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Edição de sexta-feira, 16/06

O Estado de S.Paulo

16 Junho 2017 | 05h00

SEPARAÇÃO DE PODERES

A lei ou o caos

Para onde caminha a nossa democracia, diante de constantes interferências de um dos Poderes da República sobre outro? Esse perigoso ensaio anticonstitucional, iniciado em 2016, quando o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu ordem judicial afastando do exercício do cargo o então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sob a alegação de se tratar de situação excepcional e pontual, está se tornando prática recorrente. Veja-se o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado de suas funções por ordem do ministro Edson Fachin, num ato que extrapola mais uma vez a independência dos Poderes. Em países como a Venezuela, onde esse processo evoluiu, descortina-se hoje um clima de pré-guerra civil, com o país dividido e vivendo em pleno caos. O que se espera daqueles cuja função é cuidar do cumprimento da Constituição é que cumpram a lei.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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Eu só quero entender: um ministro do STF tem poder para suspender de suas atividades um senador da República?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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O enésimo lance

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na sua cruzada contra políticos não alinhados com o PT, fez uso de uma foto postada no Facebook para argumentar que Aécio Neves estava desobedecendo à decisão do STF de afastá-lo das funções parlamentares. Evidentemente, Janot sabe que Aécio não perdeu os seus direitos políticos, que o senador tucano não se encontra em prisão domiciliar e que, mais uma vez, esse argumento é, consequentemente, político, e não jurídico. Com mais esse lance, a única coisa que Janot vai conseguir é unir todos os políticos, independentemente de origem e ideologia, contra ele e todos os atos da Procuradoria-Geral sob o seu comando. Em breve o Congresso Nacional será chamado a decidir sobre os lances políticos de Janot. Nesse momento, Janot vai aprender que o jogo é de xadrez, não de damas.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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‘Dies irae’

Com tantos senadores, deputados e líderes partidários com processos correndo no STF – leia-se Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Gleisi Hoffman (PT-PR) e um longo etc. –, é de admirar a ira bíblica de Rodrigo Janot e Edson Fachin contra o novo indigitado. Renan chegou a negar-se a receber um mandado do STF e tudo ficou como estava. Isso parece mais ou “briga de namorados” ou algo tão soturno que desafia a nossa imaginação...

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

holzmanns823@gmail.com

São Paulo

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Ingerência

Do ponto de vista teórico, o editorial Em nome da lei, o arbítrio (15/6, A3) é perfeito, inquestionável, irrefutável. A Constituição e a legislação decorrente não preveem, ou melhor, não admitem a ingerência dos outros Poderes, o Executivo e o Judiciário, em assuntos de atribuição exclusiva do Legislativo, o que tem sido observado ultimamente como no caso do ex-presidente da Câmara dos Deputados, afastado e cassado, e, agora, no do senador pelo PSDB de Minas igualmente afastado de suas funções parlamentares. Entretanto, na prática resta uma questão a ser respondida: como fazer para controlar os incontáveis e evidentes abusos praticados pela corporação dos parlamentares, que fazem leis a seu bel-prazer e atendendo a seus interesses e, posteriormente, violam essas mesmas leis que criaram e não fazem absolutamente nada para punir as inúmeras violações cometidas pelos membros de sua corporação? Quando fazem, é só “fumaça”. Podem ser contadas nos dedos de uma só mão as vezes que um legislador foi punido por seus pares. Essa situação põe o País numa armadilha em que as raposas são as encarregadas de tomar conta das galinhas. Partindo do princípio de que os parlamentares desonestos e criminosos constituem uma pequena minoria, seria de esperar que a grande maioria se encarregasse de expurgar o Parlamento desses delinquentes. Mas o que se vê é a impunidade promovida pelo corporativismo impávido dos que procuram preservar sua imunidade caso amanhã se juntem à minoria infratora.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Notas & Informações

Externo minhas felicitações ao Estadão pelos equilibrados, serenos e esclarecedores comentários publicados diariamente na página A3 sobre a crise política que estamos atravessando. São editoriais que fazem jus à gloriosa história deste jornal.

