Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

13 Junho 2017 | 03h01

CRISE POLÍTICA

Desarmar os espíritos

Hora de embainhar as espadas para reflexão. O resultado no TSE frustrou milhões de eleitores, principalmente os que não votaram na chapa “vencedora”, mas, diante da situação político-econômica, não poderia ser outro. O momento exige um comportamento e uma compreensão que não se coadunam com ideologias e revanchismos. O bom senso exige pragmatismo: com mais de 14 milhões de desempregados e uma dívida fabulosa, com reformas urgentíssimas para serem aprovadas, respiramos aliviados com a, embora leve, recuperação econômica que o governo de Michel Temer está obtendo. E é nisso que temos de focar nesta quadra tão difícil. Tudo indica que tanto Temer quanto Dilma Rousseff devem ser punidos, mas podemos esperar mais um pouco, até depois das eleições “normais” de 2018. E logo em 1.º de janeiro de 2019, dia da posse do novo presidente, que se proceda à justiça retardada. Até lá, provavelmente a economia – desde que esse Congresso faça a parte que lhe cabe – estará melhor e Lula terá de aceitar que, mesmo com toda a sua astúcia, jamais será presidente deste país novamente, porque nós não merecemos.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Efeitos colaterais

Agora temos de nos livrar das sequelas. Entre o ruim e o pior, sobrou o ruim – o pior, Dilma, já foi. Em 2018 temos de continuar o processo de limpeza, ninguém se livra de um câncer sem sequelas. E Temer é apenas uma sequela, sobreviveremos a ele. O Brasil está frente a frente com seus heróis e seus bandidos. Que em 2018 saibamos escolher melhor os nossos dirigentes e renovar o quadro de políticos.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Filme queimado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi, no mínimo, primário e inconsequente pivô na queima do filme de Michel Temer, ao colher e divulgar atabalhoadamente a delação de Joesley Batista, da JBS, e, na prática, inocentá-lo da devassidão financeira, liberando-o sem restrição para abandonar o País.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

‘Para que juízes?’

Faltou esclarecer, no editorial de sábado (A3) sob o título acima: 1) O que faz o TSE quando conclui pela falta de lisura numa eleição, já que “o TSE existe apenas para analisar questões eleitorais”; 2) o que levou o TSE a autorizar investigação mais profunda a respeito das eleições presidenciais de 2014 e depois, com a mais deliberada das cegueiras, ignorar os fatos apontados pela investigação que autorizara. Considerando apenas os mistérios que rondam uma resposta ao segundo item, os brasileiros têm, sim, razões de sobra para considerar nossas autoridades culpadas, até que se prove o contrário. E para a comprovação da suposta inocência vamos, sim, precisar de juízes. Na situação em que temos vivido nestes últimos 30 anos, só mesmo os índios isolados da Amazônia acreditam na inocência de alguma autoridade.

LUIZ CARLOS MUNHOZ

igneo58@bol.com.br

São Paulo

Coerência, por favor

A ministra Rosa Weber votou a favor da cassação da chapa encabeçada por Dilma Rousseff. Até aí, tudo normal, já que seguiu seu livre convencimento. Todavia, uma vez finalizada a coleta de todos os votos, fez questão de dizer que se sentia muito orgulhosa por ter sido indicada para o Supremo Tribunal Federal pela ex-presidente. Parece que coerência não é o traço determinante da ministra, pois como ela pode sentir orgulho de ter sido escolhida por alguém que ela mesmo acabara de condenar por abuso de poder econômico? Ou só não quis ser vista como ingrata?

