Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

21 Junho 2017 | 03h05

CORRUPÇÃO

A versão contra os fatos

Sob o título O que o sr. Joesley não disse (20/6, A3) o Estadão fez uma rápida análise do caráter desse indivíduo, que tenta inocentar o chefão Lula e seus asseclas, verdadeiros responsáveis pela farra que, via BNDES, CEF e fundos de pensão, irrigou com dinheiro público o “sucesso” do grupo J&F, fazendo o faturamento de R$ 4 bilhões em 2005 alcançar R$ 183 bilhões em 2016. À revista Época ele disse que o presidente Michel Temer é o chefe n.º 1 e Aécio Neves, o n.º 2 da “maior e mais perigosa organização criminosa deste país”. Mas, pelo que declarou, ele não se importava em se relacionar com os dois “criminosos”, mesmo sabendo que pouco mandavam no País, afinal, um era vice de uma presidente mandona e individualista e o outro era da oposição. Quanto aos verdadeiros mandantes, Lula e Dilma Rousseff, eram santos, só Guido Mantega não prestava. Este será o “Zé Dirceu” da vez. Joesley não tinha relação com Lula e Dilma, mas deu milhões para eleger e reeleger a “presidenta”. E, conforme ele mesmo disse, juntamente com Lula tentou comprar parlamentares para impedir o impeachment. Pois bem, além de entrar em contradição em datas, quando Temer ainda nem era vice, também não informou quem é o seu sócio oculto, o da Blessed.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

A luz da verdade

Concordo plenamente – e assino embaixo – com o editorial O que o sr. Joesley não disse. Acredito estarmos presenciando um verdadeiro conluio entre os srs. Joesley Batista, Rodrigo Janot e Edson Fachin – e, obviamente, seu padrinho, o sr. Lula da Silva, que lhe garantiu, até o impeachment de Dilma, gordos privilégios, em empréstimos do BNDES, patrimônio público que deveria ser usado para fomentar o desenvolvimento econômico do País. Acontece que, com o impeachment, o governo de Temer, legitimamente constituído, com base na Constituição, atingiu em cheio essas colossais benesses e o sr. Joesley, é claro, tem feito e fará de tudo para que seu padrinho volte ao poder, abrindo novamente as comportas da corrupção megalomaníaca de outrora. Os dados falam por si. Fiquemos atentos para que o País não volte para trás.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Prato indigesto

O perdão dado a Joesley Batista é revoltante. O mal causado ao País por esse sujeito é irreparável. Depois de cometer vários crimes fiscais e econômicos, saiu ileso, com ficha limpa, deixando em maus lençóis pessoas proeminentes da política brasileira. Por analogia, se um traficante delatar nome e endereço de seus compradores, ele fica perdoado de seu delito? Há muita coisa a ser explicada para que possamos engolir esse prato indigesto.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

Correção de rumo

As fortes reações de amplos setores da sociedade contra o acordo de Joesley Batista celebrado com o Ministério Público Federal e homologado pelo ministro Edson Fachin recomendam a máxima prudência do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgará sua validade. É relevante pesar que, desde sua origem, a delação de Joesley é recheada de extravagâncias inéditas em qualquer grau de jurisdição, culminando na ausência da aplicação de pena a um malfeitor confesso de crimes de tamanha magnitude. Agora, a derradeira oportunidade para corrigir eventuais vícios em seu acolhimento repousa nos ombros dos ministros da alta Corte, de quem a Nação espera a estrita aplicação da legislação e dos elevados princípios morais exigidos para o exercício de tão grada função.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Sensacionalismo

Provas são provas, indícios são indícios. Será que nós, brasileiros, que amamos a nossa pátria, precisamos expor-nos perante o mundo estampando na primeira página de todos os jornais e nos destaques dos noticiários de rádio e TV que a Polícia Federal vê indícios de corrupção passiva do nosso presidente da República? Se esses indícios virarem provas, vamos sacrificá-lo, vamos destituí-lo, vamos condená-lo. Mas enquanto isso não ocorrer precisamos preservar-nos perante o mundo. Se as suspeitas não se confirmarem, o presidente não será objeto de denúncia e será mantido em seu cargo. Mas a Presidência da República do Brasil, como instituição, estará mais uma vez toda arranhada. E todos nós estaremos ainda com mais vergonha, com menos motivação, num momento que demanda serenidade e tranquilidade para recuperar a nossa economia.

