Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 03h05

REFORMA POLÍTICA

Não vamos engolir mais essa

Os deputados federais continuam “se lixando” para a situação econômica do País e da população brasileira, com cerca de 14 milhões de desempregados. A desavergonhada aprovação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas e a alteração do sistema eleitoral para o “distritão” são de um cinismo atroz. Isso é um verdadeiro golpe! E muito mal disfarçado. O valor aprovado para o fundo partidário é um escárnio contra o povo, que já foi contemplado com os aumentos dos combustíveis, além de a todo instante o governo nos acenar com mais impostos – não para de pensar em aumentar a arrecadação federal para reforçar um caixa deficitário, depois de tanta roubalheira nas administrações petistas. Já passou da hora de diminuir o déficit público com corte de despesas, inúteis e imorais. Em vez de mais esse assalto, a reforma deveria proibir a contratação de marqueteiros, pois candidatos a cargos públicos não podem ser tratados como sabonetes. Devem falar à população por outros meios, como em encontros com eleitores. O chamado “distritão” aparentemente é uma evolução, pois evitaria a eleição da maioria pelas denominadas sobras de voto – apenas 34 deputados da atual legislatura se elegeram com votos próprios. Na prática, porém, os partidos indicarão os que já estão aí, muitos deles na mira da Lava Jato e que procuram desesperadamente se reeleger. Também indicarão outros com maior visibilidade, como artistas e outros profissionais de televisão. Creio estar na hora de voltarmos às ruas para deixar claro que nossa paciência com esses senhores chegou ao fim. São muitos trambiqueiros e desaforos para um único povo.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Pouca-vergonha

Os caras não têm vergonha mesmo. O relator da comissão especial da Câmara (do partido que “não rouba e não deixa roubar”...), dado a projetos polêmicos, depois daquele sacrilégio de não prender políticos oito meses antes dos pleitos, ataca de novo, agora com o “fundo público de campanha” de R$ 3,6 bilhões. E esses caras votaram isso na madrugada (!) de ontem, para usufruto já nas próximas eleições! Sinceramente, não encontro um adjetivo para qualificar esse golpe. E os hospitais morrendo à míngua por falta de verbas... Vergonhoso! Vou guardar o nome deles e passar a régua!

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Troco

Isso mesmo, na próxima eleição não reeleja nenhum candidato.

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo.sete@gmail.com

São Paulo

Chupins

A aprovação – 25 votos a 8 – pela comissão de reforma política (!) da criação de um fundo público inicial de R$ 3,6 bilhões (!) para financiamento de campanhas, em texto do deputado Vicente Cândido (PT-SP), é a prova cabal de que a classe política definitivamente não serve aos interesses dos brasileiros. Serve-se à farta dos recursos públicos para seus interesses. A cada dia soa ainda mais sábia a visionária frase de Roberto Campos: “O País não corre o risco de melhorar”.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

“Distritão” e um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar a campanha eleitoral de 2018. Enquanto isso, a saúde, a educação e a segurança públicas estão à beira do colapso total. Nossos parlamentares não conseguem enxergar que a sociedade não suporta mais tanta injustiça?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Politiqueiros

O Brasil tem um dos Congressos mais inchados e corruptos do mundo. São 513 deputados e 81 senadores a produzir muito pouco para a população e muito para si próprios. Sem falar que a maioria tem pelo menos um processo na Justiça, pelos mais variados motivos, que vão desde a compra de votos, passando por agressões à mulher, estelionato, até denúncias de assassinatos, de compra de votos, corrupção ativa, passiva... e por aí vai. Sendo assim, corporativistas e capazes de qualquer negócio para se manterem com algum mandato, fica a pergunta curta e grossa: essa gente vai aprovar algum tipo de reforma política que beneficie e moralize o País e possa prejudicar sua escalada de incontáveis privilégios?