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Farol para a Lava Jato

Primoroso o editorial Quando o remédio mata o doente (11/6, A3). Trata-se de uma das peças mais claras e equilibradas sobre as virtudes e os defeitos da Lava Jato e deveria servir de farol a orientar todos os envolvidos na operação e em qualquer atividade de combate à corrupção. O texto mostra a importância da humildade e da consideração dos interesses do País em sentido amplo e como o desrespeito a esses princípios por boa parte dos operadores constitui uma ameaça real à continuidade da operação. Todos deveriam afixar em suas lapelas a brilhante síntese contida no último parágrafo.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

CRACOLÂNDIA

Internação compulsória

As discussões sobre internações compulsórias de pacientes graves dependentes de crack têm sido difusas e pouco aproveitadas. No fim das contas, parabéns aos governos estadual e municipal, que estão agindo, com erros e acertos, enquanto outros governantes não erram porque estão omissos. Melhor errar fazendo.

HEWDY LOBO, psiquiatra forense, diretor da Vida Mental

lobo@vidamental.com.br

São Paulo

Intervenção na praça

A diretoria do Conseg acompanhou a ação conjunta da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Civil, domingo, na Praça Princesa Isabel, e só tem a elogiar o profissionalismo das forças de segurança, que até salvaram a vida de três dependentes químicos do fogo ateado nas barracas por inescrupulosos. No local a situação era caótica, inaceitável e insuportável para moradores e comerciantes. Ali centenas de dependentes químicos viviam sem a mínima higiene e sujeitos à exploração de meliantes. A comunidade espera a continuidade dessa ação – e em outros locais da cidade.

JOSÉ GERALDO SANTOS OLIVEIRA, presidente do Conselho de Segurança de Campos Elísios, Santa Cecília, Barra Funda e Higienópolis

consegscsp@gmail.com

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA

Santas Casas

Como Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, cumprimento e agradeço ao Estado pela pertinência, acuidade e clareza do editorial sobre a difícil situação das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos e a urgente necessidade de o projeto de lei do senador José Serra ser aprovado e implementado (Socorro urgente, 11/6, A3). A saúde pública não pode prescindir dos serviços prestados por essas instituições, daí ser fundamental resgatá-las e capacitá-las para continuarem prestando o atendimento indispensável à saúde de milhões de cidadãos sem outro suporte senão sua atuação.

ANTONIO PENTEADO MENDONÇA

penteado@pmec.com.br

São Paulo

“Que tal Temer, agora, cobrar de uma única vez os mais de R$ 2 bilhões que a JBS deve ao INSS? Aliviaria a Previdência e nós agradeceríamos!”  

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A ‘CAMPEÃ NACIONAL’DO LULOPETISMO

taniatma@hotmail.com

“Sob a tutela de Rodrigo Janot e Edson Fachin, os ‘2esley’ estão rolando de rir do Brasil varonil!”  

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE A IMPUNIDADE DOS IRMÃOS BATISTA

fransidoti@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

TEMER E A ABIN

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apequenou para que o presidente Michel Temer saísse ileso no julgamento da chapa Dilma-Temer da eleição de 2014. Mas, logo em seguida, o nome dele aparece nas páginas da revista "Veja", denunciando-o por colocar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigando minuciosamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que o julga nas delações da J&F. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, indignada, comparou o procedimento com "ditaduras". No entanto, vale lembrar que a Abin também foi usada como "polícia independente" pelos ex-presidentes Lula e Dilma, com o mesmo intuito, "investigar quem julga denúncias". Embora hoje fora do poder, os dois respondam a processo por corrupção na Lava Jato. Valeu a pena Temer continuar presidente, mas sangrando? O País continuará sangrando com ele? Valeu a pena para o Brasil toda a tramoia vergonhosa do TSE? A conferir.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, reagiu energicamente em defesa do ministro Edson Fachin ao ser ventilado que ele estava sendo investigado pelas suas ações em favor dos benefícios dados aos donos da Friboi. Cármen Lúcia fez, ainda, uma defesa pública do relator da Lava Jato, em nome da Corte. Ela deixou claro que o STF não vai aceitar a possibilidade de constrangimento de Fachin ou qualquer outro ministro. Disse ela, ainda, que o STF repudia com veemência qualquer ato de desrespeito aos ministros da Corte. Senhora ministra, saiba que todos os brasileiros de boa índole, respeitadores da Constituição e da pátria, são contra qualquer tipo de desrespeito às nossas autoridades, principalmente aos membros do STF, que para ter o respeito precisam primeiramente dar respeito e exigir reciprocamente. E por que esta Corte não exigiu o respeito do ex-presidente Lula quando ele os ofendeu publicamente por meio de uma rede nacional de televisão, ou do ministro Ricardo Lewandowski, que desrespeitou a Constituição concedendo à ex-presidente Dilma um beneficio ao qual ela não fazia jus?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CHIADEIRA