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

Serviço completo

Dentre tantos bandidos e quadrilhas que infestam a política brasileira, Temer e equipe têm a atenuante de estarem resgatando o País do abismo profundo em que foi mergulhado pela inépcia e pela corrupção pantagruélica de Lula et caterva. Guarda ele alguma semelhança com São Paulo a caminho de Damasco e com o bucaneiro Francis Drake, sagrado cavaleiro pela rainha Elizabeth I pelos serviços prestados à Inglaterra. A redenção do Brasil será também a sua redenção. Deixemos, portanto, que ele complete o serviço de resgate do Brasil. E por esse trabalho ele será merecedor no futuro de, no mínimo, um indulto natalino.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Qual a intenção?

Com que intenção o ministro Edson Fachin tirou das mãos do juiz Sergio Moro o caso das negociações em Angola que deram prejuízo enorme ao BNDES, o da liberação de recursos do mesmo BNDES para a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio e o do suposto pagamento de mesada pela Odebrecht a Frei Chico, irmão de Lula? 

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Triplex em julgamento

Tenho acompanhado o desenrolar das investigações sobre o triplex no Guarujá e sei que o juiz Moro está para dar sua sentença. Sinto que o público se engana ao pensar que quem está sendo julgado é o ex-presidente Lula. Na verdade, o que está sendo decidido é se o sr. Léo Pinheiro é um bobo completo, incapaz de comandar uma companhia do porte da OAS, ou não. Pois se ele investiu grande quantidade de dinheiro e de tempo nesse triplex invendável em termos de obtenção de lucro sem nenhum outro objetivo, é um completo incapaz. O juiz Moro deve decidir isso a partir desta semana e espero que o faça com sabedoria.

ELIAS M. DA ROCHA BARROS

erbarro@terra.com.br

São Paulo

“Teria sido esse o pagamento pela plena liberdade?”  

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE AS DECLARAÇÕES 

DE JOESLEY BATISTA CONTRA O PRESIDENTE MICHEL TEMER

luigiapvercesi@gmail.com

“A entrevista de Joesley poupando Lula, seu grande benfeitor, é conversa para Friboi dormir”

EDUARDO DOMINGUES / SÃO PAULO, IDEM

domingueseduardo@uol.com.br

“Afinal, quem são os sócios ocultos da JBS?”  

HAROLDO MATTIAZZI / ESPÍRITO SANTO DO PINHAL, IDEM

haroldomattiazzi@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DELAÇÃO DA JBS

Nesta quarta-feira (21/6) o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a validade da delação premiada dos executivos da JBS. Espero que o colegiado seja mais justo do que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro Edson Fachin. Não dá para ver os "irmãos Batista", que, como exímios corruptores, compraram tudo e todos e enriqueceram vertiginosamente com dinheiro subsidiado, saindo livres para viver nababescamente fora do País, deixando nossa República pegando fogo. O que esperamos do STF é que eles queimem juntos, porque essa delação deixou muitas pontas sujas escondidas, mirando apenas alguns desafetos. Mentir em delação não é caso de anulação, como previsto em lei? A conferir.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

'A SOCIEDADE DA DELAÇÃO'

