Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Junho 2017 | 03h03

CRISE E CORRUPÇÃO

Denúncia inepta

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, continua com seu empenho inédito contra o presidente Michel Temer. Não teve a menor pressa para processar a “presidenta” Dilma Rousseff nem deu a menor atenção à parte da delação superpremiada dos irmãos Batista sobre a conta de US$ 150 milhões de Lula e Dilma, os principais responsáveis pela corrupção que arruinou o Brasil e os verdadeiros chefes da organização criminosa. Mas parte para cima de Temer como se ele tivesse alguma influência nas decisões dos governos Lula e Dilma sobre os rumos dos empréstimos do BNDES. Com base nessas “provas” ilegais e de mau cheiro – pois negociadas com o suporte de seu braço direito na Procuradoria, Marcelo Miller, que se bandeou pouco antes para os acusados, com honorários desconhecidos –, apresenta sua denúncia ao Supremo Tribunal Federal sem nem mesmo ter iniciado a investigação sobre a conta dos seus protegidos relatada pelo delator. Suspeitíssimo. Ora, quem, antes de qualquer denúncia, deve explicações à Justiça e ao povo brasileiro são os srs. Janot e Edson Fachin, que assinaram o acordo espúrio que isenta de sanção o criminoso confesso. Eles querem, por vingança ou ideologia, prioritariamente tirar da Presidência alguém que se está esforçando, com sucesso, para debelar a crise deflagrada pelos até agora protegidos do sr. Janot, que não demonstra nenhum empenho em puni-los. Janot e Fachin demonstram, na verdade, ser petistas enrustidos.

CARLOS NEY MILLEN COUTINHO

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

Implosão do País

Um empresário em apuros nos seus negócios, um ex-procurador contratado para armar uma delação e uma denúncia contra o presidente da República. Se a Procuradoria e a Suprema Corte explodirem a Presidência, verão, como consequência, o Brasil implodir. Será caso único na História um bandido corruptor derrubar um presidente, livrar-se dos crimes que cometeu, sair como herói da façanha e ver o seu país entrar numa crise cujo desfecho não dá para imaginar.

PAULO MARIO B. DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Sangue nos olhos

O texto claro do editorial Serenidade e responsabilidade (27/6, A3) aponta para a visão de muitos brasileiros, entre os quais me incluo. Para evitar erros de avaliação, abro meu voto: não votei na chapa Dilma-Temer, nunca votei no Temer e raras vezes no PMDB. Não sigo partidos, pois lhes falta clareza em suas bases ideológicas. E aqueles em que há aparentes princípios ideológicos, na hora de tomarem posição em situações cristalinas, têm comportamento errático. Voltando ao editorial, a atuação do procurador-geral tem aparente sangue nos olhos e quero ler a defesa do advogado do presidente Temer. Pelo que vimos até agora na imprensa, são provas inconsistentes para alvejar um presidente da República, com as consequências graves, principalmente, econômicas, para o País. Quem sabe mudaremos de opinião ao, e se, mostrarem provas reais de envolvimento do presidente em falcatruas atuais?

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Tentando entender

Como um delinquente que destruiu o País continuamente e durante mais de 13 anos está solto e livre e outro, que está conseguindo consertar o resultado dos “malfeitos”, é perseguido e denunciado? Isso é justiça?

ANNIKKI LEHTO-GOMES

pirjoannikkilg@gmail.com

São Paulo

A quem interessa o caos?

Temer pode até ter cometido ilicitudes no exercício da Presidência, mas está tentando dar um norte ao caos instalado no País pelo governo petista. Urge fazer as reformas necessárias para a estabilidade econômica do Brasil. Muito estranho alguns órgãos de imprensa porem as denúncias contra Temer sob os holofotes, esquecendo outros denunciados, como Gleisi Hoffmann, Renan Calheiros e, principalmente, Lula. Por que toda essa celeridade do procurador-geral em denunciar o presidente Temer? Não me recordo dessa pressa com Dilma nem com nenhum outro político com foro privilegiado. A quem interessa o caos? Estão a serviço de quem? Deixem o homem trabalhar e depois levem-no às barras dos tribunais! Antes que algum desavisado alegue que tenho “bandido de estimação”, aviso aos navegantes que coloco sempre o meu país em primeiro lugar, não ideologias políticas.

