Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 03h02

LULOPETISMO

Ditadura em gestação

Lula é um cara de sorte. Em 2005, por ingenuidade de FHC, saiu impune do mensalão. E agora, mesmo condenado em primeira instância e seriamente arrolado num punhado de outros processos, viaja pelo Nordeste em plena campanha presidencial para 2018. Agora até faz ameaças: “Vou ganhar e fazer regulação da imprensa”. Foi assim que começou, na Venezuela, a ditadura de Hugo Chávez, controlando a imprensa. E Nicolás Maduro deu-lhe continuidade.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Vendas e mordaças

O falastrão ameaça voltar à Presidência e fazer a regulamentação da imprensa. Ele já tentou isso no primeiro mandato e não conseguiu. E foi justamente graças à imprensa livre que o sonho de poder bolivariano do PT se esboroou. Agora ele quer fazer o “serviço” direito, pondo mordaças na imprensa e vendas nos olhos da população, à la Nicolás Maduro? Tarde demais. Perdemos a inocência e não somos mais os mesmos de antes. E Lula hoje é apenas uma sombra do que foi. Menos mal!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Faça-se justiça

Até quando teremos de aturar esse sujeito ofendendo a imprensa, os juízes e o povo em geral? O fato de ele ter sido bajulado no passado pela própria mídia, por grandes empresários e boa parte dos políticos, enquanto organizava as quadrilhas para roubar o dinheiro do povo, locupletando-se ele e seus companheiros, não lhe dá o direito de usar essa mesma mídia para ditar suas idiossincrasias ofensivas a todos nós. A Justiça tem de resolver logo essa questão.

ARNALDO VIEIRA DA SILVA

arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

Duas Mega-Senas

O sr. Lularápio da Silva ainda está com a esperança de ser presidente outra vez, diz ele que é para melhorar o País, que ele e sua corja petista destruíram. Diz também que não vai morrer antes de voltar a governar o Brasil. É o mesmo que um sujeito ganhar a Mega-Sena, gastar tudo e depois dizer que vai ganhar de novo, para fazer tudo diferente. Está difícil engolir. Já não é hora de ele ir fazer companhia à sua turma em Curitiba? O Brasil das pessoas de bem está farto de tanta canalhice.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

Antevisão

Se os lauréis de instituições de prestígio mundial concedidos, por decisão de seus colegiados, a figuras do momento e os registros feitos em periódicos de prestígio internacional visando a homenagear personalidades que se destacaram durante curto período fossem precedidos de um atestado assinado por órgão sério dedicado a estudos psicológicos capaz de prever as tendências comportamentais dos escolhidos, com base em sua vida pregressa, de passado longínquo ou recente, certamente a Universidade de Coimbra não teria dado a Lula o título de doutor honoris causa (por causa da honra, literalmente), em 2011, a revista Time não teria declarado Hitler o homem do ano de 1938 e muito menos teria dado o mesmo título a Stalin em 1943.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

VENEZUELA

Dominó bolivariano

Já passou da hora de os países da América do Sul isolarem a Venezuela, fecharem suas fronteiras. Ou teremos um Vietnã, com sérios problemas para todos.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

POLÍTICOS

A luz no túnel

O Brasil, país que seria a nova Arábia Saudita com a grande produção do pré-sal, gerando bilhões de petrodólares para educação, saúde e segurança, como foi anunciado nos governos petistas, está ameaçado por uma das maiores crises de corrupção político-financeira, que levará anos para ser afugentada. Os partidos e seus representantes são os grandes culpados por esta tragédia, mas não se importam com seus eleitores, só com os próprios cargos e bolsos. Agora almejam R$ 3,6 bilhões para continuarem no poder, ameaçando parar a votação das reformas da Previdência, tributária e política, que ajudarão o País a superar a precariedade em que se encontra. A única luz no fim do túnel que podemos enxergar é a do trem guiado pelos políticos que se aproxima em alta velocidade, esmagando de vez a esperança da pobre população brasileira, que almeja um País onde possa viver e criar seus filhos com um mínimo de decência.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Muitas luas se terão passado até o Estado brasileiro readquirir um mínimo de moralidade, depois da era lulopetista.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

