Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 03h02

POLITICAGEM

Limpeza total

Depois da enxurrada de denúncias contra parlamentares, analistas sugerem que o Congresso Nacional deverá ser renovado em torno de 60% nas eleições de 2018. Contaminadas como estão, as duas Casas Legislativas deveriam ser zeradas, permaneceriam apenas os 27 senadores, ainda por “gentileza” de Lei Eleitoral, com mandato até 2022. Se fosse por vontade popular, também ganhariam o “caminho da roça”. O povo está cansado, rouco de tanto protestar contra as sem-vergonhices descaradas de parlamentares que só o que fazem é barganhar benesses e legislar em causa própria. Além de administrar infinitos problemas diários, somos obrigados a vigiar a molecagem desses malandros em projetos e emendas parlamentares que visam exclusivamente à autoproteção em falcatruas presentes e futuras. Portanto, vamos continuar com a vigília, pois eles devem voltar das férias (recesso parlamentar), em 2 de agosto, com o dever de casa prontinho e uma porção de “jabutis” infiltrados sorrateiramente deverá estar presente.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Balela

Nos dias 18 e 19 deste mês realizou-se no Rio de Janeiro a Olimpíada Internacional de Matemática. O Brasil ficou em 37.º lugar, ao lado da Malásia. Em 2016 ficamos em 15.º. Falam em renovação política nas próximas eleições. Balela. Enquanto o País não tiver condições de proporcionar igualdade de oportunidades a todos, por meio do aprimoramento e da valorização do professorado, com políticas de inclusão dos pais no ensino, continuaremos andando para trás.

ROBERTO PEREIRA DA FONSECA

roberfon@uol.com.br

São Paulo

Ficha limpa

Quem imaginar que as coisas possam mudar para melhor por iniciativa dos nossos congressistas é muito inocente. E quem imagina que no Brasil as coisas não possam mudar é porque não entende o funcionamento da democracia. A revolução no País pode, sim, ocorrer, mas por iniciativa da imprensa e do povo. As armas são a informação e o voto. Mas a mensagem tem de ser simples e clara: só votar em quem tiver ficha limpa de verdade. Em outras palavras, não votar mais em criminosos condenados – mesmo que só em primeira instância – e em quem estiver sendo blindado pelo mandato, mas com vários processos na gaveta de juízes do Supremo Tribunal Federal. E mais: financiamento público de campanhas só para partidos e candidatos que não abusaram do poder econômico, não foram condenados por crimes nem em primeira instância e não operaram caixa 2 nas eleições anteriores.

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Incorrigíveis

A equipe econômica do governo se desdobra para que as contas do País saiam do vermelho, seja por cortes drásticos no Orçamento, seja pelo aumento, ainda mais, de impostos – que agravarão, ainda mais, a situação de uma população já por demais sobrecarregada por eles. Ao mesmo tempo os nossos deputados só se preocupam em salvar a própria pele. Um número indecente deles sabe que ou está na mira da Lava Jato ou já foi relacionado nas delações premiadas dos que estão às voltas com a Justiça. E todo dia a imprensa divulga mais manobras indecorosas desses parlamentares, que não demonstram nenhum respeito pela população. A meu ver, a mãe de todas as provocações é a tal proposta de revisar o Código de Processo de Penal (CPP), para alterar as regras da condução coercitiva, da delação premiada e da prisão provisória. Ou seja, réus e prováveis réus querem usar a prerrogativa que receberam dos eleitores para legislar em causa própria, atingindo em cheio a Lava Jato. Não se preocupam em melhorar o CPP para acabar com uma série de regalias existentes, que fazem a alegria e a fortuna de advogados chicaneiros. Preferem propiciar aos réus abastados um índice ainda maior de possibilidades de se safarem de seus crimes. A quase certeza da impunidade é decisiva para se aventurem a saquear os cofres públicos. Destaque para as “ideias criativas” de Vicente Cândido (PT-SP).

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Redução do Congresso

Aproveitando o programa de demissão voluntária (PDV) dos funcionários públicos federais, o governo deveria ponderar a proposta do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir em 50% o Congresso Nacional. A economia cobriria o déficit público por muitos anos.

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Realmente, o PDV promovido pelo governo federal deveria ser estendido à politicalha que sangra os cofres da Nação. Mas, pensando com a cabeça deles, por que perder tanta mordomia quando o prejuízo não sai do próprio bolso? Ora, que se dane... Muda, Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Contas no vermelho

O governo não percebe que as contas não fecham por causa dos altíssimos salários de servidores (principalmente das estatais), deputados, senadores, ministros, etc.? O povão não tem mais de onde tirar para pagar essa fatura. Urgem as reformas administrativa, tributária e política, para reduzir o excesso de funcionários e parlamentares.

