Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 03h00

BNDES

MP 777

Paulo Rabello de Castro, recém-nomeado presidente do BNDES, destoa de toda a equipe econômica quanto ao fim da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP), portanto, todo apoio ao relator da medida provisória que propõe ao atual presidente solicitar sua demissão. Além de atrapalhar a adoção de uma agenda que visa a reduzir a taxa de juros de maneira estrutural no Brasil, contribui para elevar as incertezas em momento tão crítico para a economia brasileira. As diretrizes da ex-presidente Maria Silvia e do ex-diretor de Planejamento Vinicius Carrasco (criador da TLP) precisam voltar a nortear o banco. Diferentemente do argumentado por defensores da TJLP, a mudança para a TLP permitirá a redução da taxa de juros para todos, e não somente para grandes empresas que têm acesso ao BNDES. Soma-se a isso ser um ponto final ao assalto ao bolso dos trabalhadores por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em benefício dos empresários “eleitos”.

NATHAN BLANCHE

São Paulo

SEGURANÇA NACIONAL

Semeando furacões

O contingenciamento de 44% dos recursos destinados às Forças Armadas põe a instituição em risco de colapso e atinge a fiscalização das fronteiras do País. Enquanto isso, o governo federal brinca de usar as Forças Armadas para exercer a função de policiamento no Rio de Janeiro, por exemplo. Parece piada: basta que os ladrões tirem férias, esperem um mês até que o dinheiro do Exército acabe e voltem para sua atividade regular, sem que nenhuma das causas do crime organizado tenha sido enfrentada. E não será de surpreender quando todos os tipos de armamento pesado e explosivos surgirem nas mãos do crime organizado. Afinal, nossas fronteiras foram deixadas desguarnecidas e nossas Forças, sem a menor condição de trabalho. Sorte que neste último trimestre de 2017 nenhum outro país tenha manifestado a intenção de invadir o Brasil... Parece que nada disso faz parte das preocupações do pessoal de Brasília.

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Dever do governo

Como é possível que o Brasil – um país continental, de 8.516.000 km2, com 210 milhões de habitantes, 17 mil km de fronteiras voltadas, a leste, para o oceano e, a oeste, para dez países – tenha um Exército cada vez mais desmantelado, processo que teve início nos governos FHC, Lula e Dilma? Como consequência, as Forças Armadas ficaram sem suas indústrias de armamentos e nossas fronteiras, em situação de vulnerabilidade. Por elas passaram e passam traficantes de drogas, armas, cigarros, etc., além do contrabando de minérios, automóveis, motos e outras mercadorias. Enquanto isso, nossas Forças estiveram por 15 anos no Haiti, a título de auxílio a este país em situação de calamidade, e estão para prestar serviços na África. O que dizer agora, que os recursos destinados a elas caíram 44% (Estado, 14/8), fato que deverá forçar a redução do expediente, a dispensa de recrutas, a suspensão de cursos, etc.? Vivemos um momento em que o crime organizado se fortalece e se espalha pelo País todo, fazendo aumentar os índices de criminalidade de forma assustadora e, possivelmente, tendo acesso também a cargos públicos. O governo federal tem o dever de deferir recursos às nossas Forças Armadas, diante das dificuldades pelas quais o País passa. Urge termos um Exército digno, resgatar a soberania nacional e a segurança dos cidadãos, que são obrigados a pagar elevados impostos, mas nada recebem em troca.

MARIA C. NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

De portas abertas

Se já estava muito difícil a situação da segurança pública no Brasil, imaginem agora, com o corte de verbas sofrido pelas Forças Armadas, de 44% nos últimos cinco anos. Essa falta de recursos interrompeu a continuidade da implementação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), de suma importância para auxiliar na fiscalização da entrada ilegal de armas, drogas e contrabando em geral no País. O sistema está tão fragilizado que, dos 17 mil km de fronteiras que temos, só 600 km podem ser hoje cobertos. Ou seja, estamos com nossas portas escancaradas.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Amoral

No mesmo dia em que se noticia que as Forças Armadas estão em situação precária no que diz respeito ao orçamento para cumprir as suas missões constitucionais, toma-se conhecimento de que um juiz da comarca de Sinop, em Mato Grosso, recebeu em julho remuneração próxima de meio milhão de reais – segundo ele, tudo dentro da legalidade. Pode até ser tudo legal, como, por exemplo, o auxílio-moradia que todos os juízes recebem, morem ou não fora da jurisdição onde prestam serviço, mas que é amoral, lá isso é.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Prioridades

