Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 03h05

CARGA MAIS PESADA

Aumento de impostos?!

Governo avalia pacote de aumento de impostos (8/8, B3). O desespero por dinheiro leva o governo a cogitar de aumentar as alíquotas de tributos, sem entender o impacto disso sobre o desejo dos investidores de permanecerem no País. Quanto mais se fala em elevar a carga tributária, menos se arrecada. Desesperador.

GABRIEL CORDEIRO DE OLIVEIRA

gabriel@daherbank.com

São Paulo

Trevas

A população já vive mal e porcamente. Temos 13,5 milhões de desempregados, empresas fechando, indústrias paradas, comércio e serviços às moscas, etc. As informações sobre mais um pacote de aumento de impostos nos direcionam a um caminho sombrio, de trevas. Né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Metas

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o governo Temer querem aumento de impostos para “fechar as metas”. E quando fechar, vão diminuir?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Falta de coragem

O Estado gasta muito e mal. Nossa carga de impostos já é absurdamente elevada. O retorno para a população é pífio. E o governo vem falar em aumento de impostos?! O que falta é coragem para reduzir as imorais e indefensáveis despesas de custeio.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Mais sacrifícios

A notícia de que o governo Temer pretende aumentar o Imposto de Renda (IR) na fonte nos deixa indignados. Corrupção, desmandos, péssima administração da ex-presidente Dilma Rousseff gastando dinheiro a rodo com 39 ministérios, custo elevadíssimo do Congresso e de outras categorias, tudo isso quebrou o País. E quem vai pagar essa conta astronômica é a população que trabalha e cumpre seus deveres?! Ora, sr. presidente, diminua os custos onde for preciso e não sacrifique ainda mais o pobre povo brasileiro. Não aguentamos mais ser escorchados por erros de desgovernos!

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Para sustentar benesses

O presidente Michel Temer confirma que seu governo estuda nova alíquota de IR. Um Estado gordo, inchado, com os três Poderes “imexíveis”, aumento de salário do funcionalismo acima da inflação, juízes ganhando ajuda de custo de nem sei o quê, teto constitucional salarial desrespeitado por todos, aposentadorias integrais com valores absurdos, Congresso Nacional “trabalhando” dois dias por semana, auditores aposentados da Receita Federal tendo aumento “por produtividade”, estatais e agências reguladoras a serviço de políticos e políticas escusas, incontáveis cargos comissionados, ministérios que só servem para cabide de empregos, sindicatos e centrais sindicais aos milhares se locupletando com o imposto sindical... E para nós, pobres e extorquidos trabalhadores brasileiros, sobram os aumentos dos impostos, para que todos esses acima citados mantenham seus benefícios e benesses, alguns até com certa legalidade, mas todos, indistintamente, imorais.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Oniomania

As autoridades constituídas deste país, pessoas que supostamente trabalham na capital federal, gastam muito além do que podem e do que arrecadam com os escorchantes impostos sugados da sociedade, há muito empobrecida. Consomem bilhões com polpudos salários, moradia gratuita em mansões nas mais nobres áreas de Brasília, fornecem carros luxuosos com motorista, além de suprimentos especiais para os jantares nas residências de políticos, que as habitam gratuitamente. As mordomias usufruídas por espantosa parcela de servidores não podem ser dimensionadas por simples contribuintes. Nossos governantes, incluindo os estaduais e municipais, certamente sofrem da síndrome da oniomania, transtorno caracterizado pelo descontrole dos impulsos que levam a gastos desenfreados. Em razão da irresponsabilidade que cometem com os recursos públicos, que não chegam para suprir as despesas criadas ilicitamente, a palavra de ordem é aumento de impostos. Agora é a vez do IR da pessoa física, com alíquota de 35% sobre os salários maiores e reflexos nas demais faixas. Que Deus nos ajude!

WALDIR PEREIRA

walper.indaia@gmail.com

Vinhedo

REFORMA POLÍTICA

Fundo partidário

Contribuir para o saneamento das finanças do Brasil é extinguir o Fundo Partidário com dinheiro público. Partido que pretenda existir e quem quiser ser político que o faça com recursos próprios. Que se virem, legalmente!