Ora, ora, então os srs. ministros estão fulos por suposta devassa ou espionagem em seus nobres currículos? Se eles nada devem ou se estão limpos, por que tanta chiadeira? E, se podem concordar com a espionagem e com a gravação contra o presidente da República, daí a questioná-lo e julgá-lo, eles também têm de se submeter aos mesmos critérios. A lei que defendem não é para todos? Ou é só para os outros? Os da capa preta ficam de fora?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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NÃO SABIA

A julgar pelo episódio da viagem de Temer e sua família no jatinho de Joesley Batista, da JBS, na próxima nota à imprensa o presidente irá reconhecer que mandou a Abin investigar Edson Fachin, mas não sabia que era o ministro do STF.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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DESCRENÇA GERAL

Fatos noticiados: Temer, altas horas da noite, mantém com o delator Joesley Batista suspeitíssima entrevista não agendada, com diálogos não menos suspeitos. Rodrigo Janot, em consequência, acelera de forma inusitada o andamento das investigações contra Temer, quando é certo que dormem nas prateleiras inúmeros processos, entre os quais os contra Renan Calheiros. Edson Fachin é acompanhado por um executivo da JBS em suas andanças pelo Senado à época em que se apresentava como postulante ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. De forma ainda não esclarecida pelo Ministério Público Federal, um de seus membros mais atuante contra a corrupção, numa insólita e surpreendente trajetória, da noite para o dia pede exoneração de seu cargo e passa a prestar seus serviços e conhecimentos à parte adversa, ou seja, ao escritório que defende a JBS. O Tribunal Superior Eleitoral, numa escancarada demonstração de julgamento pré-decidido, apesar das provas e mesmo contra as provas dos autos, absolve a chapa Dilma-Temer. E a última: Temer vale-se da Abin para monitorar os passos do ministro Fachin. Que confusão! Octogenária, posso afirmar que jamais testemunhei crise tão embaraçosa, com lances duvidosos de lado a lado, o que dificulta, se não impossibilita por parte dos pobres mortais, entre os quais me incluo, a tomada de qualquer posição, a não ser que voltemo-nos contra tudo e contra todos!

 

Junia V. Ferreira de Souza juniaverna@uol.com.br

São Paulo

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A LEGITIMAÇÃO DA PROPINOLÂNDIA

 

Se não dá para contar com a Justiça nas desventuras das campanhas eleitorais, a quem caberá recorrer? Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Dificilmente. A cassação da chapa Dilma-Temer tornou-se inviável pelo excesso de provas da Lava Jato, conquistadas por depoimentos tanto de empreiteiros quanto de envolvidos no escândalo da Petrobrás e embasadas por farta documentação. Ao mandar a "modéstia às favas", o presidente do TSE, Gilmar Mendes, desmerecia o trabalho do relator, Herman Benjamin, apesar de ter autorizado o aprofundamento da apuração do mesmo caso em 2015. O Judiciário caminha a passos largos para que sua jurisprudência compartilhe da credibilidade enlameada do Executivo e do Legislativo! A criminalização do caixa 2 não deixará de ser uma utopia enquanto a propina como forma de perpetuação no poder estiver protegida judicialmente. A estabilidade de um governo vale mais do que sua legitimidade?

 

Maurício Couto Beskow mauriciobeskow@yahoo.com.br

Cachoeira do Sul (RS)

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ATÉ QUANDO?

