Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

22 Junho 2017 | 05h03

REFORMAS

Perde o trabalhador

Noticia-se que o governo federal sofreu derrota na tramitação da reforma trabalhista no Senado. Mas quem perde de verdade são os trabalhadores. E, além de perderem, ainda torcem contra a reforma, não se inteirando do que é proposto e acreditando nas palavras de sindicalistas e de políticos oportunistas.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

O que comemoram?

Capitaneados pelo notório Renan Calheiros, os senadores da oposição, juntamente com alguns oportunistas, rejeitaram o texto do projeto da reforma trabalhista, que visava a rever as septuagenárias leis de inspiração fascista, copiadas da italiana Carta del Lavoro, de 1927, e promulgadas por Getúlio Vargas na década 1940. Desde sua instituição, essa legislação vem sofrendo adendos e remendos de todos os matizes e origens, que a transformaram num Frankenstein que praticamente torna inviável um aumento representativo na contratação de funcionários e até a manutenção dos atuais empregados. Por exemplo, as empresas devem desembolsar o equivalente a 2,5 funcionários para contratar apenas um, sem falar no famigerado e compulsório imposto sindical, responsável pelos milhares de “sindicatos” criados exclusivamente para enriquecer criminosamente seus dirigentes. Entendo que esses senadores, ao rejeitarem o texto, deveriam concomitantemente apresentar proposta alternativa concreta e viável para nova reforma trabalhista, mas preferiram comemorar carnavalescamente mais uma “derrota” do Executivo.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

A turma do atraso

Causou-me asco a foto na primeira página do Estadão de ontem retratando o regozijo de senadores com a rejeição ao texto da reforma trabalhista em comissão do Senado. Esses senhores e essas senhoras não pensam no Brasil, apenas em si próprios e em suas preferências ideológicas. Repugnante, com destaque para a senadora bonitinha rodriguiana Gleisi Hoffmann, sempre na linha de frente atuando para manter o País no atraso.

SILVESTRE LEVI SAMPAIO

silvestrelevi@ymail.com

São Paulo

Abutres 

Reveladora foto mostrando a patota velha conhecida dos brasileiros em efusiva comemoração pela rejeição na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado do texto da reforma trabalhista, que tramita na Casa. Nem é preciso lupa para observar Tião Viana, Lindbergh Farias, Humberto Costa, Gleisi Hoffmann e outros acólitos do atraso em que o País foi atirado fazendo troça dos brasileiros mais bem informados. Na extremidade direita da imagem aparece a figura com cara de paisagem de Renan Calheiros (que, segundo analistas políticos, atuou pela rejeição do texto) e ao lado dele um Romero Jucá com cara de quem comeu e não gostou. Mais uma punhalada nas costas dos 14 milhões de desempregados, dos empreendedores que pedem um basta ao Estado paquiderme e à atônita sociedade em geral. Talvez um claro indício de que este combalido governo, de fato, já não tenha condições de levar adiante as reformas de que o País tanto necessita neste momento. O Brasil está atirado aos abutres. Essa é a impressão que fica.

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim 

Por um futuro melhor

Vivemos num país carcomido pela corrupção de empresários e políticos inescrupulosos. Enquanto a população sofre, os políticos nunca estão interessados em defendê-la, mas, sim, preocupados em pôr as mãos no dinheiro emporcalhado para se perpetuarem no poder e financiarem as suas campanhas eleitorais. Desde o início do governo Lula o Brasil vem atravessando momentos dos mais dramáticos de sua História. Entre os males que a corrupção causou a este país, destaque para o fato de se ter deixado de promover os investimentos que a sociedade tanto deseja, especialmente em educação, saúde, segurança, saneamento básico e transporte público. Mesmo assim, ainda podemos sonhar com um futuro melhor para os brasileiros, tendo em conta que este governo de Michel Temer, com as dificuldades e os tropeços que tem enfrentado, conseguiu controlar a inflação e as contas públicas, pondo o Brasil no caminho do crescimento. Que os parlamentares pensem com responsabilidade, votando as reformas trabalhista e previdenciária.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Lavanderias

Paulo Maluf é condenado por lavagem de dinheiro na França (21/6, A9). E os donos da JBS, os conhecidos e os ocultos, serão indiciados nos EUA pelos rios de dinheiro investidos lá graças às propinas distribuídas no Brasil durante os governos petistas? Ambos os casos são de lavagem de dinheiro internacional, ligada a corrupção passiva e ativa, respectivamente. Oremos para que a Justiça americana faça o que a brasileira abriu mão de fazer, equivocadamente.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