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

Concordo com o leitor sr. Luiz Antônio Ribeiro Pinto (Em causa própria, 9/8): uma reforma política deveria ser feita pela sociedade, jamais por parlamentares!

CLEO AIDAR

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

15 Mega-Senas da Virada

A dotação de R$ 3,6 bilhões equivale a 15 prêmios do último sorteio da Mega-Sena da Virada! O certo seria esses R$ 3,6 bilhões suprirem todas as despesas anuais com a classe política federal e seus penduricalhos, no lugar dos atuais R$ 10 bilhões gastos com congressistas e os R$ 819 milhões com o fundo partidário.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Vox populi

O povo não quer que R$ 3,6 bilhões de seu suadíssimo dinheirinho sejam gastos em financiamento de campanhas. O povo quer empregos, hospitais, escolas, transporte, estradas, segurança, apoio à pesquisa. O povo quer campanhas baratas.

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

Propostas dos eleitores

Minha reforma política: voto distrital, cláusula de barreira e regime parlamentarista de governo.

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Meu projeto de reforma política tem parlamentarismo, voto facultativo, fim das emendas de parlamentares e as campanhas pagas, quase integralmente, com o dinheiro limpo dos simpatizantes (individuais) de cada candidato ou partido.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

Vices

Um grande passo será dado quando for extinto o “vice”, que cria mais problemas que soluções. E drena gigantescas somas do sofrido povo brasileiro.

OSNIR GERALDO SANTA ROSA

osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

 

“O Brasil almeja e merece uma política de Primeiro Mundo, mas só temos políticos de quinta categoria!”  

PAULO SÉRGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE A PROPOSTA APROVADA DE REFORMA POLÍTICA

paulo.arisi@gmail.com

“Os políticos batem, dia após dia, todos os recordes de desfaçatez”  

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, IDEM

luigiapvercesi@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

MADRUGADA NO CONGRESSO

A comissão especial da reforma política na Câmara tem se dedicado muito à finalidade para a qual foi criada, né não? Tanto que aprovou, na madrugada de quarta para quinta-feira (quando interessa, vão até a hora que for necessária), por 25 votos a 8, o texto apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) - aliás, não poderia ser de outro partido - que prevê a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para o financiamento de campanhas eleitorais. Aprovou, também, a alteração do sistema eleitoral para o chamado "distritão", por 17 votos a favor, 15 contra e 2 abstenções. Como diz Boris Casoy, "isso é uma vergonha!".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SUPERPODERES

Veja se tem cabimento: com o País à míngua, nossos parlamentares (sempre eles) dobraram o valor de recursos que serão usados para financiar campanhas eleitorais. Por quê, para quê, e com aval de quem?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FUNDO PARTIDÁRIO

Há pessoas, até de bom senso, que consideram necessárias diversas dotações orçamentárias para sustentação dos partidos políticos: financiamento público de campanhas, fundo partidário, emendas de parlamentares, etc. Isso, além do custo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da realização de eleições a cada dois anos. Tudo isso para quê? Para viabilizar o rentável negócio de ser político? Tá tudo errado! Segundo uma análise de custo/benefício, os políticos não dão retorno ao País. Melhor sem eles ou eles sem custo adicional, a não ser o das eleições. Os partidos, quantos quiserem, deveriam ser mantidos por seus filiados, como os clubes. As campanhas não deveriam ser necessárias, já que quem quer ser político já deveria ser conhecido por realizações pessoais ou sustentado pelo partido. Os salários deveriam ser mínimos, porque quem quer ser político deveria ter vocação por dever cívico, permitindo-se trabalho externo para se viabilizar financeiramente. Além disso, quantos políticos são necessários? Por que não se calcula a média de presença e se estabelece este como o número necessário? Em resumo: democracia custa muito caro. Melhor seria a aristocracia, em que se governa com pouco custo! Basta estabelecer plebiscitos dando ao povo não o poder de eleger, mas de demitir aristocratas.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TROCA-TROCA

