Fórum dos Leitores

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10 Agosto 2017 | 03h05

SINDICALISMO

Novo imposto sindical

Eliminou-se o imposto sindical obrigatório apenas para substituí-lo por contribuições maiores e igualmente obrigatórias, via convenções coletivas? Mais uma artimanha dos ditos “representantes” dos trabalhadores!

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Mais dinheiro?

Estarrecedor! A cada dia os parasitas deste país querem tirar mais e mais de quem trabalha. Como se já não bastassem os políticos e funcionários públicos com vergonhosos salários astronômicos diante do que ganham os professores, por exemplo, vêm os sindicalistas querendo de 6% a 13% dos salários, mensalmente, para financiarem uma escumalha que não gosta de trabalhar, apenas tira proveito do suor de quem dá duro para ter seu ganho. Espero que medida provisória nesse sentido não seja aprovada, já chega o assalto escondido nas siglas de taxas e impostos que pagamos sem termos retorno do nosso suado dinheiro. Chega de paternalismo!

ALBERTO SOUZA DANEU

curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

Corporativismo pelego

O sindicalismo não tem limites quando o assunto é extorquir as classes que dizem representar, sejam sindicatos patronais ou de trabalhadores. Caso o governo federal edite medida provisória favorável ao novo imposto sindical, será a comprovação definitiva que este governo acabou e é refém do corporativismo pelego. O Brasil hoje é vítima de uma disputa corporativista sem precedentes, competição frenética para ver quem consegue arrancar mais benesses do governo. Interesse público: zero!

FREDERICO BRAUN D’AVILA

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

Abaixo a contribuição!

Os sindicatos existentes não defendem os interesses dos trabalhadores, que são obrigados a contribuir compulsoriamente com um dia de trabalho ou pagam uma anuidade estipulada de maneira arbitrária em “assembleia” de seus associados. Essa dinheirama toda é gasta sem controle pelas diretorias sindicais – os “cumpanheiros” usam e abusam das verbas dos sindicatos sem dó. Agora, para compensar a não obrigatoriedade dessa contribuição compulsória, aprovada na reforma trabalhista poucos dias atrás, o governo propõe-se a editar medida provisória que dará poderes para cada sindicato estabelecer a contribuição que achar justo cobrar dos trabalhadores. Essa conduta torna o atual governo cúmplice do assalto ao bolso do trabalhador para sustentar mordomias inaceitáveis. Abaixo a contribuição sindical obrigatória ou estabelecida pelas assembleias manipuladas! Quem quiser contribuir para o sindicato que se filie e sustente os “cumpanheiros” dirigentes. Eu trabalho e me nego a sustentar indivíduos oportunistas que nunca contribuíram para a melhoria das condições de vida dos verdadeiros trabalhadores.

MARCELO DE CARVALHO BRAGA

marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

Nem vem...

O presidente Michel Temer que não venha com medida provisória que restabeleça a cobrança do imposto sindical, definitivamente banido na reforma trabalhista pela redação dada pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), a duras penas aprovada. Seria a puxada final de tapete na população trabalhadora e a compra desses pelegos.

ALCIDES FERRARI NETO

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

PSDB

Lamentações de Aécio

É inimaginável que o PSDB, com um ex-presidente e tantos figurões da política nacional, não se tenha encontrado ainda. Mas seria plausível admitir que a indecisão, a falta de pragmatismo e coragem, a ambiguidade nas posições demandadas pela sociedade que caracterizam seu mais conhecido carimbo – “em cima do muro” – sejam os motivos da lamentação tardia do senador mineiro Aécio Neves. Por isso vai ocupando o espaço um novato na política, o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, que sabe o que quer e tem a coragem de se contrapor às ambiguidades e aos que querem o Brasil bolivariano, envolto na “maionese” da solidariedade dos partidos da esquerda retrógrada do Brasil. Dificilmente com os que aí estão o partido se autodefinirá. O muro está cheio. Veja-se a posição na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer: metade a favor e metade contra. Ou tem coragem para apoiar ou tem coragem para sair. A continuar assim, será um prato cheio para alimentar a pretensa candidatura do Lula.

