Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 03h00

CRISE E CORRUPÇÃO

Programas sociais

Números divulgados em reportagens do Estadão nos últimos dias chamam a atenção pelos vultosos valores e demonstram como o paternalismo do Estado brasileiro atrasa o desenvolvimento do País: gastos anuais com abono salarial, R$ 17 bilhões; com salário-desemprego, R$ 61 bilhões; e com Bolsa Família, R$ 30 bilhões. Imaginemos esses R$ 108 bilhões/ano investidos na infraestrutura do Brasil – saneamento básico, transportes, rodovias, etc. –, quantos milhões de empregos seriam criados, oferecendo renda e dignidade à população trabalhadora.

RICARDO ALGRANTI

ricardoalgranti@uol.com.br

São Paulo

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Fim do abono salarial

É sempre assim: um governo incompetente e populista distribui benesses com recursos de que não dispõe e fica bem visto por grande parcela da população, ignorante dos fatos. Seu sucessor vê-se obrigado a realizar cortes de benefícios e, apesar de estar certo do ponto de vista da economia, fica com a impopularidade e a fama de mau.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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Diferenças 

Independentemente do mérito das denúncias contra Michel Temer, há que reconhecer que para se fortalecer o presidente busca o equilíbrio nas contas públicas e a modernização das leis trabalhistas e previdenciárias. Dilma Rousseff e Lula ofereciam para saque, sem nenhum escrúpulo, estatais e fundos de pensão.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

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O silêncio das ruas

Por se tratar de uma greve geral contra o presidente Michel Temer e contra as necessárias reformas propostas por ele, em especial a trabalhista, não se viu o que o PT e os sindicalistas esperavam ao promovê-la para o último dia 30. Motivados por pesquisas sobre as próximas eleições, que não se sabe se isentas de interferências partidárias, e alucinados por invalidar os esforços do governo atual, ou seja, enfraquecer Temer para revitalizar as ideias petistas e tentar trazer Lula de volta em 2018, tudo fizeram com os gritos de “fora Temer” e “não às propostas” deste governo. Contudo as pessoas de bem, sem compromisso com esse partido e mais esclarecidas politicamente não fizeram coro com os “vermelhinhos”, pois sabem diferenciar o que querem eles do que precisamos nós, brasileiros. Assim, seus gritos nas ruas não conseguiram sobrepor-se ao silêncio dos que em casa nem se interessaram, desta vez, pelas imagens tão gastas, tão recorrentes e tão tendenciosas, em especial da mídia mais badalada do País.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

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Cisne ou patinho feio?

As ações desenfreadas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot – denúncia do presidente Temer e investida contra a Lei 13.420, que regulamenta a terceirização das atividades-fim das empresas –, poderia levar-nos a vê-lo encarnando a alucinada e triste figura de Dom Quixote de La Mancha e seus moinhos de ventos. No entanto, como o procurador-geral se encontra em fim de carreira, há quem acredite que sua irresponsabilidade estaria mais bem representada pela lenda grega do canto do cisne e seus desesperados grunhidos nos últimos momentos de vida. Não obstante, há também quem o veja como um mal-arranjado patinho feio.

LUÍS LAGO 

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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E a auditoria?

A marqueteira Mônica Moura revelou em sua delação ao Ministério Público Federal (MPF), em maio, que falava por e-mail com Dilma numa conta criada por ambas para trocarem informações antecipadas sobre avanços da Operação Lava Jato, numa clara tentativa de obstruir as investigações em curso. Como chefe do MPF, pergunto ao sr. Rodrigo Janot: onde está o resultado da auditoria que deveria ser realizada no e-mail de Dilma para confirmar ou não se ela tramava contra a Lava Jato?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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De flechas e bambus

Tendo sido homologada, validada e endossada pelo STF a delação megapremiada da dupla “esley”, conclui-se como verdadeira a conta de US$ 150 milhões da dupla Lula-Dilma ali delatada. Quando serão indiciados pelo zeloso Rodrigo Janot?

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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Perícias

Embaraçoso! Peritos que analisaram a gravação do “bandidão” divergem quanto à sua validade como prova de ilícito contra o presidente Temer. Surpreendente a falta de cuidado do procurador-geral da República ao “negociar” a delação. Recebeu a fita de áudio e meteu-a na gaveta. Preparou a denúncia e pôs fogo no País. Tendo como fiel escudeiro um ministro trapalhão, continua pressionando. Só falta aparecer por aí portando uma faixa “fora Temer”!

