Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Junho 2017 | 03h02

CORRUPÇÃO

Lava Jato x Lava Jato

A Operação Lava Jato já entrou para a História do Brasil como a maior ação policial e jurídica contra a corrupção neste país, tendo como protagonista, pelo lado da lei, o juiz Sergio Moro. Há também uma série de coadjuvantes, porém não menos importantes, integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público. Já pelo lado dos contraventores destacam-se os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e mais uma penca de ex-ministros, ex-deputados e ex-senadores de vários partidos, com proeminência de petistas. Muitos deles estão presos preventivamente e alguns já foram condenados. Lamentável que vários criminosos beneficiados por delações premiadas tenham recebido penas brandas para o tamanho do rombo que causaram, sob a justificativa de que sem isso não se chegaria aos peixes graúdos. Bem, todos sabem que o peixe maior continua solto. Mas, reconheça-se, a operação fez mais nos seus três anos no combate à corrupção do que foi feito na História do País. No entanto, é preciso deixar claro que mesmo com tantos êxitos a Lava Jato também tem seus momentos infelizes. É cristalino que alguns figurões estão ultrapassando limites e depondo contra a operação. O acordo de delação premiada que os irmãos Joesley e Wesley Batista assinaram com a Procuradoria-Geral da República é um acinte, sob as bênçãos de Rodrigo Janot e do ministro Edson Fachin, do STF, por motivos ainda obscuros. Só nos resta orar para que a Lava Jato não se deixe contaminar por atos ilegais, egos inflados e ideologias arcaicas.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

‘Espreita espúria’

O editorial Fabricação de crises (13/6, A3) reproduz nota da sra. presidente do STF em que diz ser “inadmissível a prática de gravíssimo crime (...) se confirmada informação de devassa ilegal de um dos seus integrantes” (do STF). E mais adiante, que o STF “repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão (...)”. Muito apropriadas as palavras da mais alta autoridade do Judiciário. Entretanto, essa atitude parece não ter sido seguida por um dos membros da Corte, ao permitir que a Procuradoria-Geral da República autorizasse a Polícia Federal a, por intermédio de um bandido, grampear conversas privadas com o presidente da República. Estamos na situação da máxima “faça o que eu digo, não o que eu faço”...

LUIZ CARLOS G. PANNUNZIO

giotto.pan@gmail.com

São Paulo

Shakespeariana

Um primor o artigo Diálogo noturno com um homem vil, de Paulo Delgado (14/6, A2). Versão shakespeariana da sombra que cobre a Nação, escancara com maestria a corrupção que a tinge de vergonha.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Provas materiais

Joesley Batista voltou ao Brasil para depor na Justiça e ser confrontado com a informação dada na delação sobre contas em bancos no exterior que tinham saldo, em 2014, de US$ 150 milhões para uso de Lula e Dilma Rousseff. Segundo ele, isso era feito por intermédio do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, responsável por manejar toda essa grana com origem em propina. Aí vem a pergunta: ele tem provas incontestáveis do que afirmou? Só palavras não valem nada, principalmente de quem mais se aproveitou do esquema de corrupção. Joesley foi esperto ao gravar o presidente Michel Temer e nunca gravou nenhuma conversa com Lula, Dilma e Mantega ou até mesmo Palocci? Se não apresentar provas materiais dessas movimentações, sua delação não vale nada e a Justiça deve jogar no lixo seu acordo, “presenteando-o” com uns 30 anos de cadeia. O mesmo vale para os demais delatores que falam muito e provam pouco.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

O palestrante-mor

A Polícia Federal encaminhou à Procuradoria inquérito sobre palestras de Lula. Logo estará dando suas palestras em Curitiba.