Em seu artigo "A sociedade da delação" ("Estadão", 20/6, A2), o advogado criminalista dr. José Roberto Batochio tece considerações sobre a delação. Por vício profissional, mais que por princípios éticos, o causídico se mostra contrário às delações, independentemente de sua utilização como exercício de cidadania. Ora, qualquer cidadão que tenha conhecimento de um crime, seja contra a sociedade, seja contra o Estado ou mesmo contra um mero cidadão, tem a obrigação cívica e moral de delatar às autoridades competentes o fato delituoso para a devida apuração e as cabíveis providências. Confundir delação de conduta indevida longe está de difamação, calúnia ou injúria. Caso a "delação" seja mentirosa e por motivos torpes, aí, sim, cabe punir o delator, que no caso seria o verdadeiro criminoso, e não o delatado.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

OFENSIVO

Que infeliz o artigo do ex-deputado Batochio ("A sociedade da delação", 20/6, A2)! Comparar a Inconfidência Mineira com o assalto criminoso que a sociedade brasileira sofreu é cínico e ofensivo. Enquanto um era um movimento contra a Coroa opressora e responsável pelo atraso do País, hoje, ao invés da Coroa opressora, temos bandidos a nos governar. A delação premiada é meio pragmático e válido para desmascarar estes políticos criminosos de fala macia e promessas impossíveis.

Bruno Spadafora Ferreira brunospadaforaferreira@gmail.com

São Paulo

*

VOLTANDO NO TEMPO

 

Surpreendente a opinião do advogado Batochio ("Estadão", 20/6, A2) sobre a forma de fazer investigação neste século 21: seguir as mesmas técnicas da época de Sherlock Holmes, quando a tecnologia e a ousadia dos criminosos eram bem outras. Será que na casa dele ainda se lava roupa à mão, se lavam pratos na pia? E ele, quando viaja a negócios, se locomove de navio, e não de avião, de jardineira, e não de metrô? Quando precisa fazer uma ligação interurbana, ainda o faz por intermédio de uma telefonista, tendo de esperar horas, e não usa o WhatsApp? Comunica-se por escrito através de cartas entregues pelo correio e não usa e-mails? Quando vai ao médico e precisa de um diagnóstico, não permite que o façam através de um tomógrafo ou uma ressonância magnética? Estigmatiza as câmeras de segurança, tão importantes nestes dias de avanço de crimes de todos os tipos? Prescinde delas onde mora e trabalha? E ainda tem a infeliz ideia de sugerir que usar tecnologia é atitude de  preguiçosos? Choremos...

Darcy R. T. Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

*

COMPARAÇÃO DESPROPORCIONAL

É uma aula de falácias o texto de José Roberto Batochio no "Estadão" de ontem. Compara situações completamente díspares para descrever a atual "sociedade da delação". Por exemplo, a delação contra Tiradentes, para demonstrar quão repugnante pode ser a delação. Indica o Terror da Revolução Francesa, quando de Robespierre, e os processos de Moscou, durante o período do stalinismo. O exagero paradigmático é tão desproporcional que não haverá nenhum cidadão minimamente politizado a concordar com a "aula" de Batochio. Em verdade, as delações aqui havidas obedecem à Lei 12.850/13, e não há caso em que a condenação houve unicamente em decorrência do depoimento homologado. Pode ter havido, sim, condenação ou prisão de pessoas que foram delatadas quando o próprio delator apresenta prova documental da delação (livro de controle de propinas, gravações, somas imensas de dinheiro em espécie ou joias absurdamente valiosas, encontrados em endereços dos delatados, etc.). Segue-se daí que a "verdade real", que é o que se busca no processo, não é sequer mencionada no texto em comento. Para mim, de todas e tantas falácias cometidas, Batochio exagerou na chamada "descida escorregadia". Nesta falácia, assume-se que uma pequena movimentação para uma direção particular irá desencadear um processo irreversível e incontrolável de movimentação na mesma direção, em nosso caso, o autor indica a direção: a "sociedade da delação", composta pela "turba agitada por uma tromba de cólera" (Rui Barbosa). Falácias. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

BODES

Joesley Batista, na sua delação premiadíssima, colocou bodes nas salas do Senado, da Câmara dos Deputados, da Procuradoria-Geral da República, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio da Alvorada. E agora? Quem vai tirar os bodes?

