

Marcos Catap 

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÕES E FALCATRUAS

 

A decisão vergonhosa do TSE escancara as portas para todos os tipos de crimes eleitorais nas eleições futuras, de vereador a presidente da República. Parafraseando Saddam Hussein, a mãe de todas as falcatruas.

 

Ely Weinstein 

elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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PARA QUE SERVE ESTE TSE? 

 

Nunca pegou nada das bandalheiras nas eleições. Parece os bancos em nunca aparecer nesta movimentação da dinheirama toda. Pode fechar, não precisamos, não atende aos interesses do Brasil, está do lado dos criminosos. E aí, brasileiros, vocês acreditam na isenção das eleições? Vejam como ocorreu a liberação dos resultados em 2014. Mais um braço do Poder Judiciário podre, assim como o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Brasileiros, vamos proclamar a República nos Três Poderes que ainda vivem numa corte da monarquia.

 

Nelson Pereira Bizerra 

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

 

Por isto que a Justiça no Brasil não funciona: para dar sete votos, os ministros levam quatro dias. Pior é que, para sete ministros rotativos, o tribunal tem dois prédios e milhares de funcionários.

 

Miguel Santo Caram 

miguel@admcaram.com.br

São Paulo

 

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PLACAR NO TSE

 

Podia ter sido 7 a 0, contanto que os votos fossem honestos.

 

Etelvino José H. Bechara 

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

 

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SALDO

 

Há momentos em que agir como manda a ética é batalhar pela causa do adversário. Sem ingenuidade, hoje marcamos um ponto contra o PT e seus correlatos. O pretendido Fora Temer não se consumou. E Gilmar foi como uma broca que se ajustou ao diâmetro do problema... perfurou legal! Mas feriu todos os valores...

 

Mara Montezuma Assaf 

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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O VOTO DE MINERVA

 

Com o voto de minerva do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, e com o voto de mais três ministros (Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho), portanto por 4 votos a 3, o tribunal absolveu a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014. A decisão livrou o presidente Temer da cassação e manteve os direitos políticos da petista cassada no ano passado, após um processo de impeachment. Convém salientar também que aludida decisão livrou a mencionada corte eleitoral de praticar uma "aberração jurídica", se julgasse procedente a ação em tela, pois iria punir nova e simbolicamente a ex-presidente Dilma com nova cassação, ferindo o brocardo jurídico "Nemo debet bis vexari pro una et eadem causa" (ninguém deve ser punido duas vezes pela única e mesma causa). Louvores ao ministro Gilmar Mendes por tão oportuno voto.

 

Antonio Brandileone 

abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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O VOTO DE FUX

 

Embora desapontado e descrente com a imparcialidade do moroso e caro Tribunal Superior Eleitoral, o povo sentiu que o Brasil pode contar - com esperança - com autoridades com a estirpe do ministro Luiz Fux, comprometido com o combate à corrupção e ao Estado patrimonialista.

 

Nilson Otávio de Oliveira 

noo@uol.com.br

Valinhos

 

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EXCESSO DE PROVAS

 

Divergindo em parte do editorial do "Estado" "Para que juízes?" (10/6, A3), que critica os que condenam o resultado (absolutório) do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entendo que a coligação "Com a Força do Povo" cometeu, sim, à época dos fatos, incontáveis delitos eleitorais, que foram muito bem esquadrinhados e descritos no extenso voto do ministro relator Herman Benjamim - que não deixou pedra sobre pedra sobre as muitas irregularidades vistas naquele pleito, desnudando, com clareza meridiana, a natureza verdadeiramente fraudulenta dos métodos que elegeram Dilma Rousseff e seu vice nas eleições de 2014. Por muito, muito menos, o mesmo tribunal, desta feita em sede recursal, cassou, no início de maio, o mandato do governador (também reeleito) do Amazonas José Melo (PROS), e não vi órgão algum da imprensa asseverar que, naquele caso, tivesse havido inobservância às tais "garantias constitucionais" do referido governador - reivindicação deste prestigiado matutino. Muito pelo revés: no caso do governador, a contratação de uma suposta empresa "laranja" Agência Nacional de Segurança e Defesa (ANS&D), que teria recebido dinheiro que seria usado na compra de votos para a chapa vencedora, foi uma das provas (aceitas pelo mesmo TSE) para a cassação. No caso de agora, multipliquem-se as tais provas e evidências por cem ou por mil, a teor do minucioso relatório do ministro Herman, que, aliás, talvez por coincidência, falou em corrupção "amazônica" (grandiosa) para descrever o que houve em relação à coligação "Com a Força do Povo" nas eleições de 2014. Noves fora e com "todas as vênias"- para ficarmos no linguajar da Justiça -, entendo que desta feita ficou para nós, reles mortais, a sensação de que o TSE usou de dois pesos e duas medidas na avaliação que neste caso fez das provas constantes dos autos: "Não se substitui um presidente da República a toda hora", deixou bem claro o ministro Gilmar Mendes. "Malgrado tudo", acrescentaria este modesto cidadão! Ao fim e ao cabo, a chapa Dilma-Temer parece ter sido, mesmo, absolvida por "excesso de provas".