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

REFORMA POLÍTICA

Sistema viciado

O julgamento da chapa Dilma-Temer deixou claro que o sistema de seleção dos políticos que decidem por nós não é honesto e está viciado. O grande defeito do julgamento do TSE não foi a não cassação da chapa, mas, sim, a omissão de expor aos quatro ventos os defeitos de nosso sistema e exigir sua reforma. Precisamos de um sistema que na fase eleitoral exija menos recursos financeiros e que os candidatos apresentem programa bem estabelecido; e na fase de operação seja mais representativo, com fácil contato entre eleitos e representados. No sistema atual o contato fácil é apenas entre os eleitos e seus financiadores. Candidatos vendem a alma para ser eleitos e quando chegam lá, sem ter obrigações para com os votantes que os elegeram, passam a mirar o próprio umbigo e agem para compensar e agradar prioritariamente aos que os financiaram, também já visando futuras campanhas eleitorais. Está óbvio que a implantação de sistema de representação distrital é ponto de partida para um sistema melhor. Por que, então, deixar como está?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Eleição distrital

O primeiro passo contra a corrupção seria, de fato, a introdução do voto distrital. Com a legislação atual somente milionários, bilionários, corruptos ou pessoas com nomes famosos têm a chance ser eleitos deputado federal, em razão do alto custo de fazer propaganda em todo território de um Estado. Com o voto distrital existe a possibilidade de serem eleitos realmente os verdadeiros representantes do povo. Assim o Brasil vai dar certo. Recomendo copiar a legislação eleitoral da Alemanha.

MICHAEL PEUSER

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

PRECATÓRIOS

Gato na tuba

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que libera R$ 8,6 bilhões para o governo, de precatórios parados nos bancos federais há mais de dois anos. O projeto cancela requisições de pequeno valor não sacadas pelos beneficiários. Ora, seriam esses valores tão ínfimos o ponto de serem desprezados pelos credores? Avisos de que o dinheiro estava à disposição foram emitidos? É, no mínimo, estranho que em plena crise, com 14 milhões de desempregados, ninguém reclame esses caraminguás. Ou esse pessoal está nadando em dinheiro, ou, então, tem gato na tuba.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

“Aviso aos navegantes: Joesley Batista desembarcou no Brasil trazendo no bolso tecnologia de última geração...”

MÁRCIA CALLADO / SÃO PAULO, SOBRE O HOMEM DO GRAVADOR

marciacallado@bol.com.br

“Como o governo Temer pode cuidar do Brasil,se todos os seus membros só se preocupam com as delações premiadas?”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE CORRUPÇÃO

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BAIXARIA PETISTA

A jornalista da Globonews e do jornal "O Globo" Miriam Leitão foi ameaçada, xingada e chamada de terrorista por cerca de 20 delegados do Partido dos Trabalhadores (PT) durante um voo da Avianca, entre Brasília e Rio de Janeiro, no dia 3 de junho. Tão lamentável quanto este triste evento foi a nota divulgada pela presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, na qual afirma que a Rede Globo "é, em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil" e que "o PT não vai fazer com a Globo o que a Globo fez com o PT". É bom lembrar que, enquanto a jornalista Miriam Leitão dignifica com sua competência o jornalismo brasileiro, o PT, como partido político, infelizmente desonra a Pátria, pela corrupção que promoveu nas nossas instituições.  A própria Gleisi Hoffmann é investigada na Operação Lava Jato, em companhia do réu Lula, de José Dirceu, Antônio Palocci, etc. Esse episódio demonstra que o PT não respeita a imprensa e tampouco a liberdade de expressão.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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IDEIA DE DEMOCRACIA

O absurdo ataque à jornalista, escritora e cronista Miriam Leitão por integrantes do PT, num voo de Brasília para o Rio, mostra a índole maligna destes delegados do partido. Não se pode aceitar um comportamento abjeto, ignóbil e baixo destas pessoas que tentam impor suas opções pela violência e pelo autoritarismo. Qual a ideia que esta gente tem de democracia? O que falta a eles são escola e educação, mas, de preferência, dentro da cadeia. Creio que nem assim haverá alguma mudança no comportamento de quem mais parece torcedor de futebol do que quem pretende melhorar a situação de penúria em que se encontra o País.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATAQUE À INFORMAÇÃO

