Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

14 Junho 2017 | 03h02

CRISE POLÍTICA

‘Fabricação de crises’

Uma vez mais o Estadão, com serena e lúcida percepção, aborda a irresponsabilidade que grassa nesta triste Nação (13/6, A3). Ao analisar a reação – mais corporativa que racional – da presidente do STF à leviandade da revista, traçou em precisas linhas um quadro de pouca seriedade que raia a irresponsabilidade. Não bastassem o suspeitíssimo afogadilho das “conclusões” do sr. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, e a imediata acolhida pelo ministro Fachin, vem a presidente do STF tratar a “notícia” da revista como fato. Lamentável. Não bastasse o afogadilho juvenil dos procuradores com seus roteiros de filme noir e os partidecos de esquerda a serviço do petolulismo, vem dona Cármen Lúcia, com sua nota, dar foros de “pós-verdade” à aventura jornalística?! Chega de brincar com coisas sérias. Exigimos e precisamos de seriedade.

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

Corporativismo

A ditadura do Poder Judiciário deixa a sociedade sem ter a quem recorrer. Ultimamente, sinais preocupantes partem desse que deveria ser um Poder discreto e comedido. Cada vez mais os ministros do STF invadem esfera de outros Poderes e pretendem governar o País. A suspeita homologação da delação do dono da JBS incomodou a sociedade e vem causando indesejada turbulência. Não bastasse isso, agora a presidente do STF mostra indisfarçável corporativismo e falta de prudência ao lidar com um problema delicado. A sociedade espera menos exibicionismo e mais discrição do STF.

JOSÉ ED. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@bol.com.br

Itu

Janot e Fausto

O acordo, no mínimo, estranho, que Rodrigo Janot fez com os irmãos Batista da JBS lembra bem o poema trágico Fausto, de Goethe. Nessa obra, um homem sábio, Henrique Fausto, vende a alma ao demônio em troca de mais conhecimento. À semelhança de Fausto, o procurador-geral da República, em contrapartida a informações valiosas que poderiam, e ainda podem, destituir Michel Temer da Presidência, permitiu uma armação – muito mal feita, por sinal – contra o presidente e concedeu absurda e imoral liberdade plena aos donos da JBS, apesar da fartura de atos ilícitos cometidos por eles, merecedores de nada menos que prisão em regime fechado. O porquê desse altíssimo e questionável preço pago pelo procurador-geral permanece um mistério, que talvez nem ele próprio entenda, já que suas justificativas não foram convincentes. O destino de Fausto foi o inferno...

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Ética da responsabilidade

Aos defensores da tardia e inoportuna cassação, não da chapa, Dilma-Temer, já desmantelada no impeachment, mas de Michel Temer, pergunto: o que o Brasil ganharia na troca dele pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia? Nada. Só perderia, e perderia muito (tempo, recursos, soluções). Afinal, nenhuma decisão jurídica ou política, por mais reparadora, oportuna e legítima que pareça, terá serventia social quando atropela a ética da responsabilidade, cuja ação direta objetiva o bem-estar geral, ainda que pareça errada aos olhos da moral individual. Se o perdão a Dilma Rousseff e Michel Temer é moralmente ruim para nós, brasileiros indignados com tanta roubalheira, com toda a certeza não o será para o País em curto e médio prazos. A razão e a consciência nos advertem que é menos arriscado conviver com um chefe de governo em fim de carreira do que com uma quadrilha em formação. Na atual conjuntura nacional, a substituição de Temer por Maia seria um desastre sem precedentes – como trocar um veterano que em meio à guerra dispara chumbo grosso contra o inimigo por um recruta sem experiência que procura um cartucho no bornal quando lhe pedem fogo.

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

Na corda bamba

Com Temer ou sem Temer, todos os políticos estão no mesmo barco Brasil, que está fazendo água, e precisam aprovar com urgência as reformas trabalhista e previdenciária. Não são medidas simpáticas ao público em geral, mas são necessárias para atenuar os tremendos erros de política econômica dos governos anteriores. Sua importância para a economia pode ser avaliada pelo fato de que a um sinal de bom andamento os indicadores já melhoram e quando aparecem fatores de obstrução esses mesmos indicadores pioram. Não podemos ficar muito tempo nessa corda bamba e o Congresso Nacional tem de agir, independente do Executivo.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Compaixão