É claro que faltam recursos para as Forças Armadas. Enquanto isso, estamos gastando bilhões com o desenvolvimento de um caça sueco ultrapassado ou com o desenvolvimento de submarinos atômicos (isso desde o século passado), entre outros, sem previsão de sucesso. Dessa maneira, prioridades como vigilância de fronteiras, segurança, batalhões de Engenharia para a construção civil, etc., estão ficando totalmente desguarnecidas.

ULYSSES FERNANDES NUNES JR.

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Sorte

Militares advertem que só há dinheiro para as Forças Armadas para mais um mês. Sorte nossa que não temos inimigos externos (internos há muitos!). Fora essa situação relatada, os cortes no Orçamento vão em todas as direções, e, mesmo com a tesoura “comendo”, estima-se que o déficit primário previsto para 2017 deva subir dos previstos R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Sorte do governo que, malgrado tudo e apesar dos sucessivos rebaixamentos em nossa nota de crédito, ainda encontra quem compre dívida pública. E, neste clima que está mais para cinza-chumbo que para verde-oliva, as excelências ainda encontram justificativa para criar um fundo de R$ 3,6 bilhões ( ! ) com o propósito de patrocinar campanhas eleitorais! Um dinheiro que, na prática, não existe, com a agravante de que os partidos políticos são entidades de direito privado e, pela lógica, jamais poderiam chegar perto desses recursos. Sorte das raposas que o povo brasileiro tem vocação para presa: lamenta seu fado, mas ao fim se conforma.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br


FEIRA E XEPA DUROS?


Os marqueteiros da Dilma estão pedindo a liberação de parte dos R$ 28,7 milhões bloqueados pelo juiz Sergio Moro, alegando não terem renda para sobreviver. Perceberam agora que estão no time dos 14 milhões de desempregados, legado do PT após 13 anos de reinado. Devem estar sentindo na pele o significado da propaganda enganosa.


Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

VENCER ELEIÇÃO


Marqueteiros ensinaram os candidatos que desejam ser eleitos só com uma coisa, resumida num verbo: mentir.


Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá


*

TIREM OS DIREITOS DE LULA


Não concordo com a ideia de alguns de que a prisão de Lula resultaria em revolução ou algo mais calamitoso para o País. Em todo caso, não seria mais simples se cassassem os direitos políticos dele e pronto? Que alívio essa medida traria aos nossos olhos e ouvidos...


Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo


*

CONTRA A CORRUPÇÃO!


O dia da prisão do Lula será um dos dias mais importantes da nossa história política! Será consagrado como o “Dia contrário à corrupção!”


Eugênio José Alati, eugenioalati13@gmail.com

Campinas


*

MEU PECADO FAVORITO


Numa das minhas cenas favoritas do cinema, o diabo, interpretado por Al Pacino no filme "O Advogado do Diabo", diz "vaidade, meu pecado favorito", antevendo a derrota do adversário, cuja vaidade, não permite aceitar as próprias limitações. Dilma, sempre ela, meio que procurando sua redenção ou, como acham muitos, procurando abrigo no foro privilegiado, quer se candidatar ao Senado. Como toda boa mineira endinheirada, mora no Rio, mas não sabe se concorre no Rio (onde segue paparicada pelos artistas de esquerda), em Minas (onde nasceu), ou no Rio Grande do Sul (onde surgiu no mundo político). Famosa por possuir um ego que só é superado pelas suas limitações intelectuais, Dilma não sabe que não seria eleita como síndica do prédio onde mora, muito menos para o Senado da República e ninguém tem coragem, ou energia, pra fazê-la entender isso. Vaidade, meu pecado favorito!


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


*

TUDO PELO PODER


Enquanto muitos dos nossos políticos fazem de tudo para se perpetuar no poder, nossa saúde pública beira o caos.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

ASSIM FICA DIFÍCIL !

