Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 03h00

SEGURANÇA NACIONAL

Grau de importância

As Forças Armadas preveem um colapso financeiro e os nossos políticos querem verbas para poderem bancar as próximas eleições. A questão é a seguinte: de quem precisamos mais? A não ser, é claro, que os nossos políticos façam a nossa segurança.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Confiemos nos atuais militares, para que o risco de colapso não chegue à democracia.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

REFORMA POLÍTICA

Crise de representação

Em pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Ipsos ficou mais do que claro que o modelo representativo brasileiro está em xeque. A grande maioria dos brasileiros não se sente efetivamente representada pelos políticos eleitos e muito menos considera o nosso regime de governo adequado. Além disso, o princípio de igualdade perante a lei, amplamente defendido pela Constituição da República, também é visto como inobservado pelo Judiciário. Os dados servem de termômetro – ou pelo menos deveriam servir. Um índice de insatisfação próximo de 95% é sinal de alerta total. Afinal, sem que haja a união de todos dificilmente sairemos da crise econômica e do verdadeiro imbróglio em que as instituições nacionais se meteram. É imperioso que adotemos um novo e urgente modelo de sistema político. Aquela reforma aprovada por uma comissão de deputados federais não soluciona, ao contrário, aumenta ainda mais a descrença dos eleitores.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Lendo a matéria intitulada 94% dos eleitores não se veem representados por políticos (13/8, A1), decidi que, tendo em vista a atual situação, só darei o meu voto para deputado a candidatos de primeira viagem.

LUCIANO MENDES DE AGUIAR

luciano.mendes@aguiar.com

Santana de Parnaíba

Candidaturas avulsas

É animador verificar que até a União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf) se está movimentando para reagir a essa estrutura partidária ineficiente na representação popular, como mostra a reportagem Juízes entram com ações por candidatura avulsa (13/8, A7). Em verdade a estruturação interna dos partidos é pouco ou quase nada democrática, favorece a proliferação de caciques e o domínio de famílias que por lá se multiplicam. Uma vergonha! A verdadeira reforma política tem de começar pela reforma dos partidos e por maior liberdade para as candidaturas.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Parlamentarismo

O Brasil vem assistindo a cada dia ao esgotamento do presidencialismo, por não se conseguir governar sem lotear cargos. São milhares de cargos comissionados ocupados por indicação política. Por isso a maioria dos ministérios, que deveriam ser formados por notáveis, é ocupada por um bando de picaretas que só pensam em si e nos seus. O parlamentarismo acabaria com essa estrutura viciada, que funciona na base de favores. Mas a defesa desse sistema é imediatamente recebida com críticas por quem quer que a situação fique como está. Os contra o parlamentarismo alegam ser preciso debater com a sociedade, mas não acham que a sociedade deve opinar a respeito do fundo partidário de R$ 3,6 bilhões. Em qualquer dos casos o debate deveria envolver a sociedade, mostrando seus prós e contras. Mostrar aos cidadãos que o sistema atual submete o presidente ao Congresso e que para instituir o parlamentarismo é necessária, primeiramente, uma grande reforma no sistema de representação partidária. A questão é: nossos parlamentares querem melhorar o País e acabar com as crises de governabilidade? Duvido.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Renovação geral

Pelo que se tem visto, o sistema presidencialista já não serve para o povo brasileiro. É hora de renovar, com o parlamentarismo e um primeiro-ministro. Não deu certo, troca-se, sem prejuízo para o povo. O Brasil não pode mais ficar à mercê das vontades populistas. Não podemos correr o risco de ter um Erdogan ou um Maduro na Presidência da República. Se hoje o povo sabe de alguma coisa, é graças à mídia sem mordaça. Temos ainda de observar como o eleitorado vai encarar o tal “distritão”...