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

'O QUE O SR. JOESLEY NÃO DISSE'

Gostei muito do editorial do "Estadão" de ontem (20/6) "O que o sr. Joesley não disse", muito realista e pertinente. Mas tem uma coisa, que muitos perguntam, e que ele deveria responder dizendo a verdade: Lula, o que ordenou via BNDES e bancos públicos o financiamento do crescimento das empresas do grupo JBS, é realmente sócio delas? Pelo que vimos nas declarações à revista "Época", tudo indica que sim...

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

O MISTÉRIO DE JOESLEY BATISTA

 

O sr. Joesley Batista faz questão de incriminar o presidente Michel Temer, mas coloca uma cortina de fumaça em todas as suas manifestações com relação a Lula e Dilma, o que leva o observador a sentir que deve haver um grande mistério entre ambos, mesmo porque é sabido que todas as suas peripécias no mundo financeiro e criminal só foram possíveis no governo Lula. Na verdade, estamos diante de um delinquente de alto calibre, que passeia livremente neste país, sem ao menos uma tornozeleira eletrônica, graças ao beneplácito das autoridades. Não seria o caso de o STF revogar o acordo de delação premiada assinado por ele, desde que há nulidades a serem sanadas?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

MAIS RELEVANTE

Nas delações de Joesley Batista, ele demonstra sofrer de amnésia seletiva, pois deixa de fora tudo o que possa complicar a vida de Lula, admitindo apenas dois encontros com o ex-presidente no correr de 14 anos de governo do PT. Apenas não contava com a carta de Eduardo Cunha relembrando-o de uma reunião realizada na casa de Joesley a pedido de Lula, em 26 de março de 2016, quando este trio fervura reuniu-se para organizar manobras para enterrar a Lava Jato e negociar uma saída para o impeachment de Dilma Rousseff, tudo cozido em fogo alto. Afora o fato "insignificante" de que a JBS era a maior pagadora de propinas para as quadrilhas do PT e do PMDB, o que mais justificaria a reunião ser feita na casa de Joesley? O que ele poderia contribuir a mais para o tema em pauta nessa reunião que caiu no esquecimento do açougueiro? Creio que o que este indivíduo omitiu é muito mais relevante do que tudo o que ele expôs numa gravação, cuja perícia pela Polícia Federal não foi sequer concluída.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

*

MILAGRE

Qual seria o propósito de Joesley Batista em proteger Lula e atacar Temer, se sua absurda fortuna foi construída durante os últimos 10, 15 anos, e Temer, que sabemos não ser santo também, assumiu o governo há apenas um ano? Que advogados são estes, de qual planeta seriam eles, que, diante de tantos indícios de crimes e culpabilidade, conseguem manter o ex-presidente Lula livre, solto e de olho nas eleições de 2018? Qual o nome do santo autor desse milagre?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

UM CLARÃO NAS TREVAS

Acordei com a mente clareada: o açougueiro bilionário faz o rebuliço, tira Lula da berlinda, põe Temer nos holofotes, Fachin e Janot mancomunados com ele, tudo para salvar Lula. Só nos resta o Moro.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

*

AINDA A GRAVAÇÃO

Muito já se falou sobre a gravação que Joesley Batista fez com Michel Temer. Embora ainda pendente de laudo, o que chama a atenção, além da má qualidade do áudio, é a linguagem usada. Mas, antes, é necessário lembrar que o episódio ocorreu na calada da noite, na garagem deserta do palácio, ao qual o sr. Joesley teve livre acesso. Se prestarmos atenção na forma como Joesley fala, não de forma franca, fluente e coloquial, mas com um diálogo cifrado, cheio de pausas e muitas lacunas, fica evidente que procurava gerar interpretações ambíguas. Se foram falar de propinas e malfeitos, estando só os dois, e já se conhecendo bem, como alega Joesley, esperava-se uma linguagem franca, fluente e clara, ou o sr. Joesley tinha algum receio de estar sendo grampeado? Ou é isso ou a fita foi editada muitas vezes.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