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

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Frases e pausas

Segundo Sacha Guitry, quando ouvimos uma peça de Mozart temos o privilégio de saber que as pausas entre os movimentos também são de autoria do gênio de Salzburgo. Esse raciocínio deve ter norteado o ilustre procurador-geral da República ante as tristemente famosas gravações efetuadas no Jaburu, a motivar sua investida digna de um Robespierre moderno. Uma frase de Leibniz se encaixa nesta quadra confusa: “Pois, assim como um mal menor é uma espécie de bem, um bem menor é uma espécie de mal, se criar obstáculos a um bem maior”. Caberá aos nossos preclaros deputados federais interpretar.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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No topo

Em pesquisa do Instituto Ipsos, 64% dos entrevistados indicaram o PT no topo da corrupção, como o partido mais associado à Lava Jato. Em segundo lugar, o PMDB, com 12%, e em terceiro o PSDB, com 3%. Porém 82% acham que todos os partidos são corruptos; 96% acham que a Lava Jato deve ir até o fim, mesmo que traga mais instabilidade política, e 87% creem que a caça aos corruptos fortalece nossa democracia. De forma espontânea, Lula, com 57%, é o mais citado como envolvido na Lava Jato, seguido de Aécio, com 43%, e Dilma, com 35%. O brasileiro mostra não estar alheio nem indiferente à corrupção da era petista.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PRODUÇÃO!

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fechou os olhos e tenta obter recursos até onde suas mãos alcançam. Já quebrou a cara quando tentou sacar os recursos dos trabalhadores do FGTS. Agora, diz que, se necessário for, para compensar a queda da arrecadação, vai aumentar a Cide ou o PIS-Cofins de combustíveis. O interessante de tudo isso é que ele, em nenhum momento, falou em produção, em incentivo à indústria, os grandes vilões da arrecadação brasileira. Alguém precisa avisar o ministro de que o caminho aparentemente mais curto – no caso, o aumento de impostos ou limpar as contas do trabalhador no FGTS – não é a melhor coisa para o Brasil, muito pelo contrário, isso significa simplesmente postergar problemas, empurrar com a barriga. Não existe outro caminho para aumentar a arrecadação além da produção. Será que o ministro nunca ouviu esta frase: “quem não produz não paga conta”?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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NÃO

O País enfrentando a pior recessão de sua história, dezenas de milhões de pessoas desempregadas, sem qualquer sinal de melhorias no horizonte, e Henrique Meirelles quer aumentar os impostos. Antes disso, ele poderia solicitar algumas malas de dinheiro ao seu ex-patrão Joesley Batista para ajudar a fechar as contas do governo corrupto, incompetente e que não reduziu um centavo da sua esbórnia de gastos durante toda a crise e ainda se prepara para entrar em recesso, como se tudo estivesse às mil maravilhas. Não, senhor Meirelles, não haverá aumento de impostos para fechar as contas do governo acusado de corrupção. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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MEIRELLES É MAIS DO MESMO

Quando Henrique Meirelles surgiu para o cargo de ministro da Fazenda, a propaganda em torno dele era de que seria o mágico que poderia consertar nossa economia, mas, até agora, nada de novo apareceu e Meirelles só buscou soluções naquele ramerrão de costume, que nos cansamos de ouvir: reorganizar isso ou aquilo, moderar gastos governamentais, aumentar impostos, mexer nos direitos do trabalhador e até mesmo a recente proposta de segurar parte do FTGS do demitido, que só não saiu porque a grita foi geral e, enfim, contrariou suas entrevistas diárias, nas quais gosta mesmo de aparecer como poderoso. Pois é, nada de novo no horizonte, e isso nos faz ter saudades daquela equipe criadora do Plano Real, no governo Itamar e FHC, que acabou com a inflação, criou a moeda real, sem mexer em nossos bolsos, e deixou como forma de controle de governo a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não é levada a sério porque aqui é Terceiro Mundo, infelizmente.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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O GOVERNO À ESPERA