JOÃO CAMARGO

inteligencianomundo@hotmail.com

São Paulo

Voto distrital

O “distritão” é armação. Um distrito por Estado deixa tudo como está. É preciso dividir o número de eleitores por 250, o número de deputados aceitável. Então teremos o número de eleitores por deputado, desde que se fixe um deputado por distrito. Assim se obterá o número de deputados por Estado e se dividirá cada Estado em tantos distritos quantos os deputados.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Caso de polícia

O Congresso Nacional precisa urgente de um distritão. O distritão policial 171, com carcereiros e quentinhas.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

‘Reforma ultrajante’

O que os nossos parlamentares estão propondo como reforma política é um perfeito exemplo do “legislar em causa própria”, que deveria ser impedido pela nossa Constituição.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Sinônimos

Rapinagem, pilhagem, ladroagem, bandidagem, furto, roubo, espoliação, usurpação, gatunagem, fundo partidário, etc. E o mais novo sinônimo: Fundo Especial de Financiamento da Democracia. É realmente ultrajante constatar que estamos sendo assaltados em quase R$ 4 bilhões para reeleger assaltantes.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Sem moral

Toda essa bandalha política só pode ter vindo de um DNA defeituoso. O gene é o traço e o ambiente puxa o gatilho para o desenvolvimento da deformidade que leva a essa classe política desmoralizada.

JOSÉ CARLOS BARBÉRIO

carlitobarberio@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

 

LULA E A IMPRENSA

 

Durante evento numa faculdade de Direito do Rio de Janeiro, Lula afirmou que, se for candidato à Presidência, vai ganhar as eleições e fazer a regulação dos órgãos de imprensa. Se acreditasse minimamente que tem alguma chance de vencer as próximas eleições, jamais diria uma sandice dessa monta, que contraria o mais elementar dos direitos assegurados pela democracia, a liberdade de expressão. Talvez embriagado pelo aparente sucesso do companheiro Nicolás Maduro, na Venezuela, o ex-presidente tenha revelado um pouco de si e seus sonhos, esquecendo-se de em que país reside e a vocação dos brasileiros pela liberdade e pela democracia. Em vídeo gravado recentemente, Lula diz que não ficou mais radical, apenas ficou mais “maduro” – numa referência ao vizinho liberticida responsável pelo fechamento de mais de uma dezena de jornais e emissoras de TV livres no país. Se o ex-presidente for um cara de muita sorte e conseguir escapar das seis ações penais em que é réu, tendo sido na primeira delas sentenciado a mais de nove anos de prisão, e entrar na corrida presidencial, dirá o que em sua campanha? Que vai amordaçar a imprensa?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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APLAUSO UNIVERSITÁRIO

 

No tal “Ato pela Reconstrução do Estado Democrático e de Direito”, Lula propôs a “regulação da imprensa”. Numa universidade, pior foi o paroxismo da ignorância burra, confirmado pelo aplauso da plateia...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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ÓDIO À IMPRENSA

 

No mesmo evento em que o ex-presidente Lula fala em “regular a imprensa”, invoca o hino da República, dizendo: “Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós”! Lula falou para a plateia certa, aquela mesma que no “mensalão” o ator Paulo Bete disse que para Lula conseguir o domínio da esquerda “precisava sujar as mãos”, dando a entender que roubar os cofres públicos fazia parte do plano. Entusiasmados, os petistas seguiram o conselho à risca. Além de roubarem adoidado, destruíram economicamente o País. Por isso todo este ódio contra a Justiça e contra a imprensa brasileira, porque não tiveram tempo suficiente para implementar o que manda o Foro de São Paulo. Apesar das inúmeras tentativas, o Brasil continua firme e forte verde e amarelo. A única exceção onde seus discursos ainda encontram eco é nos bolsões da miséria e na esquerda caviar, dita “intelectual”. Lula falar em “repressão à imprensa” – em quem, depois do Exército, a população mais acredita – é desvario. Acabou com o que restava do seu prestígio e voltar a presidir o País, só em outra encarnação.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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MEDO E ESPANTO

 

Causa espanto e medo a notícia de que Lula pretende “regular a imprensa”, como disse em discurso de “já ganhou”. Na verdade, se pudesse, Lula acabaria com tudo aquilo que lhe é contrário ou não lhe favorece. Fica o alerta, pois no primeiro mandato, um de seus primeiros atos foi o projeto da lei da mordaça, que foi um atentado contra a liberdade de imprensa no País. Este senhor demonstra o quanto ainda pode ser nocivo ao Brasil.

