Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Junho 2017 | 03h00

CRISE POLÍTICA

1964-2017

Quem, como eu, viveu o cenário político de 1964, com todas as nuances de crise econômica e social, que resultou na intervenção militar para brecar o sonho castrista de fazer do Brasil uma Cuba de tamanho continental, sabe que o roteiro agora é o mesmo. Porém cada nuance é elevada à décima potência, tudo acrescido dos ingredientes corrupção institucionalizada e desconfiança do povo quanto à isenção nas decisões de alguns membros das instituições jurídicas no que se refere ao julgamento de criminosos apontados pela Lava Jato. Tudo está sendo adrede preparado pela esquerda para retomar o poder, perdido com o impeachment de Dilma Rousseff. José Dirceu circula livremente conspirando, os irmãos açougueiros foram preparados para forçar um escândalo que levasse à renúncia de Michel Temer e à eleição direta já, sonho de Lula. Mas como Temer não renunciou, então restou partir para esse jogo rasteiro de roê-lo pelas beiradas. Para mim ficou clara a movimentação da esquerda internacional para achincalhar Temer em sua viagem à Rússia e à Noruega, a começar pelos comentários de certa mídia, que chegou ironizar que Temer inventara a viagem porque queria comprar bacalhau norueguês. As puxadas de tapete na Noruega tiveram até a presença de uma “indígena” tão caracterizada e maquiada que não dava para distinguir os traços de sua herança étnica, o que me fez questionar: quem pagou a viagem dela até lá? Sabemos dos defeitos de Temer, mas também de suas qualidades e que ele pode governar até 2018 com grandes chances de nos tirar desta crise. E é uma vergonha que uma mídia poderosa sirva de alavanca da esquerda populista (que em 13 anos nos levou ao caos, mas deu as chaves do cofre do BNDES a grupos privilegiados) para derrubar um governo legalmente constituído e forçar uma medida inconstitucional como as diretas já. Fica a pergunta: o Exército, zeloso da obediência à Lei Maior, vai ter de intervir a nosso favor caso isso se concretize? Ou as instituições se curvarão à estrita observância da Constituição, tirando-nos desta sensação de insegurança jurídica que vivemos? O quadro é esse.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Interesses escusos

Capitaneados por Rodrigo Janot e Edson Fachin, que chegaram a anistiar os crimes da família Batista, altos funcionários públicos e sindicalistas querem minar o governo Temer com o único objetivo de acabar com as reformas da Previdência e trabalhista, já que não querem perder a mamata de jeito nenhum, mesmo que o País quebre. Pegaram também o presidente do PSDB com a mesma finalidade, já que esse partido dá sustentação a tais reformas. São sempre os mesmos, quando aparece alguém que tenta arrumar o País, fazem de tudo para sabotar. Não conseguem enganar ninguém.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Dupla dinâmica

A dupla Fachin-Janot surpreende pela voracidade com que ataca o presidente Temer, valorizando em demasia a delação do canalha Joesley Batista. Casos muito mais graves, como os de Renan Calheiros, Gleisi Hoffmann & Cia., são relegados a segundo plano, mantidos em gavetas. Justo quando o País parece voltar a respirar sem auxílio de aparelhos, vem a dupla mirar no presidente da República, criando péssima expectativa no mercado. Esse afã prejudica diretamente a população em geral e muito mais os 14 milhões de desempregados. A dupla deveria ser mais cautelosa em suas investidas.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

Lulopetismo

Fachin e Janot não conseguem mais esconder o lulopetismo que seu inconsciente revela.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

ENTREVISTA

Pilhéria

Aos 82 anos, o professor emérito de Filosofia da USP, radicado na França, Ruy Fausto nos brindou com divertida entrevista no domingo. Li duas vezes e não vou nem entrar no mérito de que ele mora fora do País e, então, não pode palpitar sobre a nossa assustadora condição atual, porque isso é pequeno dentro do contexto bizarro de suas palavras. Tomara que a esquerda diga amém a esse senhor e forme a chapa Fernando Haddad-Marcelo Freixo para 2018. Pelo menos nos darão motivos para rir.

