Fórum dos Leitores

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Impresso

20 Julho 2017 | 03h10

POLITICAGEM

Não dá mais!

As notícias publicadas no Estadão de ontem são de dar náuseas. A manchete informa que o relator do Refis no Congresso deve R$ 51 milhões à Receita Federal e que deputados que vão participar da votação devem, em conjunto, mais de R$ 500 milhões. Não dá mais! É como deixar que as raposas decidam o destino das galinhas. Não bastasse, o relator da reforma política, visando a proteger o “demiurgo do Agreste”, já condenado em primeira instância, quer criar uma blindagem para que ele possa candidatar-se em 2018, driblando a Lei da Ficha Limpa (Falsa reforma, A3). Pode? A sem-vergonhice no Congresso Nacional está chegando a um nível “nunca antes” visto neste país. E não há ninguém para acabar com essa pouca-vergonha! Precisamos de uma reforma política já, com Constituinte, os atuais políticos fora, voto distrital puro e recall. É isso ou isso!

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Raposas cuidando do galinheiro. Não há alegoria mais adequada para comparar a atuação dos políticos que têm interesse pessoal na aprovação do Refis que eles mesmos estão preparando.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Novo Refis

O editorial Falsa reforma trata da emenda Lula e do distritão e em ambos os casos vemos ações dos parlamentares destinadas a beneficiar alguém ou alguns. Nada diferente do movimento para aprovar o novo Refis, que beneficiará vários parlamentares, entre eles o relator, deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG). Isso me leva a propor alteração da legislação eleitoral: não se poderá candidatar quem tiver dívidas tributárias e/ou previdenciárias inscritas na dívida ativa da União.

LEONARDO STERNBERG

bergzynski@gmail.com

São Paulo

É impressionante a cara de pau do sr. Newton Cardoso Jr. Nem os exemplos da Lava Jato amedrontam esse tipo de gente?

JOSÉ JERONIMO BASTOS AMARAL

jeronimoamaral1@gmail.com

Belo Horizonte

Dou todo o apoio à Lava Jato ao investigar a corrupção passada. No caso do Joesley Batista, o procurador-geral da República deu grande importância ao fato de se tratar de crimes em andamento. Mas e o que está acontecendo hoje na Câmara? Os casos do Refis e da nova TLP do BNDES precisam ser apurados antes que resultem em mais um assalto ao nosso bolso. Espero que o sr. Janot lhes dedique igual esforço.

JOSÉ CELIDÔNIO DE M. REIS

jcelid@uol.com.br

São Paulo

Repto

Gostaria de lançar um desafio aos parlamentares sérios deste país: apresentar projeto de lei que corte as indecentes mordomias e benesses de todos os Poderes, que afrontam a população brasileira. Não é possível que o Brasil ainda tenha de conviver com auxílios-paletó, auxílio-aluguel, seguro-saúde para a família inteira, mesmo sem mandato, aposentadorias precoces e milionárias, cartão corporativo, verbas extras para todo lado, etc. É decepcionante ver um Judiciário, por exemplo, concebido para fazer justiça, fartar-se com tantas mordomias. O dinheiro do povo é sagrado e recolhido por meio de impostos para custear as necessidades básicas do País, não para dar boa vida a quem diz representá-lo. A população precisa saber quem realmente leva seu país e seu voto a sério.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Legislativo, Executivo, Judiciário, todos legislam em causa própria. Querem cada vez mais benefícios e benesses, que nunca chegarão nem perto da maioria da população brasileira, que a cada dia que passa fica mais pobre e sem amparo algum. Salvo as exceções de praxe, não passam de aproveitadores e, por que não dizer, de responsáveis por milhares de condenados à miséria. E também à morte de quem não faz parte desses grupelhos.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Teatro do absurdo

A política brasileira, por qualquer ângulo que se olhe, é o mais desavergonhado teatro do absurdo. E a correção dessa anormalidade, no futuro, depende de uma melhor educação do povo e da mudança de sua mentalidade passiva e permissiva.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Reforma política

Atribuir aos atuais políticos a responsabilidade pela reforma política será o mesmo que amarrar cachorros com linguiça.

