Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Junho 2017 | 03h00

FGTS

Vem confisco aí?!

Ouvi o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, dizer que vai fazer um projeto que prevê retenção por até um ano do dinheiro da demissão sem justa causa, para pagar correção judicial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Como assim? Isso é confisco! O ministro deveria ir atrás dos que devem ao Estado e não pagam. Por que não cobra deles? Certamente a população aplaudiria. Basta de esfolar os trabalhadores! Já não basta o sofrimento das pessoas por estarem desempregadas?

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Exploração do desemprego

No Brasil é assim: toda vez que os governos se veem sem dinheiro, pegam a primeira instituição com crédito à vista, emitem medidas provisórias e avançam sem dó no dinheiro dos brasileiros. Há 15 anos que vemos isso repetidamente. O lulodilmismo enfiou a mão na CPMF e também nos fundos de pensão, fazendo-os sócios de inúmeras empresas falidas. Usou e abusou dos bancos estatais, com o mesmo fim. Agora, com o escândalo da JBS, ficamos sabendo que até dinheiro do FGTS foi usado para esse fim! Portanto, saber que o Ministério da Fazenda estuda postergar o recebimento do trabalhador demitido por três meses, para financiar o “salário-desemprego”, já é roubar demais o pobre do trabalhador, que, além de desempregado, ainda financiará uma obrigação do governo. Se não impedirmos isso, daqui a pouco o trabalhador só poderá retirar o seu FGTS na aposentadoria. Será que nossa equipe econômica, primorosa e competente, não consegue achar uma saída menos nociva e mais decente para os brasileiros?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Torre de Babel

Então, o governo pretende reter parte do FGTS do trabalhador demitido para ajudar no seguro-desemprego... Isso realmente é confisco! O FGTS é do trabalhador. Que ideia de jerico! Não dá para entender. O governo libera, excepcionalmente, o FGTS das contas inativas para ajudar o trabalhador e dar um impulso à economia. E agora vem com esse confisco? De fato, o governo não está se entendendo. Ninguém sabe para onde está indo. Parece uma Torre de Babel. Dá com uma mão e toma com a outra? O PT voltou ao governo? Deu crédito subsidiado à vontade, facilidades a torto e a direito e agora que a coisa ficou feia na economia fecham as torneiras, tomando de volta tudo o que ele deu e mais alguma coisa?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Insegurança jurídica

Essa história de não rever decisões monocráticas de um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) sob o pretexto de enfraquecer o instrumento da delação premiada me parece um grande equívoco. A desmoralização vem exatamente no sentido oposto, quando em troca de meia delação se concede total liberdade ao delator envolvido em vários crimes de dimensões bilionárias. As delações são instrumento precioso, em especial nos casos de atuação de quadrilhas cujos braços podem envolver todos os Poderes da República. Agora, como fica o cidadão nesse sistema eleitoral cheio de vícios, que não lhe proporciona representantes genuínos? Senadores com dois suplentes, que quando chamados para o Executivo permitem que um total desconhecido assuma sua cadeira. E são esses suplentes que, juntamente com os demais senadores, aprovam (ou não) as indicações do presidente da República para ministros do STF. Deputados federais que podem abrir processos contra ministros do STF e são eleitos sem o menor vínculo com seus eleitores. Se for para reduzir a insegurança jurídica, precisamos que todos cumpram o seu papel. Mas o eleitor só vai minimamente conseguir isso com senadores sem suplentes e voto distrital.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Armação ilimitada

Ao saber do teor da gravação envolvendo um procurador e um juiz como subornados por Joesley Batista, segundo o próprio delator, o procurador Janot, por dever de ofício, deveria ter-lhe dado voz de prisão, por crime de suborno. A meu ver, a atitude tomada de liberar Joesley configura, no mínimo, prevaricação.