ANGELA CARVALHAES RENOLDI

angelarenoldi@gmail.com

São Paulo

A esquerda combalida

Fico pasma ao ver Ruy Fausto, radicado na França, dando pitacos mal informados sobre os possíveis candidatos da esquerda ao governo do País. Elogia Haddad e tem a “impressão de que ele fez um bom governo”. Os paulistanos têm a certeza de que ele fez um péssimo governo. E continua: “Freixo me parece um bom sujeito”. Pergunte aos cariocas, que o rejeitaram plenamente. Os outros nomes que ele sugere são todos péssimos, já nossos conhecidos, como Tarso Genro, que afundou o Rio Grande do Sul. E, por fim, não deseja que Lula seja condenado, e sim que ele possa candidatar-se. Sem comentários quanto a isso. Os brasileiros que continuam aqui a viver e sofrer pela corrupção e pelos roubos da esquerda deturpada pelo projeto criminoso de poder agradeceriam se esquerdistas “estrangeiros” se calassem e admitissem a realidade, em vez de proferir sandices.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

FUNDO PARTIDÁRIO

O nome aos bois

Muito bom o editorial Uma manobra esperta (25/7, A3). Poderia ter sido ótimo se tivesse dado o nome aos bois. Por exemplo, quando menciona que “alguns parlamentares (...) cogitam agora (...) de destinar vultosos recursos para campanhas eleitorais”. Ou, então, quando diz que “a solução seria destinar recursos ‘suficientes’ para o Fundo Partidário – e pensa-se num adicional de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões”. Pergunto: quem são esses parlamentares e quem pensa nesse modesto incremento para o Fundo Partidário? Cumpre à imprensa listar o nome desses indivíduos inimigos da democracia.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Homônimo

No Você no Estadao.com.br de domingo (A3) há uma frase entre aspas atribuída a Roberto Rodrigues, que diz: “O que deveriam fazer é impedir que a carne que está voltando seja vendida por aqui”. Eu nunca disse nem escrevi esse texto. Deve ter sido postado por um homônimo, mas peço que isso seja esclarecido.

ROBERTO RODRIGUES, ex-ministro da Agricultura

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AGORA VAI


Acabou a indecisão de Antonio Palocci. Com a condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro, de 12 anos e 2 meses, certamente Palocci dará mais atenção à colaboração premiada. Seus companheiros corruptos, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura e o corruptor Marcelo Odebrecht, que continuam presos como ele e que também estão incluídos no pacote condenatório, devem ter trazido mais desesperança para se livrar do xilindró. Ora, continuar enjaulado para defender a “tigrada” petista não deve valer a pena, não é mesmo, Palocci?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ARMAÇÃO À VISTA


O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, João Alberto, certamente com a aprovação dos demais membros do conselho, nos deixou numa dúvida cruel ao mandar arquivar o pedido de cassação do mandato do ex-senador Aécio Neves, por falta de provas. Deixou-nos a impressão de que alguém do conselho foi informado de que a Polícia Federal (PF) estava prestes a enviar para a Procuradoria-Geral da República (PGR) o laudo apontando que não houve edição na gravação de Joesley Batista. Agora, é só aguardar as decisões da PGR, do STF e do Congresso. Certamente, vem por aí mais uma armação.


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


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CORPORATIVISMO?


O Conselho de Ética do Senado, na pessoa de seu presidente, João Alberto Souza, que tem muito a explicar, mandou arquivar pedido de cassação de Aécio Neves, justificando que foi tudo “armação”. É verdade, excelência, foi tudo armação. Com duplo sentido, por favor!


Luís Fernando Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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PAÍS SEM CRÉDITO


Alguém pode acreditar numa Comissão de Ética que arquiva, sumária e arbitrariamente, um pedido de cassação de um senador denunciado por crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça que o País todo viu? Alguém, em sã consciência, pode engolir a justificativa de seu presidente, que alega “falta de elementos convincentes para se processar um senador, eleito por milhões de votos, injustiçado com uma grande armação”? Alguém, que não se deixe levar pela emoção dos interesses político-partidários – e outros também – pode dizer que não está em curso um acordão para livrar a cara de envolvidos na Lava Jato, de quase todos os partidos, mais sujos do que todo um galinheiro? Alguém pode confiar numa Justiça que nomeia os julgadores de julgados indicados por eles? Finalmente, pode-se dormir tranquilo num país que, na maioria das vezes, pune com muito mais rigor e rapidez pobres e negros?


João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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O PERDÃO DE AÉCIO


Segundo o senador João Alberto Souza (PMDB-MA), ele arquivou o pedido de cassação do senador Aécio Neves porque não há provas de quebra de decoro. Para mim, o que há de sobra neste Congresso é ausência de moral de alguns e/ou muitos senadores para cassar outros senadores. Uma vergonha que um senador, ao abrir a boca para falar, a cada cinco palavras, quatro são de baixo calão, continue ocupando o cargo e permanecendo no partido pelo qual foi eleito. O Senado e o PSDB que abram os olhos, pois uma laranja podre na cesta contamina as demais. E, na dúvida, o eleitor pode deixar de votar em todos os candidatos do partido. A ausência de punição vai manter a corrupção instalada na política, e isso o brasileiro não aceita mais. Portanto, se as instituições do nosso país estão realmente funcionando, que façam a lição de casa, punindo os corruptos. Vamos limpar o nosso país, vamos limpar a nossa política, vamos seguir o conselho da primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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ÉTICA ÀS AVESSAS


