Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

25 Junho 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

A pizza dos deuses

Os deuses da Corte Suprema decidiram e está decidido, ninguém pode contestar. Em conluio com os empresários mais corruptos do País, monta-se uma arapuca para o presidente da República, com anistia para os criminosos confessos de centenas de crimes contra a sociedade brasileira, um dos deuses do Supremo Olimpo homologa a denúncia de forma açodada, antes mesmo das devidas comprovações e perícias, espalha-se tudo para certa imprensa oportunista, a fim de alarmar o povo e crucificar o presidente da República e... tudo bem? É isso mesmo, essa é a verdade suprema! O povo brasileiro tem de engolir essa pizza produzida pela Corte Suprema do Brasil, sem contestar e sem ânsias.

VAGNER BRAZ RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Polícia Federal valida áudio

Afinal, o perito Ricardo Molina, contratado pelo Palácio do Planalto e que certificou ter sido manipulada a gravação do presidente Michel Temer feita por Joesley Batista, da JBS, foi imperito ou venal?

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

Que país é esse?!

Um megacriminoso que se beneficiou de empréstimos fabulosos do BNDES por ser amigo de um ex-presidente monta uma delação contra o atual presidente, ajudado pelo procurador-geral da República, pela Polícia Federal e por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e sai da delação como herói, recebendo liberdade total. E um dos delatados, justamente o presidente, vai ser incriminado pela Procuradoria, cujo titular é seu inimigo pessoal? Salve-se quem puder, ou melhor, quem tiver amigos poderosos!

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Eu queria saber: que país é esse onde o ladrão merece perdão?

ANTONIO MARCOS CAMPANHÃ

marcoscam57@gmail.com

Avaré

Questão maior

O procurador-geral da República tem todo o direito de apresentar denúncia contra Michel Temer, assim como o STF tem o direito de homologar acordos de delação premiada com a JBS ou com quem quer que seja, em nome da boa prática da justiça. Sob os aspectos técnicos e jurídicos, não há o que discutir. Mas há uma questão que paira sobre todo esse cenário e se recusa a silenciar: na eventual saída abreviada de Michel Temer, não há no momento, e não haverá, nenhum nome de consenso nessa Câmara dos Deputados – heterogênea e movida a interesses pouco ortodoxos – capaz de substituí-lo. O vazio deixado por Temer provocará uma crise institucional de tal ordem que fatalmente modificará o curso das reformas e dos indicadores econômicos – para pior, é claro. Há 14 milhões de desempregados ansiosos por uma luz no fim do túnel. Mas a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal não parecem estar muito preocupados com eles.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Cuidado com o tropeço

Tenho a impressão de que o procurador Rodrigo Janot sofre com uma pontinha de ciúme pela fama de eficiência e integridade que o juiz Sergio Moro conquistou entre a população. O câncer da corrupção brasileira brotou há vários anos, Janot já trabalha na Procuradoria há vários anos também, foi nomeado chefe pela ex-presidenta em 2013, mas parece que só começou a perceber a infestação de pragas na sua vizinhança após a deflagração da Lava Jato, em 2015, bem longe de Brasília. Agora desatou a disparar a espingarda, mas dá a parecer que escolhe os alvos. Acho que ele perdeu o bonde e está tentando alcançá-lo. Se tropeçar... adeus, bonde!

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Crime e castigo

Se arrependimento matasse... Talvez se pudesse imaginar as consequências Joesley Batista não tivesse, na calada da noite, gravado um áudio clandestino no Palácio do Jaburu para tentar incriminar o presidente Michel Temer. As suas empresas, a partir desse episódio e da sua estranha delação, só perdem faturamento e imagem no mercado! Com caixa vazio e dívidas altíssimas de curto prazo, bancos credores não liberam mais empréstimos. A saída tem sido a urgente venda de ativos para tentar a sobrevivência do grupo. Porém, como a JBS está em dívida com a Justiça, e por corrupção, fez bem o juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, em bloquear a venda de seus ativos, incluindo o já negociado com a rival Minerva, por R$ 1 bilhão! A defesa da empresa contesta essa decisão e em nota lacônica alega que a JBS é vítima de retaliação, estaria sendo perseguida por ter colaborado com autoridades para o esclarecimento de crimes. Só que esses crimes foram praticados pelos donos da JBS, que compraram facilidades corrompendo 1.829 parlamentares, governadores, presidentes da República, etc.! Tudo isso indigna o povo brasileiro. À JBS resta pagar caro pelos crimes.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Então, estão querendo se desfazer de empresas compradas com recursos do BNDES? Nem a pau, Joesley!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

PERIGO NO TRÂNSITO

Sinal verde dos dois lados

Faz dias, quase aconteceu uma colisão de dois carros na esquina das Ruas Domingos Barbiere e Hugo Carotini, no Caxingui, porque um dos semáforos estava desalinhado 45 graus, ou seja, com luz verde visível nos dois sentidos. Passo por lá há anos e o farol sempre esteve corretamente alinhado. Informei a um agente da CET que encontrei mais adiante e ele logo saiu para o local. A partir desse incidente comecei a prestar atenção e, para meu espanto, encontrei vários semáforos desalinhados, uns mais, outros menos, com o foco de luz numa posição que confunde perigosamente os motoristas. Contei isso a amigos e alguns disseram ter notado esse mesmo problema em várias partes da cidade. O que está acontecendo? É comum ver caixas de sinalização arrombadas, semáforos e placas de trânsito pichados e outras depredações. Mas isso? Molecagem ou ação muito perigosa? Confesso: minha preocupação é que seja mais uma ação política radical, ou como queiram chamar. Alguém tome providências, descubra os responsáveis e os puna nos termos da lei, antes de um acidente fatal.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MOTIVO DE VERGONHA