São muitas as bobagens que lemos e ouvimos diariamente por aí afora. Por exemplo, o ministro da Saúde anda dizendo que o SUS oferecerá exame pré-nupcial com teste genético a casais. Ora, senhor ministro, fala sério, há prioridades gritantes a serem resolvidas na sua pasta. Só para dizer o mínimo!

MARIA ELISA AMARAL marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

*

POLÍTICOS BRASILEIROS

“94% dos eleitores não se veem representados por políticos”. Ao ler essa manchete do nosso “Estadão”, resta uma pergunta: Quem votou nesses pilantras?

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

*

ENGANANDO A POPULAÇÃO

Deputados e senadores, os brasileiros não suportam mais ser enganados por esta classe de corruptos e aproveitadores, que só querem aprovar, na maioria das vezes, negócios ilícitos em desfavor da população. Basta lembrar, como exemplo, a criação desse vergonhoso fundo partidário de R$ 3,6 bilhões do dinheiro do contribuinte para financiar suas campanhas. Pensem nas reformas propostas pelo governo, como a da Previdência, que são de interesse do Brasil.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

*

VERGONHA E NOJO

Se não bastasse o exorbitante valor de mais de R$ 3 bilhões que já recebem como ajuda do intitulado Fundo Partidário, agora os mesmos deputados e senadores estão aprovando mais uma forma de meter a mão no bolso do contribuinte, aprovando o Fundo em Prol da Democracia. Pelo que me consta, a Democracia está sim correndo sério risco, quando o maior quinhão arrecadado é carreado para os partidos políticos e seus asseclas que nada fazem.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

*

REFORMA POLÍTICA

Na esteira do artigo publicado no “Estadão” (15/08, A2) pelo jornalista Fernão Lara Mesquita, com título “Tudo Começa por acabar com a mentira”, aparece uma oportunidade excelente para se conseguir uma Reforma Política como realmente o nosso país precisa. Considerando que boa parte dos congressistas está às voltas com a Justiça, podendo ser condenados e até mesmo presos, é hora de oferecer a eles uma proposta irrecusável de anistia ampla, geral e irrestrita de todos os seus malfeitos. Para tanto, eles teriam de aprovar uma emenda constitucional estabelecendo essa anistia e em conjunto aprovar também uma Reforma Política que estabelecesse eleições diretas por voto distrital puro e “recall” (retomada de cargos por incompetência, ineficiência demonstrados ou ilícitos praticados pelos titulares de cargos públicos). Sem destaques marotos ou qualquer outro tipo de chicanas espertas.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

PRIVILÉGIOS E VANTAGENS SÓ PARA ELES

O governo corta recursos de áreas de suma importância para o dia a dia da população, sem se preocupar com as consequências que essa medida pode causar. Agora foi a vez das Forças Armadas, que sofreram um corte de 44%%, o que resultará num colapso total, pois só há verba para cobrir gastos até o mês que vem. Contudo não cogitam cortar o excesso absurdo e incalculável de agregados, chupins, etc., que estão no Legislativo, Executivo e Judiciário, aliás, ocorre exatamente o contrário, pois pleiteiam novas exigências, como o aumento de salários, de benefícios e vantagens, além das mordomias que já possuem. Com um detalhe, não têm dúvida de que as terão, né não?

Ângelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

SEGURANÇA NOTA ZERO

O sucateamento paulatino das Forças Armadas é uma realidade que começou já no primeiro governo de Lula, como uma das estratégias do Foro de São Paulo e do “Gramcismo”, segundo a qual, enquanto um governante de esquerda não tiver plena confiança nos homens que encabeçam as Forças Armadas, elas não podem ser ameaça ao equilíbrio e à estabilidade desse governo. O sucateamento e investimentos sempre cada vez menores devem preceder a troca dos comandantes mais antigos por outros mais alinhados à cartilha do governo. Assim, não foi de graça que o PT fez apologia ao desarmamento da população civil e fragilizou a atuação das Forças Armadas. Triste é ter de admitir que hoje a população seja refém de criminosos armados até os dentes. Mais uma herança maldita dos 14 anos de governos petistas. Que, por onde passaram, deixaram situação de terra arrasada! E não temos nem a quem pedir socorro!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

CORTE DE VERBAS PARA O EXÉRCITO

Enquanto isto, verbas para o Exército vigiar nossas fronteiras minguam e traficantes de drogas e armas fazem a festa, transformando o país em quase uma Venezuela. Até quando vamos ter um Judiciário petulante, ineficaz e custoso?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