Com o arquivamento do processo de ética movido pelo Senado contra o senador Aécio Neves, caíram por terra os vestais da moralidade que o PSDB manteve desde sua criação. O PSDB nada mais é do que um PT emplumado e provido de um enorme “bico”, que serve apenas ludibriar os incautos e ingênuos eleitores com sua demagogia barata contra a corrupção. Sugiro aos tucanos da nova geração que mudem suas alegorias para os próximos carnavais, caso contrário, estarão fadados ao ostracismo político.


Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba


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ARQUIVAMENTO


Até o Aécio sabe disto, que o que mais falta faz no tal conselho é justamente ética.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Haverá um momento quando as máquinas dotadas de inteligência ganharão vontade própria e brincarão com os seres humanos. Isso pode já estar ocorrendo no Brasil. O que vocês acham de Gilmar Mendes, o único ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que sobrou dos indicados pelo PSDB, ter sido sorteado para cuidar do caso de Aécio Neves na Corte? Computador maroto...


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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POIS É, SR. MINISTRO!


Entrevistado pelo SBT, o ministro Gilmar Mendes atacou a “sanha persecutória” da Lava Jato e disse que “não há democracia sem político”. Faltou uma palavrinha “mágica” na fala de Mendes: não há democracia sem político “honesto”. Acho que ele não entende isso, por isso ataca uma sanha persecutória que não existe. Na verdade, o Ministério Público e a Polícia Federal têm feito trabalho extraordinário, investigando e denunciando aqueles que “saíram dos eixos”, extraviando o caminho correto da democracia, tanto na política quanto na vida privada, ou tudo junto e misturado. Não há perseguição, há justiça, coisa com que nem o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, parece estar acostumado. Não entendo o que tanto estranha! Ou a nossa democracia só funciona tendo a criminalidade como combustível?


Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA


Corrigindo o ministro Gilmar Mendes: “Não há democracia sem ‘boa’ política e sem ‘bons’ políticos”. E não isto que está aí. Do jeito que está, além de não ser democracia, é um assalto ao dinheiro do contribuinte.


Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo


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A ‘NÃO ENTREVISTA’


O atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, convocou a mídia para uma “não entrevista”, com vistas a esclarecer que, relativamente à mudança da direção da Polícia Federal, não disse que a fará, muito antes pelo contrário, não disse que não a faria, tampouco disse que a faria, embora, como todos sabem, intentasse fazê-la, ou não, nunca se sabe. Compareceu à frente das câmeras de TV, num fim de semana, vestido todo de preto e de camisa de gola roulê, à James Bond, com anéis prateados a enfeitar os dedos anelares de ambas as mãos, tendo a seu lado um silente, atônito e lívido diretor da Polícia Federal que não abriu a boca enquanto o atual ministro da Justiça, subordinado ao chefe “M”, concedia uma instigante “não coletiva”, na qual dardejou instigantes olhares de esconso e sorrisos de ironia para as câmeras de TV, e, logo que concluiu a sua “não fala de esclarecimento”, retirou-se à francesa da sala da “não coletiva”, sem ouvir as perguntas dos jornalistas sobre a razão da convocação daquela “não entrevista”. A comparar o comportamento do atual ministro da Justiça com os dos seus dois últimos colegas de pasta (Serraglio, o da Carne Fraca) e o lulodilmista Aragão (o “Breve”), talvez tenha razão o ministro do STF Gilmar Mendes em se preocupar com que o Brasil não descambe para um Estado policial, onde hoje se prende por qualquer ilícito trivial (talvez até, quem sabe, por um “não crime”), como a seu juízo foi o caso do habeas corpus que concedeu ao ex-médico Roger Abdermassih, que permitiu a fuga deste “não criminoso” para o exterior por três anos. O Brasil inova com a conceituação prática da “não Justiça”.


Ruy Tapioca  ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro


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SEM PERGUNTAS...


O que será que houve com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, quando da coletiva na presença do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello? Saiu apressadamente, parecendo estar preocupado com que talvez os jornalistas também fizessem 82 perguntas...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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MOMENTO INOPORTUNO


O ministro da Justiça não garante a permanência do diretor da PF no cargo. Sabemos que os ocupantes de cargos públicos são transitórios e políticos. Transitórios acho que devem ser, para que outros assumam. O mesmo funcionário no cargo de direção por tempo indeterminado não é bom; por outro lado, não deveria ser política, como o é. A questão é o timing para fazer a mudança. Não me parece apropriado o momento para a substituição. Vai ficar parecendo que a troca é para que se afrouxem as diligências da Lava Jato. Sabe-se que o atual ministro da Justiça é amigo pessoal do presidente Temer e tem algumas opiniões divergentes sobre a Operação Lava Jato. Portanto, poderia esperar uma ocasião melhor.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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TROCA NA POLÍCIA FEDERAL?