O chefe

Eduardo Cunha desmente Joesley Batista. Em carta, Cunha informou que ele, Lula e Joesley se encontraram em março de 2016, para “discutir” o impeachment da “cumpanheira presidenta” Dilma Rousseff. Será que a discussão foi sobre a quantidade de pixulecos que Joesley daria a Lula para comprar os votos dos “cumpanheiros” para não votarem a favor do impeachment do poste n.º 1? Foi depois dessa reunião que Lula se instalou num luxuoso hotel em Brasília e recebeu a “cumpanheirada” para uma “conversa republicana”? Joesley Batista diz que o presidente Michel Temer é o chefe da organização criminosa, mas o povo brasileiro, que não é burro, está em dúvida se o chefe é o próprio Joesley ou o Lula. Ou se temos aí um empate técnico. Vamos aguardar o que diz a República de Curitiba, nossa única fonte confiável. Porque esperar uma revisão dos benefícios concedidos a Joesley pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, e pelo ministro do Supremo Tribunal Edson Fachin é o mesmo que esperar Papai Noel na noite de Natal... “Nunca antes na História deste país” um bandido, ao confessar seus crimes, saiu totalmente impune e perdoado. 

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Faltou pouco

Se a entrevista de Joesley Batista à revista Época tivesse mais duas páginas, certamente ele “revelaria” que o presidente Michel Temer foi o mandante do assassinato de Celso Daniel...

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

“Vendo a comemoração de senadores petistas na foto de capa do ‘Estadão’ de ontem, podemos ter a certeza de que coisa boa para o Brasil não é!”

CELSO NEVES DACCA / SÃO PAULO, SOBRE A VOTAÇÃO 

DA REFORMA TRABALHISTA

celsodacca@gmail.com 

“Renan Calheiros é do PMDB ou do PT? Continua criando dificuldades para vender facilidades? Por que não é banido do partido?”

MARIO ANTONIO ROSSI / SÃO PAULO, IDEM

mario_rossi@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REFORMA TRABALHISTA

A reforma trabalhista foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, por 10 votos a 9. Foram momentos de glória da oposição, que somente saiu vitoriosa nesta fase do debate da reforma porque contou com o voto decisivo de um tucano traíra, o senador Eduardo Amorim (SE). Mas a alegria dos contrários à reforma vai durar pouco, porque no próximo dia 28 ela será votada no plenário do Senado, e com ampla possibilidade de vitória do governo, que finalmente deve aprovar a mais do que necessária modernização da legislação trabalhista.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DERROTA PARA O PAÍS

Não foi o presidente Temer que sofreu a primeira derrota na "reforma trabalhista", e sim o Brasil, que continuará à mercê destes sindicalistas aproveitadores que insistem em manter os trabalhadores em corda curta, só dando as caras quando dói no bolso deles. Lembrando que, dependendo da resolução final desta reforma trabalhista, que trará o Brasil para a atualidade, vale lembrar que em 2018 2/3 do Senado enfrentará as urnas depois de deitarem em berço esplêndido por oito longos anos. Ou votam pelo Brasil ou não merecem continuar suas carreiras políticas. A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ABISMO

A derrota do parecer sobre a proposta de reforma trabalhista do governo, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, é mais uma demonstração do abismo que existe entre boa parte dos nossos parlamentares e a sociedade que deveriam representar. Os senadores que votaram contra o projeto o fizeram por razões exclusivamente políticas - as justificativas são nada menos que patéticas -, desprezando sem piedade o sofrimento dos 14,2 milhões de desempregados e de suas famílias que aguardam ansiosamente a decolagem da economia. A Comissão de Assuntos Sociais, que de social não tem nada, deveria mudar o nome para Comissão de Assuntos Pessoais. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MIL PALAVRAS

Vale mais que mil palavras a foto publicada pelo "Estadão" ontem, da reação dos parlamentares após a derrota da proposta governamental na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Pelo olhar de satisfação de Renan (Judas) Calheiros e a alegria de Gleisi Hoffmann, Paulo Paim e Lindbergh Farias, parece que conseguiram algo muito importante para o País, e não uma vitória partidária numa comissão. Mais uma da conhecida estratégia de "quanto pior, melhor". Dane-se o Brasil!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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RETRATO DO BRASIL

A foto de primeira página do "Estadão" de ontem (21/7) é a perfeita síntese do momento político brasileiro. O habitual ar cínico de Renan Calheiros ao lado da estampa de espanto do indiciado Romero Jucá, longe de autenticamente representarem interesses republicanos, bem demonstram como somos meros personagens de um imenso game nacional. Espero que em 2018 a maioria tenha consciência dessa situação e promova o expurgo destes e de outros manipuladores do destino nacional.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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DE QUE RIEM?