IBRAHIM GEORGES SKAF

ibrahimacskaf@gmail.com

São Paulo

O Brasil ainda tem jeito?

O nosso país tem jeito, sim. Se lermos o artigo Um caso de cura de nossa doença, de Fernão Lara Mesquita (25/7, A2), poderemos visualizar a saída. Basta seguir o modelo norte-americano implantado pelo presidente Theodore Roosevelt, que teve início em 1902 com a inserção dos direitos de iniciativa e referendo na Constituição dos EUA. Dali em diante o projeto foi sendo moldado aos desejos dos eleitores e em 1911 foi incorporado o recall dos governantes, de funcionários públicos em geral e até mesmo de juízes, em caso de condutas indevidas. Pôs-se um ponto final nas mordomias nefastas da estabilidade do emprego público e dos mandatos políticos. Com essas mesmas medidas o Brasil acabaria com a má administração da res publica, com os conchavos e escoadouros do dinheiro do povo e, assim, poderia voltar de uma vez por todas aos trilhos. Talvez até se tornasse, amanhã, uma cópia do que ocorreu nos EUA depois dessas reformas saneadoras. Segundo Fernão Mesquita, tudo isso “reduziu drasticamente a corrupção e fez dos norte-americanos o povo mais rico e livre da História da humanidade”.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

“Enquanto o Brasil passa por grave crise, os políticos só unem esforços para fugir da Justiça. A Nação 

que se dane! A mudança só depende de nós”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE A PROPOSTA DE ‘REFORMA’ DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

luiz.frid@globomail.com

“O novo código em discussão será o CPPPP: Código de Processo Penal Para Políticos”

ADEMAR BIRCHES LOPES / RIBEIRÃO PRETO, IDEM

ademarblopes@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PREOCUPANTE

A declaração do presidente Michel Temer de que é preciso encaminhar aos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, o discurso de posse do novo ministro da Cultura, Sá de Leitão, pela sua mensagem de "fé e esperança" na recuperação do País, sinaliza, na verdade, a gravidade da situação de nosso país.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.b

Mogi Mirim 

  

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PDV PODE SER A SOLUÇÃO

O programa de demissão voluntária (PDV) de Temer pode ser a grande solução para a crise política. É só o presidente se inscrever nele. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO

Neste meu Brasil varonil, onde o desemprego amarga sua maior marca no cenário nacional, com 14 milhões de desempregados, o presidente Michel Temer, na contramão da história, anuncia  o PDV federal, aumentando ainda mais o desemprego.  Oficialmente o argumento do governo é economizar.  Mas, desenfreadamente, o mesmo, acusado de corrupção no exercício  do mandato, desesperadamente  abre os cofres do governo  com emendas parlamentares,  para se manter vivo  no governo. Francamente! Não da para entender.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

São Paulo

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PACOTE DE BONDADES

O pacote de bondades de o presidente Michel Temer já abrangeu até as Escolas de Samba que irão desfilar no próximo carnaval. Quanto à nossa sofrida sociedade não será necessário pacote algum, até porque já dançam o ano todo para sobreviver!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FALTA DE SENSIBILIDADE

Foi por falta de sensibilidade que Michel Temer se referiu à importância social das mulheres, reduzindo-as ao papel de pesquisar preços em supermercados. Essa mesma falta de sensibilidade o levou a subir impostos sobre combustíveis durante a forte recessão econômica, exclusivamente para apascentar os congressistas. Ora, a sensibilidade é uma característica imprescindível em um estadista e a falta dela nos torna vulneráveis às pretensões de um condenado, quase preso, que sonha em voltar ao poder. 

Irene Maria Dell' Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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REFORMAS

 

O assunto hoje em dia são as reformas pretendidas pelo governo.

Numa analogia imagino um sujeito que displicentemente construiu uma casa em um terreno arenoso e não fez os alicerces como devia. Para a obra, contratou um número grande de pedreiros que, sem capacidade, foram levantando as paredes sem nenhum interesse, apenas o de receber seu salário no fim do mês.