 

O Brasil de Michel Temer vai perder mais de R$ 166 milhões este ano da ajuda norueguesa para a preservação da Amazônia, em razão do aumento do desmatamento na região. Mais um motivo de vergonha para o País. Pior ainda é ouvir o ministro o Meio Ambiente, Sarney Filho, dizer que “só Deus pode garantir a queda no desmatamento” na Amazônia. Seria cômico, se não fosse trágico.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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A AMAZÔNIA É NOSSA

 

É compreensível a decisão da Noruega – o maior doador do Fundo Amazônia – de cortar 50% do dinheiro enviado ao Brasil para reduzir o desmatamento na Floresta Amazônica, pois trata-se de um problema que “só Deus pode garantir”, como declarou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Ou seja, aceitar o dinheiro dos outros é fácil, o difícil é fazer o que foi combinando. Vergonha!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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REPÚBLICA DAS BANANAS

 

Os governantes brasileiros presumem que seus pares de países estrangeiros e sérios como a Noruega sejam ingênuos e/ou otários. A Noruega já doou mais de R$ 3 bilhões para a preservação da Floresta Amazônica e proteção dos povos indígenas, e atualmente repassava R$ 400 milhões anualmente ao Fundo para a Proteção da Amazônia, mas teria de haver obrigatoriamente a contrapartida de diminuir o desmatamento desenfreado da Amazônia, o que não vem acontecendo. Fica a pergunta: para onde ia a verba doada pela Noruega? Com certeza, não estava sendo direcionada para a Amazônia, mas para os bolsos dos burocratas brasileiros. É o famoso “jeitinho brasileiro” de tentar levar vantagem em tudo e achar que todos são otários.

 

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

 

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SOBERANIA

 

Ao aceitar a existência do Fundo Amazônia, o Estado brasileiro perdeu a soberania de decidir sobre os rumos da política ambiental, ficando sujeito a constrangimentos externos quando o Congresso aprovar leis que não agradem aos patrocinadores do fundo. Cabe ao Executivo comprovar que aplicou os recursos recebidos de forma eficaz, e ao patrocinador apenas se retirar se não estiver satisfeito, jamais repreender o governo brasileiro. Afinal, como estão sendo empregados os recursos doados? Essa é a questão que nos interessa.

 

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INFERNO ASTRAL

 

O momento não é bom para o Brasil. Corrupção, crises política e econômica que se arrastam e seus 14,2 milhões de desempregados. E o presidente Temer, também investigado por corrupção, tentando atravessar a “pinguela”, como diz FHC, viaja para o exterior na tentativa de oferecer oportunidades de investimentos no País, mas ouve o que não deveria ouvir. Na Noruega, depois de referir-se ao rei norueguês como “o rei da Suécia” (gafe pura), Temer recebeu um puxão de orelha da primeira-ministra Erna Solberg, que, preocupada com a corrupção no Brasil, disse ao nosso presidente que espera “limpeza com a Lava Jato”. Em seguida, a primeira-ministra, demonstrando não confiar no nosso programa de redução do desmatamento na Amazônia, anunciou que, dos R$ 400 milhões anuais prometidos pela Noruega para o Fundo da Amazônia, cortaria 50%, ou R$ 200 milhões. E o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, presente na viagem, questionado sobre o corte de verbas, disse que “só Deus pode garantir redução do desmatamento”. Lamentável! O melhor que poderia fazer seria renunciar a seu cargo... Onde estão os homens de boa vontade (que temos) para consertar esta nação?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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VEXAME ECOLÓGICO INTERNACIONAL

 

Em sua desastrada viagem à Rússia e à Noruega, o impopular e inoperante presidente Temer pagou caro pela omissão de seu desgoverno contra o desmatamento da nossa Floresta Amazônica, onde a devastação em 2016 avançou 29%, área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Nada foi feito, a não ser a degradação de nossas florestas em benefício das pastagens financiadas pelos bancos públicos, o que é pior que a saída do presidente Donald Trump do Acordo do Clima, porque lá as regras são a partir de 2019, e aqui a floresta e a biodiversidade perderam a vida a partir de 2016, neste governo omisso e corrupto que só pensa nas malas e nos recursos para seus apadrinhados. O presidente Michel Temer teve de engolir a seco o anúncio do corte das verbas para a Amazônia durante a fala da primeira-ministra norueguesa – e ele encerrou dizendo que se justificaria para “o rei da Suécia” à noite, num jantar. Uma gafe geográfica.

 

Jose Pedro Naisser jpnaissser@hotmail.com

Curitiba

 

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MENOS...

 

Que se moderem as loas a países que posam de ultracivilizados, mas deixaram tristes legados, hoje pouco lembrados, e às vezes procedem de modo inconsistente com a fama que têm. Não nos esqueçamos de que o Japão foi responsável por incríveis genocídios na China e nas Filipinas e pelo ataque infame a Pearl Harbor, mas é lembrado como vítima inocente da bomba atômica. Começa a cair no esquecimento que a Alemanha ignizou a Segunda Guerra Mundial e montou o holocausto. Por outro lado, a Noruega, campeã na preservação do meio ambiente, critica o Brasil, embora infeste o Mar do Norte com plataformas de petróleo, garantidoras da sua altíssima renda per capita, e a Suécia é um dos principais fabricantes de armas do mundo. Menos, portanto...