 

Ednei Segato ednseg@gmail.com

São Paulo

 

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TARDE DEMAIS

 

Lula falastrão ameaça voltar à Presidência e fazer a regulação dos órgãos de imprensa. Claro! Ele bem que tentou essa medida já no seu primeiro mandato, mas não conseguiu. E foi justamente graças à imprensa livre que o sonho de poder bolivariano do PT se esboroou. Agora quer fazer o “serviço” direito, colocando mordaças na imprensa e vendas nos olhos da população, à moda de Maduro? Tarde demais, perdemos a inocência e não somos mais os mesmos de antes. E Lula, este é apenas uma sombra do que já foi. Menos mal!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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GOLPE DE MISERICÓRDIA

 

Imaginem o descalabro que somos obrigados a ler e ouvir, Lula declarando em evento na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): “Não vou morrer antes de voltar a governar o País”. E mais: “Se eu for candidato, vou ganhar e fazer a regulação dos órgãos de imprensa”. Não acredito nessa possibilidade, porém, como aqui no Brasil tudo é possível, melhor torcer para que não aconteça tal maldição. Seria o golpe de misericórdia no País e em sua população.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ALMA VENDIDA

 

“Não vou morrer antes de voltar a governar o País”, afirma Lula.  Só pode ter feito pacto com o diabo para achar que tem o poder de controlar a própria morte. E a seita de esquerda a que pertence, em macabro ritual noturno, o aplaude! Ah! Agora entendi, vendeu a alma por aplausos que são a sua cocaína! E aplausos são gratuitos, êta diabo esperto! Compra almas sem gastar um tostão!

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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A FORÇA DO RÁDIO

 

A maioria dos brasileiros não tem acesso à internet. Se tem, não usa para reflexão política. O rádio será o grande trunfo de Lula. Sua comunicação é imbatível no rádio. Vejam o que acontece hoje: uma entrevista do ex-presidente a uma humilde emissora do sertão do Nordeste é reproduzida – quase que em rede – por todas as grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo. A estratégia de Lula é devastadora para os concorrentes dele.

 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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LULA NO PARAÍSO

 

Lula construiu o sítio de seus sonhos. Adega soberba. Linda cozinha capitalista, salas e quartos de primeira, piscina e um deque onde guardava pedalinhos para os netos. Teve até o cuidado de não colocar seu paraíso no seu próprio nome, pois vai que... Pergunto, então, ao juiz Sergio Moro: por que não confinar Lula no seu cantinho de céu, com tudo o que planejou com a ajuda de amigos ricos e amigos decoradores, para se deliciar na sua aposentadoria paradisíaca, deixando o País crescer sem suas dicas, que, aliás, não deram certo? Isolado em seu cantinho maravilhoso, curtindo os vinhos, churrascos, redes, barquinhos, piscinas e tudo do mais luxuoso que o cerca na vida que aprendeu com os da elite. Longe do burburinho, poucos admiradores incomodariam nas redondezas, não apedrejariam a casa nem colocariam fogo em pneus. Protestos que seriam forçados a ser civilizados, sem consequências maiores para os que não têm nada com isso. Fica a sugestão. 

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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PERIGOSOS

 

Sou obrigado a concordar com Lula em se achar “exemplo” para o mundo. Bastam Donald Trump e Kim Jong-un que o copiaram. Só falam “merda”, mas são perigosos!