Pronta a casa notaram que a mesma era pequena para tanta gente e fizeram um puxadinho. Como não havia uma base firme, começou a aparecer as rachaduras e trincas, o telhado cedeu, os canos furaram, houve curto circuito na instalação. Então começou a operação "tapa buraco" e, em todo local que mexia, aparecia uma mazela dos pedreiros. O empreiteiro mor comprara material de péssima qualidade e cobrara preço de primeira; apresentara notas fiscais de material que fora desviado e os gastos não espelhavam a realidade. Agora, os reparos não resolvem o problema. A única solução é derrubar a casa e construi-la novamente, com gente honesta trabalhando e apenas com os pedreiros capacitados e em número suficiente. Tampar trincaduras não vai resolver nada.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto 

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VONTANDO ATRÁS

Parabéns ao juiz da 20.ª Vara Federal de Brasília, dr. Renato Borelli, que decidiu pela suspensão imediata do aumento dos impostos  PIS e Cofins sobre os combustíveis e consequentemente pelo aumento dos  preços dos  mesmos. Aliás,  a interpretação   do  meritíssimo é totalmente embasada na Constituição,   que não respeitando, dentre outros,  o principio de que o imposto só pode ser cobrado  após noventa dias da lei que o instituiu.   Parabéns, Excelência, o Brasil está a seu lado!

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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AUMENTO ARBITRÁRIO DE TRIBUTOS

Como o povo vai entender o aumento de tributos sobre combustíveis, se nem juiz consegue entender?

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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SEMPRE COM DISCURSO DUVIDOSO

Frequentemente, quando o ministro da Fazenda Henrique Meirelles se pronuncia para informar qualquer nova medida ou atuação do governo, coloca tudo no tempo condicional, se der certo, se for aprovado, se tiver condições, se notarmos comportamento diferente. Ou seja, o que se entende é que até eles têm dúvidas das medidas que tomam. Quando o correto seria só tomar uma decisão de mudar qualquer coisa a partir do momento que forem os primeiros a ter certeza de que funcionará. Ou estou errado?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CORTANDO TUDO

Tudo é possível? Por que então não cortar despesas, cargos comissionados, vantagens indevidas, aposentadorias "especiais", verbas para ajuda-qualquer-coisa, salários acima do teto constitucional? Ah, mas isso é impossível, não é Meirelles?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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INVESTIMENTO

A entrevista com o banqueiro Alfredo Setúbal foi muito esclarecedora. Suas declarações no aspecto politico espelham as incertezas do cidadão comum. Sabe-se quem se candidatará pela esquerda ou pela direita, mas nada no centro. Eleição é realmente a chance de corrigirmos a rota. Mas será que, sob um caráter de imutabilidade política, esta chance será realmente aproveitada? A resposta e dada no quesito investimentos: cautela e caldo de feijão devem predominar num cenário tão incerto. Nada passível de intervenção do governo. Governos são intervencionistas, priorizando atos que lhes rendam eleição. Uma delas são as tarifas de serviços públicos. Tarifas que nem sempre espelham a realidade dos custos. Mas custos nem sempre são bem auditados, porque a baixa concorrência não o exige. Há sempre a possibilidade da contrapartida nas desonerações tributárias. Como administrador experiente que aproveita seu excedente de caixa para investir em empresas vencedoras.

 

Sergio Holl  mholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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REFORMA PREVIDENCIÁRIA

Os R$ 18,6 bilhões que o INSS deixará de economizar, caso a reforma Previdenciária não for aprovada antes de 2018, além de não ser mero detalhe fiscal é, acima de tudo, uma questão moral, ética e suprapartidária. Ou seja, é preciso ficar claro que as consequências do retardo de tal aprovação, provocado por picuinhas entre partidos ou denúncias obsessivas vazias contra Michel Temer por parte de PGR, serão deletérias para o futuro da nação e, portanto, afetarão a vida de todos nós. Ignorar tal compreensão resvala pelo terreno da ignorância. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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LEIS FRACAS

Como poderemos ter leis fortes e coerentes, quando quem as faz é um marginal ou um desqualificado que quer proteger um "amigo". O povo devia ir às ruas para proibir esses que estão lá, legislando em causa própria ou para o "amigo", de continuarem com essa palhaçada. No Brasil se anda para trás, pois os politiqueiros de plantão vendem seu voto por qualquer benefício pessoal, e que se dane o povo ou o País!

Norton Villas Boas nvbadv@hotmail.com

São Paulo

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O LOBO, A RAPOSA E O CORDEIRO!