JOÃO FARAH

jf@citycon.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Voto distrital

Com exceção de Fernão Lara Mesquita, não se vê um editorial, um partido, uma voz na sociedade propugnando o voto distrital. O atual sistema político faliu, apodreceu. Temos voto direto para todas as instâncias, mas para a Câmara “dos representantes” o voto, por incrível que pareça, é indireto. Vota-se em Pedro (um santo) e elege-se Paulo (um mensaleiro). Em São Paulo, que detém 70 cadeiras, cada partido pode lançar 105 candidatos. Isso mesmo! Uma vez e meia o número de cadeiras. O atual sistema torna o custo das campanhas exorbitante, levando ao atual estado de corrupção. Precisamos aproximar o representante do eleitor, com distritos do mesmo tamanho em todo o Brasil, acabando com a super-representação do Nordeste, instituída pelo nefasto Pacote de Abril, de Geisel. Além disso, deve ser instituído o recall. Não correspondeu, rua. Só assim o Brasil vai voltar a ser um país “respirável”.

JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHO

zzmorel@icloud.com

Santos

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TRAGÉDIA EM LONDRES

Prevenção de incêndios

A respeito do incêndio no edifício de 24 andares, em Londres, que matou pelo menos 17 pessoas, observo que torres são construídas, autorizadas pelos municípios, mas nem mesmo na capital britânica existe um sistema eficiente de combate a incêndios em andares mais altos. O nosso sistema é precário e as torres, uma estupidez que só piora o clima das cidades e corta o vento, ultrapassando em muito as capacidades e sobrecarregando as demandas por equipamentos públicos como energia elétrica, gás, água, saneamento básico, escoamento do tráfego e de águas pluviais ou servidas.

LUIZ FERNANDO PEGORER, engenheiro civil desde 1974, especialista em Perícias de Engenharia, Engenharia de Avaliações e Engenharia Econômica

eng.pegorer@gmail.com

Santos

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POBRE AÉCIO

Não, aí já é demais! Coitado do senador Aécio Neves! Além de lhe tirarem os benefícios de seu salário, tiraram também seu carro oficial... Como o pobre Aécio pagará os quase R$ 20 mil de condomínio de sua quitinete em Copacabana e ainda andar de Uber pela cidade? E pensar que o senador afastado, acostumado com tantas mordomias proporcionadas pela verba indenizatória, ficará agora em casa, sem carro e sem dinheiro para o táxi... É muito, muito triste. Francamente, ele não merece passar por tudo isso, afinal de contas há tantos outros senadores talvez até mais ladrões do que ele, livres e soltos, bem ao lado do presidente Temer, como se santos fossem. É mole ou quer mais? Acorda, Brasil.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NÃO É SÉRIO

Quando vemos o atual quadro político e social do Brasil, este lixo todo em Brasília e as reformas ficando em segundo plano, ainda temos de engolir fatos como este do sr. Aécio Neves, que, apesar de tudo, continuará recebendo a parte fixa de seu salário de senador, mais ou menos R$ 13 mil. Quem ganha essa quantia neste país? José Maria Marin vende sua mansão, que vale R$ 25 milhões, por R$ 11,5 milhões e continua recebendo R$ 20.200,00 por mês da “extinta carteira previdenciária dos deputados” (?). Quem está pagando por isso? Tem razão quem diz que o Brasil (ou o povo brasileiro) não é um país sério. Enquanto isso, temos 14 milhões de desempregados, trabalhador pagando sobre o salário o Imposto de Renda não reajustado, pessoas morrendo sem assistência médica e por aí afora.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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ANDREA NEVES

“Muito correta” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a irmã de Aécio Neves na prisão, afinal, foi ela quem destruiu a economia do País, e não “Lula e Dilma”!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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TANCREDO

