Fórum dos Leitores

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Impresso

29 Junho 2017 | 03h07

CRISE E CORRUPÇÃO

Mudança de tática

Fez muito bem o presidente Michel Temer em partir para o ataque. Jogando na defesa, o time de Temer, que está em campo com as camisas amarelas, corria sério risco de tomar um gol dos que jogam com camisas vermelhas, capitaneados por Rodrigo Janot, que agora resolveu entrar na partida. Este jogador, desde sua escalação, no governo Dilma Rousseff, vem fazendo corpo mole e decepcionando a sua torcida. Temer sabe que partir para o ataque é a única maneira de vencer o jogo, haja vista que seu técnico Antônio Mariz desafiou Janot a provar a propina da JBS para Temer. O presidente sabe que se o jogo chegasse ao Senado ninguém teria dúvida para que lado Renan Calheiros chutaria. Fora desse jogo, Lulla, que em toda a sua carreira atuou pelo time de vermelho, em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, pregou a saída de Temer e eleições diretas já. Como se sabe, Lulla, que segundo o Datafolha é forte candidato a substituir Temer, é réu em cinco ações penais por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Acossado

Fraquíssimas, sem nenhuma prova cabal, as denúncias de Janot contra Temer deveriam ser arquivadas pela Justiça, antes que provoquem maior desgaste – não para Temer, mas para a Procuradoria-Geral da República. Por muito menos juízes de segunda instância absolveram João Vaccari Neto, que carrega nas costas dezenas de acusações em delações premiadas. Delações não são provas, dizem esses juízes. E por acaso o seriam gravações de péssima qualidade, com frases incompletas, sem se saber em que contexto? Suposições, e não provas, de que a mala de dinheiro iria passar das mãos de Loures para Temer, acusação de corrupção passiva e, enfim, uma pressa jamais vista em coagir um presidente da República, aguardando como certa sua renúncia ou impeachment – por que todo esse empenho em acossar Temer? Há algo de muito estranho a ser explicado. Vejamos: como se explica o fato real, não suposição, de um criminoso como Joesley Batista não ter passado um dia sequer na prisão e gozar de total liberdade, mundo afora, depois de ter praticado centenas de iniquidades e crimes, com a anuência e o apoio de autoridades? Como se explica a gravação para armar uma “pegadinha” de quinta categoria contra Temer? Justiça que se diz proba e digna exige provas. Mas o que se viu até agora foram grupos políticos, parte da imprensa e a oposição desesperados para derrubar o presidente. Isso explica, no meu entender, o silêncio das ruas.

REGINA ULHÔA CINTRA

reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

Traição

Não acredito que o sr. Joesley, dono de fortuna incalculável, tenha feito uso de um aparelho de péssima qualidade para gravar clandestinamente o nosso presidente Temer. Parece-me que as 180 paralisações ocorreram com o delator estando nas mesmas condições de uma pessoa que gagueja quando conta uma mentira. Esperem para ver a realidade dessa desastrosa traição.

EDUARDO MÓDOLO

eduardomodolo@yahoo.com.br

Cerquilho

Delação esquisita

Vimos várias pessoas envolvidas em delações premiadas que demoraram mais de um ano para concluir o acordo, como no caso de Marcelo Odebrecht. Porém no episódio da JBS o acerto saiu rapidinho. E, muito esquisito, um procurador que trabalhou próximo de Janot saiu da Procuradoria dois meses antes do acordo de delação e foi trabalhar na JBS. Eu não sei se Temer é desonesto ou não, mas que essa acusação nasceu de forma muito estranha, disso eu não tenho nenhuma dúvida.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Conspiração

Está claro que o presidente Michel Temer está sendo vítima de uma armação. Certamente, além dos Batistas, outros peixes grandes estão envolvidos no esquema que está desestabilizando ainda mais o nosso país.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Os homens do ex