Só gostaria de destacar, aos que hoje atacam o governo Temer com tamanha severidade, como se a política no Brasil fosse coisa de santos, esta frase lapidar do formidável editorial do Estadão Para ir além da mediocridade (12/6, A3): “Nada de bom deriva da presunção de que a justiça tem de ser feita mesmo que pereça o mundo”. Seguindo essa linha de raciocínio, seria bom lembrar que temos responsabilidade sobre o destino de muitos milhões de brasileiros que precisam ter garantia de estabilidade política e econômica, custe o que custar, pois não são só estes os afetados pelo sofrimento do desemprego, mas todos os que deles dependem. Somente ignora essa triste condição quem é incapaz de ter empatia por tudo o que estão a passar ou, para dizer melhor, quem não tem compaixão ao considerar que o seu purismo está acima de qualquer coisa, até mesmo da recuperação da economia que se delineia com a queda dos juros e da inflação e com a aprovação de reformas importantíssimas que levarão o Brasil a outro patamar de desenvolvimento. Afinal, até agora, qual foi o presidente que teve a coragem de enfrentar imensa impopularidade ao propor reformas jamais efetuadas por nenhum outro? Diz o ditado que em terra de cego quem tem um olho é rei. Assim, espero que Temer permaneça em seu posto até o fim do mandato e termine a árdua tarefa de pôr a economia nos trilhos. Os brasileiros que tanto sofrem hoje, com certeza, lhe serão gratos.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Os aliviados agradecem

A economia brasileira e os trabalhadores desempregados agradecem aos juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, usando do bom senso, salvaram o nosso Brasil de mergulhar novamente nas trevas deixadas por Lula e Dilma Rousseff. O rumo para o crescimento da economia já foi encontrado, basta que os sucessores do atual governo sigam a meta traçada.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

“Quando os três Poderes deixarão de nhenhenhém e trabalharão para o bem do Brasil? Chega de intrigas de comadres!”  

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE A CRISE POLÍTICA

mbulach@gmail.com

“O Brasil, de uns 13 anos para cá, tornou-se o país da piada pronta,e de péssimo gosto”  

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS / SÃO PAULO, IDEM

rzeiglesias@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VERGONHA NACIONAL

O Tribunal Regional Federal da terceira Região (TRF3) manteve condenação em 2.ª instância do deputado Paulinho da Força, por aplicação irregular de verba pública. Este processo, iniciado no ano 2000, levou 17 anos para ser julgado. Era para ele estar cumprindo pena já, mas, como tem foro privilegiado, poderá recorrer em liberdade no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), que levarão outros 17 anos para julgá-lo. Só o Congresso Nacional poderia condená-lo antes disso, mas, como seus "pares" se protegem, Paulinho da Força será mais um Maluf. Quando for julgado pelo STF, estará velhinho e jamais responderá por seus erros. Enquanto isso, São Paulo sofrerá com as inúmeras greves, passeatas, etc. patrocinadas por ele, para que não percam o suculento e apetitoso Imposto Sindical obrigatório. Este nosso monstrengo de "Justiça", que custa bilhões por ano ao País, continua caquético, ultrapassado e inoperante. Precisamos de mais dezenas de 1.ª e 2.ª instâncias que julguem a Operação Lava Jato, porque o resto é uma vergonha nacional!  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICO PARASITA

Paulinho da Força, aquele que se aproveita do cargo para ser político e do sindicato para se dar bem, foi condenado a perder os direitos políticos, algo que já deveria ter acontecido faz tempo - não só com ele, mas com todos os sindicalistas que se aproveitam do cargo para se darem bem e ainda usarem o governo para barganhar, como faz ele com o governo Temer. Foi só o presidente dizer que pode assinar o projeto para acabar com a obrigatoriedade do Imposto Sindical, uma vergonha que só existe no Brasil, que Paulinho virou oposição. Não precisamos de políticos parasitas.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ESTÍMULO AO CRIME

Desde que o assunto foi levantado, as evidências publicadas indicavam que ele era culpado... mas passaram-se mais de 15 anos desde então, e ainda cabem recursos que impedem que a sentença seja cumprida! Um sistema judiciário que permite que aqueles que cometem crimes possam beneficiar-se do resultado deles durante tanto tempo premia aqueles que os praticam, e não os impede. É um estímulo ao crime!