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em todas as ocasiões em que tem se manifestado ultimamente, mostra claramente a grande possibilidade de aumentar impostos. Da mesma forma, comentou a possibilidade de reter o FGTS para suprir o seguro-desemprego, o que admitiu que não faria em seguida. Portanto, tudo indica que o governo está à espera da solução da emboscada, apoiada e insuflada por Lula, que Joesley Batista praticou contra o presidente Michel Temer. Pela maneira como eles têm insistido no assunto de aumentar a receita, não será de estranhar se resolverem ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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REFORMA TRABALHISTA

Estaria o Brasil tolerando a roubalheira óbvia dos governantes para supostamente obter estabilidade econômica e por reformas que agradam ao empresariado, mas que são repelidas pela grande maioria dos trabalhadores? É meio surrealista, porque políticos e empresários dizem que a reforma trabalhista visa a reduzir o desemprego, mas, pelas pesquisas de opinião, tanto empregados como desempregados a rejeitam. O País teve praticamente o pleno emprego durante muito tempo em anos recentes e com as leis do trabalho da CLT.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo 

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NÃO SEJAMOS INGÊNUOS

Não vamos, desta vez, entrar na conversa dos “políticos” que temos. As exceções a essas aspas são poucas, embora honrem a função. Se eventualmente acontecer a renúncia – ou seja lá o que for – de Temer, a fim de conseguirmos levar avante as reformas essenciais (previdenciária, trabalhista, tributária e política), deve ser eleito, indiretamente, como diz a Constituição, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para que constitua sua equipe ministerial com técnicos em cada área e nos leve até a um bom e tranquilo final de 2018. Não sejamos ingênuos a respeito dessa questão.

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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EQUILÍBRIO

Estamos vivendo nosso ano terrível. A boa notícia: a inflação está abaixo da meta. A má notícia: estamos assistindo à administração do País sendo decidida na calada da noite. Encontros fortuitos em situações melindrosas, assim como representantes de poderes orquestrando decisões na mais perfeita reprodução mafiosa. Um governo que prima pelos bastidores. Faltam lideranças palatáveis à população. Faltam saídas plausíveis, já que estamos amarrados a um sistema que não favorece soluções fáceis. A impotência dá força à letargia que desestimula manifestações. Assistimos a um reality show de segunda categoria. Aonde isso chegará e quanto tempo levará? Ninguém sabe. O certo é que a emoção atual tem de ser suplantada pela razão, e esta ao necessário equilíbrio. O quanto antes possível, para o bem de todos nós.

 

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A IMPORTÂNCIA DA IMPRENSA

A imprensa, mesmo diante de tantos raios e trovões sobre a economia e a política do governo Temer, coloca-se otimista extremada quando noticia que 35 mil novos empregos criados sinalizam recuperação dos postos de trabalho, ao mesmo tempo que anuncia que no Rio de Janeiro 60 mil empregados engrossaram a fila dos 14,2 milhões de desempregados. Como os salários podem subir em tempos de muita sobra de mão de obra? A queda da inflação se deve à performance do agronegócio, que depende da meteorologia. Alguns produtos responsáveis pela queda da inflação logo, logo serão responsáveis pelo aumento dessa mesma inflação. É o ciclo normal na economia. É evidente que a imprensa, se resolver publicar somente o que o governo e os políticos produzem, haverá uma licitação muito grande para a construção de prisões para os políticos e manicômios para os cidadãos brasileiros.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MICHEL TEMER ENCURRALADO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Congresso denúncia contra o ainda presidente Michel Temer, que não conta com um efetivo parlamentar unificado e disposto a mantê-lo. É a prova de que nosso sistema político precisa de mudanças. Para completar o quadro, um ministro do STF, Gilmar Mendes, participa de um jantar isolado com o chefe maior da Nação. A que ponto chega a situação de respeito, desrespeito, descompasso e comportamento que beira o desespero. Até quando o Brasil vai aguentar essa situação?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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‘JOÃO 8:7’

Julgamento de Michel Temer na Câmara: “Quem de vossa excelência não tiver ‘malfeitos’, que atire a primeira pedra”. Conscientemente, pelo andar da carruagem, é bem provável que poucas pedras serão arremessadas.

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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COMPORTAMENTO REPROVÁVEL

Se um juiz de Direito de primeira instância tivesse comportamento como o de Gilmar Mendes, há muito o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já o teria punido, e severamente. Como se pode notar, portanto, a impunidade (dos poderosos) começa no próprio CNJ, cuja sigla pode bem significar Como Não Judicar.

