Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Junho 2017 | 05h00

LULOPETISMO

‘A soberba de Lula’

A tragédia brasileira tem culpados? Tem, e muitos, mas um é o maior deles: Lula da Silva. O editorial de ontem (A3) descreve muito bem um dos seus traços psicológicos: a soberba. Mas há outros: a egolatria, a falsidade, a ignorância, o egoísmo, a luxúria, a inveja, a sordidez, a hipocrisia... Poucos criminosos reúnem tantos adjetivos como ele. Mas, apesar disso, as leis brasileiras permitem-lhe continuar influenciando os destinos do País, instigando a violência, a divisão nacional, prometendo vinganças. Grandes empregadores estão presos. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral já estava preso e só agora teve a primeira condenação. Por que Lula não? Quais são as leis que impedem de se pôr um ponto final nessa história de terror e desesperança? Serão as leis suas cúmplices? Por que os bons cidadãos não podem exigir sua prisão imediata? Não podem ou não querem? Onde estão os movimentos de rua? Encolhidos diante do poder de fato desse mau brasileiro? Onde estão os comentaristas políticos, que só atacam o presidente Michel Temer e deixam o verdadeiro inimigo do Brasil livre para tripudiar da ética e da moral? O Brasil tem solução, que só começa com Lula na prisão!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

O mito

Discordamos do brilhante editorial de ontem quando assevera, sobre Lula, que o mito do herói serve mais à literatura do que à política. Na realidade, o mito Lula não serve nem à literatura, porque, nesse caso, seria objeto de estudos categorizados de bons alunos ou intelectuais, classes a que não pertence o citado cidadão. Já o mito na política teve como alavanca a esquerda brasileira, desejosa de demonstrar que o povo deveria governar, a exemplo do sindicalista Lech Walesa, na Polônia. Mas o mito deixa, como o líder polonês, a lição de que o despreparado e inculto não pode alcançar altos postos de governança: ambos arrasaram os seus países. Com Lula longe do poder o Brasil, sem dúvida, se reabilitará. Ele é um ídolo de pés de barro, que só serve para quem gosta de ficção e de mentiras.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Palestras suspeitas

Por meio de sua empresa LILS, aberta em 2011, Luiz Inácio Lula da Silva tinha como objetivo “proferir palestras” e conseguiu angariar mais de 40 empresas, de todos os segmentos, para ouvi-lo. Esse interesse empresarial exala um forte cheiro de ranço. Ora, um ex que não sabe de nada e nunca viu nada, falando num português sofrível, com erros gramaticais básicos, não é crível que conseguisse cobrar e receber R$ 500 mil por palestra. A investigação a esse respeito, com indícios de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, foi encaminhada para a força-tarefa da Operação Lava Jato. Se Lula não conseguir provar que os recursos recebidos foram lícitos, com certeza se tornará hexarréu – já é penta nos processos criminais a que responde. É, elle não para de dar trabalho ao juiz Sergio Moro!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

VENEZUELA

Genocídio

Causa profunda estranheza a falta de uma manifestação mais assertiva das autoridades brasileiras acerca do verdadeiro genocídio que vem sendo cometido pela ditadura bolivariana na Venezuela. Quase 70 manifestantes, jovens universitários e até menores de idade, beirando seus 15, 16 anos, foram brutalmente assassinados pela milícia de Nicolás Maduro! Milhares de manifestantes estão presos e incomunicáveis! Em sua sanha pelo poder a qualquer custo, Maduro pretende realizar uma Constituinte que, de acordo com a Constituição do país, é ilegal. Quase 80 % da população vive em situação de penúria, sem suprimentos, sem medicamentos, sem o mínimo básico para sua sobrevivência! A Venezuela logo se igualará aos países africanos onde a crise humanitária leva ao êxodo de refugiados, como se vê na Europa. O Brasil deve-se manifestar à altura nos órgãos internacionais, como ONU, OEA, Parlasul, etc.