MANOEL SEBASTIÃO PEDROSA

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

‘Uma foto na parede’

Impecável, o editorial de 7/8 (A3) exprime exatamente o meu sentimento em relação ao PSDB, partido no qual voto desde a sua fundação. Diz o texto que “sua ossatura está mais para cartilagem gelatinosa”. Lamentável! Acho que não está na hora de o PSDB desembarcar do go

verno, e sim de nós, eleitores, desembarcarmos do PSDB.

JOAO ANTONIO DOHMS

dohmsj@gmail.com

Fortaleza

Decepcionante

O PSDB é só uma foto na parede desde que perdeu a eleição em 2002. Não soube ser oposição e, pior, foi covarde durante os 13 anos de governo do PT. Foi covarde ao não defender o próprio legado e por ser leniente com a corrupção, deixando de fazer o que deve fazer a oposição: fiscalizar. Teve medo de atacar um presidente popular. O único digno de nota nesses anos todos foi Arthur Virgílio (AM), que também foi deixado na chuva pelo tucanato. Fernando Henrique Cardoso, então, chegou a dizer que Dilma era uma pessoa digna... Se o PT decepcionou seus eleitores sendo governo, o PSDB decepcionou os dele, também, sendo oposição. Fico pensando se não é por serem tão próximos um do outro.

RONALD BREMBERGER

rbremberger@hotmail.com

Itu

Réquiem

O editorial do Estado definiu com realismo o PSDB. Uma foto na parede. Um retrato de falecido. O partido que foi uma fugaz esperança da classe média tradicional, ajuizada, se transformou num esquizofrênico aglomerado hamletiano de pavões sem rumo. Alguns, os cabeças-pretas, iludidos que cabelos ainda pretos sejam sinal de juventude de bom senso. O comportamento do partido diante das responsabilidades do governo Temer e das desventuras de Aécio Neves é vergonhoso. A mediocridade tucana, hoje, brada aos céus!

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

“Agora que as centrais sindicais vão perder a ‘boquinha’ do imposto sindical, elas querem criar outro, com o dobro do valor. É muita cara de pau! Vão trabalhar, sanguessugas!”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE SINDICALISMO PELEGO

mbulach@gmail.com

“Uai, não iam acabar com o imposto sindical? E agora querem aumentar? País da piada pronta!”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mgoldstein@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

IMPOSTO SINDICAL

Os sindicatos querem aumentar a receita, para eleger mais políticos, para aumentar ainda mais a receita, para eleger mais políticos.... e a população que trabalha e tem roubado um dia de salário por ano não pode fazer nada. Isso é democracia ou ditadura sindicalista?  E ninguém pode fazer nada, pois quem manda no Brasil é a Câmara dos Deputados. Esperar o que desta turma? Pobre Brasil rico, terra de ladrões que não disparam tiros, só matam e assaltam usando a caneta.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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DIA A DIA DE UM BRASILEIRO

Breve história de um simples brasileiro: sou um pequeno empresário e todos os dias vou para rua em busca de clientes e negócios. Pois bem, comparando os sindicados a um negócio comum, o presidente da entidade deveria fazer o mesmo que eu e mais alguns milhões de brasileiros fazemos diariamente, ou seja: ir às portas das fábricas para conseguir seu cliente, e não ficar esperando as benesses de um decreto que lhe dê rendimentos para manter sua orgia.  

Ivan Bertazzo Bertazzo@Nusa.Com.Br

São Paulo

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AUMENTO DE IMPOSTOS

Será que o aumento de impostos do governo Temer faz parte da campanha para o retorno da esquerda ao poder?

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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CARGA TRIBUTÁRIA

Ao invés de aumentar ainda mais os impostos, o governo deveria dar o exemplo cortando mordomias, e penduricalhos nos Três Poderes, acabando com assessores de coisa nenhuma, com carros e ajudas de todos os tipos. Uma comparação com os governos nórdicos seria uma grande escola de como não esfolar o povo.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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CONTABILIDADE CRIATIVA

Perguntar não ofende qual a diferença entre contabilidade criativa e aumento de impostos. Só mostra a incapacidade dos governantes e ministros de gerir caixa mesmo com PEC das despesas. 