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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AVISO AOS DESAVISADOS

 

Em 1962, os russos colocaram diversos mísseis sobre navios e navegaram para a ilha de Cuba a fim de amedrontar os Estados Unidos com um possível ataque nuclear. Na época, o presidente americano John Kennedy preveniu os russos de que, se dessem “um passo a mais”, suas Forças Armadas destruiriam toda a frota russa, com seu respectivo arsenal. Se o líder russo Nikita Khrushchev não tivesse recuado de sua aventura, a ilha de Cuba e seus navios teriam voado pelos ares. Na época os EUA tinham arsenal instalado em base na Itália e na Turquia. Agora, 55 anos depois, o mesmo está para acontecer com a Coreia do Norte, e o presidente Donald Trump já ameaçou que, se a ilha de Guam no Oceano Pacífico sofrer algum ataque, o ditador coreano Kim Jong-un, “vai se arrepender de verdade”. Vamos esperar que não aconteça, pois os habitantes da ilha de Guam são quem vai sofrer com a insanidade do ditador coreano. Tristes daqueles que pensam que os Estados Unidos estão blefando. A mais poderosa nação do mundo não precisa desse subterfúgio.

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

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A IRA DE KIM JONG-UN

 

O gordinho atômico da Coreia do Norte que se cuide. Ninguém brinca de Deus com os Estados Unidos. Capaz de acordar no espaço qualquer dia desses.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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TRUMP AMEAÇA COREIA DO NORTE E VENEZUELA

 

Cão que late não morde.

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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AÇÃO MILITAR

 

Donald Trump fala numa possível ação militar na Venezuela para proteger o povo daquele país. Já que ele é tão altruísta, deve estar considerando também uma ação similar no Brasil para proteger o nosso povo contra os maus políticos que, mesmo tendo altíssimos salários e mordomias, roubam o nosso patrimônio.

 

Antônio Penteado Serra apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

 

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FALTA DE REPRESENTAÇÃO

 

A manchete principal do “Estadão” de domingo (13/8), “94% dos eleitores não se veem representados por políticos”, expõe o sentimento dos brasileiros em relação aos políticos. Não se sentem representados. Culpa de nosso sistema eleitoral, que não cria vínculos entre eleitos e seus eleitores: são campanhas caras, sem conteúdo, que não animam o eleitor a acompanhar seus candidatos eleitos, mesmo porque se vota num candidato e pode-se eleger um outro até de outro partido. Precisamos é de voto distrital. Campanhas de candidatos falando olho no olho de seus eleitores e muito mais econômicas. E a possibilidade de ter um cartão vermelho para tirar do cargo aqueles que se mostrarem incompetentes ou infiéis aos seus compromissos de campanha.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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DESPREOCUPADOS

 

O Congresso está preocupado com o déficit fiscal?! Não! Com a recuperação da nossa economia e com os 13,5 milhões de desempregados?! Não! Com a reforma de Previdência?! Não!  Mas, para aprovar em regime de urgência um modelo picareta de reforma política que visa principalmente a criar um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas políticas a partir de 2018 os 513 deputados e 81 senadores nem dormem, de tanto interesse. É bom lembrar que estes R$ 3,6 bilhões seriam suficientes, por exemplo, para quitar as dívidas das Santas Casas, que atendem por ano milhões de pacientes por todo o País. Ou os R$ 3,6 bilhões desta pretendida orgia política, com sobras, dariam para abastecer de medicamentos os postos de saúde que hoje pela falta deles muitos pacientes morrem porque não têm recursos para comprar tais remédios nas farmácias. Esta reforma política está mais para uma bandidagem em assalto aos cofres públicos. Sem ruborizar, ainda querem criar um sistema chamado de “distritão” só para facilitar a eleição dos investigados na Lava Jato, em 2018. Porém, nada de cláusula de barreira para diminuir o número de partidos no Parlamento! E tampouco o voto distrital misto, que poderia já reduzir o custo das campanhas e, se aprovado, entraria em vigor somente no pleito de 2022. Não podemos falar que estes congressistas são sérios e preocupados com a Nação...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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REFORMA ULTRAJANTE

 