JOÃO DORIA JÚNIOR

Espelho

Muito objetivo o editorial A cidade precisa de Doria (12/8, A3), chamando-o, enquanto é tempo, a dedicar-se plenamente, com eficiência e rapidez, à execução do seu plano de ação para São Paulo. A presença do prefeito junto a seus auxiliares é indispensável, pois sabemos que sem o “olho do patrão” as coisas não andam. A cidade de São Paulo deve ser espelho para o Brasil.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Quanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco. Brilhante o editorial A cidade precisa de Doria. Ele que pavimente antes a cidade de São Paulo para depois se arvorar em presidente. Está muito pavão. Votei nele e votarei para presidente em 2022. Se fizer a lição prometida.

SÉRGIO BRUSCHINI

bruschini0207@gmail.com

São Paulo

O gestor

Se um bom gestor não pode abandonar pela metade um projeto em andamento, que dirá abandonar dezenas de projetos, que têm sua direta idealização, como é o caso do prefeito e suas incomuns ideias para a cidade de São Paulo. Como ficarão tantos projetos amarrados com empresas nacionais e estrangeiras e com instituições internacionais, para trazerem benefícios à cidade e a seus quase 12 milhões de habitantes? O gestor vai deixá-los para serem tocados por outros que não têm o seu perfil gestor? Vai deixá-los natimortos? A sofrida cidade de São Paulo não suportará esse abandono.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

“Lula: ‘Vou ganhar e fazer a regulação da imprensa’. Depois de eleito, o Brasil será a Venezuela e não há dúvidas de que terá todo o apoio de Nicolás Maduro”  

VIDAL DOS SANTOS / GUARUJÁ, SOBRE AS ASPIRAÇÕES DO MAIS HONESTO A DITADOR BOLIVARIANO, EM 2018

vidal.santos@yahoo.com.br

“O Lula é um condenado por corrupção em liberdade. Deveria ser mantido em prisão domiciliar com tornozeleira”  

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

PATIFARIA

A CPI da Previdência, instalada há três meses com a finalidade de provar que a Previdência é superavitária, até o momento não mostrou nada de concreto e, com certeza, até o seu fim, programado para setembro, assim como em outras CPIs polêmicas, será mais uma para o arquivo morto do Congresso.  A reforma da Previdência caminhava bem, mas está empacada, graças às peripécias do presidente Temer e do populismo oportunista da oposição. Na outra ponta da corda - claro, a que vai arrebentar - está o trabalhador. Com medo do que poderá acontecer, antecipa o pedido de aposentadoria ainda com muita "lenha pra queimar", e é prejudicado, pois o beneficio poderia ser melhor se estudado com tranquilidade. Essas incertezas e a falta de esclarecimentos já provocaram milhões de aposentadorias, milhares, com certeza, precoces. Segundo boletim estatístico do INSS, em 2015 foram concedidos 4,3 milhões de benefícios; no ano passado, 5,1 milhões; e, este ano, se a patifaria desses parlamentares continuar, os números de concessões ultrapassarão com folga os observados em 2016. Portanto, a reforma da Previdência tem de ser aprovada para ontem, para que não tenhamos uma surpresa desagradável no amanhã, quando formos ao banco sacar os parcos benefícios.     

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Michel Temer conseguiu formar uma base para aprovar a reforma da Previdência? Creio que sim, desde que respeitado o sagrado princípio de que "é dando que se recebe". A pergunta é: será que ainda sobraram no Orçamento nacional recursos suficientes que Temer possa dar? Ou cargos que valham a pena e que ele ainda possa distribuir? Se sim, a reforma sai sem problemas. E não só a reforma, pelo que parece, mas qualquer coisa, seja lá o que for, se interessar, sai. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CUIDADO COM O PÉ