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

Eles querem mais

Estamos na iminência de quebrar o limite fiscal ajustado pelo governo, com riscos ainda para a aprovação da reforma da Previdência, que é uma bomba de efeito retardado. E por cima de tudo isso somos obrigados a ouvir que a reforma política será para prever no Orçamento da União verba de R$ 3,5 bilhões a R$ 6 bilhões para as próximas campanhas eleitorais?! Primeiro, não temos esses recursos. Segundo, e mais absurdo, o contribuinte vai dar dinheiro para políticos que jamais seriam sua opção de representatividade. Com certeza os políticos pensam que nós somos completamente idiotas.

MARIO ANTONIO ROSSI

mario_rossi@uol.com.br

São Paulo

Em causa própria

Como bem disse Marcos Nobre (7/8), nossos parlamentares se unem para defender bravamente... seus próprios interesses! Mas isso é próprio da natureza humana. E quanto mais poderes, mais conquistas, mais aumenta a tentação, até se tornar irresistível, como bem demonstra o nosso Congresso. Sabendo disso, cabe à sociedade colocar os devidos freios. Infelizmente, nossa abrangente Constituição não tem, entre suas cláusulas, duas simples linhas que bastariam para evitar uma boa parte desses problemas, mais ou menos assim: “1) Na coisa pública, é proibido legislar em causa própria. 2) Caberá ao STF interpretar e fazer cumprir esta determinação”. Uma reforma política deveria ser feita pela sociedade, jamais por parlamentares. Mas só conseguiríamos mudar a Carta Magna com constituintes que fossem impedidos, pelo resto da vida, de ocupar cargos públicos.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

“Não ao aumento do Imposto de Renda, sim ao fechamento de estatais!”

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES / SÃO PAULO, SOBRE A INTENÇÃO DO GOVERNO TEMER DE AUMENTAR AINDA MAIS A CARGA TRIBUTÁRIA

ppecchio@terra.com.br

“As centrais sindicais também querem aumentar o seu imposto. Por que e para quê? Só pode ser pegadinha!”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE O SUBSTITUTIVO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL OBRIGATÓRIA

marcoscatap@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

SEIS POR MEIA DÚZIA

A manchete do "Estadão" de ontem (8/8/2017) reflete exatamente o título deste comentário: "Centrais Sindicais querem contribuição maior que a atual". É muito descaramento. Nem bem a reforma trabalhista que tramita pelo Congresso extingue a partir de novembro o imposto sindical obrigatório, que servia para sustentar mais de 11 mil sindicatos que pouco ou nada fizeram, até hoje, em benefício dos trabalhadores sindicalizados, servindo apenas para sustentar cabides de emprego de seus dirigentes e custear manifestações públicas políticas, e não trabalhistas, os "pelegos" já se movimentam para criar uma "contribuição" (sic) obrigatória (?). O absurdo dos absurdos está no fato de que "a contribuição será paga por todos os empregados beneficiados pela negociação coletiva (até aí, faz sentido, mas uma só a cada negociação vitoriosa, e não mensal) - inclusive os não sindicalizados (a que título?)". Ora, contribuição é um subsídio de caráter moral ou social, mas nunca obrigatório. A desfaçatez desses "chupins" dos trabalhadores é descomunal.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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EXCRESCÊNCIAS

Inacreditável. Não contentes com o presente que ganham à custa do sofrido trabalhador, os nossos 15.007 (!) sindicatos querem mais dinheiro. R$ 3,53 bilhões por ano é pouco! O mesmo acontece com os 35 (!) partidos políticos e o famigerado Fundo Partidário - eles também querem mais. O Brasil só começará a andar para a frente no dia em que essas duas excrescências forem eliminadas. 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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ABSURDO