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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SUPERAMOS?

 

Estou chegando à conclusão de que Michel Temer não vive no mesmo Brasil em que nós, pobres mortais brasileiros, vivemos. Ele foi para a Noruega dizer que estamos deixando para trás uma severa crise econômica. Só se for para ele, que teve muitos anos para tirar dinheiro da corrupção.

 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

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EM MEIO À CRISE

 

A repercussão da visita do atual presidente do Brasil a alguns países europeus pode ser considerada como rápidas férias. A crise política que tem como base o comportamento inadequado de parte da classe política e empresarial denigre a imagem de um país que poderia ocupar um espaço importante no cenário mundial. E o presidente, portanto, foi recebido formalmente, sem nenhum destaque. É lamentável.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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O CHEIRO DA CARNIÇA

 

Quanto mais frágil o governo, maior o custo para aprovar alguma coisa no Senado e na Câmara. As hienas famintas já sentem o inconfundível cheiro de carniça que emana do governo de Michel Temer e vão dobrar a aposta até quebrar a banca. Temer terá de oferecer cada vez mais cargos, aprovar mais emendas parlamentares, distribuir mais malas de dinheiro, se quiser aprovar algo, pouco importando se o assunto é extremamente benéfico para a Nação. Por mais importantes que sejam as reformas propostas, o toma lá dá cá está hiperinflacionado pela fragilidade de Temer, e a tendência é de que este quadro só piore com o avanço das investigações e a falta de explicações plausíveis que, se existissem, já deveriam ter sido apresentadas pela defesa de Temer. O Brasil precisa de mudanças muito maiores do que o simples afastamento de outro presidente envolvido em corrupção, o Brasil precisa reinventar a maneira de fazer política.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DERROTA NO SENADO

 

O governo saiu derrotado no Senado Federal, na terça-feira, na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), por 10 votos contra 9, quando os governistas já haviam contado as favas. Um alerta foi levantado no Planalto porque, além das dissidências possíveis, como a do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que não compareceu e foi substituído pelo suplente Otto Alencar (PSD-BA), que é contrário à reforma, o senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) também votou contra. Esses dois votos seriam suficientes para mudar o resultado. Votou contra a reforma o senador Hélio José (PMDB-DF), que é próximo do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). O presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), culpou Temer pela derrota, por estar mais interessado na viagem à Rússia do que na articulação política do governo. Afirmou Tasso: “Temer levou todo mundo para Moscou e se esqueceu da votação”. As mais recentes acusações do empresário Joesley Batista contra Temer e as razões da saída de Maria Sílvia Bastos da presidência do BNDES contra Temer representam mais um round perdido. O solo é fértil de tipos como Calabar e Joaquim Silvério dos Reis, diante da fragilidade política que alcançou o presidente Temer. Seu primeiro tropeço político foi quando se aliou ao PT e prestou-se a reeleger Dilma Rousseff, que o introduziu na maior quadrilha do País, da qual Joesley diz que Temer é o chefe, desbancando Lula.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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RENASCIMENTO DO MENSALÃO?

 

Os vira-casaca que votaram contra a reforma trabalhista na CAS me fizeram pensar num renascimento do mensalão, bem ali, sob as barbas das múltiplas investigações de corrupção. Pode?

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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COMO UM GOL DA COPA

 

Gleisi Hoffmann (PT-PR) comemorou com um gol da Copa o revés do governo na CAS do Senado. Ela é a favor de um sistema trabalhista falido, comemorou os 14,2 milhões de desempregados no Brasil e, com certeza, espera feliz por uma piora ainda maior da economia. Eis a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) que o PT merece, mas o povo não merece isso. O bom de tudo é que a pá de cal no seu partido capenga virá de avião, e não a cavalo, em 2018.

 

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

 

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COMEMORAÇÃO

 

Só faltava esta, petistas comemorando a não aprovação do texto base da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais. Coitados dos 14,2 milhões de trabalhadores atualmente desempregados!

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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DE QUE ELES RIEM?

 

É de conhecimento da população esclarecida – que sabe avaliar o que é bom para o Brasil e para o nosso dia a dia e que, infelizmente, não é a maioria – quem são os responsáveis por ter feito o País atingir o caos jamais visto anteriormente. Basta ver a foto estampada na primeira página do “Estadão” de quarta-feira (21/6), em que vimos comemorando hilariamente os senadores Gleisi Hoffmann (PT), Lindbergh Farias (PT), Humberto Costa (PT), Paulo Paim (PT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) a rejeição, por 10 votos a 9, na CAS do Senado, do parecer que pedia a aprovação do projeto da reforma trabalhista. Uma reforma que poderá beneficiar a população, abrindo novas frentes e postos de trabalho, por prever e permitir entendimentos entre contratadores e contratados.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REFORMAS, COMEMORAÇÃO & RONCO

 

Cai a Bolsa, sobe o dólar, o desemprego continua, e políticos irresponsáveis comemoram. Isto é o Brasil, deitado eternamente em berço esplêndido...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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REFORMAS JÁ!