GERALDO F. MARCONDES JUNIOR

gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

Só creio numa boa reforma política se trouxer o parlamentarismo, que separa o chefe de governo do chefe de Estado e dá ao Parlamento responsabilidade pela manutenção ou não do primeiro-ministro no cargo. O presidencialismo já demonstrou que é um sistema desequilibrado, concentrador de vastos poderes nas mãos de uma só pessoa e criador de crises.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

LULOPETISMO

Brincadeira tem hora

Só pode ser brincadeira a notícia estampada nos jornais sobre Dilma Rousseff ser professora em curso de pós-graduação. Caso ela confirme sua presença, a aula inaugural será sobre como “estocar o vento”? Isso se ela conseguir articular duas palavras com concordância verbal.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

FORÇAS ARMADAS

‘Uma voz a ser ouvida’

Sobre a entrevista do general Villas Bôas a João Domingos, conforta-nos e tranquiliza-nos saber que a caserna não está adormecida, mas vigilante e alerta.

ANTÔNIO JÁCOMO FELIPUCCI

annafelipucci@hotmail.com

Batatais

Cumprimento o general Villas Bôas pelas ideias sensatas. A formação castrense, alicerçada nas virtudes militares, permite-nos tranquilidade absoluta quanto à exação das atitudes dos chefes das Forças. Que as lideranças civis saibam resolver os problemas na esfera de suas atribuições e estabeleçam um projeto para o País em consonância com os anseios da população.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

“Legislar em causa própria não é quebra do decoro parlamentar?”  

ELISEU PRATA / BERTIOGA, SOBRE O REFIS, O DISTRITÃO, A EMENDA LULA...

eliseu.prata@gmail.com

“Daqui a alguns anos, nós, eleitores de hoje, seremos julgados pelas evidências óbvias que o caos político trouxe à tona e por termos deixado de exterminá-las”  

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, IDEM

fransidoti@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DELAÇÃO DE MARCOS VALÉRIO

Esperamos que o Supremo Tribunal Federal (STF) homologue com urgência a colaboração premiada de Marcos Valério. Sem ser o principal protagonista do caso do Mensalão, foi o que recebeu as penas mais pesadas. Pode agora elucidar fatos importantes, que ficaram sem esclarecimentos.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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À ESPERA DAS REVELAÇÕES

Fale, Marcos Valério, o Brasil é todo ouvidos! (sobre a Delação de Marcos Valério à Polícia Federal)

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ONDE MORA O PROBLEMA

Presidente Temer instala misturadores de voz no Planalto e em alguns Ministérios. Presidente: o problema são as besteiras faladas ou a gravação das mesmas? Não seria mais louvável proibir as pessoas de receber semanadas em troca de favores?

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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QUEDA DE BRAÇO

Hoje há uma queda de braço entre Michel Temer e Rodrigo Maia, para ver quem arrasta mais parlamentares para seu barco, já a governabilidade do nosso País aí já é outra história!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INACREDITÁVEL

É inacreditável que um governo acusado de corrupção tenha a petulância de querer aumentar os impostos para cobrir os rombos da roubalheira generalizada. Michel Temer, o presidente acusado pelo procurador-geral da República de ser corrupto, acabou de promover uma verdadeira orgia de gastos públicos, aprovando bilhões de reais em emendas parlamentares em troca de criminoso apoio político para se manter fora da cadeia. O governo Temer está rastejando na lama da corrupção, no ponto mais baixo de sua triste história e não será dando mais dinheiro para esse governo corrupto e incompetente que o Brasil vai sair da crise. Dar mais dinheiro para Temer é o mesmo que dar dinheiro para Lula ou Eduardo Cunha, vai virar pó, ninguém vai saber, ninguém vai ver o que será feito desse dinheiro. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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O 'JURISTA'

Em entrevista à Rádio Capital de São Paulo, o torneiro e ex-presidente Lula criticou o juiz Sergio Moro pela sua condenação no processo que envolve o triplex do Guarujá, na Operação Lava-Jato. Disse que o juiz agiu como se fosse "um czar, fazendo o que quer, o que não quer, sem respeitar o direito democrático", não podendo continuar como tal.  Alegou mais que o aludido magistrado "desrespeitou a Constituição".  Disse, ainda, que "o magistrado não levou em conta os autos do processo", dando uma "sentença sem explicação e uma peça cheia de inverdades".  Nota-se assim, que o ex-presidente falou como se fosse um autêntico jurista, atributo que só agora veio a público para demonstrar sua ignorância e falsa intromissão no campo do Direito. Que ousadia! Que pretensão! Só faltava essa!   