Lula conta com uma tropa poderosa na sua tentativa de volta ao poder. Alguns membros são misteriosos e outros já mostraram a cara, como os irmãos da JBS e o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal. Os primeiros, impunes, prestaram serviços de gratidão para derrubar Michel Temer, numa típica ação de vendeta entre famílias mafiosas. E o ministro, petista de carteirinha, a cada semana vai livrando Lula do juiz Sergio Moro, passando os processos da Lava Jato que recaem sobre o ex para a Justiça Federal do Distrito Federal e de São Paulo. Parece que o responsável por esta crise econômica histórica, pela corrupção institucionalizada e por milhões de trabalhadores desempregados só será julgado mesmo por Deus. Ou por Lúcifer.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

Desalento

O ministro Fachin está dando muito na vista como defensor lulopetista. O povo está calado, sem esperança de justiça, descrente. Janot e Fachin são péssimos exemplos no âmbito do STF, embora, claro, atuando em diferentes funções. Deixem o juiz Sergio Moro trabalhar em paz na moralização do País!

VILMA FREDIANI S. MOURA

vilma.frediani.moura@terra.com.br

São Paulo

Mortadelas em ação

Num Brasil em crise, com mais de 14 milhões de desempregados e a Previdência em crescente déficit, carece de bom senso e responsabilidade a greve prevista para amanhã contra as imprescindíveis reformas previdenciária e trabalhista. Que os sindicatos respeitem o sagrado direito de ir e vir de quem quer e precisa trabalhar ou transitar.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Um começo

Sentido o desgaste, o nobre senador Renan Calheiros entregou o cargo de líder do PMDB. Essa é, sem dúvida, uma boa notícia. Melhor seria se, ato contínuo, agregasse a renúncia ao Senado. Alguns ilustres da mesma Casa deveriam acompanhá-lo.

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Corda para enforcado

Renan sinaliza apoio a Lula em Alagoas. Em matemática, menos com menos dá mais; em política, dá votos?

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

“Então, o Lula agora pede renúncia do Temer? Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né não, ‘cara’?”

ANGELO TONELLI / SÃO PAULO, SOBRE A CONSPIRAÇÃO CONTRA

O BRASIL E AS REFORMAS

angelotonelli@yahoo.com.br

“Comparada à invasão da Normandia, no final da 2.ª Guerra, a prisão de Lula será o dia D para a libertação do Brasil da corrupção que o asfixia. Avante, Moro!”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE A ESPERANÇA DE DIAS MELHORES PARA O BRASIL

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

POLÍCIA FEDERAL X VERBAS PÚBLICAS

Desde o início da Operação Lava Jato, a Polícia Federal ganhou o apoio dos brasileiros. Mas, agora, alegando falta de verbas, a Polícia Federal cancelou a emissão de passaportes, em plena época de férias escolares, prejudicando os brasileiros que se programaram para viajar e o setor de turismo. Será que o custo para a emissão de passaportes não está muito elevado? Quanto custa a emissão de um passaporte no Brasil e quanto custa em outros países? Em plena crise, com uma taxa elevadíssima de desemprego e o governo federal cortando verbas da educação e da saúde, será que a Polícia Federal não pode fazer mais com menos verbas públicas, evitando desperdícios? Não é porque tem o apoio dos brasileiros que pode gastar além do orçamento. Tudo bem, que os políticos do Congresso também não ajudam em nada, pelo contrário, só incentivam os demais órgãos públicos a acreditarem que dinheiro nasce em árvore, quando pretendem aumentar em muito o Fundo Partidário, por exemplo, usando o nosso dinheiro. A cada dia que passa fica mais difícil de acreditar que o Brasil vai sair desta crise. Não importa quanto o País arrecada, sempre falta dinheiro, pois a gastança é sempre maior, graças à farra que os Três Poderes fazem com o nosso dinheiro. Não adianta trocar o presidente da República, precisamos de uma faxina geral em todos os Poderes. Será que isso só será possível como uma intervenção militar?

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FALTA DE RECURSOS

A Polícia Federal alega falta de recursos para justificar a suspensão da emissão de passaportes.  Essa medida totalmente discricionária prejudica milhares de brasileiros que pagam seus impostos em dia e simplesmente não podem alegar o motivo de falta de recursos para atrasar suas obrigações fiscais. Tenho certeza de que, se a Polícia Federal gastasse menos em suas espetaculosas operações, sobraria dinheiro para a compra do papel de passaporte. Os noticiários televisivos mostraram operações da Federal que utilizam dezenas de vans e armas pesadas para prender um velhinho que anda de bengala e mora há 20 anos no mesmo endereço.