LAURO FUJIHARA

laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

Os mecanismos da democracia no Brasil funcionam perfeitamente e a todo vapor. Caberá agora à Câmara dos Deputados decidir os prós e os contras de afastar ou não o presidente que tirou o País do atoleiro. São graves as denúncias contra ele, mas deve-se sempre tomar uma decisão com cautela, sem pensar nos holofotes da imprensa. Nas redes sociais, a indignação contra o mandatário da Nação é morna, não há muitos debates a esse respeito. Com certeza só haverá manifestações de mortadelas com bandeiras vermelhas pedindo o seu afastamento. O que havia de pior, Dilma, já foi embora.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

Baderna anunciada

O presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, avisa que, em caso de eventual condenação de Lula da Silva no processo relativo ao triplex no Guarujá, haverá “luta aberta” nas ruas. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, ordena que a militância petista permaneça atenta para “dar a resposta adequada à condenação”. Nada sei sobre o sr. Quaquá, mas Gleisi, ao que parece, é bacharel em Direito. E em Direito a não aceitação de uma sentença ou acórdão se faz com o uso do recurso legal cabível, não com quebra-quebra pelas ruas. Será que os militantes do PT não entenderam até agora que os bons argumentos é que convencem juízes e tribunais, e não as habituais badernas que promovem? Pelo menos era assim. Hoje não me espantaria se algum magistrado, mesmo de instâncias superiores, saísse às ruas insurgindo-se contra a eventual condenação do ex-presidente em processo que decorreu na mais absoluta normalidade. O tempora, o mores!

REGINA MARIA PEÑA

reginapena.adv@hotmail.com

São Paulo

Pesquisa

Fiz rápida pesquisa entre 126 familiares e amigos se votariam no Lula como presidente ou presidiário. Foram 125 votos para presidiário e um se absteve. Este chorou copiosamente quando perguntei a primeira opção e nem deu tempo de falar a segunda!

JOSE R. DE MACEDO SOARES

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

“Entre Temer e Lula, ainda prefiro Temer, porque

tem prazo de validade menor: dezembro de 2018”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE CORRUPÇÃO

ricardocsiqueira@globo.com

“A ironia da temporada: Lula reclama da corrupção de Temer! Não é com ele...”

OMAR EL SEOUD / SÃO PAULO, IDEM

elseoud.usp@gmail.com

“Se a ‘propina’ da JBS para Temer foi de R$ 38 milhões em nove meses, quanto teriam recebido seus antecessores em 13 anos?”

VITAL ROMANELI PENHA / JACAREÍ, IDEM

vrpenha@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PRESIDENTE DENUNCIADO

"A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou..." E agora, Temer?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A DENÚNCIA DE JANOT CONTRA TEMER

É hora da luta do século. De um lado, o franzino e elegante Temer, trabalhando para tirar o Brasil do atoleiro. Do outro, Rodrigo Janot, o insaciável procurador-geral da República, armado até os dentes com material de guerra de fazer inveja aos rebeldes da Síria e os terroristas do Estado Islâmico. Os óculos escondem os olhos cheios de ódio e rancor.  Janot vestiu a armadura do paladino imbatível. Passa por cima de quem tiver a audácia de atravessar o caminho dele. Janot emagreceu 25 kg e quer descontar o tempo perdido tirando o couro do esquálido Temer. No ringue, Davi contra Golias. O jogo é jogado. Lambari é pescado.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TEMER E CLINTON

Em 1998, o então presidente dos EUA, Bill Clinton, enfrentou um processo de impeachment por ter mantido relações sexuais com a estagiária Monica Lewinsky no interior da Casa Branca. O caso, inicialmente negado por ele de forma veemente, foi finalmente admitido ante as evidências indeléveis - vestígios de sêmen - presentes no vestido da estagiária. Entre idas e vindas, Clinton foi destituído pela Câmara dos Representantes e, em seguida, absolvido pelo Senado. É impossível não traçar um paralelo entre essa história e o que se passa atualmente com Michel Temer. Clinton foi absolvido, pois os EUA, na época, surfavam na crista da onda sob os aspectos político e econômico e o presidente gozava de alto índice de popularidade. Ou seja, o interesse público foi priorizado e o Senado americano tomou a decisão que julgou politicamente correta. O mesmo se espera da Câmara dos Deputados do nosso Congresso ao receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer: pensar nos desempregados e no futuro da Nação. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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COMO PODE?

Como pode um bando de políticos corruptos, instalados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ter dignidade para julgar seus pares, especialmente, no caso concreto, conceder autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o presidente Michel Temer? Este é o clássico da "raposa cuidando das galinhas". Como no País "é o que tem para hoje", durmam com mais essa excrecência! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SORTE

A sorte do atual presidente Temer é o cargo que ocupa. Mas isso, por certo, vai apenas adiar uma solução, já que às denúncias do procurador-geral da República somam-se outras da Operação Lava Jato. E não dá para aceitar que nada vai acontecer. Se os casos envolvessem ministros, eles já estariam afastados.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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A DECISÃO DE JANOT

