Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Junho 2017 | 05h08

CORRUPÇÃO

Perseguição implacável

Espantoso o empenho do chefe do Ministério Público Federal em destituir do cargo o presidente da República. Surpreendem pela contundência as medidas que o procurador-geral, Rodrigo Janot, vem adotando contra Michel Temer. Uma delas poderá ser o fatiamento da denúncia que vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente. Se ele confirmar esse caminho, serão quatro ações, com acusações pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, obstrução de Justiça e prevaricação. Se, como Janot vem afirmando, o objetivo é lutar contra a corrupção, por que mirou sua artilharia contra um vice-presidente inoperante, que inexplicavelmente, após ter chegado ao cargo maior, se tornou um “gênio do crime”? Será que duas dezenas de ilícitos praticados por Joesley Batista, da JBS, não dizem nada? E as inúmeras quadrilhas instaladas em estatais e bancos públicos, como o BNDES, que patrocinou ditaduras e se tornou sócio de uma empresa cujo dono, criminoso confesso, se beneficiou de incompreensível perdão paternal? E o que dizer dos bilhões enviados ilegalmente por Dilma Rousseff a Cuba, sem a autorização da Câmara dos Deputados e do Senado, configurando crime contra a Constituição, o sr. Janot nada tem a declarar? O objetivo, então, é mesmo só destruir Temer?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Eu queria que a Procuradoria-Geral da República tivesse contra Lulla e Dilma o mesmo empenho e a rapidez dos processos contra Michel Temer.

HELCIO SILVEIRA

heldiasilveira@gmail.com

São Paulo

Arresto

O bloqueio dos bens da JBS já devia ter sido providenciado de há muito pela Justiça. Eles garantirão o crédito que nossos bancos públicos, especialmente o BNDES, seu maior credor, lhe concederam. Antes que tudo vire pó e tenhamos de arcar com mais esse legado da gestão lulopetralha. Bloqueiem tudo mesmo e vendam pelo melhor preço, encaminhando todo o produto da venda para os cofres públicos.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Simonia

A recente delação dos donos da JBS, com a consequente – e escandalosa – impunidade dos autores, lembra muito o comércio de indulgências praticado a partir do século 12, que prometiam a remoção dos pecados com a reparação do mal cometido em troca de vil metal. Os tempos são outros, mas tudo indica que a prática foi ressuscitada, com a substituição do pagamento por entrega de detalhes seletivamente comprometedores. No caso dos irmãos Batista, o purgatório foi substituído por uma confortável estada na Big Apple. O instituto da delação premiada é uma ferramenta preciosa, mas os termos dessa negociação merecem, no mínimo, um perplexo alçar de sobrancelhas.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Mensaesley

Pelas datas, tudo indica que a JBS assumiu a tarefa de abastecer políticos que havia sido do mensalão, o qual, descoberto em 2004, foi “fechado” em 2006. É difícil acreditar que outro seja o motivo para exatamente nessa ocasião a empresa ter sido selecionada como “campeã nacional” e ver abertas as portas do BNDES. Segundo a Wikipédia, a JBS, que doara R$ 200 mil em 2002 a políticos, passou em 2006 a R$ 19,7 milhões e, na sequência, aumentou tais doações para R$ 83 milhões em 2010 e R$ 391,8 milhões em 2014. Nisso claramente substituiu o mensalão, e com valores crescentes. Os valores entregues aos do partido do governo foram às escondidas, em fundo fixo, sistema difícil de checar. Depois passou também a doar – em valores menores – a membros de oposição, mas em sistema às claras, cheio de doleiros, quase ostensivo, fácil de verificar. Como visto com o senador Aécio Neves, era só pedir para receber, porém com procedimentos fáceis de comprovar. Campeão nacional? Quem foi o responsável pela seleção e pelo poder dado ao patrocinador desse sistema substituto do mensalão?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Na mira de Moro

O ex-presidente Lula diz que “não acredita” em sua prisão (21/6, A7). Ninguém acredita que vai ser preso, ainda que mereça, como é o caso.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Não bastassem todas as falcatruas cometidas por Lula, com inúmeros testemunhos e fartas evidências e provas, ele ainda insiste em cometer o mais grave e infame crime de todos: acreditar que o brasileiro é burro!