A esta altura do turbulento quadro político nacional, quando Aécio Neves, alvo de sete inquéritos, se vê envolvido em mais uma escandalosa acusação de corrupção, com provas contundentes de áudio e vídeo, cabe, por oportuno, relembrar as palavras de sabedoria mineira de seu avô, o saudoso Tancredo Neves: “Esperteza, quando é muita, come o dono”. Pois é...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ENFRENTAMENTOS DO SENADO

Não bastasse o enfrentamento do Senado da República no caso de Renan Calheiros com Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de triste memória para as instituições, temos, agora, o caso de Aécio Neves, em que também o Senado se recusa a cumprir ordem de afastamento editada pelo ministro do Supremo Edson Fachin. Em resumo, temos dois Poderes da República em triste confronto, provocando fatos desagradáveis como a exposição da vida de vários ministros. Gilmar Mendes foi apontado como recebedor de R$ 2 milhões da JBS, em nome do instituto do qual é sócio, e Edson Fachin é acusado de percorrer o Senado, à busca de votos para sua nomeação no STF, juntamente com o delator da JBS e, ainda, de usar jatinhos da empresa. Fica bastante mal para a República e pior ainda para quem indicou tais ministros. Cabe, ademais, aquela do telhado de vidro e as pedras...

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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POLÍTICO NÃO DÁ A MÍNIMA

No Brasil, os políticos não dão a mínima às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Os mais recentes acontecimentos de desrespeito ao Judiciário foram quando Renan Calheiros se negou a deixar a presidência do Senado Federal e, agora, quando Aécio Neves, pego com a “mão na botija” (juntamente com sua irmã e sobrinho), desrespeitou ordem judicial para deixar aquela Casa, não pretendendo “largar o osso”. Ora, se aqueles que legislam não respeitam as leis que produzem, para que manter um Judiciário tão caro e desmoralizado? Muda, Poder Judiciário, para que seja respeitado!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MONSTRUOSA CONSPIRAÇÃO

Michel Temer, em seu pronunciamento após o julgamento no TSE, denunciou trama urdida pelo Ministério Público (MP) objetivando a sabotar as medidas que pretende implantar (reformas previdenciária e trabalhista) e, consequentemente, seu governo, por meio de delações inverídicas e gravações de seus furtivos encontros na calada da madrugada. O “inominável”, por sua vez, fugindo, como habitualmente faz, de suas responsabilidades, acusa o mesmo MP pelo desemprego e a crise no País, na cruzada “imoral” que ele lhe estaria movendo para tentar impedir sua pretensa eleição e  a volta de sua “República Popular”. Enquanto isso, o PSDB, em reunião para definir se continua ou não no governo, aplaude Aécio Neves, demonstrando implicitamente que também todas as acusações e gravações existentes contra a figura não passariam de mais uma armação do MP. Com essas simples manifestações, chegamos à conclusão de que estamos diante da maior e mais monstruosa conspiração que objetiva a exterminar com os melhores e mais honestos políticos que a face da Terra já conheceu. Miramos indevidamente nossas artilharias em seres angelicais e providos das melhores e maiores intenções altruístas quanto ao bem-estar da Nação. O inimigo, segundo eles, é o Ministério Público. Não é motivo de riso? Afinal, fazem-nos a todos de palhaços neste imenso circo em que transformaram o Brasil.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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TUDO PARECIDO

Estou esperando os caciques do PSDB usarem o bordão do PT: “Aécio, guerreiro do povo brasileiro”. Chegamos ao achincalhe!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TEMERIDADE