Maria J. Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo

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CADÊ O DINHEIRO?

Se pagamos pela emissão de passaporte, alguém pode explicar o que é feito desse dinheiro?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A DENÚNCIA CONTRA TEMER

Michel Temer, acusado de corrupção, alega que a denúncia é uma "ficção" e que quem o acusa está usando "ilações". Ora, o Brasil inteiro já decorou a fala de Temer, em gravação de conversa com Joesley Batista, indicando seu assessor Rodrigo Rocha Loures para o lugar de Geddel Viera Lima como seu homem de confiança. O País todo já viu e reviu muitas vezes a cena do assessor Rocha Loures correndo no meio da rua com a proverbial mala de dinheiro, a mala com R$ 500 mil, que já foi apreendida pela polícia. Não há ficção, não existem ilações, a denúncia é sólida como uma rocha e, se Michel Temer não tem mais nada a dizer, é melhor renunciar logo e entrar logo no programa de delação premiada. Pode começar denunciando seu ministério inteiro. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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'FICÇÃO'

Sr. Temer, o ex-presidente Lula também já afirmou que as acusações contra ele eram ficção...

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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DISCURSO

Quem estava subestimando a capacidade do presidente Michel Temer se enganou... O curto discurso feito na tarde de 27/6, se verdadeiro, servirá para passar o Brasil e a Ju$tiça a limpo. É jurista com mais de 40 anos de experiência e vivência no Direito, deu tempo ao tempo para provar o contrário das vãs acusações, na tentativa de acabarmos com o caos criado pelos bandidos e corruptos dos últimos 13 anos, cujos adeptos já nos ameaçam com "guerra civil" e violência. Torço para que o presidente consiga provar o que afirmou em discurso, pela reconstrução do País e pela moralização do povo brasileiro. Para Temer, a denúncia não passa de "ficção". Ou estamos sonhando?

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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A DEFESA DE TEMER

 

Primeiramente, cumpre relembrar que Michel Temer é advogado de destaque. Na Constituinte (1988), foi quem conseguiu colocar na Carta Magna o artigo 133, que assevera ser o advogado indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável pelas suas palavras e atos, nos termos da lei. Assim, cumprindo o dispositivo da Carta Magna, defendeu-se e também imputou acusação ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quando relembrou que um auxiliar imediato de Janot deixou o Ministério Público Federal e foi trabalhar numa empresa que defende os interesses da JBS, tendo ganhado polpudas luvas para tanto. Cabe, agora, a Janot explicar a situação e explicar bem ainda o porquê de os Batista, grandes criminosos, nem tornozeleiras eletrônicas precisarem usar, estando a perambular pelo planeta, livres e soltos. Assim, Temer defendeu-se muito bem!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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INCOERENTE

Estaria o presidente Temer tão otimista assim, pensando viver mais de cem anos, considerando que atualmente ele tem um pouco mais de 70, quando exigiu uma propina de Joesley Batista de R$ 500 mil por semana, ou seja, R$ 2 milhões por mês, durante 20 anos? Não seria mais coerente uma propina de R$ 4 milhões por mês, durante dez anos - assim mesmo ele estaria, ao fim dos dez anos, com quase 90 anos. Ou será que ele tem algum parentesco com Matuzalém?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EDITORIAL

Cumprimento o "Estadão" pelo editorial "A denúncia contra o presidente" (28/6, A3), no qual o jornal nos mostra claramente que esta foi realmente programada pelos que desejam tumultuar ainda mais este difícil momento político que o Brasil atravessa, baseada na delação de Joesley Batista e acompanhada de uma gravação efetuada à sorrelfa e mais um vídeo igualmente planejado, o da maleta, tudo já do conhecimento público. No meu entender, esses fatos, por si sós, não são suficientes para motivar uma denúncia contra um presidente da República. Não se pode realmente entender o que está "motivando" as atuais atitudes de Rodrigo Janot, como livrar Lula e sua cria das mãos de Sérgio Moro e, agora, esta denúncia, uma vez que sua gestão à frente da Procuradoria-Geral da República já está no apagar das luzes.    