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Pinóquio

Léo Pinheiro, presidente da OAS, reitera ser mesmo de Lula o triplex no Guarujá – que dispõe de elevador exclusivo e cuja reforma, que durou um ano, foi acompanhada por Marisa Letícia e Lulinha. É fácil para o juiz Sergio Moro identificar quem está mentindo. Por si só, mentira judicial já é motivo de punição.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Surrealismo

Pelo ronco da cuíca, suspeito que ao cabo não restará ninguém da bandidagem preso. E em transgressivo e temerário paralelo com O Alienista, de Machado de Assis, receio que a canalha que desmantelou o Brasil ainda vá industriar expediente para transformar o grande Moro num Simão Bacamarte redivivo e confiná-lo em Pinhais, como produto final da Lava Jato. É isso.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

PACAEMBU

Concessão do estádio

A Câmara Municipal paulistana deve fazer hoje reunião para decidir sobre a concessão do tradicional Estádio Municipal do Pacaembu. É de esperar que os participantes desse triste evento ao menos não esqueçam que esse próprio municipal está localizado num bairro planejado para ser estritamente residencial e que por vontade expressa de seus moradores foi tombado pelo Patrimônio Histórico, justamente para evitar que o local onde se situa e as ruas adjacentes não sejam afetados por eventos ruidosos que possam alterar as características do bairro – não é demais repetir que o bairro abriga centenas de famílias, muitas já na terceira geração, que amam o local onde vivem e não gostariam de vê-lo desrespeitado.

VERA A. VAILATI BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

“Bomba! Joesley Batista confirma: o triplex no Guarujá e o sítio em Atibaia não são de Lulla, pertencem a Temer”

  

CLAUDIO MAZETTO / SALTO, SOBRE A DELAÇÃO

DO CORRUPTOR DA JBS

cmazetto@ig.com.br

“Não queremos mesmo perder o título de país 

da impunidade. Mais um bandido na rua. Agora 

foi a vez do ex-médico”

  

SERGIO CORTEZ / SÃO PAULO, SOBRE ROGER ABDELMASSIH

cortez@lavoremoveis.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PRÊMIO NÃO PODE SER PERDÃO

A possível delação do ex-ministro Antonio Palocci já abala estruturas. Dois grandes bancos estão aconselhando seus clientes envolvidos em irregularidades a encerrarem suas contas e operações, informa Vera Magalhães ("Estado", 21/6, A6). As instituições querem ficar fora dos escândalos que estão por vir. O mesmo deve ocorrer com indústrias automobilísticas e outras que "compraram" medidas provisórias de desoneração. Além de Palocci, também são temidos os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, já presos, e outros que ainda vierem a ser alcançados. São arquivos vivos que a qualquer momento podem ser indiscretamente abertos e levados a revelar tudo em troca da redução de suas penas. A delação premiada é um direito e quem colabora na elucidação dos malfeitos deve ter a pena reduzida, mas jamais perdoada. É por isso que a nação espera a revisão no acordo de delação de Joesley Batista e outros da JBS, que confessaram os crimes e continuam soltos, em condição de cometerem outros ilícitos. O Brasil não pode perder a oportunidade de acabar com a corrupção. Todos os salteadores do erário têm de receber a mais justa punição. Questão de cidadania, humanidade e, até, de patriotismo.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ANÁLISE DO STF

Esta semana, a Suprema Corte passa dias discutindo se uma delação feita por um "bandidón", que cometeu crimes que lhe dariam zilhões de anos de cadeia, é válida. Em troca, vai viver na Quinta Avenida! Nossa melhor opção é o caminho do aeroporto internacional.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PROBLEMA DE COMPETÊNCIA

Estou fazendo um esforço hercúleo para entender a justiça brasileira: o ministro Edson Fachin é julgado se fica ou não fica com a relatoria do caso JBS, é isso mesmo? Pois bem, se está nesse ponto, é porque existe a dúvida. Havendo dúvida, não tem o que discutir: tira-se a relatoria e entrega-a para outro. Parece-me que é somente problema de competência.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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O CRIME COMPENSA

Aqui, na República de bananas, se você roubar para comer, você irá preso. Agora, se roubar milhões, não. Poderá viajar e andar pela Times Square ou pela Rodeo Drive tranquilamente. Este acordo de mãe para filho fechado com a JBS não terá respaldo do povo, porque viramos piada mundial: Brasil, lá o crime compensa!