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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NOVO AUMENTO DE IRPF

Após a paulada de aumento de PIS e Confins sobre os combustíveis, o ministro Meirelles disse sobre novos aumentos de impostos "Tudo é possível, se necessário". Ficamos tranquilos, entretanto, porque o presidente Temer declarou que "A todo momento, o Planejamento e a Fazenda fazem estudos e esse é um dos estudos que estão sendo feitos. Não há nada decidido". Explico: terá aumento de impostos sim para comprar o apoio dos nobres parlamentares; o aumento não é para amanhã. Os caras de pau!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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BRASÍLIA - SEDE DO CRIME ORGANIZADO

Há 11 anos tinha 35 funcionários. Hoje tenho 7 e estou à beira da falência. Não tenho mais como arcar com as despesas dos ladrões mercenários e corruptos, legalizados sob o codinome de "políticos". Serei obrigada a fechar a empresa, porque não tenho mais como continuar, e ainda que tivesse possibilidade não continuaria, pois não admito ser financiadora (como pagadora de impostos) do crime organizado sediado em Brasília. Enquanto não trocarmos 100% os políticos deste país e não mudarmos a legislação de benfeitorias a todos os servidores públicos, não sairemos do buraco. Ao contrário: vamos afundar cada vez mais. Aqui tinha tudo pra dar certo, mas os políticos brasileiros conseguiram destruir um país dessa magnitude.

Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

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GUERRA FISCAL

Inegavelmente a política de incentivos fiscais de ICMS foi a única alternativa para que os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste pudessem atrair investimentos, já que infelizmente são totalmente desprovidos de condições encontradas no eixo Sul-Sudeste: portos, estradas, ferrovias, saneamento básico, mão de obra qualificada, entre outras. Milhares de indústrias aceitaram o desafio e instalaram ou ampliaram suas bases fora dos grandes centros, gerando milhares de empregos e qualificação de mão de obra. Outro ponto importante e pouco destacado: trata-se de incentivo fiscal concedido somente para empresas que investiram, contrataram, treinaram, produziram e venderam. Totalmente blindado contra qualquer tipo de "malfeitor". Esperamos que no futuro, com investimentos necessários em educação e infraestrutura, tais regiões possam abrir mão de tais políticas, competindo em condição de igualdade com as regiões já desenvolvidas. Finalizando, nada mais absurdo do que a exigência de unanimidade entre os 26 Estados e o Distrito Federal para aprovar uma política. Extremamente inteligente e democrática a proposta aprovada: 2/3 dos Estados e 1/3 dos Estados de cada uma das cinco regiões.

Antonio Carlos Moro ac.moro@terra.com.br

São Paulo

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AUMENTO DA ALÍQUOTA DO IR

A alíquota do Imposto de Renda na época da ditadura militar não passava de 20%, e foi a época em que o Brasil mais se desenvolveu e cresceu. Aí vieram os governos daqueles palanqueiros das "Diretas Já" e o brasileiro só viu os impostos embutidos subirem, chegando hoje à carga tributária de quase 40%, e com o Estado cada vez mais balofo e inoperante. Agora, o ministro Henrique Meirelles, aquele que só visa a aumentar a carga tributária em vez de ousar realmente limpar o País desta máquina caquética que só suga, não produz e nada retribui, acena em aumentar para 35% a alíquota do Imposto de Renda. Que tal, como ex-presidente de banco, Meirelles, que conhece profundamente as entranhas dessas instituições, rever a taxa paga por eles em impostos? Mesmo em crise, bancos continuam tendo lucros estratosféricos, pagando impostos medíocres, cobrando até pelo ar que o correntista respira, mas Meirelles só enxerga vilipendiar ainda mais o trabalhador brasileiro. Aquele assalariado que não tem como sonegar, como fazem os políticos e poderosos. Se continuar assim, em breve chegaremos ao regime cubano, onde 80% do que produz o trabalhador fica com o Estado rico e inoperante. Meirelles não passa de uma decepção!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NOTA ZERO PARA A EQUIPE ECONÔMICA