Luiz Francisco Del Giudice lfdgiudice@gmail.com

São Paulo

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VOZ DISCORDANTE

O ministro do STF Gilmar Mendes foi voz discordante, posicionando-se contra o poder da Procuradoria-Geral da República de estabelecer e acordar colaborações premiadas, principalmente de crimes de colarinho branco. Talvez o eminente ministro considere a atuação do STF suficiente para apurar, julgar e apenar esses tantos criminosos que infestam o nosso país e que inviabilizam a Nação.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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O STF E A DELAÇÃO PREMIADA

A pergunta que não quer calar: a delação premiada, se não servir para nada, tomando como exemplo a dos Batistas, por não conter provas, parecendo mais uma fofoca de escritório, só serve para o “delator” levar vantagem? Alguém pode responder? Pois a posição dada agora pelo STF, de que ninguém pode ser condenado somente pela delação, sem provas, os eminentes ex-ministro Ayres Britto e o professor Modesto Carvalhosa já haviam esclarecidos em textos neste jornal. E agora, como ficamos, se o STF não pode rever nada, exceto se houver irregularidade? Vamos ver Temer, Aécio Neves, os Batistas, o ex-deputado Loures, etc., todos sorridentes, e nós ficamos sem saber o que realmente aconteceu? Quem delatou e não apresenta provas não deveria perder todos os benefícios? Quem pode nos esclarecer?

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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‘PUNIÇÃO’ PREMIADA

Caso J&F-JBS: delação premiada, “punição” premiada. Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NÃO SOBRARIA NINGUÉM

Se apenas a delação fosse prova, não sobraria ninguém na política, onde os “próceres” se acusam mutuamente.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ACERTOS ESCUSOS

Aos poucos vamos vendo o plano de Rodrigo Janot e Joesley Batista ir por água abaixo. É certo que Joesley foi orientado a gravar Temer, pois, assim que a gravação foi a público, já estava pronta a delação dos irmãos Batista, com todos os benefícios a que o Brasil assistiu. Como confiar numa emboscada em que o sujeito cutucou Temer a falar o que Janot/Fachin queriam ouvir? O Congresso não deve ter medo de ninguém. Arquivem essa denúncia, ela não se sustenta, foi montada apenas sobre declarações de Joesley, sem apresentar provas. Ou seja, o empresário da JBS ganhou na loteria duas vezes e os trouxas do Brasil vão pagar a conta. Triste ver um país onde aqueles que deveriam decidir com isenção têm cor partidária. Quem diria, o Judiciário está envolvido em “acertos escusos”. Muito feio, decepcionante!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ANISTIA

Será que o presidente da República, Michel Temer, seria anistiado das denúncias de crimes de corrupção se pagasse a multa de R$ 110 milhões para a PGR?

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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BASTAM DOIS NEURÔNIOS

Eu ouvi a transcrição feita pela Polícia Federal da fita da conversa Temer-Joesley. Li a denúncia da PGR contra Temer. Não tive dificuldades para entendê-las. Por que Temer e seus apoiadores alegam que não dá para entender? Que está truncada, etc. e tal? Tudo está perfeitamente inteligível, basta ter dois neurônios!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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SEM CARA DE PAISAGEM

O presidente Michel Temer foi denunciado ao Supremo por corrupção passiva e claramente não reúne as mínimas condições de continuar governando o País. Entretanto, as manifestações de artistas, nas redes sociais e pela imprensa, escondem uma outra intensão e camuflam o passado recente. Quando Dilma Rousseff era a “presidenta” e viajava para o exterior, o vice Michel Temer assumia. Quando o impeachment foi constitucionalmente aprovado, Temer só assumiu a Presidência por ser o vice na chapa. Logo, quem votou em Dilma também votou em Temer e não podem, agora, esses apoiadores do petismo, que querem a sua volta, se comportarem como se não tivessem nada que ver com tudo isso.

Abel Pire Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O RETORNO DE AÉCIO

A decisão do juiz Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de devolver o cargo de senador a Aécio Neves (PSDB-MG), é a prova cabal da insanidade de nossos dirigentes. O senador é digno representante de nossa classe de políticos, tem um linguajar de bastardo criado na rua sem pais e sem escola, corrupto, pois gravado pedindo dinheiro a um dos maiores corruptores de quem se tem notícia, mas foi considerado pelo juiz do Supremo como tendo uma carreira política elogiável. Ou seja, linguajar de cais de porto e corrupção são, aos olhos de juiz do Supremo, motivo de elogio, e, portanto, inimputável! Nunca pensei que um dia veria semelhante escárnio praticado pelas mais altas autoridades de nossa nação.

Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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REPARAÇÃO

Marco Aurélio Mello, em boa hora, repara uma decisão arbitrária do procurador Rodrigo Janot e do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, e devolve ao tucano Aécio Neves o mandato de senador, sem que inclusive seja preso. A pedido do procurador-geral, que se baseou numa gravação clandestina de Joesley Batista, dono da JBS, Edson Fachin suspendeu o mandato de senador de Aécio como se este já tivesse sido condenado por suposto crime de corrupção. E Janot ainda insistia para que Fachin autorizasse a prisão de Aécio Neves, que tampouco foi pego em flagrante por ilícito algum. Mas Marco Aurélio, enfático em sua decisão, afirma que “a liminar de afastamento é incabível” e que ter privado Aécio de suas funções de senador “implica esvaziamento irreparável e irreversível da representação democrática conferida ao voto popular”. Também determinou o ministro do STF que a Aécio seja devolvido o passaporte, que ele poderá se encontrar com sua irmã, que está em prisão domiciliar, e seguir a vida como qualquer outro cidadão sem privação da liberdade. É lógico, se no transcurso das investigações sobre o senador tucano se confirmar alguma transgressão que mereça alguma condenação, que se faça. O que não se pode é aceitar que, por causa de um empresário como Joesley Batista, literal formador de quadrilha, já que, corrompeu 1.829 políticos Brasil afora, o procurador-geral atropele as leis vigentes e o ministro Fachin tome uma decisão que não deveria ser somente sua, mas do plenário do Supremo, para afastar um senador da República, como foi o caso de Aécio Neves.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INDIGNAÇÃO

Em discurso no plenário do Supremo, a ministra Cármen Lúcia disse: “Não seremos ausentes com os que de nós esperam uma atuação rigorosa em sua esperança de justiça”. A mim e a milhões de brasileiros só nos resta a descrença, até porque felizes mesmo devem estar o senador Aécio Neves e, principalmente, o seu homem da mala, que está livre, leve e solto, e provavelmente rindo da nossa cara.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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COSTAS QUENTES

Por incrível que pareça, ao ler os argumentos do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, para devolver o cargo ao senador Aécio Neves, ficou claro para ele que político importante pode cometer crime. Como acreditar na Justiça?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A ARTE DO POSSÍVEL

Em vez de autorizar a prisão de Aécio, o ministro Marco Aurélio o elogia e determina sua volta ao Senado. Bismarck disse: “A Política é a arte do possível”. No Brasil, assim é também a Justiça. Bom ou mau? Se Aécio reforçar o time a favor do Brasil – diga-se, das reformas –, o possível tornar-se-á o bom. O tempo dirá...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A PROVA DA PROPINA

Não sou advogado de Aécio nem de nenhum político, especialmente aqueles 1.829 no colo da JBS, que ficou biliardária no governo Lula, o “honesto”. Mas adoraria, agora, ver aquela turma de fanáticos jornalistas petistas falarem o que acharam de Aécio Neves solto, afinal, acredito que ele errou pedindo grana a um bandido, mas as provas não mostram em nenhum momento que se tratava de propina. Esse é o fato gerador para alguém ser preso e ainda perder o mandato. 

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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LIBERDADE, LIBERDADE!

Com a volta de Aécio Neves ao exercício de suas funções no Senado, outrora desautorizada pelo ministro Fachin, e agora devidamente autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, podemos abolir todos os crimes de corrupção praticados no Brasil, incluindo os de autoria e materialidade comprovadas, visto que, para estes, há sempre uma explicação considerada plausível por alguma instância do Poder Judiciário.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CORRUPÇÃO GENERALIZADA

A partir de agora está todo mundo solto. Que que é isso?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL-NORUEGA

