Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Julho 2017 | 03h01

GREVE GERAL (?!)

Ativismo fora de lugar

A insensatez uma vez mais se faz presente. Esquerdistas acantonados em sindicatos e nos ditos movimentos sociais fizeram manifestações contra as reformas trabalhista e previdenciária e pela saída de Michel Temer da Presidência. Protestar é um direito, mas não há a necessidade de bloquear ruas e estradas, interromper o transporte de massa e prejudicar a vida da população. Deveriam fazê-lo no Congresso, pois só lá é que poderão ser ouvidos por alguém com poder de decisão sobre o que reivindicam. Quando promovem o caos, deveriam ser reprimidos, mas desde a redemocratização, a pretexto de parecer democráticos e se diferenciar dos militares, os governos negligenciaram a ordem pública e ensejaram a formação desses grupos radicais que hoje subjugam a população e tentam enfrentar o poder. É uma distorção que precisa ser corrigida, em nome da própria democracia.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Peleguismo sindical

O Brasil tem 16 mil sindicatos que se dizem defensores dos direitos dos trabalhadores contra a sanha dos empregadores. A tal “greve geral” de ontem fracassou redondamente, mas prejudicou trabalhadores de todo o Brasil, que perderam um dia de trabalho. Se houver Justiça no País, os sindicatos devem devolver imediatamente o dia de salário cobrado de todos os trabalhadores com carteira assinada para manter o peleguismo retrógrado e inútil. Essa excrescência demagógica custa mais de R$ 2 bilhões à classe trabalhadora. Reforma trabalhista, sim, para restabelecer os direitos dos verdadeiros trabalhadores do Brasil!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Após mais uma greve fake, esperemos que o verdadeiro trabalhador entenda quem é quem na defesa de seus direitos. Que não tenha mais dúvidas de que sustenta há décadas um grupo que conseguiu ser catapultado politicamente graças a seus sofrimentos e angústias e que suas reivindicações nunca constituíram prioridade para seus dirigentes.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

A quem interessa?

Pouco se tem comentado, talvez porque as pessoas não façam ideia do montante envolvido, mas os partidos políticos ligados aos sindicatos estão com muito medo de perder a boquinha com a extinção do imposto sindical obrigatório, um dia de serviço de todo trabalhador. Por exemplo, de uma empresa com 10 mil empregados e salário médio de R$ 3 mil o sindicato deixará de arrecadar por ano R$ 1 milhão, imaginem no Brasil inteiro. Daí o enorme desespero desses partidos. Caso seja aprovada a não obrigatoriedade do imposto, seus braços sindicais vão viver de quê?!

TOSHIHIKO KUMAMOTO

tkumamoto@gmail.com

São Bernardo do Campo

Que fiasco!

Não existe propaganda contrária melhor do que o PT e assemelhados parando São Paulo com uma malfadada “greve geral”. O método não muda e nós agradecemos, penhorados. Quanto mais param a cidade, mais perdem adeptos no maior reduto eleitoral do País. Obrigada, PT, MST, MTST, CUT e demais centrais sindicais. Em 2018 daremos o troco nas urnas.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

CRISE E CORRUPÇÃO

Atenuar o caos?

O sr. Fernando Gabeira conclui seu artigo Em busca do horizonte (30/7, A2) dizendo: “Já observamos muito o caos. Talvez seja hora de atenuá-lo”. Só não disse como. Com novas articulações, armações, delações fatiadas sendo noticiadas diariamente, como se pode evitar o “caos”? Como um trabalhador pode ter confiança no futuro? Como empreender, arriscando capital e trabalho, neste clima de incerteza? Como decidir por investir no futuro do Brasil, se os governantes e a classe política estão sempre fazendo um jogo sujo e rasteiro, visando seus interesses pessoais e partidários, esquecendo o Brasil que deseja paz e segurança para trabalhar e planejar o amanhã? Enquanto permanecer esse “salve-se quem puder”, com os poderosos sempre levando vantagem e o povo sendo sacrificado, mal e mal conseguindo sobreviver, o Brasil não sairá do atoleiro em que foi lançado pelas políticas populistas e demagógicas do lulopetismo. O passo mais importante e há muito esperado é a prisão de Lula e a divulgação com total transparência de toda a roubalheira no período em que o PT nos governou, começando por deixar claro como a Petrobrás, que já foi a oitava maior empresa do mundo, quase foi à falência sob o comando de dirigentes nomeados pelo PT, incluída dona Dilma Rousseff, que era a presidente do Conselho de Administração. O povo precisa saber para não reincidir no erro de acreditar nas promessas ilusórias do petismo, achar que dinheiro cresce em árvores e o almoço é grátis para os amigos do rei. O caos não terminará enquanto não tivermos a coragem de tomar essas medidas drásticas, porém altamente necessárias!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Fachin x Moro