A aprovação do "distritão" pela comissão especial que discute a reforma política é o primeiro passo para a continuidade do troca-troca entre o Legislativo e o Executivo, que resulta na falta de estrutura e de profissionalismo das organizações do Estado, da administração direta e indireta, tornando-as ineficazes, ineficientes e corruptas. Continuaremos com os problemas de educação precária (e aperfeiçoando as facilidades para analfabetos cursarem as universidades), atendimento à saúde e à segurança precário, etc. O desperdício dos valores arrecadados causado pelo troca-troca pode ser facilmente avaliado em 20%, R$ 360 bilhões anualmente, sem contar o prejuízo causado à população, que é astronomicamente maior. Até quando continuaremos aceitando este saque ao País?

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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MERCADÃO POLÍTICO

Na primeira página do "Estadão" de ontem (10/8) lemos em destaque o que almejam os partidos do "centrão": postos no governo. O mercadão político continua, o toma lá, dá cá, e o Brasil e os brasileiros que se lasquem. Na verdade, esta politicalha não pensa no País, mas sempre no próprio umbigo. Quer somente o poder, mas nunca trabalhar pelo Brasil, para o que foi eleita, e ainda ameaça não votar em favor das reformas, se não for nomeada para seus almejados cargos. Esta corja maldita continua sua criminosa e maldita sina e nós, pagando por isso.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TEMER REFÉM

Agora Temer vai se tornar ainda mais refém dos políticos que o ajudaram a se livrar da acusação. Está pagando caro. Ou, melhor, nós iremos pagar caro.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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FISIOLOGISMO

Ouvir pelo rádio entrevista de parlamentar integrante do chamado centrão, conglomerado partidário responsável pela anulação da denúncia contra Michel Temer, declarar ser aceitável, por causa do referido apoio, condicionar o voto favorável às reformas pelas quais o País clama a maior espaço e prestígio concedidos pelo governo federal a seus correligionários, sob a forma, inclusive, de cargos de segundo e de terceiro escalões, constituiu uma das mais aviltantes exibições de fisiologismo rasteiro a ir jamais ao ar, e expôs, com todas as cores, a qualidade lamentável de nossos políticos - boa parte deles se guia por essa postura antiética - quando desprezam, em nome de interesses paroquiais, as angústias financeiras e econômicas nas quais o País está mergulhado. As mudanças eleitorais ora em tramitação modificarão esse triste quadro? Pouco provável. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FARINHA POUCA

Políticos previdentes para salvar o futuro da Previdência, parlamentares do PP, PSD e PR, para sua sobrevivência, disputam cargos no governo Temer. O futuro do Brasil está nas mãos daqueles cujo único pensamento é: "farinha pouca, meu pirão primeiro". O resto que se dane.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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MORDE E ASSOPRA

Não sei se chamo este governo de "morde e assopra" ou de "dá com uma mão e tira com as duas". Como já é sabido por todos os trabalhadores, o Imposto Sindical, equivalente a um dia de trabalho ao ano, deixará de ser cobrado do trabalhador a partir de novembro, mas as centrais sindicais, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Força Sindical, estão reivindicando - e o governo editará medida provisória para isso - a liberação (acreditem, prezados leitores) de uma cobrança maior, que vai variar de 6% a 13% de um salário mensal de cada trabalhador (hoje são 4,5%). Viram como este governo morde, assopra e depois tira com as duas mãos?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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AFRONTA AO TRABALHADOR

Se o fim do Imposto Sindical deu anualmente R$ 3,5 bilhões aos cofres infelizmente não fiscalizados dos 16 mil sindicatos do País, agora os sindicalistas querem continuar se lambuzando com o suado recurso dos trabalhadores, sugerindo cobrar por ano de 6% a 13% de um salário mensal para financiar suas orgias. Isso daria uma arrecadação de R$ 10,2 bilhões, ou seja, quase três vezes mais que os R$ 3,5 bilhões do extinto em boa hora Imposto Sindical. O governo Temer não pode aceitar esta afronta ao trabalhador brasileiro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O FIM DO ORÇAMENTO