Espero que esteja enganada, mas as atitudes do ministro Henrique Meirelles me levam a acreditar que ele está cavando a sepultura do presidente Michel Temer, e só ele não enxerga que o Meirelles está a todo vapor almejando seu cargo nas próximas eleições. E para isso conta com apoio do PSDB para ser eleito, Geraldo Alckmin que se cuide para não virar o tira-gosto da festa.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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PLANO DE CONFISSÃO VOLUNTÁRIA

O Brasil deveria lançar um plano de incentivo à confissão do político corrupto. Todo aquele que desviou dinheiro público, superfaturou obras, cobrou propina e alimentou o caixa 2 de seu partido deveria ser estimulado a confessar seus crimes e a devolver o dinheiro roubado. Quem aderisse ao plano de confissão voluntaria e colaborasse com a Justiça seria punido apenas com o afastamento permanente da vida pública e prisão domiciliar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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POLÍTICOS EM AÇÃO

Os políticos resolveram mexer no Código de Processo Penal. Pode parecer que é para aperfeiçoar a Justiça. Engano, é para ludibriar a própria em benefício próprio.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA SEM DENTES

Democracia seria dar voz e fazer eco a um bandido contumaz (Joesley) e confesso que arrasou tudo? Só falta o Lula escrever um artigo também para nos contar lorotas.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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JANOT E AS SUAS EXPECTATIVAS

Janot, diz que tem melhores expectativas quanto ao trabalho de Raquel Dodge, diz o jornal de ontem. Os brasileiros também têm expectativas de que ela faça um trabalho melhor do que o dele, não sendo seletiva, não engavetando processos e, principalmente não fazendo acordos atropelados com criminosos. Além de não oferecer denúncias sem fundamentos alicerçados em provas cabais. Assim esperamos.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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LEGISLANDO EM CAUSA PRÓPRIA 

 

No acordo de delação premiada de Joesley Batista, o megacriminoso denuncia 167 deputados federais. Esse espantoso número de parlamentares sob suspeição deverá aumentar com o avanço de outras investigações desmembradas da Operação Lava Jato. É nesse cenário que, como noticia o Estado de segunda-feira, são discutidas na Câmara mudanças nas regras de delação premiada, prisão preventiva e condução coercitiva no Código de Processo Penal (CPP), assim como a revogação do entendimento de que penas podem começar a ser cumpridas após condenação em segunda instância. O esforço de Suas Excelências para fugir do braço da lei ao legislar em causa própria fere os princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade e moralidade e caminha na contramão do interesse social. Mais uma vez é fácil prever: a questão legislativa caminhará para ser decidida no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo comportamento errático e controverso faz temer pelo futuro da Nação.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DO CÓDIGO PENAL

No debate sobre o novo Código de Processo Penal na Câmara, a preocupação corporativista dos deputados é tão evidente que chega a ser imoral. O foco deles é conseguir mudanças nas regras de delação premiada, condução coercitiva e prisão preventiva, três ferramentas que garantiram o sucesso da Operação Lava Jato e o maior desmonte, até agora, da corrupção neste país. Se bem intencionados fossem os deputados, discutiriam temas que afligem a população que os elegeram, como levar a maioridade penal para um patamar compatível com a nossa realidade, considerar sequestro e estupro como crimes hediondos, acabar com a farsa das saidinhas de presos em datas como dia dos pais e dia das mães, já que a maioria deles acabou com pais e mães de família, sem o menor remorso. Descobri que dos 513 deputados federais apenas 28 aprovam as 10 medidas contra a corrupção assinadas por mais de dois milhões de pessoas. E esta Câmara, que teme ser fulminada nas eleições de 2018, nem disfarça a intenção de enfraquecer, e se possível fosse, acabar com a Lava Jato, tida como uma ameaça à sobrevivência política de grande parte destes deputados. Criem vergonha na cara, deputados!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SEPARAR O "JOIO DO TRIGO"

Em jantar realizado na sede do governo paulista (24/7), o governador Geraldo Alckmin (PSDB -SP) e  o presidente da Câmara  Rodrigo Maia (DEM -RJ)  iniciaram os primeiros contatos  para as eleições de 2018.  Sempre é bom lembrar que  tanto Geraldo Alckmin  como Rodrigo Maia  foram citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht  por corrupção e lavagem de dinheiro. No caso do governador Alckmin, ele recebeu mais de R$ 10 milhões da Odebrecht em Caixa 2 para as suas campanhas ao governo do Estado de 2010 e 2014.  Conforme o relato, parte dos repasses era feita diretamente ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Cesar Ribeiro, que na época apresentou um comprovante assinado pelo governador.  Se de um lado os políticos já começam a se articular para as eleições de 2018, a população brasileira  terá uma difícil missão para conseguir  separar  o "joio do trigo"  na escolha  de  candidatos.