O ministro Edson Fachin (STF) vai aos poucos ajeitando as coisas para a bandidagem. A cada dia ele retira do dr. Sergio Moro um dos processos da Lava Jato. Agora, atendendo à defesa de Guido Mantega, tirou mais um, sob a alegação de que o dinheiro surrupiado não veio da Petrobrás. Ora, como Fachin sabe que não? Se o corruptor foi a Odebrecht, como dizer que fez a corrupção com dinheiro diferenciado? A decisão do ministro, ao menos para os não togados, é hilária: “Do cotejo das razões recursais com os depoimentos prestados pelo colaborador não constato, ao menos em cognição inicial, relação dos fatos com a operação de repercussão nacional que tramita perante a Seção Judiciária do Paraná”. Esclareça: de onde, então, saiu a grana? Tem jeito, não, tá tudo dominado.

ADRILES ULHOA FILHO

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

AÉCIO NEVES

Diferenciados

Parece mesmo que para certos cidadãos brasileiros a prática de delitos compensa muito. Aécio Neves volta à condição de senador e tem o pedido de prisão revogado, por determinação do ministro Marco Aurélio de Mello, do STF. Roube uma banana em mercado e verá o que acontece...

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Se Lula está solto, então, tudo é justificável.

RUBENS T. DA LUZ STELMACHUK

rubens.stelmachuk@gmail.com

Curitiba

“Foi uma zooparalisação. De Norte a Sul, só mico...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A ‘GREVE GERAL’ DA MORTADELA COM TUBAÍNA

standyball@hotmail.com

“Dúvida cruel: para ganhar dinheiro no Brasil, não sei se abro um sindicato, um partido político ou uma igreja. Ou os três?”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE GRUPOS PRIVILEGIADOS

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PASSOU...

Ufa! Que susto levou o senador Aécio Neves (PSDB-MG)! Flagrado recebendo a clássica mala de dinheiro de Joesley Batista, Aécio viu a irmã e o primo irem parar na cadeia, e ele mesmo só não foi preso porque é um ser superior, detentor de imunidade parlamentar. Mesmo susto tomou Michel Temer quando viu na televisão seu assessor trapalhão correndo no meio da rua com a sua mala de dinheiro, filmado pela Polícia Federal. O susto foi grande, mas já passou. O ministro Marco Aurélio Mello, o Renan Calheiros do Supremo Tribunal Federal (STF), já mandou reestabelecer Aécio Neves no Senado. Aécio Neves vai retribuir a gentileza liderando seu partido na recusa da denúncia contra Michel Temer. O susto foi grande, os mais desavisados até pensaram que desta vez era para valer, mas a paz já foi reestabelecida na organização criminosa que governa o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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CEGUEIRA INTENCIONAL

A decisão do ministro Marco Aurélio Mello de negar a prisão de Aécio Neves, bem como de autorizar o seu retorno ao Senado, além de vergonhosa, cria uma insegurança jurídica sem precedentes. Se a gravação de um senador solicitando propina e a Polícia Federal flagrando a entrega do valor não é cabível para uma punição exemplar, qual o limite ético aceitável? A imagem do STF, maculada por Marco Aurélio, reforça a percepção de que vivemos num país em que o viés político é mais importante do que o jurídico, ou seja, ser "amigo do rei" vale mais do que ter compromisso com decisões minimamente sensatas e equilibradas, que respondam aos anseios da Nação. A cegueira intencional de certos ministros do STF é uma afronta à sociedade e joga a reputação desse tribunal no mesmo lamaçal em que se encontram o Legislativo e o Executivo. 