O ataque sofrido por Miriam Leitão (relatado aqui, no "Estado") na verdade é um ataque à informação prestada ao povo, não só por ela, mas por muitos que exercem de maneira independente e livre o seu digno ofício de informar. Simplesmente lamentável, sobretudo por se tratar de uma senhora. Mas ataques contra a imprensa são o que mais o PT vem fazendo após a surra que tomou nas últimas eleições municipais, afinal o povo se informa muito mais hoje do que antes, e isso deve ser muito ruim para os "petralhas", que, alvejados, atiram a esmo. Sabemos os nomes dos pseudopolíticos e faremos jus às informações que nos alimentam nas urnas, e com balas de prata, não de festim.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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AGRESSÃO ABSURDA E COVARDE

Provavelmente, a maioria daqueles trogloditas que covardemente agrediram à jornalista Miriam Leitão não havia nascido - ou, então, sofre de algum tipo de "amnésia seletiva" - quando ela, militante do Partido Comunista Brasileiro, com apenas 19 anos, foi presa e torturada pela ditadura militar. Provavelmente, para que esta liberdade de manifestação (e até esta baderna) seja hoje possível, é graças a jovens que como ela muito lutaram e se sacrificaram. A senadora Gleisi Hoffmann, nova presidente do PT, emitiu uma nota lamentando o constrangimento ao qual foi submetida a jornalista. Entretanto, de maneira totalmente inoportuna, Gleisi aproveitou a ocasião para apontar um principal culpado: a Rede Globo, "em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que se passa o Brasil".

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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ALTO PREÇO

Miriam Leitão sofreu ataques de petistas ignorantes por ter um dia sido petista, porém não toupeira. Ocorre que hoje só existem toupeiras na esquerda e na direita, prova disso é Lula ter metade do eleitorado e Jair Bolsonaro outra metade. Nada contra Bolsonaro, ele até representa um segmento importante da direita, que com toda razão está esgotada de aturar comunistas e pelegos que atrasam o País. Miriam Leitão paga caro por tentar ser normal, dentro da esquerda, onde não existe vida inteligente.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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ATAQUE NAS ALTURAS

A economista Miriam Leitão, de passado "rosso", depois de discreta autocrítica pública, caiu na boca de petistas que operam em redes sociais, a serviço do "capo di tutti capi", Luiz Inácio Lula da Silva, que se referiu a ela de maneira desrespeitosa na última reunião do Congresso Nacional do PT.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INCONSEQUENTES

A covarde agressão que sofreu a jornalista Miriam Leitão por partidários do PT em voo de Brasília para o Rio é emblemática do esfacelamento da sigla que, não tendo como contestar o envolvimento de seus principais líderes nos desmandos corruptivos, ataca furiosamente todos aqueles que por dever de ofício apontam e apuram tais atos criminosos. Não percebem esses agressores que, atuando desta forma radical e inconsequente em defesa de seus líderes, hoje sob as malhas da Justiça, aceleram o afundamento de sua agremiação, que caminhará inexoravelmente e a passos largos para o ostracismo da opinião pública nacional.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A NOTA DO PT

A "presidenta" do PT, Gleisi Hoffmann, soltou uma nota a respeito do incidente ocorrido no avião da Avianca em que a jornalista Mirian Leitão foi maltratada por 20 covardes petistas. Entre blá blá blás, despejou o veneno dizendo que alguns petistas, inclusive ela, já foram molestados em aeroportos e que não houve celeuma alguma por causa disso. Esqueceu-se de apontar a diferença: Mirian Leitão foi achincalhada por militantes partidários apenas pelo bom desempenho de sua profissão, por meio da qual teceu criticas à política econômica do governo petista, e também por ser funcionária da Rede Globo. Nada contra sua moral. Já os petistas que foram alvos da revolta eram acusados de corrupção e formação de quadrilha e seus agressores verbais eram pessoas comuns, inconformadas com o roubo de que foi alvo o Brasil.