O Tribunal Superior Eleitoral, sob o comando do ilustre ministro Gilmar Mendes, acaba de legalizar a propina e o pagamento de despesas de campanha com recursos de contas secretas no exterior. Os crimes cometidos pela chapa Dilma-Temer foram reconhecidos como efetivamente cometidos, mas decidiu-se que não cabia cassação do mandato. São crimes que não merecem punição. A todos os partidos e candidatos, a partir de agora, é permitido o uso escancarado de propina e contas secretas. Essa lamentável decisão foi tomada por um tribunal composto por alguns amigos de Temer e outros de Dilma e comandado por um magistrado da competência e da isenção de um Gilmar Mendes. Infelizmente, em nosso país, o crime ainda compensa. Até quando?

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA

Podem roubar, podem corromper, podem comprar votos, podem usar dinheiro sujo, podem mentir, podem enganar, que nada vai acontecer! Dilma Rousseff é a golpista que não perdeu seus direitos políticos. Enfim, essas são as mensagens que os superiores tribunais do Brasil passam aos que praticam atos ilícitos no nosso país. STF e TSE vendidos! Brasil, o país da vergonha! Porém, ainda assim a esperança é a última que morre. Viva a Lava Jato! 

Rodrigo Affonso dos Santos Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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'BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE'

Milton Nascimento, na música "Bola de meia, bola de gude", canta que não pode "aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal". No Brasil há uma luta do bem contra o mal. Da moralidade contra a sacanagem. Vidas estão em jogo. Tecnicismo jurídico, bolor institucional, pavonice e empáfia - como se viu no TSE - tentam camuflar esse embate. Os magistrados que são insensíveis a essa doída realidade estão no "lado escuro da força", denigrem o Judiciário e não passam de escória da história.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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PROVAS NEGADAS

Guardadas as devidas diferenças, podemos confrontar o episódio da absolvição da chapa Dilma-Temer no TSE com um fictício caso em que surgem novas provas cabais de um grave crime em julgamento, mas estas são totalmente ignoradas e o acusado é inocentado, visto que estas foram apresentadas após o processo de acusação ter sido iniciado.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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TRIBUNAL POLÍTICO

Certos juízes acreditam que há necessidade de alguns corruptos seguirem agindo nas instituições nacionais para que estas continuem a garantir o bom funcionamento da democracia brasileira. Tudo para a tranquilidade do povo brasileiro, que vai pagar pelos desmandos deles (corruptos).

Elvio M. Lagazzi elvio.babi@hotmail.com

Araras

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VENCEU A CORRUPÇÃO

O que restava de esperança neste país acabou-se com a decisão política da maioria dos ministros do TSE. Este país realmente não é sério. Que as novas gerações não aprendam a lição oferecida por 4 dos 7 ministros do TSE. Venceu a corrupção. Lamentável.

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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JULGAMENTO NO TSE

Aqui, no Brasil, acreditando que sejamos um país civilizado, temos realmente uma "Justiça", particularmente esta excrescência alcunhada de "eleitoral", que é mesmo singular, ou vernacularmente "sui generis". Julga-se, ou finge-se julgar, um processo com substancial acervo de provas condenatórias, e um grupo de juízes, adrede combinados (composição de um falastrão e dois já dispostos a serem subservientes), diante de cabais provas, resolvem juridicamente desprezá-las (cancelarem) para apoiar seus votos de inocentar os réus. Apesar dos arroubos, vaidades e arrogâncias (típicas da corporação), usam vistoso vernáculo e juridiquês para a patuleia saborear e impressionar-se, mas, traduzindo o que fizeram, foi cancelar as inconveniências (evidências) e, assim, inocentar o acusado. "Justiça" assim, modéstia às favas, o País não precisa, mas tem.