 

Silvio Natal 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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NO LIXO

 

No julgamento do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, o voto prolixo do ministro Herman Benjamin foi literalmente jogado no lixo.

 

Roberto Twiaschor  

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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TRÊS VOTOS

 

Tenho certeza em falar pela maioria absoluta do povo brasileiro ao agradecer e homenagear os corajosos e ínclitos ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber, pela impecável atuação no julgamento da chapa Dilma-Temer. "Recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão" (ministro Herman Benjamin). Eles salvaram a reputação do TSE.

 

Paulo Sérgio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

 

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VISTA GROSSA

 

O sr. ministro Herman tentou varrer a sujeira (que se encontrava na vista de todos nós) da chapa Dilma-temer, porém 4 ministros do TSE, mesmo concordando com que esta sujeira existia e era enorme, fizeram vista grossa e deixaram o ambiente sujo. Estive pensando o que vou falar para meus netos sobre este julgamento. Quando eles crescerem, direi que no dia 9/6/2017 compareci ao velório da verdade. Nesse dia a verdade foi sepultada, pois alguns ministros não quiseram ajudar o sr. ministro Herman a limpar a sujeira que se encontrava embaixo do tapete.

 

Jorge Eduardo Nudel 

Jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

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DECISÃO

 

Para cada um Herman Benjamin que aparece, são confrontados com 20 Gilmar Mendes. Difícil este país dar certo com pessoas assim - e, pasmem, ele é ministro do STF.

 

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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JULGAMENTO DA CHAPA

 

A honestidade ao confessar que desconfiava, que via as borbulhas, é exatamente o que nós, o povo, há anos falamos abertamente... Culpa do sistema, sim, que é formado por pessoas fracas em princípios e valores que permitiu, uns criando leis e emendas, outros se vendendo. E nós, o povo, há anos votando em pessoas borbulhas, que o sistema nos apresentou.

O que dói é saber que a verdadeira razão para isso é o acúmulo de bens materiais e que uma parte de nós, o povo, continuará a aceitar tudo isso em prol de uma ideologia partidária.

 

Maria Luisa Giorgi 

malugiorgi@gmail.com

São Paulo

 

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ENTRE A JUSTIÇA E AS ARMAS

 

Muito adequada a imagem da primeira página do "Estadão" de sábado (10/6), neste momento histórico: entre a Justiça e as armas.

 

Pirjo Annikki Lehto-Gomes

pirjoannikkilg@gmail.com

São Paulo

 

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TEMER SEM REFORMAS

 

Mais uma vez, as lideranças políticas estão enganando os brasileiros. Pedem que se apoie a permanência de Temer no cargo para que as reformas sejam feitas. Mas só querem a primeira parte: a permanência de Temer. E as reformas? Já se desistiu delas faz tempo, salvo no discurso. Então, para que Temer? Faz parte da estratégia destas lideranças para reverter a Operação Lava Jato. 

 

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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OS LONGOS BRAÇOS DE TEMER

 

O braço direito de Michel Temer, Eliseu Padilha, mandou o doleiro Lucio Funaro entregar um pacote para o braço esquerdo de Temer, José Yunes. Nunca foi esclarecido o que havia no pacote do doleiro, quem seria o remetente nem quem seria o destinatário final da encomenda. Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém pode provar nada. A longa mão de Temer, Rodrigo Rocha Loures, foi flagrada em operação da Polícia Federal recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, dinheiro marcado que já foi confiscado. Rocha Loures está preso, espera-se que ele seja capaz de dizer quem seria o destinatário final da proverbial mala de dinheiro: se era para ele, vai apodrecer na cadeia; se era para Michel Temer, acabou o governo. 

 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SEPTICEMIA

 

Não foi à toa o nome dado à Operação Sépsis, quando prendeu o operador do PMDB o doleiro Lúcio Funaro. É preciso haver um foco infeccioso para que se desencadeie uma septicemia. Ao contrário do que pensam alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), esse foco é a corrupção, instalada em Brasília. Responsável direta pela morte dos sonhos e da vida de vários brasileiros, em qualquer cenário ou circunstância. A cada dia, um "foco acessório" é descoberto. Como na medicina, a eliminação do foco primário da infecção é condição básica para o tratamento correto e duradouro. Caso contrário, o resultado será a falência dos múltiplos órgãos... dos brasileiros.