Como muito bem exposto no editorial do “Estadão” de domingo (13/8), a reforma política que começou a ser voltada na Câmara é repugnante e ultrajante e demonstra um descompasso total com a população e com o País. Visa claramente aos interesses de políticos de se perpetuarem no poder e continuar a se proteger com o humilhante foro privilegiado. O desbarato só não foi maior ainda porque o relator, o deputado do PT Vicente Cândido, após colocar, resolveu retirar a emenda Lula, que o protegia contra a condenação por ser ex-presidente, e abriria caminho e imunidade para sua candidatura nas próximas eleições. A proposta aprovada para a criação de fundo para campanhas eleitorais arrancando recursos da saúde, educação, infraestrutura e demais recursos destinados à população é ultrajante e clara cegueira aos reais problemas fiscais que o País vem enfrentando, como se já não bastassem os atuais recursos partidários e a renúncia fiscal do governo decorrente da propaganda eleitoral partidária nas redes de televisão e rádios. Se realmente quisessem fazer uma reforma política, deveriam ter um objetivo claro de reduzir as despesas do Congresso como um todo em no mínimo 1/3, como 1/3 a menos de deputados e senadores, redução drástica de assessores parlamentares, fim de inúmeros benefícios como carro, apartamento funcional e outras verbas consideradas como representativas dos congressistas, extinção das emendas parlamentares, fim das coligações, implantar cláusula de barreiras para evitar esta vergonhosa proliferemos de partidos sem qualquer fundo ideológico, e outros pontos. Começamos assim para as próximas eleições, e o aprimoramento seria gradativo sucessivamente para as próximas, mas a grande demonstração seria a vinculação do Congresso com o povo e com o País, coisa difícil de acreditar pela atual composição do Congresso Nacional.

 

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

 

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FUNDO BILIONÁRIO

 

Forças Armadas na lona, saúde na UTI, educação 0% e segurança ineficiente. E a Câmara aprova R$ 3,6 bilhões para estes políticos se elegerem? Não, não e não!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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EXTRAPOLARAM TODOS OS LIMITES

 

Um escárnio o Congresso ter a cara de pau de votar um fundo público de financiamento de campanha de R$ 3,6 bilhões, mais o distritão, sem discutir com a sociedade. Esta gente já extrapolou todos os limites do bom senso. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, não venha posar de santinho dizendo não ser a melhor reforma. A sociedade não aceita nem vai ficar calada. Já ouvimos parlamentares dizendo que ninguém manda neles. Ninguém manda, mas nenhum deles pode fazer nada se não for eleito. A sociedade deveria ir às ruas e pedir reforma política sem usar o dinheiro que se almeja e com voto distrital misto. Se é para ficarmos aceitando o que vem de cima, daqui a pouco teremos um Maduro a nos conduzir. Vamos abrir os olhos, antes que seja tarde. Não a este fundo imoral e ao distritão. Se não for para nos respeitar, que ninguém compareça às urnas. Assim não seremos feitos de palhaços.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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REPROVADOS

 

Ainda tem parlamentar que acha pouco! A verba de R$ 3.600.000,00 resolveria muitos problemas na educação, na saúde e em obras públicas. Mas, para eleger deputado, é pouco, no entender dos nossos parlamentares – parlamentares que só se lembrarão do eleitor na época da eleição. Se fosse necessário um exame de capacidade funcional, mesmo em provas do nível Enem, eles não passariam.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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NÃO!

 

Dinheiro público que poderia ir para a saúde e a educação transformado em campanhas políticas para candidatos safados e ignorantes que sem sequer sabem falar corretamente! Francamente, eu não autorizo!

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

 

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REFORMA POLÍTICA

 

Quem o sr. Vicente Cândido pensa que é? Tirar R$ 3,6 bilhões do povo para ajudar em campanhas e eleger pessoas em quem o povo não votou? Agora o funcionalismo, que sempre foi petista, agradeça a ele: perderam 9% no de reajuste e vai dar 4% para os deputados! Quer reformar? Acabe com a reeleição, com a aposentadoria de políticos, cortem benefícios como auxílio-paletó, moradia, passagens, combustível, veículos, refeição, correio e utilizem a verba para as campanhas!