A Noruega, corresponsável por boa parte da destruição das reservas florestais da Europa, detém o maior fundo soberano do mundo, obtido mediante a operação ininterrupta de inúmeras plataformas de petróleo espalhadas pelo Mar do Norte, com um ativo de US$ 875 bilhões, gerando um valor de mais de US$ 1 milhão por cidadão. Seu governo cobrou do Brasil um posicionamento mais rigoroso em relação ao desmatamento e, nesse sentido, criou um cenário constrangedor, absolutamente desnecessário, durante o qual ameaçou cortar parte do seu pouco transparente Fundo da Amazônia. Que a primeira-ministra da Noruega, que várias vezes apareceu ao lado de Temer por ocasião da última visita do brasileiro àquele país, venha a público mostrar a real destinação daqueles recursos e confesse que, em relações internacionais, como ela sabe melhor que nós, não há almoço grátis e ninguém é santo.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MOTIVO DE VERGONHA

Deveria ser motivo de vergonha para nossos dirigentes precisar de esmola de uma nação tão pequenina e com um PIB bem menor do que o nosso para proteger um bem nacional: a Amazônia brasileira.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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O AVESSO DOS FATOS

O governo norueguês, que de maneira insólita achincalhou o presidente Temer em visita ao seu país, deixando para anunciar um corte no repasse de verba que faz para o Brasil para proteção do meio ambiente acusando nosso governo de não cuidar do desmatamento da Amazônia, deixou Michel Temer constrangido e os brasileiros envergonhados. Agora, vamos aos bastidores deste assunto. 1) Quantos sabem que a Noruega é dona de 43,8% da Norks Hydro, empresa apontada como responsável por desmatamentos na Amazônia para exploração de bauxita? E que para explorar a bauxita é necessário retirar a vegetação e a camada superior do solo para chegar ao minério? 2) E que a empresa que administra os fundos de previdência deste país é dona de 6,5% da mesma companhia? Assim, concluo que a Noruega não tem moral para nos apontar o dedo acusador! 3) E quantos sabem que os dados citados pela Noruega foram fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, uma ONG integrada por Marina Silva, do Partido Rede, e vários petistas, e cuja ONG embolsou a mixaria de R$ 25,4 milhões do Fundo Amazônico? 4) Sabia que o governo da Noruega, o mesma que expôs nosso presidente ao vexame, logo que ele partiu de sua visita oficial divulgou nota admitindo que não havia confirmado os dados nos quais baseou o corte das doações para o Brasil? Por que, então, tanto açodamento do governo da Noruega? 5) Quem será que pagou a passagem daquele personagem fantasiado de indígena, cuja presença em Oslo visava apenas a constranger o presidente Temer? Pois bem, diante da exposição desses fatos que só existem nos bastidores, ou na costura dos fatos que só se vê examinando pelo avesso, alguém duvida ainda que por trás disso tudo estão as digitais do PT, do PSOL e da Rede, unidos à esquerda internacional, e que só visam à destruição da imagem de Temer e a deposição dele do cargo? (Fonte: Diário do Poder)

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SÓ DEUS

Sarney Filho, ao ser questionado durante a sua visita à Noruega se o governo brasileiro poderia garantir que haveria uma redução no desmatamento na Amazônia, saiu com esta pérola: “Só Deus pode garantir isso”. No fundo, foi um ato falho de quem sabe que o destino do Brasil está nas mãos de Deus há muito tempo, sofrendo com a incompetência, os desmandos, o fisiologismo e a corrupção generalizada de nossos sucessivos governos. Mais pérola, ainda, foi declarar que o Ministério do Clima e do Meio Ambiente da Noruega, que acabou de cortar em 50% o repasse que faz para o Fundo da Amazônia, está plenamente satisfeito com a parceria que tem com o governo brasileiro e com as ações que estão sendo feitas para a redução do desmatamento. Depois dessas declarações do nosso desastrado ministro, a Noruega deveria cortar os outros 50% que manda para cá.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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RODOVIA CASTELLO BRANCO

A ponte neste trecho data da construção da rodovia inaugurada em 1968 e com quase nenhuma ampliação de capacidade nestes quase 50 anos de aumento de tráfego constante. Há vários anos o nível de serviço neste trecho claramente excede o limite aceitável, sendo que a ampliação de capacidade deveria ter sido exigida há muito pela Artesp em nome dos contribuintes que recolhem pedágio obrigatório nesta rodovia operada pela VIAOeste. Fica, aqui, meu apelo para que se divulgue mais e mais a inércia da Artesp e do governo do Estado de São Paulo neste caso, para que haja investimento imediato pela concessionária em benefício do contribuinte e segurança de todos os usuários da rodovia.

 

Ricardo Sproesser ricardo.sproesser@terra.com.br

Barueri

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