Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 03h06

ECONOMIA E REFORMAS

Gastos públicos

Num sistema de receitas e despesas em que o governo é perdulário nos gastos, as contas só podem estar no vermelho. Fez-se uma louvável lei limitadora de despesas, só que esqueceram de avisar aos gestores públicos que era para valer. Assim sendo, desde o presidente até prefeitos gastam mais do que podem para cumprir objetivos políticos. A solução quando o aperto ocorre é sempre a mais fácil: onerar o contribuinte com mais impostos. Esse é o motivo de se anunciarem possíveis aumentos em futuro próximo. Não sabemos se há falta de consciência ou é cara de pau mesmo. A verdade é que nas atuais condições vividas pela população não há mais como esticar uma corda rota. O cidadão não tem condição financeira para bancar gastança que não lhe é revertida em benefícios. Um exemplo prático da questão é: como o desempregado pode tornar-se empreendedor com a altíssima carga tributária que tem de enfrentar? Para quem está empregado são cinco meses de salário comidos pelo fisco por ano!

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Desabono?

A quem interessa o abono salarial senão aos pobres? Semana sim e outra também aparece uma nova ameaça ao povo pobre e desempregado. Uma hora eles querem usar o nosso FGTS para cobrir o buraco do seguro-desemprego (foi um tiro no pé do nosso bom ministro da Fazenda, claro) e agora anunciam o possível fim do abono salarial. Quando vão anunciar o fim dos penduricalhos que engordam os salários dos funcionários públicos?

LEANDRO FERREIRA

leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

Refrigério constitucional

É alentador ler os editoriais do Estadão. Aliás, um verdadeiro refrigério lê-los pela manhã e ver repostos no seu lugar alguns princípios básicos de legalidade e democracia, que boa parte da imprensa faz por ignorar. E nessa linha de cumprimento da Constituição o ministro da Fazenda deveria considerar a possibilidade de, antes de lesar os mais pobres, que contam com o abono salarial, fazer valer o teto constitucional para os salários do funcionalismo público, providência que atingiria de fato os que pensam no “meu pirão primeiro”, mas fazem alarde e se pretendem heróis contra a corrupção dos outros. Teria um grande apoio popular! O problema é que atingiria até mesmo quem se senta ao seu lado nos pronunciamentos públicos. Há que ter coragem! A mesma coragem que o Estadão vem demonstrando ao ir contra a corrente na análise dos fatos em evidência. Vamos fazer valer a Constituição, doa a quem doer, ministro? Melhor: doa a quem doer, ministros?

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

Trabalhismo anacrônico

O conhecido chef de cozinha francês Érick Jacquin, radicado no Brasil, em recente entrevista a uma revista semanal afirmou categoricamente: “A legislação trabalhista no Brasil é uma vergonha. Há muita gente querendo empregar, mas ninguém quer se arriscar. Nunca mais vou assinar uma carteira de trabalho”. Estamos em pleno século 21, contamos com leis trabalhistas da época de Getúlio Vargas e quando surge uma proposta inovadora, em que os direitos básicos do trabalhador permanecerão inalterados, aparecem os oportunistas de sempre, sindicalistas, movimentos sociais e principalmente os petralhas, para embaralhar as necessárias reformas. O que é bom para o Brasil é péssimo para a oposição.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Imposto sindical

Na luta para se manter no poder, o presidente Michel Temer não pode abrir mão do fim do imposto sindical na reforma trabalhista. Seria um preço muito alto que não valeria a pena pagar. Se fosse feito isso, a última gota de apoio popular que ele ainda tem chegaria a zero. O sindicalismo inútil e inócuo continuaria vivo e os verdadeiros trabalhadores seriam prejudicados. A obrigatoriedade de pagar compulsoriamente o tributo com um dia de trabalho por ano é uma vergonha que permanece em vigor como um lixo autoritário. Temer deve manter-se até 2018, mas à própria custa, e não imputar o sacrifício ao cidadão que sobrevive mediante suas próprias forças. O imposto deve ser facultativo a quem desejar pagá-lo, porque, nesse caso, o sindicato trabalhará a favor da classe e não viverá na sombra e água fresca.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