 

Angelo Baucia baucia@terra.com.br

São Paulo

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OS MINISTROS E A HISTÓRIA

Não obstante o resultado absurdo do julgamento do TSE, decepcionante para a maioria dos brasileiros, o mais importante é analisar como os ministros entrarão para a História do Brasil. Por isso, devemos agradecer aos ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber pelos lúcidos e coerentes votos que proferiram, comprovando que nossas instituições não estão totalmente apodrecidas e que ainda há juízes (como outrora em Berlim), neste país, que ousam desafiar o poder em respeito à soberania popular como valor maior da democracia. Foram eles que impediram o rebaixamento do TSE ao nível da corte bolivariana de Caracas. Merecem, portanto, lugar de destaque na nossa História. Quanto aos demais, jubilosos com sua vitória de Pirro, serão julgados no futuro como Judas ou avestruzes.

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo

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A VERVE DOS MINISTROS DO TSE

Quando o ministro Napoleão Maia citou a ira do profeta, fazendo o gesto da degola, mais pareceu um juiz do Estado Islâmico do que um juiz do Estado Democrático de Direito.

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo 

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PALHAÇADA

Pensando bem, todo o processo de julgamento da chapa Dilma-Temer não passou de uma grande palhaçada! Para que a existência de um TSE, que leva anos para julgar o que deve ser decidido com brevidade, pois o que está em jogo é o governo? Se a "chapa" teve culpa, e foi absolvida, então o julgamento é (foi) político, e não jurídico. Se não teve, de nada resolve um TSE incompetente para cumprir com celeridade o que o tempo urge! E o processo só foi jurídico na medida em que é constitucional. Pior é a hipocrisia disso tudo, como se todos os que participaram deste imbróglio fossem totalmente isentos, não omissos, patriotas, sem nenhuma culpa no "cartório", seja por omissão, inércia, desinteresse, inaptidão, gosto por holofotes, etc.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

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DECISÃO INSÓLITA

Na semana passada, o sr. Gilmar Mendes conseguiu o feito incrível de fazer o Brasil recuar 400 anos na sua estrutura jurídica e voltar à época do absolutismo de Luiz XV. O TSE deve cassar o mandato do vereador da obscura cidade da fronteira oeste do País que doou dez telhas para o seu eleitor construir um "puxadinho" no quintal para proteger o tanque de lavar roupa da "patroa", por abuso de poder econômico. Mas não deve cassar por abuso de poder econômico o mandato do presidente da República que usou US$ 150 milhões de dinheiro sujo, fruto de propina e corrupção, conforme amplamente provado, porque é um cargo muito importante e é uma decisão muito séria. Para justificar essa aberração, ele conta até uma fábula de Monteiro Lobato a respeito de jabuticabas e abóboras! O que todos devemos saber é que, conforme ocorre em todas as decisões dos tribunais superiores, os pareceres dos juízes serão usados, no futuro, com base para justificar novas decisões.

Ewaldo Endler tocomada@gmail.com

São Paulo

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COERÊNCIA NECESSÁRIA

Em 2015, a então relatora da ação que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer votou pelo arquivamento dos autos. Mirando em prejudicar Dilma, Gilmar Mendes trabalhou duramente pela continuidade da ação. No julgamento recente, em que o referido ministro foi decisivo para salvar o mandato do amigo Temer, ele simplesmente jogou no lixo as provas contundentes que tinham no processo. Ele norteia suas decisões não pelo conteúdo jurídico dos autos, mas, sim, pela amizade ou inimizade de quem está sendo julgado. Lamentável. 

Cristiany de Castro cryscastro@gmail.com

Franca

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JUSTIÇA

"O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis." (Platão, 427 a.C. - 347 a.C.). Mais atual do que nunca.