LAURO FUJIHARA

laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

CARNAVAL NO RIO

Corte de verba pública

Desejo cumprimentar o prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Chegou a hora de os dirigentes das escolas de samba batalharem para conseguir patrocínio privado. A prefeitura carioca já incentivou muito essa festa tradicional brasileira, construindo um local para os desfiles, mantendo o Sambódromo e, ainda, subsidiando as escolas. Agora apenas cortou parte dessas verbas, no que fez muito bem, nesta época de crise que atravessamos. Não sou contra essa festa, mas creio que todos os que gostam, curtem e participam dela têm de pôr também a mão no bolso e contribuir um pouco para que ela seja, como sempre, um sucesso e continue a atrair muitos turistas de diversas partes do mundo.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Prioridade para as crianças

A atitude do prefeito Marcelo Crivella de cortar 50% do orçamento destinado às escolas de samba, em troca de dobrar o valor da diária das crianças matriculadas em creches conveniadas com a prefeitura, é correta. O argumento de que a verba para o carnaval tem retorno com turismo é verdadeiro, porém frágil, eis que não se sabe para onde vai realmente todo esse dinheiro. Provavelmente haverá desvios e corrupção, sem falarmos no descrédito da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro, que no último carnaval desconsiderou pareceres jurídicos. Enfim, fazer festas não é vocação do Estado. Quem quiser fazer carnaval que o faça, mas com recursos próprios, não com dinheiro público. É mais transparente e mais seguro evitar o gasto do que esperar eventuais lucros do retorno. As crianças têm prioridade sobre a folia de Momo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Penúria orçamentária

Ao escolher investir bilhões de reais na Copa do Mundo de Futebol e na Olimpíada, o Rio de Janeiro abriu mão de fazer investimentos em políticas públicas nas áreas de saúde, educação, transporte e segurança. A falta de transparência do poder público e a falha dos mecanismos de controle dos gastos permitiram os desvios dos recursos públicos. A prisão dos corruptos não resolve o problema de penúria orçamentária, que agora pode levar ao cancelamento do carnaval de 2018 e faz bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro serem obrigados a abandonar o País.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

MENOS POLÍTICA, MAIS TÉCNICA

Pelo jeito, o Supremo Tribunal Federal (STF) virou mesmo uma casa dos horrores. Primeiro, o ministro Edson Fachin foi acusado de, em 2015, pedir apoio aos irmãos Batista, da JBS, para ser indicado a ministro, com direito a jatinho e tudo, colocando em suspeição a anistia total e irrestrita concedida aos irmãos no acordo de delação premiada. Agora, Gilmar Mendes, por meio de sua faculdade, recebeu milhões em verbas da mesma empresa – fora a informação de que a fazenda de propriedade de sua família é fornecedora de carne à JBS. Isso sem contar com o julgamento do mensalão, quando Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli só faltaram assumir serem advogados de defesa dos envolvidos. Ultimamente, sempre temos um ministro nas páginas dos jornais em notícias nem sempre abonadoras. Como podemos confiar em nossa mais alta Corte de Justiça? Precisamos urgentemente mudar o modo de indicação dos membros do Supremo. Menos política e mais técnica, porque continuar assim não dá.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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‘NÃO SEI DE NADA’

Xiiii, o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, também anda dizendo que não sabe de nada sobre o dinheiro dado pelos irmãos Batista (JBS) a seu Instituto de Educação. Nunca vi tanta gente mal informada!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESCÂNDALO

Quando o ministro Gilmar Mendes escandalizou-se, no julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, alegando suposta interferência extra-corte quando foi questionada a suspeição de um dos ministros julgadores, deveria ter tido a lisura de se declarar mais que suspeito, mas impedido para tal julgamento, pois foi beneficiário de pagamentos do grupo J&F, por meio do Instituto Gilmar Mendes. Mas não, geralmente aquele que é dado aos arroubos proféticos em palcos e palanques não costuma guardar a humildade necessária ao superior ofício da magistratura.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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IMPEACHMENT?