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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PANTOMIMAS

A Nação assiste, estarrecida, às pantomimas do cretino e debochado Joesley Batista. É o xodó mais pautado pela imprensa. O moderno e caro jato de Joesley é atração nacional. O chefão da camarilha da JBS cumpre com esmero as ordens da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. Desfia o rosário de escabrosas acusações, contra tudo e contra todos. Sem pudor ou constrangimento. Mente descaradamente para criminalizar e fragilizar Temer.  Peraltices e ordinarices de Joesley são repetidas como verdades absolutas. O canastrão age com desembaraço. Fantasiado de paladino e imaculado. Como se nada temesse. Leva fé nos padrinhos que apoiam suas falcatruas. Voltará aos Estados Unidos ainda mais abusado e insolente. Dando gargalhadas e picanhas podres aos brasileiros de bem. É patético, se não fosse trágico. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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A ORIGEM DA DELAÇÃO

Magistral o artigo do dr. José Roberto Batochio sobre delação premiada ("Estado", 20/6, A2), no qual ele lembra que a primeira delação premiada registrada na História do Brasil foi levada a efeito por Joaquim Silvério dos Reis, o conhecido traidor da inconfidência, que levou à forca Tiradentes, nosso herói nacional, enquanto ele, o traidor, foi condecorado. Parece incrível, mas hoje essa prática jurídica nefasta tornou-se, em nosso país, o principal método de condenar os menores transgressores da lei e absolver os grandes e covardes criminosos, em troca de uma parte do muito dinheiro roubado por eles. Pobre Justiça brasileira!

Tercio Sarli terciosarli.edicoes@gmail.com

São Paulo

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BLOQUEIO DA JBS

Eis a prova da conivência do Judiciário no caso da JBS: por que somente agora, depois de tanta água rolar e do prejuízo há tempos conhecido, a Advocacia-Geral da União (AGU) pede para o Tribunal de Contas da União (TCU) o bloqueio de bens da JBS para garantir um futuro ressarcimento de prejuízos estimados ao BNDES de R$ 850 milhões? Será que teremos de ir às ruas também para cobrar o funcionamento da nossa precária Justiça?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O LIVRO VINGADOR

Com poucas palavras, Eduardo Cunha desmontou a estratégia da JBS para esconder os capítulos Lula de sua versão dos fatos. Sabe aquele livro que o ex-deputado disse que iria escrever? A Nação precisa urgentemente desta obra para, com ela em mãos, fazer a prova dos nove. Afinal, desde "Os Sertões" se aguarda pelo surgimento daquele novo Cunha que seria capaz de retratar fielmente "O Planalto". 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ESCLARECIMENTOS

"O que o sr. Joesley não disse" (20/6, A3) é o mais importante. Ele esclarece, "en passant", que a Blessed, americana, ou a Friboi, brasileira, não é de Lulinha. Falta apresentar a teia de acionistas de todas as suas empresas, desde 2003 ou antes, até chegar a todas as pessoas físicas que as compõem, incluindo investigar sua capacidade de investimento e localizar eventuais laranjas. Tais investigações, para começar, requer a ação da Polícia Federal no Brasil e do FBI nos EUA, para esclarecer a todos. Simples assim.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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A JBS E O BNDES