 

Mário Issa 

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DELAÇÃO DE FUNARO

 

Fale, Lúcio Funaro, o Brasil te ouve!

 

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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RARIDADE

 

Há políticos honestos, mas está difícil de vê-los por aqui. E justo quando a Nação mais necessita, eles somem...

 

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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SANEAMENTO BÁSICO

 

No ritmo atual, que eu chamarei de passos de tartaruga, a meta de universalização do saneamento no Brasil, até então prevista para 2033, poderá atrasar 20 anos e só será alcançada em 2053 ("Estadão", 7/6, B8). Se o governo não investe na saúde, na educação e na segurança, imaginem em saneamento, cujas obras não se veem, não dão votos? Eu até que estou achando um atraso de 20 anos muito pouco. Que tal pensarmos em 30/40 anos de atraso?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli 

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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CRACOLÂNDIA

 

Aos hipócritas de plantão: a população da cracolândia cresceu 160% no ultimo ano. Como dialogar com alguém que já está tomado pelas drogas e sem a mínima noção de diálogo?

 

Antonio Jose G. Marques 

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

 

Pesquisa atual mostra que 80% dos brasileiros são a favor de internação compulsória de drogados, enquanto em São Paulo o Ministério Público e os direitos (des)humanos impediram que programas sociais de ajuda ao drogado sejam efetivados, depois do desmantelamento da cracolândia. Há uma década as drogas chegaram a todos os recantos do País, e não existe hoje um brasileiro que não tenha presenciado um amigo, um vizinho ou um familiar em situação semelhante e que não se sinta impotente para ajudar. Deixar por conta do drogado uma ajuda que o faça sair da dependência é o principal problema. Drogados são como crianças indefesas que se recusam a tomar um remédio ou vacina. O discernimento foi corroído pelas drogas. Enquanto isso, precisamos lidar com estes obscuros "psicólogos, psiquiatras e sociólogos especialistas em drogados", que, com ajuda da imprensa, estão tendo seu momento de glória. Como não temos governo que combata veementemente o tráfico de drogas, internar drogados é o que nos resta. 

 

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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SÓ EM CASOS EXTREMOS

 

Opiniões sobre dependentes de crack ou de qualquer outra droga devem ser deixadas para especialistas da área, e não podem contemplar palpiteiros de plantão. Somente quem conseguiu sair desse tipo de dependência deveria ser ouvido. A grande maioria dos especialistas respeitados, no Brasil e no exterior, indica a abordagem com redução de danos por meio de fornecimento de trabalho, moradia e alimentação como a melhor opção. Pesquisas sérias indicam que 67% dos dependentes que aceitaram este tipo de tratamento apresentam melhoras significativas, contra 10%, no caso de internações compulsórias. Fica claro que internação compulsória, só em casos extremos. Quem insiste em adotar essa abordagem em massa é que deveria ser internado compulsoriamente.

 

Wilson Haddad 

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

 

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HIPOCRISIA

 

Gostaria que os ativistas dos direitos humanos fossem à cracolândia e perguntassem aos viciados o que os faria felizes. Com certeza, diriam que era ter muito dinheiro... para comprar drogas. Quanta hipocrisia!

 

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O CRACK E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

 

Se não produzimos o crack, de onde ele vem? Primeiro ponto. Segundo ponto: o desemprego. Se você perde o emprego, também perde a autoestima, e a dignidade fica vulnerável. Terceiro e último ponto: a ausência de cultura, de educação, de livros, muitos livros, de informações de credibilidade (uma vara para pescar). Dar respostas positivas em decorrência de impostos recolhidos, acabar com o cenário de desemprego e subemprego são obrigações de qualquer governo. Três pontos importantes no texto em questão: segurança, desemprego e a falta de cultura. Nossas fronteiras são vulneráveis, o povo com sentimento rebaixado e desgraçado para o que der e vier. Sendo assim, entra o crack e faz sua parte, sua festa, anestesia e excita contra a realidade do desemprego, da fome e, quiçá, do despejo. Enquanto existirem políticos com malas de meio milhão, haverá certamente o crack, a pior droga que existe e que, para piorar, é muito barata (R$ 5). A sua extinção envolve, sobretudo, políticas públicas eficazes, trabalho de longo prazo e feedbacks - afinal, aqui não é a Holanda. Às vezes me parece que, para os nossos corruptos, o melhor mesmo não é uma biblioteca em cada esquina, e, sim, este rebanho doente.

 

Leandro Ferreira 

leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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