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escreveu a seus pares que "ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance" e que "as horas mais graves exigem as decisões mais difíceis". Seria bom se tudo isso fosse verdade e não ficassem dúvidas entre a maioria dos brasileiros, a saber: por que o procurador permaneceu calado e não denunciou ninguém do governo petista diante de todos os crimes a que estamos assistindo; e por que essa delação premiada aos irmãos Batista teve o caráter de expulsar Temer do poder tão rapidamente, com benefícios jamais vistos? Janot é o homem mais poderoso do País, mas suas decisões passam pelo Congresso, que é quem dará a palavra final. O poder está corrompido de A a Z, mas só haverá justiça quando TODOS forem punidos, sem exceção. Como cidadã, espero por esse dia. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VERDADEIRA VASSOURA

Quando Rodrigo Janot pediu para investigar Lula e Dilma, os petistas ficaram enlouquecidos. Quando o mesmo Janot pediu para investigar Aécio, Serra, Maia, Eunício e Temer, não se ouviu nenhum pronunciamento de nenhum petista. Janot tem afirmado frequentemente que ninguém está acima da lei. Independentemente dos partidos políticos, senadores, deputados, presidentes, ministros ou quem quer que seja precisam respeitar as leis vigentes no País, defendendo os interesses dos contribuintes. O processo é doloroso para a maior parte da população, mas é necessário, para que seja feita uma limpeza de verdade, como nunca antes vista no Brasil.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DESÇAM A RAMPA

O presidente da República em exercício, Michel Temer, e "o PMDB da Câmara", como o procurador da República, Rodrigo Janot, se refere à gangue que cerca Temer no Planalto e no Congresso, deveriam descer as rampas palacianas o mais rápido possível. Não pedimos que pratiquem o haraquiri, como deveriam ter feito eles e a turma do PT de Dilma. Só gostaríamos que desaparecessem para sempre. Todos, do PMDB, do PT, do PSDB, do PP, do DEM e demais menos votados. Saiam do governo, saiam da vida pública, saiam de nossa frente! Nós, o povo brasileiro, estamos cansados de vocês e de suas maracutaias. Parem de mentir! Parem de zombar de nossa inteligência. Ninguém mais acredita em vocês! Vão embora. Simples assim. O Brasil é uma nação livre e democrática que saberá retomar o caminho certo que nos conduzirá a um futuro de dias melhores. O povo brasileiro quer o Brasil de volta!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CAIU A FICHA

Tenho acompanhado durante longo tempo o noticiário político nacional, e uma das coisas que mais me intrigavam era a menção, pela imprensa, do PMDB da Câmara e do PMDB do Senado. Agora ficou claro do que se trata. Nada mais, nada menos do que duas "famiglias" mafiosas disputando o poder e o controle do caixa da União. O PMDB da Câmara, sob o comando do "capo" Eduardo Cunha, e o PMDB do Senado, comandado por Renan Calheiros. Ambos sob as ordens do "capo di tutti capo" Don Michel Temer. No Brasil nunca tivemos partidos ideológicos, somente famílias mafiosas brigando pelos seus interesses.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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LIÇÃO DE MAQUIAVEL

Nicolau Maquiavel, no livro "O Príncipe", assevera que um governo só é viável pelo equilíbrio entre a "fortuna", ou seja, a circunstância conjuntural que pode ser favorável ou não, e a "virtù", que é a assertividade do governante diante da "fortuna". O presidente Michel Temer, apesar da economia em frangalhos e das acusações de corrupção, mantém-se obcecado pelo poder, ignorando a lição do genial italiano, baluarte da ciência política. Lá, da Florença medieval, alguém brada: "Renuncie já, Temer!".

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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A ARTICULAÇÃO PELA RENÚNCIA 

 

Os aliados de Michel Temer articulam sua renúncia. Partem para a prática do "rei morto, rei posto". No lugar de defender o presidente, o grupo aceita a sua inviabilidade e luta para manter o poder através de outro preposto que pretendem fazer passar na eleição indireta. Temer vive o seu inferno político. Além das denúncias que Rodrigo Janot deve protocolar no Supremo, vê o risco concreto da debandada de seus aliados. O PSDB ensaia votar na Câmara pela aceitação das denúncias, o que afastaria o presidente por até seis meses. E, se o maior aliado está com essa possibilidade, difícil de imaginar o que farão os parceiros menores. Com isso tudo, o Brasil corre o risco de tornar-se um barco à deriva. Se as delações da JBS derrubarem o presidente, também deixarão impedidos tanto o PT, cujos líderes também são denunciados, quanto os 1.829 políticos de 28 partidos que os irmãos Batista dizem terem se beneficiários de propinas ou outras benesses do seu grupo. Assim, fica difícil de prever o futuro político...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PATO MANCO

É no que se transformou o governo reformista do presidente Michel Temer, após ser divulgado o áudio da gravação entre o presidente e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Temer é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa pelo Supremo Tribunal Federal, e para se sustentar na cadeira da Presidência resolveu investir nas reformas trabalhista e previdenciária, tornando-se num pato manco. A recente pesquisa Datafolha não deixa dúvida, a aprovação da gestão Temer caiu a 7%, menor marca registrada pelo Datafolha em 28 anos, ficando atrás somente de José Sarney (PMDB), que teve apenas 5% em setembro de 1989, em meio à crise da hiperinflação, que levou logo depois o "caçador de marajás", Fernando Collor, à Presidência da República e, por vacilo, ao impeachment tempos depois. O fato é que Temer já está caindo de maduro, é questão de tempo!