 

Sergio Bialski sbialski@espm.br

São Paulo 

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COMO SEMPRE

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello permitiu, ontem, que o senador afastado Aécio Neves voltasse a exercer sua atividade parlamentar. Ou seja, tudo continua como sempre neste país do samba, futebol e carnaval, e, como sempre, de onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

Marcelo Feres marcelogferes@ig.com.br

São Paulo

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CORRA, AÉCIO, CORRA

O eminente ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello abriu as portas do Senado para Aécio Neves. Aécio está livre da cadeia. Ufa! Nada como ser um parlamentar bem relacionado. Mais uma vez o STF tira a autoridade de Rodrigo Janot, procurador-geral da República. O Ministério Público tem se esforçado para moralizar o Brasil, mas a Suprema Corte livra a cara dos parlamentares, um a um. O eleitor, que foi enganado na época das eleições, é iludido a cada dia pelas oratórias rebuscadas dos homens das capas pretas.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DEPENAGEM TUCANA

Pesquisas de intenção de voto para 2018 indicam que os presidenciáveis do PSDB já estão sofrendo desgaste pela permanência do partido na base aliada do moribundo governo Temer. Os tucanos vão sendo depenados pela intensa e interminável turbulência política que afeta o País. Diante dos fatos, um dilema shakespeareano desafia o partido a decidir: ficar até quando ou sair já, eis a questão.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PSDB EM CENA

O PSDB, com muito afinco, ensaia há tempos Shakespeare, no brilhante papel de Hamlet: "Ser ou não ser aliado do governo, eis a questão". Nesta tragicomédia, o PSDB, rachado há muito, deixa seus eleitores no mínimo confusos a respeito de um futuro e coeso governo. Triste situação deste grande pequeno partido. 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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DECEPCIONANTE

O PSDB realmente decepciona. Durante os 13 anos de administração petista, o partido praticou uma oposição inepta, se tanto, contra o lulopetismo populista, que fez o que quis sem resistência. Eis que, de repente, a chamada ala nova do PSDB, em meio à crise absurda provocada por Rodrigo Janot, resolve ser o fiel da balança e faz pressão para o desembarque do partido da base aliada. Para piorar, o ex-presidente FHC, sempre ponderado nas suas manifestações, inexplicavelmente pede a renúncia de Temer em nome da governabilidade. Ora, mesmo em meio à crise, as instituições funcionam, o País caminha, portanto não há desgoverno. Pelo visto, o PSDB, por razões políticas questionáveis, resolveu sair de cima do muro em momento inoportuno e pelo lado errado. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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RISCO

Será que o alto comando do PSDB, em sua santa inocência, ainda não se deu conta de que, ao apoiar o PMDB, está correndo o risco de eleger o PT?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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FHLS

Se o PSDB abandonar Temer agora, FHC mudará de nome para FHLS - Fernando Henrique Lula da Silva. Pobre Brasil!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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LEMBRANDO A REELEIÇÃO

Faço parte daquela parte da população que chegou a pensar que FHC, com todo o seu intelecto reconhecido até mesmo lá fora, poderia ser aquele estadista que "nosso" país jamais teve, mas preferiu atender seu ego maior que a razão e negociou com a politicalha da época a aprovação da reeleição. Portanto, melhor calar-se em seu canto, em vez de recomendar uma atitude nobre de renúncia ao presidente Michel Temer. FHC talvez não aceita sua responsabilidade no escracho governamental que vivemos no momento, mas, não houvesse reeleição, talvez um tucano apoiado por ele poderia ter sido seu sucessor na época, e mesmo que Lula fosse o eleito, como aconteceu, ele não conseguiria apoiar um preferido seu como fez com Dilma mais tarde, porque pagaria caro seu papel no mensalão e hoje seria apenas poeira no tempo.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Votei e sempre estive politicamente com Fernando Henrique Cardoso, pela sua clareza de raciocínio, pela gratidão ao seu governo, por ter salvado o Brasil, mas acho, agora, que ele deve vestir o pijama e parar de falar bobagens que não condizem com a sua imagem.

Aurélio Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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POR QUE TEMER NÃO CAIRÁ?