O governo passou uma lei no Congresso, recentemente, segundo a qual os Orçamentos subsequentes ao de 2016 teriam um teto igual ao Orçamento do ano anterior reajustado pela inflação (IPCA). O objetivo da lei é o controle fiscal do governo. Publica-se nos últimos dias, porém, que o Orçamento acabou: não há mais dinheiro para pagar bolsas de estudos e hospitais e universidades estão sem dinheiro. Pergunta-se: essas instituições fizeram a gestão de recursos para atender à lei ou simplesmente ignoraram a lei para depois fazer política jornalística? Por favor, esclareçam a opinião publica.

Paulo Marcio Furtado paulo.furtado41@gmail.com

Belo Horizonte

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REUNIÃO FORA DA AGENDA

O presidente Temer parece gostar de reuniões fora da agenda. A que ele teve com Joesley Batista no Palácio do Jaburu foi desastrosa para ele e, principalmente, para o Brasil. Para se livrar da denúncia, nosso país gastou o que não podia para conseguir o apoio dos deputados. Pois Temer, na terça-feira, repetiu o feito ao se encontrar secretamente no Jaburu como a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar de um assunto de extrema importância: a data e hora da posse de Raquel Dodge. Tão importante é o assunto que não podia ser delegado a nenhum dos seus ministros-amigos mais próximos ou, inclusive, a subordinados menos graúdos. A justificativa é mais uma prova do uso de desculpas esfarrapadas. A vergonha foi embora, podendo tornar-se o tema de uma nova versão do filme "E o vento levou". O presidente Temer estará no poder até, no máximo, o fim de 2018. Mas a pergunta crucial, agora, é a seguinte: o que podemos esperar de Raquel Dodge se ela está disposta a agir de acordo com os interesses de um presidente que não demonstra ter escrúpulos?

Leonardo Sternberg bergzynski@gmail.com

São Paulo

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ILAÇÕES NEGATIVAS

O encontro do presidente Temer com a futura procuradora-geral da República, sem agenda marcada, num momento em que ele está questionando a atuação do atual procurador, Rodrigo Janot, tem péssima repercussão. E leva a muitas ilações negativas em relação às relações do Poder Executivo com a área judiciária. E as explicações de quem vai tomar posse apenas em 18 de setembro, de que o encontro tinha como objetivo discutir como será a solenidade de assumir o cargo, foram lamentáveis. Até quando vamos ter a repetição de fatos que causam efeito negativo no conceito de quem está no comando maior do Brasil?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MAIS UMA MENTIRINHA

O encontro de Dodge com Temer foi só para tratar da "posse", mas, se não foi, mais uma mentirinha qual o problema?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DESFAÇATEZ

O encontro da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com Michel Temer no Palácio do Jaburu, às 22 horas, fora da agenda oficial, quebrou o decoro que ambos os cargos exigem, expondo de forma cabal e inquestionável a que ponto a prática da baixa política chegou no País. O flagra da chegada da procuradora à residência oficial do presidente da República na calada da noite, captada por uma câmera oculta da TV Globo, é a imagem nua e crua de que as instituições não podem ser levadas a sério, tamanha a desfaçatez com que a coisa pública é (des)cuidada. Antes mesmo de tomar posse, a ilustre advogada expôs-se aos olhos da Nação sendo intimidada e acabrestada pelo presidente, alvo de acusações de corrupção. Como não disse De Gaulle, "o Brasil não é um país sério". E, talvez, nunca será. Tristes trópicos...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O VOO DO JABURU