Turíbio Liberatto    turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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OTIMISMO EXAGERADO

O presidente Temer não acha que o gato está no telhado, mas já pensa em escrever suas memórias.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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NADA O DESTRUIRÁ

Segundo Michel Temer, nada o destruirá. Tem toda razão. Lavoisier poderia, ainda, complementar: nada se perde, tudo se transforma. Tal como aconteceu com Dilma Rousseff. Seguida de novas transformações, tal como em Curitiba aconteceu com Antonio Palocci e, provavelmente, também vai acontecer com Lula e Dilma. E, eventualmente, também com V. Excia. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

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UMA TEMERIDADE

Se não estiver enganado, Temer é cria de um dos mais ardilosos de reputação republicana, chamado Orestes Quércia. Logo, não tem muita lógica o espanto causado por esse senhor, por conta das falcatruas que estão vindo à tona nestes dias de turbulência política. Enquanto grupo político, esses senhores estão fazendo o PT se sentir um legítimo trombadinha. A verdade é que este governo que aí esta é igual ou pior que o anterior que foi impedido. Logo, uma verdadeira "temeridade".

José Carlos de Queiroz polluxseguros@uol.com.br

São Paulo

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O RITO CONSTITUCIONAL

O governo de Michel Temer, apesar dos pesares, está sendo cem vezes melhor que o desgoverno Dilma. Devemos fazer um balanço positivo na área econômica, uma vez que ele pegou um abacaxi, um país no atoleiro e conseguiu colocar nos trilhos. Havia um descontrole das contas públicas, mas agora há uma direção, um norte a ser seguido. As sérias denúncias contra o mandatário da Nação devem ser investigadas seriamente, mas não ao sabor da imprensa, e sim nos moldes do que ocorre com todo mundo, previsto na Constituição. Grande parte da mídia é partidária, adora os bandeiras vermelhas e quer o "quanto pior, melhor". Devemos seguir o rito constitucional para punir qualquer pessoa. 

Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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ÀS RUAS AINDA NÃO!

O jornalismo de uma certa mídia televisiva está aparentemente ensandecido, martelando sem parar os novos trechos "descobertos" na gravação de Joesley Batista porque seu foco principal, hoje, é tirar Temer do poder. Isso em virtude de o PT querer mais que tudo se vingar da queda de Dilma, e parece que essa empresa midiática endossou este propósito. Na segunda-feira, o comentário desconsolado de uma sua conhecida profissional concluía, erradamente, que o povo deve estar muito desesperançado para ir às ruas novamente, como fez no impeachment de Dilma, não acreditando mais no peso das manifestações, já que, segundo ela, tudo ficou na mesma, ou pior. Quanta falta de isenção! Se o povo não vai às ruas pedir a saída de Temer, é porque acredita que, não obstante seus problemas com a Justiça, que podem e devem ser resolvidos depois do fim do mandato, o atual presidente está conduzindo o País de maneira a tentar tirá-lo da crise econômica em que Dilma e o PT o lançaram. O povo teme a crise como o diabo teme a cruz, tão longa, tão severa e desumana está sendo. Sinto informar esta jornalista de que o povo é sábio. Primeiro, o bem-estar da família, o emprego, o bolso e a comida na mesa. Essa é a prioridade do momento. Depois, se houver algo que o leve à indignação e o motive, como no último impeachment, então o povo voltará às ruas! Antes não, para desespero dos que apostam na queda do "gópista". 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL DE HOJE

