Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Julho 2017 | 03h23

CRISE E CORRUPÇÃO

CCJ rejeita denúncia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou o parecer que autorizava a abertura de processo contra o presidente Michel Temer, cabendo, de qualquer maneira, a votação do tema ao plenário. Pela Constituição federal (artigo 86), cabe à Câmara aceitar ou não a denúncia. Portanto, qualquer decisão sobre o caso deverá vir dessa Casa legislativa. Ora, se fosse para aceitar automaticamente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), não haveria necessidade de passar pelo plenário da Câmara, que, nesse caso, estaria abdicando de sua função e de sua responsabilidade. Também não há necessidade de alguns parlamentares e parte da imprensa ficarem martelando sobre a troca de membros da CCJ, de vez que não há nenhuma ilegalidade nisso, como bem definiu o Supremo Tribunal Federal – recurso, aliás, empregado em grande escala durante os governos Lula e Dilma Rousseff.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Traição

O relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) na CCJ não passou de uma cópia da denúncia do procurador-geral da República acerca das delações feitas pelos colaboradores criminosos do Grupo J&F, controlador da JBS, para incriminar, sem provas, o presidente Michel Temer. Zveiter ainda criticou a troca de membros da CCJ para garantir maioria contra a infundada denúncia. Deveria ele saber, ou agiu de má-fé, que essa troca é uma prática legal que já foi usada pelos governos anteriores e está prevista no regimento interno da Câmara. Em vista dessa traição, o PMDB, partido do presidente, deve expulsá-lo da agremiação, pois sua permanência será sempre problemática.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Alguém faria diferente?

Nesta altura do embate, podemos afirmar que, se o Brasil está ruim com Michel Temer na Presidência da República, estou certo de que ficaria muito pior sem ele. Agora Temer está sendo acusado pelos adversários de fazer manobras, trocando membros da CCJ, para ter maioria de votos contra o parecer de Zveiter. Se tais alterações são admitidas, ele não fez nada irregular. E qualquer outro no lugar dele, não tenham dúvidas, faria o mesmo. Quanto às emendas liberadas, são valores que serão utilizados em benefício da população.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

O exercício da omissão

Como assinante há mais de 20 anos, quero cumprimentar o Estadão pela linha editorial adotada ao longo da atual crise política. Diferentemente da maioria dos outros órgãos da grande imprensa brasileira, o Estadão mostra-nos coerência e alinhamento com as necessidades primárias do nosso país, que são paz e estabilidade para se recuperar dos danos da era petista. No meu entender, esta crise foi nitidamente fabricada para não permitir o andamento e a aprovação da reforma da Previdência, além de outras que continuam sendo necessárias. A minha esperança é que o Congresso se contraponha à PGR para permitir que este governo continue até o fim do seu mandato e, assim, trazer o País de volta à normalidade. Infelizmente, agora está claro que o objetivo de grande parte dos políticos – e não só da oposição – é pôr mais lenha na fogueira para criar mais instabilidade. E que se danem os mais de 14 milhões de brasileiros desempregados! Estão olhando somente para os seus interesses eleitoreiros.

RONI SILVEIRA

ronisilveira@gmail.com

Santana de Parnaíba

Boas-novas

Nunca um dia 13 foi tão recheado de boas notícias no Estadão, o que me deu muita alegria: Lula condenado, reforma trabalhista aprovada e sancionada, reprovado o relatório que condenava Temer, notas econômicas favoráveis, Dia Internacional do Rock. E ainda foi o aniversário do meu filho Sergio. Serei assinante eterno do Estadão, pois o que poderia acrescentar está publicado no editorial A condenação de Lula da Silva (A3).

JOÃO FERREIRA MOTA

jfmota29@gmail.com

São Paulo

Renan na cola do Lula

Renan Calheiros (PMDB-AL) é seguramente um dos políticos mais investigados deste país. O decadente senador perdeu até o apoio do povo alagoano, vai muito mal nas pesquisas de intenção de voto. Com receio de não se eleger nem deputado em 2018, passou a fazer oposição a Temer. Mas procurou o pior dos caminhos ao se juntar ao PT, na esperança de receber apoio de Lula para se reeleger e não perder o foro privilegiado. Só não contou com a decisão do juiz Sergio Moro de condenar Lula à prisão. O mais provável, e não está distante, é Renan fazer companhia a Lula na cadeia.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Creio que o rei do gado vai ter de arrumar outro cabo eleitoral. Com a condenação do sr. Luiz Inácio, seu grande “amigo”, o projeto de Renan de reeleição para o Senado fica comprometido. Nestes últimos dias, essa figura, que tanto mal faz ao País, apareceu em redes sociais manifestando seu inconformismo com a decisão do juiz Sergio Moro sobre Lula. Certamente já prevendo a derrota no próximo pleito. A consequência será seu retorno à condição de cidadão comum e à perda do nefasto foro privilegiado. Será julgado em uma dúzia de processos e provavelmente condenado. Suas decisões à frente do Senado sempre foram em benefício próprio ou de acordo com o sopro do vento, ele é uma verdadeira flâmula.