Edgard  Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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REBELIÃO EM PINHEIROS

Enquanto Lula está solto, mancha a moral deste país ante a história, não podemos esquecer-nos das mazelas que nos cercam. Os quatro colchões queimados no CDP de Pinheiros não são nada perto das práticas de humilhação e contravenção utilizadas pelo Secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, do sr. Alckmin, lembrando que a primeira habilidade requerida na função pública é saber "separar o joio do trigo",  outrossim, apesar da nota discreta deste jornal, recomendo cuidado, pois esses senhores têm por hábito a retaliação. Não podemos esquecer que o sr. Alckmin pretende ser presidente.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA?

O cadeião, também conhecido como Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, ferveu  e o  caldeirão explodiu, literalmente.  É sintomático!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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LULA

Cada vez que o ex-presidente Lula e sua gangue de corruptos e bandidos abrem a boca dizendo mentiras absurdas como que a propina foi inventada pelo Ministério Público, dentre ostras, nós, brasileiros - a grande maioria que não sofreu a sua lavagem cerebral porca! - somos agredidos verbalmente e moralmente! Continuam tentando transformar o Brasil em uma Venezuela gigante! Que pais é esse! Viva a Lava Jato!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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HAJA PACIÊNCIA!

O ex-presidente Lulla na tentativa de se safar aos olhos dos brasileiros incautos que ainda acreditam no "Lullinha pobre e carente", já colocou a culpa em tudo que se possa imaginar como causa das denúncias de corrupção que recaem sobre ele. Até a falecida Marisa Letícia já levou a sua parcela de culpa no caso do triplex. Mas agora ele extrapolou ao dizer que "propina foi inventada por empresários e MP".  Daqui a pouco, para justificar os milhões ganhos com palestras não dadas, com direito à conta corrente e tudo, como os quase R$ 30 milhões delatados pela Odebrecht, só falta ele dizer que, para aceitar a propina, os empresários colocaram um "berro em sua cabeça"! Quem sabe se a imprensa se esquecesse de Lulla, daria a ele chance para se recolher como faz qualquer bandido julgado e condenado. Haja paciência! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DESGOVERNO TRUMP

Donald Trump completou 6 meses de desgoverno, como o pior e o mais representativo  presidente do povo americano!  Sua sólida mediocridade e sua notória aparência de jeca do meio oeste lhe  conferem esta autenticidade "americana".  Só quem já percorreu os Estados Unidos sabe por que Trump venceu as eleições e a razão de sua identificação com a América xenófoba e racista.         O resto do mundo aguarda a hora de seu retorno ao Trump Taj Mahal de Atlantic City, de onde jamais deveria ter saído!              Donald Trump "first and last"!

    

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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UMA LIÇÃO PARA MUDAR

Fantástico o artigo "Um caso de cura da nossa doença" de Fernão Lara Mesquita. Na verdade uma lição de história política americana que os brasileiros deviam conhecer. Se o fizessem, haveria possibilidade de a imitarmos para sair do atoleiro atual, quer na moralidade pública, na representação popular, na própria cultura política.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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CLÍNICAS PSIQUIÁTRICAS

Seria bom se as matérias recentes sobre hospitais psiquiátricos aprofundassem o debate sobre o desatendimento aos portadores de transtornos mentais tanto na quase inexistente rede pública quanto na igualmente rede privada. Ainda que alguns leitores do jornal publiquem textos em desacordo com as informações de fato importantes contidas nas matérias, o debate pode ser contínuo. Matérias sobre clínicas psiquiátricas que, inacreditavelmente, permitem funcionar com métodos não técnicos, como castigos, violência e tráfico livre de drogas, podem generalizar as falsas ideias de que todas têm esses mesmos métodos. Valorizemos os investimentos governamentais como os da Cravolândia de São Paulo, o esforço do Estado/Prefeitura e a abnegação de psiquiatras, médicos, paramédicos, psicólogos, assistentes sociais e voluntários, todos atendendo em campo, nos ambulatórios, tendas e no Cratod, sendo este para internamento. Some-se o trabalho do Ministério Público, das Secretarias Estadual e Nacional de Direitos Humanos e também da Polícia. Tudo em busca de solução, que virá somente em longo prazo para o crack, mas desde já para outros transtornos psiquiátricos que estavam desatendidos. Na rede privada há uma clínica de tradição na cidade de São Paulo e uma no Rio de Janeiro que mantêm atendimento humano e digno a despeito do elevado custo para manutenção dos serviços. Para os desinformados, fique claro que 25 das melhores clínicas psiquiátricas particulares de São Paulo fecharam as portas nos últimos 15 anos, por não suportarem os custos inerentes aos serviços e à regulamentação para funcionamento.

 

Jorge Cesar Gomes de Figueiredo - psiquiatra

fig@osite.com.br

São Paulo

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