Algumas atitudes de um ministro do porte de Gilmar Mendes estão provocando reações. A mais recente foi a decisão de juristas que entraram com uma solicitação de abertura de um processo de impeachment contra ele. É um fato lamentável, pois o Poder Judiciário, ao contrário dos Executivos e dos Legislativos, não depende do voto popular. Com isso, o juiz tem estabilidade e deve agir de forma a não causar a impressão de que está fazendo manobras inadequadas.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DEUSES MODERNOS

Diagnósticos clínicos inquestionáveis já colocaram médicos na lista dos deuses intocáveis em outros tempos. Agora, ministros do STF surgem como ilhas soberanas, inalcançáveis e inatacáveis em suas decisões e hábitos, nem sempre tão éticos, embora parcamente avaliados. Aos poucos, a rebatida ideia de instituições fortes e democráticas dissolve-se no ácido das resoluções ambíguas, estas, sim, cada vez mais frequentes no Judiciário brasileiro.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SEM ESFORÇO

Por que será que a ministra Cármen Lúcia não precisa fazer o menor esforço para parecer honesta?

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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EMARANHADO

Há rumores de que a CPI mista da JBS, ainda não instalada, possa convocar o ministro Edson Fachin para depor sobre a ligação com o empresário do Grupo J&F, controlador da JBS, Ricardo Saud, suposto participante da sua campanha ao STF, em 2015. Tal situação levou o ministro a se manifestar publicamente, declarando não acreditar em aval de autoridades para qualquer tipo de constrangimento, e referir-se a formas de intimidação contra o Judiciário. Quadro triste, que reflete o alto grau de promiscuidade entre os togados e as forças políticas e corporativas (Teori Zavascki morreu em queda de avião pertencente à Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras). Quando e como será possível pelo menos simplificar a trama de tal emaranhado que corrói a confiança da sociedade em sua justiça?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A AFOITA CÁRMEN LÚCIA

Não fez bem à ministra e presidente do STF, Cármen Lúcia, demonstrar de forma afoita sua indignação com uma reportagem da revista “Veja” que dizia que o ministro Edson Fachin supostamente estava sendo bisbilhotado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a pedido de Michel Temer. Quando a ministra afirma que “é inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal”, como magistrada, ela despreza o principal: a prova do crime, até aqui inexistente. Da mesma forma, a ministra não respeitou a ligação de Temer a ela, antes ainda de sua manifestação, afirmando que o governo não autorizou qualquer investigação sobre Fachin. Teria feito melhor a ministra se tivesse se insurgido contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e contra o próprio Edson Fachin, quando homologaram uma delação dos donos da JBS, a toque de caixa, sem que os corruptores sofressem qualquer penalidade criminal. Esse fato é que indignou a Nação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DE VOLTA AO BRASIL

Joesley Batista voltou ao Brasil. Como Paulo Maluf ou Eike Batista, bate no peito e diz “estou aqui, rico como os xás das Arábias. E aí, quem vai me prender? O STF de Lewandowski ou o TSE de Gilmar?” (risos).

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FORÇA

O sr. Joesley Batista está de volta ao Brasil para falar sobre os valores depositados pela JBS lá fora, nas contas do sr. Lula e da sra. Dilma. Pois bem, os bandidos Batista têm força mesmo, porque, no caso de outros delatores, o tratamento foi bem diferente: todos foram presos antes das delações. Pergunta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao ministro Edson Fachin, do STF: como é que qualquer brasileiro que tenha assaltado os cofres públicos deve proceder? É simplesmente fazer uma gravação fajuta e pronto, está perdoado? Infeliz precedente aberto por estes senhores defensores do PT que agem em nome da lei. Com certeza, não farão investigações e inocentarão o sr. Lula, Dilma e o resto da corriola do PT, que sem dúvida são os verdadeiros responsáveis pela situação em que se encontra o País, com mais de 14 milhões de desempregados, além da falta de saúde pública de qualidade, de segurança, etc.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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O MPF E A JBS CONTRA TEMER

Trombeteiros anunciaram o retorno do comandante dos irmãos-metralha. Incontidos sorrisos no arraial do Ministério Público Federal (MPF). Expectativa abissal entre os passageiros do iate que vai zarpar com mergulhadores e ourives em busca de prendas e tesouros até então desconhecidos que poderão levar Michel Temer ao paredão. Tudo, claro, dentro da legalidade e da isenção. Características de vida do inigualável e estupendo procurador-geral Rodrigo Janot.  Tripulação a bordo. Com trabucos nos dentes. Óculos escuros para aliviar o sangue nos olhos. Além de muito fio-dental para tirar picanhas e maminhas dos dentes. Afinal, nem delator é de ferro.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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REPÚBLICA EM XEQUE