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

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O CÓDIGO DE CONDUTA DOS PETISTAS

Na opinião dos petistas, já que os governos do PT realizaram grandes obras, adquiriram o direito de roubar o Brasil à vontade!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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NAS ENTRELINHAS

Lula para Moro: "Não pode continuar se comportando como se fosse um czar". Moro deveria responder:  "Que azar para você, não é mesmo Lula?".

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 

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CONDENAÇÃO CONFIRMADA

Para confirmar a condenação da jararaca por nove anos e meio de prisão, veio a declaração do deputado Paulo Maluf (PP-SP) dizendo que conhece o Lulla da Silva há muito tempo e que é honesto. Por si só, isso é mais do que suficiente, cadeia já!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté 

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DESVIO DE CARÁTER

A ignomínia contida nas manifestações de Lula, após sua condenação, apenas confirma o desvio de caráter de sua personalidade.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO & LULLA 

O réu pode não se lembrar, mas o juiz se lembrou. Não

basta ser inocente, é preciso não ser usufrutuário...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O GRANDE ERRO BRASILEIRO

Alguém ainda acredita em Lula? O ex-presidente defende com unhas e dentes determinada ideia e, quando percebe que não colou, diz que alguém errou e se lança candidato a consertar o problema como se fosse a pessoa mais esperta da face da Terra. Foi o que aconteceu com relação à Dilma, na época, a pessoa mais completa e competente do Brasil, a mãe do PAC, etc., e que agora, reconhece, errou! O grande erro brasileiro tem um nome: Lula! Sem ele, não teria ela, não estaríamos passando por este retrocesso de duas décadas.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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LULA NA HISTÓRIA

Lula já é parte integrante da História do Brasil. Depois de morto e à medida que a história se afastar das paixões, sempre será lembrado como um corrupto populista, ou como alguém que elevou a corrupção ao nível máximo de modelo político de gestão de Estado e em proporções nunca antes vistas na história deste País e do mundo!  

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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DISPARATO

Não pode haver ideia mais disparatada do que associar a sentença condenatória do juiz Sergio Moro referente à Lula à perseguição política. Passou pela cabeça de alguém criticar o médico que diagnosticou o câncer e o tratou no hospital Sírio-Libanês? Alguém disse que as medidas tomadas para conter a doença, como quimioterapia, seriam perseguição política? Os seguidores de Lula podem ficar tranquilos: se a sentença for confirmada, ele não será enforcado nem ao menos exilado. Estará pertinho e poderá ser consolado. A pena também serve de remédio, ainda que doloroso. Os estoicos poderiam dizer que assim é mais fácil deixar os vícios e crescer em virtudes. Nas filosofias orientais é comum alguém procurar a interiorização e a reflexão por meio do isolamento. Os monges encontraram a perfeição espiritual com a solidão. Nelson Mandela só conseguiu perdoar e ensinar a importância do perdão como instrumento político, depois de anos preso em um cubículo. Além disso, Lula terá tempo para ler, o que está fazendo muita falta, podendo começar por Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, que ele mesmo citou.  Ainda mais, ele poderá aprender a viver de uma forma sóbria (abrangendo amplamente o significado desse termo) e simples, como vive o proletariado, sem o luxo e o requinte de quem tem um triplex na praia e parece que uma mansão em Atibaia.

Irene Maria Dell' Avanzi irenedellavanzi@gmail.com

Itapetininga

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QUESTÃO DE PREFERÊNCIA

Muito embora o ex-presidente Lula tenha várias vezes visitado o tal triplex do Guarujá, participado de sua reforma ? que ganhou um elevador privativo, além de piscina e churrasqueira ? e escolhido sua mobília, ele jura que o apartamento não é dele nem da família.  Provavelmente se prende ao fato de preferir uma casinha no campo, onde possa curtir uma pescaria em lago artificial, vaguear em pedalinhos e bater uma bola com amigos do peito e paus pra todo obra. Afinal de contas, como ele alardeia, suas raízes são de senzala e não de casa grande.   