Infelizmente, o PSDB tomou a atitude de permanecer ao lado do governo de Michel Temer no intuito de dar-lhe, em tese, a sustentabilidade para que as reformas tenham andamento no Congresso Nacional. A verdade não é bem essa, pois, se assim o quisesse, não precisaria permanecer no governo, bastando apenas votar em favor dessas reformas em ambas as Casas do Congresso e, assim, manter a maioria do governo em ambas as Casas. A alta cúpula do PSDB, em mais esta ocasião, mostra um comportamento assaz comprometedor, pois visa a, por meio dessa manobra anômala, querer preservar Aécio Neves, que está em situação crítica por causa de todas as suas falcatruas cometidas e delatadas pelos bandidos da JBS. Esses tipos de acordos espúrios só denigrem a imagem do partido em face daquilo tudo o que já foi delatado, tanto na Operação Lava Jato quanto pelos irmãos Batista, da JBS, e tentam salvar a pele de quem não merece ser salvo, por suas atitudes criminosas. Esta posição do PSDB de continuar apoiando o governo Temer, com sua participação direta nele, é uma temeridade com vistas às eleições de 2018, pois podem pôr tudo a perder e acabar por não ter quaisquer chances à Presidência da República em mais uma oportunidade.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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TUDO EM CASA

PSDB decide apoiar o governo Temer. Nenhuma novidade, visto que nestas alturas já está tudo em casa.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do sul (PR)

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GILMAR, A ALFA DOS MINISTROS

Depois de protagonizar o processo Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSDB colocou-se contra Dilma Rousseff, do PT, mas por tabela não foi possível deixar de criar litígios políticos com o PMDB de Temer. A Executiva Nacional do PSDB, reunida, decidiu continuar “siamesa” de seu parceiro, ainda mais depois da vitória discutidíssima de Temer. Ao que tudo indica, Aécio Neves precisa de escudo e lança como nunca. A “Alfa do TSE”, sem dúvida, foi o ministro presidente do TSE. Se tivéssemos retroagido às decisões anteriores de Gilmar Mendes, a de agora não teria causado surpresa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DIFÍCIL DE EXPLICAR

A decisão do PSDB de continuar no governo Temer mostra uma situação difícil de ser explicada. E não apenas aos adversários do partido. Os seus militantes por certo terão de avaliar em profundidade como justificar, primeiro, o processo requerendo a cassação da chapa Dilma-Temer, negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e, agora, o oportunismo de ocupar cargos. Afinal, qual o posicionamento político desse partido?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PARTIDOS

Por tudo o que a mídia tem divulgado, o PSDB é o PT/PMDB traveco.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ALIADOS

O PSDB decidiu, graças a Geraldo Alckmin e José Serra, apoiar o governo “golpista” de Temer, visando à aprovação do retrocesso em direitos trabalhistas e previdenciários. Em 2018, cidadãos trabalhadores, nos lembraremos disso.

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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ATÉ 2018!

Sempre achei que o PMDB fosse tão ruim quanto o PT. Estava errado, é muito pior. Mas, agora e finalmente, o PSDB se iguala a ele. Não tem problema, a punição virá exemplarmente nas eleições de 2018, podem estar certos!

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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MOTIVAÇÃO

A permanência do PSDB no corrupto governo Temer tem como principal motivação uma possível defesa corporativa dos colegas a Aécio Neves, indicado pela Lava Jato de receber “míseros” R$ 60 milhões. Aliás, espero que o príncipe dos tucanos, FHC, venha falar o que acha disso e que os peessedebistas de bom senso vejam que seu partido não tem diferença do PT.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ISMOS À LA CARTE

Lulopetismo, dilmolulismo, cunhapeemedebismo e, agora, temertucanismo. Sob o gatunopopulismo, segue o baile...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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REPLAY

A esse filme já assistimos. No mensalão, para salvar um senador mineiro, o PSDB omitiu-se e blindou Lula, e deu no deu... Agora, diante das graves acusações que recaem sobre Aécio Neves, reincidem no erro pelo fato de o PMDB comandar e ditar as “regras” na Comissão de Ética do Senado.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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SOBRE O APOIO A TEMER

Os tucanos deveriam mudar o símbolo do partido para um urubu ou carcará.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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INCOERÊNCIA