*

FORÇAS DESARMADAS

Mesmo não estando envolvido em qualquer conflito armado com a vizinhança mais próxima, um país continental feito o Brasil (5.º maior do mundo), com 8.514.876 km² de extensão, não pode nem deve se dar ao luxo de descuidar dos cuidados que deve ter com a sua segurança territorial. Ao todo, o País que tem 23.102 km de fronteiras, sendo 15.735 km terrestres e 7.367 km marítimas, tem apresentado portas escancaradas para o tráfico de drogas e armas, uma das principais senão a mais importante causa do vertiginoso crescimento e empoderamento do crime organizado em nossas terras. Diante do exposto, causa  grande apreensão e profunda preocupação a notícia sobre o contingenciamento de verbas do governo federal - corte de inacreditáveis 44% (!) dos recursos ao Exército, Marinha e Aeronáutica somente neste ano. É absolutamente premente e imperioso rever esse tópico de vital importância para a manutenção da ordem, paz e prosperidade da Nação. Forças desarmadas são um convite à baderna, ao caos e à intranquilidade da população. Deixam o País ao deus dará, relegado à própria sorte, à mercê de infortúnios de toda espécie. Olho vivo, Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

FESTA DO NARCOTRÁFICO

Enquanto a classe política, os ministros e tais gastam adoidado como se fossemos trilhardários, a Polícia Federal e as Forças Armadas entram em colapso por falta de verbas, que com certeza resultará em queda na fiscalização de nossas fronteiras. O narcotráfico deve estar em festa, explodindo rajadas de fuzis como se fossem fogos e nossa população cada vez mais enclausurada. Em 2018 as prioridades precisam mudar com a escolha certa dos nossos representantes!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

REFÉM DE BANDIDOS!

Um governo que por medo de rebeliões não acaba com o nefando auxílio reclusão (dinheiro dos impostos pagos por nós cidadãos honestos) não é governo, é refém!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

*

REFORMA ULTRAJANTE

Embora seja claro e procedente o editorial "Reforma Ultrajante", que trata das propostas bizarras para a reforma política, elaboradas pelo deputado do PT, Vicente Cândido, e aprovadas pela comissão que trata do assunto na Câmara dos Deputados, o tamanho do "ultraje" estava mais do que anunciado. Afinal, esperar coisa boa de um deputado que se atreveu a propor a proibição da prisão de candidatos 8 meses (!) antes do pleito - proposta rejeitada pelo próprio PT de tão absurda - beira a ingenuidade. O que este Congresso mais precisa é de uma “Comissão da Vergonha”.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

O CRIME COMPENSA

Gilmar Mendes indica que o Brasil está em crise sem tamanho, porque ninguém cumpre a lei. Discordo! O Brasil está em crise porque a bandidagem tomou conta do Executivo, Legislativo (Senadores, Deputados), até mesmo do Judiciário, que determina a soltura ou manda cumprir pena em verdadeiras mansões compradas com o dinheiro surrupiado dos cofres da Nação. Chegaram à conclusão de que o crime, em um país que não se pratica a Justiça, compensa.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

*

A POSIÇÃO DO PRESIDENTE

O presidente Temer - agora com os primeiros êxitos na economia que seu ministro da área e assessores estão conseguindo - precisa se pronunciar com urgência sobre se não aprova e vai vetar ou se vai engolir goela abaixo as seguintes indecências: Distritão, Lista Partidária, anistia disfarçada para os já "lava-jatados", anistia de débitos dos políticos e suas empresas, substituto (com dinheiro público) do Imposto (?!) Sindical, Fundo Partidário coberto pelo Tesouro e outras manobras sub-reptícias, que alguns políticos estão permanentemente engendrando. Os brasileiros querem saber o que pensa a respeito. E querem clareza.