A impressão causada pelo ministro da “Justiça” recentemente nomeado, ao comentar sobre possível substituição do diretor da Polícia Federal atual por outro mais sujeito à politicalha responsável por tornar nosso país um dos mais corruptos do planeta, mostra que estamos a uma distância planetária de nos tornarmos respeitáveis lá fora e no Primeiro Mundo.


Laércio Zannini zanini.edna@hotmail.com

São Paulo


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ANTES


Ministro da Justiça não garante permanência de diretor da PF. Minha esperança é de que ele caia fora junto com seu chefe, Michel Temer, antes da substituição, sabe-se lá por quem.


Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha


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A PRISÃO DE CORRUPTOS


“Prisões por corrupção crescem 288% em três anos.” Essa foi a manchete do “Estadão” de domingo (25/6), sobre a prisão de corruptos membros dos Três Poderes e de quem faz “negócios” com os governos que só se concretizam molhando as mãos dos políticos com as luvas do foro sujas e com as empresas estatais. O Supremo Tribunal Federal (STF) deveria julgar inconstitucional o foro privilegiado, porque, se depender do Legislativo, eles não tiram as luvas. Privatizar todas as estatais é a solução para acabar com a cleptocracia e voltar a ser uma democracia, onde todos têm direitos e deveres iguais.   


Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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A IMPUNIDADE PERDE FORÇA


Graças à pressão do povo brasileiro, que, cansado da impunidade, saiu às ruas e avenidas deste país para protestar contra a corrupção do PT e seus aliados em 2013, foi aprovada a Lei 12.850 no Congresso Nacional, regulamentando a “delação premiada”. Certamente pelas suas consequências, como vemos nos resultados auspiciosos da Operação Lava Jato, a classe política jamais teria aprovado hoje essa lei. Os números compilados por meio da Lei de Acesso à Informação pelo “Estadão” não deixam dúvidas sobre a efetividade desta Lei 12.850, que deu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal condições melhores para o combate à corrupção. De 2013 até março de 2017, com as 2.325 operações efetuadas pela Polícia Federal, as prisões por corrupção cresceram 288%. Passaram de apenas 473 detenções em 2013, após a aprovação pelo Congresso da lei da delação premiada, para 2.798 prisões em 2014, primeiro ano da vigência da nova lei. Já em 2015 os detidos foram 3.058 e, em 2016, outros 4.122 corruptos foram parar atrás das grades.  Dentre todas as operações da Polícia Federal, a Lava Jato, com 179 prisões, foi a que mais prendeu gatunos que desviaram recursos públicos. Lógico que, para atingir esse excelente resultado do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, exigiu novas e sofisticadas tecnologias, como da criação também de um banco de dados sobre desvio de recursos públicos. Esse sistema, chamado de Atlas, consegue armazenar até 1,5 bilhão de registros sobre corrupção no País. Portanto, o povo acordou e a imprensa teve também um papel decisivo, e com este apoio popular, o MPF, a PF e o Judiciário federal se unem para dar um basta à impunidade.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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SÃO POUCOS


Desde 2013, prisões por corrupção cresceram 288%, porém, se comparados com a porcentagem de pessoas que passaram a usar tornozeleiras eletrônicas, esses números são irrisórios.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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SEGUROS DE SI


“Prisões por corrupção crescem 288% em três anos” (“Estado”, 25/6). Nossos políticos são tão “seguros de si” que aprovaram a Lei 12.850 sem pensar no que ela poderia fazer a eles! E nós votamos (?) neles. Hahaha.


Ricardo L. R. Muniz ricmuniz45@icloud.com

São Paulo


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SURREAL


Os países mais ricos do mundo que constituem o G-7 (Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) têm o número de parlamentares menor do que o nosso. Observa-se uma grande promiscuidade de alguns com agentes públicos e empresários corruptos. Segundo a Polícia Federal, até o presente já foi detectado o desvio de R$ 123 bilhões do erário no Brasil. Seria de bom alvitre que a reforma política começasse com a diminuição deles. Tal medida contribuiria com a diminuição de gastos e a população teria benefícios imediatos, pois os recursos financeiros seriam imediatamente alocados nas áreas de educação, saúde e segurança públicas, que deixam muito a desejar.


Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro


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FUNDO ELEITORAL


Enquanto tivermos ainda estes políticos remanescentes no poder, ultrapassados e viciados em obter vantagens, benefícios e mordomias e que contaminam os novos que entram na política, nada mudará. Basta ver a proposta do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que fez a previsão para o fundo eleitoral: em primeiro lugar, com R$ 548 milhões, o PMDB; em segundo lugar, com R$ 379 milhões, o PT; e, em terceiro lugar, com R$ 343 milhões, o PSDB. Guerra declarada, em especial do PT. Considero um verdadeiro absurdo, irreal nos dias atuais, o governo doar R$ 3,5 bilhões aos partidos, quando o País não tem saúde, educação, transportes e segurança públicos de qualidade, com 14,2 milhões de desempregados e com aposentados e pensionistas na miséria. A lógica seria cada partido buscar sua necessidade onde puder, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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NÃO PASSARÁ


A proposta do senador Romero Jucá (PMDB-RR), não por acaso líder do governo no Senado e citado na delação premiada do réu Paulo Roberto Costa, é um tapa na cara da população brasileira, que ainda conta com 14,2 milhões de cidadãos desempregados. O acinte é maior ainda quando se sabe que a equipe econômica do governo, a todo instante, lembra-nos de que, se as reformas por ela propostas não forem aprovadas, será necessário um aumento de impostos. Isso para uma população que já é compelida a pagar uma carga tributária das mais altas do planeta, sem a devida compensação em serviços do governo. Uma população que vem tendo de arcar com os prejuízos causados aos cofres públicos, pela maior roubalheira da história deste país. Cinicamente, a proposta é apresentada para compensar a proibição de obter doações das empresas para as campanhas eleitorais. E agora já sabemos, graças à Operação Lava Jato, que tais doações foram em quase sua totalidade obtida por meio de achaques, ou contrapartidas em obras superfaturadas, cuja somatória alcançou cifras expressas em bilhões de reais. No programa Globo News Painel, da Globo News, no sábado, os participantes, cientistas em Sociologia, Direito Constitucional e Ciências Política, concordaram com a tese de que, para garantir a integridade da Operação Lava Jato, está faltando a força das ruas, que andam sossegadas demais ante as investidas de políticos, cada vez mais ousadas, para dizer o mínimo. A esses políticos, concordaram os referidos cientistas, interessa a situação atual, com a população dividida ente “coxinhas” e “mortadelas”. Essa divisão é por demais interessante para os larápios pegos pela Lava Jato, pois o “povo dividido jamais vencerá”, parodiando um lema bastante aclamado nas manifestações populares. E esta proposta do senador Jucá, na verdade, procura minimizar as consequências mais imediatas das descobertas da Polícia Federal, que são as dificuldades dos atuais congressistas de conseguirem apoio financeiro para as eleições do ano que vem. Fica mais fácil, aproveitando seus mandatos e a fragilidade do presidente, denunciado por um dos dirigentes da JBS, conseguir aprovar uma legislação esperta, que lhes garanta obter verbas públicas para se reelegerem. A prova disso é a distribuição da verba de R$ 2,15 bilhões para custear candidaturas que hoje têm assento na Esplanada dos Ministérios, de um total previsto de R$ 3,5 bilhões. Não podemos deixar passar essa maracutaia.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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NOMENCLATURA


O Brasil se transformou num país onde corruptosários se unem a argentocratas e congressocleptos sob os olhares complacentes de jurisineptos, formando um novo tipo de regime que pode ser chamado de esculachocracia ou propinolismo.


Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


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‘UMA MANOBRA ESPERTA’


No editorial de domingo (25/6), sob o título “Uma manobra esperta”, chama-se a atenção para o potencial gigantesco do aumento das verbas para financiar as campanhas eleitorais com dinheiro dos nossos impostos, diante da torneira fechada das contribuições de empresas. Uma clara afronta aos cidadãos que terão de pagar por campanhas sem conteúdo, oferecendo candidatos por um sistema eleitoral proporcional em que o eleitor pode escolher o melhor dos candidatos, mas seu voto ser usado para eleger um outro, e até de outro partido. Um verdadeiro faz-de-conta. Deveríamos ter é o sistema de voto distrital, que proporciona condições para campanhas mais econômicas, maior proximidade entre eleitor e eleito, além de poder oferecer um cartão vermelho para os eleitores retirarem do cargo aqueles que se mostrarem incompetentes ou desonestos com seus compromissos.


Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo


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PARADOXO POLÍTICO


O Brasil é o país do paradoxo político. Os eleitores votaram para manter o presidencialismo e reclamam que nunca sai a reforma política. Querem diretas já e defendem manter a assimetria de poder em favor do Executivo federal, mas ao mesmo tempo não se sentem representados no Legislativo. Reclamam de que não há partidos políticos, programas e maioria parlamentar, mas não querem a figura do primeiro-ministro. Por fim, criticam os altos custos das campanhas, mas não querem baratear as eleições com voto distrital misto, voto distrital ou voto em lista fechada.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ALTERNATIVA


Num dos editoriais de domingo no “Estadão”, o jornal cita que, com a proibição da doação de empresas para as campanhas eleitorais, cogita-se agora nos meios políticos da criação de um fundo partidário para financiar tais campanhas, com dinheiro que obviamente viria do bolso do contribuinte. Ora, de onde o jornal acha que iria sair, do bolso deles? Se permitirmos o dinheiro de empresas, vai haver corrupção, que é o que está acontecendo agora, pois nenhuma empresa dá nada sem algo em troca, e disso até Pedro Álvares Cabral já sabia. Se o financiamento for público, o dinheiro sai do contribuinte. O que fazer, então? Já que o jornal tem medo de dar essa sugestão publicamente, eu o faço: que tal voltarmos com o regime militar? Assim não teríamos mais problemas. O Congresso seria fechado, presidentes seriam eleitos de forma indireta e os eleitos diretamente pelo povão seriam nos mesmos moldes do que ocorria nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Dessa forma se gastará apenas uma merreca de dinheiro com estes vagabundos. Eu topo. E vocês?


Antonio Aparecido Christofalo daba54@yahoo.com.br

São Paulo


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REFORMA POLÍTICA


Estamos combinados: reforma política já. Reforma dos nossos políticos, em outubro de 2018. Não nos esqueçamos.


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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PESQUISA DATAFOLHA


A mais recente pesquisa do Datafolha revelou que 83% (!) da população considera que Michel Temer teve participação direta nos esquemas de corrupção descobertos pela Operação Lava Jato com a gravação revelada por Joesley Batista no porão do Palácio do Jaburu; que quase 70% (!) consideram o governo ruim ou péssimo; e que apenas 7% (!) o aprovam. Só de pensar que ainda faltam longos 16 meses para as eleições de 2018, dá uma angústia crescente e uma incontrolável ansiedade. Haja fé, paciência e otimismo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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QUE FUTURO?


Não é fácil, nem para especialistas no assunto, explicar os dados divulgados pela recente pesquisa da DataFolha, que mostra o ex-presidente Lula com 30% de intenção de voto para presidente, assim como a ascensão do índice de simpatizantes pelo PT. Fanatismo e fundamentalismo são explicações possíveis, mas insuficientes. O que causa estranheza é a forma esquizofrênica com que fatos inegáveis e contundentes são ignorados. Lula está prestes a ser condenado, e com razão, com base em evidências avassaladoras de corrupção, que só não convencem quem ainda crê em Papai Noel. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, igualmente ré na Lava Jato como Lula, aponta histericamente o dedo para os outros e nem perde tempo tentando explicar as ilegalidades de que é acusada. O líder do MTST, Guilherme Boulous, apontado como ícone da “nova” esquerda, ameaça incendiar o País, incita à violência, manda bloquear ruas e avenidas com pneus queimados e despreza a Constituição. Se, apesar disso tudo, boa parte da população ainda considera essas figuras confiáveis, que futuro aguarda o Brasil?


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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A ESQUERDA COMBALIDA


A propósito da entrevista de Ruy Fausto domingo no “Estadão” (“‘Hegemonia de esquerda não pode mais ser do PT’”, 25/6, A9), fico pasma em ver gente como ele, radicado na França, vir dar pitacos mal informados sobre os possíveis candidatos da esquerda ao governo do País. Elogia Fernando Haddad e “tem a impressão de que ele fez um bom governo”. Os paulistanos que aqui vivem têm certeza de que ele fez um péssimo governo. E continua: “(Marcelo) Freixo me parece um bom sujeito”. Pergunte aos cariocas que o rejeitaram plenamente. Os outros nomes que ele sugere são todos péssimos, já nossos conhecidos, como Tarso Genro, que afundou o Rio Grande do Sul. E, por fim, “não deseja que Lula seja condenado, e sim que ele possa se candidatar”. Sem comentários quanto a isso. Os brasileiros que continuam aqui a viver e sofrer com a corrupção e os roubos da esquerda deturpada pelo projeto criminoso de poder agradeceriam se esquerdistas “estrangeiros” se calassem e admitissem a realidade, em vez de proferir sandices.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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O SONHO DE GUILHERME BOULOS