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Insurgindo-se contra a Justiça? É o neopetista em desespero.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

IDOSOS DE SÃO PAULO

Mapeamento genético

Agradecemos a excelente matéria de 13/7 no caderno Metrópole. Os resultados iniciais, publicados na revista Human Mutation, estão disponíveis para todos os pesquisadores. Gostaríamos de ressaltar que esse projeto, conduzido há anos por diversos pesquisadores da USP e de outras instituições de pesquisa, só foi possível graças ao apoio da Fapesp, do CNPq e da USP. O desenvolvimento de uma nação depende de investimentos consistentes e contínuos dessas agências em ciência e tecnologia.

MICHEL SATYA NASLAVSKY, geneticista, e MAYANA ZATZ, geneticista coordenadora do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP

mayazatz@usp.br

São Paulo

“Os que hoje apedrejam Temer são os que, usando as mesmas pedras, ajudaram a pavimentar o descaminho dos 13 anos da roubalheira petista”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A CRISE E A CORRUPÇÃO

standyball@hotmail.com

“O brasileiro deve ter em mente um ponto imperdoável: o Lula foi condenado porque roubou dinheiro da Petrobrás!”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COTAS NA USP

Em 8 de julho o biólogo Fernando Reinach fez uma análise cuidadosa sobre a questão das cotas para o ingresso de alunos na Universidade de São Paulo (USP). Concluiu que a USP adotou uma "solução covarde e simplista", um "testemunho da descrença na possibilidade de melhorar o ensino público no curto prazo". Ninguém pode negar a importância de ações voltadas para a melhoria do ensino fundamental público. Entretanto, o papel da USP neste contexto é indireto, pois não pode ir além da formação de bons educadores e de propor modificações aos que efetivamente dirigem o ensino fundamental público. Mas há um argumento que demonstra a importância da tomada de posição da USP. Quando o ensino fundamental público era excelente (e, há que se reconhecer, restrito a uma minoria), houve formidável acesso de bons alunos com condições socioeconômicas relativamente modestas à universidade pública. Foi uma oportunidade muito bem aproveitada pelos filhos e netos de imigrantes portugueses, libaneses, italianos, judeus, e japoneses, entre outros, que se formaram na USP e hoje constituem parte significativa da elite profissional e intelectual paulista. Mas, mesmo naquela época, pouquíssimos pretos, pardos ou indígenas, que representam hoje cerca de 37,5% da população do Estado, ingressavam na USP. Negar a importância de ações afirmativas, como a USP finalmente teve a coragem de assumir, fazendo a sua parte no processo de tentar aumentar o ingresso desses grupos que são fortemente minoritários nos bancos universitários, é incorreto. Além disso, ao abrir o ingresso aos alunos que obtiverem os melhores resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a USP irá em busca de talentos em todo o País. Incluo-me entre aqueles que acreditam que se mais pretos, pardos e indígenas, além de jovens provenientes das periferias e rincões pobres, tornarem-se grandes profissionais, serão modelos para as futuras gerações. E estimularão jovens que até então têm sido praticamente ausentes de nossas melhores universidades a acreditarem que sim, nós podemos!

 

Ricardo Nitrini rnitrini@uol.com.br

Professor Titular de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP

São Paulo

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ATITUDE DEMAGÓGICA

Cumprimento o jornalista Fernando Reinach por seu artigo "Cotas na USP" (A17). Permita-me concordar quando diz e demonstra que "as cotas são uma solução covarde e simplista de quem não acredita que o ensino nas escolas públicas pode ser melhorado e sequer tem a coragem de tentar". Eu acrescentaria demagógica, porque deprecia e ilude o cotista, pois, não estando no mesmo nível de aprendizado daqueles colegas que obtiveram a vaga por mérito, terá dificuldade em acompanhar o desenvolvimento da turma, atrasando-se ainda mais. Na minha visão de professor universitário aposentado e ex-diretor da Faculdade de Medicina de Santo Amaro, usar 2 critérios (mérito e cota)  num mesmo concurso público deveria ser questionado na Justiça.  De outra parte, o professor precisa decidir se volta sua atenção para os concursados, depreciando ainda mais os cotistas, ou para estes, dando marcha-a-ré na conquista do saber. As injustiças sociais são corrigidas com ensino fundamental de qualidade, não com cotas.