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DE SAÍDA

O procurador não fez na entrada, mas está fazendo o dobro na saída. 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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'DENÚNCIA INEPTA'

Cumprimento o jornal "Estado" pela opinião sobre a antipatriótica manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na "denúncia inepta" por ele apresentada que envolveria o presidente Michel Temer (28/6, A3). Concordo que essa posição "só serve a interesses políticos, e não jurídicos". O sr. Rodrigo Janot tem ultimamente atuado de forma não patriótica e, ao que parece, interessado em impedir que o Brasil saia da crise política e econômica atual, causadora de enorme desemprego, em consequência da retração de toda a atividade econômica do País.

Marcos Xavier da Silveira marcos.xavier@pavax.com.br

São Paulo

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SABOTAGEM

Felizmente o jornal "Estadão", tido como o mais sério e respeitado do Brasil, coloca "os pingos nos is" quanto à denúncia de Janot, em seu editorial (28/6, A3). Não é possível aceitar que o País e seu povo inteiro fiquem à mercê de um procurador que, por motivos obscuros, está tentando derrubar o presidente Temer sabotando de todas as maneiras a volta à normalidade econômica e social em detrimento do saneamento de uma crise gerada nos governos petistas que resultou em milhões de desempregados. Só pode estar favorável a essa insanidade quem não consegue se colocar no lugar de todos estes que vão perdendo suas esperanças e perspectivas de sonhar com um Brasil melhor. E também aqueles cuja posição política se coloca acima das necessidades imensas da Nação. É indispensável observar que tudo isso aconteceu num momento em que a economia começava a reagir fortemente, com os sucessivos progressos na aprovação das reformas há muitos e muitos anos tidas como um requisito fundamental para a mudança de rumo na economia brasileira. Este angustiante momento que atravessamos, em razão da irresponsabilidade do procurador Janot, tem aparência, cheiro e cor de pura sabotagem, cujo alvo mirava, a princípio, um presidente, mas que, imediatamente, acabou por atingir impiedosamente todo o País.  E isto é inaceitável!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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INTERESSES POLÍTICOS

O editorial de quarta-feira (28/6, A3) "A denúncia contra o presidente" lava a alma dos brasileiros honestos, responsáveis e preocupados com o destino do País. Não deixa de ser uma denúncia precipitada, irrefletida, com provas frágeis, como bem salienta o editorial, e "não resta dúvida de que a denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, de tão rasa, só serve a interesses políticos, e não jurídicos".

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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FREIOS

Mais uma vez os articulistas do "Estadão" acertam ao chamarem a atenção para excessos que estão ocorrendo. Já reforçaram e sublinharam em editorial anterior as palavras do ministro Gilmar Mendes mostrando o Estado policial que se instala na sociedade. Tomo como parâmetro, só para apoio de uma ideia, o que ocorre nos conselhos regionais e federais das diversas profissões. Nestes, as ações correm em sigilo e somente vêm a público as faltas graves de seus membros. E qual o sentido de ser dessa forma? A finalidade é preservar o conceito público de uma classe como um todo, evitando a divulgação de erros de menor gravidade de alguns de seus "coordenados", que são punidos dentro dos próprios muros. Nas situações que envolvem homens públicos de nossa sociedade, isso é impossível de acontecer. Contudo, alguns limites são necessários, pela instabilidade que levam a uma sociedade. Para os conselhos profissionais, o objetivo é preservar a sociedade de maus profissionais nas funções que exercem, mas cuidando para evitar a generalização dos malfeitos individuais a todos os profissionais do setor. Neste Estado policial citado pelo ministro Gilmar, não vemos freios. A presença de freios não significa não punir, mas separa situações diferentes e em níveis diferentes. A análise não visa a pessoas, mas aos cargos que estas ocupam na sociedade, independentemente de quem os ocupa num dado momento. Ações policiais contra presidentes de poderes deveriam ser impedidas, pelos danos maiores que causam. O que não impede que após o término do mandato o indivíduo não venha a ser investigado. Pior, vemos a situação de dois pesos e duas medidas: a presidente Dilma foi poupada pelo mesmo procurador-geral da República em diversas ocasiões, tais como a sua atuação como presidente do conselho da Petrobrás; a senadora Gleisi Hoffmann, o senador Renan Calheiros, entre outros, estão sendo processados e não foram afastados. As explicações para nós, leigos, é de que para a primeira eram atos anteriores ao exercício da função e, para os outros, que é necessário o devido processo legal. Aprendemos, então, e passamos a compreender que o cargo é mais importante do que as pessoas, e mais, que ações atabalhoadas sem ao direito ao contraditório podem dar origem a injustiças e, no caso de chefes de poder, ocasionarem instabilidade social e, pior, econômica. Sabemos "ad nauseam" que deve haver uma devida separação dos poderes, e agora, o que está acontecendo?