Guilherme Boulos se fez conhecido em São Paulo através do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), lutando por moradia, mas seu sonho de poder só estava começando. Agiu com o método normal da esquerda. Começam nas periferias, onde a miséria tem poder e a educação não passa de um instrumento que não informa. Aliado, agora, com Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul que deixou aquele Estado economicamente uma terra arrasada, tentam salvar a esquerda no Brasil, destruída pelo PT de Lula e Dilma. Boulos sonha ser o Lula de amanhã, mesmo que para isso continue parando o Brasil, como fez com São Paulo, impedindo o trabalhador de ir e vir. Ainda bem que o método continua o mesmo, porque este papo de salvar “o pobre coitado do brasileiro” já foi. O PT ajudou o País a acordar. Boulos continuará aparecendo na mídia, pagando pelo “pão com mortadela ou obrigando o participante a assinar o ponto para receber sua casa própria”, que ele não sabe de onde virá. São Paulo conhece os métodos daqueles que sonham chegar à Brasília.   


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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JOAQUIM BARBOSA


A resposta mais adequada e pertinente que Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, deveria dar quando perguntado se pretendia ser candidato à Presidência da República, considerando sua respeitada e reconhecida retidão de conduta e comportamento, deveria ser a que mais se coaduna com a atual situação do País: será que o Brasil está preparado para ter um presidente honesto?


Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo


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O BRASIL NÃO MERECE


Michel Temer se reúne com o núcleo duro de seu governo e um exército de advogados para tentar inventar alguma desculpa esfarrapada sobre as malas e pacotes de dinheiro que seus assessores receberam, tudo gravado, filmado, confirmado, com a participação da Polícia Federal e autorizado pelo Supremo. Temer vai ter de pagar bem caro pelas convicções de 172 excelências. Dilma Rousseff só foi cassada pela ação implacável de Eduardo Cunha, e do ponto de vista criminal Temer está numa situação mil vezes pior que a de Dilma, mas conta com o presidente da Câmara jogando a seu favor. O Brasil precisa rever seus valores, qualquer país de Primeiro Mundo já teria se livrado de Temer e suas malas de propinas, aprovado as reformas necessárias sem perder mais um minuto. Tornar o presidente da República um monstro invencível está se provando um dos grandes erros da jovem democracia brasileira.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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SAÍDA PARA TEMER


Temer deveria negociar sua delação nos moldes da dos irmãos Batista e sair rico, lampeiro e com liberdade para viver em Nova York. Fora disso, seu risco é sair preso. Com eleições indiretas, como prevê a Constituição, se ela não for rasgada pela décima vez. Boa sorte.


Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba


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A MÃO DESARMADA


Recebi uma “amável cartinha” do sindicato ao qual sou associado e onde participo do plano de saúde em grupo informando que a mensalidade do plano, a partir de julho, será reajustada com o “módico” porcentual de 27% (vinte e sete por cento). Isso é o que se pode chamar de “assalto a mão desarmada”. Já no último reajuste o aumento foi tão alto que me obrigou a mudar para um plano de uma categoria inferior, diante da impossibilidade de pagar o valor reajustado. Passado um ano, vêm eles agora com este aumento abusivo e escandaloso desfazendo completamente os efeitos da mudança que contratei, fazendo a nova mensalidade subir a um patamar exorbitante para mim. Não há nenhuma justificativa para esse aumento num cenário de juros caindo (de 14% para 10%), inflação abaixo da meta de 4,5% apontando para uma deflação e outros fatores indicativos de um quadro recessivo. Para justificar esse porcentual perante a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com certeza foram apresentadas planilhas bem elaboradas e enganosas, sempre com base nos chamados cálculos (sic) atuariais, pois não há aumento de custos que possa justificar esse índice absurdo. O que deve ter acontecido é que, com a desistência de aproximadamente 30% no número de seus segurados, conforme noticiado pela imprensa, que já não podiam mais pagar os custos estratosféricos cobrados, eles tomaram o valor da receita que tinham antes das desistências e dividiram aquele valor pelo número menor de segurados que permaneceram. Esse aumento não tem nada que ver com custos, mas sim com a manutenção de receita. Acho que está na hora de aparecer uma Operação Lava Saúde para investigar as “vísceras” desses planos, pois não é só na política que existem bandidos.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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QUAL O PAPEL DA ANS?