Até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem aconselhado o presidente Michel Temer para que não ceda às pressões na reforma da Previdência, especialmente do funcionalismo público. Todos sabem que Michel claudica quando precisa tomar alguma decisão de envergadura, ou seja, se a pretendida reforma não abranger todas as áreas, indistintamente, será o perfeito "tiro no pé". Cuidado com o seu pé, Temer!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA TOTAL E IRRESTRITA

Enquanto a aposentadoria no Brasil não for igual para todos - público e privado -, nós, brasileiros que já pagamos 30 anos e só vimos minguar nossos direitos, não vamos aceitar. Muitos contribuíram 20 anos sobre 20 salários mínimos e hoje recebem 40% de dez. Enquanto isso, matéria recente no "Estadão" intitulada "Quase 2 milhões de servidores podem se aposentar nos próximos dez anos" (4/8, B1), recebendo "aposentadoria integral", não existirá crescimento no País que sustente isso e daqui a pouco todos da iniciativa privada contribuirão com o "máximo e receberão o mínimo". Isso num país que não retribui com nada, fazendo com que o contribuinte não possa se preparar para uma aposentadoria digna. O déficit público hoje para 1 milhão de "aposentados públicos" gera déficit muito maior do que os 30 milhões de aposentados da iniciativa privada. Não é difícil de fazer a conta do que acontecerá em dez anos, quando mais 2 milhões de "servidores" farão parte desse pacote desigual. Ou temos "reforma da aposentadoria" total e irrestrita, sem tratamentos diferenciados, ou voltaremos às ruas. Porque, pela Constituição, "todos os brasileiros são iguais perante a lei".

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ESTA REFORMA NÃO

Quanto à matéria "Secretário de Previdência considera 'insuficiente' aprovar só a idade mínima" (9/8, B1), o.k., o Brasil precisa de uma reforma da Previdência, mas não esta que está sendo proposta pelo governo Temer e debatida no Congresso. Primeiro, não é verdade que essa proposta de reforma reduz privilégios dos altos escalões do funcionalismo. Mesmo que seja aprovada, muitos juízes, promotores e outros funcionários públicos do alto escalão continuarão recebendo aposentadorias (e salários, enquanto estiverem na ativa) maiores que o do presidente da República. Além disso, várias categorias estão fora dessa reforma (militares, por exemplo) e não serão atingidas pelas mudanças. Para completar, mesmo as categorias do funcionalismo incluídas na reforma ainda manterão um privilégio. Isso porque poderão contribuir com um instituto de previdência complementar, e o Estado ou o município terá de pagar a outra parte da contribuição. E, quando os municípios e os Estados não pagam suas obrigações, a conta cai sempre no colo do governo federal. De uma forma ou de outra, parte dessa conta será paga por todos os contribuintes. Tem de ser um regime único de previdência e ponto. Quem pagará a conta, na verdade, são os brasileiros mais humildes, que começam a trabalhar aos 14, 15 anos e terão de ficar muito mais tempo na batalha para conseguir se aposentar. Filhos das classes média e alta, em geral, começam a trabalhar mais tarde e, portanto, vão se aposentar com menos tempo de trabalho e de contribuição. 

Airton Goes airton@isps.org.br

São Paulo 

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RUIM PARA O ANDAR DE BAIXO

Não é a baixa popularidade de Temer que emperra a reforma da Previdência. É um Congresso, corrupto, omisso, venal, que só trabalha pelo interesse próprio e de olho nas próximas eleições, pois não quer perder a boquinha. Os brasileiros gostariam de ver cortes nas mordomias dos políticos e a cobrança nas grandes empresas que devem à Previdência, mas o que se tem visto é uma reforma que atinge somente um lado. Se ela é tão boa, eficaz, saneadora e importante para o País, por que a resistência? Por ora, o que se vê são perdas para o andar de baixo, e, enquanto perdurarem esses privilégios, a reforma não terá apoio da sociedade, embora seja necessária. Por que não fazer com que deputados e senadores contribuam para se aposentar após 35 anos de contribuição? Na proposta da reforma não se viu correção das distorções (uns valem mais que outros). Queremos, sim, reformas, mas aquelas que combatam privilégios e tragam mais esperança ao povo tão sofrido.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CONTRÁRIOS

É muito fácil de concluir quem é contra a reforma da Previdência: os 3 milhões de servidores públicos que pagam menos (o governo não recolhe a sua parte) e ganham mais do que 30 milhões de aposentados e pensionistas que recolheram muito mais e recebem até o limite do INSS. Enquanto os servidores públicos podem receber até R$ 33.863,00 (até mais, se acumularem funções), os aposentados e pensionistas podem receber até R$ 5.531,31. O empregado ganha mais que o empregador!