 

No amplo universo de 167 milhões de brasileiros em condições de trabalho, apenas 33 milhões (20%!) têm carteira assinada. Diante de tal descalabro e do gigantesco contingente atual de mais de 14 milhões de desempregados, faz-se imperiosa a reforma trabalhista, sem mais delongas. Que os congressistas que integram a “vanguarda do atraso”, que prega a manutenção do vetusto “status quo” de sete décadas atrás, sejam derrotados em prol de uma nação moderna e progressista. Basta da maldita herança getulista-fascista! Reformas já, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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RÉQUIEM PARA UM PAÍS

 

O Brasil, definitivamente, não é um país. É um imenso vaso sanitário onde membros dos Três Poderes da República mandam às favas a moral, a ética e a decência. E lançam seus dejetos sobre a população, que tenta sobreviver nas águas revoltas da latrina tupiniquim. A luz no fim do túnel que alguns poucos otimistas ainda vislumbravam apagou-se de vez esta semana, se é que em algum momento ela realmente existiu. Estamos conscientemente e politicamente mortos. Jucá estava certo: a “suruba” tem de ser geral. Locupletemo-nos todos. Viva a esbórnia, volte o “inominável” e arrase de vez com esta deplorável terra. Os idiotas o aguardam.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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ESTAGNAÇÃO NA ECONOMIA

 

O revés sofrido pelo Planalto no Senado, embora haja a possibilidade de vencer no plenário da Câmara Alta, dá estímulo ao raciocínio de que nem a reforma trabalhista nem a previdenciária serão aprovadas pelo Poder Legislativo, o que leva ao pensamento de que nossos políticos até desejam a estagnação na economia. Isso porque, sem as reformas mencionadas, dificilmente as classes produtoras investirão no País, tendo, então, os brasileiros de amargar a estagnação da economia até 2018, exceto se fatos novos aparecerem, e em forma de verdadeiro milagre!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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AUMENTO DE IMPOSTOS?

 

Até agora, operações da Polícia Federal dos últimos quatro anos apuraram que a politicalha roubou do País cerca de R$ 123 bilhões. Ora, esse montante é quase o rombo do déficit público verificado pelos responsáveis pela economia brasileira. Portanto, não é justo que o honesto do povo pague essa conta dos fanfarrões públicos. A Polícia Federal, a Receita Federal, bem como a Justiça, deveriam se antecipar e cobrar essa fatura dos responsáveis que vilipendiaram as contas brasileiras, sob pena de prisão, excluindo e isentando os homens de bem, pois é a única e correta maneira de resolver o problema. Muda, Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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SUSTENTAMOS ‘VAGABUNDOS’        

 

A manifestação do presidente da Eletrobrás, publicada no “Estadão” de sexta-feira (“Presidente da Eletrobrás diz que grupo tem 40% de chefes ‘vagabundos’”), mostra que o bando de petistas que assumiu o poder e os empregos públicos nos 14 anos (2002 a 2015) tudo o que fez foi em benefício próprio, levando o País à situação de hoje: desemprego e pobreza. Quem assumiu, o vice de Dilma, não tem a mínima competência para governar. Quem vamos eleger em 2018? Para onde vamos? Brasileiros, precisamos de líderes! Vamos para as ruas nos manifestar!

 

Jose Paulo Ruzzante jp.ruzzante@uol.com.br

São Paulo

 

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NOSSO FUTURO EM 2018

 

Depois do que vimos presenciando nos últimos dois anos, a impressão que nos passa é de que o País era um imenso lixão e que, de repente, veio um megatrator e remexeu toda aquela sujeira, trazendo à nossa consciência o mau cheiro e o entulho que ali adormecia. Caberá a nós o enterrarmos novamente, para continuar na esperança de que nada aconteceu, ou taparmos o nariz e em 2018 começar a desinfecção geral nos Três Poderes da Nação. Deixar de ser para sempre a terra das bananas, pizzas, etc.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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2022

 

A crise no Brasil não tem data para acabar. E, até que acabe, continuará crescendo, como vem ocorrendo desde 2014. Todavia, já se sabe o que é necessário para que ela acabe: um novo partido, cuja liderança reúna honestidade, competência, credibilidade, patriotismo e apoio popular. Um pequeno detalhe: se isso não ocorrer em tempo de participar da eleição de 2018, a solução ficará para 2022.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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COMPASSO DE ESPERA

 

Os brasileiros estão assim: em compasso de espera. Espera-se que deste mar de lama incandescente surja

uma figura política proba, independente, livre destes partidos políticos contaminados e comprometida exclusivamente em colocar o Brasil de volta nos trilhos do desenvolvimento.

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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CIRO CANDIDATO

 

Bem, ao menos com uma das candidaturas “exóticas” em 2018 ninguém precisará se preocupar: a de Ciro Gomes, cujo principal articulador foi anunciado como sendo aquele ministro de Lula que ainda não fala português (e não mora no País), Mangabeira Unger. Já dizia Chacrinha, “quem não se comunica”...

 

Antonio C. de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

 

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CRIME ELEITORAL

 

Se, como mostrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer, mesmo com excesso de provas, foram absolvidos, imagino que para condenar novos “suspeitos” de corrupção, somente com a apresentação do corpo (que deve testemunhar sob juramento) acompanhado de carta de confissão, devidamente periciados.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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2018 NO ESTADO DE SP

 

Seria muito bom se em 2018 houvesse dois nomes de mundos completamente diferentes no páreo pelo governo de São Paulo. Um, apadrinhado por Geraldo Alckmin e Michel Temer, e outro independente.