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Leis incontestáveis

Dada a balbúrdia que se instalou no que se diz ser a vigência da lei e do pleno funcionamento das instituições de Estado no Brasil, sou forçado a observar que há três delas cujo cumprimento é incontestável por aqui. A primeira é a lei do mais forte, utilizada por bandidos, empossados ou não, armados de caneta, fuzil ou dinamite, dispostos a roubar e a assassinar o futuro do País. A segunda é a lei do mais esperto, também conhecida como lei de Gerson, usada por velhacos de toda espécie para enganar eleitores e outras vítimas incautas, até mesmo das facções rivais. E, finalmente, a lei do menor esforço, utilizada por quadrilheiros diversos para enriquecimento fácil.

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

JUSTIÇA?

Os mais iguais

A Justiça brasileira não se cansa de nos surpreender com suas decisões e seus dois pesos e duas medidas. O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática de diversos crimes sexuais, já está em casa, em prisão domiciliar. Enquanto isso, milhares de cidadãos comuns estão presos em cadeias infectas, verdadeiras masmorras, em total desrespeito à lei, à Constituição e aos direitos humanos. A lei deveria ser igual para todos. Por aí se vê uma face classista e pouco republicana da Justiça no Brasil.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Tragédia no trânsito

Motorista, pessoa influente da sociedade carioca, portador de histórico de dezenas de multas, ao conduzir seu automóvel, visivelmente embriagado, provocou a morte de um operário, por atropelamento. Sua pena será prestação de serviço sete horas por semana durante quatro anos e oito meses, suspensão da carteira de habilitação por cinco anos e pagamento de R$ 300 mil a título de doação social. Vê-se claramente, pela pena, que a lei brasileira é deveras indulgente com o ofensor, a ponto de prejudicar a justiça. Afinal de contas, sangue inocente foi derramado estupidamente.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

VERGONHA DE SALÁRIO

Enquanto somente nos últimos quatro anos a Polícia Federal apurou que, com a cumplicidade de empresários, políticos brasileiros desviaram R$ 123 bilhões dos cofres públicos, um professor da educação básica – ou seja, da creche ao ensino médio – ganhava no Brasil, em média em 2014, salario de R$ 3.335, diz o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). São 3,98 milhões de professores humilhados com salários que são uma vergonha nacional. Exceção à escola federal, onde um docente teve, em 2014, salário de R$ 7.707,43. Muitos dos professores, por uma questão de sobrevivência, trabalham em três turnos para sustentar a família. Porém, se este salário de R$ 3.335 já é indigno, o que dizer de Mato Grosso, onde o Estado paga a seus professores um salário miserável de R$ 1.196,44?! Além da falta de saneamento básico, da falta de atendimento à saúde, que é um caos, a grande dívida que tem esta nação é com a educação! E não será com estes salários irrisórios que pagamos aos professores de escolas publicas que o País atingirá o desenvolvimento social e econômico.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ENSINO DE LIBRAS

A atitude da rede pública de ensino de Santos (litoral sul de São Paulo) de oferecer a todos os alunos o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais), pensando em promover a inclusão de seus alunos portadores de deficiência auditiva com os demais, é exemplar, além de necessária. Temos debatido tanto sobre empatia, sororidade e inclusão, mas o problema é que é só falamos e nada fazemos. A Unidade Municipal de Educação (UME) Auxiliadora da Instrução, no bairro do Estuário, além de pôr em prática essa ação, a realizou com excelência, mostrando preocupar-se não só com seus alunos, mas também com o seu próximo. Nosso país precisa de mais pessoas que ajam assim, pessoas civilizadas e, acima de tudo, humanas, pessoas que não façam as coisas visando a seu próprio interesse e lucro, mas que fazem pelo próximo pelo simples prazer de saber que estão ajudando alguém. Minha admiração à escola.  