 

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@outlook.com

São Paulo

 

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NÃO ADIANTA CHORAR

 

É preciso encarar os fatos e uma boa dose de pragmatismo ao analisar o projeto de financiamento público de campanha que tramita no Congresso. Não se pode alimentar ilusões quanto às intenções éticas e morais de grande parte dos atuais parlamentares: sem financiamento não há campanha e, já que a fonte das empresas secou, eles farão de tudo para obter algum tipo de dinheiro público através do poder de legislar que lhes foi atribuído e do qual não abrirão mão. Como diria Chacrinha, não adianta chorar cantor. A resposta da sociedade será nas urnas.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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FUNDOS E FUNDOS

 

Se um fundo de dinheiro do erário pode financiar políticos gananciosos, que não têm imaginação e espírito público, apenas voláteis vaidades, por que não o criar para ser canalizado para abater a dívida pública? Mais do que opiniões de economistas e ilustres letrados que de lei tudo entendem ao colocá-las em papiros, devemos ter no debate nacional pessoas comprometidas com posições firmes contra o uso do dinheiro arrecadado para usos corporativos.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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CASA DA MÃE JOANA

 

Congresso Nacional, salvo engano, é algo mais parecido com a casa da mãe Joana!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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PAUTA PARA REFORMAR

 

Sim, sou a favor de uma reforma política urgente. Primeiro, redução dos 513 deputados para 2 por Estado. Segundo, redução dos 81 senadores para 1 por Estado. Publicações do que cada um fez na semana a favor do povo, do seu Estado e do Brasil. Terceiro, os R$ 3,6 bilhões vergonhosamente propostos para financiamento de campanhas deverão ser aplicados tostão por tostão na saúde, na educação e na segurança (presídios na Floresta Amazônica, sem celulares, sem visitas e sem nada). Quarto, e o mais importante: cada candidato terá de usar recursos do próprio bolso para a sua campanha. Se alegarem que não possuem dinheiro para tanto, terão de explicar onde está a fortuna que roubaram do povo brasileiro. Em 2018, lembremo-nos de que a bandeira do Brasil é verde e amarela.

 

Marlene Orlando Duarte Pereira raphaelmcontato@gmail.com

São Paulo

 

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SIMPLES MEDIDAS

 

O distritão é uma verdadeira excrescência e não está em uso em nenhum país decente. Esse sistema só privilegia o personalismo, o poder econômico, a reeleição de quem está no cargo ou aqueles que têm o controle ou acesso à máquina partidária. Antes de implementar o sistema distrital misto, que também considero o ideal, precisamos adotar três medidas básicas: cláusula de barreira de 5% para os partidos, descoincidir eleições legislativas das executivas – com a finalidade de dar a real importância às eleições para os Parlamentos – e, por último, estabelecer cinco anos de mandato com o fim da reeleição para cargos executivos.  Essas simples medidas já serão um grande avanço para o período de pré-implementação do voto distrital misto e farão uma grande diferença no quadro político atual.

 

Frederico d’Avila frederico@fda.agr.br

São Paulo

 

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ERRADO E ANTIÉTICO

 

É absolutamente errado e antiético os atuais congressistas mudarem o sistema eleitoral a seu bel-prazer, pois obviamente são parte interessada na mudança. Nunca irão introduzir modificações que lhes dificultem a reeleição. Para ser ético, se o Congresso decidir mudar o sistema eleitoral, deveria incluir no projeto uma cláusula que proibisse todos os atuais deputados a candidatarem-se à reeleição em 2018. Por outro lado, por que não se pede um projeto básico a órgão neutro, como o STF ou o TSE? A interferência do Supremo seria muito bem-vinda. Da forma em que vai o barco, é melhor manter as eleições de 2018 no sistema ora vigente, com mandato de 2 a 4 anos, e incluir, para a votação de 2018, a eleição de uma câmara de pessoas escolhidas especificamente para a reforma do sistema eleitoral, a aplicar em 2020 ou 2022. Os eleitos para escolha do sistema eleitoral seriam proibidos de candidatarem-se nas primeiras eleições que a seguir ocorrerem.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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INTOCÁVEIS