Mara Montezuma Assaf Montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ÓDIO DE QUEM, SENADORA?

Lamentável o episódio ocorrido no voo da Avianca no qual estava presente a jornalista da Globo Miriam Leitão e um grupo em torno de 20 pessoas (entre eles cinquentões) representantes partidários do petelulismo. Estes se acharam no direito de hostilizar a jornalista, agredi-la, achincalhá-la, etc., mostrando que, além de serem de má índole, são vândalos e mal educados, característica de quem é petista. A nova presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, em nota, disse que a militância do partido está orientada a não realizar manifestações políticas em locais impróprios (imaginem se não tivessem tal orientação), porém não deixou de aproveitar o momento para criticar a Rede Globo, e disse que a emissora é, "em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil". Engano seu, senadora, se existe um culpado e responsável por sedimentar ódio, vingança, revanchismo, vandalismo e baderna, este se chama Lula. Os jornais, rádios, a televisão e jornalistas, a única coisa que fazem é divulgar fatos reais ocorridos e fazendo seus comentários, até porque, além de ser sua função, conhecem detalhes importantes a divulgar, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTIDEMOCRÁTICOS

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, em nome dos petistas que constrangeram a jornalista Miriam Leitão num voo de Brasília ao Rio de Janeiro, pediu desculpas, afirmando não ser essa a determinação do partido. Gostaríamos de ouvir, também, as desculpas do PT por ter apoiado incondicionalmente Nicolás Maduro a se eleger presidente da Venezuela, que para se perpetuar no poder já matou mais de 70 pessoas. Todos nós nos sentimos responsáveis por esse apoio, ainda mais que dinheiro público foi utilizado para financiar campanhas políticas naquele país, proporcionado pelos ex-presidentes Lula e Dilma, que se fantasiaram até de garotos-propaganda. Esperamos ansiosos por desculpas do PT ao hoje tão sofrido povo venezuelano. Em silêncio é que não podem ficar, senão deixa evidente o lado antidemocrático do partido.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDO EM CRISE

O que restarão ao PT? O desdém e o esquecimento!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PAÍS DA CORRUPÇÃO

Após o mensalão, ocasião em que todos os partidos se calaram mesmo com a confissão de caixa 2 por Lula e seu marqueteiro, que recebeu em dólares  no exterior, a corrupção, o desvio de verbas, o caixa 2 passaram a ser práticas usuais na política brasileira. Na ocasião, os Três Poderes se calaram, dando total consentimento para a continuidade deste tipo de crime, que acabou tomando proporções inimagináveis, mas começou com uma semente que foi regada e cuidada por todos que hoje criticam e querem a cabeça de quem seguiu o exemplo, mas não são dos partidos de "oposição". Sobra hipocrisia e falta de vergonha na cara aos políticos de todos os partidos que hoje querem a saída de Michel Temer, que até pouco tempo era um vice-presidente meramente figurativo que compunha o governo do PT, de Dilma e de Lula. Passou a não prestar por quê? Porque hoje é do "Novo PMDB", não mais aliado do PT? Mistura tudo, joga no vaso sanitário e aperte o botão, pronto, não farão falta alguma. É preciso acabar com esta fábrica de más notícias que é a atual política brasileira e deixar o Brasil que trabalha começar a reerguer o País, desmantelado por esta corja.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AS RAMPAS DE BRASÍLIA