Giovanna S. Boullosa gigiboullosa@gmail.com

São Paulo

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NOSSA CARNE REJEITADA

Não bastassem todos os problemas que enfrentamos, agora estoura mais uma bomba no fornecimento de carne in natura para os EUA, que suspenderam a compra do Brasil. Imaginem o absurdo: as autoridades americanas estavam reinspecionando 100% dos carregamentos de carnes enviados pelo Brasil. Nessas inspeções, rejeitaram 11% dos produtos, cifra considerada absurda, muito superior ao índice de rejeição de outros países, que é de 1%. Onde está nosso Serviço de Inspeção Federal (SIF)? Imaginem se lá encontraram 11%, qual será o índice de rejeição da carne comercializada aqui e que vai para a nossa mesa diariamente, “podre”?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SINAL PERIGOSO

O ministro da Agricultura e os brasileiros do agronegócio temem que, acompanhando os EUA, outros países cessem a aquisição de nossas carnes. Irá Blairo Maggi, ministro da Agricultura, aos EUA dialogar a respeito e tentar desfazer o rompimento comercial. Ressalte-se que a contaminação das carnes brasileiras têm como paradigma os irmãos Batista, da J&F, dona da Friboi, porque todos os demais frigoríficos, sequiosos de imitação, salvo raras exceções, deixaram cuidados devidos aos produtos para ganhar terreno na exportação e com os ganhos. A sinalização dos EUA é muito perigosa para o Brasil, desde que o agronegócio representa mais de 20% na composição de nosso PIB. Precisamos de céleres providências.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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JEITINHO

Se para tudo tem “jeitinho” no Brasil, como o país espera que os EUA acreditem que para uns probleminhas sanitários bobos que ocorreram com a carne verde e amarela não se deu um “jeitinho”. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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BLOQUEIO DA CARNE BRASILEIRA

O problema da vacina contra febre aftosa envolve todos os elos da cadeia, desde os laboratórios que não encontram solução para a excessiva reação vacinal, passando por aquele pecuarista que aplica no local errado ou de maneira errada, pela indústria que não consegue identificar o problema durante o processamento da carne, até o consumidor final, no caso dos EUA, que através do lobby de seus pecuaristas transforma um problema em algo muito maior do que realmente é.

Marco Garcia de Souza, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas marcogsouza@uol.com.br

Três Lagoas (MS)

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DORMIRAM NO PONTO

Os charreteiros de plantão no governo e nos frigoríficos dormiram no ponto depois da Carne Fraca. Claro que haveria consequências.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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A CARNE É FRACA

Depois do veto americano sobre a nossa carne, se a carne dos “esley’s” é fraca, será que a delação não é bichada?!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DA JBS

O Brasil ia mal com Dilma Rousseff, mudou para Temer e a expectativa era a de que melhoras viriam. Mas eis que os irmãos Batista, da JBS surgiram em meio a uma delação premiadíssima e mudaram o rumo da história. Lula foi passado para trás, pois Temer foi acusado de ser o chefe da maior organização criminosa. E Lula virou o que, então? A vítima, o eterno perseguido pela imprensa e pela sociedade que lê e pensa. Lula tenta de toda forma virar o jogo, querendo ser uma pessoa de bem, porém não conseguiu a proeza em dois mandatos, só o que conseguiu foi tapear o povão e seduzir sedentos pelo poder. Cabe a todos os que pagam a conta aguardar que a justiça seja feita. Estamos cansados de ver tantos abusos e desmandos e nada acontecer com a quadrilha. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAIS RESPEITO AO CURRÍCULO