O encontro de Raquel Dodge com o encalacrado presidente Michel Temer, à sorrelfa, sem agendamento oficial, no Palácio do Jaburu obnubilou os títulos acadêmicos e a carreira jurídica da nova procuradora-geral da República. A independência do Ministério Público, prevista constitucionalmente, neste caso, bateu asas e escafedeu-se tal como o pássaro que nomeia o Palácio. O que não se registrou em agenda foi registrado na história de Dodge com tinta indelével. O usurpado Brasil não merecia isso.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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EXCESSO DE HIPOCRISIA

Tanta crítica ao presidente Temer por receber pessoas em sua residência oficial me parece um tanto hipócrita. Realmente, ele é presidente 24 horas por dia, o que não pode impedi-lo de viver sua individualidade e sua privacidade. Pois o que pode ser problema são o teor das conversas e, principalmente, o que ocorre após tais conversas. Ele, você e eu podemos conversar com um traficante de drogas, sem saber, e, sabendo, não significa que traficamos ou usamos drogas. Também não denunciamos por não termos provas confiáveis. Para lembrar: as fugas do sr. Juscelino para "dançar" ou as saidinhas da sra. Dilma para andar de moto eram problemas? Deixem o cara governar e, em 2019, que ele responda pelos seus erros, caso sejam comprovados. O Brasil é mais importante do que um presidente ou quem quer que seja.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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A CONTENDA GILMAR MENDES-RODRIGO JANOT

Não morro de amores por Gilmar Mendes. No entanto, em relação à sua atual desavença com Rodrigo Janot, teço considerações e, ao final, meu posicionamento em face do assunto. Gilmar Mendes, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu inúmeras e gravíssimas injustiças, entre as quais a concessão de liberdade ao médico-monstro Roger Abdelmassih. Em paralelo, Janot, como procurador-geral da República, também tomou decisões altamente prejudiciais à Justiça, com ênfase à inexplicável soltura dos irmãos Joesley e Wesley Batista, meliantes confessos do maior desvio de dinheiro público da história do Brasil. Imaginemos um concurso para eleger qual o mais danoso entre os dois desavindos. Vem-me então à mente o belíssimo programa "Prelúdio", do maestro Júlio Medaglia, que assisto aos domingos pela TV Cultura e no qual cabe a jurados a difícil tarefa de decidir qual o melhor candidato entre, por exemplo, um pianista, um violinista, um fagotista e um percussionista. Neste cenário, como se jurado fosse, em difícil decisão para eleger o vencedor entre os supostos finalistas, Gilmar Mendes (tocando o STF) e Rodrigo Janot (tocando a Procuradoria-Geral da República), em virtude das benesses concedidas aos irmãos Batista, eu não titubearia em conceder ao dr. Rodrigo Janot o prêmio de "Maior Personalidade Danosa ao País". 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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'O MINISTÉRIO PÚBLICO E A LEI'

A mídia em geral tem feito muitas críticas à atuação da Procuradoria-Geral da República, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, pelas medidas não muito ortodoxas que essas instituições têm tomado na sua brava luta contra a corrupção e, principalmente, contra a impunidade de delinquentes poderosos em nosso país. É o caso do editorial de 8/8/2017 do "Estadão", com título "O Ministério Público e a lei". É certo que as referidas instituições têm buscado brechas na legislação e nos códigos jurídicos para atingir seu objetivo principal, qual seja, punir os absurdos crimes que foram e ainda estão sendo praticados por grandes empresários corruptores e por políticos corruptos ocupantes de altos cargos no Estado. É um procedimento muito semelhante ao adotado pelos advogados destes criminosos, que sempre encontram nas entrelinhas da legislação meios tortuosos (recursos sem fim, embargos de declaração, embargos infringentes, etc.) de tornar impunes seus ilustres clientes. É a função deles, e ninguém contesta isso. O certo é que sem as medidas não muito ortodoxas acima mencionadas as coisas hoje permaneceriam como antes da bendita cruzada iniciada pela Operação Lava Jato: nenhum grande empresário corruptor e nenhum político corrupto estariam hoje presos, como alguns estão, ou ainda poderão vir a ser condenados no futuro. Impedir a atuação que os procuradores e os policiais federais estão tendo é conduzir a luta contra a impunidade no Brasil a um beco sem saída.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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CASO PORTUGAL TELECOM