De carne podre da JBS à carne fraca dos nossos políticos verdugos que nos esmagam com desemprego vergonhoso (14%). Fruto claro da corrupção sistêmica e desenfreada. Viramos piada em nível global, quase ninguém se salva da lama que chega ao meio das canelas. O mais engraçado de tudo é que não existe mea culpa para estes falsos políticos, não houve dano algum ao erário e ao povo. Ninguém sabe de nada, viu nada por aqui, Terra Brasilis de inocentes políticos injustiçados. Aqui, o megaempresário Joesley Batista jogou sua bomba de hidrogênio, arrasou com os sinais de melhora que vigoravam até então e saiu pela tangente, pela direita e, claro, premiado com sua astúcia, deixando a nossa República em xeque e arrasada.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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CADEIRA DE TRÊS PERNAS

Como se já não bastasse a extremamente grave situação de Michel Temer estar sob investigação pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa, ainda está sob ameaça de ser denunciado no Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo caso da propina da mala de R$ 500 mil recebida da JBS pelo seu homem de confiança “longa manus” Rodrigo Rocha Loures. Após escapar da cassação da chapa Dilma(PT)-Temer(PMDB) pelo apertadíssimo placar de apenas um voto no TSE, pode-se dizer que daqui por diante o governo Temer terá de sustentar-se até 2018 sentado numa cadeira de apenas três pernas. A conferir...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OS R$ 500 MIL

Cada vez que aparece a imagem do presidente Michel Temer na TV, lembro-me do seu emissário, ex-assessor especial do presidente da República e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) correndo com uma mala de dinheiro, R$ 500 mil, relativo à parte de recebimentos semanais da J&F, então previstos para os próximos 25 anos. Pergunta que não quer calar: para quem seria toda essa fortuna? Tem de haver uma resposta para isso, senão o Brasil não passará a limpo.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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JUSTIÇA

Se justiça fosse feita, por bem menos que uma gravação feita por um falastrão e uma mala contendo R$ 500 mil, Temer estaria fora da Presidência A instabilidade política não justifica a roubalheira. Temer permanece, provavelmente Aécio também permanecerá, Dilma Rousseff deve voltar em 2018 e Eduardo Cunha, Lucio Funaro, Palocci, etc. são pagos na cadeia para ficarem de bico fechado até que alguém decida pela liberdade deles alegando prisões alongadas. Pensando bem, para que serve um Judiciário assim?

Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha

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A MENSAGEM DO JUDICIÁRIO

O presidente da República só continua no cargo porque seu assessor não abriu o bico sobre a mala de dinheiro recebida. Um país precisa mais do que de instituições, essas instituições têm de ter um mínimo de credibilidade. Qual é a credibilidade de Michel Temer, com dois assessores pessoais envolvidos no recebimento de propina? Sérgio Cabral foi condenado a 14 anos de prisão, mas, com os generosos e inexplicáveis benefícios que o País concede aos presos, Cabral deve sair da cadeia no ano que vem, e em oito anos poderá voltar à vida pública. Se o sistema judiciário brasileiro um dia quiser passar a mensagem de que o crime não compensa, ele terá de rever seus conceitos, acabar com as impunidades todas e rever os benefícios absurdos concedidos aos criminosos. Ser ladrão no Brasil precisa deixar de ser o sonho de todos os picaretas do planeta.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O DRAMA DE CABRAL

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado, na sua primeira sentença, a 14 anos de prisão, e ainda faltam, até aqui, outros nove processos. A previsão é fácil de ser feita: se no Brasil a coisa fosse levada a sério, as condenações de Cabral o levariam à prisão perpétua. Particularmente, tenho pena de Cabral, não pelos anos de cadeia que ele mesmo desenhou, mas pelo promissor futuro político que poderia conquistar.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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GANÂNCIA DESMEDIDA

A primeira sentença do ex-governador Sérgio Cabral por corrupção, na qual o termo “ganância desmedida” faz parte da decisão judicial, é emblemática. Dito comportamento antiético, diz o texto judicial, é inerente à personalidade de todos os corruptos, urgindo, assim, nestes tempos de comunicações virtuais absolutas que tais desvios de conduta sejam divulgados amplamente, como forma de prevenção educacional para as gerações que irão suceder a estas que agora estão, em parte, sendo punidas por tais posturas criminosas.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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JOGO DE CINTURA