Vamos deixar muito claro a todos por que a JBS quer autorização do BNDES para "internacionalizar" sua holding, mais um daqueles muitos assuntos envolvidos na delação de Joesley Batista. É para pagar menos impostos no Brasil! Por isso a ex-presidente do BNDES pediu demissão, porque obviamente é contra esse absurdo e certamente estava sob uma pressão bárbara para dar autorização a essa transação. Sem entrar na tecnicalidade fiscal, mas a JBS se expande internacionalmente com dinheiro do BNDES, ou seja, com dinheiro subsidiado pelo contribuinte brasileiro, passa a ter 80% do seu faturamento no exterior, e agora quer pagar menos impostos no Brasil? O "S" da JBS não é de Santo, e, evidentemente, nem de íntegro. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O DINHEIRO DE VOLTA

"Países nos quais Odebrecht pagou propina travam acordos de leniência" ("Estadão", 21/6, A10). A totalização dos contratos da Odebrecht em 11 países atinge algo em torno de US$ 1,1 bilhão, com o pagamento de US$ 439 milhões. Será que a Odebrecht chegou a pagar 50% do contrato em propina? Será que o BNDES vai ter a volta do que financiou nos governos Lula e Dilma e a estes países? Essas contas não fecham!

Edivelton Tadeu Mendes ediveltontadeu@gmail.com

São Paulo

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A BOLA DA VEZ

No momento, a bola da vez é a JBS, como foi a Odebrecht e como serão x, y, z. Os empresários só conseguem financiamentos e fechar negócios com órgãos manobrados por servidores ou empresas públicas pagando propinas. Os sistemas políticos são corruptos pela impunidade, os judiciários julgam os casos "selecionados" por gratidão às nomeações ou por outros interesses, raramente pela legislação. Vendo as emissoras de TV da Câmara, do Senado e da Justiça, é um exibicionismo, um blá blá blá para enganar trouxas. Precisamos lutar por eleições distritais e nomeações só por concurso e auditorias independentes nas contas públicas. Fechar os inúteis TSE e Tribunais de Contas que aprovam qualquer "coisa" e limitar a três minutos os discursos nos Legislativos e Judiciários. Se continuar como está, não chegaremos a um País próspero, ético e todos iguais perante a lei.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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BOICOTE TOTAL

Não consumo mais qualquer produto (mesmo de graça) que tenha a origem nesta tal J&F. Cada um paga o que deve. Bandidos devem ir para a cadeia, mesmo que sejam meus próximos.

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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O ESPELHO DE TEMER

Espelho, espelho meu, sou o maior nisso? Joesley disse que sim.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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SÓ PODE SER BRINCADEIRA

A Polícia Federal disse com todas as letras que vê evidência, com "vigor", de corrupção praticada por Michel Temer. Ora, todo mundo já sabe que o presidente é muito lerdo e que uma tartaruga consegue fugir quando ele dela está tomando conta, e isso é normal, mas "aproveitar com vigor" da "Vigor", empresa da JBS, de seu amigo íntimo Joesley, já é demais! Temer pede para sair!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EVIDÊNCIAS

A notícia de que há "evidências" contra o presidente Michel Temer me fez lembrar aquela música de uma famosa dupla sertaneja que diz "chega de mentiras, de negar os meus desejos, eu te quero mais de tudo, eu preciso do seu beijo, eu entrego minha vida, para você fazer o que quiser de mim". Política também é cultura. 

Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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TEORIAS FURADAS

Não se sustentam as teorias que dizem que Michel Temer esta sendo vítima de uma conspiração das forças ocultas que não se conformam com o sucesso de seu governo. Nem com um exército de advogados Michel Temer conseguiu criar alguma desculpa esfarrapada para justificar o recebimento de uma mala contendo meio milhão de reais por seu assessor, exatamente conforme o combinado na conversa criminosa mantida com Joesley Batista. O exército de advogados de Temer também não conseguiu criar uma desculpa para o pacote entregue pelo doleiro preso ao seu secretário, o máximo que fizeram foi dizer que ninguém se lembra de nada, de onde veio nem para onde iria o tal pacote, que ninguém sabe o que havia dentro. Os fãs de Aécio Neves também devem estar inconsoláveis com o fato de ele ter admitido o recebimento de propina e ainda usado a mãe na patética tentativa de explicar o inexplicável. O Brasil será um país melhor quando esta tigrada toda estiver na cadeia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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BAGRE ENSABOADO