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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A REFORMA NECESSÁRIA

Devido a aposentadorias de privilegiados, as contas da Previdência não fecham. O governo, então, repassa a conta aos demais cidadãos. O que fazer? Se contar com a tradicional demora da Justiça, antecipem-se as medidas previstas na reforma, e o equilíbrio será imediato. Às ações que fatalmente virão, o governo terá o argumento irrefutável de não ter dinheiro, além da evidente injustiça que se comete, há décadas. Se vierem a perder tais justificativas, provavelmente em algo como cinco anos (sentença definitiva), é de supor que a reforma já tenha sido aprovada (oxalá) e também que a economia tenha se reerguido. O risco maior será a inevitável greve do funcionalismo, mas a população, em geral, aplaudirá em pé a iniciativa. E não será onerada com maior carga tributária, o que também ajuda a economia. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

                

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SOBRE O ROMBO DO INSS

A previdência social pública é pública. O Estado não vende previdência e não pode lucrar com essa atividade. Por outro lado, a previdência social privada é privada. É um negócio para empresas e seus acionistas terem lucro. Nessa briga pela fatia de mercado para conseguir apropriar-se legalmente do dinheiro que corre na sociedade, empresários de visão de mercado têm grande interesse em privatizar atividades próprias do Estado para terem mais lucro e usufruírem de uma vida particular melhor para si, para amigos e familiares. O Orçamento público difere do orçamento de empresas. Isso porque o Estado tributa e coloca os bens e serviços públicos à disposição de todos. As empresas vendem a consumidores que podem pagar pelas suas mercadorias. O lucro das empresas advém do negócio para o qual foram criadas. Por outro lado, poder público tem o poder de tributar e arrecadar compulsoriamente. Isso tem de estar claro quando se refere ao rombo do INSS. Fosse uma empresa de previdência privada, esse rombo seria fatal. Mas, para o Estado, a coisa é bem diferente. As empresas têm sócios a quem são distribuídos os lucros. O Estado tem cidadãos/contribuintes. Pela leitura do poder público, esse rombo de R$ 202,2 bilhões do INSS significa uma arrecadação em tributos de 30% correspondendo a R$ 60,6 bilhões. Uma empresa não pode fazer esse tipo de leitura tributária. Mas faz uma outra: esses R$ 202,6 bilhões foram injetados na economia local garantindo a venda de mercadorias e postos de trabalho. Os burocratas do Orçamento precisam ter essa visão pública. O simples fechamento de contas contábeis com visão meramente empresarial poderá levar a uma retração do mercado, aumentando o desemprego e ocasionando um rombo social maior do que os simples dados contábeis apresentados.

Eurípedes de Castro Junior ecastrojunior@yahoo.com.br

São José dos Campos

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ESTATAIS IMUNES

Diante de uma série de medidas que o governo adota, a fim de conter o déficit público, com cortes e restrições aqui e acolá, nada se ouve falar em relação às empresas estatais. Nestas, os funcionários parecem imunes, mantendo as inúmeras mordomias, como 15 salários anuais e uma série de regalias não vistas por qualquer servidor público ou trabalhador. Sindicalistas dessas empresas não se preocupam com a reforma da Previdência ou a trabalhista, pois têm ricos fundos de pensão que sempre complementam seus salários, e isso à custa das estatais. Gozam de estabilidade plena, apesar de celetistas. Não se ouve o governo falar em restrições às mordomias dos empregados dessas empresas. Nas datas-base, sempre têm reajustes pela inflação e algo mais.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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'NEGOCIAÇÃO COLETIVA'?