DEFESA NACIONAL

Alcance insuficiente

Os Gripen, os novos caças suecos adquiridos pelo governo Dilma Rousseff, já estão em período de teste para nos serem entregues. Trata-se de um tipo de avião pequeno e com raio de combate limitado – alcance armado original de 1.100 km e sendo testada uma ampliação para 1.800 km –, que não permite que se cruze o País de norte a sul (4.394 km) ou de leste a oeste (4.319 km) sem fazer escalas ou reabastecer em voo. Muito menos enfrentar ameaças potencialmente provindas de todo o território da América do Sul e por mar. Com uma base em Anápolis, outra em Manaus e uma terceira em Canoas, o Nordeste fica todo a descoberto. Qualquer vizinho nosso poderá montar uma base de mísseis e nos ameaçar, desde que situada na costa do Pacífico, que nossos novos caças não conseguirão ir até lá. Nem se fale de uma base russa situada na Venezuela. Esse aparelho é ideal para países e regiões com distâncias menores e sem preocupações com a defesa.

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

CRISE E CORRUPÇÃO

Flechas de bambu

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em palestra em São Paulo afirmou que enquanto houver bambu, lá vai flecha, pelo menos até o final de seu mandato, que se aproxima, referindo-se aos eleitos por ele para denúncias de corrupção. Interessante que esse bambu todo ficou guardado durante longos anos do governo do PT, o campeão de mutretas e desmandos, incluindo a grave e recente delação do açougueiro Joesley Batista contra Lula e Dilma e sua conta no exterior com somas inimagináveis. Talvez o bambu estivesse amadurecendo para o fabrico de flechas mais convenientes...

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Madeira dura

Ao usar flechas de bambu, Janot está brincando como criança. Não fazem mal aos seres vivos, a não ser nos olhos, que são difíceis de acertar. Quem quer matar como os índios fazem tem de usar as feitas com guatambu.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

“Quem tem aliados como os de Temer não precisa de inimigos”  

GERALDO FONSECA MARCONDES JÚNIOR / TAUBATÉ, SOBRE NENHUM PARTIDO DA BASE JÁ TER FECHADO ACORDO ACERCA DA DENÚNCIA DE JANOT

gfonsecamarcondes@uol.com.br

“À afirmação de Lula ‘se eu for condenado, não vale a pena ser honesto no Brasil’, vale o corolário: 

se Lula for inocentado, vale a pena ser corrupto no Brasil!”  

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE JULGAMENTO DO EX

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A VOLTA DE AÉCIO NEVES

A atitude de Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de devolver ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) o cargo no Senado, com todas as suas prerrogativas, benesses e onis (presença, ciência e potência), depois das muitas provas incontestes de que havia, no mínimo, algo estranho e errado - aliás, muito estranho - na conversa com Joesley Batista, só comprova que há, mesmo, um grande acordo em curso no País para desmoralizar as tentativas de diminuir a corrupção institucionalizada, como a maior delas, a Operação Lava Jato, e, claro, proteger as muitas malas de dinheiro que circulam por aí para comprar mais poder, casas, apartamentos, joias, carros de luxo, moedas estrangeiras e, ainda, pagar escritórios renomados de advocacia, de advogados sem escrúpulos e dispostos a defender algo que, normalmente, seria pouco provável se não existissem, por trás, tribunais superiores a lhes dar guarida com teses cada vez mais absurdas, arrogantes e que, a cada dia, zombam de todos nós, como se não pudéssemos discernir o que é propina, mesada e dinheiro para pagar advogado do que é legal, direito e decoro parlamentar. Triste de um país que tem os representantes do povo a roubar e a trabalhar contra ele. Triste de um país cujos guardiões da Constituição e da democracia ainda protegem essa gente. Triste de um país chamado Brasil.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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EM LIBERDADE

No rastro de petistas "guerreiros", vem aí "Aécio, mineiro do povo brasileiro"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AÉCIO E CUNHA