Será que alguém acredita mesmo na conversa do empresário e réu confesso Joesley Batista, quando afirmou à revista “Época” ter tido raros encontros com o ex-presidente Lula, apontando ainda o presidente Michel Temer como chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil? Retrocedendo no tempo, vejamos: Lula e Dilma acabaram com as câmeras de segurança no Palácio do Planalto em 2009. Tinham algo a esconder? Afinal que figuras a dupla temia serem reveladas circulando pelo poder? Lula sempre invocou a presunção de inocência quando fatos suspeitos apontaram em sua direção, mas como falar inocência quando medidas de desinformação foram usadas para evitar que visitas suspeitas fossem flagradas circulando em plena sede do executivo em prováveis negociatas com aquele que estava no topo da cadeia de comando? Como acreditar na ingratidão de um empresário que recebeu do governo Lula bilhões do BNDES a juros mínimos, tornando-se o maior produtor de carne do planeta? Em 2016, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou Lula como “chefe de organização criminosa”, alegando que essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse.” E mais recentemente alguns procuradores da Operação Lava Jato, como Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Santos Lima ratificaram a posição de Janot, apontando Lula como “comandante máximo da organização criminosa”. Réu em cinco processos e em vias de ser condenado pelo juiz Sergio Moro a uma pena em regime fechado, apontar Michel Temer hoje como o maior bandido do Brasil é o mais absoluto desrespeito ao currículo de Lula da Silva.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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ENTREVISTA FHC

Em suas mais recentes entrevistas, Fernando Henrique Cardoso está jogando no lixo sua “conhecida” biografia. Para não fugir ao lugar comum, a última é um primor de cinismo e incoerência. Para ele, se Rodrigo Janot apresentar acusação formal contra Michel Temer, o País enfrentará situação “inédita”. Esqueceu-se o ilustre tatibitate que a situação só é “inédita” em razão de sua covardia/conivência para com o boquirroto causador de todos os atuais problemas de degradação moral e ética que o Brasil enfrenta, quando deixou de exercer o papel que a história e o momento lhe jogaram no colo e, tal qual Pilatos, lavou suas mãos e preferiu, segundo suas próprias palavras, “deixá-lo sangrar”. A besta não sangrou, e deu no que deu. Ainda nessa entrevista, e mostrando cada vez mais sua faceta de alienado da realidade e participante ativo do mesmo seleto clube dos políticos sem-vergonha, omite qualquer juízo de valor sobre Aécio Neves. Já havia se manifestado anteriormente sobre diferença de caixa 2 para os outros, em relação aos tucanos. Agora, cala desavergonhadamente sobre a situação do companheiro de partido. Enlameia cada vez mais a sua própria figura. Mergulha ainda mais no ostracismo que o futuro lhe reserva, a continuar como se comporta e se manifesta atualmente. Deplorável fim. 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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O JOGO DA ESQUERDA

Será que não chegou a hora de o ex-presidente FHC parar de dar palpites errados, fazendo claramente o jogo espúrio e inconstitucional defendido pelo PT e partidos radicais de esquerda? A eleição direta defendida é o que mais deseja o PT, como uma última tentativa de lançar o ex-presidente Lula como candidato, na tentativa de, no caso de uma possível condenação, ele tornar-se-ia vítima do “sistema” e seria a derrocada definitiva do partido. Portanto, presidente FHC, o sr. teve um papel importante na história de nosso país e não custa preservar o seu nome e não destruí-lo.

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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ABOBRINHAS

Francamente, ver a mídia perder tempo com FHC é demais. O cara sumiu durante 13 anos em que foi achincalhado pelo PT, como protagonista da “herança maldita”. Não teve a hombridade de vir a público defender seu legado e agora não sai da mídia falando abobrinhas e até se indispondo contra o prefeito João Dória, do seu próprio partido, que até agora tem feito uma boa gestão. Parece coisa de tucano velho, sem asas, que fica em cima do muro sem conseguir alçar voos, contra tucanos novos de boa plumagem, que pode, sim, ainda dar longos voos e salvar o pouco que resta do PSDB. Depois de tanta abobrinha dita por FHC ultimamente, até parece que o marca-passo não está levando energia suficiente ao seu cérebro. Haja paciência!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INSENSATEZ

FHC não tem nem um amigo para aconselhá-lo a ficar de bico calado? Que insensatez comparar a situação de Temer à de Getúlio, sugerindo que prefere “outra” saída, e não o “suicídio”! Já falou em renúncia. Basta! Para que nova analogia, e tão forte quanto esta? E ainda dizer que João Dória não fez nada! Por favor, não há nada mais melancólico que a decadência de um líder. Fique de boca fechada, por favor, presidente, senão fica parecendo um velhinho invejando a ribalta dos outros.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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FOGO AMIGO

FHC alegou que a sua idade não o permitiria assumir o Planalto. Concordo plenamente. Agora, tem de tirar dele também o microfone, afinal este fogo amigo em relação a João Dória em nada contribui com o partido. FHC, por que não se cala?