Depois da roubalheira a que estamos assistindo há quase 15 anos, era de esperar que os governantes tivessem preocupação com os brasileiros que pagam seus salários e a conta do assalto aos cofres públicos. Com a imensa carga tributária que pagamos, como é possível não ter saúde e educação de qualidade? É porque a prioridade não está no cidadão, e sim nos políticos e seus familiares. Enquanto tivermos um governo de costas para a sociedade, o Brasil não vai melhorar. Como é possível um convênio médico para um aposentando custar R$ 3 mil reais? A Qualicorp Administradora de Benefícios em convênios tem uma grande preocupação com aqueles que dependem de um plano de saúde, o reajuste. Como pode um reajuste de 18,98%, quando se sabe que nenhum segurado tem reajuste acima de 4%? A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deveria fiscalizar as empresas, está do lado delas. O cidadão pagante sabe quanto custa uma cadeira na ANS? Mais de R$ 1 milhão. É de perguntar: este país tem jeito? Não seria para isso que existem os parlamentares, para proteger o cidadão?  


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CIDADE FEIA


O jovem e dinâmico prefeito de São Paulo, João Dória Jr., pode, sim, continuar indo às ruas e usar febrilmente o seu celular para fotografar cada uma dos milhares de crateras, fundas crateras, expostas em cada uma desta nossa querida, laboriosa, feiosa, isso sim, cidade, que ele chama de linda. Algumas em tais locais podem ser batizadas de pegadinhas. Aproveite o sr. prefeito a oportunidade e pergunte a cada cidadão a quanto somam os prejuízos causados nos pneus e suspensões dos seus veículos. Cada cidadão não merece ouvir a desculpa do nosso grande empresário e sofrível político proferida há pouco, de que a culpa é da administração anterior. Tapar buracos faz parte da pavimentação do seu caminho à Presidência da República. Sim?


Apollo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo


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CICLOFAIXAS


Foi notória a irresponsabilidade administrativa do ex-prefeito Fernando Haddad na implementação das ciclofaixas na cidade de São Paulo. Ele, na ânsia de fazer publicidade demagógica, atropelou todas as questões técnicas e criou algumas aberrações pela cidade. No entanto, nada disso justifica o descaso do prefeito João Dória com as faixas destinadas aos ciclistas. Deixá-las abandonadas enquanto não se encontra uma solução é a pior maneira de lidar com o problema. Passa a impressão de pouca seriedade com uma questão tão importante. Não é porque não se concorda com a existência de algum trecho de ciclofaixa que se deve abandoná-lo. Pelo contrário, enquanto não houver uma proposta melhor, é obrigação da Prefeitura continuar a zelar pela manutenção e fiscalização das faixas, mesmo aquelas consideradas ruins.


Fernando Pereira Silva fp.s@hotmail.com

São Paulo


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CRÍTICAS INJUSTAS


Assinante e leitor diário do “Estadão”, venho manifestar meu desconforto com as críticas precipitadas que vêm sendo feitas ao prefeito João Dória, que teve o meu voto. Tão pouco tempo ele tem de exercício de mandato que nada justifica as críticas que vem sofrendo de lideranças políticas, inclusive de seu próprio partido. O prefeito João Dória tem demonstrado em todas as suas iniciativas e manifestações o desejo de acertar e seu inegável amor pela cidade que administra. É um político jovem, com experiência empresarial bem-sucedida e que, sem dúvida, embarca no esforço de renovação dos quadros políticos de nosso Brasil, tão necessária. Não podemos sacrificar mais um cidadão jovem que contribuirá para estimular os jovens a participar da nossa vida política.


Carlos Alberto Felizola Freire cafreire@unisys.com.br

São Paulo


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PRAÇA BUENOS AIRES


Domingo, 25 de junho, a Praça Buenos Aires, em Higienópolis, respirou aliviada: por determinação da Prefeitura, proibiu-se ali a realização de, até então, costumeira feira dominical. Releve-se o fato de se tratar de evento bastante concorrido e animado, em que produtos os mais diversos – quase todos artesanais – eram expostos ao exame dos frequentadores habituais daquele espaço. Muito bom e bonito, mas praça que se preze não deve ter complacência com mercadores desse naipe, em que pesem as leis que regem as relações de consumo. Tudo bem que ninguém é obrigado a adquirir caixeta de marmelada, queijo da Serra da Canastra, vasos de flores, peças de vestuário, gravuras, bijuterias, livros infantis de editoras independentes e cadernetas moleskine – mas e daí? Às favas com o livre arbítrio! Acabar com tal bagunça foi (mais uma) decisão acertada do nobre e incansável alcaide paulistano − que, aliás, poderia aproveitar o embalo e extinguir a excrecência que constitui o mal cuidado cachorródromo que lá também funciona. Providências iniciais como essas poderiam, quem sabe, levar a outras não menos desejáveis: cobrança de ingresso, fichamento e limitação do número de frequentadores, e assim por diante. 


José Benedito de S. Freitas jbdesouzafreitas@gmail.com

São Paulo

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