Luís Lago    luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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'DESRESPEITO PELOS CONSTRIBUINTES'

O Editorial "Desrespeito pelos contribuintes" (18/7, A3), além de excelente retrato do momento do País, elucida perfeitamente o descaso para com o povo brasileiro, que paga honestamente seus impostos e vê a falta de bom senso e moralidade aflorar com o desperdício de recursos públicos.

Sonia Maria Sabbag soniasabbag@hotmail.com

São Paulo

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SURREALISMO

O Editorial "Desrespeito pelos contribuintes" dá conta de um fato absolutamente surrealista que está acontecendo atualmente no nosso querido Brasil. Relata o texto que a ex-presidente, destituída constitucionalmente do poder, dispendeu "mais de meio milhão de reais em viagens ao exterior, apenas no primeiro semestre deste ano". E o surrealismo aparece escandaloso quando se sabe que toda essa dinheirama era provida pelo Estado brasileiro, vale dizer, pelo nosso povo, por mim, por você, inclusive pelos nossos patrícios vivendo abaixo da linha da miséria!. A pergunta necessária é: quem vai por ordem neste lupanário (originalmente "casa das lobas", posteriormente denominação que se dá a "lugar para homens de bem terem uma diversão saudável e revigorante") em que se transformou o referido Estado? Com a palavra, as autoridades (sic).

José Claudio Marmo Rizzojcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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FICHA LIMPA - COMO DEVERIA SER

Combater corrupção pode ser mais simples do que se imagina: basta estabelecer que quem quer que tenha sido condenado por corrupção - mesmo em Primeira Instância - fica inelegível e proibido de ocupar cargos públicos. A não ser que uma instância superior venha a revogar a condenação. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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QUEM SÃO OS CHEFES DE QUADRILHA?

O sr.  Janot, ao declarar que os irmãos Batista não são os chefes da quadrilha, parece dizer que deixaram de apontar que são os mandantes, o que inviabiliza o acordo e, ainda, reviraria o caso. Fico também curioso pela falta da pergunta sobre o responsável por determinar os pagamentos. Parecem hiatos primários de investigação, para mim, inexplicáveis. Teremos esclarecimentos? 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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MINISTROS DE ARAQUE

O ministro da Saúde, político engenheiro, só para dizer o que é candidamente, diz na TV que existem milhares de equipamentos encaixotados, mas que isso é assim mesmo, trata-se de defeito de planejamento. Primeiro se compra o equipamento, depois vai procurar onde pode ser usado! E gente morrendo por falta de atendimento! É o governinho Temer em ação, exatamente como foram os do PT e PSDB desde a Constituição de 1988. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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OS PECADOS DE TODOS NÓS

Cada um de nós carrega nas costas o seu saco de pecados, erros e omissões, mas não escrevemos em nossas biografias páginas de corrupção explícita, como os políticos, que roubam o povo e a Nação!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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FALSA REFORMA

Leitor do Estadão há muitos anos, partilho integralmente de parte de proposta de reforma política pregada pelo jornalista Fernão Lara Mesquita em seus diversos artigos ao longo do tempo. Dois pontos principais que sempre acreditei que seriam os necessários para, gradativamente, implantarmos no País um sistema que, de fato, representará o povo brasileiro (inclusive permitindo, aí sim, a adoção do Parlamentarismo) em todas as esferas dos Legislativos e no Executivo: 1ª) Voto Distrital Puro. (E não misto ou Distritão, que basta ver que da extrema esquerda à extrema direita todos, sem exceção, o adotariam; e 2ª) O recall, que permitiria aos moradores dos respectivos distritos, onde os candidatos deveriam ter seu domicílio eleitoral, que os retirassem de seus cargos, se não estiverem cumprindo o que se propuseram em suas respectivas campanhas. O restante são artifícios para se perpetuar os mesmos caciques em todos os partidos.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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PELA 'ADESÃO PREMIADA' À DEMOCRACIA

Excelente o artigo de Fernão Lara Mesquita no Estadão (19/7, A2). Importante para uma reflexão mais profunda sobre o momento atual e o futuro do País como Nação democrática e moderna. Estamos hoje de fato muito centrados em descobrir os malfeitos de nossos políticos e puni-los o que, obviamente, é extremamente saudável para nosso povo e nossa nação. Mas não estamos mergulhando profundamente no futuro. Não estamos como sociedade, discutindo a reforma política, fundamental para que façamos uma reversão do quadro atual, evitando o desvio de conduta de nossos políticos, em vez de buscar a punição dos mesmos. Vamos acabar "enxugando gelo", pois o sistema é pernicioso. E ao Poder Judiciário cabe única e exclusivamente aplicar a lei existente, e não cria-las se sobrepondo ao Poder Legislativo, a quem cabe esta tarefa. Portanto, reforma política já com voto distrital. 