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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ANTES QUE SEJA TARDE

Dizem que o Brasil não tem jeito! E os fatos que aparecem cada dia nos noticiários levam a confirmar essa assertiva. O que é necessário fazer? Primeiro de tudo, uma total reforma política, para em seguida consertar o resto. Algumas medidas essenciais seriam: reduzir a quantidade de senadores e deputados federais e estaduais; reduzir a remuneração e as benesses de todos os políticos, que tornam nossa máquina governamental uma das mais caras do mundo; tornar vereadores não remunerados, como síndicos, e com poucas benesses; limitar o número de mandatos a dois em todos os cargos eletivos para evitar "panelinhas" e conchavos; implantar o voto distrital com recall; reforçar e tornar mais independentes os tribunais de contas (com preferência para mulheres altamente competentes e independentes), além de outras medidas como essas. Como sabemos que os atuais políticos não vão reduzir suas nababescas vantagens e pretendem continuar nos roubando, que seja feita esta reforma da Constituição por meio de referendo popular com imposição das Forças Armadas. Ou isso ou teremos de eventualmente enfrentar um regime de exceção. Acorde, Brasil, antes que seja tarde!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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PERÍODOS DE REPOUSO

De um país supostamente capitalista e democrático, no qual os legisladores, para preservar poder e manter um Congresso com quase 600 parlamentares e mais de 20 mil funcionários - cerca de R$ 9 bilhões por ano -, criam uma inextrincável rede de impostos e obrigações que tornam a atividade produtiva completamente dependente da política, e no qual seu presidente, antes empenhado em aprovar reformas essenciais e hoje impossibilitado de governar, engalfinhado que está com advogados que tentam aliviar as apreensões geradas por malas voadoras de dinheiro e conversas furtivas com empresários mafiosos, deste país pouco há a esperar, além de espasmos de progresso, seguidos por longos períodos de repouso.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INSTABILIDADE E RECOMEÇO

 

A cada episódio revelado de corrupção e impunidade, a política brasileira vai se tornando mais volátil. O quadro leva à suposição da iminência de uma intervenção militar, mesmo com as repetidas negativas dessa possibilidade. O momento crítico é inegável, com expressiva parte do Congresso sob suspeição, o presidente da República em alto grau de impopularidade, fustigado por denúncias e sob investigação, e a sociedade atônita com tanta notícia ruim. Temer é obrigado a empregar grande parte do tempo para se manter no poder e vê a possibilidade de periclitar seu principal e derradeiro capital político: a maioria parlamentar. Talvez a França seja o sinalizador da solução para a crise brasileira. Ao longo da história, importamos de lá muitos modelos sociais, políticos e libertários. Agora, aquele país tem uma nova lição. Depois da derrocada do governo de esquerda, o povo francês elegeu um presidente jovem e pertencente a um partido novo, fundado há apenas um ano, que no domingo também fez a maioria das cadeiras do Parlamento. Se a França pode, por que o Brasil não poderá começar tudo de novo? Com novos políticos, novos partidos e novas lideranças, em vez do caos que nos ameaça, poderemos ter o sonhado novo país, livre da corrupção e da desigualdade social. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A CONTINUIDADE DE TEMER

Vencida a batalha jurídica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 4 votos a 3, segue Michel Temer, agora, para enfrentar a possível denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a sua eventual aceitação pelo STF, quando acionará o Poder Legislativo em sua defesa, para que o seu processamento pela Suprema Corte não seja aceito. Entretanto, enquanto a luta jurídica continua, mas já com os alentos da vitória de Temer - que, com certeza, somente entregará o governo no dia 31 de dezembro de 2018 -, as reformas assumidas pela equipe econômica seguirão com firmeza, dando confiança aos empresários e às classes produtivas. É exatamente isso que os brasileiros querem e desejam.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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A LAVANDERIA TSE

Com a absolvição da chapa Dilma-Temer no TSE, o egrégio tribunal se transformou na maior lavanderia de dinheiro ilícito na história do País. Liberou geral! Abriram as comportas do lamaçal em que se transformou a Justiça Eleitoral brasileira. Para que serve o TSE, afinal? Um tribunal que consome bilhões de reais anualmente, que chancela e sacramenta todas as ilegalidades eleitorais possíveis, deveria se extinto. Urge extinguir o TSE, caso contrário, outras instâncias superiores da Justiça, como o STF, poderão solicitar uma "franquia" da lavanderia TSE.