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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RAZÕES PARA SER CONTRÁRIO À POLÍTICA DE COTAS

Inicialmente, cumprimento este jornal pelo claro posicionamento sobre o tema das cotas na USP, seja no editorial de 7 de julho, seja no artigo do colunista Fernando Reinach na edição do dia seguinte. Se cabe à imprensa expor os prós e os contras de cada tema, também cabe manifestar-se inequivocamente com base nos valores, que defende.  Vou me permitir enumerar cinco razões contrárias às cotas: 1) O "melhor" da USP são os alunos. São os alunos que definem o padrão de ensino para os professores, e não o inverso. Todos sabemos que a USP vive de crise em crise há anos, muito se poderia falar de recursos e formas de avaliação, mas o que tem mantido a qualidade das unidades é a qualidade de quem entra. Não são os professores, nem a tecno-burocracia. 2) O "mundo" do conhecimento e da tecnologia em que vivemos não é democrático (melhor, não é populista), mas do primado da excelência se trata da competição entre o muito bom e o ótimo! Entre países, entre indivíduos, entre saberes. Feliz ou infelizmente é a realidade. A excelência não nasce da média. No laboratório não cabe relativismo cultural. 3) O que diremos ao aluno não cotista que perde sua vaga para um cotista com menor nota?! Como sempre, os futuros privilegiados manifestam-se a favor das cotas, enquanto os potenciais prejudicados talvez nem percebam que foram tungados, até que sejam. 4) No Brasil o que significa ser pardo ou índio ? Se for DNA, então o porcentual da população é muito alto. Se for aparência ou auto-declaração, então é o espaço da injustiça e da fraude. No caso dos indígenas, por exemplo, estudos recentes indicam que, grande parte da população, apesar de não aparentar, tem genes indígenas, especialmente entre os transmitidos pelo ramo feminino. 5) A USP hoje já recebe significativo porcentual de alunos potencialmente cotistas (de fato, não na mesma proporção em que ocorrem na sociedade como um todo). Sou testemunha que tal porcentual vem aumentando organicamente, pela maior valorização da educação pelas famílias. No caso das carreiras técnicas, a qualidade das Escolas Técnicas coloca muitos alunos na USP. Nestes casos, a qualidade do Ensino Médio gratuito colaborou com a qualidade da USP! Como docente da USP, só me cabe a disciplina intelectual de aceitar as decisões já tomadas. Contudo, o contraditório, que verdadeiramente cria o conhecimento, obriga-me a presente manifestação de apoio a esse jornal.

Telmo Giolito Porto tgporto@uol.com.br

Professor doutor pela Escola Politécnica da USP

São Paulo

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MERITOCRACIA

O abandono do conceito do mérito em mais um segmento das nossas vidas é realmente assustador. Desestimulante. O mérito, que deveria ser o critério de seleção para qualquer atividade ou cargo existente, vai perdendo cada vez mais espaço no Brasil em que vivemos hoje. Na política isso é tão comum, que parece não escandalizar mais ninguém. Importantes cargos públicos são negociados e distribuídos, de acordo com interesses políticos de toda ordem. O mérito, o conhecimento do assunto, e a experiência de sucesso na área pouco importam. Agora mais um avanço desta falta de bom senso. Como explicar o novo sistema de quotas para o ingresso nas universidades públicas? Onde fica o mérito neste caso? Que retrocesso! Que tristeza!