Robinson Bichi bicchi2010@hotmail.com

Santo André

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PERGUNTO

Gilmar Mendes está para Temer como Lewandowski está para Dilma: o primeiro defendeu o direito de Temer a permanecer no cargo. O segundo garantiu os direitos políticos de Dilma. No entanto, ela arrasou a economia brasileira, criando milhões de desempregados. Ele está lutando para recuperá-la e está conseguindo. Por que tamanho estardalhaço só agora?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT & CASSAÇÃO

Primeiro, Lewandowski. Agora, Gilmar Mendes. Estamos bem...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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HIPOCRISIA ÀS FAVAS

Hipocrisia às favas - como diria o ministro Gilmar Mendes -, o fato é que boa parte da opinião pública não só não manifestou insatisfação com o resultado do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como torce para que Temer permaneça na Presidência até as eleições de 2018, apesar das várias restrições legais e morais que pesam contra ele. A explicação é evidente: na eventualidade de um substituto, quem quer que seja, o risco de as reformas e conquistas na área econômica irem por água abaixo é elevadíssimo e existem 14,2 milhões de desempregados, cujo desespero aumenta a cada dia. Com Temer a situação não está nenhuma maravilha. Mas, como diz o sábio dito popular, as coisas sempre podem piorar. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRESERVAR OS DEDOS

Estamos na situação de entregar os anéis para não perder os dedos! Exceto os "petralhas", até porque Lula já perdeu um, todos torcem pelas reformas. Temer é o único político que pode concretizá-las. Com Temer, pelo Brasil!

José E. Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Itu

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QUESTÕES PÓS-TSE

Supondo que um caminhão basculante encostasse em frente ao Congresso Nacional e o dispositivo de suspensão da carroceria fosse acionado despejando uma tonelada de itens na porta principal, entre os quais tráfico de influência, cargos públicos e dinheiro não declarado. Dúvidas: o veículo seria apreendido pelo TSE? A manobra do motorista foi democrática? A mercadoria será varrida para dentro ou para fora da Câmara? Antes ou depois das votações?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PARA QUE SERVE O TSE?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais atrapalha do que ajuda o País. Ora, todos os políticos corruptos receberam chancela, não se sabe como, na aprovação das doações ilegais. Para cassar o mandato dessa tigrada, se alongam por anos os julgamentos. Basta ver a falsa cassação da chapa Dilma-Temer. Após 900 dias de idas e vindas, optaram pela absolvição. Muda, Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O TSE CONTRA OS FATOS

Infelizmente, vimos nos últimos dias a diferença entre um julgamento baseado em provas e um "time" ignorando-as, utilizando, para tanto, manobras e malabarismo para dizer que o que todos estavam vendo, na verdade, era somente miragem. E este tribunal custa à Nação R$ 2 bilhões por ano. Para quê?

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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O PAÍS DO FAZ DE CONTA

Uns fazem de conta que governam. Outros, que legislam. E outros, que fazem justiça. Estes ocupam a cobertura do prédio chamado Brasil. No térreo e no subsolo do prédio há os leigos que, resignadamente e sem indignação (o que é pior), se esfalfam para pagar este perverso "faz de conta". E que conta! Examinemos, pelo menos, uma. A "Coluna do Estadão" de 10/6 (A4) nos trouxe um número aterrador: "TSE custa R$ 5,4 milhões por dia. Orçamento de R$ 2 bilhões este ano". É inacreditável! Por um momento, não façamos de conta. Façamos uma conta aritmética leiga que nos coloca diante de um delírio tipicamente tropical. Constatamos que com R$ 5,4 milhões/dia é possível pagar 172.800 empregos de salário mínimo, dado que seu valor diário é de R$ 31,23 (R$ 937,00/mês). Caro leitor, faça de conta que esse dado não tem a menor importância. Siga em frente, fazendo de conta que vivemos numa República e que nela há justiça nas decisões proferidas. Mas não se detenha muito em devaneios. Levante! Vá trabalhar, pois hoje, dentre outras, há uma fatura de R$ 5,4 milhões para pagar.

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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SOCORRO!

A "Coluna do Estadão" nos deu conta de que, segundo a ONG Contas Abertas, o Tribunal Superior Eleitoral custa R$ 5,4 milhões por dia. Por dia! (o ponto de exclamação é pouco para esta revelação da Coluna). Diante desse escabroso fato, é de questionar: por que a "caridosa" JBS não corre a "dar uma mãozinha" aos desvalidos cofres públicos?  