Só vejo elogios à decisão de devolver o mandato de senador para Aécio Neves, e os argumentos são os mais variados: finalmente, a lei e a ordem foram restabelecidas, o dinheiro da mala não era propina, era apenas um empréstimo não contabilizado, Aécio é cidadão brasileiro, mineiro, pai de família, político exemplar. Eduardo Cunha perdeu o mandato de deputado e foi preso graças a uma retumbante ruptura institucional. Se o rito para afastá-lo do cargo fosse seguido ao pé da letra, certamente ele ainda estaria presidindo a Câmara dos Deputados, mas não se vê ninguém reclamando do que houve com Eduardo Cunha, ninguém quer vê-lo de volta à vida pública. Se o Brasil suspendesse a imunidade parlamentar e deixasse que a polícia e a Justiça comum cumprissem o seu dever, em pouco tempo o País entraria nos eixos, com a prisão desta tigrada toda que está assaltando os cofres públicos há décadas, inclusive e principalmente o atual presidente da República e todos os ex-presidentes que ainda estão vivos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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É PARA RIR?

Os advogados "criminalistas" de Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Aécio Neves articulam o lançamento de um manifesto para questionar a atuação da Justiça e do Ministério Público. Interessante observar que todos os que os advogados defendem estão envolvidos até o pescoço em crimes contra a coisa pública. Mais interessante ainda observar que querem fazer da Justiça o réu, na tentativa desesperada de desqualificá-la. Espero que recebam resposta à altura de todas as entidades de magistrados do País. Isso até parece brincadeira!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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'SINAIS ALENTADORES'

A despeito de ser considerado "persona non grata" pela grande mídia paulistana, seja-me permitido manifestar minha irrestrita concordância com o editorial de domingo ("Sinais alentadores", A3), no qual a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, restabelecendo o exercício do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), foi definida como exemplar. Tal conceituação foi rigorosamente exata, pois era preciso que um ministro da nossa mais alta Corte de Justiça desse o exemplo a todos de como deve agir um magistrado que, além de ter jurado cumprir a Constituição da República, defende-a, de forma absolutamente desassombrada e cristalina, como o fez o ministro Marco Aurélio Mello. É um alento para aqueles que têm por missão pensar o Direito. Parabéns ao ministro e ao "Estadão".    

Newton De Lucca  desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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A AGENDA DO SENADO

A senadora Gleisi Hoffmann, que recebeu dinheiro de caixa 2 para a sua campanha de 2014, continua circulando livremente pelos corredores do Congresso Nacional, pois tem o foro privilegiado. O senador Aécio Neves recebeu liberação do STF para exercer o seu mandato de parlamentar, após ser acusado de ter recebido dinheiro sujo da JBS. Pautas importantes serão votadas nos próximos dias no Senado Federal e, apenas por uma questão política, Gleisi e Aécio devem permanecer soltos, para garantir, cada qual ao seu partido, os votos necessários para atender aos interesses, que nada têm que ver com os anseios populares. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DECISÃO CORRETA

Embora muitos, possivelmente sem conhecimento jurídico, tenham contestado a decisão do juiz Marco Aurélio Mello de reintegrar o senador Aécio Neves à  casa, ela está correta. Quem proferiu essa decisão de afastamento também teria, por obrigação, antes de monocraticamente proferi-la, ter um melhor conhecimento das leis que regulam a matéria.  

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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UMA PEDRA NO CAMINHO

Antes do recesso do STF para as férias de julho, a presidente Cármen Lúcia disse que "o Supremo não vai ignorar o clamor por justiça que hoje se ouve em todos os cantos do País". Contudo, no mesmo dia, a Suprema Corte concedeu benefício a dois políticos, senhores Aécio Neves e Rodrigo Rocha Loures, suspeitíssimos de haverem trilhado caminhos não muito condizentes com seus cargos. Pano rápido!

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Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?

Aparentemente, o editorial do "Estadão" de domingo, com o título "Sinais alentadores", quer nos fazer "engolir" que, a menos que confessem seus crimes, figurões da política envolvidos com o ilícito e com foro privilegiado, como, por exemplo, Aécio Neves e Rocha Loures, não poderão sofrer nenhum tipo de punição ou admoestação, sob pena de ter o seu "estado de direito" violado, venham de onde vier. Assim fica difícil, "Estadão".