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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TRANCAM-SE AS PORTAS DA USP

 

Mais uma decisão política, na qual uma ação é tomada sobre o efeito do problema, e não sobre sua causa. A USP, a melhor qualificada universidade do Brasil e de renome internacional, para compensar a ineficiência do ensino público médio, decide reservar, claramente reservar, 50% de suas vagas para alunos oriundos do ensino médio de escolas públicas. O ensino médio é de baixíssima eficiência, exatamente porque o governo não o controla nem procura investir os recursos necessários para melhorá-lo. O novo modelo de ensino médio recentemente proposto pelo governo federal, no qual os alunos, sem nenhuma orientação, escolhem as matérias a cursar, também não procura melhorar a eficiência do ensino público. Alunos sofrivelmente preparados requererão - se vierem a prestar tal prova - um vestibular menos exigente e um aprendizado superior indevidamente simplificado e menos detalhado.  O resultado será um bando de "doutores" mal preparados e sem os atributos técnicos e humanos para realizar suas atividades profissionais de maneiras segura e eficaz e um prejuízo irrecuperável da eficiência da universidade pública.  Perguntas: terão esses alunos capacidade para acompanhar as matérias de um curso superior, sem terem contado com a preparação e a experiência proporcionada por um ensino médio apropriado? Terão esses alunos capacidade para exercer eficientemente a profissão para a qual tenham sido diplomados pela universidade pública? 

 

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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VAGA PARA TODOS

A classe média - aquela que a Marilena Chauí odeia - faz um enorme esforço para educar seus filhos. Paga mensalidades salgadas (não dedutíveis do Imposto de Renda) em escolas particulares, tudo com vista a uma universidade gratuita de excelência, a USP. Agora vêm as cotas e ela é barrada no baile. Essa mesma classe média é aquela que paga os impostos estaduais que financiam a USP, cujas vagas agora são generosamente oferecidas ao Brasil inteiro via Enem e Sisu. Perguntaram ao contribuinte paulista o que ele acha disso tudo?

Luis Claudio Manfio lmanfio@gmail.com

São Paulo

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COMO SERÁ A PRÓXIMA GERAÇÃO?

Interessante a discussão neste espaço sobre o sistema de cotas nas universidades públicas. Mas creio que antes de uma conclusão sobre o tema, seria necessária outra discussão. As universidades paulistas são sustentadas com a arrecadação do ICMS, em queda brutal, dada a situação econômica. São bilhões de reais (9-10 bilhões) a serem usados por mais de 200 mil pessoas entre alunos, professores e funcionários. O que as universidades estão fazendo para contornar o problema da diminuição de recursos e onde ainda temos greves constantes por aumento de salários e mais benefícios? Será que todos os funcionários cumprem com suas atividades rotineiras e diárias? Será que os professores cumprem com sua carga horária e conteúdo programático? E o aproveitamento dos alunos? Por que tem os estudantes "profissionais"? Como estamos hoje com a geração de conhecimento e sua aplicação prática para a sociedade? Será que os PHDeuses da USP, Unicamp e Unesp ( e das Federais) estão pensando em soluções para a gravíssima crise econômica, moral, ética e política de nosso País? Não adianta termos cotas para alunos ficarem desempregados daqui a alguns anos. Não serve termos cotas para alunos que sairão do País, após formados, por falta de oportunidades na ciência e vida acadêmica. E quanto à meritocracia, comentada por leitores, esse é um fator que ajuda a diferenciar a capacidade e o sucesso de engenheiros, médicos, artistas, cientistas sociais, esportistas, professores, biólogos,  etc. O sistema de cotas pode ser apenas mais uma medida eleitoreira e parasita, como é o Bolsa Família e o imposto sindical obrigatório.

André Luis de Oliveira Coutinho arcouti@uol.com.br

São Paulo

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A QUALIDADE DEVE CAIR

Em um estudo intitulado "Elite Illusion" - The effects of Stuyvesant High School, economistas do MIT e Duke University - Atila Abdulkadirog^lu, Joshua Angrist, and Parag Pathak fizeram um estudo com centenas de alunos que fizeram exames para ingressar nesta conceituada e disputada escola pública de Nova York - Stuyvesant, que não tem políticas afirmativas. Um quarto de seus alunos é sempre aceito na Ivy League, as melhores universidades dos Estados Unidos. Seu processo de seleção é disputadíssimo. O estudo comparou a carreira estudantil dos alunos que passaram no processo de seleção raspando, por um ou dois pontos, e os que não passaram, também por um ou dois pontos. O resultado do estudo é que a carreira das estudantes é exatamente igual. Ou seja, os que frequentaram a escola e os que não frequentaram a escola tiveram notas semelhantes nos exames de admissão nas Universidades (AP test,  SAT ).  A conclusão é: o que faz a escola ter mais alunos aceitos pelas melhores faculdades é porque os melhores vão estudar lá. Este estudo nos leva a concluir que a recente decisão de aplicar quotas na USP irá baixar a qualidade da melhor Universidade pública brasileira. Seu processo de seleção foi que garantiu que os melhores estudassem lá. Uma escola é feita por seus alunos e não ao contrário.