 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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A POLÍTICA DEMONIZADA

 

Durante seminário em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin declarou que “o Brasil pode orgulhar-se da democracia que tem e que exercita. O sistema e as instituições estão a funcionar, portanto não há que se falar em crise institucional”. Para o ministro, “não se pode demonizar a política”. Pergunta a Fachin: quem demoniza a política, são os políticos que roubam ou o cidadãos indignados com os políticos que roubam e ainda continuam impunes, muitos sob o manto do STF?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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CAMINHO DO DESASTRE

 

Com palavras roubadas à epístola de Paulo aos hebreus – “sem derramamento de sangue não haverá remissão” – e, de má-fé, torcendo totalmente seu sentido cristão de remissão dos pecados pelo sangue purificador de Cristo, a deputada Benedita da Silva, em vídeo conhecido, conclama os brasileiros a lutarem entre si até a morte a fim de que a esquerda mais retrógrada reassuma o poder. (Foi aplaudida, quando deveria ser cassada!) Temo que tal despautério tenha eco no coração do povo assolado por tantos escândalos e crises sem fim. Passa-se a crer que a mera queda do governo Temer é o melhor para o Brasil. Esse parece ser também o pensamento do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF), já que compactuaram com a liberdade de um bandido canalha que teria milhares de anos de penas a cumprir e nem sequer foi considerado chefe de quadrilha, quando é muito claro que o mando está nas mãos de quem possui o dinheiro sujo para comprar políticos venais. Após o desastre Dilma Rousseff, começamos, há um ano, a reverter o quadro de economia arrasada, o que poderia, com um pouco mais de tempo e boa vontade dos congressistas, restabelecer o emprego e nos colocar de volta no caminho da modernidade, com melhorias para todos. Todavia, o clima de guerra que se quer impor ao País, com a ajuda maléfica da imprensa marrom, não o permite. Que se punam os culpados por corrupção. Todos! não seletivamente, porém e à custa de mais embaraços ao desenvolvimento do País e incitação à luta entre brasileiros.

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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MAIS UM CRIME IMPUNE?

 

Sobre o pavoroso acidente ocorrido na BR-101, no Espírito Santo, na quinta-feira (22/6), quando uma carreta transitando com uma carga de 40 toneladas tombou e atingiu um ônibus que ia de São Paulo a Vitória, causando a morte de 22 pessoas – na sua maioria carbonizadas e passageiros do ônibus, além de outras que estavam nas duas ambulâncias que também se envolveram no desastre –, das matérias divulgadas pela mídia, constatamos que na realidade o que ocorreu foi mais um crime, cujos responsáveis, infelizmente, sairão impunes. A estrada é operada por concessionária desde 2013, ocasião em que foram desativadas as três balanças que existiam na região do Espírito Santo. Essa já é uma grave deficiência da rodovia, principalmente por ser trafegada mediante pagamento de pedágio, e, certamente, foi fator preponderante na ocorrência da tragédia. Também pudemos constatar, pelas imagens na TV, que a carreta trafegava com os pneus completamente carecas, ou seja, com a banda de rodagem totalmente gasta, tornando o veículo totalmente desgovernado em pistas molhadas ou com óleo no asfalto. Os responsáveis pela BR-101 e os responsáveis pela manutenção do veículo são indiscutivelmente culpados pelas mortes ocorridas. E o que mais nos revolta é saber que a nossa legislação é leniente em tais casos e a Justiça caminha devagar, navegando nas águas das chicanas, até o crime prescrever. E assim, ano após ano, vamos assistindo a uma série infindável de mortes, provocadas por gananciosos, que contam com a deficiência do sistema judiciário, enquanto nossos parlamentares só se preocupam em salvar a própria pele, atemorizados pela Operação Lava Jato ou interessados em faturar algum na aprovação de leis que atendam a organizações poderosas. Juntar-se-á aos casos da pista de ciclismo à beira-mar no Rio de Janeiro e do viaduto de Belo Horizonte e ao expoente de tais crimes, a destruição pela lama da barragem da Samarco da bacia hidrográfica do Rio Doce, cuja recuperação em anos não se pode sequer estimar. E, agora, a lama já ameaça o atol de Abrolhos, no litoral da Bahia.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

VERGONHA DE SALÁRIO

Enquanto somente nos últimos quatro anos a Polícia Federal apurou que, com a cumplicidade de empresários, políticos brasileiros desviaram R$ 123 bilhões dos cofres públicos, um professor da educação básica – ou seja, da creche ao ensino médio – ganhava no Brasil, em média em 2014, salario de R$ 3.335, diz o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). São 3,98 milhões de professores humilhados com salários que são uma vergonha nacional. Exceção à escola federal, onde um docente teve, em 2014, salário de R$ 7.707,43. Muitos dos professores, por uma questão de sobrevivência, trabalham em três turnos para sustentar a família. Porém, se este salário de R$ 3.335 já é indigno, o que dizer de Mato Grosso, onde o Estado paga a seus professores um salário miserável de R$ 1.196,44?! Além da falta de saneamento básico, da falta de atendimento à saúde, que é um caos, a grande dívida que tem esta nação é com a educação! E não será com estes salários irrisórios que pagamos aos professores de escolas publicas que o País atingirá o desenvolvimento social e econômico.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ENSINO DE LIBRAS

A atitude da rede pública de ensino de Santos (litoral sul de São Paulo) de oferecer a todos os alunos o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais), pensando em promover a inclusão de seus alunos portadores de deficiência auditiva com os demais, é exemplar, além de necessária. Temos debatido tanto sobre empatia, sororidade e inclusão, mas o problema é que é só falamos e nada fazemos. A Unidade Municipal de Educação (UME) Auxiliadora da Instrução, no bairro do Estuário, além de pôr em prática essa ação, a realizou com excelência, mostrando preocupar-se não só com seus alunos, mas também com o seu próximo. Nosso país precisa de mais pessoas que ajam assim, pessoas civilizadas e, acima de tudo, humanas, pessoas que não façam as coisas visando a seu próprio interesse e lucro, mas que fazem pelo próximo pelo simples prazer de saber que estão ajudando alguém. Minha admiração à escola.  