Vendo a foto de primeira página do "Estadão" de ontem (21/6), com um grupo comemorando efusivamente a rejeição do texto da reforma, lembro-me de que é o mesmo grupo que rejeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Plano Real, a Constituição e a privatização da telefonia, entre outras coisas. Não posso deixar de me lembrar da velha piada da hiena em que o interlocutor, após inteirar-se de seus hábitos, pergunta inocentemente: "E de que se ri a infeliz?".

 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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DE NOVO O 'QUANTO PIOR, MELHOR'

Na terça-feira o Senado deu mais uma demonstração de quanto a classe política torce pelo "quanto pior, melhor".  A reforma trabalhista, tão necessária para a retomada do crescimento, empaca sob a égide de politiqueiros que se preocupam mais com seu próprio umbigo do que com a recuperação da nossa economia. E, com isso, o dólar sobe, a Bolsa cai e a irresponsabilidade destes cidadãos, eleitos para ajudarem o País a se desenvolver, vão atrasando nossa retomada. Certamente temos a pior classe política de todo o planeta, batendo novamente este recorde negativo e disputando com o Partido dos Trabalhadores quem prejudicou mais o Brasil nas últimas décadas. Nossa nação não merece mais esta política rasteira perpetrada por homens que visam apenas a seus interesses pessoais e partidários. Nosso país é muito maior do que Temer, Lula, Dilma, Aécio, etc. Nós merecemos ser representados por pessoas decentes, porque nós somos decentes. Fora politiqueiros traidores da pátria. O Brasil não os suporta mais.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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GENTALHA

Não foi muito surpreendente a derrota na proposta de reforma trabalhista na comissão especial do nosso Senado. Afinal, os velhacos de sempre, os indiciados em inúmeros processos ou delatados sempre trabalham contra o Brasil, mas só para eles mesmos, como o conhecido ex-presidente da Casa que, com a ajuda de outro velhaco, fatiou o processo de impedimento de Dilma, ignorando ou "mal interpretando" a Constituição. O que esperar dessa gentalha? Nada de bom mesmo estes politiqueiros e interesseiros poderão nos legar.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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POPULISMO BARATO

O Senado brasileiro, com raras exceções, mantém uma postura populista, afagando centrais sindicais e o funcionalismo público. Todos os sindicatos se norteiam pelo parasitismo explícito e o funcionalismo pelo viés oportunista de estabilidade e regalias, em detrimento da maioria da população. Manter regalias dos sindicatos e funcionários públicos é tramar contra a Nação. Senadores populistas cavaram sua própria sepultura!

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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AMOR DESMEDIDO 

Nem dura nem tampouco inesperada a derrota com as reformas trabalhistas no Senado, haja vista que o principal responsável por este desfecho, Renan Calheiros, se colocou como oposição às reformas e inexplicavelmente ainda está solto, não obstante a coleção de processos que correm contra si. Decerto porque presta esse tipo de desserviço contra o atual governo e isso agrada àqueles que querem o "Fora Temer" realizado. Além dos congressistas, somem-se aí alguns juristas que julgam mais pela ideologia partidária do que pela Lei Maior do País. Sabe-se que neste momento as reformas são primordiais à manutenção da economia, e isso não é do interesse daqueles que lutam mais para reassumir o poder perdido do que pelo bem do povo e do Brasil. Tanto não é do interesse que já estão combinando uma greve geral para o dia 30 de junho, para pressionar os votos dos congressistas. A última coisa que desejam ver é a recuperação econômica ser conseguida pelo adversário. Que amor desmedido pelo Brasil!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CRISE BRASILEIRA - CALENDÁRIO

Só "avanço das reformas é o que interessa". Já punir

os ladrões, estancar a roubalheira, isso é pra depois...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTO CONTRA PACOTE FISCAL