Mesmo utilizando estratégias de um ex-chefão da polícia paulista, Michel Temer não poderá se esquecer de que água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CARTADA

Dizem as más línguas que o presidente Temer jogou a cartada final na Rússia: ou se consagra nas vendas ou negocia o asilo político.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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MICHEL TEMER NA NORUEGA

Noruega criticando o Brasil por desrespeito ao meio ambiente. Mas como, se os ecológicos noruegueses têm a maior produção "per capita" de petróleo do mundo e o maior fundo de investimento soberano do mundo com dinheiro vindo do petróleo norueguês?

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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O GOLPE DE MESTRE DE JANOT

Rodrigo Janot trata o sentimento da população com um descaso revoltante. Não bastando ter ouvido uma delação do empresário Joesley Batista contra Michel Temer que nada mais é, também, que uma clara admissão de culpa; de não enquadrá-lo na lei como devia; de tê-lo tratado com desvelo de pai leniente permitindo-lhe gozar de prévio indulto judicial de seus crimes,  não obstante ele ter se beneficiado (por magnanimidade e interesse próprio de Lula e Dilma) de empréstimos bilionários a juros paternais do BNDES, agora, o procurador-geral da República está oferecendo uma saída judicial para dezenas de políticos acusados exclusivamente de caixa 2, "sem um ato correspondente de corrupção". Ou seja, ele já parte do princípio de que caixa 2 não é corrupção, e essa é a tese de Lula desde o mensalão. O jornal "Valor" apurou que metade dos 98 políticos investigados na "Lista de Fachin" poderiam se beneficiar dessa benevolência e o mesmo critério deve ser usado nas delações de executivos do grupo JBS, que revelaram doações a mais de 1.800 políticos. Ou seja, isso inclui Senado, Câmara, Assembleias, um mundo de gente. Este é o golpe do mestre Janot contra a Operação Lava Jato, contra o exaustivo e competente trabalho do juiz Sergio Moro, mas é também a tese apregoada pelo Congresso de que há que "separar o joio do trigo". Janot parte do principio de que caixa 2 é crime de menor potencial ofensivo, podendo seus acusados serem agraciados com suspensão condicional do processo, sendo obrigados apenas, como reparação, à prestação de serviços comunitários, comparecimento mensal perante o juiz durante 2 a 4 anos, etc., etc. e tal. Janot vai sair do cargo em setembro e antes disso tem pressa em cumprir promessas e acordos com seu padrinho que o indicou à PGR e todos os seus apaniguados, e, com isso, pode desmontar a Lava Jato. Socorro!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ESFORÇO HERCÚLEO

É notório o esforço hercúleo dispendido pela Rede Globo, principalmente o seu veículo principal, o "Jornal Nacional", em divulgar com veemência as acusações contra o presidente Michel Temer. Não que ele seja um inocente - longe disso, não existem inocentes entre os últimos presidentes que passaram pelo Palácio do Planalto. Entendemos que seus jornalistas estão cumprindo ordens superiores, agem como grandes atores, agem como agiam os soldados de Hitler que encaminhavam os judeus aos campos de concentração com a desculpa de que estavam cumprindo ordens. Sobre outros corruptos notórios, que atuam por trás da mentira e na calada da noite, nenhuma palavra.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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TRAGÉGIA NO PAÍS

De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, o dinheiro desviado pela corrupção, visto nos casos investigados nos últimos quatro anos, é de R$ 123 bilhões. Isso significa  um valor de 6% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 20 vezes o orçamento de uma cidade como Campinas. Um crime hediondo, que deveria ser punido exemplarmente. O resultado dessa corrupção é termos um país destruído como numa guerra, mas ainda pior, pois isso inclui a falência ética e moral de nossa sociedade, administração pública, instituições e empresariado. Depois do desemprego causado pela irresponsabilidade dos governos PT e PMDB, a corrupção é a segunda maior tragédia do País.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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AINDA ATUAL