Em reunião recente com sindicalistas, o presidente Temer anunciou que apoiará a adoção de uma nova "contribuição por negociação coletiva", a ser paga pelos trabalhadores para substituir a contribuição sindical compulsória, que foi eliminada na recente reforma trabalhista aprovada pelo Congresso. Conforme a afirmação do representante da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, "a contribuição não será obrigatória e as novas condições serão decididas em assembleia entre os sindicalizados e não sindicalizados". Para agilizar a decisão, as empresas deveriam enviar antecipadamente para os sindicatos somente a relação de trabalhadores que concordaram com contribuir para essas entidades. Enfim, todo cuidado é pouco para evitar que os trabalhadores que não desejam contribuir sejam enganados nesta tal assembleia sindical.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PIOR A EMENDA QUE O SONETO

Como sói acontecer, toda vez que o governo altera as regras das leis trabalhistas, consegue tirar mais do bolso do trabalhador. Desta feita não vai ser diferente. O presidente Temer salientou para os trabalhadores, por ocasião da aprovação da reforma trabalhista, que o imposto sindical seria eliminado, o que foi motivo de satisfação da maioria dos trabalhadores, que jamais concordou com o citado imposto. Duas das maiores centrais sindicais já se movimentam, porém, no sentido de que o novo imposto passe dos atuais 4,5% do salário mensal cobrado hoje para de 6% a 13%. E elas têm representantes no Congresso para tentar barrar a reforma sem tais tributos. O presidente da UGT defende 6%, "por ser um valor equilibrado que poderia ser dividido em 12 vezes". Mesmo os 6% serão um aumento de 33,3% do valor atual, enquanto a inflação estimada para o ano que vem deverá ficar em torno de 4,5%. Em 2016, o imposto sindical arrecadou R$ 3,53 bilhões, e, com os porcentuais em estudo, com certeza arrecadará bem mais. Além disso, o modelo em discussão prevê aprovação anual pelos trabalhadores da quantia a ser paga por todos, sindicalizados ou não. Ora, eis o imposto reeditado! E, por último, prevê-se que o quórum mínimo nas assembleias para definir o valor a ser pago poderá ser de apenas 10% dos trabalhadores representados. Cumpre lembrar que em todos os estatutos de entidades de representação o quórum mínimo é estabelecido na primeira chamada e, na segunda chamada, a decisão será tomada pelos presentes na assembleia. Ora, dificilmente essas assembleias são realizadas num recinto em que cabem os 10% dos representados, de acordo com a hipótese em debate. Um sindicato com cerca de 55 mil trabalhadores, para aprovar o imposto anual, teria de ter em sua assembleia um mínimo de 5.500 trabalhadores, o que seria muito difícil de reunir num mesmo recinto e mais ainda organizar os debates. Entretanto, essa imposição é contornada com a denominada segunda chamada, na qual qualquer número de presentes decide, até somente com os membros da diretoria, se for o caso. E a decisão tomada valerá para todos os representados. A mesma prerrogativa valeria para as centrais sindicais. E é assim que funcionam as assembleias. Por isso que a emenda é pior que o soneto. É muito dinheiro, que não será utilizado só em benefício dos representados, com certeza. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O CAPITALISMO SINDICAL

 

Com a aprovação da reforma trabalhista e a extinção do imposto sindical, os sindicatos se organizam numa ofensiva para viabilizar uma cobrança alternativa, porém, com valores bem maiores do que a extinta contribuição sindical compulsória, cujo desconto equivale a um dia de trabalho. A ideia é colocar a mão no bolso do trabalhador para viabilizar financeiramente a farra que é promovida pelos sindicatos. Hoje, por exemplo, há uma verdadeira proliferação de organizações sindicais, e isso, infelizmente, não resultou nem resulta em melhores condições de representação. A medida provisória a ser editada pelo governo Temer não pode, em hipótese alguma, permitir que haja qualquer lacuna jurídica para essa manobra. Isso seria um novo golpe no trabalhador, que, aliás, é um único prejudicado pelas ações deste governo e deste Congresso.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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INDEVIDA