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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O JULGAMENTO NO TSE

Vergonhoso, vexatório, nojento, indigno, infame, obsceno, revoltante, asqueroso, repugnante e, acima de tudo, tétrico para a maioria dos brasileiros. Não deu para engolir o resultado. O presidente da República e seus ministros, seguidos pelos deputados e senadores que dão sustentação ao governo, já anunciavam esse resultado do julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer desde maio. Afirmavam eles: 4 a 3 para Temer. Ficou claro para o povo que as leis foram compradas. O povo, que não usa antolhos, está aqui para dizer que a impressão que ficou foi a de que esqueceram tudo o que estava provado e mandaram a Justiça Eleitoral para as profundezas do inferno. Confesso que durante os meus 83 anos de idade jamais tinha visto um julgamento com ameaças de degola. Só faltou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um juiz com coragem para afirmar que no Brasil da atualidade vale a pena viver nos caminhos das ilicitudes. Será que todos estes juízes e advogados que fizeram parte deste julgamento vão ter a coragem de, chegando em casa, abrir a porta do quarto onde dormem seus filhos e olhar no rosto de cada um deles? E eles, filhos, se assistiram ao julgamento, olharem nos rostos dos pais? Só nos resta dizer: Brasil, um desrespeito aos olhos do mundo.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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A IRA DO PROFETA

A esta altura da mais aguda, severa e turbulenta crise política da história do País, o que dizer da esdrúxula, inconveniente e condenável atitude do ministro Napoleão Nunes Maia, que, em pleno julgamento final da cassação da chapa Dilma-Temer, no TSE, invocando o Alcorão sob arroubos de ira, disse em alto e bom som desejar a morte de quem divulgou o que ele chamou de inverdades sobre seu envolvimento nos imbróglios da OAS e da JBS, esperando que "a ira do profeta" caísse sobre essas pessoas, fazendo o gesto de degola com a mão ao pescoço? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CHANCELA DE INOCÊNCIA

Pior do que a eleição mais suja da história da República é a chapa "vencedora" dessa eleição receber a chancela de inocência do TSE. Se não é para coibir abusos, e nunca ocorreu abuso maior e mais bem documentado do que em 2014, melhor seria acabar de vez com a Justiça Eleitoral - aliás, a exemplo do que ocorre na grande maioria dos países. O pior é que muita gente imagina que o que agora se viu no TSE pode voltar a ocorrer no STF. Se, no fim, são a vontade e a criatividade dos juízes que prevalecem, de que adiantam a legislação e a jurisprudência?

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL HOJE

Vivemos numa corruptocracia plena!

Albert Henry Hornett hornettalberto@hotmail.com

São Paulo 

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ABSOLVIÇÃO NO TSE

Quando a corrupção envolve o próprio presidente da República e a Justiça, que antigamente era cega, e agora é, também, surda e muda, o que se pode esperar do futuro do País?

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

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ÀS FAVAS!

Os ministros do TSE repetiram Pôncio Pilatos! A Justiça às favas!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PELO BEM DO PAÍS

Gilmar Mendes usou o bom senso quando afirmou que "devemos priorizar nossa soberania em nome do equilíbrio". O ministro tem razão, cassar uma chapa presidencial não é como uma reintegração de posse. No voto de minerva que absolveu a chapa Dilma-Temer, o ministro pensou no País e na economia, afinal Michel Temer está indo bem, os indicadores econômicos não mentem, a oferta de emprego aumentou, além de as necessárias reformas trabalhista e da Previdência já estarem em vias de serem aprovadas. Ao seu tempo todos esses maus políticos serão cassados individualmente e levados à Justiça. No momento, mais um processo de impeachment seria algo muito traumatizante, sem contar os reflexos negativos que acompanham esse processo, como a desordem econômica, a instabilidade política e a não geração de empregos. Para os que discordam dessa visão, fica uma reflexão: enquanto todos miram sua artilharia para Temer, Lula passeia de jatinho, Zé Dirceu escreve artigos defendendo uma revolução socialista nas ruas e Joesley Batista ri da nossa cara.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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PROVAS IGNORADAS

 