Eu vivi o período de 1964, era estudante do último ano da Politécnica. Acompanhei toda a movimentação na cidade de São Paulo e também na USP. Dava medo de ver o que a esquerda propunha para o Brasil. Alguma coisa tinha de ser feita e até com certo amparo legal, mas, muito mais pressionado pela população e pela imprensa livre, o Congresso acabou dando posse a um general. Castelo Branco não era da linha dura, mas tinha pulso para conduzir acertadamente o restabelecimento social e econômico, que estavam em frangalhos. Pena que a esquerda se armou e ameaçou a saída pacífica, pois tinha como objetivo nos tornarmos um satélite soviético como Cuba, dando início, aproximadamente em 1966, às ações terroristas. E aí a coisa se complicou. Mas, para a população livre e trabalhadora, o período militar foi ótimo, muito progresso, muito investimento e uma preocupação em melhorar o ensino e acabar com o analfabetismo. Foi ruim apenas para os terroristas. Por fim, veio a democratização, e o que tivemos? Só crises e mais crises, e apenas um período de alento e reorganização para o futuro no final do governo Itamar e no período de FHC. Depois disso, a coisa descambou totalmente, com o PT e ex-terroristas no poder, na corrupção desenfreada, na roubalheira, no compadrio e na atual crise política e econômica, muito piores até que em 1964. E, ainda, com um povo, imprensa e instituições muito mais influenciados por pensamentos e condutas de esquerda que liberais ou conservadoras. Vejam que partidos e pessoas com tendências mais à direita são muito mal vistos pela maioria. Isso é grave, pois limita o debate a apenas um lado. Mas, com a saída de Dilma Rousseff, houve um alento, e com Temer surgiu uma luz, e as coisas começaram a mudar. Porém os conchavos políticos fizeram com que a equipe de governo e o Congresso fossem dominados por gente suspeita e acusada de envolvimento em tudo de ruim que andou acontecendo, resultando em muita desconfiança e num governo fraco. E, agora, por causa de uma armação sem autorização judicial e que livrou, de forma muito mal explicada, os irmãos Batista de condenações mais pesadas, veio a punhalada mais séria neste governo, desferida pela dupla Janot e Fachin, com uma rapidez impressionante, comparada a toda a lentidão do STF. Se a esquerda e o PT estão por trás disso, não é de duvidar, porque os delatores foram muito favorecidos por Lula, e este ainda sonha em voltar ao poder antes de ser condenado. E disso tudo ficam as perguntas: a crise econômica vai se agravar? Podemos esperar alguma saída breve para evitar o pior ao depender dos políticos corruptos que temos, protegidos por leis criadas por eles próprios? E, finalmente, se virar a bagunça esperada, as Forças Armadas, enfraquecidas que foram, terão condições de dar um jeito nisso?

Miguel Pellicciari mptengci@uol.com.br

Jundiaí

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LONGE DO PODER

Com preocupação li a manifestação de leitores no "Fórum dos Leitores" sugerindo o retorno dos militares ao poder. Também participei ativamente, como universitário, nas batalhas que precederam a queda do governo em 1964. Para mim, a situação de ontem é totalmente diferente da de hoje, pois, se naquela época a esquerda, também chamada de comunista, era totalmente ideológica e promovia atos de guerrilha e terrorismo visando à tomada do poder, hoje a esquerda, renomeada como socialista, não tem ambição ideológica, mas a intenção principal de tomar o poder para se locupletar, para seu bem-estar próprio. Por fim, gostaria de lembrar que a situação política caótica que o Brasil vive foi criada exatamente pelo governo militar, que, com medo de perder o controle político no Congresso Nacional, igualou, por exemplo, a representação parlamentar do Estado de Sergipe, o menor do País, com a do Estado de São Paulo. Os militares das três armas, hoje, devem se ater ao papel a eles atribuído pela Constituição federal e garantir a ordem, se o momento exigir, mas muito longe do poder central.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO

Entre o político e a política há um espaço. Comparando 2005 com 2017, ambas as revelações das maracutaias que ocorriam corroeram as "bases". No primeiro lustro de milênio que chegou, não havia ventanias, apenas sopros benignos, de uma Ásia que abraçara o capitalismo para soerguer seu povo da miséria, o que causou reflexos benignos no Ocidente. O governo de Lula foi beneficiado pelas circunstâncias, mas delas não soube ter pertinência de que o caminho para a redenção de seu povo era propor e dar ênfase a reformas estruturais para as quais nunca ousou levar a debate no Congresso Nacional, exceto na surdina, pela compra de votos. E, na surdina, com seus "muy amigos", nostálgicos de uma ditadura que não mais vigorava e não vigorará, quiseram reviver no poder uma sociedade utópica, na qual uns (os que estão no poder) são mais do que outros (todos os que deles discordam), com o Estado controlando tudo, desde a produção até o comportamento dos cidadãos. Seus atos insensatos e seu egoísmo levaram-nos a Dilma e à barganha que construiu as delações, após a sacudida de 2013, quando os filhos da Pátria amada acordaram no berço esplêndido. Agora, neste fim de primeiro ano no Brasil de um governo "golpista", as revelações dos podres da República ocorrem num clima global adverso, mas o que está em discussão no Congresso Nacional são as reformas de que o Brasil precisa. Não é nem são os políticos o que ora está em jogo, mas políticas de Estado que devemos levar adiante. Da má conduta de políticos cuidam a Polícia, o Ministério Público e a Justiça, e a sociedade alerta. Da política cuidamos todos nós, representantes do povo, e nós, cidadãos, atuando com liberdade de expressão e com nossas instituições cada vez mais fortalecidas.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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O ÁUDIO DE JOESLEY