Joaquim J. X. Silveira joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo 

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BOA NOTÍCIA!

Espero que o conselho universitário da USP endosse a proposta da reitoria, de atingir até 2021 a cota de metade das vagas para alunos da rede pública. Trata-se de medida louvável, já que favorece a inclusão social propriamente dita, além de provocar a inevitável revisão dos padrões de ensino e gestão da escola pública de ensino fundamental e médio. Como bem disse o sr. Pedro Herz, dono da Livraria Cultura (Cad. 2, 03/7), o "País precisa é cuidar bem da educação". -

Maria Lucia Ruhnke Jorge  mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba 

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QUE OPOSIÇÃO?

Na verdade a atitude em geral dessa dita oposição é uma vergonha, com procedimentos inaceitáveis, que só mostram que o Brasil vai e precisa continuar dividido sim, porque não dá para concordar com o que essa oposição (PT) quer fazer e, ainda pior, a grande maioria dos políticos estava no colo da JBS, não era só o Temer não. Na verdade as reformas são fundamentais para o País, algo que já deveria ter sido feito há décadas, concordando-se ou não com isso. Com essa politicagem contra ou a favor do Temer estamos sim sem nenhuma opção para 2018.

Zureia Baruchjr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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LULA-LÁ

Em coletiva de imprensa o ex-presidente Lulla afirmou que sua condenação é a continuação do "golpe e que só aceita ser condenado pelo povo". Paixões à parte, analisando as expressões corporais de Lulla e do juiz Moro, quem está mentindo? Assim como existe "amor bandido, existem os militontos" também, mas que vêm substancialmente diminuindo. O Brasil merece o melhor!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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VELÓRIO

Observando a foto no site do Estadão, onde aparece o ex-presidente Lula na sede do PT criticando sua condenação, vê-se o clima de velório no rosto de seus seguidores fiéis. Todos acabrunhados e esperançosos de reverter a situação, para voltar a mamar no Estado. O fim do PT se aproxima a passos largos.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DEMOCRACIA SAUDÁVEL

Obrigado, meritíssimo juiz doutor Sergio Moro, meus respeitáveis cumprimentos por mostrar ao País a verdadeira face da Democracia, que, aliada às Reformas Trabalhistas e Previdenciárias deste governo, caminharemos para um País mais saudável, sem falcatruas, sem truques e sem os chupins do governo. Ninguém pode viver à custa do trabalho alheio. Quem quiser dinheiro terá de trabalhar!

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zimail.com.br

São Paulo

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DERRAMANDO LÁGRIMAS

12 de julho de 2017, data que entrará para a história do Brasil. Nunca chorei tanto.  A condenação do ex-presidente Lula mexeu com o meu emocional.  Apesar de ter sido uma pena bem aquém  da que eu esperava,   Justiça foi  feita.  Obrigado, senhor juiz Sergio Moro.  Os brasileiros de bem sabem que foi um processo difícil.  O crime foi quase perfeito. Os petistas dizem que a condenação foi um ataque à democracia e à Constituição Federal. Longe disso.  A condenação foi um ataque às canalhices praticadas por quem deveria, mais que qualquer outro cidadão, dar provas de probidade.   A condenação não foi equivocada, arbitrária nem ilegal, como estão gritando por aí.  Espera-se que o julgamento na 2ª Instância venha a confirmar o veredicto do homem que está passando o Brasil a limpo. Viva a Lava Jato! Viva, Sérgio Moro!

 

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari

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O ÚLTIMO LEGADO DA ERA PETISTA

O dia 12 de julho será sempre lembrado como um dia histórico e auspicioso para o Brasil, quando acordamos com a notícia nos jornais de que Lula foi condenado à prisão pela 13.ª Vara Federal de Curitiba, por prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As futuras gerações terão seu último "legado" da era petista: mais um feriado para comemorar... 

 

Thomas Jason Green

Poá

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SENTENÇA SUSPEITA

Dois pontos sobre a sentença do juiz Moro sobre o caso do tríplex do ex-presidente Lula da Silva me deixaram muito intrigado: 1) Qual o motivo da absolvição por falta de provas no pagamento pela OAS do armazenamento dos bens do ex-presidente, justamente no caso da prova material mais direta e concreta? 2) Penalidades somente após confirmação da sentença pela segunda instância. Se demorar muito ou não apresentar recurso, não ficará Lula da Silva livre e elegível em 2018? Começo a desconfiar do até agora insuspeitável Juiz Sergio Moro.