Quem perde a oportunidade de sair pela porta na hora certa, acaba sendo jogado pela janela em hora incerta. As rampas dos palácios de Brasília servem tanto para subir em direção ao poder quanto para descer aos círculos do inferno. Os personagens da operística chapa Dilma-Temer, por razões distintas, optaram pela segunda saída em direção tanto a portas quanto a rampas. O poder tanto seduz quanto corrompe. A subida aos píncaros do poder é geralmente longa e gloriosa. A queda é rápida e dolorosa. Quando encerrar a atual temporada da Ópera Bufa em cartaz no Brasil, nós, como participantes, na qualidade de simples figurantes, teremos tido a oportunidade única de proclamar ao mundo como os governantes de um grande país não devem se comportar. Principalmente por não saberem a hora certa de sair pelas portas e descer as rampas.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O SABOR DA PIZZA

Do ponto de vista estritamente jurídico, segundo manifestação da grande maioria dos juristas, não há dúvidas de que a ação movida pelo PSDB pela cassação da chapa vencedora na eleição de 2014 "acabou em pizza". Mas cabe uma consideração de caráter político-jurídico (se é que isso existe) a ser analisada neste caso. Numa visão laica e simplista, de quem não tem formação jurídica, uma condenação penal tem dois propósitos principais: estabelecer uma pena para o autor de um crime cometido contra a sociedade, individual ou coletiva, e, concomitantemente, compensar de alguma forma a mesma sociedade pelo dano material ou moral que sofreu. Do ponto de vista jurídico, pelo que se lê na imprensa, a absolvição da chapa da coligação "A Força do Povo" pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi um erro por não punir um crime cometido e sobejamente demonstrado pelo ministro relator da ação. Entretanto, no que se refere à compensação da sociedade por esse crime, fica a pergunta: caso a sentença fosse pela condenação da chapa, com a consequente cassação e destituição do atual presidente e a desestabilização político-econômica adicional que certamente iria ocorrer, a sociedade brasileira como um todo teria sido compensada? Ou iria comer uma refeição indigesta pior do que a "pizza" que nos ofereceram?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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O DESCRÉDITO DA JUSTIÇA

Pela decisão de Rodrigo Janot e Edson Fachin, que concedeu total isenção aos donos da JBS, e pela decisão do TSE, que inocentou a chapa Dilma- Temer, concluo que, no Brasil, a esperança é a última que morreu.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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BENESSES DA DELAÇÃO J&F

Não canso de me surpreender com as benesses concedidas aos irmãos Friboi. Agora, só cinco anos fora da empresa? Parece piada. Por muito menos do que eles fizeram, mas muito menos mesmo, um administrador de instituição financeira seria inabilitado permanentemente para voltar a exercer cargos de direção.  

Maria Aparecida Cossenza maac213@gmail.com

São Paulo 

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NO RASTRO DOS MINISTROS 

Investigações feitas pelos órgãos de inteligência podem não ser nada agradáveis, mas também não se pode demonizá-las, pois, além de permitidas pelo Estado de Direito, são imprescindíveis para a proteção física do País e a consequente manutenção da ordem, sob pena de negligência com a segurança do Estado. Sua atuação somente deve ser condenada quando extrapolar limites, agindo de forma indiscriminada e açodada. Embora nada autorize a conclusão de que os ministros do Supremo Tribunal Federal devam ter suas condutas investigadas, também não se pode esquecer de que a homologação de acordo nos moldes daquele fechado com o Grupo JBS, realmente, deixou o cidadão contribuinte aturdido com as benesses concedidas, até agora sem explicações convincentes. Também não há explicações convincentes para o açodamento na abertura de investigação contra um presidente da República sem o cuidado mínimo de, preliminarmente, determinar a realização das perícias pertinentes. Diz a Constituição federal que somente deve ser considerado culpado aquele que tiver sentença penal condenatória transitada em julgado, ou seja, sentença à qual não caibam mais recursos. Essa garantia da presunção de inocência não pode, em hipótese alguma, ser esquecida, sob pena de serem tolerados os tribunais de exceção, nos quais primeiro se condena para, depois, julgar, em afronta ao Estado Democrático de Direito garantido pela Carta Magna. Assim, foi justa a indignação da senhora presidente do STF contra uma suposta investigação de seu ministro, como seria também justa a sugestão a seus pares para que agissem com mais prudência. O cidadão contribuinte certamente agradeceria!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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A PALAVRA DE TEMER