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em entrevista ao SBT, disse que vê como possível a anulação da denúncia a ser apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Michel Temer. Isso porque, no entender do magistrado, o áudio gravado por Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu, na tentativa de comprometer o presidente Temer, pode ser descartado, se houve ação controlada e sem anuência judicial. E, em duras críticas aos procuradores, a quem chamou de adeptos a "pensamento totalitário", e na busca de "criminalização da política", a seu ver, conseguiram provas em "condição ilegal". O ministro Gilmar Mendes tem suas razões para contestar o áudio, mesmo porque aquele áudio gravado com autorização judicial - diga-se, nada republicano - entre Dilma e Lula foi rejeitado pelo MPF e até por alguns dos ministros do Supremo. Neste caso, o povo brasileiro quer saber de uma vez por todas se vale ou não como prova de um suposto crime um áudio ou vídeo gravado sem autorização judicial.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EXPLICAR O INEXPLICÁVEL?

A perícia da Polícia Federal concluiu aquilo que todo mundo já sabia: que o áudio de Temer com Joesley não foi editado. Cá entre nós, e agora, presidente, vai mandar periciar a boca do empresário? Com ironia, por favor!

 

Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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ESQUISITA ATUAÇÃO

Deixem-me entender: em maio, a Procuradoria-Geral da República divulgou para o Brasil e o mundo que o presidente Temer era corrupto com base numa gravação entregue pela JBS. Mais de um mês depois, a Polícia Federal conclui seu laudo de que a gravação não foi manipulada. Ou seja, antes se divulga uma informação que irá destruir o equilíbrio político de nosso país, sem saber se é verdadeira, e, depois, passa-se mais de um mês para confirmar a informação? É, no mínimo, esquisita essa forma de atuar. Com tanta podridão, eu esperaria um procedimento mais profissional de nossas autoridades.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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COMO ACREDITAR?

Num país onde a sociedade acha sempre que "há algo por trás" dos acontecimentos, que não acredita na Justiça, nos políticos, nos institutos de pesquisa de opinião, nos grandes empresários nem na mídia, por que há de acreditar num laudo da Polícia Federal dando conta de que as esley-fitas não foram editadas? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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STF AMIGO

Lendo a "Coluna do Estadão" de segunda-feira (página A4), fiquei ainda mais indignado com a informação de que alguns ministros do STF, mesmo discordando, votaram pela manutenção dos termos da delação do empresário Joesley Batista, para preservar Rodrigo Janot. Isso é justiça? Será que estes mesmos ministros, em sã consciência, percebem que livraram um criminoso em detrimento da condenação do presidente da República?

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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REJEIÇÃO

O "Estadão" informa que 81% dos brasileiros rejeitam o perdão concedido aos Batistas do Grupo JBS. Será que os restantes 19% aprovam ou são indiferentes? Moralmente, estamos pior do que se poderia imaginar.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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RETALIAÇÃO À JBS

Evidente que a JBS é partícipe ou coautora de crimes. No entanto, temos de reconhecer que os Batistas abriram o buraco negro para que, além do PT, outros partidos que posavam de honestos e honrados fossem desmascarados e, em especial, ao que se supõe pelas gravações e pelos seus auxiliares mais próximos, o presidente Temer tivesse revelado o seu disfarce de homem probo. Os Batistas também escancararam as mazelas do presidente do PSDB, que envergonhou não só o partido, mas os milhões de eleitores que, enganados, mais uma vez votaram naquela figura que sentava em seu rabo para criticar os demais candidatos e partidos. Por essas razões, entretanto, a retaliação à JBS é óbvia, desde a postura de um ministro do STF (Gilmar Mendes) até pelos órgãos comandados pelo delatado presidente da República. Esperamos que o STF tenha a capacidade de impedir que o instituto da colaboração premiada se torne letra morta, já que foi e é o maior instrumento de combate à corrupção por organizações criminosas que, infelizmente no nosso Brasil, estavam imperando sob o comando de titulares do mais alto cargo da República. 