Alguém precisa informar a equipe econômica do governo Temer que já passou da hora de ela tomar atitudes que gerem impostos, e não que aumentem impostos. Somente um governo incompetente e sem criatividade aumenta impostos quase todos os meses. Bote a indústria para funcionar, incentive o agronegócio a plantar, ou será que aquele velho papo de sermos o celeiro do mundo não passou nem passa de papo furado? Quanto a aumentar a alíquota do Imposto de Renda para Pessoa Física, que tal criar um imposto para as grandes fortunas e começar a cobrar para valer os grandes devedores (pessoas jurídicas) do Imposto de Renda? O povo quer e precisa saber por que vocês tiram o couro do trabalhador com taxação estratosférica e, para os ricos e grandes empresas, fazem vistas grossas, não fiscalizam ninguém e permitem parcelamentos de dívidas em até 20 anos ou mais.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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BASTA!

Basta, sr. Temer, derrama não! Não, não e não! Logo mais não se poderá comprar nem mesmo para comer! Eu não aguento mais este jugo que é o peso do Estado inepto em minha vida. O Brasil é caro e pobre e aumentar imposto só fará isso piorar! Não ontem, não hoje e não no amanhã também ao aumento de impostos, sr. Temer. Venda as mais de cem inúteis estatais em seu poder (Petrobrás inclusa), venda o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, acabe com o BNDES, enxugue os cargos públicos, zero de aumento ao funcionalismo federal, feche o cabideiro de "agências reguladoras", acabe com os cargos de confiança, menos ministérios, privatize as universidades federais, chame o Legislativo e o Judiciário a contribuir e obrigue os Estados a fazerem o mesmo. Faça isso, sr. Presidente, ou continue a entrar para a história sempre pela garagem! Basta!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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CAIXINHA DE MORANGOS

Que triste é sentir-se enganada, ludibriada ao comprar uma simples caixinha de morangos! E, no entanto, nada mais emblemático, retrato do Brasil de hoje, do que uma caixinha de morangos: fraude, enganação, mentira! Compra-se uma escolhendo os mais bonitos e grandes, mas, ao abri-la, descobre-se que debaixo da primeira camada que nos induziu a escolhê-la os morangos são pequenos, verdes e, às vezes, podres! Pobre povo brasileiro, diariamente ludibriado!

 

Rossana Baharlia rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

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COLCHA DE RETALHOS

É impressionante como mesmo brasileiros bem formados e bons profissionais têm dificuldade de olhar para as situações mais próximas como um todo e não como um fato isolado. Pode-se dizer que é tipicamente brasileiro pensar e agir dentro da esperança de um imediatismo milagroso. E quanto mais o País, os Estados, as cidades, os bairros e as comunidades afundam numa cascata de erros, mais este delírio parece aumentar. Não fomos educados para pensar. O Brasil é hoje uma colcha de retalhos maltrapilha e curta, que na hora do aperto cada um puxa para seu lado e descobre o outro. Parece estar fora de cogitação tecer em conjunto algo novo, que aconchegue a todos ou pelo menos a maioria. Comparado com países até mais pobres, fica claro que somos um país que há 40 anos caminha erraticamente e aprofunda suas crises. Deprimente.

  

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DOS PLANOS DE SAÚDE

A inflação nos últimos 12 meses ficou em 2,71%, a menor desde fevereiro de 1999, enquanto o meu plano de saúde foi reajustado em 13,99% a partir de julho/2017, autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, conforme comunicado que recebi da AmilBlue. Não sei se é para rir ou chorar, mas os responsáveis por esse aumento absurdo deveriam ser investigados pela Polícia Federal, já que no ar sinto acentuado cheiro de corrupção passiva, por parte da mencionada Agência, atendendo a possível corrupção ativa por parte dos gestores dos Planos de Saúde. A população sensibilizada agradece.