Centrais sindicais, que pouco ou praticamente nada fazem pelos trabalhadores que as sustentam, a não ser movimentos para gerar tumultos e vandalismos, pleiteiam, agora, uma contribuição maior de que a atualmente recebida. Vejam o absurdo: elas arrecadaram R$ 3,53 bilhões com o Imposto Sindical em 2016; e calcula-se que o valor poderá chegar a até R$ 10,2 bilhões com a nova arrecadação. O governo diz que tal cobrança deixará de existir em novembro, porém ele editará uma medida provisória (MP) que liberará a contribuição sem valor determinado. Uma simples pergunta: tal medida deixará o trabalhador livre para querer ou não recolher a contribuição? Ou seja, deverá haver ou não adesão do trabalhador que autorize tal recolhimento. Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A MAMATA DOS SINDICATOS

Estava à toa na vida, meu amor me acordou, vai trabalhar, vagabundo, porque o dinheiro acabou!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FIM DO IMPOSTO SINDICAL?

Me engana que eu gosto. Entenda esta: o Imposto Sindical vai acabar com o desconto de 4,5% de um salário. Ótimo para o trabalhador. Epa, me enganei! Os trabalhadores, segundo as centrais sindicais, deverão contribuir com 6% a 13% de um salário mensal. Então, que tal criar o sindicato dos trabalhadores desempregados?

Vidal dos Santos  vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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FACULTATIVO

Todos os trabalhadores esperam que o Congresso Nacional não aprove nenhuma nova medida que torne obrigatório o pagamento do Imposto Sindical. Cabe aos diretores dos sindicados administrá-los com as mensalidades dos seus associados, caso os mesmos aprovem em assembleia. O pagamento desse imposto deve ser obrigatoriamente facultativo.

Alvarez Arantes arantes1932@hotmail.com

São Paulo

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SEM CORAGEM

Quando teremos um governo que terá coragem de proteger os trabalhadores brasileiros das centrais sindicais que só querem dinheiro para sustentar seus líderes e não prestam contas de suas atividades? E eu que pensava que a extinção do imposto sindical seria de verdade!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA EM MARIANA

O excesso de zelo para com as formalidades e não com o mérito faz parte da cultura da velha Justiça brasileira. A suspensão da ação contra 22 pessoas pela tragédia em Mariana é mais um bom exemplo dessa cultura.

Como nada que é feito pelo homem é perfeito, achar algum problema por mais insignificante que seja é sempre objetivo maior da defesa. A frustração de todas as pessoas atingidas pela tragédia faz, portanto, sentido.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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SAMARCO E SEUS CRIMES

Estou incrédulo! Se pegarem um simples mortal jogando alguma coisa dentro de um rio ou criando um papagaio como animal de estimação este será multado e correrá o risco de ficar um tempo preso. Já a Samarco e sua controladora assassinaram pessoas, a fauna, flora, um rio e nada acontecerá? Ficarão impunes? O que o poder econômico faz com a Justiça brasileira é vergonhoso, poder que os ribeirinhos que dependiam do Rio Doce não têm. Vergonha!

Alberto Souza Daneu meuplanosegurosaude@gmail.com

Osasco

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PRESIDENTE INEFICIENTE

O governo Temer, além da proximidade com o ilícito de seus membros, envolvidos com a Lava Jato, ainda tem uma característica deplorável, que é a obsessão por elevar impostos para resolver sua incompetência como gestor público. Empresas devem R$ 545 bilhões em impostos. A dívida para com a Previdência está na casa de trilhões de reais. E, agora, Henrique Meirelles planeja aumentar o Imposto de Renda, passando de 27,5% para 35% a alíquota máxima. Cadê a sociedade que era contra a corrupção? Onde estão os que não suportavam aumentos de impostos? Por onde andam os homens de bem?  

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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'UMA FOTO NA PAREDE'

"É hora de sonhar com 2018, deixar de lado o desânimo e preparar o futuro." Parecia até que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no seu artigo "Convicção e esperança" (6/8, A2), reconsiderando suas posições, falava na grande novidade, o político-gestor prefeito João Dória, e não em qualquer um outro amorfo membro do hoje desfigurado PSDB, cuja lembrança de quando tinha rumo e ossatura programática o "Estadão" evoca com nostalgia no editorial "Uma foto na parede" (7/8, A3).