Giovanna S. Boullosa gigiboullosa@gmail.com

São Paulo

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NOSSA CARNE REJEITADA

Não bastassem todos os problemas que enfrentamos, agora estoura mais uma bomba no fornecimento de carne in natura para os EUA, que suspenderam a compra do Brasil. Imaginem o absurdo: as autoridades americanas estavam reinspecionando 100% dos carregamentos de carnes enviados pelo Brasil. Nessas inspeções, rejeitaram 11% dos produtos, cifra considerada absurda, muito superior ao índice de rejeição de outros países, que é de 1%. Onde está nosso Serviço de Inspeção Federal (SIF)? Imaginem se lá encontraram 11%, qual será o índice de rejeição da carne comercializada aqui e que vai para a nossa mesa diariamente, “podre”?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SINAL PERIGOSO

O ministro da Agricultura e os brasileiros do agronegócio temem que, acompanhando os EUA, outros países cessem a aquisição de nossas carnes. Irá Blairo Maggi, ministro da Agricultura, aos EUA dialogar a respeito e tentar desfazer o rompimento comercial. Ressalte-se que a contaminação das carnes brasileiras têm como paradigma os irmãos Batista, da J&F, dona da Friboi, porque todos os demais frigoríficos, sequiosos de imitação, salvo raras exceções, deixaram cuidados devidos aos produtos para ganhar terreno na exportação e com os ganhos. A sinalização dos EUA é muito perigosa para o Brasil, desde que o agronegócio representa mais de 20% na composição de nosso PIB. Precisamos de céleres providências.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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JEITINHO

Se para tudo tem “jeitinho” no Brasil, como o país espera que os EUA acreditem que para uns probleminhas sanitários bobos que ocorreram com a carne verde e amarela não se deu um “jeitinho”. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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BLOQUEIO DA CARNE BRASILEIRA

O problema da vacina contra febre aftosa envolve todos os elos da cadeia, desde os laboratórios que não encontram solução para a excessiva reação vacinal, passando por aquele pecuarista que aplica no local errado ou de maneira errada, pela indústria que não consegue identificar o problema durante o processamento da carne, até o consumidor final, no caso dos EUA, que através do lobby de seus pecuaristas transforma um problema em algo muito maior do que realmente é.

Marco Garcia de Souza, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas marcogsouza@uol.com.br

Três Lagoas (MS)

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DORMIRAM NO PONTO

Os charreteiros de plantão no governo e nos frigoríficos dormiram no ponto depois da Carne Fraca. Claro que haveria consequências.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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A CARNE É FRACA

Depois do veto americano sobre a nossa carne, se a carne dos “esley’s” é fraca, será que a delação não é bichada?!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DA JBS

O Brasil ia mal com Dilma Rousseff, mudou para Temer e a expectativa era a de que melhoras viriam. Mas eis que os irmãos Batista, da JBS surgiram em meio a uma delação premiadíssima e mudaram o rumo da história. Lula foi passado para trás, pois Temer foi acusado de ser o chefe da maior organização criminosa. E Lula virou o que, então? A vítima, o eterno perseguido pela imprensa e pela sociedade que lê e pensa. Lula tenta de toda forma virar o jogo, querendo ser uma pessoa de bem, porém não conseguiu a proeza em dois mandatos, só o que conseguiu foi tapear o povão e seduzir sedentos pelo poder. Cabe a todos os que pagam a conta aguardar que a justiça seja feita. Estamos cansados de ver tantos abusos e desmandos e nada acontecer com a quadrilha. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAIS RESPEITO AO CURRÍCULO

Será que alguém acredita mesmo na conversa do empresário e réu confesso Joesley Batista, quando afirmou à revista “Época” ter tido raros encontros com o ex-presidente Lula, apontando ainda o presidente Michel Temer como chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil? Retrocedendo no tempo, vejamos: Lula e Dilma acabaram com as câmeras de segurança no Palácio do Planalto em 2009. Tinham algo a esconder? Afinal que figuras a dupla temia serem reveladas circulando pelo poder? Lula sempre invocou a presunção de inocência quando fatos suspeitos apontaram em sua direção, mas como falar inocência quando medidas de desinformação foram usadas para evitar que visitas suspeitas fossem flagradas circulando em plena sede do executivo em prováveis negociatas com aquele que estava no topo da cadeia de comando? Como acreditar na ingratidão de um empresário que recebeu do governo Lula bilhões do BNDES a juros mínimos, tornando-se o maior produtor de carne do planeta? Em 2016, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou Lula como “chefe de organização criminosa”, alegando que essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse.” E mais recentemente alguns procuradores da Operação Lava Jato, como Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Santos Lima ratificaram a posição de Janot, apontando Lula como “comandante máximo da organização criminosa”. Réu em cinco processos e em vias de ser condenado pelo juiz Sergio Moro a uma pena em regime fechado, apontar Michel Temer hoje como o maior bandido do Brasil é o mais absoluto desrespeito ao currículo de Lula da Silva.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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ENTREVISTA FHC