Quando da inesquecível passeata das milhares de pessoas que lotaram a Avenida Paulista em março de 2016, levei um cartaz que dizia: "Está sendo preparada a maior pizza do mundo, para ser assada pelo país mais corrupto do mundo". Algumas pessoas apoiaram, outras não gostaram. Eu mesmo cheguei a me iludir que salvaríamos nosso país depois daquele movimento. Porém acompanhando o rumo que estão tomando as delações, os processos, debates, pronunciamentos, as atitudes de nossas "autoridades", etc., acho que fiz bem em não destruir meu cartaz... Cuidado, Brasil. Acorde enquanto há tempo.

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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'SOBRE GOLPES E LAVA JATO'

É decepcionante, senão preocupante, o artigo do professor Roberto Romano publicado no "Estadão" de 18/6 (página A2), "Sobre golpes e Lava Jato". Parece "de encomenda", não refletindo integral e coerentemente as demais intervenções do professor nos vários órgãos de imprensa: de sete parágrafos, cinco são muito mais recurso a "argumento de autoridade", com citações "ad hoc", tentando dar conta do que se defende; somente dois parágrafos são usados para concluir com censura a Operação Lava Jato, acusando-a de golpismo, populismo e arbitrariedade. Digo que parece "de encomenda" do jornal que vem há um bom tempo encetando uma crítica feroz contra procuradores, juízes e mesmo ministros do STF, desde que as investigações contra a corrupção começaram a chegar perto de membros do governo que está aí e dos partidos que o sustentam, demonstrando cabalmente que não se tratava de uma operação exclusivamente contra o PT. Mas os editoriais permanecem num nível apenas opinativo, amedrontado e amedrontador. Sempre apoiei a Operação Lava Jato porque acreditava que não ficaria só numa caça às bruxas petistas, fazendo uma verdadeira limpeza na política nacional, pois o PT não agiu sozinho, apenas "incompetentemente" se aliou ao que havia de pior nessa política, embora se tenha verificado que mesmo o seu maior adversário não era esse templo de vestais, pessoas competentes e honestas, como se apregoava. Se com a Operação Lava Jato se descobre que quase todos dos políticos são desonestos, não se pode, agora, querer voltar atrás e parar as investigações no dia 12 de maio de 2016, quando o Senado Federal afastou a presidente e foi empossado interinamente o vice-presidente da República. Seria parcialidade que, se o professor e o jornal assumem, o Ministério Público e o Poder Judiciário não podem  consagrar, sob pena de serem acusados no mínimo de prevaricação. Essa é a minha opinião.

Amaury Cesar Moraes acmoraes@usp.br

São Paulo

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SEM ABUSOS

Reitero minhas felicitações ao "Estadão", por mais um esclarecedor editorial publicado na edição de quarta-feira, "Um alerta importante" (21/6, A3), elogiando o feliz discurso do ilustre ministro Gilmar Mendes no qual, entre outros dizeres, defendeu todas as investigações, porém sem abusos de poder. Todos nós sabemos os prejuízos causados por pré-juízos.

                                                                                                    João Farah jf@citycon.com.br

São Paulo 

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QUALIDADE

Joaquim Barbosa recusa convite de artistas para ser candidato à Presidência da República. No meio artístico existem dezenas de nomes que seriam facilmente aprovados pela população, basta apenas que, uma vez eleito, entre dentro da caixa de laranjas podres e saia dela depois do mandato ainda maduro, mas não podre. Para presidir o Brasil é preciso ter "estômago forte" e ser avestruz para suportar os deputados e senadores e engolir sapos o tempo todo. Por que não um artista renomado candidato por um partido que tenha representação no Congresso Nacional? Se quiserem um candidato à Presidência por um partido nanico, estes de esquerda que se venderam para o PT, nada feito. Um conselho: recolham assinaturas, montem um partido, para vocês não é difícil, e lancem candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. Conseguindo um bom número de parlamentares, será fácil de governar. Insisto, vocês podem, basta apenas querer, ter paciência para a tramitação na Justiça da aprovação da legenda e, dependendo do candidato e do discurso, já têm o meu voto. Não tentem entrar na política de carona, não vão resolver nada, só desgastar a imagem da classe artística.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JOAQUIM BARBOSA

Estaria Lula iludindo Joaquim Barbosa de que ele pode ser o novo pai do pobres?