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ROCHA LOURES LIVRE

Rodrigo da Rocha Loures, flagrado com uma mala com R$ 500 mil, foi preso, e agora vai para casa; Aécio Neves retorna ao Senado, depois de combinar com Joesley Batista que enviaria para pegar os R$ 2 milhões "alguém que pudesse matar" e o Supremo entra em recesso. Agora deu para entender o que Romero Jucá quis dizer quando falou "com STF e tudo"! Só falta durante o recesso, ou logo após, alguém soltar o "boi de piranha", segundo Jucá, Eduardo Cunha. 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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TUDO A SEU TEMPO

De plano já deixo claro que nutro enorme admiração pelo eminente professor Miguel Reale Júnior, mas não posso deixar de manifestar meu desacordo com a conclusão de seu artigo "Democracia e corrupção" (1/7, A2), no qual o jurista propõe que o povo "retorne às ruas" para pedir o afastamento de Michel Temer da Presidência da República. Parece-me, a esta altura, claro que essa proposta vai ao encontro do que politicamente pretende o PT, partido contra o qual fomos todos às ruas há não muito. E o povo - o mesmo que foi às ruas - sabe muito bem disso. Com o devido respeito, não há, até onde a vista alcance, solução perfeita para o imbróglio político que aí está. Tivéssemos um sistema parlamentarista de governo, já teríamos visto a substituição do chefe de governo e até mesmo do Parlamento inteiro. Mas o fato é que, no Brasil, a banda não toca assim. De forma que, à vista do que está aí, o bom senso recomenda serenidade e responsabilidade para não piorarmos ainda mais as coisas e terminarmos fazendo o jogo do inimigo em nome de uma depuração dos costumes políticos no Brasil. Se existem acusações contra o presidente - a meu juízo frágeis, se me permitem a opinião -, não menos verdade é que também há acusações de toda sorte contra praticamente todos os nomes que poderiam, eventualmente, substituí-lo, a começar por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Nem entro no mérito da esdrúxula proposta de "diretas já", uma vez que dependente de emenda constitucional de difícil e prolongada tramitação, além de duvidosa aprovação. Por fim, ao revés do que sugere nosso articulista, lembro que a eventual recusa da Câmara em dar o seu aval ao fim prematuro do atual governo não impedirá que, ao final de 2018, Temer responda - também na forma prevista na Constituição - por eventuais delitos que se lhe imputem. Tudo a seu tempo, democraticamente, na forma da lei.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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MOBILIZAÇÃO

Miguel Reale pede mobilização dos movimentos sociais (1/7, A2); aparentemente, ele não sabe o que é estar cansado de gás lacrimogêneo ou de ser chamado de vagabundo/vândalo pela grande imprensa. Por que ele não vai às ruas?

Daniela C. Ferreira danicamara@icloud.com

Rio de Janeiro

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CONTRA A CORRUPÇÃO

O texto de Miguel Reale (1/7, A2) motivou-nos: eu, médico e minha esposa, psicanalista, acabamos de enviar nosso pedido de associação ao Inac - Instituto Não Aceito Corrupção.

Rubens Paulo Gonçalves rupago2@gmail.com

São Paulo

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LIBERDADE

Felizmente, o ministro Fachin, do STF, revelou no caso do Rodrigo Loures algo que ninguém sabia: "as cadeias no Brasil são insalubres". Na liberdade concedida foi esclarecido que ele não poderia sair à noite, deveria usar tornozeleira e não levar mais de R$ 500 mil na mala. Estamos salvos.