RELAÇÃO REPUBLICANA

O sr. Joesley fala de conversas "não republicanas" depois de um bacanal financeiro com tudo o que aconteceu em 12 anos de PT, quando viu sua empresa multiplicar seu faturamento. Agora, temos de escutar esta ladainha jurídica de ele se defender numa delação "conveniente" para se salvar, deixando o País e sua empresa num rio de piranhas. O mínimo que nós, republicanos, devemos fazer é não comprar nada de suas empresas e também não vender nada para elas. Frigorífico sem crédito não recebe bois, e, se também não tem mercado para sua carne, ficaria numa situação de insolvência. Essa seria nossa melhor resposta republicana a um senhor com tantas boas intenções republicanas.

João Bráulio Junqueira jonjunq@gmail.com

São Paulo

*

BOICOTE

Para pessoas como os controladores da JBS, pouco importa o que deles digam. Fizeram o que fizeram graças aos governos petistas, propriamente com "doações" de dinheiro à vontade e a juros subsidiados, pagos pela sociedade. Não satisfeitos, fizeram deles e suas empresas de carne a maior concentração na produção no Brasil, em prejuízo de pequenos e médios frigoríficos, deixando milhares de pecuaristas em suas mãos, com seus preços facilmente controláveis. O PT conseguiu criar um monopólio digno da seriedade que prometeram adotar no governo. Em suma, se os ganhos, sejam como vierem, para eles estão acima de quaisquer valores morais, inclusive negociais, cabe, diante dos fatos e da impunidade explícita nos acordos, à sociedade puni-los, boicotando a compra de seus produtos, dando oportunidade a outras empresas sérias e comprometidas com os clientes, a terem oportunidades nos mercados em que os irmãos Batista da vida prostituíram. Doendo no bolso será a pior e mais dolorosa pena por todos os malfeitos.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

REPUBLICANO

Alguém deveria explicar ao empresário Joesley Batista, um homem extremamente esperto, bilionário, astuto e corrupto, o verdadeiro significado da palavra republicano. Ele utilizou várias vezes em sua entrevista a uma revista semanal que teve com Lula poucos encontros completamente "republicanos". Estariam ambos tramando um modo secreto para atender aos interesses gerais dos cidadãos? 

Leila E. Leitão

São Paulo

*

A QUEDA DE TEMER PLANEJADA

O plano de Lula e Joesley continua caminhando. Dando seguimento ao plano de derrubar o presidente Temer, elaborado por Lula com Joesley e ajudado por Edson Fachin e Rodrigo Janot, todos com o mesmo interesse político de fazer Lula voltar ao poder e reabilitar o PT, a Polícia Federal concluiu sua investigação, como informou o "Estadão" ontem: Polícia Federal vê indícios de corrupção de Temer e encaminha ao Supremo Tribunal Federal (STF) conclusão parcial do inquérito, mas pede mais cinco dias de prazo para finalizar investigação envolvendo o presidente e seu ex-assessor.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

MAIS PRAZO PARA INVESTIGAR

A Polícia Federal entendeu haver indícios "conclusivos" de corrupção entre o presidente Michel Temer e seu "longa manos" Rodrigo Rocha Loures, aquele que foi filmado carregando uma mala recheada de dinheiro ilícito e, sem saída, "precisou" devolver a propina faltando R$ 35 mil - e, pego novamente, foi obrigado a completar o total surrupiado, pois o "mão leve" pretendia locupletar-se de qualquer maneira, a pedir mais prazo ao ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, para aprofundar os trabalhos. Mas será que somente cinco dias serão suficientes para concluir as investigações sobre a atuação da dupla corrupta? Muda Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

TEMER E A PF

Polícia Federal conclui que Temer é corrupto. O.k. Agora, contem uma novidade, pois essa o Brasil inteiro já sabia. Foi mal.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

NOBREZA?