Pelas manifestações que ocorreram anteontem em Curitiba (PR), é a prova fiel de que a sociedade brasileira já está de saco cheio de nossos políticos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INCOERÊNCIA

Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, diz que a crise é dura, mas a situação é melhor do que a de quem viveu no fim do governo Sarney. Embora o governo Sarney tenha sido calamitoso, mesmo assim não concordo com sua afirmação. Basta levar em consideração nossa caótica situação atual: 14,2 milhões de desempregados, saúde totalmente falida, educação um caos, segurança inexiste, transportes em fase terminal, aposentados esmagados e dizimados, impostos os mais caros do mundo, corrupção incalculável e inimaginável, perspectivas cada dia piores. Quer mais, ministro?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A INFLAÇÃO E OS AJUSTES

 

O Banco Central, dirigido por Ilan Goldfajn, conseguiu em um ano: inflação baixa e estável, necessitando, agora, o País dos ajustes que serão realizados com as aprovações das reformas trabalhista e previdenciária. As reformas serão a alavanca que impulsionará a economia, produzindo confiança nas classes produtoras, atualmente em regime de espera. A contenção dos investimentos, na expectativa das ações governamentais, coloca o País em verdadeira estagnação, não havendo criação de empregos e absorção de mão de obra.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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FALASTRÕES

Assim como Pedro Parente, da Petrobrás, Ilan Goldfajn, do Banco Central, adora aparecer. Todo dia estes dois falastrões arrumam um jeito de soltar uma novidade ou um comentário não solicitado. É preciso avisar ao Parente que a Petrobrás tem ações na Bolsa e que todo o cuidado com as palavras é pouco. E Ilan está se esquecendo, ou não tem o devido preparo para perceber isso, de que "autoridade monetária" não fala, e, quando fala, tem o máximo de cuidado para não influenciar o câmbio e os juros. 

 

Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com

São Paulo

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'DURA LEX' E O TRIPLEX

 

E agora, José? Segundo os advogados de defesa do ex-presidente Lula no processo em andamento com relação ao triplex no Guarujá, o imóvel "É, na verdade, propriedade da Caixa Econômica Federal". E mais: não só o famoso triplex, como "os direitos de todos os apartamentos do condomínio em que está o triplex, foi passado a um fundo da Caixa Econômica Federal, conforme consta desde 2010". E agora? Como ficam os que compraram e pagaram, não ao fundo da Caixa Econômica Federal? Serão considerados compradores de boa-fé? A construtora OAS vendeu, prometeu e o fez para todos os demais condôminos? Alguém deve explicar. Quem? "Dura lex"...

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br

São Paulo

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VOU PARA O 'SACRIFÍCIO'

Já que o triplex do Guarujá não é da OAS, não é da CEF nem do Lula, eu me "sacrifico" e o aceito no estado em que se encontra. Assim acaba o nhém nhém nhém...

Mílton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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CHEIRO DE PIZZA

Aquele que se autointitula o "mais honesto", o mais probo, o de maior caráter na história este país está borrado de medo da Justiça do Paraná. Por isso colocou sua horda de advogados, com certeza regiamente pagos por amigos, para melarem o andamento dos processos. Pior, o Supremo Tribunal Federal (STF) embarcou nessa e o cheiro de pizza já está no ar. Isso é Brasil!

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

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A FALTA QUE FAZ UM SOBRAL PINTO

Então, para o advogado de Lula, qualquer decisão tomada pelo juiz Sergio Moro que não seja a absolvição de seu cliente seria resultado de um ato político (21/6, A7)? Seria esse manifesto falta de munição jurídica substituindo a razão por tapeações e chicanas? Como diria o grande Sobral Pinto, "o advogado não é um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça para que se sinta justificado diante de sua consciência no patrocínio de uma causa, o advogado é necessariamente uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça". Doutor nenhum tem o direito de mentir para livrar o acusado que o contratou de ser punido por crimes que comprovadamente cometeu. O advogado é o juiz inicial da causa. Não pode agir como comparsa de cliente bandido.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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COMO ASSIM?