 

Intocáveis na Índia: casta oprimida, cujos membros não devem ser vistos nem tocados pelos membros das castas superiores. Intocáveis nos EUA: equipe do FBI dos anos 30, constituída de policiais destemidos e incorruptíveis, pôs na cadeia o gangster Al Capone. Intocáveis na França: título do filme de 2011 em que um milionário tetraplégico e seu cuidador pobre e oriundo dos subúrbios desenvolvem uma tocante relação. Intocáveis no Brasil: políticos patrimonialistas e inescrupulosos, que legislam em causa própria e são inatingíveis pela Justiça, mesmo quando pegos nas maiores falcatruas.

 

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

 

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CENTRÃO

 

Quer dizer, então, que o Centrão só admite discutir e analisar a reforma da Previdência se houver redistribuição de cargos que beneficiem os seus respectivos partidos? Evidentemente, se fosse para beneficiar o povo brasileiro, certamente eles nada exigiriam em troca, tendo em vista o elevado senso patriótico dos nobres parlamentares! Ou será que não?

 

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

 

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REFÉM DO CONGRESSO

 

A existência de 35 partidos políticos inviabiliza a governabilidade e torna o Executivo federal “refém” do Congresso Nacional. Para garantirem êxito em seus mandatos, todos os presidentes da Nova República (1985-) se valeram do que Sérgio Abranches alcunhou de “presidencialismo de coalizão”, termo técnico referente ao conhecido fisiologismo da política brasileira, baseado em articulações e negociatas entre o Palácio do Planalto, o Senado e a Câmara dos Deputados. Por essas e muitas outras explícitas razões, antes das mudanças trabalhistas e na Previdência, urge uma séria reforma política a fim de combater ao máximo a prática do toma lá da cá, limitando o número de parlamentares no âmbito do Poder Legislativo em todos os entes da Federação, bem como para reduzir o número de siglas partidárias e, quem sabe, repensar a possibilidade de reeleição de governantes e legisladores.

 

Thieser Farias thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS)

 

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A INTERVENÇÃO OU NÃO DO ESTADO

 

Lendo o artigo “Cristãos perseguidos”, de Dom Odilo P. Scherer, no “Estadão” de sábado (12/8), remonto à outra notícia, veiculada no “Estadão” de 6/8, que afirmava estar havendo uma pressão laica sobre o ensino religioso, em Londres. A questão é saber até onde o Estado pode invadir a seara privada para proibir o ensino de alguma coisa que integra uma cultura. Diz-se agora, sobre a invasão em questões sobre orientação judicial. Antes, já houve discussão em vários países europeus sobre o uso de véus a esconder os cabelos femininos. A questão chegou a ser discutida na França, que se destacou sendo pioneira na vedação legal ao uso do véu. Agora esta, logo em Londres, capital da primeira Constituição, a Magna Carta de João sem Terra, de 1215, que já garantia algumas garantias e liberdades. Será que é razoável proibir que se cuide pela preservação da décima cultura? Será que os pais têm subtraído o poder/dever de educarem seus filhos, pelo Estado? As primeiras cartas de declaração e direitos fundamentais nasceram na Europa e nos EUA, e desenharam um estado de não intervenção, um “non facere”. Mas na evolução social hoje, mesmo com a candente questão relativa aos refugiados, o Estado sempre foi chamado a intervir. Não sou judia. Tampouco islâmica. Sou cética, mas admiro a resistência dos judeus, por exemplo, que preservaram sua cultura, suas datas sagradas (Shabat, Pessach, Rosh Hashaná, etc.), às vezes, durante a história, contra a lei, ilegais. Existiu durante muito tempo uma perseguição, mais do que aos judeus, à sua cultura, que sem dúvida foi concussão da sobrevivência deste povo tanto tempo sem “chão”. Por estas e outras, sou contra este estado intervencionista, na medida em que ataca uma cultura qualquer. Não ao “escritório britânico de padrões educacionais” londrino. Agora, diferente o caso relatado por Dom Odilo, que fala da ação proativa e solidária promovida por grupos cristãos, aqui e acolá. Neste caso, entendo que o Estado deve, sim, intervir, em colaboração às entidades assistenciais. Não porque sejam cristãs, mas porque promovem o bem comum.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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ERRO RECORRENTE