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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EQUILÍBRIO

Não posso deixar de, uma vez mais, cumprimentar a direção do "Estadão" pelo equilíbrio de suas posições, nas quais, independentemente de ideologias partidárias, prevalece o interesse maior pelo País.

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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O PODEROSO JANOT

Fico me perguntando que poder é este, de um só homem, Janot, de denunciar e tirar do cargo alguém que foi eleito por milhões de cidadãos. Lembro que Janot foi colocado ali por escolha de Dilma, e a ele reconheceu que o impeachment de sua mentora foi um golpe para frear a Lava Jato. Que interesses tem este senhor agora, a não ser abrir caminhos forçando uma nova eleição, antes que Moro bote seu padrinho Lula na cadeia? E os milhões de brasileiros indignados com essa atitude, como ficam? Fica bonitinho fazer acordo com bandidos e deles obter delações para seus intentos? É este o "nosso" procurador da República? Tá ruim o Brasil de gente que comanda, não?

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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LEIS MAIS DURAS

Se o atual presidente cair pela denúncia da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, será sucedido por outro da mesma ou pior laia. O meio político brasileiro é pior que na carne fraca, podre de A a Z. Enquanto as leis não forem mais duras para os políticos, o que os impeça de usar as luvas que usam - não sei o que é mais sujo, o que está dentro ou fora das luvas -, vai continuar a mesma podridão. Mas, como são eles mesmos que não as mudam, a única solução são os militares.

Mário A. Dente  eticototal@gmail.com

São Paulo

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PESOS E MEDIDAS

Dois pesos e duas medidas em várias decisões na denúncia de Rodrigo Janot contra o presidente da República. Entre elas, a que nos chama a atenção é aquela que se refere ao ato do procurador aceitar a gravação feita às escondidas, por um inescrupuloso confesso senhor, quando sabemos que a Justiça não aceitou a gravação de Dilma com Lula (avisando que o "Bessias" ia entregar o documento para o ex-presidente) como prova. Essa história do procurador da República está cheirando a uma grande armação, só não vê quem está no jogo sujo.

Leila E. Leitão

São Paulo 

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DENÚNCIA

Se uma gravação comprometedora gera medidas tão rápidas, pergunto onde anda aquela outra, da ex-presidente, falando com o seu antecessor e prometendo enviar o "Bessias" para levar-lhe uma nomeação salvo-conduto, num gesto flagrante de tentativa de obstrução da Justiça?

 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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A GRAVAÇÃO

A perícia da Polícia Federal disse que a gravação não foi adulterada, mas que "recuperou trechos inaudíveis" que reforçam a denúncia contra Temer. Por acaso isso não é adulteração? Se não havia adulteração, agora há! Onde está a gravação original? A precaríssima gravação, que é a peça fundamental para a denúncia, não pode ser base para derrubar um presidente. Isso é golpe!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A 'NOVA' FITA

Na denúncia contra o presidente Temer, a Procuradoria-Geral da República apresenta novos dados da fita gravada, que antes era quase inaudível, e agora tornou-se audível, segundo a Polícia Federal. "Única prova" de que ela se tornou audível foi mostrada através do diálogo impresso... Será que era a mesma fita enviada ao perito Molina para ser periciada? Porque naquela, de fato, a qualidade era péssima, a fala de Temer era praticamente inaudível. A defesa do presidente precisa requisitar a "nova fita" para ser periciada e validada sua autenticidade.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL HOJE

Um amigo meu dos Estados Unidos perguntou: "O que está acontecendo no Brasil?". Respondi de uma maneira fácil de ele entender: "É o Al Capone junto com o Judiciário derrubando o presidente".