Segundo entendo pelas notícias divulgadas pelo jornal, Temer é corrupto. Qual a nobreza em defender Temer? Qual a nobreza em defender quem se considera o "menos" bandido entre tantos "bandidos"?

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

*

O PRESIDENTE REAGE

Faz muito bem o presidente Temer de entrar com dois processos judiciais por danos morais, difamação, calúnia e injúria contra o delator Joesley Batista, dono da JBS. Mesmo porque a Nação, indignada, não pode ficar no meio de deste tiroteio de xingamentos e denúncias sem que se saiba quem é quem nestas quadrilhas formadas pelo PT.  Rodrigo Janot e o relator Edson Fachin, que concederam perdão a este empresário e seus diretores pelos graves crimes que cometeram, incluindo os contra as nossas instituições, até agora não provaram nada contra o presidente da República, que segue achincalhado em praça pública. Porém Joesley segue livre e solto, mesmo tendo confessado ter corrompido 1.829 políticos Brasil afora com mais de R$ 1,4 bilhão! E, de tão tranquilo que está, Joesley esbanja ousadia - a serviço de quem não sei - e, em entrevista à revista "Época", diz que "Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil". Ora, se o Judiciário se cala aos abusos deste cidadão sem escrúpulos, esta ação do presidente é o mínimo que deve ser feito para que a verdade apareça. A Nação precisa saber quem ou quantos são, na realidade, os chefes desta quadrilha. Lula, como réu pela 5.ª vez, nós já sabemos...   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

COINCIDÊNCIA

O que me faz ficar atento aos acontecimentos é a coincidência de José Dirceu ter sido liberado da prisão (ficou com tornozeleira) e aproximadamente uma semana depois aparecer a "onda dos Batistas". O Zé, com cursos de terrorismo em Cuba, não deixa nada escrito. E tornozeleira não prende a boca...

Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com

São Paulo

*

ARTICULAÇÃO

Há muito tempo se ouvia dizer que o filho de Lula, mais conhecido pelo codinome de Fenômeno, era sócio da empresa Friboi e do sr. Joesley Batista, atual personagem midiático graças às suas acusações/gravações incriminando nada menos que o presidente da República do Brasil, antigo e ex-parceiro do PT. Estranhamente, o sr. Joesley não se preocupou em adicionar provas referentes a malfeitos do sr. Lula da Silva e familiares. Talvez este, mais ladino e escaldado em se livrar de outras tramoias, desde o tempo do mensalão, não se deixasse engendrar na armadilha. Citou apenas "en passant" valores destinados ao sr. Lula e a Dilma Rousseff. Some-se a estes fatos o aspecto abordado brilhantemente pela articulista do "Estadão" Vera Magalhães, em seu artigo de 18/6/2017, da mudança de "personalidade" do eminente Rodrigo Janot e outro, da não menos brilhante Eliane Cantanhêde, vislumbrando a estratégia replicada, Dirceu e Mantega. Unindo os fatos, podemos pensar numa enorme articulação para engendrar os atuais (sim, porque até pouco tempo eram parceiros) "inimigos" do PT e seu eterno dirigente e líder máximo, Lula da Silva, livrando-o novamente de seu lugar no pódio de "maior chefe de quadrilha de todos os tempos". Pobres de nós, trabalhadores "honestos" do Brasil.