ROBERTO TWIASCHOR rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MOTIVO DOS AUMENTOS

As reclamações originadas diante dos atuais aumentos dos planos de saúde das grandes empresas se originam pelo fato de que estas não trabalham mais com pessoa física por medicina de grupo, pois estes têm seus reajustes baseados apenas no índice estipulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que este ano foi de 13,55%. Uma observação importante com relação a isso é que há carências em todos os contratos e muitos beneficiários, tendo doenças e lesões preexistentes, assinam contrato sabendo que terão 720 dias de carências para tratamento dessas doenças, mas entram na Justiça solicitando o tratamento completo (exames, internação e medicação) e os juízes dão ganho de causa, afinal, trata-se da vida de uma pessoa, ou seja, como o Estado arrecada e não presta os serviços necessários, os planos de saúde arcam com os custos e, para evitar quebras, excluíram de suas carteiras os planos pessoa física. Há outro custo adicional para as operadoras, o fato de seu beneficiário utilizar o SUS, pois quando isso acontece o Estado cobra por esse atendimento das operadoras, o que é uma incongruência, já que os planos de saúde só existem por causa da irresponsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Estas empresas trabalham hoje apenas com os planos por adesão de entidade de classe e empresariais a partir de duas vidas, porque há nos seus cálculos de reajustes o fator sinistralidade. A sinistralidade, no caso de planos empresariais, é calculada por toda a carteira de 2 a 29  vidas da operadora contratada, e quando é por adesão esta ocorre pela entidade de classe ou sindicato a que o beneficiário teve o seu contrato vinculado. Por esse motivo, recebo uma grande quantidade de reclamação.

Alberto Souza Daneu  planosegurosaude@gmail.com

Osasco

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NA CONTRAMÃO

Ao conceder benefícios ao Ministério Público estadual (9/8, A2), que tem dotação própria, Geraldo Alckmin não só vai na contramão de Temer, como cruza os braços para as necessidades de reajuste do funcionalismo do Estado. Com tal atitude, o sr. governador demonstra ainda desprezo pela contratação de aprovados em concursos para as secretarias consideradas essenciais para o bem-estar da população. 

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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ATO DE GRANDEZA

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), esquerdista que não gosta de democracia, propôs uma emenda para que Michel Temer também possa aderir ao Plano de Desligamento Voluntário proposto pelo governo. Na mesma linha, a deputada deveria propor uma emenda para acabar com o foro privilegiado e, num gesto de grandeza, deveria renunciar ao foro desde já. Assim seu gesto poderia ser visto como desapego ao poder. Avante, deputada, dê essa demonstração de coragem tornando seu discurso próximo da prática. O País agradece.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SEM CONSENSO 

Muito inspirado o artigo "A corrosão do consenso básico" (6/8, A2), no qual o professor Francisco Ferraz expõe, com notável clareza, o questionamento quase generalizado que hoje se faz dos valores pátrios, colocando-nos, como nação, na antessala da radicalização política e social tendente, no limite, a empurrar-nos para um abismo ainda mais escuro que o atual. Digna de nota a (tragicômica) parte em que o articulista cita o comportamento hoje visto dentro do Congresso Nacional: danças folclóricas, reunião indígena, concentração de minorias organizadas, ocupação da mesa por integrantes de um partido, legisladores brandindo cartazes, igualando-se a manifestantes, cenas de pugilato, cuspidas, obstrução invasiva apoiada por legisladores, e por aí vai a falta de compostura e de apreço às convenções que deveriam ter, no Parlamento, sua máxima expressão. Ora, se de nossos representantes no Congresso Nacional é isso que se vê, que esperar dos representados, ainda mais após 13 anos e meio com Lula e o PT martelando nos olvidos da Nação o mantra "nós contra eles", inspirado na luta de classes marxista-leninista?