 

Temos de condenar toda e qualquer perseguição religiosa, assim como a utilização do ódio sectário que de alguma forma atente contra a preservação da vida. É fato que os princípios das religiões mais praticadas no mundo não pregam ou pactuam com qualquer forma de violência. Dom Odilo Scherer (12/8, A2) é personalidade importante, e quando expressa sua opinião, centenas de milhares de seguidores adotam seu discurso. Infelizmente, a opinião do eminente religioso não teve os cuidados quando retrata grupos extremistas e suas atrocidades. Fica a impressão ao leitor de que, apesar das aspas, é o Islã responsável pelas abomináveis ações. Esse erro recorrente causa grave distorção e repercute no dia a dia de muçulmanos, quando a islamofobia aumenta a cada dia. Ninguém melhor que Sua Eminência o papa Francisco tem expressado sua indignação quando o Islã é vinculado equivocadamente, sempre reafirmando ser o ele ou suas fontes como uma religião de paz e misericórdia.

 

Ali Zoghbi alizoghbi@uol.com.br

São Paulo

 

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‘CRISTÃOS PERSEGUIDOS’

 

Dentre os conceitos de cinismo que estão nos dicionários, a partir de vários pontos de vista, um deles é “insensibilidade com o sofrimento do outro”. O autor do texto da edição do “Estadão” de 12/8/2017 Dom Odilo P. Scherer aborda a perseguição que os cristãos têm sofrido atualmente em várias partes do planeta. Não sou paladino do Código de Hamurabi, o do “olho por olho, dente por dente”, de civilidade rala. Mas o cardeal-arcebispo de São Paulo perdeu a chance de se calar. Ora, se olharmos a História, o que é relatado pelo eminente clérigo é “troco de pinga”. Os pioneiros cristãos tiveram uma “perseguiçãozinha” até o início do século IV, quando o imperador romano Constantino legalizou o cristianismo no território do vasto império, com o Édito de Milão. A partir daí, ao longo de séculos, os cristãos fizeram da humanidade “gato-e-sapato”, culminando com o início dos Autos de Fé perpetrados por Tribunais Inquisidores, estrutura da Santa Inquisição. Seus objetivos? Perseguir “hereges”, nome genérico para rotular desde quem usava manjericão na comida até quem dizia que a Terra girava em torno do Sol, passando pelos “cristãos-novos”. Desde 1985 circula pelos continentes a Mostra Internacional de Instrumentos Medievais de Tortura, itinerante. Estive nele em Blumenau. Há outros museus, fixos, com exposição sobre o mesmo tema, em vários países, como Alemanha, Holanda, República Checa, etc. Têm algo em comum: a quase totalidade dos apetrechos criados pelo ser humano para torturar o outro foi concebida pelo cristianismo para torturar “hereges”. Na passagem por Blumenau, a exposição omitiu um equipamento, o do empalamento, um horror. Dom Odilo deve ter se esquecido do manual dominicano de tortura, o “Malleus Maleficarum”, com que cristãos orientaram, durante séculos, a forma mais rápida de obter uma “delação premiada”.

 

Zander Nogueira Martins zandernm@gmail.com

São José dos Campos

 

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RACISMO NOS EUA

 

“Dia de manifestação de supremacistas termina em violência e 3 mortes nos EUA” (“Estadão”, 13/8, A13). Supremacia branca? Vergonhoso! O mundo precisa é da supremacia da paz, da tolerância, da aceitação dos opostos. Que abominável!

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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