Adalberto Abreu de Oliveira Pereira Junior aaopjr@gmail.com

São Paulo 

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INQUIETAÇÃO

Ler o Estado diariamente tornou-se penitência. Invariavelmente, a capa detona nosso ânimo. Ontem (19/7) não foi diferente: "Relator do Refis é sócio de empresas que devem R$ 51 mi". Logo abaixo: (pasmem) "Parlamentares que votarão o texto do programa têm débitos de R$ 532 mil". Nestes dias, uma figura grotesca, colocou um projeto na Câmara (pasmem de novo), que proíbe a prisão de candidato oito meses antes do pleito. Curitiba, nos traz esperança. Brasília, inquietação!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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PRESIDENTE REFÉM

"Novo Refis gera apenas R$ 420 milhões". Se o presidente Temer não vetar o absurdo do novo  Refis inventado pelos principais devedores, vamos entender que ele é refém dos parlamentares.

Geraldo Fonseca Marcondes gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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DANTESCO

Não existem palavras para que possamos expressar nosso desastroso sentimento de impotência, por estarmos sendo burlados constantemente por essa corja de políticos corruptos, sujos e ladrões, que continuam no "pudê" dilapidando o País, nos subestimando e querendo nos transformar em idiotas. Onde já se viu uma atitude tão absurda e grotesca, onde deputados e senadores, que juntos devem R$ 532,9 milhões à União, serão os responsáveis por aprovar o texto do novo  Refis - programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários -. Para completar a ilicitude asquerosa de mais um esquema corrupto, nomearam como relator o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), que é dono de duas empresas com débitos de R$ 51 milhões. Pornográfico, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVO PROJETO REFIS JÁ ERA!

Em janeiro deste ano, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta (Refis), para o parcelamento de débitos tributários e previdenciários, com descontos de juros e multas.  A expectativa era arrecadar R$ 13,3 bilhões, porém os deputados e senadores que devem à União R$ 532,9 milhões, muitos deles são sócios ou diretores de empresas, e que serão os responsáveis para aprovar o novo texto, derrubaram a arrecadação para R$ 420 milhões. Diante deste cenário, chega-se à conclusão que o Brasil é o País onde os políticos, em geral, e que representam a sociedade, sempre querem levar vantagens em tudo, infelizmente.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

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VIOLÊNCIA FORA DE CONTROLE

O presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, disse que a segurança pública no Rio está sem controle. Outro dia foi o governador em exercício que disse que era calamitosa. Deve estar aberta a temporada de frases sobre a violência no Rio. Está sem controle, deputado? Será que os srs. parlamentares têm alguma culpa nisso? Será que os desvios, as maracutaias, o Mensalão, a Lava Jato e outros malfeitos explicam essa situação? Está jogando para a plateia, deputado. O que efetivamente o deputado pretende fazer ante esta situação? Só pedir a implementação imediata do Plano de Segurança Pública no Estado? Agora este vai ser o pedido da moda. Deve dar voto. Fala-se nisso desde o governo FHC. Estamos esperando há uns 10 anos.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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APAGÃO DA GESTÃO NO RIO

O apagão financeiro da economia e da gestão pública no Rio é emblemático. Dita catástrofe, que teve origem principalmente na corrupção e omissão de seus últimos dirigentes em tomarem providências acautelatórias em face da diminuição do preço do petróleo, está provocando  risco de um  perigoso caos social no Estado, com consequências inimagináveis. Urge, assim, que nossas autoridades maiores, inclusive as federais, se unam no sentido solucionar essa grave situação fluminense, que pode inclusive contaminar a todo o País, se não for contida a tempo.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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