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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GESTOR X LÍDER

“Se você for um gestor, não vai inspirar nada, tem de ser líder.” Palavras de FHC, referindo-se ao prefeito João Doria, citadas na matéria de Pedro Venceslau (24/6, A6). Sou admiradora incondicional do ex-presidente e do atual prefeito de São Paulo e peço licença a FHC, sociólogo de reconhecimento internacional, para discordar dele. Ser um gestor, eficiente e eficaz, exige liderança e ser um bom líder exige duas características essenciais que Dória tem, como comunicação e empreendedorismo. Dória é um comunicador nato e o faz, com eficácia, com todas as pessoas a despeito do nível de escolaridade e condição social delas. Dória é um empreendedor – aquele que é capaz de fazer acontecer, de sonhar e realizar os seus sonhos em qualquer área da vida (Peter Drucker 1909-2005). Ora, é do nosso conhecimento que Dória é empreendedor no business e na atua esfera: a política. E suponho que em muitas outras.

Elisa Mariz mariz.elisa@gmail.com

São Paulo

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DÓRIA X FHC

O ex-presidente FHC terá seus motivos para não sair de seu apartamento, certamente pela falta de segurança e para não ver o lixo que está a cidade, sob o rótulo cínico de “cidade linda”. Saia, João Doria, de seu Jardim Europa e venha um pouco aqui, para a Santa Cecília, para ver o horror que está o bairro, com dependentes químicos andando enrolados em cobertores como zumbis e a favela-cracolândia debaixo do Minhocão. O pior é que Dória não ouve a comunidade e impõe absurdos como querer “parque” no Minhocão, o que na prática vai ser transformar o elevado numa cracolândia duplex. Como governar na base do vedetismo midiático ditatorial? Sou uma eleitora decepcionada. 

Marlene Klaiom da Silveira marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

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PADRÃO ELETROBRÁS

Meus parabéns ao presidente da Eletrobrás, sr. Wilson Ferreira Júnior, pelo desabafo “politicamente incorreto” que fez ao criticar o monumental cabide de empregos que é aquela estatal – segundo ele, 40% de seu quadro funcional é “inútil” – e os régios salários (de R$ 30 mil, R$ 40 mil) ali vistos, em contraste com o que ganha a média da população brasileira. Não é difícil de inferir que praticamente todas as demais estatais, com alguma pequena variação para mais ou para menos, seguem o “padrão Eletrobrás”. A principal razão dessa patologia é o histórico patrimonialismo observado em nosso mastodôntico e ineficiente Leviatã, que utiliza o setor de recursos humanos de suas empresas como infame moeda de troca em nome da “governabilidade” de um Estado corrupto e disfuncional, num escambo indecoroso que nada fica a dever aos mensalões e outros expedientes espúrios utilizados para assegurar apoio político aos mandachuvas da hora. Como consequência, segue o Brasil na rabeira do ranking global de produtividade, esperando que algum milagre aconteça para tirarmos o pé da lama em que há tempos estamos atolados.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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‘ENCOSTADOS’