Achille Aprea newplay1@terra.com.br

Vitória

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REAJUSTE DO BOLSA FAMÍLIA

O governo cancelou o reajuste do Bolsa Família. Eu nunca apoiei esse tipo de auxílio. Governo não tem de fazer isso com o dinheiro público. Isso é estímulo ao ócio, mas reconheço que, no momento atual e ante o quadro econômico e de desemprego no País - que, diga-se de passagem, não teve origem no governo Temer -, ele é necessário, mas tem de ser por curto período de tempo, enquanto não se equilibram as contas do governo, se retome o crescimento e o retorno gradativo do nível de emprego. Isso alcançado, suspenda-se o benefício. Já é uma boa medida o cancelamento do reajuste. Estes programas demagógicos de bolsa disso, bolsa daquilo só servem para manter governos populistas no poder, e mais nada, porque eles se beneficiam do poder, corrompem, desviam verbas, jogam uma migalhazinha para o povo e fica parecendo que estão fazendo alguma coisa. E os cegos acreditam.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

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TUDO PELO POVO

Realmente, nossos governos olham muito pelo povo. Agora, com a falta de recursos devido aos abusos, desvios, roubos e à péssima administração, mais uma vez o povo é chamado para colaborar. Vão cortar o abono do PIS e o reajuste do Bolsa Família. Os mais necessitados irão cobrir os rombos abertos pelos políticos e empresários desonestos. Como já dizia Cazuza, "que país é este?". 

Renato Jose Aldecôa renatoaldecoa@hotmail.com

Socorro 

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PROTESTO CONTRA AS REFORMAS

As centrais sindicais foram às ruas na última sexta-feira protestar contra as reformas que estão sendo discutidas no Congresso, principalmente a trabalhista. Levaram um punhado de desempregados para perturbar e atrapalhar a vida de quem ainda tem um emprego. Todavia, a verdadeira causa do protesto é a eliminação do pagamento obrigatório de um dia de trabalho do trabalhador pago aos sindicatos - dinheiro este que tem sido utilizado para beneficiar mordomia e viagens para promover desordem em nome do "Estado de Direito" queimando pneus, ônibus, depredando patrimônio público e privado e causando transtorno e prejuízo à população.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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ATOS ISOLADOS

As manifestações de 30/6 foram atos isolados das organizações de esquerda, preocupados em manter seu bem-estar. Promoveram queima de pneus, paralisações de tráfego e vandalismo, alegando estar defendendo o povo. Estão querendo manter seu status provocando o caos, a velha receita falida dos parasitas do povo.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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SINDICALISMO DO ATRASO

Enquanto o sindicalismo no Brasil mantiver a atual musculatura, o País jamais sairá do marasmo do terceiro-mundismo, regado a favorecer apenas aos líderes sindicais com regalias e verbas públicas que irrigam suas gordas contas bancárias. As manifestações promovidas pelas centrais sindicais contra as reformas fizeram os senhores feudais do sindicalismo saírem de sua zona de conforto proporcionada pelos governantes da pseudoesquerda como PT e PSDB. O desenvolvimento econômico e social do País, juntamente com um choque de eficiência e gestão do setor público, deverá ser inversamente proporcional ao declínio do sindicalismo no Brasil. Em relação à reforma trabalhista em trâmite no Congresso, urge extinguir a estabilidade total e irrestrita no funcionalismo público, em detrimento da eficiência e da meritocracia. O Congresso brasileiro deveria manter em seus quadros parlamentares com expertise em gestão e administração, e não parlamentares denunciados por crimes de corrupção. Os parlamentares, independentemente da ideologia partidária, agem como um verdadeiro sindicato criminoso, promovendo uma orgia com o dinheiro público, com o famigerado Fundo Partidário, que, pasmem, será de R$ 3,5 bilhões este ano.