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O EQUILÍBRIO DE RODRIGO JANOT

Ao invés de desperdiçar o pouco tempo que ainda lhe resta à frente da Procuradoria-Geral da República, empreendendo grande esforço para criar um fato novo que possa comprometer o presidente Michel Temer, já absolvido pela Câmara dos Deputados por crimes imputados a ele, porque Rodrigo Janot não usa determinação para apurar fatos graves revelados por Mônica Moura, marqueteira de Dilma Rousseff, em sua delação ao Ministério Público Federal em maio de 2017, em que trocava e-mails com a presidente numa conta criada por ambas para trocarem informações antecipadas sobre avanços da Operação Lava Jato, numa clara tentativa de obstrução de Justiça. Como chefe do Ministério Público Federal, pergunto ao sr. Rodrigo Janot: onde está o resultado da auditoria que deveria ser realizada no e-mail de Dilma para confirmar se ela tramava contra a Lava Jato? Como disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, Janot perdeu todas as condições de equilíbrio para continuar exercendo o cargo. Portanto, já vai tarde.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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O ROTO E O RASGADO

Segundo Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Janot é o procurador-geral mais desqualificado que já passou pelo Ministério Público Federal. O roto falando do rasgado.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Os ocupantes de cargos públicos, sejam quais forem as funções, têm, entre outras responsabilidades, a forma de expressar publicamente suas críticas e pensamentos. Daí causa surpresa a forma como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um pronunciamento sobre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Que não demorou a ser contestada pela Associação dos Procuradores. É uma situação que por certo cria um clima desnecessário entre profissionais de áreas de destaque público.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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POR QUÊ?

O sr. Gilmar Mendes está buscando atingir a honra do atual procurador-geral. Por quê? Está se antecipando ou se prevenindo do quê? O problema é com o atual procurador ou com a função de acusação do MPF? Ou só pode acusar gente do PT? E os seus pares aceitam também serem desqualificados? Dizer que ficaram a reboque do procurador não é um elogio.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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LAMBANÇAS

O ministro do STF Gilmar Mendes realmente pode ter usado palavras indelicadas e desnecessariamente duras ao se referir ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Verdade é, entretanto, que a lambança provocada por Janot - ao tentar montar uma peça pífia contra o presidente Michel Temer e pela liberdade escandalosa concedida aos donos criminosos da JBS - foi infinitamente mais desnecessária, aventureira, irresponsável e egocêntrica. O que se espera da sucessora de Janot, Raquel Dodge, é ponderação, discernimento e coerência - qualidades fundamentais a este tão delicado cargo e que deixaram a desejar no atual procurador. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CONSENSO

Pelo visto, já existe um consenso de que a denúncia da PGR, presidida por Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, sob acusação de corrupção passiva, seria arquivada pelo STF se o processo fosse encaminhado pela Câmara em caso de aprovação. Os motivos da fraca denúncia já são amplamente divulgados pela imprensa. Agora pergunto: após o término do mandato de Janot, em setembro, o ex-procurador poderia ser denunciado por crime pela ação praticada? Motivos não faltam...

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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BOA VIAGEM

Deram "boa viagem" a Rodrigo Janot, porém eu gostaria de saber o destino: Cuba ou Venezuela?

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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PROTAGONISMO JURÍDICO

Por que tanto protagonismo jurídico? Gilmar, Janot e tantos outros descobriram, ao analisar os processos da corrupção, que o poder político é maior e mais glamouroso do que o poder jurídico, ou pelo menos mais proativo e gratificante para quem tem iniciativa e idade para outros voos, mesmo no mundo empresarial e executivo. Mas, com a ameaça de não haver mais o financiamento público de campanha para se eleger, estão fazendo suas campanhas agora. E de graça! Afinal, eles sabem que o povo ignorante, e mesmo o não tão ignorante, vota em nomes conhecidos. "Falem mal, mas falem de mim", dizia um conhecidíssimo político do "rouba, mas faz".