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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O QUE VEM DEPOIS?

Rodrigo Maia não poderá substituir Michel Temer, pois é um presidente da Câmara dos Deputados ilegítimo. Não poderia ser reeleito. O senador Eunício de Oliveira também não poderá substituir Michel Temer, pois é um futuro réu na Lava Jato. Se Cármen Lúcia assumir a Presidência da República imediatamente, Gilmar Ferreira Mendes se autodeclara primeiro-ministro do PSDB e, ato contínuo, Ricardo Lewandowski se autodeclara líder da oposição petista.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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BAGUNÇA

Impressionante! Todo mundo no governo trabalha para salvar a pele de Temer. O ministro da Justiça, por exemplo, não faz outra coisa a não ser responder questões sobre sua presença no Ministério, se seria para acabar com a Lava Jato. Ministro Torquato Jardim, o País está com a segurança destroçada. Houve aumento em todos os índices de criminalidade. Quais são, mesmo, seus planos para essa área? Gente, que bagunça é esta?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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A SORTE ESTÁ LANÇADA

Inglaterra, 1485, Ricardo III na Batalha de Bosworth: "Meu reino por um cavalo!". Brasil, 2017, Michel Temer no Congresso Nacional: "Meu governo por 172 votos!". "Alea jacta est."

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TEMER FICA OU CAI?

"Se correr o bicho pega / Se ficar o bicho come / Porque eu sou é home / Menino eu sou é home / E como sou!" (Ney Matogrosso).

Alice A. Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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NO CRONÔMETRO

Não me preocupei em cronometrar o horário do "Jornal Nacional", da TV Globo, na terça-feira (27/6), mas senti uma enorme diferença entre o que se falou "contra" Temer e, depois, seu pronunciamento: algo em torno de 34 minutos, aproximadamente, para a primeira parte, contra algo como 12 minutos, aproximadamente, para a defesa do presidente. Pergunto: por que essa disparidade de contra e a favor? Onde ficou o espírito de momentos mais iguais para os dois lados? Pelo visto, o "visual" da nova bancada obscureceu os responsáveis por aquela matéria no seu todo. Na imprensa, precisa haver um equilíbrio entre o a favor e o contra. Sou a favor do Brasil e quem errou deve pagar. A Justiça deve se pronunciar com equilíbrio e sem emoção.

Carmine Mario Buonfiglio krminegoodson@gmail.com

Santos

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PELO SIM, PELO NÃO! 

Para fazer a delação premiada, que pegou o presidente Temer de pijamas, no Palácio do Jaburu, Joesley Batista exigiu que as autoridades de plantão não confiscassem seu passaporte, pois estava sendo ameaçado de morte. Foi atendido de pronto, na mais ágil negociação até então realizada pelo Ministério Público Federal. Lá foi Joesley de mala e cuia cuidar de seu império nos Estados Unidos e em outros países onde mantém negócios e ficar livre dos riscos que corria. Com as coisas ainda em ebulição por aqui, voltou ao Brasil para remendar alguns pontos em sua delação, entre eles enumerar os chefes de quadrilha: Temer em primeiro, Aécio Neves em segundo. Engraçado, Lula nem aparece no pódio, ele que, segundo o delator, "institucionalizou a corrupção no Brasil". Citou o ex-presidente por descuido, de raspão, como detentor de suposta conta na exterior, e não se lembrou sequer dos valores exatos ("não sei se US$ 70 milhões ou US$ 80 milhões", reafirmou), pois sabia, é claro, ser de difícil comprovação a existência dessas contas fantasmas. No mínimo estranha essa suposta proteção. Talvez por agradecimento pelas facilidades encontradas no BNDES para expandir seus negócios pelo mundo, ou por vir à sua fértil memória o rumoroso caso Celso Daniel, até hoje um mistério. 