Que denúncia é esta apresentada pelo procurador-geral da República que não comprova a materialidade e autoria de crimes atribuídos a Michel Temer? Rodrigo Janot afirma que o presidente recebeu dinheiro, mas onde está a prova de que o dinheiro chegou até ele, alguma foto ou vídeo? Por que a pressa de Janot em apresentar denúncia sem antes proceder a uma profunda investigação, baseando-se tão somente num delator que nada disse sobre a entrega de dinheiro ao presidente? A peça não se sustenta. Por outro lado, é sabido que desde o banimento de Dilma do poder os petistas, arrependidos por terem eleito Temer quando elegeram Dilma, arquitetam planos de sabotagem para desestabilizar o governo e atuam sinistramente para que nada dê certo no Brasil, cobrando, agora, a lealdade daqueles a quem beneficiaram com a indicação a cargos no Judiciário. Diante da disposição do procurador de fatiar em três processos distintos a sua frágil e apressada peça de acusação contra Temer, apenas para fazer o governo sangrar lentamente e paralisar as reformas em curso no Congresso, não restam dúvidas de que a trama urdida entre quatro paredes na Procuradoria-Geral da República, e em condições mais ocultas no Supremo Tribunal Federal (STF), tem triplo objetivo: salvar os irmãos Batista, da JBS, da prisão e da falência; derrubar o governo Temer pela via judicial; e criar condições para a reabilitação de Lula, de Dilma e da orcrim, afinal, tanto Joesley com seu bando de larápios quanto Rodrigo Janot e Edson Fachin chegaram aonde estão graças a Lula e a Dilma. Do mesmo modo, a fortuna de R$ 9 bilhões que a JBS embolsou do BNDES é fruto das negociatas que contaram com os préstimos dos dois ex-presidentes petistas e Luciano Coutinho. É de notar que a trinca formada por Joesley, Janot e Fachin não está minimamente preocupada com os danos econômicos e morais causados por essa armação que paralisou o Brasil e que vem a cada dia afetando diretamente a economia e piorando a vida de milhões de brasileiros. Por essas e outras razões, antevê-se que o governo Temer terá votos e apoio necessários na Câmara para barrar todas as ações que ingressarem fatiadamente na Casa, não permitindo em nenhuma hipótese que o ministro Fachin dê uma canetada monocrática para remover Michel Temer do poder. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA?

J&F, por coincidência, são as iniciais de Janot & Fachin.

Jose Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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DIFÍCIL DE ENGOLIR

A Câmara dos Deputados recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e notificou Michel Temer. Os deputados deveriam ter ignorado essa denúncia, não porque seja mentira, mas pelos métodos utilizados. Como se sabe, o empresário Joesley Batista teve assessoria do procurador para gravar o presidente. Isso deveria ser visto pelos deputados como uma afronta. Quanto será que custaram à JBS todos os benefícios oferecidos pelo Ministério Público Federal? Muitos jornalistas estão batendo em Temer porque trabalham para órgãos cujos donos os pressionam. Assim como pedem independência aos juízes, promotores e ministros, os deputados também devem usar o mesmo expediente. Não defendo ninguém que roubou e assaltou os cofres públicos. Todos que têm alguma pendência com a Justiça devem ser punidos. Mas engolir esta delação premiada dos irmãos Batista está muito difícil. E, também, por que Janot não tomou nenhuma medida contra Lula, Dilma, Renan e caterva? Janot precisa mais do que nunca encontrar uma justificativa para este esdrúxulo acordo de delação premiada. Só burro não percebe o que está por trás da manobra.

  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MERECE INVESTIGAÇÃO

A relação Rodrigo Janot, Marcello Miller e Joesley Batista, como muito bem detectada pela jornalista Vera Magalhães, parece suspeita e merece investigação. Teria sido uma armação para derrubar Temer?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CRIME E RECOMPENSA

Pela grandiosidade dos crimes cometidos, a JBS e os irmãos Batista receberam vantagens hediondas. Maiores informações na PGR e no STF.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NOVO SLOGAN DA JBS