O sr. ministro da Justiça, Torquato Jardim, em entrevista ao jornal "Valor", disse que o custo da Operação Lava Jato é alto demais, que denúncias contra os corruptos minam a democracia e pergunta se "desfazer, como está sendo desfeita, a classe política, constrói uma democracia". Em primeiro lugar, quero lembrar ao ministro a origem da palavra democracia: vem do grego e significa poder, governo do povo. Se assim é, e se os políticos que aí estão não representam o povo, ao contrário, roubam-lhe o futuro, saúde, educação e segurança, sim, sr. ministro, está-se em construção a democracia. Está em pleno exercício, viva, altiva, pois ao povo é dado o direito de retirar da vida pública aqueles que lhe fazem mal, e à Justiça é dado o poder de corrigir os desacertos, como está sendo feito, dentro das leis. Denúncias contra corruptos são arma legítima que o povo e a Justiça possuem na luta contra a corrupção. Qualquer coisa em contrário, ou seja, "deixar quieto", permitindo que políticos criminosos continuem delinquindo e, consequentemente, perpetuando o mal contra a sociedade, como parece satisfazer ao ministro, isso, sim, é minar a democracia. Aliás, não compreendo a argumentação e postura do ministro.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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CUSTOSO PARA A NAÇÃO

O ministro Torquato Jardim, escalado para desarmar as acusações e ações judiciais contra o presidente Michel Temer, reconhecido pela Nação e pelas estrelas como outro suposto perigoso chefe de quadrilha, acha que as delações trazem o benefício de colocar luz sobre horrorosos acontecimentos subterrâneos suspeitos, mas expõem indevidamente e desfazem a imagem da classe política, e isso pode ter um custo para o País. Aham! Penso eu, entretanto, que o maior custo para a Nação decorre, de fato e de longe, da corrupção desenfreada em largas proporções, como jamais vista no planeta Terra, da incompetência enviesada generalizada de políticos e autoridades públicas e da histórica e crônica impunidade para os malandros regiamente privilegiados que fazem parte da estrutura do poder. Pelas suas palavras, na recente entrevista ao jornal "Valor", o gajo com ares de pitbull está disposto a tudo para a defesa da propinocracia e do "status quo" mal cheiroso. 

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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OPERAÇÕES E OPERAÇÕES

Em Curitiba, um empresário está condenado e preso por causa de uma operação contra a corrupção, muito bem levada a efeito, por policiais federais, procuradores e um juiz. Operação Lava Jato. Em Brasília, um açougueiro está absolvido e solto, sem julgamento, por causa de uma "operação" contra a corrupção, mal enjambrada, teatralesca, direcionada contra uns e acobertadora para outros. Operação "Leva Jato": leva iate, levaria a empresa para a Irlanda, leva desgraça para o Brasil... Há distorção na comparação entre as duas. Independentemente de partido, ideologia política ou preferência pessoal, a busca da verdade não pode aceitar a impunidade concedida ao açougueiro e a indiferença às suas direcionadas cortinas de fumaça.

Paulo Mario Beserra de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PIRÂMIDE DA PROPINA

Joesley Batista delatou mais de 1.800 políticos, revelando mais uma vez a escala hierárquica da pirâmide da propina, e claramente preservou a "alma mais honesta deste país", que era o único, entre todos os chefes de fato dos partidos, com quem Joesley nunca teve uma conversa "não republicana". Só faltou dizer quem é seu sócio oculto na JBS. E ainda tem magistrado, em campanha, que acha que as "investigações foram longe demais". Falta muito ainda.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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LIMITES À INVESTIGAÇÃO? ESTRANHO!

"Expandiu-se demais a investigação, além dos limites", disse Gilmar Mendes. É de nos deixar pasmos, atônitos! Sentimo-nos traídos em nossas expectativas que ainda podem nos levar a conhecer o "fim do filme" em que banditismo e cortinas de fumaça se sucedem. Um ministro da mais alta Corte de Justiça que pretende impor limites às investigações pretende o quê? Investigações não param porque um ministro acha que há limites para investigações de crimes que atingem toda uma nação! Seria ciúmes do juiz do Paraná, que conta com procuradores e promotores altamente qualificados para nos mostrar quem são os "políticos de carteirinha" e as autoridades que mesmo fora do Legislativo fazem mil malabarismos para que não se saiba a verdade a respeito, quem sabe, deles próprios? Quem está fazendo política nos tribunais? Quem investiga ou quem quer impor limites à investigação? Seria um medo infantil de que as Forças Armadas estariam prontas para assumir o comando do País? Basta-nos observar que nos países totalitários as Forças Armadas sempre gozam de todos os privilégios - vide Venezuela, Cuba, Coreia do Norte. Por estas bandas tupiniquins, sabemos todos que golpe militar nos tiraria do mapa político em que países ainda livres e democráticos se mantêm incólumes a qualquer movimento antidemocrático. Portanto, o ministro Gilmar que se esforce para apoiar os que estão nos mostrando as vísceras do poder podre e corrupto em nosso país, sem determinar limites às investigações. Então, quem sabe, na próxima eleição presidencial, possamos respirar ares menos pútridos e intoxicantes, sem riscos de vermos "sangue para remissão da sociedade", como aventou ser necessário a política petista carioca Benedita da Silva.  