Sérgio Dafré segio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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LULA SOB PROTEÇÃO

As últimas informações sobre a tentativa do ministro Edson Fachin e de Rodrigo Janot tentarem derrubar Temer mostram que os dois desejam a volta do PT, seu partido, ao poder. Isso evidencia que o juiz Sérgio Moro não decretou a prisão de Lula por estar sendo impedido por Fachin, que é o responsável pela Lava Jato no Supremo. Tudo indica, também, que Fachin está diminuindo o número de processos de Lula com o juiz Sérgio Moro, para proteger o ex-presidente. Como se tem verificado, ministros do Supremo foram colocados naquela corte para defender políticos e governos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE ESPERTEZA

Por que Lula continua liderando as pesquisas de intenção de voto para a eleição para presidente em 2018? Simples: boa parte do povo brasileiro não abre mão de um corrupto inteligente, astuto, manipulador, populista e que pratica delitos sem deixar provas. Corrupto por corrupto, que ganhe o mais esperto. Pobre país!

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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NO FIM DO TÚNEL ENLAMEADO

Apesar da roubalheira desenfreada, aparece uma luz no fim do túnel entupido de lama. Pelo menos o "ladrão atual" tem uma boa equipe econômica e a Petrobrás está se reerguendo. Em caso de troca, vem aí Lula sedento de maracutaias e querendo botar em dia sua contabilidade espúria, somente preocupado com a manutenção de seu poder bolivariano. O Brasil aguentou por 13 anos e, certamente, aguentará mais um.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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O BRASIL ESTÁ GOSTANDO

Muito interessante: se buscarmos nos arquivos históricos, encontraremos o sr. Lula nos seus discursos populistas, quando buscava chegar ao poder, esbravejar que neste país só pobres iam para a cadeia e "eles", os políticos e homens de colarinhos brancos, ficam impunes. E era verdade! No entanto, agora que as "prisões por corrupção cresceram 288% em três anos", este senhor tem feito críticas e ofensas aos procuradores da República. Agora, que a Justiça cumpre de forma brilhante seu papel, independentemente de partidos, ideologias, cor de pele ou classe social, o sr. Lula não está gostando! Ele e seu partido a oportunidade de mudar o País por 13 anos, mas preferiram o continuísmo de enriquecer com o dinheiro público. Seriam dois pesos e duas medidas. Quando os "seus" pares são condenados e vão para a cadeia, a prisão é arbitrária, sem provas, baseadas em convicções e perseguições políticas aos seus "guerreiros, únicos e legítimos representantes do povo". Curioso, não? Quer dizer que nem todos podem sofrer penalidades da lei, quando a punição é aplicada. Vale lembrar, sr. Lula, que nessa estatística, pela primeira vez na história deste país, estamos assistindo às prisões de "nós e eles". E o Brasil está gostando.

Evelin da Cunha Cury evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

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OUÇO CADA UMA...

Lula: "Meninos da Lava Jato" não vão destruir a minha imagem. A única chance de "destruir a imagem" é inocentá-lo.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CRISE POLÍTICA

Hoje, mais do que nunca, vale a frase "não é pelo passado, mas pelo que propôs para o futuro, que Temer está sendo fuzilado", do jornalista Fernão Lara Mesquita, no "Estadão" de 23/6 (página A2). Tem muito mais do que aniquilar Temer para a volta triunfal do "grande chefe, salvador da Pátria". Um dos maiores problemas é que as reformas propostas por seu governo irão atingir os privilégios e as altas remunerações existentes no Ministério Público, na Justiça, na casta privilegiada do funcionalismo público federal, dos sindicalistas pelegos e nas "organizações sociais" ligadas à esquerda.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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A HISTÓRIA SE REPETE

Estamos repetindo os anos 50, 60 no Brasil: Getúlio Vargas, Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos, Juscelino Kubistchek, ou Dilma Rousseff, Michel Temer, Rodrigo Maia, outro qualquer e o futuro eleito, que será popular, mas vai roubar até afundar o País. Os fatos se repetem, depois vamos reclamar de ditadores que vão assumir o poder.