No Brasil atual, do escárnio, da insanidade e da hipocrisia reinantes, assim parece o tal "plano de trabalho" da nefanda JBS do jogador-apostador-especulador Joesley Batista e "famiglia" na tentativa risível de restabelecer a confiança dos consumidores na marca usando do slogan "Faça sempre a coisa certa". Quer mesmo fazer a coisa certa, JBS? Então que tal começar com seu proprietário e irmãos, que furtaram toda uma pobre nação usando de manobras no mercado financeiro com dinheiro público? Se a JBS desejasse mesmo, verdadeiramente, a confiança do mercado, começaria por aí, com o sr. Joesley dando o exemplo necessário renunciando ao vergonhoso acordo que o livrou da cadeia, devolvendo o dinheiro que furtou dos cofres públicos na forma de benesses de governo travestidos de empréstimos legais, chamaria toda a imprensa para, cara a cara, contar sem subterfúgios legais tudo o que fez e sabe. Traria sua família de volta para aqui novamente viver na pátria que ele mesmo desdenhou (e envergonhou perante o mundo todo) quando não hesitou, feliz, em abandonar, rico e impune. A diferença entre o mero slogan e a prática sempre foi a verdade, "dona" JBS. Até lá, por favor, JBS, não ria de nossa cara...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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RODANDO A BAIANA

Numa atitude inusitada, o presidente Temer rodou a baiana para cima de Rodrigo Janot ao reagir à denúncia criminal do procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal contra ele, por corrupção passiva. Foi uma reação pouco republicana, em que o presidente recorreu a um sofisma ao comparar o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, homem de sua confiança, com o procurador da República Marcelo Miller, que acusa ser homem de confiança de Janot. Miller pediu demissão da Procuradoria para ir trabalhar no escritório de advocacia que defende Joesley Batista, o autor da gravação. Ora, Loures, temos certeza, é de confiança do presidente, pois ele próprio o declarou na gravação. Já o procurador que se demitiu até pode ter sido, ou não, pessoa de confiança do procurador-geral da República, assim como não se pode ter certeza se agiu ilegalmente. Já a gravação não nos deixa nenhuma dúvida. O presidente também vociferou que a gravação é ilegal, talvez, imagina-se, sob o argumento de não ter sido autorizada pela Justiça. Mas também nessa hipótese a acusação não se sustenta, uma vez que Joesley não precisava de autorização judicial para gravar uma conversa da qual fazia parte. E, entre tantas incoerências que ferem inúmeras vezes a lógica, uma única é inquestionável, a do absurdo do presidente da República receber à sorrelfa, na calada da noite, em pleno palácio do governo, um empresário investigado pela Polícia Federal, para tratar de um assunto nada normal. Estou entre os que entendem que o melhor para o nosso país é o presidente terminar o seu mandato e acertar o que tiver de acertar com a Justiça depois. Mas, desta vez, o presidente Temer errou feio. Uma eleição indireta, para completar o seu mandato, a cargo dos atuais congressistas, que não merecem o nosso respeito e muito menos a nossa confiança, com certeza seria desastrosa. Novas eleições agora seriam pior ainda, pois nenhum entre aqueles que se arvoram preparados para o cargo tem a mínima condição para tanto. Além disso, as pesquisas de intenção de votos indicam uma vantagem do ex-presidente Lula numa eventual disputa, mas a sua situação também não é cômoda nas investigações da Lava Jato e, além disso, somente pelo fato de ter indicado Dilma para presidente, por duas vezes, não merece se eleger a cargo nenhum.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O DISCURSO DO PRESIDENTE

Por se considerar responsável, ele disse que não iria dizer o que de fato disse. Ai, ai...

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

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'SÃO ILAÇÕES'

Agora, além de "país do futuro", somos também o "país das ilações"?

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais 

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PERSEGUIÇÃO?

Ao afirmar que Janot o persegue, estaria Temer agindo motivado por consciência pesada?

Maria do Carmo Z. Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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DESCULPAS

As desculpas de Temer para a denúncia contra ele são tão semelhantes às de Lula que fica evidente que são muito parecidos entre si e explica claramente por que concorreram na mesma chapa. A única diferença entre eles é o léxico da Língua Portuguesa à disposição de cada um.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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VERGONHOSO

O pronunciamento de Temer, acompanhado dos seus asseclas do baixo clero, foi vergonhoso. Temer sabe, se renunciar, cai no colo do juiz Sérgio Moro.  Primeiro, salvar a pele. O País que se lixe.