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO?

O ministro Gilmar Mendes disse, em palestra no Recife, que "nenhum país se organiza social e politicamente com o objetivo

de combater a corrupção". Do que devemos concluir que a tal prática é um mal necessário, faz parte do crescimento e do desenvolvimento do Estado. É isso mesmo? Então tá. Com ironia, por favor!

Luís Fernando Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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SEM FREIOS

Mais uma vez os articulistas do "Estadão" acertam ao chamarem a atenção para excessos que estão ocorrendo. Reforçam e sublinham as palavras do ministro Gilmar Mendes, mostrando o estado policial que se instala na sociedade. Tomo como parâmetro, só para apoio de uma ideia, o que ocorre nos Conselhos Regionais e Federais das diversas profissões. Nestes, as ações correm em sigilo e somente vêm a público as faltas graves de seus membros. E qual o sentido de ser desta forma? A finalidade é de preservar o conceito público de uma classe como um todo, evitando a divulgação de erros de menor gravidade de alguns de seus "coordenados", que são punidos dentro dos próprios muros. Nas situações que envolvem homens públicos de nossa sociedade isso é impossível de acontecer. Contudo, alguns limites são necessários pela instabilidade que levam a uma sociedade. Para os conselhos profissionais o objetivo é preservar a sociedade de maus profissionais nas funções que exercem, mas cuidando para evitar a generalização dos malfeitos individuais a todos os profissionais do setor. Neste estado policial citado pelo ministro Gilmar, não vemos freios. A presença de freios não significa não punir, mas separa situações diferentes e em níveis diferentes. A análise não visa a pessoas, mas aos cargos que estas ocupam na sociedade, independentemente de quem os ocupa num dado momento. Ações policiais contra presidentes de poderes deveriam ser impedidas, pelos danos maiores que causam. O que não impede que após o término do mandato o indivíduo não venha a ser investigado. Pior, vemos a situação de dois pesos e duas medidas: a presidente Dilma foi poupada pelo mesmo procurador-geral da República em diversas ocasiões, tais como a sua atuação como presidente do conselho da Petrobrás; a senadora Gleisi Hoffmann, o senador Renan Calheiros, entre outros, estão sendo processados e não foram afastados. As explicações para nós, leigos, é de que para a primeira eram atos anteriores ao exercício da função e para os outros, que é necessário o devido processo legal. Aprendemos, então, e passamos a compreender que o cargo é mais importante do que as pessoas, e mais, que ações atabalhoaras sem o direito ao contraditório podem dar origem a injustiças e, no caso de chefes de poder, ocasionarem instabilidade social e pioras econômicas. Assistimos "ad nauseam" que há uma devida separação dos poderes; e agora, o que está acontecendo?

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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'A SOCIEDADE DA DELAÇÃO'

O ilustre advogado criminalista José Roberto Batochio destila sua irresignação em defesa dos "outrora poderosos, agora alquebrados pelo sofrimento do cárcere desumano, atormentados pela perspectiva de terminarem seus dias na prisão" ("A sociedade da delação", 20/6, A2). Compreensível a irresignação partindo de célebre advogado que, provavelmente, patrocina muitos destes outrora poderosos. Nada contra. Ocorre que não se trata de sociedade da delação, mas delação que a sociedade, sempre explorada pelos eternos poderosos, políticos ou empresários, ela, sim, alquebrada pelos desmandos, estes, sim, desumanos, mostra-se atormentada pela perspectiva de terminar seus dias sem qualquer perspectiva de dias melhores. Não se deve ignorar as vozes da rua. O brasileiro de bem não concorda com o desrespeito às leis. O brasileiro de bem só não suporta mais os maus brasileiros que infestam todas as instâncias e não se incomodam com a destruição de nossa economia e com o sonho de sermos uma grande nação. O povo continua cada vez mais sofrido, cada vez mais desiludido com esta classe política desclassificada e com estes maus empresários, comprovadamente desumanos, desonestos, todos eles os verdadeiros traidores da Pátria. 