Sim, não tenho a menor dúvida de que o julgamento pelo TSE da chapa Dilma-Temer ficará na história! Mas não por ter aberto uma nova fase no combate à corrupção endêmica no País, mas, sim, por consagrar os códigos de processo como esconderijos da impunidade e da procrastinação. Depois de autorizar a inclusão no processo de elementos nem tão novos como as declarações dos marqueteiros da chapa, resolveu desprezar o que apurara (por ser contrário à tese defendida pelos "governistas"), jogando tudo na lata do lixo. Na história ficará o desempenho hercúleo do ministro Herman Benjamin, inesperado, minudente, surpreendente, soberbo... De nada adiantou, porém, tanto suor, tanta dedicação e minúcia. Foi desprezado pela maioria empenhada em defender o establishment, mas adoçado pelo rapapé retórico dos que tinham os olhos e os ouvidos fechados. Ficará, sim, para a história como exemplo a ser seguido o voto do ministro Luiz Fux, que por ser real comoveu e quase nos levou às lágrimas. Foi emocionante e é uma luz a ser seguida. A exclusão do óbvio, esperada desde antes do julgamento, e tristemente confirmada, frustra a esperança da população, dos "leigos" que somos todos nós, náufragos deixados à deriva.

 

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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AS PROVAS E O COVEIRO

Com a fragilidade jurídica de vossos argumentos no julgamento da ação de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, eu vos pergunto, ministro Gilmar Mendes: tivestes força para carregar o caixão das provas vivas e coragem para assistir, até o fim, ao seu sepultamento? 

Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo 

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DEDUÇÃO

Naquele encontro clandestino na calada da noite de 7/3/2017 para "tratar da Operação Carne Fraca" com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, o "empresário falastrão" Joesley Batista confessou ter comprado dois juízes, sem citar seus nomes. Todavia, após o famoso julgamento da chapa Dilma-Temer, no qual foi decidido pela Corte do TSE a inocência do "casal", podemos deduzir nitidamente quais foram os juízes comprados...

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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NOSSA VOZ

Éramos milhões contra 7. E ficamos quietos. Nossa arma é nossa voz. Continuaremos calados, vendo Temer tentar acabar com a Lava Jato?

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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PARAÍSO DOS SAFADOS

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, disse: "O crime não vencerá a justiça". Não é verdade! Esta "democracia" com mais de 30 anos nasceu e continua podre. Para minha tristeza, cada vez mais vejo que os militares tinham razão. Políticos corruptos vencem sempre. Num país sério já estariam trancafiados, mas aqui, no paraíso dos safados, com advogados imunes à decência, usando de vergonhosos recursos imorais, eles continuam livres, sorrindo, deitando e rolando numa eterna esteira de escândalos. A semana passada foi muito triste e não pode ser esquecida por pessoas de bem. Náusea foi o que senti vendo quatro juízes fecharem os olhos, enterrarem a cabeça na areia, como disse o relator Herman Benjamin, ignorando tantas e irrefutáveis provas de ilícitos apresentadas no julgamento da chapa Dilma-Temer. Seus votos garantiram a continuidade da corrupção na política. Os corruptos satisfeitos riem. Com juízes indicados pelo golpista não eleito, entre eles um ex-advogado de Dilma, o resultado não poderia ser outro. Do incoerente Gilmar Mendes, que mandou soltar o médico e monstro Roger Abdelmassih, estuprador de mais de 40 mulheres, nem precisamos falar. Dias atrás, reuniu-se com Temer e aliados também citados na Lava Jato. Nós sabemos por quê. No Brasil a Justiça não é cega por acaso. É porque convém aos corruptos, seus advogados e alguns juízes que enxergam longe e sempre sabem de que lado terão seus interesses pessoais atendidos. Aumenta, assim, nossa desesperança por um Brasil melhor e, mais ainda, a desmoralização já bastante grande do TSE. Fora Temer e Gilmar! Acorda, Brasil!

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São  Caetano do Sul

    

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MAIS VERGONHOSO

Jamais imaginei que um resultado de 4 a 3 pudesse ser mais vergonhoso do que um 7 a 1. Entretanto, com o nosso desnecessário TSE, aprendi que sim.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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AUTORIZAÇÃO

Após o frustrante julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer na Justiça Eleitoral, as atenções se voltam para a denúncia contra Temer a ser oferecida pelo procurador-geral da República. O Supremo tem entendido, no caso de governadores, que não há necessidade de prévia autorização das Assembleias Legislativas para abertura da ação penal, e, por analogia, se espera que mantenha o mesmo entendimento em relação ao presidente da República. 