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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PRIVILEGIOCRACIA

"Tudo é de uma transparência absoluta: 5% da população, os 10 milhões de funcionários públicos, 'comem' 46% do PIB (36% de carga + 10% de déficit por ano), que não viram rigorosamente nada que beneficie os 95% que a sustentam" (Fernão Lara Mesquita, em seu irretocável artigo de 30/6, "Porque fulaniza a nossa Maria Antonieta"). Ele nos desperta para o fato de que vivemos, bovinamente, numa privilegiocracia de castas. Casta é uma estratificação social endogâmica, ou seja, hereditária, e o que pode ser mais exemplar do que a casta dos Sarney? E esse "fatiamento" absurdo do bolo produzido, restando quase nada para quem realmente produz, nos lembra mais uma vez a ex-primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher: "Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber". Aqui, ela se referia ao problema dos benefícios sociais em excesso, mas, como o Brasil é uma miscelânea de "privilegiaturas", podemos arredondá-los como subterfúgio de quem os usa para angariar votos e manter-se eternamente no poder, da mesma forma que os trabalhadores são aliciados pela CUT e pelo PT e associados, com discursos que, na verdade, são os seus interesses camuflados em "direitos trabalhistas usurpados". Não bastasse, ainda temos de ouvir as ameaças de Henrique Meirelles, que não deixa de pretender o aumento de impostos, num país com 15 milhões de desempregados e a maior carga tributária do mundo! É mole? O problema é conhecido, assim como a sua solução: mudar tudo isso que está aí! E, claro, não serão eles que mudarão, muito menos essa população que sofre lavagem cerebral diária através da mídia enrustida. Então, quem?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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NO MUNDO DA FANTASIA

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles recentemente deu duas mostras preocupantes: a intenção de reter valores do FGTS dos demitidos e o aumento da carga tributária. Decisões imorais e inescrupulosas como estas se dão devido à falta irrestrita de respeito que os homens públicos dedicam à população pagante. É gritante a necessidade de diminuirmos o tamanho do Estado e sua interferência no mercado. O PIB per capita brasileiro, em média de US$ 8 mil, não cabe no Mundo da Fantasia onde vivem nossos representantes. Devemos exigir a diminuição do número de cargos públicos, de congressistas e de suas mordomias, a exemplo do que ocorre nas mais ricas e desenvolvidas nações deste planeta. Ou ficaremos eternamente nos piores índices de desenvolvimento humano e desigualdade social.

Angela Barea angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

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RUMOS E METAS DO BRASIL

 

Todo país que deseja competir e estar no contexto das mais categorizadas nações do planeta precisa ter rumos e metas a alcançar, sendo, então, a sua economia direcionada para alcançar esses objetivos. O Brasil, de acordo com manifestação de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fixou a meta inflacionária para 4,5% em 2019 e 4,00% em 2020, o que significa dar aos brasileiros a credibilidade necessária para investir e programar suas empresas e sua vida. Aprovadas as reformas trabalhista e previdenciária, o Brasil poderá caminhar com segurança na absorção da mão de obra, diminuindo o desemprego e alavancando a nossa economia. E isso pode ocorrer, perfeitamente, mesmo com a celeuma política que se criou propositalmente no País.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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METAS DE INFLAÇÃO

Nada poderia ser mais auspicioso para o destino da Nação do que as metas de inflação fixadas pela equipe econômica do atual governo para os próximos anos, apesar da turbulência política provocada por um procurador-geral ensandecido de ódio e pouco preocupado com os 14 milhões de desempregados. Após 13 anos da chamada "nova matriz econômica", caracterizada por irresponsabilidade, incompetência e imediatismo, que conduziu o País a esta deplorável recessão, nenhum presidente tampão ou eleito diretamente terá coragem - assim esperamos - de comprometer tal planejamento, estudado a dedo. Embora tudo seja possível, a opinião pública está atenta e o povo não é mais ingênuo. Enganação é coisa do passado. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INFLAÇÃO BAIXA?!

Inflação baixa nem sempre é coisa boa. Estamos em recessão. A inflação está baixa não devido a um equilíbrio entre oferta e demanda, mas porque estão sobrando produtos nas prateleiras. Há um processo de baixa produtividade e de baixa atividade econômica.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA

A situação em que se encontra nosso país é de pura calamidade. Não defendo o sr. Michel Temer, mas a atuação despudorada do sr. Janot e do ministro Fachin é vergonhosa. O procurador-geral da República fez um grande desfavor ao País, que estava dando leves sinais de melhora aceitando a delação dos Batista, e agora vai querer sabotar a Lei da Terceirização sem a mínima preocupação com os coitados dos desempregados. O ministro Fachin tem tomado atitudes absurdas, tirando já quatro processos do Lula das mãos de Sérgio Moro. Gostaria de saber se os senhores não sentem nem um pouco de amor ao País.