O dr. Miguel Reale Júnior deixou o PSDB pelos mesmos motivos alegados pelo dr. Helio Bicudo ao se desligar do PT: incoerência entre programa e prática política. A predominância do pragmatismo no exercício da política levou os partidos a se nivelarem por baixo. Todos fazem o mesmo. Só atuam para a plateia utilizando discursos diferentes objetivando a diferenciação. Entretanto, a população já compreendeu a falsidade das raposas que fingem desdenhar as galinhas que veem empoleiradas. O sentimento de desolação que uniu o gesto destes juristas é o mesmo da população, que vê lideranças do partido majoritário em São Paulo adotarem medidas incompreensíveis, incoerentes com as premissas de sua fundação. Ao cair na vala comum, o PSDB perde o poder diferenciador que o fazia se contrapor ao PT e ao próprio PMDB. Veremos se o tempo se encarregara de fazer a população se esquecer disso ao votar nas eleições de 2018.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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ACABOU

Triste ver um partido como o PSDB se degradar a olhos vistos ao permanecer no (des)governo Temer. Franco Montoro e Mario Covas devem estar se revirando no túmulo diante do aviltamento tucano. Um partido que nos anos 90 era a referência da social-democracia no Brasil hoje chafurda na lama da corrupção, do fisiologismo e da total falta de ética. O PSDB morreu e só falta ser enterrado.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LULA AGRADECE

Com Aécio morto e enterrado, João Doria e Geraldo Alckmin apoiando Temer e cometendo suicídio político, já se sabe quem vai vencer as eleições no ano que vem: Lula. Temer vai sangrar até o fim e monopolizar a atenção do sistema judiciário, o País não sairá da crise e Lula, livre, leve e solto, será mais uma vez o salvador da Pátria. A volta de Lula trará, ainda, o perdão às empreiteiras e anistia ampla, geral e irrestrita para toda a tigrada que está presa, menos para Aécio, que vai cumprir a pena até o fim. Quem viver verá!

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PROSTÍBULO BRASIL

Excelente artigo de José Neumanne de quarta-feira (“Não há ingênuos nesse prostíbulo”, 14/6, A2), dizendo não haver ingênuos no prostíbulo em que se transformou a política brasileira, com boa parte dos eleitos recebendo propinas de grandes grupos privados em troca de favores, traindo o voto do eleitor. Por isso, a mãe de todas as reformas é a política, com a introdução de voto não obrigatório (afinal, um país que se diz democrático não pode obrigar seus cidadãos a votar), voto distrital (que aproxima o candidato à região do eleitor) e recall após dois anos de mandato. Se persistirem as atuais regras para as eleições de 2018, a tendência do problema é aumentar cada vez mais, com sérios prejuízos ao País, que já se encontra numa situação catastrófica há pelo menos três anos.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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REVOLTA

O Brasil está precisando urgentemente de uma reforma política ampla e irrestrita, quer no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Estes três poderes juntos consomem grande parte do PIB, sem produzir nada. Brasileiros, está mais do que na hora de deixarmos de ser otários, basta nas próximas eleições não comparecer para votar e, assim, nos livraremos desta carga por demais pesada.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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CPI OU REPRESÁLIA

É uma pena que a CPI instalada no Congresso para examinar a conduta do ministro Edson Fachin e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a negociação da delação premiada dos donos da JBS, seja apenas uma represália à tentativa de afastar o presidente Michel Temer. No exercício da democracia, em que há respeito aos membros de cada Poder e sem o espírito de contenda, é importante zelar pela conduta dos membros de cada um. Se a sociedade brasileira tivesse assumido seu papel de zelar pelo bem comum, não enfrentaríamos a maior crise política e econômica de todos os tempos, gerada pelo maior caso de corrupção já ocorrido no planeta. E, aos poucos, poderíamos descer para um patamar mais justo os benefícios e vencimentos de cada cargo. O homem público brasileiro poderia parecer-se um pouco mais com o homem público de país de Primeiro Mundo, perdendo o ar altivo e sem dizer “você sabe com quem está falando?”.