Carlos A. Carvalho Lima Rehder carlos@rehder.adv.br

São Paulo

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DEFENDENDO O INDEFENSÁVEL

Foi com um misto de repulsa, decepção e incredulidade que li o artigo do advogado criminalista José Roberto Batochio (20/6, A2). Ele mistura delação premiada com traição, citando, entre outros, Joaquim Silvério dos Reis, que traiu um grupo de idealistas, entre eles Tiradentes. É querer defender o indefensável! Entendemos que os advogados criminalistas estão sem argumentos diante de tanta falcatrua que está vindo à tona, graças às delações premiadas. Mas, por favor, respeite a nossa inteligência, respeite o nosso povo e respeite o nosso país.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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'A VELHA E BOA PESQUISA'

O ilustre advogado José Roberto Batochio, em sua narrativa, tenta vincular fatos históricos, embora não comparáveis, às delações que vêm ocorrendo no País. Ao  afirmar que a "velha e boa pesquisa técnica de busca e análise de indícios autorais" seria melhor à celeridade e ao pragmatismo que vêm ocorrendo nos dias atuais, deixa de mencionar que esta mesma "velha e boa pesquisa" tem se mostrado ineficaz e fomentado a sensação de impunidade. Este "pragmatismo" e consequente encurtamento dos processos põe em risco a perpetuação desta inesgotável fonte de honorários. Creio que ninguém em sã consciência acreditaria que veríamos ao vivo e a cores toda esta sujeira, se estivesse em ação somente a "velha e boa pesquisa".

 

Angelo Vattimo angelovattimo@gmail.com

São Paulo

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UM PRÓSPERO NEGÓCIO

Observo que não há advogados criminalistas de cabeça branca defendendo criminosos da corrupção na Operação Lava Jato. Penso que os famosos advogados criminalistas de cabeça branca ficaram com vergonha de defender corruptos. Ou designaram os seus aprendizes de cabeça preta. Antes, os corruptos dividiam os seus roubos com "autoridades". Agora, dividem os seus roubos da corrupção com os "jovens advogados criminalistas". Nunca antes neste país os advogados criminalistas ganharam tanto dinheiro. Dos criminosos corruptos.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO GENERALIZADA

Incrível, tanto delatores como delatados são todos mentirosos.

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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EXCOMUNHÃO DE CORRUPTOS

O Vaticano ameaça com a excomunhão da Igreja os corruptos de toda ordem, como o papa Francisco fez, em 2014, com a "Ndrangheta", a máfia calabresa. O Brasil deve seguir o bom exemplo e excomungar da vida pública os criminosos de colarinho branco e punhos de renda que infestam todos os níveis de poder, assaltando diuturnamente o País há séculos. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SEM PERDÃO

Completamente desnecessário o olhar do papa argentino ao pecado da corrupção que grassa por aqui. Mesmo excomungados, os envolvidos em atos ilícitos darão um "jeitinho brasileiro" para subornar até o tinhoso.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RESPEITO

Qualquer profissional tem de, em primeiro lugar, ser respeitado pelos seus pares. A partir disso, poderá ser respeitado pelos que dele necessitam. Como respeitar presidentes da República que perderam o respeito de seus pares? Collor, Lula, Dilma, Temer...? E o que dizer dos ministros do Supremo, Gilmar Mendes, Lewandowski, Joaquim Barbosa? E se citarmos jornalistas, empresários e religiosos, nossa lista não caberia nesta coluna. Certo está o papa Francisco: se nós não somos capazes de extirparmos, por covardia ou conluio, aqueles todos que nem seus pares respeitam, só nos resta a Igreja para excomungá-los! E olhem que não sou religiosa!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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CONTRA A MÁ POLÍTICA

O voto distrital puro, solução proposta pelo jornalista Fernão Lara Mesquita (15/6, A2), resolveria magistralmente os problemas da má política que emporcalha o cenário nacional e suga preciosos recursos que deveriam ser destinados a serviços públicos hoje impiedosamente sonegados a uma população que paga caro por eles através de impostos escorchantes. Nos EUA, até o xerife ou chefe de polícia é eleito, assim como promotores (district attorneys), como disse o autor. É claro que nada tem o condão de acabar totalmente com a corrupção, porque sempre haverá agentes públicos achando que podem contornar impunemente a lei, mas, estando sujeitos a ser depostos por aqueles que os elegeram, certamente tais agentes, inclusive e especialmente os políticos profissionais, haverão de pensar muito antes de se aventurarem a enganar seus eleitores  e praticar malfeitos. E os que se atreverem a tanto certamente serão bem poucos. Portanto nós, brasileiros, não podemos nos contentar com uma reforma política que exclua o voto distrital puro. Cumpre aos meios de comunicação, a nós, jornalistas, a exemplo do que fez Lara Mesquita em seu valioso artigo, esclarecer o público acerca da importância de uma mudança radical do nosso sistema político.

Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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VOTO DISTRITAL PURO

Há anos o jornalista Fernão Lara Mesquita nos inspira com sua defesa intransigente sobre o "voto distrital puro com retomada". Seu artigo em 15 de junho de 2017 bem ilustra o que seria uma democracia plena. Os movimentos "Eu voto distrital" e o antigo projeto do senador José Serra, que propunha o voto distrital puro nas eleições municipais de 2016, nos traziam esperança.  Infelizmente, o tema tornou-se secundário. Oxalá as ideias contidas no recente artigo sejam encampadas por partidos políticos e movimentos de rua e o voto distrital puro seja finalmente materializado para as eleições de 2018. A manutenção do sistema político atual ou uma reforma política ilusória significaria a completa desesperança para esta geração e a próxima.

Henrique José Vicenzotto hvicenzotto@gmail.com

São Paulo

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PENSE LOCALMENTE, AJA GLOBALMENTE

Trabalhei em empresa alemã e estive na Alemanha antes da queda do Muro de Berlim. Fui visitar a fronteira que dividia as duas Alemanhas e comentei com meu chefe alemão como seria bom se as duas Alemanhas se unissem. Ele respondeu indignado:  "Mas se separassem o Sul do Brasil do Nordeste você iria querer que juntasse de novo por acaso?". Óbvio, respondi. Somos todos brasileiros. Pois então: o deputado federal que eu quero escolher deve se preocupar com as questões nacionais, sim, sem dúvida. Porém eu quero que ele jamais se esqueça de que eu votei nele e de que vou cobrar cada atitude que ele tomar. E que estarei atento nas redes sociais junto ao eleitorado do meu distrito e, por que não, de outros distritos atingindo outros deputados também. Mas sempre focado, desenvolvendo esse tipo de atitude diminuindo o descrédito da população. Hoje a situação é difusa e não há esse tipo de cobrança e acompanhamento porque não foi desenvolvida essa cultura. O mundo mudou e o voto distrital é meio de fazer valer essa mudança em benefício dos eleitores e de toda a população brasileira. Pense localmente e aja globalmente.

Roberto Xavier de Lima roberto@dutycar.com.br

São Paulo

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MICHEL TEMER NA RÚSSIA

Conselhos de Vladimir Putin caem como uma luva para a realidade brasileira. Afinal, ele chefia os oligarcas que sucederam no poder o totalitarismo de esquerda que durante décadas serviu de modelo para o PT.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VIAGEM ESTRATÉGICA?

O que será que Michel Temer foi "combinar com os russos"?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DOAÇÕES EMPRESARIAIS EM SP

A Ultrafarma e o laboratório Aché "doaram" para a Prefeitura de São Paulo remédios com datas próximas do vencimento que não poderiam ser mais vendidos para farmácias e hospitais. Em contrapartida, o prefeito João Doria concede isenção de impostos maior que o valor do medicamentos, e a Prefeitura arcará com o alto custo da incineração dos que vencerem. A Ambev reforma quadras no Ibirapuera e é agraciada com licitação dirigida para patrocínio do carnaval. A Cyrela reforma banheiros no Ibirapuera e cede diretor para trabalhar com Dória para ganhar bem menos do que recebia na construtora. A família do dono da Cyrela é amiga íntima da família de Doria. A construtora chegou a realizar neste ano uma exposição para homenagear a estonteante carreira de artista plástica Bia Doria, esposa do prefeito. Além disso, a Prefeitura tem  "negócio" em andamento com a Cyrela relativo ao Parque Augusta, e Doria pretende mudar a lei de zoneamento para favorecer as construtoras. Até quando o "gestor" fará da Prefeitura uma sucursal da Lide?

Francisco N. Xavier franciscoxavier1000@gmail.com

São Paulo

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