Helio Rubens Taddei Ramos hrtramos@uol.com.br

São Paulo 

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O SONHO SE CONCRETIZA

A notícia na primeira página do Estadão (13/7) esperada há muito tempo deve entrar para a história. Sua concretização será um sonho!

Laert Pinto laert_barbosa@globo.com

São Paulo 

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FOTO MEMORÁVEL

Como milhões de brasileiros, guardarei com carinho e imensa satisfação a capa do jornal de 13/7, com a foto do Lula condenado saindo do seu bunker, e  terei o máximo prazer de anexar a próxima foto e reportagem do Lula indo para Curitiba cumprir a pena. Aguardarei ansioso por tal recordação.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo 

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DOZE DE JULHO

Sugiro que essa data seja comemorada como o dia internacional de combate à impunidade!

Luiz Felipe Schittini  fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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O CONLUIO DOS FALACIOSOS

Aqueles que se dizem da esquerda brasileira, ficaram ao lado do PT e de toda corrupção deste partido. É o conluio dos falaciosos.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PROFECIA

Acho que começo a entender como profecia ainda não decifrada a parte da antiga canção de Jorge Benjor. "Moro, num país tropical, abençoado por Deus...".

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo 

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TORNOZELEIRA PRESIDENCIAL

Do jeito que a coisa anda, com um presidente sendo aclamado com "fora Temer" pelo País todo e a linha sucessória composta por dois investigados na Operação Lava Jato, é bem possível  que teremos, ao invés de troca de faixa presidencial, a troca da tornozeleira presidencial. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DOIS BRASIS EM CONFLITO

Enquanto Lula estava sendo condenado em primeira instância, ele lançava sua candidatura presidencial, Temer remanejava os componentes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a seu bel prazer, os membros remanescentes da CCJ da Câmara estavam sendo cortejados com liberação de verbas e nomeação de cargos, Rocha Loures e Geddel saíam da cadeia e a CCJ aprovava parecer de que a semanada supostamente presidencial de R$ 500 mil não merecia ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E tudo isto para quê? Para nos lembrar que falta muito para o Brasil decente prevalecer sobre o Brasil fisiológico. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CCJ ENGAVETA

O que se viu na CCJ mostra a que nível chegou a política brasileira. Os políticos que a manejam perderam toda a compostura e dignidade. Brasileiros, as urnas têm o poder de mudar esse quadro!

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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ACORDOS POLÍTICOS

Os acordos e as vantagens oferecidas a deputados do denominado "Centrão" permitiram que o atual presidente Temer fosse favorecido nas votações  dos relatórios elaborados sobre os processos nos quais está sendo acusado de irregularidades. Fica, no entanto, um questionamento: que explicação esses parlamentares darão ao eleitorado em suas bases eleitorais? Ou seus eleitores não têm interesse nesses assuntos?

Uriel Villas Boas  urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PSDB EM CIMA DO MURO

A polêmica interminável e arriscada decisão do PSDB entre seguir aliado do governo Temer ou desembarcar no calor da crise política pode ser resumida com as palavras coerência e conveniência. A conferir nos próximos capítulos...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, já está cumprindo prisão domiciliar, porém sem utilizar a tornozeleira eletrônica, visto que este apetrecho está em falta no mercado. Só rindo!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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REFORMA TRABALHISTA

Sem atenuar o gigantismo da Justiça do Trabalho, nada feito.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ABERRANTES PRIVILÉGIOS

Em meio a nossa grande crise ética, moral e econômica, grupos privilegiados no setor da gestão pública procuram aprovar leis que privilegiam financeiramente os vencimentos dessas categorias elitizadas dos servidores públicos. Contando com um estranho silêncio da grande mídia a esses privilégios, urge que a opinião pública procure tomar conhecimento de tais projetos escandalosos que criam marajás no setor e proteste pelos meios disponíveis, como a rede virtual, contra esse aberrante privilégio de ditas categorias de servidores públicos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DÓRIA CONFUNDE SUJEIRA COM BELEZA

Uma das plataformas de nosso prefeito era fazer "São Paulo linda". Quando ele emporcalha espaços verdes com propaganda política de "São Paulo cidade linda", seja ela gratuita, alugada, paga, vinda por intermédio da graça divina, ou de orações, acha que nós todos, cidadãos, somos tontos. Se ele não sujar mais a cidade, já está de bom tamanho! 

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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