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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OLHE O NÍVEL!

No seu ataque ao procurador-geral da República, o presidente Michel Temer não nega os atos ilícitos, mas questiona os motivos por trás do rigor na investigação. É isso que lecionava como professor de Direto Constitucional?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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ESFORÇO

É notório o esforço do presidente em acreditar na própria inocência.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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MICHEL TEMER

"À mulher de César, não basta ser honesta, tem de parecer honesta"! Ao marido de Marcela, também!

Gabriel Mamere Neto mmamere@terra.com.br

Barueri

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CENÁRIOS

Falta pouco para que o procurador-geral e o presidente da República subam ao octógono a ser armado no setor Executivo da Praça dos Três Poderes. No Supremo Tribunal Federal não se pode descartar a montagem de um ringue. Boxe é estilo na arte de bater. No Congresso, a briga é de rua, cenário de porradeiros.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém 

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PROCURADOR

Seria o procurador-geral da República alguém que fica geralmente procurando alguma coisa? Procurando o quê? E o que faz quando encontra? Parece que, se não encontra nada importante, permanece oculto atrás da burocracia constitucional e ninguém sabe que ele existe. Mas, se encontra alguma falcatrua presidencial, vira pop star...

Antônio Penteado Serra apserra@uol.com.br

São Paulo

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'PRIVILEGIATURA'

Cumprimento o jornalista Fernão Lara Mesquita, pelo artigo "Por que 'fulaniza' a nossa Maria Antonieta" (30/6, A2). Não há como refutar cada linha de seu artigo. O sr. Janot descambou para o estrelismo, pouco importa o País, que luta para se reequilibrar, modernizar e criar empregos. Todas as suas gavetas devem estar repletas de "pendências" contra os "renans" da vida, mas a celeridade é exclusiva contra o promotor das fundamentais reformas, que, aparentemente, quer obstruir. Corporativismo, privilégios, vergonha. O Brasil precisa ser reescrito. 

  

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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NO PONTO CERTO

Ótimo o artigo "Por que 'fulaniza' a nossa Maria Antonieta". Consegue sintetizar muito bem o que acontece com o nosso país, pobre Brasil...

Marcelo Barbanti Duarte mbduarte@terra.com.br

São Paulo

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O MEDO DE RENAN CALHEIROS

A gente sente no ar quando um homem está desesperado, e foi isso que senti quando vi Renan Calheiros (PMDB-AL) na tribuna do Senado, esta semana, dando uma de "João sem braço", colocando-se contra o governo Temer. O senador que se diz probo tem contra si 12 processos dormindo em berço esplêndido no Supremo Tribunal Federal (STF), e de repente foi acometido de uma lisura tão mequetrefe que nem o seu sorrisinho cínico conseguiu esconder. Isso se chama medo, porque nas pesquisas em seu Estado, Alagoas, o mais miserável do País, parece que suas artimanhas foram descobertas e ele procura se apegar a Lula, outro afogado, que continua com a mesma cantilena de sempre de ser a "alma mais honesta deste país". Se mentira fosse medida por decibéis, hoje o Brasil estaria surdo. Esperamos que os alagoanos não caiam no canto da sereia apavorada com a perda do mandato, porque Curitiba o espera de braços abertos depois que for alijado para sempre do Senado federal. Contamos com vocês, eleitores de Alagoas. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LIDERANÇA

Renan Calheiros deixou a liderança do PMDB no Senado. Um partido que tem Renan Calheiros como liderança é um partido condenado ao fracasso. Alguém que vira a casaca sem o menor constrangimento não pode ser nem ao menos um líder estudantil.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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PERTO DO FIM

Como tudo o que não presta morre por si só, conforme velho e certeiro dito popular, Renan Calheiros aos poucos vem se autodestruindo, não passa de um elemento estranho no organismo que, devagar e aos poucos, como quem respira por aparelhos e não presta para mais nada, caminha para o fim.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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RENAN, NOVO DELATOR?