Em suas mais recentes entrevistas, Fernando Henrique Cardoso está jogando no lixo sua “conhecida” biografia. Para não fugir ao lugar comum, a última é um primor de cinismo e incoerência. Para ele, se Rodrigo Janot apresentar acusação formal contra Michel Temer, o País enfrentará situação “inédita”. Esqueceu-se o ilustre tatibitate que a situação só é “inédita” em razão de sua covardia/conivência para com o boquirroto causador de todos os atuais problemas de degradação moral e ética que o Brasil enfrenta, quando deixou de exercer o papel que a história e o momento lhe jogaram no colo e, tal qual Pilatos, lavou suas mãos e preferiu, segundo suas próprias palavras, “deixá-lo sangrar”. A besta não sangrou, e deu no que deu. Ainda nessa entrevista, e mostrando cada vez mais sua faceta de alienado da realidade e participante ativo do mesmo seleto clube dos políticos sem-vergonha, omite qualquer juízo de valor sobre Aécio Neves. Já havia se manifestado anteriormente sobre diferença de caixa 2 para os outros, em relação aos tucanos. Agora, cala desavergonhadamente sobre a situação do companheiro de partido. Enlameia cada vez mais a sua própria figura. Mergulha ainda mais no ostracismo que o futuro lhe reserva, a continuar como se comporta e se manifesta atualmente. Deplorável fim. 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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O JOGO DA ESQUERDA

Será que não chegou a hora de o ex-presidente FHC parar de dar palpites errados, fazendo claramente o jogo espúrio e inconstitucional defendido pelo PT e partidos radicais de esquerda? A eleição direta defendida é o que mais deseja o PT, como uma última tentativa de lançar o ex-presidente Lula como candidato, na tentativa de, no caso de uma possível condenação, ele tornar-se-ia vítima do “sistema” e seria a derrocada definitiva do partido. Portanto, presidente FHC, o sr. teve um papel importante na história de nosso país e não custa preservar o seu nome e não destruí-lo.

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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ABOBRINHAS

Francamente, ver a mídia perder tempo com FHC é demais. O cara sumiu durante 13 anos em que foi achincalhado pelo PT, como protagonista da “herança maldita”. Não teve a hombridade de vir a público defender seu legado e agora não sai da mídia falando abobrinhas e até se indispondo contra o prefeito João Dória, do seu próprio partido, que até agora tem feito uma boa gestão. Parece coisa de tucano velho, sem asas, que fica em cima do muro sem conseguir alçar voos, contra tucanos novos de boa plumagem, que pode, sim, ainda dar longos voos e salvar o pouco que resta do PSDB. Depois de tanta abobrinha dita por FHC ultimamente, até parece que o marca-passo não está levando energia suficiente ao seu cérebro. Haja paciência!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INSENSATEZ

FHC não tem nem um amigo para aconselhá-lo a ficar de bico calado? Que insensatez comparar a situação de Temer à de Getúlio, sugerindo que prefere “outra” saída, e não o “suicídio”! Já falou em renúncia. Basta! Para que nova analogia, e tão forte quanto esta? E ainda dizer que João Dória não fez nada! Por favor, não há nada mais melancólico que a decadência de um líder. Fique de boca fechada, por favor, presidente, senão fica parecendo um velhinho invejando a ribalta dos outros.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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FOGO AMIGO

FHC alegou que a sua idade não o permitiria assumir o Planalto. Concordo plenamente. Agora, tem de tirar dele também o microfone, afinal este fogo amigo em relação a João Dória em nada contribui com o partido. FHC, por que não se cala?

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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GESTOR X LÍDER

“Se você for um gestor, não vai inspirar nada, tem de ser líder.” Palavras de FHC, referindo-se ao prefeito João Doria, citadas na matéria de Pedro Venceslau (24/6, A6). Sou admiradora incondicional do ex-presidente e do atual prefeito de São Paulo e peço licença a FHC, sociólogo de reconhecimento internacional, para discordar dele. Ser um gestor, eficiente e eficaz, exige liderança e ser um bom líder exige duas características essenciais que Dória tem, como comunicação e empreendedorismo. Dória é um comunicador nato e o faz, com eficácia, com todas as pessoas a despeito do nível de escolaridade e condição social delas. Dória é um empreendedor – aquele que é capaz de fazer acontecer, de sonhar e realizar os seus sonhos em qualquer área da vida (Peter Drucker 1909-2005). Ora, é do nosso conhecimento que Dória é empreendedor no business e na atua esfera: a política. E suponho que em muitas outras.

Elisa Mariz mariz.elisa@gmail.com

São Paulo

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DÓRIA X FHC

O ex-presidente FHC terá seus motivos para não sair de seu apartamento, certamente pela falta de segurança e para não ver o lixo que está a cidade, sob o rótulo cínico de “cidade linda”. Saia, João Doria, de seu Jardim Europa e venha um pouco aqui, para a Santa Cecília, para ver o horror que está o bairro, com dependentes químicos andando enrolados em cobertores como zumbis e a favela-cracolândia debaixo do Minhocão. O pior é que Dória não ouve a comunidade e impõe absurdos como querer “parque” no Minhocão, o que na prática vai ser transformar o elevado numa cracolândia duplex. Como governar na base do vedetismo midiático ditatorial? Sou uma eleitora decepcionada. 