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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ROGER ABDELMASSIH

Sem dúvidas, vivemos num país onde a Justiça inexiste, pois, como sempre tem ocorrido, existe só para beneficiar bandidos. Basta ver mais uma decisão absurda, incoerente e inaceitável: A concessão do direito à prisão domiciliar, após pouco mais de três anos preso, ao ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por ter estuprado 37 clientes covardemente, aproveitando-se do fato de ter de anestesiá-las para submetê-las ao procedimento necessário. Este canalha - pois não há outra maneira para classificá-lo - está com 74 anos de vida, e, se considerarmos toda a sua vida pregressa, isso equivale a um estupro a cada dois anos. Se nós, que não tivemos a infelicidade de ter nossas esposas atendidas por este cafajeste, estamos inconformados e revoltados, imaginem como se sentem as mulheres que sofreram tal agressão e abuso. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SENTIMENTO DE INJUSTIÇA

A prisão domiciliar obtida pelo referido senhor Roger Abdelmassih foi um golpe de mestre de seus advogados. É preciso coragem para enfrentar a unanimidade do repúdio a esta semissoltura. Somos impregnados pelo sentimento de flagrante injustiça que seria liberar alguém invocando ato humanitário, quando a pessoa manda literalmente às favas essa questão, praticando atos indignos, covardes e desumanos. Taubaté expôs ao povo comum onde ocorrem furos no sistema judiciário, capazes de inviabilizar uma prisão com mais de cem anos de reclusão. Monteiro Lobato e Mazzaroppi, para não mencionar outros vultos da cidade, estão se retorcendo nas tumbas de vergonha.

 

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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QUESTÃO HUMANITÁRIA

O ex-médico Roger Abdelmassih, que foi condenado a 181 anos de reclusão por ter cometido dezenas de estupros, ganhou, após apenas três anos de prisão e por estar doente, direito humanitário à prisão domiciliar. Ora, todos os presidiários estão doentes e todos deveriam ser soltos, pois íntegros e sãos somos apenas nós, cidadãos honestos que pagamos os impostos que sustentam este imenso hospício chamado Brasil.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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A JUSTIÇA QUE TEMOS

Lamentável injustiça concedida pela Justiça brasileira dando liberdade ao monstro Roger Abdelmassih, concedendo-lhe direito à prisão domiciliar. É tão revoltante e repulsivo que dá vergonha de chamar de Justiça o que temos em nosso país. Inaceitável uma juíza conceder soltura a um estuprador que destruiu a vida de várias mulheres que só queriam realizar o milagre da vida de gerar outra vida. Brasil, tão grande, porém com uma Justiça tão insignificante em seu tamanho!

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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MÉDICO-MONSTRO

A Justiça, que abre as portas da cadeia após pouco mais de três anos a um ser abjeto e desprezível como o médico-monstro Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por estuprar covardemente 37 pacientes em seu consultório, quase todas sedadas, dá provas de ser realmente cega por não conseguir ver o absurdo de sua decisão. Diante do exposto, a sociedade, perplexa, pergunta: quem cometeu o maior crime, o dr. canalha ou a dra. Justiça?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ACABOU A FARRA

 

Aquela boa notícia vinda do Rio de Janeiro na semana passada, de que o prefeito Marcelo Crivella cortaria em 50% a verba destinada ao carnaval, deve ter influenciado o prefeito João Doria, que vai fazer o mesmo em São Paulo. Isso é muito bom: mais dinheiro para o que realmente importa, que são saúde, educação e segurança. Espera-se que outras cidades sigam esse ótimo exemplo!