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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FHC E O VELHO BRASIL

Nunca FHC foi tão claro na sua visão de Estado, aquela visão atrasada, tipo anos 70 francesa. De acordo com ele, as pessoas desejam "um governo que faça a máquina burocrática funcionar", como se isso fosse possível em algum lugar do mundo. E mais: que "o polo progressista, radicalmente democrático, popular e íntegro, precisa se 'fulanizar'...", como se fosse possível que essas quatro características possam conviver numa única pessoa em algum lugar do planeta. Infelizmente, nos últimos anos, FHC tem se mostrado não só incoerente, como atrasado. Não é à toa que o PSDB está rachado. O que o Brasil menos precisa é de burocracia e "progressismo" (essa expressão enganadora que as esquerdas gostam de usar para rotular sua visão de mundo). Esse modelo de Estado faliu! Aliás, o que mais tivemos foram exemplos de progressismo sob a tutela do PT. Precisamos de um Estado que se preocupe em dar oportunidades iguais a todos, que não assuma que seus cidadãos são hipossuficientes, que aplique de forma igualitária as leis (democráticas) do nosso país e que foque suas atenções e recursos para a saúde, a segurança e a educação. Só! Nada de burocracia, milhares de empresas estatais sugando nosso dinheiro de forma ineficiente e o Estado controlando tudo e todos, como querem os ditos progressistas. Só concordo com FHC em que o Brasil precisa de um De Gaulle. Um De Gaulle moderno, que diga sem meias palavras o que todos (ou quase todos) já sabem, mas têm medo de assumir ou de perseguir. Procura-se um estadista.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PREGAÇÃO NO DESERTO

Se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continuar a sua pregação no deserto chamado de PSDB, vai macular sua imagem de homem inteligente e político brilhante. O senhor nunca foi homem de ficar "em cima do muro". Continue a ser um defensor do nosso amado Brasil.

Raul Ventimiglia raulventimiglia@gmail.com

São Paulo

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INCOERENTE

Gosto de FHC, mas às vezes parece que bebe! Primeiro, pede a renúncia de Temer pelas "gravíssimas" acusações. Agora, em artigo no "Estadão" (6/8, A2), diz: "Houve precipitação da Procuradoria, que fez a denúncia sem apurações mais consistentes".

Clézio Donizete Goulart clezio_goulart@yahoo.com.br

São Paulo

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PÓS EM ESQUERDISMO

O curso de pós-graduação "A esquerda no século 21", iniciado no último fim de semana em Chapecó (SC), tendo por incentivador e professor o dr. José Rodrigues Mao Junior, também vocalista da banda funk "O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos", poderia convidar para o corpo docente o senador Renan Calheiros, neoesquerdista declarado, com dedicação de tempo integral. Assim o Senado da República e a sociedade se livrariam de, pelo menos, um habitual encrenqueiro quando seus particulares interesses não são atendidos.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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AGRESSÕES DESCABIDAS

O prefeito João Doria Junior foi eleito para focar exclusivamente nos problemas da Capital paulista. Sua gestão, até o momento, tem agradado a população paulistana e ele já é reconhecido pelos seus eleitores como um bom gestor. Todavia, a meu ver, Doria tem pessoalmente se expandido demais, visitando capitais de outros Estados, quando ainda nossa cidade tem inúmeros problemas com carência de solução. A agressão descabida que sofreu em Salvador, na Bahia, quando foi acertado por um ovo, é um sintoma de que Doria não deve se expor com tanta frequência.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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DESPERDÍCIO

Quem atirou ovo no prefeito João Dória em Salvador, jogando comida fora, deve ter mesa farta, estar tranquilo em seu excelente emprego, passando ao largo da crise deixada pelo governo petista de Dilma Rousseff... Desperdício é pecado mortal em qualquer país do mundo, menos aqui, parece.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CONDUTA DEPLORÁVEL

Ao jogar ovo em Doria, o PT prepara terreno para, nas próximas eleições, ser o destinatário daquilo que Chico Buarque mandou jogar na Geni.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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BOA SORTE