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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SINAIS POSITIVOS

O editorial do "Estadão" "Como olhar a crise" (26/6, A3) esclarece como o investidor estrangeiro vê o horizonte da crise, com um olhar pragmático e de longo prazo, ou seja, quer apenas saber onde estão as oportunidades que toda crise oferece. Afora aqueles que querem ver o circo pegar fogo, para justificar seus discursos e, principalmente, desviar o foco dos holofotes que estavam somente sobre eles, vemos que os participantes da vida econômica, empregados ou não, procuram novos caminhos para sobreviver, sem a percepção da economista Zaira Latif de que os ajustes da equipe econômica do governo são necessários e importantes, eles querem simplesmente manter-se a si próprios e suas famílias, o que inconscientemente favorece a economia. Esses sinais positivos desesperam aqueles que não querem ver o País recuperar suas forças, descolando a economia da crise política e moral, cujos atores vão sendo identificados e fichados, seja pelos seus interesses ideológicos ou espúrios. As forças malignas não vão parar o Brasil, até que em 2018 possamos refletir melhor sobre nossas escolhas políticas.

Alberto Bastos C. de Carvalho alberto.albcc@gmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

A violência deixou recentemente mais de 7 mil alunos sem aula no Rio de Janeiro. A lucidez da professora Cynthia Paes, pesquisadora de Educação da PUC-RJ, quando afirma que "cada criança que deixa de ir à escola é uma perda para o País", cala fundo em todos nós. Será que essa frase definitiva, que nos causa uma inquietação inexprimível, ainda é pouco para sensibilizar nossos governantes?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SEMÁFORO QUEBRADO

Há mais de um mês o semáforo do cruzamento da Alameda Barros com a Rua São Vicente de Paula está apagado. Já solicitei o conserto na semana passada para a CET, mas até agora nada. É um local de trânsito intenso, com duas escolas, muitas pessoas idosas e com mobilidade dificultada utilizam a faixa de pedestres ali. Todos os dias eu me arrisco para atravessar com a minha filha rumo à escola. Qual é a dificuldade de consertar um semáforo numa região tão importante? Espero que assim algo seja feito logo, antes que alguém se acidente no local.

Tânia Gorodniuk taniagorodniuk@gmail.com

São Paulo

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SAGA PELA RAPOSO TAVARES

Se o bandeirante Antonio Raposo Tavares (o velho) pudesse transitar pela rodovia com a qual foi homenageado, ele choraria... Voltei após 35 anos (25/6/2017) a fazer o percurso de Ourinhos (vindo de Paraguaçu Paulista) até Itapetininga pela Rodovia Raposo Tavares. Lamentável: esburacada, desnivelada, sem acostamentos, com crateras enormes, sem sinalização... O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) é uma vergonha. Usineiros, holandeses de Paranapanema, empresários, agricultores, povo da região oeste de São Paulo, rebelem-se contra essa vergonha de estrada. Porque, de Itapetininga até São Paulo, a estrada está linda, excelente, duas pistas. Simples: privatização.

Mauro Lobiano Parra mauro@credmetal.com.br

Cotia

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GRATIDÃO

Somos um grupo que se formou por um amor comum: a Silvana Rabello. Mulheres, homens, ateus e religiosos, varias crenças, idade e profissões, e um amor que nos fez um. Nossa amiga ficou doente e foi cuidada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ao nosso grupo "um" juntaram-se o carinho, o cuidado, o respeito e a competência banhada em humanismo das equipes do dr. Paulo Hoff, do dr. Daniel Fortes, das enfermeiras e auxiliares, dos funcionários do estacionamento, da copa e da limpeza do quarto. Nas suas muitas internações, jamais um médico entrou sem, depois de sorrir para Silvana, sorrir para quem a acompanhava e cumprimentar atentamente. Jamais deixaram de se sentar ao lado do leito, olhar nos olhos da Silvana. Algumas vezes conversavam com ela de mãos dadas. A alegria por uma melhora e a tristeza pelas derrotas eram visíveis em suas expressões. As vitórias eram livremente expressas; os desalentos, anunciados contidamente, sem falsas promessas e sem derrotismos. Sustentavam a esperança e lutavam, lutavam, lutavam. Foi uma batalha digna, linda. Queremos tornar público o nosso comovido agradecimento, incomensurável agradecimento. Equipe do Sírio, vocês fizeram a diferença! Muito obrigado. Se é um de nós que subscreve esta carta, é porque o compromisso jornalístico assim o exige, mas é apenas um nome do grupo "um no amor".

Janete Frochtengarten janfro@terra.com.br

São Paulo

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