Estão embutindo na nova "contribuição sindical" a famigerada e extinta Contribuição Assistencial, que depois de muitos anos foi recentemente julgada e considerada indevida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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SOMOS TROUXAS

Vocês sabiam por que a votação da reforma trabalhista no Senado Federal foi de 50 votos a 26? A resposta estava em letras garrafais na primeira página da edição do "Estadão" de 8/8: "Centrais sindicais querem contribuição maior que atual", e complementa: "Imposto deixará de existir em novembro, mas governo editará MP liberando contribuição, sem valor determinado". São um bando de políticos indecorosos que mutuamente atacam como lobos famintos, disputando entre si as migalhas de um poder degenerado. Indignado recolho-me ao silêncio e ao desânimo ou rasgo meu título de eleitor traído.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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BANHO DE REALIDADE

Para o trabalhador que ingenuamente comemorava o alívio do garrote, veio o banho de realidade: um dia de serviço anual será substituído por uma contribuição obrigatória até três vezes maior. A rigor, nenhuma novidade para quem conhece nossa pátria.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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O RUMOR SOBRE AUMENTO DE IMPOSTOS

Começa-se a ouvir rumores de novos aumentos de impostos no Brasil. Antes que isso ocorra, seria bom lembrar que existe uma série de empresas que poderiam ser privatizadas, como a deficitária Empresa Brasileira de Correios, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de parte ou toda a Petrobrás e mais 150 estatais que só dão despesas. A privatização não implica o País perder a empresa. Muito pelo contrário, ela pode tornar-se mais dinâmica e competitiva, como foi o caso da Embraer. Já está mais do que provado que nossos políticos se valem dessas empresas para alojar seus apaniguados e drenarem recursos para suas campanhas ou para seus bolsos. 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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TIRE A MÃO DO MEU BOLSO!

Por que é que, em vez de meter a mão no nosso bolso mais uma vez, o sr. presidente não cobra impostos das igrejas e dos clubes de futebol e para de premiar empresas sonegadoras com um novo Refis a cada ano?

Elisa Maria P. C. Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

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MAIS IMPOSTOS

A equipe econômica do presidente Michel Temer pensa em aumentar a carga tributária. A sociedade brasileira não suporta mais pagar tantos impostos. Nesse impasse, o governo fica num beco sem saída. Que tal o governo diminuir o número de senadores e deputados e começar a economizar cortando mordomias no próprio governo?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SOBRARIA DINHEIRO

O governo está precisando de dinheiro. Que tal diminuírem o número de secretários e assessores para cada um dos senadores, para cada um dos deputados federais, e assim por diante?

Lydia de Lima Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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A AÇÃO POLICIAL E A ESTATÍSTICA

 

Os números da estatística permitem qualquer tipo de conclusão, inclusive as contraditórias. Noticiou-se o aumento de 12% nas mortes provocadas por policiais militares paulistas em serviço, durante o primeiro semestre de 2017. Foram 313 os mortos, marca elevada na visão dos ativistas antiviolência, mas normal ou até baixa se consideradas todas as variáveis. Num universo de 16 milhões de intervenções, com 56 mil prisões em flagrante, 15 mil recapturas de foragidos e apreensão de 5 mil armas de fogo, formado no período, 313 mortos não é exagero. Mais importante: A Polícia Militar (PM) tem sua corregedoria que pune todos os excessos. A atividade policial é necessária e controversa, pois só ocorre em conflitos, quando todos os outros meios de mitigação falharam e o que resta é o confronto com suas consequências. Uma visão desapaixonada da estatística nos permite dizer que a PM paulista trabalha bem e com baixa letalidade. Ideal será o dia em que não tivermos mais mortes cometidas por policiais nem policiais mortos por criminosos. Quando isso ocorrer, a sociedade terá atingido aquele estágio de desenvolvimento e paz que todos nós, cidadãos, almejamos.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO

Um leitor criticou, recentemente, as Forças Armadas no Rio de Janeiro pela "paradinha" que permite à bandidagem uma janela de atuação sem proteção para a população. É o que dá ficar o ministro da Defesa ocupando o seu palanque eleitoral, tratando de operações - coisa que desconhece -, em vez de deixar aos militares essa função, inclusive a ligação com a imprensa, que está cercada de sigilo, mas deve permitir alertas à população. Mas só o ministro pode falar... 