  

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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QUEM CALA CONSENTE

O presidente Temer, depois de pedir mais tempo para responder às perguntas da Polícia Federal, resolveu se calar. Existe um ditado que diz "quem cala consente".

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL

Pobre Brasil e brasileiros. Ao invés de termos um governo que faça com que nosso país saia do buraco; teremos um que ficará o tempo que resta tentando justificar o injustificável. 

Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com

São Paulo

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CRISE BRASIL

Depois da desmoralização no TSE com o julgamento da chapa Dilma-Temer, como o governo Temer, que já se encontrava estagnado com tantas denúncias de corrupção e caminhando a passos lentos com as reformas sugeridas para se manter no poder - reformas estas que levarão anos para aparecerem os resultados desejados, principalmente a tal reforma da Previdência -, conseguirá credibilidade para alavancar a economia e recuar a taxa de 14,2 milhões de desempregados? Não precisa ser nenhum economista para saber que, com a atual crise e com os juros do mercado, nenhum investidor vai querer investir num país cuja credibilidade de suas instituições deixa a desejar. A não ser que o Banco Central torne a aumentar os juros demasiadamente, o que complicará ainda mais a situação da economia. Exemplo: se os EUA levaram quase uma década para recuar a taxa de desemprego e chegar hoje a 4,4%, como o Brasil, nas atuais circunstâncias políticas, vai conseguir essa mágica em pouco espaço de tempo?

 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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O BRASIL CRIOU UM MOSTRO

A jovem democracia brasileira criou um mostro ao conceder poderes ilimitados ao presidente da República, poderes que interferem no Poder Legislativo e no Judiciário. Michel Temer é acusado de ter dois de seus mais próximos assessores envolvidos no recebimento de malas e pacotes de dinheiro sujo, não contabilizado, de propina: José Yunes e Rodrigo Rocha Loures. Mesmo diante de provas irrefutáveis de crimes cometidos no gabinete da Presidência, o País não consegue se livrar de Michel Temer. As manobras já feitas e as que ainda serão realizadas por Michel Temer deixam claro que o cargo de presidente da República goza de um poder excessivo, e ninguém quer viver num país governado por um presidente que vive isolado dentro de uma fortaleza inexpugnável. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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S DE SANTO

Venho assistindo com muita insistência à delação do executivo da JBS afirmando que a tal da mala de R$ 500 mil era a primeira de centenas que seriam pagas ao longo de 30 anos a Michel Temer (e Rodrigo Rocha Loures). Trinta anos? Será que ninguém se pergunta do absurdo lógico de tal "acordo"? Será mesmo que um político corrupto minimamente inteligente concordaria em parcelar o seu "pagamento" além do prazo do seu mandato? Mais ainda: faz sentido alguém ter a expectativa de receber e usufruir essa "ajuda" aos 107 anos de idade (lembrando que Temer tem 77 anos)? E tudo isso fruto de uma clara armadilha coordenada pela Procuradoria-Geral da República. Vejam, não estou dizendo que Temer é inocente, só que o "S" da JBS evidentemente não é de santo.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PERSEGUIDO

Falta muito pouco para Michel Temer, assim como Lula, dizer que está sendo perseguido pelo Ministério Público e pela mídia.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A PALAVRA DE TEMER

Michel Temer ligou para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e disse que não acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar o ministro Edson Fachin - segundo informou matéria da revista "Veja". Dá para acreditar na palavra dele? Muito recentemente, Temer disse que não havia viajado no avião de Joesley Batista e, depois, tendo de desmentir, na maior cara de pau, disse que não sabia quem era o dono do jatinho. Pedindo emprestado à conhecida música, se colocarmos a palavra de Temer na vitrine, ela não vai valer R$ 1,99.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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DIFÍCIL DE ENGOLIR

Tanto barulho se fez por causa do voo de Temer no jatinho da JBS e, segundo a "Veja", há indícios de que o ministro Fachin usou a aeronave nos dias que antecederam sua sabatina no Senado em meados de 2015. E não é apenas isso, o ministro Fachin admitiu que pediu ajuda "ao pessoal da JBS" em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Duas observações no caso em tela: já passou da hora de a nomeação de ministros deixar de ser política. Ela deveria ser por mérito, entre seus pares, um mandato com prazo limitado, a exigência de profundo saber jurídico, além de ficha limpa. Isso acabaria com viagens de favor e compra de votos. Uma excrescência difícil de engolir o que se assiste neste país.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PODERES INDEPENDENTES?