"Procuradoria desarquiva investigação sobre Lula por 'sobra' do mensalão" ("Estadão", 9/8). Pela lei eleitoral, se comprovado o recebimento de dinheiro do exterior, o moribundo PT será extinto. Ainda bem que até lá seus líderes já estarão usando o pijama listrado.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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LULA

A "jararaca" não está conseguindo mais eleger nem prefeito do interior do Piauí, mas ainda quer fazer campanha para se eleger presidente da República?! Pelo jeito, nem camisa de força resolve mais. O que diria Freud a respeito?

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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O LÍDER DO CAOS

A candidatura de Lula reside no fracasso das instituições do Brasil. É o líder que emergirá do caos.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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O CRIME EM MARIANA E O PERDÃO

Na terça-feira (8/8), fomos surpreendidos com mais uma decisão da Justiça brasileira que nos faz pensar que nós somos realmente o País da impunidade. O juiz da Justiça Federal de Ponte Nova, Minas Gerais, suspendeu a ação contra 22 funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, acusados de homicídio pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O evento deixou 19 mortos e destruiu completamente a bacia hidrográfica do Rio Doce, além de ainda estar causando danos nas águas do Oceano Atlântico, na maior tragédia ambiental da história do Brasil. Além do mais, mudou para a sempre a vida de todas as pessoas que tiravam seu sustento do rio e da sua várzea, como pescadores, pequenos agricultores e criadores de gado e outros animais. Tal prólogo entendo como necessário, para dar uma pálida ideia do crime que estes réus cometeram. Estamos há muito cansados de assistir a réus dos mais diversos crimes que nos abalam a serem inocentados pela Justiça, por meio do que se conhece nos meios jurídicos como chicanas, que é o estratagema utilizado por muitos advogados, apoiando-se nas filigranas da nossa legislação. Mas, neste caso, será demais. Não dá para engolir, pois eu, como engenheiro, sei, sem ter estado lá, que se a barragem ruiu algum engenheiro desobedeceu às rígidas normas de segurança estabelecidas pela engenharia nacional. Alegar que a denúncia tem como base escutas ilícitas, que ultrapassaram o período judicialmente autorizado, beira a uma piada de mau gosto. A despreocupação para com a segurança daqueles que viviam a jusante da barragem é evidente, pois, se não tivessem se comportado com tamanho desleixo para com a vida alheia, em prol de seus lucros, não estaríamos hoje lamentando a tragédia. Neste momento, a defesa conseguiu adiar a decisão do processo, mas não a certeza de que os funcionários dessas empresas provocaram todas aquelas mortes e a inutilização, por anos a perder de vista, de toda uma bacia hidrográfica. Foi sem dúvida um crime hediondo, cuja defesa não merecia ter a guarida dada pelo juiz.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA SURDA E MUDA

A Justiça, esta figura que se apresenta com os olhos vendados, deve estar sofrendo de surdez e mudez. A despeito dos fatos fartamente mostrados ao Brasil e ao mundo, passados vários anos dos conhecidos embargos, liminares e pontos fora da curva, a Justiça decidiu suspender o processo em que a Samarco figurava como culpada, tendo causado a morte de 19 pessoas e destruindo um lugarejo inteiro, além do desastre ambiental causado na região. Quem fala mais alto neste processo, o argumento dos autos ou o "azeite" de que fala o escritor português Albino Forjaz de Sampaio, em sua obra "Palavras Cínicas"?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONDENAÇÃO

A Justiça Federal de Ponte Nova (MG) suspendeu a ação criminal da maior tragédia ambiental do Brasil, em Mariana, com o rompimento da barragem da Samarco. Só falta condenarem os 19 mortos por morarem em local de risco...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TERRA DA IMPUNIDADE