Ana Maria Hernandez anahernan@gmail.com

São Paulo

*

DESGRAÇA

Desgraça mesmo é se deparar com a declaração do ex-presidente Lula dando conta de que o País está mergulhado nela, desde que Temer assumiu o governo, retirado da imaculada e paladina da democracia, Dilma Rousseff. Desgraça ainda maior é ouvir políticos da nossa artificial esquerda, com olhos vermelhos, clamarem por eleições diretas e ficarem furiosos com Donald Trump quando este  as exige em Cuba, há mais de 50 anos sem eleições, como condição para a reaproximação dos EUA. A verdade é que a onda da mentira, por menor que seja, nos afogará a todos.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

GILMAR MENDES E O 'ESTADO POLICIAL'

É muito difícil de entender o ministro Gilmar Mendes, como mostra a matéria "Gilmar ataca 'modelo de Estado policial'" (20/6, A6). Quando o Estado policial funciona contra criminosos de pequena grandeza, ele está cumprindo sua função e prisões cautelares podem ocorrer de batelada, sem problemas; mas quando começa a agir contra os criminosos ricos e poderosos, é preciso tomar cuidados para não exagerar. Não há dívida de que, para os crimes, especialmente os referentes a assaltos descarados aos cofres públicos, mais do que nunca o Estado policial tem que agir e ainda com mais rigor.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

EXCESSOS

Ministro Gilmar Mendes, será que o Brasil tem um excesso de inquéritos ou um excesso de corruptos canalhas e sem vergonha? Isso porque a roubalheira foi tanta que a maior parte do nosso dinheiro nunca mais veremos novamente. Avança, Brasil! Viva a Lava Jato!

Rodrigo Affonso dos Santos Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

*

DITADURA DAS RUAS

Fazer justiça é aplicar a lei, goste-se ou não. O clamor das ruas não pode se transformar em veredito, a menos que se queira instituir a mais cruel das ditaduras, que é a das maiorias. Os excessos do Poder Judiciário são preocupantes! Fachin aliou-se a Rodrigo Janot e a escalada do arbítrio "legal" ameaça a estabilidade das instituições democráticas! Devagar com o andor, que o santo é  de barro!

José E. Bandeira de Mello josedumello@bol.com.br

Itu

*

DUBIEDADE

Gilmar Mendes está dizendo que juízes e promotores não devem se meter em política. Deve estar brincando. Ele é o primeiro a fazê-lo, sem nenhum constrangimento.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

JANOT TEM RAZÃO

Página A4 de 20 de junho de 2017: "A sociedade está cansada", disse Rodrigo Janot. Coberto de razão, caro procurador. Realmente, estamos muito cansados de sua imensa parcialidade.  

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

*

COERÊNCIA REPUBLICANA

O editorial de "O Estado de S. Paulo" "Respeito com a política" (18/6, A3) é de plena coerência republicana. É a própria exposição daquilo que expressa. Não apenas diz como fazer, mas faz exatamente o que diz. Proclama e mostra qual é o bom senso. Expõe com clareza que apenas o pensamento e a prática totalitária condicionam a redenção à prévia devastação de um sistema vigente. Destruir para construir é lema de candidatos a tirano. O novo nasce do que existe, não de cinzas. A esperada legitimidade política depende de separar o joio do trigo, e não de queimar a plantação. Se não, é o mesmo que jogar a criança com a água da bacia.

 

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

*

MAR DE LAMA

"Brasil perde R$ 123 bilhões com esquemas de corrupção", concluiu a Polícia Federal. Como perguntar não é ofensa, quantos hospitais, escolas e rodovias seria possível construir com esse dinheiro?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

AS CONTAS DA POLÍCIA FEDERAL

O estrago é maior do que a PF calculou. Os investimentos feitos pela Petrobrás por imposição de Lula nas refinarias Abreu e Lima e no Comperj, além de outras "invenções" menores, custaram ao País perto de R$ 50 bilhões, que nunca darão retorno. A construção de estádios desnecessários para a Copa e que se tornarão elefantes brancos é outro exemplo. Realmente, o estrago causado pelo PT é gigantesco.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

EXCOMUNHÃO

O Vaticano está estudando uma medida para excomungar todos os mafiosos e corruptos, qualquer que seja seu país de origem. Sua Santidade, por favor, comece pelo Brasil e concentre-se nos corruptos.