Irene M. Dell’ Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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MONOPÓLIOS DAS CARNES

Os cadernos E&N do “Estadão” têm trazido muitas informações da JBS e da J&F (10/6 a 13/6). “Campeões nacionais”, como este, nada mais são que, quase, monopólios privados criados e apoiados por Lula e Dilma, mas danosos à concorrência, o que é de conhecimento de qualquer primeiranista em Economia. O caso da JBS e a consequente convulsão no mercado representam um problema para os criadores de gado e outros atores, o que demonstra a necessidade de concorrência – em especial nos setores essenciais para a população, como o da proteína animal e o da saúde. O mercado começa a reagir com a reabertura de unidade da Minerva e, talvez, da Marfrig, encerrada pela concorrência desigual. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que impediu um quase monopólio no setor de chocolates, produto não essencial, delegou sua independência ao PT? Não impede até então as concentrações mais importantes nos setores da carne de boi – na fusão da JBS e do Bertin e nas compras no exterior – nem revela seu sócio oculto? Não impede a concentração no setor da carne humana, digo, dos planos de saúde, quase todos só intermediados pela gigante Qualicorp? Cadê o Cade?

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PECUARISTAS PEDEM SOCORRO

Há mais de dez anos o que mais se ouvia é que em Mato Grosso e Goiás a JBS estava comprando tudo. Agora, com a crise econômica e moral da JBF, em MT pecuaristas recorrerão ao governo federal para reativarem 15 frigoríficos do Estado, hoje desativados. Sem venda garantida, a carne hoje pasta feliz. Mas fica uma pergunta: onde estavam esses produtores de gado quando viram a JBS crescer desavergonhadamente, criando um “monopólio” que é proibido por lei? Por que não denunciaram o privilégio dado aos irmãos Batista pelos governos Lula e Dilma? Eles também se beneficiaram, porque era mais tranquilo criar o gado, repassá-lo à JBS e usufruir do lucro sem pensar no futuro. Será que agora recorrerão também aos bilhões do BNDES, a juros de pai para filho? Por que não vendê-lo mais barato ao povo brasileiro? Nós merecemos isso, pela conivência destes pecuaristas com a meteórica ascensão dos irmãos Batista.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUANTO CUSTOU A RIO-2016

A Olimpíada Rio-2016, que há suspeita de ter sido conseguida mediante ato corrupto efetuado pelos representantes do Brasil (subentendem-se políticos) para os dirigentes do comitê olímpico responsáveis por determinar o País sede. A previsão de seu custo foi estimada em R$ 28 bilhões, valor que foi informado no dossiê da candidatura apresentado ao Comitê Olímpico Internacional em 2008, montante que já era um absurdo para o País, em face de sua situação caótica, sem saúde, educação, segurança e transportes de qualidade. Porém, como é hábito, vício e corriqueiro, absolutamente nada se realiza da maneira como foi prevista no Brasil. Mesmo sem ter seu custo totalmente apurado, o que é inaceitável, o valor do evento atingiu até agora só a quantia de R$ 43,17 bilhões. Podem ficar boquiabertos e espantados, embora já fosse conhecida a real intenção dos responsáveis envolvidos na realização dos dois eventos, a Copa 2014 e a Olimpíada Rio 2016, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARBRAL RESOLVE?

Não se sabe quanto custaram os Jogos Olímpicos do Rio (estamos em R$ 41 bilhões) nem há previsão para tal. O ex-governador Sérgio Cabral também não sabe?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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‘DISPUTAS JUNINAS’

Sobre o texto “Disputas juninas” (15/6, C6), em que forrozeiros criticam sertanejos, quem disse que festas juninas são privilégio do Nordeste? O Sudeste, há décadas, tem sua festas juninas caipiras. Nelas, fora devem estar os forrozeiros.

Severino J. da Silva silva.pretti@gmail.com

São Paulo

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