Jorge A. Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com

Barretos

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INSANIDADE

"Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes." A famosa frase de Albert Einstein serve como uma luva para definir o momento que o País vive. É uma insanidade prender o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral por avassaladores crimes e colocar no lugar um de seus principais assessores. É uma insanidade afastar a presidente da República por sua gestão criminosa e colocar o vice dela em seu lugar. Temer e Pezão nada mais são que a continuação do governo de Dilma e de Sérgio Cabral, e é insano que o Brasil espere resultados diferentes do que se está vendo no Brasil e no Rio de Janeiro. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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'POLÍTICA E REGENERAÇÃO NACIONAL'

Percuciente, precisa e muito oportuna a análise de Ricardo Vélez Rodríguez discorrendo acerca da política e a regeneração nacional ("Estadão", 25/6, A2). Enganam-se os que pensam que não teríamos exemplos na História a nos alertar para o que está acontecendo no Brasil, nos dias atuais, com rico aprendizado na própria História. Que não se iluda a nacionalidade com os pretensamente novos salvadores da Pátria, paladinos da Justiça, subliminarmente sugerindo que nos levariam ao paraíso perfeito, numa sociedade purificada. Se há mais de dois milênios Sócrates já nos ensinava que não há nada de novo sob o sol, será razoável concluir que somos uma sociedade suficientemente madura para não nos iludirmos com novos paladinos da justiça, a nos propor sua condução a um porto seguro. Fora de um consolidado Estado Democrático de Direito, onde funcionem plenamente um Legislativo, o Executivo, e o Judiciário e onde todo e qualquer órgão público a eles se vejam submetidos, não alcançaremos uma sociedade justa, fraterna e solidária. Ordem é bom e nós a queremos! Não nos iludamos com sonháticos neopositivistas, que nada mais fazem do que prometer a entrega de um poder público capaz de chegar à plena perfeição, quando se sabe pela experiência de milênios que, em termos de poder público, a plena perfeição inexiste (aliás, é por isso que se engendraram os Três Poderes).

Raymundo do Prado Vermelho raymundo@rvermelho.adv.br

Maringá (PR)

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DESOLAÇÃO

O quadro político brasileiro está mesmo em decomposição moral. O presidente da República, primeiro mandatário da Nação, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por atos de corrupção. Um ex-ministro da Fazenda do desgoverno Lula foi condenado a 12 anos de prisão por ter cometido atos fora da lei. Muitos fatos desobedientes à lei ainda serão julgados e novas punições indubitavelmente ocorrerão. Infelizmente, também, em razão desses fatos criminosos, a nossa imagem no exterior está quase totalmente desgastada. Estes políticos corruptos não imaginam o mal que fizerem para o nosso país.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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FARÓIS

Desde a delação do irmão Batista, os faróis da política, da imprensa e do Judiciário estão voltados para o presidente Temer, e o ex-presidente Lula está quieto e desaparecido. Sem defender Temer, não parece que tudo está orquestrado?

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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PESQUISA FORA DE HORA

A pesquisa que o Datafolha divulgou esta semana, mostrando Lula à frente das intenções de voto para a eleição de 2018, é muito estranha. Além de ser prematura e sem sentido (o pleito será em 2018), creio não demonstrar, realmente, a força da vontade popular. Senão vejamos: Lula, o preferido nessa pesquisa, se tem mesmo 30% das intenções de voto, anda sumido, não aparece em público quase e, quando o faz, é repelido furiosamente. Com os demais ocorre o mesmo, como Bolsonaro e Marina. Na realidade, esses eventuais candidatos apenas demonstraram seu desejo de concorrer, mas nada está definido ainda. Lula poderá, pelo que entendemos, ficar inelegível, tendo em vista os inúmeros processos criminais a que responde perante a Justiça. Bolsonaro não passa de um balão de ensaio e Marina também é alvo de muitas denúncias de corrupção. Para que divulgar essa pesquisa e quem a solicitou? Ao que nos parece, apenas para tumultuar mais o atual momento político em que vivemos e para nos deixar permanecer atolados no lamaçal que os governos petistas nos legaram, e os esquerdoides tentarem recuperar o poder, após Dilma ser defenestrada, e continuar arruinando a nossa pátria. Só não vê quem não quer.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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A QUEM ELAS SERVEM

Além de plenamente esclarecedor, o editorial do "Estadão" de 26/6 (A3) "O que dizem as pesquisas" também é didático, uma vez que narra fielmente o que as pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República querem alcançar. Realmente, só ao senhor Lula da Silva servem essas pesquisas, motivando que ele volte a atacar a imprensa falada e escrita, bem como todos aqueles contrários à ideologia bolivariana-socialista. Todavia, grande parte do eleitorado brasileiro sabe que a única preocupação do ex-presidente Lula da Silva é com a sua prisão, e não com o resultado abstrato dessas pesquisas efetuadas muito longe das eleições de 2018.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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HONESTIDADE