Claro que esperar que um peemedebista ou petista dizer qualquer verdade é como elefante subir num pau de sebo. Mas quem sabe?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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QUERUBINS, SERAFINS E ANJO MAU

Vendo a foto do "Estadão" de 29/6 (página A11), lembrei que, quando pequeno, minha mãe dizia que os anjos bons estão a nos ditar coisas boas ao ouvido direito, enquanto os maus, os diabinhos, dão-nos conselhos do lado esquerdo. Como se já não bastasse a índole podre de Renan Calheiros, lá estava Lindbergh Farias a lhe fazer fuxico, e no ouvido esquerdo. Boa coisa não era.

 

Jose Pedro Vilardi  vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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OS BENS DE SÉRGIO CABRAL

Diz o ditado: "O mal que o homem faz sobrevive, o bem é enterrado junto com ele". O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara criminal do Rio de Janeiro, revogou esse ditado e autorizou o leilão de bens que estão avaliados em R$ 12,5 milhões, constando de um lote de uma lancha, automóveis e joias que estão aguardando avaliação.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BRAVA GENTE!

Esta foi a resposta de Adriano Ancelmo, ao ser indagada sobre a razão de ela e o marido, Sérgio Cabral, terem se envolvido em tão incríveis esquemas de corrupção: "Estávamos em êxtase". Deve estar de novo, desta vez em êxtase nervoso, ao assistir à caça às suas preciosas joias, adquiridas para lavar o dinheiro que hoje falta nos salários dos perplexos servidores estaduais. E pensar que esse típico político brasileiro estava na vida pública desde 1990, tendo sido reeleito em várias ocasiões. Brava gente brasileira! 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A PENÚRIA DO RIO

O que temos visto e ouvido nos últimos dias, as calamidades que têm ocorrido e estão ocorrendo no Rio de Janeiro, nos deixam simplesmente espantados e boquiabertos. São inimagináveis as consequências desastrosas da corrupção implantada e comanda pelo chefe de quadrilha Sérgio Cabral, que simplesmente dilapidou o Estado ao ponto de falência total, praticamente irrecuperável, diante do volume exorbitante roubado, desviado e superfaturado. Tanto que o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), cogita de renunciar ao cargo, sob a alegação de ingovernabilidade. Sem sombra de dúvidas, e como sempre, quem paga a conta é a população, que depende diretamente do governo, como temos visto no caso dos servidores públicos que estão sem receber seus salários, até com o 13.º de 2016 em atraso, sem condições de sobreviver e dependendo do auxílio de terceiros. O corpo de ballet, a orquestra sinfônica, o coro, além dos funcionários administrativos do Teatro Municipal do Rio estão com três meses de salário atrasado. O que faz o governo federal para ao menos amenizar o sofrimento da população? Por que não intervém no Estado, como está até previsto na Constituição, para "reorganizar as finanças da unidade da Federação", "direito das pessoas humanas", "prestação de contas da administração pública, direta e indireta"? Precisa mais?   

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL

A torcida da Lusa cabe numa Kombi, mas há um consolo. Os manifestantes da CUT nem lotam um carro de som...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RODOVIA RAPOSO TAVARES

Com relação ao posicionamento do leitor sr. Mauro Lobiano ("Fórum dos Leitores", 29/6), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) esclarece que destinou R$ 818,6 milhões para execução de obras que possibilitarão a modernização da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), com serviços de recuperação da pista, dos acostamentos, implantação de faixas adicionais e duplicação nos perímetros urbanos. As intervenções serão realizadas em 204 quilômetros e beneficiarão os municípios de Itapetininga, Angatuba, Campina do Monte Alegre, Paranapanema, Itaí, Piraju, Bernardino de Campos, Ipaussu, Chavantes, Canitar e Ourinhos e seus 408.919 habitantes. O montante anunciado para investimento exclusivamente à SP-270 corresponde a aproximadamente 59% do orçamento disponível do financiamento internacional junto ao Banco Mundial (BIRD), da Agência Multilateral de Garantia dos Investimentos (MIGA) e do Banco Santander, o que retrata a grande importância conferida à rodovia pelo DER. O processo licitatório está previsto para o segundo semestre de 2017.

Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Logística e Transportes transportes@transportes.sp.gov.br

São Paulo

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