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ENTENDIMENTO EXEMPLAR

Ao condenar o juiz Flávio Roberto de Souza, que foi flagrado dirigindo um carro apreendido do empresário Eike Batista, o juiz Marcelo Bretas concluiu que o acusado tem capacidade de compreender o caráter ilícito de seu comportamento, bem acima dos demais membros da sociedade. Nessa direção, para a lei que concede prisão especial ao cidadão com curso superior, vale o exemplar entendimento do juiz Bretas. Mais uma das inúmeras distorções do nosso código penal, que, se um dia já teve algum sentido, hoje não faz nenhum.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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COERÊNCIA E DECÊNCIA

A condenação do juiz Flavio Roberto de Souza (aquele que passeou com o Porsche e se apropriou de valores apreendidos na casa do empresário Eike Batista), com perda do cargo de juiz federal, da aposentadoria e com pagamento de multa pelo juiz Marcelo Bretas (o segundo Moro), é um fio de esperança para nós. Esperamos que não venha a alegar distúrbio bipolar, etc. Não devemos nos esquecer da juíza no Pará que manteve uma menor em cela masculina. Esperamos que o corporativismo não fale mais alto, como no caso do juiz Lalau, aquele do fórum trabalhista.

Carlos Roberto Gomes Fernandes  crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos 

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ELEIÇÃO NO AMAZONAS

 

No Amazonas, de sete candidatos, restaram para o segundo turno dois ex-governadores - Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB) -, cujos partidos são denunciados por prática de corrupção eleitoral, mesmo motivo que levou à cassação do governador José Melo (PROS), a quem o eleito substituirá. As novidades políticas não se mostraram significativas naquele Estado. E assim é em todo o território nacional. O quadro, infelizmente, tende a ser idêntico no próximo ano, quando seremos chamados a eleger presidente da República, governadores estaduais, senadores e deputados federais e estaduais. Os grandes partidos, fortalecidos pelos esquemas de corrupção que hoje povoam o noticiário, têm mais chances de manter seus caciques. O povo precisa atentar para o que acontece e não continuar referendando os que nos colocaram na crise. Se não o fizer, a crise continua.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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MAIS CRIME SÓCIO-AMBIENTAL

Segundo reportagem do "Estadão", deste domingo, a empresa paranaense de engenharia Intertchine Consultores, assinou projetos para a construção de três novas hidrelétricas na Amazônia, que prevê a inundação de uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro, ou 1.085 km². Para tanto, já registrou pedido de autorização na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Seriam construídas em uma série de unidades de conservação ambiental e terras indígenas nos Rios Aripuanã e Roosevelt, para, em conjunto, produzirem apenas 1.035 MW. Para se ter uma ideia do que isso representa, a hidrelétrica de Belo Monte, com capacidade de 11.233 MW previstos para serem retirados do Rio Xingu, possui um reservatório de 478 km². Esse projeto absurdo, que propõe inundar uma área de tais dimensões da maior floresta do planeta, não deve ter levado em consideração as perdas que causará, não só às pessoas que lá residem, como as perdas avaliadas em reais do potencial de uma floresta a ser inundada. Como se sabe, são parcos os estudos sobre a importância econômica da floresta em pé, e que não foram levados em consideração nas construções das usinas ali existentes. É um projeto tão insensato que eu, como engenheiro, não consigo entender, pois a relação custo/benefício é negativa. Segundo reportagem do Jornal Nacional da Globo (7/7), o Brasil já tem 457 parques eólicos, 80% deles no Nordeste, com capacidade para produzir 11,4 gigawatts de energia, ou seja, o equivalente a uma usina de Belo Monte. A produção de energia eólica, em locais já mapeados do Brasil, poderia chegar a 500 gigawatts, portanto muito mais do que o projeto da Intertchine. Além de não inundarem área nenhuma, estariam bem mais perto dos centros de consumo. O nosso governo precisa mudar a política das construções de hidrelétricas, só autorizando, após estudos criteriosos, projetos em áreas colocadas previamente em disponibilidade pelos órgãos governamentais responsáveis. Também deveria priorizar a produção de energia elétrica por meio de usinas eólicas e solares. Esta última deveria receber incentivos governamentais, para que cada imóvel pudesse se equipar de energia solar, não só para o seu uso próprio, como para jogar o excedente na rede elétrica. Esta seria uma política energética correta, ao contrário da atual. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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