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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BOCEJO

A um custo diário de R$ 5,4 milhões, o TSE protagonizou durante quatro dias, na semana passada, o julgamento mais previsível, ridículo, grotesco e estapafúrdio que, provavelmente, se teve na história de qualquer tribunal. Que desperdício de tempo e, principalmente, de dinheiro, que certamente melhor seria se aplicado em saúde e educação, tão carentes em nosso país. Um julgamento absolutamente nulo, como um bocejo.

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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INUTILIDADE

Está mais do que na hora de acabarmos com o TSE e seus Tribunais Regionais Eleitorais de uma vez por todas, tão inúteis quanto são os Tribunais de Contas e estas "caixas pretas" chamadas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Telebrás, Correios, Casa da Moeda e Infraero, assim como acabamos com o famigerado imposto sindical. Todas estas, por assim dizer, instituições não fazem mais sentido nos dias de hoje, pois ou são simplesmente desnecessárias mesmo ou porque têm substitutos bem melhores na iniciativa privada.

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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TIMING

Penso que houve um grande erro da escolha da data para o julgamento da chapa Dilma-Temer: não foi um timing perfeito. Assim como a Operação Boi Barrica está ainda "cozinhando o boi", não vejo por que este julgamento não poderia ter sido feito no segundo trimestre de 2018, às vésperas de serem aceitos os candidatos a cargos políticos. Considerando a chapa culpada (como de fato há provas materiais de que o é), nos livraríamos desta súcia, cujo único objetivo é encher a própria barriga. Neste intervalo, poderíamos ter um pouco de paz para trabalhar, recuperar um pouco do que o PT nos fez perder (a recuperação total talvez nunca ocorra) e fazer Dilma e Temer inelegíveis no momento certo.

 

Vitorio Felipe Massoni suporte@eam.com.br

Catanduva

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MISSÃO IMPOSSÍVEL?

Será que não é possível encontrarmos alguém com responsabilidade, ético, honesto, ciente da importância de nos conduzir mantendo a estabilidade política e econômica e implantando as necessárias reformas, até a eleição direta em 2018? Ou será que vamos ter de anistiar a equipe de governo que temos, engolir estes "sapos", fazer "cara de paisagem" e postergar nossos projetos de limpeza ética para 2018? Parece que essa última hipótese é a que estão querendo nos enfiar goela abaixo.

Hélio Alves Ferreira hafstruct@hotmail.com

São Paulo

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O FUTURO DO PAÍS

As eleições de 2018 poderão ser um divisor de águas para o nosso Brasil. O povo está cada vez mais informado e interessado em saber quem são os nossos algozes e  verdugos. O desemprego assombra até mesmo quem está empregado. O trabalho do cidadão está ameaçado em razão dos fatos dos últimos 13 anos do petismo, que hoje está alvejado e sem perspectivas futuras ou mesmo de renovação futura. O voto tem de ser bem tratado, analisado à luz dos fatos. Políticos corruptos, partidos que mais parecem facções criminosas estarão com os dias contados. Espero que em 2018, com as eleições diretas, possamos eleger não um empresário delinquente, um bandido, mas alguém comprometido com o futuro do País, o futuro dos nossos filhos, num país onde o presidente que comete crimes não vai para a cadeia.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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AJUDA ÀS SANTAS CASAS