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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PAÍS DO FUTEBOL E DO CARNAVAL

 

No país do futebol e do carnaval, o Brasileirão vai de vento em popa, mas a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), no Rio de Janeiro, não aceita redução da verba momesca. Daí a solução será restringir a dotação da saúde, educação e segurança para dobrar a do carnaval - e estará tudo resolvido.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PRECISAMOS DE SERVIÇOS

Prefeito Marcelo Crivella, aproveite este quadro de chuvas que caíram nos últimos dias na cidade do Rio de Janeiro - e mostraram que a cidade não está preparada para as chuvas, por falta de serviços e manutenção na rede de esgoto - e cancele a outra metade da ajuda pública às escolas de samba. A cidade precisa de serviços. Olhe como ficam as ruas por falta de escoamento em razão do entupimento dos bueiros. O trânsito parou em alguns locais. É normal isso? Há muito a ser feito pela cidade, prefeito. Que os hotéis, bares e restaurantes patrocinem as escolas de samba. Eles é que ganham com a vinda dos turistas. Então eles que patrocinem a festa. A cidade precisa do carnaval, mas não com dinheiro público.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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RIO INUNDADO

É o que dá trocar investimento em infraestrutura por aquisição de joias, não é mesmo, senhor Sérgio Cabral? 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA

Segundo o consultor Fernando Dantas, recentemente no "Estadão", o momento não é oportuno para fazer a correção na tabela do Imposto de Renda. Mas, então, quando será oportuna? Os rombos nos cofres públicos não foram produzidos pelos trabalhadores e é justo que continuem a pagar a mais alta carga tributária que existe, sem ter qualquer benefício?  Em seu artigo, Dantas diz que, segundo o Sindicato dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), a tabela estaria com defasagem de 83% desde 1986 e a faixa de isenção deveria saltar dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 3.460,50. Parece uma esmola diante do que se paga. Onde estão os políticos que pensam no País e não veem esse abuso? Esperar o Brasil estar recuperado é perda de tempo, pois, quanto mais arrecada de um lado, abrem-se as torneiras do outro. Essa exploração jamais terá fim, enquanto não tivermos pessoas honradas no comando do País. A recessão não é culpa dos trabalhadores, e sim consequência da má gestão, incluindo aí a falta de fiscalização em todos os setores. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A RIQUEZA DO MUNDO

Desde que o mundo passou das trevas da Idade Média, homens e doutrinas têm tratado de um problema insolúvel cuja solução é apresentada numa embalagem de falácia. Trata-se da distribuição da riqueza no mundo, da igualdade entre os povos, como se a riqueza das nações dependesse somente da vontade de um grupo ou das diretrizes ideológicas de uma doutrina política. Apesar do crescimento mais lento da economia global, os ricos ficaram ainda mais ricos. São quase 18 milhões de famílias que possuem mais de US$ 1 milhão, segundo relatório do Boston Consulting Group (BCG). Enquanto os ricos representam apenas 1% da população mundial, eles detêm 45% da riqueza de US$ 166,5 trilhões do planeta. Adam Smith (5/6/1723 - 17/7/1770), um dos principais teóricos do liberalismo econômico, preconizava o desenvolvimento da iniciativa privada sem a intervenção do Estado. Segundo o BCG, no ano de 2021 este l% vai controlar mais da metade da riqueza mundial. A sustentação dos governos atuais é sério obstáculo ao aumento da renda da população por causa das despesas com a máquina administrativa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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RETROCESSO

Aproveitando o período pré-eleitoral, a Federação Paulista de Futebol pretende convencer os vereadores e deputados a pôr um fim nas leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, tendo a seu favor as pesquisas favoráveis (22/6, A18). É mais que conhecido o comportamento dos torcedores, principalmente nos grandes clássicos, agora imaginem regados a bebidas alcoólicas. Mas o problema é o que fazer com os menores de idade, pois proibir é impossível. Hoje, está comprovado que aumentou o consumo das bebidas alcoólicas pelos menores, cuja continuidade os levará, fatalmente, ao uso de drogas mais fortes. Durma com esta! Quem lucrará com isso?

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

 

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