Ser atingido por ovos dá sorte: Thatcher salvou a Inglaterra. João Doria Junior, prefeito de São Paulo, tem tudo para libertar o Brasil de décadas de gente incompetente. Enfim, alguém que sabe gerir uma casa, uma empresa, uma cidade, um país.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo 

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O PARQUE AUGUSTA E O PIU

Até que enfim a Prefeitura falou em Projeto de Intervenção Urbana (PIU) para a proposta de permuta entre o Parque Augusta e a área da regional de Pinheiros/CET, na Rua do Sumidouro. Segundo o "Estadão", em reportagem de 4 de agosto, o secretário municipal de Justiça afirmou que "toda essa tratativa será levada para a Câmara, que fará um amplo debate sobre o tema". E ainda: "A Prefeitura deverá enviar o PIU nos próximos dias". É de comemorar. Porém, notam-se pelo menos duas desatenções da nova gestão. A primeira é de concordância: se a permuta envolve duas áreas, são os PIUs, no plural. Um sobre intervenções urbanas no entorno do Parque Augusta; outro para a área e arredores do terreno da Rua do Sumidouro. A segunda é sobre o prazo. Ainda que incontestavelmente acelerada, a nova gestão, notadamente a pasta da Justiça, não pode suprimir o calendário legal, que no caso do PIU prevê, seja por meio de iniciativa pública ou por manifestação de interesse privado, no mínimo as seguintes etapas em seu plano de elaboração: "diagnóstico da área objeto da intervenção, com caracterização dos seus aspectos sócio territoriais e ambientais; programa de interesse público da futura intervenção, considerando sua diretriz urbanística, a viabilidade da transformação, o impacto ambiental ou de vizinhança esperado, a possibilidade de adensamento construtivo e populacional para a área e o modo de gestão democrática da intervenção proposta"; e, ainda, "divulgação para consulta pública, por pelo menos 20 dias". Logo, considerando que tanto a cidade quanto o prefeito João Doria têm pressa, convém evitar o atropelo da lei, que só faz atrasar o desenvolvimento da cidade. 

Léo Coutinho, membro do Conselho Participativo de Pinheiros leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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CALÇADAS ESBURACADAS

As calçadas do meu bairro são esburacadas ou envergonhadas por serem mal reparadas. A cada nova administração municipal de São Paulo capital, a administração edita um manual bem feitinho de como construir ou reparar as calçadas, e "tudo se passa como se nada houvesse". Atrevo-me a fazer uma sugestão simplória: além das vistorias técnicas, sortear estatisticamente um quarteirão por semana (isso não é complicado: sorteiam-se as coordenadas cartográficas examinando a qual quadra corresponde, estabelecendo um critério de definição caso o "ponto" esteja entre duas ou mais quadras). Na quadra escolhida, promove-se um "concurso" entre os próprios moradores sobre qual a melhor calçada com direito a um diploma simbólico de cidadania e, também, a pior calçada da quadra um convite a melhorar o seu passeio. A melhor calçada recebe um diploma e a pior calçada recebe aquele manualzinho que toda nova administração publica sobre como devem ser feitas as calçadas. Não deve ser multada nesta ocasião, para não criar um clima de animosidade entre os vizinhos.

Rogerio Belda r.belda@terra.com.br

São Paulo 

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O EXAGERO EM FAZER POLÍTICA

É hora de o prefeito João Doria fazer menos política e administrar mais a cidade. Ele foi eleito para tentar resolver os graves problemas da capital, e não para ficar a todo momento se envolvendo com a política. O sr. João Doria precisa ter o cuidado para não ter o mesmo destino da sra. Marta Suplicy, que surgiu como uma novidade em nosso viciado meio político e acabou decepcionando.

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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PLANOS ECONÔMICOS

A "Coluna do Estadão" de 6/8 (A4) informou que caminha para um desfecho o acordo entre Advocacia-Geral da União (AGU), bancos e correntistas para o ressarcimento das perdas das cadernetas de poupança nos planos econômicos de 30 anos atrás. Mas eu ainda não creio que os bancos sejam capazes dessa "bondade".