O governo autorizou para que o Congresso, em regime de urgência, aprove um projeto do senador José Serra (PSDB) no qual reservará R$ 2 bilhões para que os bancos oficiais financiem com juros de 0,5% ao ano as Santas Casas e outros hospitais filantrópicos do País, hoje com uma dívida em torno de R$ 22 bilhões. Estes recursos vão permitir que esses hospitais liquidem suas dívidas com bancos privados contratadas com taxas bem elevadas. Será um alívio para essas entidades sem fins lucrativos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) milhares de brasileiros de classes menos favorecidas, mas que recebem por este atendimento valores irrisórios, comparados com os de mercado. Isso porque, de 1994 a 2015, com uma inflação acumulada de 413%, a tabela do SUS foi reajustada neste período em apenas 93%. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Estou indignada com a atitude da Prefeitura de São Paulo e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, há 15 anos existe um curso de Mitologia Grega (gratuito) patrocinado pela prefeitura e pelo Caps. Nós, alunos, soubemos que as aulas serão extintas porque as duas entidades deixarão de pagar os proventos da professora Wladia. Essas aulas são edificantes para nós. Somos pessoas da terceira idade e vivemos de aposentadoria. No momento em que nossos governantes nos maltratam e nos aviltam, este tempo em que estamos em aula nos edifica e nos dá resistência. Acredito que, com a ajuda do jornal "O Estado de S. Paulo", a Prefeitura e o Caps revisarão a feia atitude que tiveram.

Helena M. Bruno Pinto e Silva lelem@uol.com.br

São Paulo

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AÇÃO NA CRACOLÂNDIA

Em relação à operação da Prefeitura na Praça Princesa Izabel contra o tráfico de drogas, veio a público o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) criticar a ação ('Espalhar os dependentes dificulta ajuda na cracolândia', diz psiquiatra', "Estadão", 12/6, C2). Pois bem, sr. presidente, por que o sr. não adota pelo menos 100 drogados, os leva para sua casa e tenta fazê-los deixarem as drogas?

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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A CRACOLÂNDIA E O CREMESP

A cracolândia existe há mais de dez anos. Transformou-se num território livre da droga e numa chaga para São Paulo, atraindo usuários e traficantes de todo o Brasil. O que o nobre crítico presidente do Cremesp fez de prático a respeito, além de fazer críticas embalado no belo escritório com ar-condicionado?

Marco Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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PARA QUEM LULA AINDA FALA?

Em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, Lula disse que nunca o Brasil precisou tanto do PT como agora e também cutucou o prefeito Joao Doria a respeito da cracolândia: "Essas pessoas não podem ser tratadas como caso de polícia, elas são dependentes". De vidraça, Lula virou pedra. A cara de pau é tão grande que Lula disse que o PT ressurgiu das cinzas. Ora essa, parte do núcleo importante do PT está presa, mais prisões virão, o País foi jogado na maior crise de que se tem notícia  e o homem que mais mente neste país continua a falar bobagens. Será que ele pensa que o povo é idiota?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O CÍNICO

Trata-se de Lula. Não bastando o comportamento em que nega tudo o que dele delatam, chegando ao extremado em usar a falecida esposa na questão do interesse no triplex do Guarujá - como se a aquisição de imóvel naquele valor fosse algo banal, que ele desconhecia -, desta vez em seu costumeiro estado mental psicótico, julgando-se juiz no Areópolo petista na Assembleia Legislativa de São Paulo, reafirmou insanamente que só o PT "arruma o Brasil" e que, com a volta ao poder, os petistas vão desmanchar tudo o que tem sido feito para o País voltar a crescer. Além do absurdo dito a uma sociedade que paga caro pelos desmandos provocados nos anos de seu governo, Lula insiste no erro e na irresponsabilidade que nos levou à maior recessão da história. Será que esse comportamento não exige tratamento psiquiátrico, mesmo que tardio?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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VENEZUELANOS NO BRASIL

Fiquei consternado ao ler a matéria "Classe média venezuelana engrossa fluxo crescente de refugiados no Brasil" (12/6, A9). E, em especial, sobre a médica Gheiser, especializada em Medicina do Trabalho e ultrassonografia, que veio ao Brasil tentar o Programa Mais Médicos, no entanto labora em Boa Vista (RR) como caixa de supermercado. Sugiro ao Ministério da Saúde e aos prefeitos municipais que contratem essa senhora, por ser da mais lídima justiça social.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba


 

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