Congratulo-me com as reações dos participantes do “Fórum dos Leitores” favoráveis às palavras do presidente da Eletrobrás, quando este disse que “40% são caras inúteis”. O fato do mau funcionário, “encostado”, é inerente à formação do Brasil. Na década de 1940, quando era garoto, já ouvia contar sobre o “funcionário (público) de dois paletós”. Ele vinha para o “trabalho” vestindo um paletó e trazendo outro na mão, o qual pendurava no encosto de sua cadeira e saía para flanar. Se seu chefe ou outro funcionário perguntasse por ele, seu companheiro respondia “ele deve estar no banheiro ou trabalhando na casa, pois seu paletó está aí na cadeira”. O jeitinho sempre mandou no Brasil, só que nestes últimos anos de desgoverno aumentou muito.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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PORCENTUAL

Até que enfim um “presidente” falou uma verdade neste país, mas a quantidade de 40% de “cara que é inútil, que não serve para nada, ganhando uma gratificação e com um salário de 30 a 40 paus por mês” deve estar equivocada. Pelo que demonstram, deve ser muito mais, senão os sindicatos não iriam se manifestar tão veementemente. Parabéns pela coragem, mas revise o porcentual.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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É GERAL

Vagabundos e safados com altos salários! Se tivéssemos somente na Eletrobrás, estávamos bonito no pedaço! 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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ALIENAÇÃO OU INOCÊNCIA

A Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) vai recorrer ao Judiciário e à Comissão de Ética Pública (?) por discordar de declarações do presidente da empresa. A Aeel sofre da síndrome que ataca todos os dependentes do famigerado e absurdo Imposto Sindical. Os membros dessas entidades ou são alienados ou são inocentes que não acreditam haver vagabundos e safados entre os membros de sua empresa, já que a quase totalidade deles deva seus cargos a indicação política e não, como seria de esperar, por aprovação em concurso público.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O FUTURO DA ELETROBRÁS

Os brasileiros, principalmente os acionistas da Eletrobrás, agradecem a decisão de manter o atual presidente, Wilson Ferreira Junior, no cargo. E ainda estamos torcendo para que a empresa faça uma faxina geral, eliminando todos aqueles que apenas mamam nas tetas da companhia. E que essa medida saneadora seja adotada em todas as estatais. Cumprimento o sr. Wilson e concordo plenamente com sua afirmação: “A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público”. É por isso que os brasileiros também estão pedindo o fim da contribuição sindical obrigatória. Fora corruptos e fora pelegos, para que o Brasil possa realmente sair da crise e crescer. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A ESQUECIDA ZONA SUL DE SÃO PAULO

Incrível como a cidade de São Paulo tem enorme potencial para turismo, mas ele não é aproveitado, ficando apenas com a fama de cidade de gente que trabalha muito e, quando quer aproveitar, tem de sair e viajar. Um exemplo evidente e claro é a zona sul da cidade, com matas, cachoeiras, represas, plantações, índios, uma trilha de trem histórica que escoa grande parte da produção do Brasil para o Porto de Santos e até cratera de um cometa caído anos atrás que são completamente desconhecidos, nada é divulgado e são áreas “abandonadas” pelo poder público, que, se fosse mais organizado, poderia reverter isso inclusive em mais arrecadação e desenvolvimento. Não há investimento na zona sul da cidade, pois um dos grandes problemas é a divisão da responsabilidade entre o Estado e o município. Um exemplo disso, que agrava e degrada a região, é o Terminal Varginha, que desapropriou muita coisa, não foi para a frente e agora está abandonado e prestes a sofrer uma nova invasão e tornar-se moradia irregular, com todos os prejuízos disso. Temos matas e animais que estão sendo perdidos pela falta simples de fiscalização para controlar as invasões, o comércio e atividades irregulares. Não há necessidade de apenas dinheiro público, mas fiscalização, estruturação da região com transporte (ônibus e trens), saúde e gestão e tratamento do esgoto sanitário, pois, como é de conhecimento de todos, a falta deste polui o que ainda temos, que são as represas de Guarapiranga e Billings (esta última completamente abandonada). Hoje a região conta já com a iniciativa de algumas pessoas realmente engajadas na estruturação e na divulgação da região, mas sem o poder público, que, volto a afirmar, só tem a ganhar, fica tudo mais difícil.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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