O juiz Sérgio Moro mostrou que também tem bom jogo de cintura. Afinal, para que mandar prender Adriana Anselmo, mulher de Sérgio Cabral, logo na primeira condenação de seu marido, sabendo que o dito cujo ainda tem mais nove processos acusatórios para responder ao seu colega, o juiz Marcelo Bretas, no Rio de Janeiro?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A BATATA ESTÁ ASSANDO

É lamentável a debandada dos políticos de Brasília (DF) que deixaram a cidade deserta para viajar neste feriadão. E, como ninguém é de ferro, a maioria vai aproveitar as festas juninas para usufruir das quadrilhas nas festas nordestinas. Quanto aos graves problemas que a Nação enfrenta, aí já é outro papo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ESTRANGEIROS E ELEIÇÕES NO BRASIL

Segundo entendimento dos doutos políticos da Comissão se Constituição e Justiça (CCJ) do Senado mais um monstrengo deverá ser abortado ou aprovado sem que o tema seja levado a uma discussão mais ampla pela importância que carrega no seu bojo. Uma PEC acaba de ser aprovada que permite a estrangeiros votar e ser votados. Samaritanismo de imigração precisa de análise profunda. A ideologia da imigração está sendo revista, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, tendo em vista os crescentes ataques terroristas, a maioria reivindicada pelo Estado Islâmico. Outro aspecto é a proteção social que demandará em gastos governamentais. Não é salutar a interferência entre poderes, porém num caso como este o Supremo Tribunal Federal (STF), que invade vários assuntos com decisões supremas, bem que poderia dar seu parecer sobre o assunto. O direito de votar e ser votado não demora, e com essas outras benesses principalmente as que referem à assistência social e pecuniária.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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XENOFOBIA

Brasileiro não-nato não pode comprar terreno à beira-mar. Não pode também ocupar o cargo de  presidente da República, nem de vice, nem outros diversos cargos. Ah! Se quiser comprar imóvel rural, está sujeito à lei específica. O governo pode fazer restrições sem ser considerado xenófobo: razões de segurança, é o alegado. Mas, se alguém quiser assegurar empregos para brasileiros, não pode! É xenofobia! Se alguém quiser que estrangeiros se adaptem aos valores e costumes brasileiros, não pode! É xenofobia. A lista dos “não pode” é infinita. Mas o governo pode. O não-nato nunca terá os mesmos direitos do nato, a não ser que se mude a Constituição. Ele está (mal) protegido de assalto e assassinato tanto quanto qualquer brasileiro nato. Ele está (mal) protegido de políticos bandidos tanto quanto qualquer outro. Está sujeito às mesmas intempéries. Seguramente, se está aqui, é porque no seu país estaria pior. Acusar os outros de xenófobo está na moda?

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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PROVA DE FOGO

A nova Lei de Migração brasileira me trouxe preocupação, já que ela permite todos os benefícios sociais a estrangeiros. Não seria um passo para, quem sabe, a entrada de terroristas mulçumanos no Brasil, quando talvez veremos face a face o que vemos na internet: pessoas decapitadas, queimadas vivas, e outras coisas mais?

Nilton nilton.ipda@gmail.com

São Paulo

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INVASÃO?

Assisti a dois vídeos e vi algumas fotografias sobre a verdadeira invasão do Brasil por muçulmanos. O primeiro fala em até 2 milhões de árabes e o segundo afirma que isso já ocorre no Maranhão e mostra um indivíduo falando em destruição de igrejas, em homens fazerem filhos em brasileiras que são parideiras e na dominação total porque os brasileiros são “frouxos”. Não tenho como apurar se são verdadeiros, mas sei que as autoridades precisam ficar atentas por tudo o que isso possa significar.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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REFUGIADOS

Até a Monalisa está com medo de tantos terroristas na França, e o Brasil aceitou, sem consultar o povo, receber refugiados indiscriminadamente. Em breve terão mais diretos que os brasileiros no Brasil. Aí eu digo: vá para os países árabes e tente ter algum direito lá. Viva o Brasil, um país de todos os trouxas.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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