Justiça Federal suspende ação por homicídio no caso Mariana. RCIB - República Corruptiva e Impune do Brasil. Não há outro nome para designar, infelizmente, nosso país.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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LAMA

Além de Mariana, a lama não poupou nem a Justiça.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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OCUPAÇÃO DA CÂMARA DE SÃO PAULO

Haja paciência. Estudantes ocuparam a Câmara dos Vereadores de São Paulo manifestando-se contra os projetos de lei que preveem várias privatizações na cidade e contra mudanças no passe livre estudantil. Pelas reivindicações se pode ver o colorido da ideologia... Pouco importa se estas propostas de João Doria são benéficas para a administração e para os cofres de São Paulo, aliás, tudo o que vier de Doria já é condenável para estes estudantes profissionais, que ocupam suas vagas por anos e anos na USP e nas escolas públicas de São Paulo. Pouco importa se o passe livre estudantil é usado muito mais do que para ir para as escolas, pois, como disse uma das líderes desses estudantes, "o passe livre é público, portanto, é nosso". Errado, exatamente por ser público, não pode ser usado de forma indiscriminada, onerando o orçamento. A menos que bailes funk sejam entendidos como manifestações culturais, como preconizava Fernando Haddad, de infausta memória. Essa líder propõe, ainda, que seja feito um plebiscito sobre estes temas para que a população se manifeste. Quero lembrar a esta menina afoita que o programa de Doria foi endossado pela maioria dos paulistanos numa eleição livre e democrática há poucos meses. Ela é que não sabe de nada...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FORA DAS REGRAS

Não é nenhuma surpresa a ocupação do plenário da Câmara dos Vereadores de São Paulo por dezenas de estudantes ligados a partidos de esquerda. Afinal, se um punhado de senadoras da República ocupou por longas horas a mesa diretora do Senado visando a obstruir a votação da reforma trabalhista, tudo é possível. Entretanto, da mesma forma que a atitude das senadoras teve péssima repercussão na opinião pública e até colaborou para a aprovação da reforma, esta mesma opinião pública não tolera a invasão forçada de espaços públicos como forma de pressão. Não importa a natureza dos protestos ou das reivindicações. Ocupações e atitudes indevidas não fazem parte das regras democráticas para discussão de matérias e conflitos. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A CRISE NA COREIA

A crise em torno das armas atômicas e mísseis da Coreia do Norte atingiu uma gravidade comparável à crise dos mísseis em Cuba. Tanto uma guerra afetando as Coreias, o Japão e os EUA e até o pior cenário (a hecatombe nuclear) e o envolvimento da China não podem ser descartados. Neste beco sem saída, nem os americanos têm como aceitar que o ditador coreano tenha dezenas de armas nucleares ameaçando seu território nem este, que investiu todos os parcos recursos de sua pobre nação no desenvolvimento destas armas, tem como voltar atrás e permanecer no poder. O que o Brasil pode fazer para ajudar? Rezar. Mas, considerando sermos uma das poucas nações que têm relações com os norte-coreanos, poderíamos oferecer asilo para Kim Jong-un e sua camarilha. Aqui eles poderiam vir e desfrutar de suas fortunas tranquilamente. Esse é o lado bom de sermos reconhecidamente o paraíso terrestre onde impera a impunidade.

Jorge Alberto Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PYONGYANG

Curiosa a posição do líder norte-coreano. Porta-se como um menino mimado, que age como se fosse o dono da bola que pode sair dando as ordens a bel prazer. Inconsequente, poderia ele atender ao bem-estar de seu povo, tão oprimido e sofrido, ansiosos desde sempre por alcançarem dias melhores, ao invés de ficar cutucando onças com vara curta, em nome de sua vaidade e demonstração de poder. Caro senhor "sapiens", a evolução da espécie deve ser vista com os olhos voltados para a frente, não para trás.

Vitor Adissi vitor@clubsoda.com.br

São Paulo

 

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