Após receber um telefonema de Michel Temer, garantindo que não ordenou à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que fizesse espionagem  contra o ministro Edson Fachin, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu não adotar nenhuma providência em relação ao caso, declarando que "não há o que questionar em relação à palavra do presidente da República". A esta altura da turbulenta quadra política que o País enfrenta, logo após a delação e a divulgação da fita dos irmãos Batista, cabe perguntar, data máxima vênia, se a palavra de Temer ainda é suficientemente crível, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A DEMOCRACIA E AS INSTITUIÇÕES

 

Em verdadeiro e salutar regime democrático, as instituições são respeitadas e os poderes, entre si, harmônicos e independentes, de tal sorte que se torna incabível a forma como se verifica, na atualidade, o tratamento de desconfiança entre seus representantes. As acusações de grampos e de arapongagem contra o Poder Executivo e deste contra o Judiciário levam os poderes a um desgaste muito grande perante a população. De outro lado, o País precisa de paz e de tranquilidade para alavancar a sua economia e reduzir o desemprego, o que pressupõe a atuação das forças produtivas, que precisam ter respeito e confiança nos Poderes da República.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O CRIME COMPENSA

A 1.ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Andrea Neves, com votos dos ministros Luis Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber, por entender que ela pode ainda cometer crimes. Já o ministro Ricardo Lewandowski livrou José Dirceu da cadeia, condenado a mais de 30 anos de cadeia. Segundo Lewandowski, um preso não pode ficar indefinidamente preso aguardando instância superior. Por que a instância superior prefere soltar os ricos e não julgá-los para que cumpram suas penas? Com os pobres não existe essa preocupação. Que péssimo exemplo fica para aqueles que não têm recursos.  Enquanto os poderes seguem medindo força para mostrar quem é mais forte, o cidadão vai se convencendo cada vez mais de que a punição não é pelos crimes praticados, mas, sim, pela ideologia daqueles que os julgam e afinidades pessoais. Nessa confusão, fica patente que neste país o crime compensa. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DANÇANDO QUADRILHA

Vi no "Estadão" que José Dirceu dançou quadrilha neste mês de junho - ou seria "na quadrilha"? Tinha delegado e "puliça" nessa dança? Eis o homem certo na dança certa.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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PRISÃO PREVENTIVA

Com o voto pela revogação da prisão preventiva de Andrea Neves dos ministros do STF Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes, ficou claro o porquê da nomeação do Moraes. Pelo visto, ele é o Toffoli do PSDB. O ministro Mello já conhecemos.

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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CORPORATIVISMO EXPLÍCITO?

Acredite quem quiser, mas o senhor Aécio Neves foi aplaudido durante uma reunião do seu PSDB, mesmo que não estivesse presente. A aclamação aconteceu após veemente defesa feita pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, que, aliás, foi

recentemente denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção. Falar mais o quê?

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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PATÉTICAS

As manifestações de apoio dos membros do PSDB nesta noticiada e última reunião de seu Comitê Executivo, quando mencionaram uma carta de Aécio Neves, lembraram-me os gritos fanáticos dos petistas quando Zé Dirceu, após ser condenado pela primeira vez, foi para a prisão aos gritos de "guerreiro do povo!". Ambas as manifestações foram patéticas. Realmente, após anos e anos votando no PSDB, eu e milhões de outros teremos de achar algo novo.