João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

*

TEMER NA RÚSSIA

É inacreditável que Michel Temer esteja na Rússia advogando a favor da JBS, maior vendedora de proteína animal do planeta. Michel Temer já deveria ter entregado seu passaporte para a Polícia Federal, como fez seu ex-ministro Geddel Vieira Lima. Temer deveria se abster de viajar para países que não têm tratado de extradição com o Brasil. O Brasil assiste consternado à derrocada final do governo Dilma Rousseff, com a queda de seu vice-presidente, cada vez mais próxima. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

*

SUÍTE EM MOSCOU

Desde a última vez em que Donald Trump se hospedou naquele quarto na Rússia, não pararam mais de falar das relações dele com Moscou. Pobre Temer, como se lhe faltasse sarna...

Jorge Alberto Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

BRASIL-NORUEGA

Temer cede à Noruega decisões territoriais do Brasil. Vendilhão dos nossos empregos.

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo

*

REFORMA TRABALHISTA

Parabéns ao leitor sr. Edson Gomes, de Lençóis Paulista, pela carta publicada no domingo ("Reforma trabalhista - conhecimento de causa", 18/6, A3). Ele disse tudo! Sua carta merece todo o destaque e deveria levar à reflexão estes políticos oportunistas e totalmente desconectados com as reais necessidades do País. 

Beatriz Helena de Queiroz Ferreira biaqferreira@terra.com.br

São Paulo 

*

COMEÇO

A reforma trabalhista, a bem da verdade e para que ela se torne crível, teria de começar com a extinção da profissão de político. E o povo, em uníssono, agradeceria.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

ACERTO

Mais um acerto: o presidente da República, Michel Temer, vetou na segunda-feira (19/6) duas propostas que reduziam limites de unidades de conservação (UCs) no Pará e em Santa Catarina.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

PROER, 20 ANOS

Muito bom o artigo publicado pelo "Estadão" trazendo a público questões de interesse nacional que caem no esquecimento em nosso país. O Proer, que faz 20 anos, mostra como o governo acertou em lançar programa de estabilização em momento em que a conjuntura econômica trazia risco sistêmico ao sistema financeiro nacional. Infelizmente, em razão de uma justiça lenta, já se passaram 20 anos e não se consegue dar fim ao programa. Se a justiça fosse mais ágil, o Proer já teria terminado. No caso do Banco Crefisul, que foi liquidado e, posteriormente, convalido em falência, fica claro quão fraca é a Justiça, com peritos avaliadores lentos que, tudo leva a crer, objetivam que casos como este se eternizem, como bem publicou este jornal. Senhores, está muito fácil de constatarmos o que falo sobre a Justiça do País, é só observarmos o desenrolar dos últimos acontecimentos.

Marco Antonio de Queiroz marcodequeiroz@uol.com.br

Colina

*

TORTURA NA FUNDAÇÃO CASA

O Brasil, mais uma vez, está sendo denunciado por organizações internacionais devido à tortura, superlotação, cooptação por facções e pelo total desrespeito aos direitos dos adolescentes infratores praticados nas unidades da Fundação Casa. Nossos adolescentes são tratados pelo Estado como lixo, de forma cruel e brutal, em total desrespeito aos direitos humanos, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à Constituição federal. Ao invés de reeducação, ressocialização, com educação, esporte, cultura, arte, o sistema repete as mazelas do falido sistema prisional, que não recupera ninguém e só degrada o ser humano preso. Até quando o Brasil irá insistir na barbárie, no atraso e na selvageria? O resultado, mais do que conhecido, é mais miséria, crime e violência, em detrimento de toda a sociedade brasileira.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.