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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O BATALHÃO EMPRESTADO

O governo federal, por meio do Ministério da Justiça, do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional, deveria exigir do governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministério Público, Justiça, Legislativo e prefeitura do município a imediata devolução dos 648 militares que estão à disposição dos órgãos citados, sob pena de retirada de todo e qualquer apoio federal. Aliás, essa deveria ter sido uma premissa para a intervenção branca realizada na segurança pública estadual. São 244 no Ministério Público, 172 na Justiça, 115 na Prefeitura e 117 na Assembleia. Seguramente, nenhum batalhão tem esse efetivo!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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SEM TRÉGUA

A violência no Rio de Janeiro, que não dá tréguas mesmo com o reforço pontual de tropas das Forças Armadas presentes no Estado, é emblemática da gravidade da segurança pública fluminense. Urge, assim, como falaram as lideranças do projeto repressor à criminalidade, que o uso da inteligência em ditas operações repressivas seja o fator fundamental no sentido de sufocar de vez essa tragédia de insegurança que vive a sofrida população do Estado.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESTAMOS PERDENDO

Num país que não consegue combater torcidas organizadas, o que podemos esperar do combate aos tráficos de drogas e de armas?

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri

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A MORTE DE ARTUR

Um país onde seus filhos são mortos ainda antes do nascimento prova a total falência do Estado.

               

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TENSÃO EUA-COREIA DO NORTE

Se os Estados Unidos da América atacarem a Coreia do Norte, a China se sentirá no direito de atacar a Coreia do Sul ou o Japão, embora não haja motivos suficientes para os Estados Unidos atacarem a Coreia do Norte. O possível ataque norte-americano à Coreia do Norte propiciaria "legítima" retaliação da China. O pensamento chinês será: "Você atacou o meu protegido, por isso atacarei os seus aliados". Tenha calma, Donald Trump. E não conte a seu favor nem com a China nem com a Rússia. Nem com a União Europeia. Também não conte com o Brasil, pois o Exército brasileiro está no Haiti e no Rio de Janeiro.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com

São Paulo

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GUERRA NUCLEAR

Com efeito, diante das crescentes e beligerantes declarações de Donald Trump ("a Coreia do Norte enfrentará fogo e fúria como o mundo nunca viu") e de Kim Jong-un ("o lançamento de mísseis com ogivas nucleares será ocasião para que os ianques sejam os primeiros a experimentar o poder de nossas armas estratégicas"), pode-se constatar com grande preocupação e indisfarçável temor que o planeta aproxima-se com celeridade de um desastre de proporções incalculáveis. Que os dirigentes dos EUA e da Coreia do Norte tenham em mente os 7 bilhões de vidas humanas e outros tantos bilhões de vidas animais e vegetais que dependem de sua tomada de juízo. Quem sobreviver verá...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MUNDO HIPÓCRITA

O mundo diante da iminente loucura que o ditador norte-coreano está para cometer e só os EUA tendo a obrigação de ameaçar me dá nojo. Quando Donald Trump for obrigado a atacar a Coreia do Norte, todos vão ficar cheios de "ais", "oh, como o imperialismo é cruel", "oh, como Donald Trump é satanás", e os hipócritas na verdade dando graças a Deus. A chance de evitar essa iminente guerra é hoje: ou o mundo freia já o psicopata norte-coreano ou terá mais culpa que os EUA.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo 

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O QUE PREOCUPA

O problema não são a ogiva para míssil nem o foguetório norte-coreano. O que mais preocupa é a proximidade da capital da Coreia do Sul da divisa com a Coreia do Norte, ao alcance de canhões convencionais, modernos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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