Jose R. de Macedo Soares joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

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APLAUSOS

O PSDB, como todos os demais partidos, é isto aí, aplausos para quem é mais pilantra. Já viram Lula no PT, Maluf no PP, Sarney, Renan etc. no PMDB, Brizola no PDT e Malvadeza no DEM, se fossem vivos, e vai por aí afora?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FALTOU CORAGEM

É vergonhoso o corporativismo de nossos políticos. Em meio a este maremoto de denúncias e suas respectivas evidências, nossos senadores não têm coragem de afastar o sr. Aécio Neves. Se este indivíduo tivesse um mínimo de vergonha na cara deveria apresentar-se à Polícia Federal, expor os fatos e pelo menos tentar livrar da cadeia sua irmã, que neste processo é a menor parte da roubalheira, não que não tenha sua parte de culpa nos ilícitos praticados. Agora alguém consegue explicar como é que se mantém o principal acusado em liberdade e o coadjuvante preso?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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AS PENAS E A IGUALDADE

 

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza." Esse instituto legal (art. 5.º da Constituição federal) deve servir para modular as penas daqueles que cometem ilícitos. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão. Antes dele, já foram apenados Marcelo Odebrecht, José Dirceu, Eduardo Cunha, João Vaccari Neto e muitos outros políticos, empresários e atravessadores de diferentes crimes cometidos contra o erário. As penas levaram muitos envolvidos a fazerem delação. Já temos mais de 500 políticos formalmente denunciados, entre eles cinco ex-presidentes da República e, agora, até o atual presidente sob investigação. Observando o artigo 5.º da Constituição, somos levados a pensar que as condenações já proferidas formam um importante parâmetro para as que estão por vir. Penas equivalentes às aplicadas aos empreiteiros, executivos estatais e aos políticos já condenados devem, por justiça, ser atribuídas aos demais envolvidos, observadas as ações de cada um. Lula deve ter sua primeira sentença ainda este mês. Oxalá tenha o mais alto grau de justiça e guarde similaridade às punições aplicadas aos demais envolvidos em questões do gênero. E que não fique só em Lula. Todos os participantes das fraudes em apuração devem ser justamente analisados e, se for o caso, punidos para que, com isso, a República tenha chance de continuar íntegra e servindo à população.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

      

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PADRÃO

O juiz federal Sério Moro acertou e decidiu bem ao condenar o ex-governador do Rio, o corrupto Sérgio Cabral, à pena de 14 anos de reclusão, na 1.ª das muitas condenações que Cabral deverá sofrer. Mas errou feio ao absolver a mulher de Cabral, Adriana Anselmo, que foi amplamente beneficiada pelo megaesquema de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro comandado por seu marido. Moro repetiu o mesmo padrão da sentença de Eduardo Cunha e Cláudia Cruz. Assim, Moro prestou um grande desserviço à sociedade e ao País ao absolver e livrar duas mulheres criminosas que participaram e foram diretamente beneficiadas de esquemas de corrupção que lesaram o País em centenas de milhões de dólares, num verdadeiro prêmio à impunidade. Esperamos que o recurso do Ministério Público seja provido, com a condenação das rés em 2.ª instância.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO MERECIDA

A situação caótica em que se encontra o Rio de Janeiro foi consequência de desmandos e corrupção de toda ordem. O corrupto Sérgio Cabral, ex-governador do Estado, foi responsável em grande parte por essa situação desastrosa, que prejudicou demais a situação econômica do Rio de Janeiro.  Muito auspiciosa a notícia veiculada ontem pelo "Estado" informando que Cabral foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos de prisão, pena por demais merecida. Essa é a primeira punição ao corrupto ex-governador. Há vários outros processos em andamento contra ele que podem gerar novas punições pelos crimes que cometeu.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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O PINOTE DE CABRAL

O relato que o corruptor da JBS Ricardo Saud fez sobre como o governador Sérgio Cabral explorou a falta de informações de mercado da JBS para receber mais propina da gigante da proteína animal demonstrou de forma muito clara como funciona a lógica de negócios do grupo nos seus movimentos estratégicos. A JBS, sem nenhuma cerimônia ou hesitação, claramente prefere o suborno de autoridades ao estudo concorrencial e inteligência de mercado. Naquele caso e, agora, na vida, perdeu, playboy!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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CRISE NO RIO DE JANEIRO