À Rádio Itatiaia de Minas Gerais, o "mais honesto" disse ontem que, se for condenado, isso provaria que não vale a pena ser honesto no Brasil. Não pareceu ser uma piada, mas rimos muito. Nós, que o tivemos como presidente da República por oito anos e mais cinco com o seu poste, sabemos na prática que ser honesto no Brasil é se converter em autêntico Dom Quixote. Mas a mente embotada pela ganância e megalomania de Lula está muito aquém de captar o verdadeiro sentido da palavra honesto. Ele pode estar confuso pela profusão de desempenhos mais usados no momento, como delator, gravador, relator, procurador...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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DEFENSOR DO PT

Parece que o ex-presidente FHC sempre foi petista. Entregou o País de graça nas mãos de Lula em 2002. Depois, no mensalão, quando tudo mostrava o comprometimento de Lula na trama, FHC sugeriu ao seu partido deixá-lo sangrar nas urnas. Ele não só não sangrou, como fortaleceu o partido, deixando seu poste em 2010 - e sabemos de cor o fim dos 13 anos de PT no poder. Corrupção endêmica. Agora, FHC sugere que Michel Temer renuncie e que tenhamos eleições diretas. O que quer FHC, afinal? Que Lula seja eleito antes que a Justiça o pegue? O PSDB sofre com falta de identidade há muitos anos, perde diariamente seu filão de eleitores e, com um ex-presidente nadando contra a correnteza da opinião pública, levará mais ainda o partido para o limbo, junto com o PT! FHC que precisa ter a hombridade de se retirar para o anonimato, curtir sua velhice sem que cause mais algum estrago ao País.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FHC

Do alto de seus 85 anos, Fernando Henrique Cardoso disse com propriedade em alto e bom som que "as pessoas não vão votar em partidos em 2018, mas em uma liderança. Acho que precisamos mudar de geração. Para poder fazer frente a esse mundo novo, precisamos de outra cabeça, pessoas que possam se comunicar com os mais jovens e de maneira atualizada". Como se sabe, não há ninguém melhor no País a encarnar suas sábias e visionárias palavras do que João Doria Jr. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Medíocres as declarações do ex-presidente FHC sobre a gestão Dória e sobre o governo Temer. Pior que um esquerdista, só um esquerdista senil.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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O DRAMA DAS CRACOLÂNDIAS

A última Assembleia Constituinte foi a de 1987-1988, há quase 30 anos. Naquela época, não havia crack, anfetaminas nem ecstasy, e as drogas mais perigosas eram a cocaína e a heroína, drogas caras, mais usadas pela elite. E o grande problema, então, eram a maconha e as bebidas alcoólicas. Hoje, a realidade é outra, novas drogas destroem o ser humano com uma rapidez impressionante, o número de usuários só aumenta e o poder público alega que nada pode fazer se o dependente químico não concordar em se submeter a um tratamento. Senhoras e senhores, autoridades deste país, como sabemos, a lei não permite que um dependente que teve a mente analítica sequestrada pela droga seja internado porque, em 1987 e 1988, época da Assembleia Constituinte, não existiam drogas com este poder, e hoje é preciso lutar contra uma realidade que exige a internação mesmo contra a vontade do dependente, mas é proibido, pois as leis são ultrapassadas e precisam ser revistas imediatamente. Será que é interessante para os governos federal, estadual e municipal ter esta liberdade, arcar com o custo das internações e enfrentar o batalhão dos politicamente corretos que preferem um dependente morto, um zumbi circulando pelas ruas, a ele ser tratado para se livrar da dependência? Por que até agora nenhum político tomou a iniciativa de enviar um Projeto de Emenda Constitucional para atualizar a defasada Constituição? Nos anos 80, os EUA já enfrentavam a epidemia do crack e só com a internação forçada dos dependentes conseguiu manter os dependentes sob controle. Vamos esperar até que todas as cidades do País tenham a sua cracolândia para, depois, "tentar" um milagre? O problema já é antigo e ninguém quer encará-lo de frente, preferem a teoria, a falácia, o discurso da humanização, enquanto milhares de mortos vivos se multiplicam em todo o País. Este problema é da Câmara dos Deputados, é para isso que foram eleitos.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JUSTIÇA

Operações na cracolândia prenderam 161 pessoas. Isso mostra claramente a eficiência da polícia nas suas investidas e ações. Agora, por meio de nossa Justiça arcaica, quem pode responder quantos deles continuam presos?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INTERNAÇÃO X EUTANÁSIA

Tenho acompanhado as reportagens sobre internação compulsória de viciados e surpreende-me a hipocrisia da humanidade: eutanásia para idosos com doenças terminais ficam sofrendo nos hospitais e há relutância até de se ministrarem analgésicos mais fortes que evitariam tanto o sofrimento do paciente quanto o de toda a família. É considerado crime. Assistir a um viciado drogando-se, sem interná-lo, levando-o à morte não é crime. 

Regina M. Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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