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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NO FUNDO DA GAVETA

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu aval ao "calote da dívida do RS", que poderá gerar uma enxurrada de calote em outros Estados. O mesmo STF manteve decisão favorável para que o governo federal pague indenização à Varig, tudo por causa de um daqueles planos mirabolantes do governo Sarney em 1986, que levou à falência a empresa. Resultado? O ex-presidente continua numa boa e o povo brasileiro é quem deverá, agora, arcar com esses bilhões em indenização à massa falida. Essa e outras atitudes do STF só atingem o bolso do trabalhador brasileiro, que pagará o pato. No entanto, até agora, o prejuízo causado pelos "bancos aos poupadores" entre os anos 80 e 90 continua escondido no fundo de alguma gaveta do STF, porque traria prejuízo às instituições bancárias em até R$ 150 bilhões, que deveriam ser ressarcidos aos poupadores brasileiros. Quem precisa de um STF assim? Onera o Estado, que joga a conta para a população, mas "protege instituições bancárias" que têm lucros bilionários, com ou sem crise.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PLANOS DE SAÚDE

Enquanto o Brasil está focado no Festival de Corrupção que Assola o País, parafraseando Stanislaw Ponte Preta, muita coisa está acontecendo sem a devida atenção. Planos de saúde, de forma imoral, jogam no colo daqueles que ainda os usam um aumento de 16,5%, numa fase de decréscimo da inflação. Para que serve a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)? Para que servem as agências reguladoras? Para fiscalizar o mercado? E quem fiscaliza o fiscal que parece ter uma predileção para favorecer a todos, menos o consumidor? A ANS deveria ter a consciência, ou a honestidade, de tomar providência contra tal abuso, que provocará a debandada de mais pessoas para fora destes planos, como tem acontecido, inflando cada vez mais o já inflado SUS. Ministério Público, Polícia Federal, não passou da hora de verificar o "relacionamento" dessa agência com os planos de saúde?

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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PODER IRRECUSÁVEL?

A Bradesco Saúde S/A enviou a mim e a demais segurados carta informando o valor do "reajuste" anual que será aplicado às nossas mensalidades, para o período julho/2017 a julho/2018: 14,73%! Junto à carta veio um ofício da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizando esse "reajuste". Como, porém, os índices de inflação dos últimos 12 meses são todos inferiores a 3%, e os reajustes vêm sendo aplicados regularmente todos os anos, sem qualquer ocorrência de congelamento, constata-se que o enorme aumento autorizado pela ANS é injustificável! Será que, para os agentes da ANS responsáveis pela autorização desse índice, o "poder de persuasão" da(s) seguradora(s) é tão forte quanto irrecusável!?

  

Euvaldo Rebouças Pereira de Almeida euvaldo@uol.com.br

São Paulo

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REFÉNS

Os planos de saúde são, sem dúvida nenhuma, os grandes vilões das famílias brasileiras. Seu custo astronômico, que já provocou milhares de desistências e o terrível caminho da saúde pública, tem total anuência de um órgão regulador governamental, a ANS, que anda de mãos dadas com esta mercantilização patológica, cujo objetivo único é auferir vultosos lucros em detrimento da saúde de um povo que clama por bom atendimento e pela amenização de seu sofrimento. Estamos reféns de convênios que canalizam seu atendimento apenas para contratos empresariais, num país de 14 milhões de desempregados, órfãos de um governo insensível e voltado apenas para atender às demandas de poderosos, que, apesar de terem reduzido o número de clientes, aumentaram seu lucro em 66%, graças a sua perversa política de reajustes indiscriminados e pornográficos, que sufocam os parcos recursos da família brasileira. O cidadão brasileiro, que ainda resiste, acaba se vendo obrigado a pagar estes constantes aumentos abusivos, com medo de ficar à mercê de um atendimento público de péssima qualidade. Convênios e remédios são responsáveis, hoje, por cerca de 60% dos rendimentos de uma família, sobrando pouco mais de 40% para subsidiar o restante de suas necessidades básicas. Pobre país que continua privilegiando o poder e os poderosos, dando as costas a um povo sofrido, que clama por justiça e por uma vida digna.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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COMO SE JUSTIFICA?