Os Poderes da República são realmente independentes? Se os Poderes da República são realmente independentes, por que o chefe do Executivo é o responsável por nomear os membros do Supremo Tribunal Federal (Judiciário)? Essa escolha não deveria ser exclusivamente por mérito profissional, e jamais envolver questões políticas? Da Constituição federal do Brasil (artigo 2.º): "São poderes da união, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". De Montesquieu, filósofo francês: "Não haverá liberdade se o Poder Judiciário não for separado do Legislativo e do Executivo. Se unido ao Legislativo, a vida e a liberdade dos governantes estariam expostas à arbitrariedade, porquanto os juízes seriam legisladores. Se unido ao Poder Executivo, os juízes poderiam portar-se com violência e opressão. E seria o fim de tudo se o homem ou o mesmo órgão exercesse estes três poderes".

Mauro Wainstock mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

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INSTITUIÇÕES

Estamos fartos de ouvir que as instituições brasileiras estão preservadas e funcionando adequadamente. Instituições há muitas, no caso, as que nos interessam são as governamentais federais ou de cúpula, a saber: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Executivo: como está a Presidência da República? Legislativo: como estão a Câmara e o Senado? Judiciário: como estão o STF e o TSE? Se alguma das mencionadas individualmente não estiver a apresentar sinais inequívocos de deterioração, poderemos declarar que uma ou mais instituições livraram-se da degradação ética, moral e cívica a que a Nação está submetida pela escória política que a (des)governa.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PRESIDENTES ORNITOLÓGICOS

Atualmente, o mundo tem três presidente sob forte influência da ornitologia. Na Venezuela, Nicholás Maduro "fala" com Hugo Chávez incorporado num passarinho que só ele vê.  Nos EUA, Donald Trump só fala por meio de um passarinho (Twitter); já no Brasil, Michel Temer só quer ouvir os tucanos falarem sim. Enquanto isso, o povo já está chamando urubu de "meu louro".

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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O PSDB FICA COM TEMER

2018 está aí...

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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SÓ PARA REGISTRAR

E não para contrariar, como o nome de um famoso conjunto musical. Primeiramente, o coronel apontado como braço direito do presidente, dono do escritório de arquitetura onde se suspeita ter sido entregue R$ 1 milhão pelos "açougueiros" delatores e "padrinho político" do chefe da Nação quando este era deputado federal e corriam soltas "tenebrosas transações" no Porto de Santos, está para a propriedade da fazenda de Duartina (SP) assim como os empresários amigos do "Amigo" estão para a propriedade do sítio de Atibaia (SP). Certo? Além disso, a festa junina em que o "guerreiro do povo brasileiro" libertado das grades para a prisão domiciliar foi fotografado só pode ter sido realizada no apartamento domiciliar do referido preso, em Brasília. Caso contrário, como diz o "Nine", a Operação Lava Jato é uma "palhaçada". Estamos certos?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL PASSADO A LIMPO

São perguntas pertinentes, até agora sem respostas: 1) Por que a Procuradoria-Geral da República se empenha tanto na gravação da JBS contra Temer, e não se interessa em saber por que Joesley Batista não gravou Lula ou Dilma, já que ele mesmo disse manter US$ 150 milhões em contas no exterior para estes ex-presidentes? 2) Por onde anda Rosemary Noronha, aquela mesma cujo silêncio, segundo a revista "Isto É", Lula pediu para a OAS comprar? 3) Que fim levaram os US$ 20 milhões que, segundo denúncias, foram transportados por Rosemary até o Banco Espírito Santo, em Porto? 4) Quando o STF vai julgar o recurso contra o golpe dado na Constituição por Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros, mantendo a elegibilidade de Dilma Rousseff no julgamento do impeachment? 5) Quem é o sócio oculto na fusão da JBS com o Frigorífico Bertin?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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O CÁLCULO PARA DILMA

US$ 80 milhões para Lula, US$ 70 milhões para Dilma, total US$ 150 milhões. Dilma, entretanto, precisa conferir o resultado, porque ninguém melhor que ela para calcular.

  

Antonio Claudio Guimarães do Canto acgcanto@uol.com.br

São Paulo 

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