Mara Bruna M. B. Barros mmichelettibarros@gmail.com

São Sebastião

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DELAÇÃO PREMIADA

Pelo que temos lido, delações premiadas visam a "pegar" membros da quadrilha que estão em nível acima do delator, com o objetivo maior de chegar ao próprio chefe da quadrilha. Dessa forma, não é esperado que delação seja feita pelo próprio chefe da quadrilha ou, se fosse, ele não deveria sair lampeiro e incólume, com tudo o que acumulou. É isso o que intriga no caso da JBS. Após a delação de seu principal acionista e condutor, a promotoria liberou-o de qualquer penalidade e pinçou da delação fatos claramente graves, mas obviamente menores, para avançar furiosamente contra o presidente da República, de uma forma não vista anteriormente em situações até mais graves, no mesmo instante que ele toma medidas no Congresso para terminar com muitas e muitas das absurdas regalias da imensa privilegiatura, regalias essas que estão a inviabilizar a estabilidade financeira da nação. A quem se procura enganar? 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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O STF E A DISCUSSÃO DA VALIDADE DA DELAÇÃO

Entenderam qual o motivo da demora de processos em mais de uma década?

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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JANOT E JOESLEY

A frase do procurador-geral da República Rodrigo Janot ("enquanto houver bambu, haverá flechas") demonstra que o mesmo há muito deixou de ser procurador, para se revelar militante político. Essa prática "macarthista" de Janot denota falta de escrúpulos e não coaduna com a total inércia da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto Dilma Rousseff era presidente. Ademais, o acordo vergonhoso firmado entre os irmãos Batista e a PGR, entrou para a História como o mais deletério e desleal arranjo de impunidade, num país já famoso por essa prática. Fico imaginando se os tais procuradores fossem negociar a dívida externa brasileira com credores estrangeiros, o que não entregariam esses inábeis "negociadores"? Talvez a Floresta Amazônica inteira? Uma parte considerável do nosso litoral? Ou, ainda, quem sabe, um rim de cada brasileiro? Afinal, por que diabos nós precisamos de dois rins, não é mesmo, sr. Janot? O corruptor impune Joesley Batista já disse que "os vermelhos entregam mais que os azuis". Pois o acordo celebrado com a PGR, com o aval de boa parte do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial de Edson Fachin e Roberto Barroso, provou que isso é verdade. Aliás, me parece que as consciências de Vossas Excelências do Supremo foram as últimas aquisições da JBS. Até quando?

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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'ENFRENTANDO AS CAUSAS DA CORRUPÇÃO'

A coluna do sr. Adriano Pires no caderno de Economia do "Estadão" de sábado (página B2) está correta até determinado nível. Pois quando se trata do patrimônio, o difícil é estabelecer uma privatização adequada ao preço. Uma coisa é privatizar a operação. Isso tem preço fácil de ser mensurável, mas no caso da Petrobrás, quanto vale essa empresa? Nem o mais renomado geólogo pode dizer. Sou liberal e trabalho no mercado privado, mas penso que defender boas e inteligentes privatizações não é o que fazemos no Brasil e menos o que o Pedro Parente está fazendo na Petrobrás. Todos opinam sobre economia, porém penso que o Estado deve ter cautela nesse assunto, pois entendo que deve haver um rigor para evitar novas "Vales". A Petrobrás vem sendo vendida e ninguém está vendo. E, pior, dificultando para a indústria nacional.

Camilo Menezes Umpierrez camilo.mu@gmail.com

São Paulo

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EMISSÃO DE PASSAPORTES

Conta de verso de envelope: (10 mil passaportes/dia) x (5 dias por semana) x (52 semanas) x (R$ 250,00/passaporte) resulta em R$ 625 milhões! Vai para o Tesouro? Mais uma insuficiência originária de ausência de pensamento aritmético.

Sérgio A. de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

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