O Estado do Rio completou seis meses de atraso no pagamento do 13.º salário de 2016. São mais de 230 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas, que não receberam o abono natalino, porém o reajuste dos valores não está garantido, razão pela qual, a partir de agora, além de cobrar o que é devido pelo governo do Rio aos servidores de diversas categorias, querem garantir também a correção monetária sobre o período de atraso, direito previsto na Constituição estadual, que determina ao governador pagar a correção monetária sobre o que for pago com atraso. Cabe ressaltar que o governador Luiz Fernando Pezão já assinou o aumento da alíquota para 14% do Rio Previdência, dos servidores ativos e aposentados, mesmo com repúdio dos servidores do Estado, que estão sem receber os salários de abril e maio, e o 13.º de 2016.  

                                                                                                                                                                                                                                                                                                               Newton Faro Guimarães newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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A PREFEITURA DO RJ E O CARNAVAL

O prefeito Marcelo Crivella disse que quer reduzir à metade o patrocínio das escolas de samba para investir em creches. Reduzir à metade, prefeito? Tem de tirar a verba toda. Creche, merenda e outras coisas são muito mais importantes que queimar dinheiro em dois dias de desfile. As escolas que tratem de procurar patrocinadores. Verba pública todo mundo quer. É a parada gay, é o movimento disso, movimento daquilo, etc. Isso é dinheiro do contribuinte e tem de voltar para o contribuinte em benefícios. Cancele esse patrocínio, prefeito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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IAMPSE

Sou funcionária pública do Estado de São Paulo há 20 anos. Pago religiosamente, com desconto em folha, o plano de saúde Iamspe, que, por sinal, nunca usei! No último dia 10, levei minha mãe a uma consulta numa clínica conveniada, porém soube que só tenho direito a consultas, pois as cirurgias estão suspensas por falta de pagamento. Como assim, sr. Alckmin? Descontam com eficácia, mas não repassam os valores? É isso? Minha mãe precisa urgentemente de uma cirurgia de catarata, e no Hospital do Servidor Público a espera é de um ano, aproximadamente! Seus familiares utilizam o plano de saúde do Iamspe, governador? Creio que não, vocês recorrem ao Sírio-Libanês, não é? Creio que lá não aceitam esse plano. Faça a coisa certa, repasse o valor pago a quem tem de receber ou autorize que minha mãe, dependente de uma simples funcionária pública desse Estado, faça a cirurgia num destes hospitais de ponta que ilustres políticos como o senhor utilizam.

Sandra De Santi sandradesanti@uol.com.br

São Paulo

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JORGE BASTOS MORENO

Jorge Bastos Moreno partiu feliz. Consciente do dever cumprido. Repórter indomável, mordaz, irônico. Excelente contador de histórias curiosas, marcantes, engraçadas e reveladoras. Elenco feminino da Globo aos prantos. Igualmente todos os que praticam e respeitam o legítimo jornalismo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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UMA LENDA SE FOI

A imprensa nacional está de luto pela morte do ícone do jornalismo brasileiro Jorge Bastos Moreno, ou simplesmente "Moreno", como gostava de ser chamado pelo incontestável número de amigos dentro e fora do jornalismo. Profissional e pessoa do mais alto gabarito, exerceu sua atividade sempre com o inesgotável talento que Deus lhe deu, a ponto de tornar-se referência e inspiração para diferentes gerações de jornalistas. Sua paixão pelo jornalismo era algo incondicional e seu espírito sempre jovem o levou, de maneira natural, a aproveitar todas as oportunidades trazidas pelas recentes mudanças tecnológicas. Rapidamente, virou multimídia, espelhou seu talento por todas as plataformas: mídia, imprensa, TV, rádio e redes sociais. Seu legado ficará eternizado em nossas memórias de um profissional exemplar e talentoso. Descanse em paz, amigo, por todas as horas.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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