Marlene Klaiom da Silveira marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

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PADRÃO ELETROBRÁS

Meus parabéns ao presidente da Eletrobrás, sr. Wilson Ferreira Júnior, pelo desabafo “politicamente incorreto” que fez ao criticar o monumental cabide de empregos que é aquela estatal – segundo ele, 40% de seu quadro funcional é “inútil” – e os régios salários (de R$ 30 mil, R$ 40 mil) ali vistos, em contraste com o que ganha a média da população brasileira. Não é difícil de inferir que praticamente todas as demais estatais, com alguma pequena variação para mais ou para menos, seguem o “padrão Eletrobrás”. A principal razão dessa patologia é o histórico patrimonialismo observado em nosso mastodôntico e ineficiente Leviatã, que utiliza o setor de recursos humanos de suas empresas como infame moeda de troca em nome da “governabilidade” de um Estado corrupto e disfuncional, num escambo indecoroso que nada fica a dever aos mensalões e outros expedientes espúrios utilizados para assegurar apoio político aos mandachuvas da hora. Como consequência, segue o Brasil na rabeira do ranking global de produtividade, esperando que algum milagre aconteça para tirarmos o pé da lama em que há tempos estamos atolados.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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‘ENCOSTADOS’

Congratulo-me com as reações dos participantes do “Fórum dos Leitores” favoráveis às palavras do presidente da Eletrobrás, quando este disse que “40% são caras inúteis”. O fato do mau funcionário, “encostado”, é inerente à formação do Brasil. Na década de 1940, quando era garoto, já ouvia contar sobre o “funcionário (público) de dois paletós”. Ele vinha para o “trabalho” vestindo um paletó e trazendo outro na mão, o qual pendurava no encosto de sua cadeira e saía para flanar. Se seu chefe ou outro funcionário perguntasse por ele, seu companheiro respondia “ele deve estar no banheiro ou trabalhando na casa, pois seu paletó está aí na cadeira”. O jeitinho sempre mandou no Brasil, só que nestes últimos anos de desgoverno aumentou muito.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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PORCENTUAL

Até que enfim um “presidente” falou uma verdade neste país, mas a quantidade de 40% de “cara que é inútil, que não serve para nada, ganhando uma gratificação e com um salário de 30 a 40 paus por mês” deve estar equivocada. Pelo que demonstram, deve ser muito mais, senão os sindicatos não iriam se manifestar tão veementemente. Parabéns pela coragem, mas revise o porcentual.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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É GERAL

Vagabundos e safados com altos salários! Se tivéssemos somente na Eletrobrás, estávamos bonito no pedaço! 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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ALIENAÇÃO OU INOCÊNCIA

A Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) vai recorrer ao Judiciário e à Comissão de Ética Pública (?) por discordar de declarações do presidente da empresa. A Aeel sofre da síndrome que ataca todos os dependentes do famigerado e absurdo Imposto Sindical. Os membros dessas entidades ou são alienados ou são inocentes que não acreditam haver vagabundos e safados entre os membros de sua empresa, já que a quase totalidade deles deva seus cargos a indicação política e não, como seria de esperar, por aprovação em concurso público.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O FUTURO DA ELETROBRÁS

Os brasileiros, principalmente os acionistas da Eletrobrás, agradecem a decisão de manter o atual presidente, Wilson Ferreira Junior, no cargo. E ainda estamos torcendo para que a empresa faça uma faxina geral, eliminando todos aqueles que apenas mamam nas tetas da companhia. E que essa medida saneadora seja adotada em todas as estatais. Cumprimento o sr. Wilson e concordo plenamente com sua afirmação: “A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público”. É por isso que os brasileiros também estão pedindo o fim da contribuição sindical obrigatória. Fora corruptos e fora pelegos, para que o Brasil possa realmente sair da crise e crescer. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A ESQUECIDA ZONA SUL DE SÃO PAULO

Incrível como a cidade de São Paulo tem enorme potencial para turismo, mas ele não é aproveitado, ficando apenas com a fama de cidade de gente que trabalha muito e, quando quer aproveitar, tem de sair e viajar. Um exemplo evidente e claro é a zona sul da cidade, com matas, cachoeiras, represas, plantações, índios, uma trilha de trem histórica que escoa grande parte da produção do Brasil para o Porto de Santos e até cratera de um cometa caído anos atrás que são completamente desconhecidos, nada é divulgado e são áreas “abandonadas” pelo poder público, que, se fosse mais organizado, poderia reverter isso inclusive em mais arrecadação e desenvolvimento. Não há investimento na zona sul da cidade, pois um dos grandes problemas é a divisão da responsabilidade entre o Estado e o município. Um exemplo disso, que agrava e degrada a região, é o Terminal Varginha, que desapropriou muita coisa, não foi para a frente e agora está abandonado e prestes a sofrer uma nova invasão e tornar-se moradia irregular, com todos os prejuízos disso. Temos matas e animais que estão sendo perdidos pela falta simples de fiscalização para controlar as invasões, o comércio e atividades irregulares. Não há necessidade de apenas dinheiro público, mas fiscalização, estruturação da região com transporte (ônibus e trens), saúde e gestão e tratamento do esgoto sanitário, pois, como é de conhecimento de todos, a falta deste polui o que ainda temos, que são as represas de Guarapiranga e Billings (esta última completamente abandonada). Hoje a região conta já com a iniciativa de algumas pessoas realmente engajadas na estruturação e na divulgação da região, mas sem o poder público, que, volto a afirmar, só tem a ganhar, fica tudo mais difícil.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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