Os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) têm planos de primeira linha ou ajuda-qualquer-dor-de-barriga que cobrem todos os gastos. Enquanto isso, nós, mortais, somos regidos pela ANS, que não passa de um cabide de empregos de políticos, voltada a atender somente aos interesses das operadoras. Ou como se justifica o último aumento autorizado pela ANS para os planos de saúde particulares, de 14,55%, quando a inflação acumulada não chega nem a 4%?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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UMA RODA

Só há um caminho para reduzir os reajustes abusivos dos planos de saúde, principalmente nos chamados planos coletivos, em que não há regulação da ANS: seriam os valores das consultas cobrados de particulares reduzidos aos mesmos níveis que recebem dos convênios e também reduzidos os valores que são cobrados por laboratórios e hospitais. Isso porque médicos, laboratórios e hospitais aumentaram seus preços abusivamente dos particulares para compensar o pouco que recebem dos convênios, e assim formou-se uma roda: os clientes particulares foram obrigados a se submeterem aos planos de saúde e os planos de saúde pagam valores baixos aos médicos, laboratórios e hospitais. Se derem preferência aos particulares, haverá uma regulação natural das cobranças abusivas dos convênios.   

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO BEM-VINDA

Todo mundo já sabia da existência de um esquema, regado a altas propinas, para favorecer as empresas de ônibus no Rio de Janeiro e possibilitar que fossem permitidos aumentos bem maiores do que os que seriam justos nos preços das passagens, além de vários outros deslizes, sempre favorecendo essas empresas. Precisamos da Operação Lava Jato e de uma delação premiada para que isso fosse trazido à luz do dia, recentemente, com a deflagração da bem-vinda Operação Ponto Final. Todo o mundo, também, já sabe da existência de esquema semelhante na ANS para favorecer os planos de saúde, que ano após ano conseguem índices de reajustes absurdos, bem acima da inflação do período, como os que foram concedidos no ano corrente. Quando teremos a felicidade de ver a Lava Jato bater na porta dos multimilionários planos de saúde e da tão disputada por políticos ANS, prendendo corruptos e aproveitadores e fazendo justiça ao sofrido e desassistido povo brasileiro?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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EMPRESARIADO RUIM

A Operação Lava Jato e suas correlatas estão mostrando muito mais que políticos bandidos tais como Lula, Renan, Cabral, Eduardo Cunha, etc. Mostram, também, a grande quantidade de servidores públicos corruptos e a inutilidade de órgãos como Receita Federal e Tribunais de Contas. Mostram, também, o baixo nível e a vigarice de nossos empresários. Quando temos empresas de grande porte e visibilidade envolvidas no desvio de dinheiro sem igual na história do País, é de imaginar o que estão fazendo as demais. Por que entidades empresariais como Fiesp, Firjan e CNI, por exemplo, não vêm a público se manifestar contra esse tipo de prática? São coniventes com tudo isso?

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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LOTERIA DA CAIXA

Ao longo dos anos, já vimos vários questionamentos quanto à seriedade das loterias da Caixa. Sempre que estes sorteios geram dúvidas, a Caixa sempre afirma que burlar o sorteio é impossível, pois todos são auditados e acompanhados por auditoria independente. Tudo bem, mas tem coisas que colocam uma pulguinha atrás da orelha do apostador. Na sexta-feira, 4/8/2017, em dois sorteios realizados aconteceu um caso inusitado. A Lotofácil 1.546 premiou 1 apostador em pouco mais de R$ 2 milhões. Já a Quina 4.447 premiou 1 apostador em quase R$ 12 milhões. Sorte dos apostadores, mas o que chamou a atenção é que as duas apostas vencedores foram feitas em Contagem (MG). Quanta coincidência, hein.

Maurício Lima  mapeli@uol.com.br

São Paulo

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