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

*

VALE

Graças a deus a Vale ficou livre de uma vez por todas das interferências do governo federal. A privatização não tinha sido suficiente, para que os políticos largassem da mineradora. Lembro-me bem de que, durante o governo Dilma, o ex-ministro Guido Mantega foi à sede da Vale não sei fazer o quê! O fato é que coisa boa não deveria ser! Se a empresa já estava privatizada, sob os interesses dos acionistas, o que poderia motivar a ida de um agente do governo à sua sede? Agora, com a adesão dos investidores minoritários à proposta de reorganização societária, o novo presidente da Vale pode afirmar confortavelmente que as interferências políticas na ex-estatal são “página virada”. O governo como acionista minoritário deve ser tratado com igualdade de condições, como todos os demais acionistas.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

São Paulo

*

MUDANÇAS NECESSÁRIAS

Quando a atual equipe econômica assumiu, acharam que poderia cortar gastos, como se estivessem na economia privada. Cortaram gastos, mas esbarraram na máquina blindada e não existe governo que destrave. Podem mexer com o povo aumentando impostos, mas esse “povo da máquina pública”, jamais. Resultado? O governo precisou agora declarar um déficit de R$20 bilhões acima da meta estipulada de R$139 bilhões para 2017.  Fazendo um exercício de imaginação, em qual estratosfera nosso déficit estaria, se a ex-presidente Dillma ainda estivesse no poder? Em 2010 ela afirmou gostar de um “Estado forte”? Tal Estado só se constrói enchendo a máquina pública de “companheiros”, e o déficit público com certeza já teria ultrapassado R$ 200 bilhões. Portanto, sem mudar essas regras que protegem o funcionalismo, com todas as mordomias, nepotismo, etc., não existe equipe econômica primeiro mundista que dê jeito! Mudança total e irrestrita nas leis do funcionalismo, só se fará com mudança total dos atuais parlamentares. 2018 será nossa chance!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

AUXLÍLIO-MORADIA

Acorda, Meireles; acorda, Temer! Para reduzir despesas sem causar traumas e melhorar a desgastada imagem junto à opinião pública, que tal extinguir o auxílio-moradia de R$ 4.377,73 dos marajás, enquanto já temos 13,5 milhões de desempregados e 50% dos empregados recebem R$ 937 de salário?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

DORIA QUER TER PÉSSIMA REPUTAÇÃO?

Cuidado, Doria!  Ao aliar seu nome ao de Temer, parece que está se esquecendo de uma das máximas de Jack Welch, CEO da General Electric, que dizia: "Quando um excelente executivo se alia a uma empresa de péssima reputação, a única reputação que permanece inalterada é a da empresa."  O mesmo vale os para políticos!

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

*

CORAÇÃO OCO

São Paulo está prestes a ficar órfã de pai e mãe. Tem-se a notícia de que João Doria vai abandonar a Prefeitura nesta semana, para percorrer o País em campanha para presidente da República. É hora de perguntar qual a relação de amor do prefeito com a cidade. O coração que ele colocou em frente à Prefeitura está ficando oco. Se Doria virar as costas para a cidade, não titubearei em ser um prefeito paralelo. A Prefeitura paralela entrará em ação com milhões de munícipes desiludidos ou enganados por Doria. 

Devanir Amancio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

*

O BRASIL PRECISA DE DÓRIAS

O editorial "A cidade precisa de Doria" (12/8, A3) está correto, mas melhor seria se fosse "O Brasil precisa de Dorias". Se tivermos só um, a prioridade tem de ser o Brasil! Doria é um líder. O único capaz de derrotar o lulismo que, como o peronismo, vai tentar se reconstruir mesmo sem o Lula. Doria não se elegeu por ser um bom gestor. Elegeu-se, em primeiro turno, por ser o líder que faltava. Não só para São Paulo, mas, com maior razão, para o Brasil. Há décadas o País espera alguém com esse predicado, e não pode perder essa grande oportunidade! Inspirando-se em Doria, muitos outros líderes surgirão e se interessarão pela boa política e pelo Brasil. A boa liderança é o caminho da esperança!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo     

*

DORIA PRESIDENTE

Doria não deveria candidatar-se à Presidência da República. São Paulo precisa de um gestor para resolver os problemas da cidade, sendo o mais grave o da Cracolândia. Nenhum político terá coragem de dar continuidade aos projetos de Doria.

José Olinto Olivotto Soares  jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

*

TETO SALARIAL PAULISTA

Com aproximadamente 60 anos de funcionalismo e de USP, sinto-me expropriado há muito tempo e todo mês com o desconto do teto salarial, estabelecido pelo nosso governador, daquilo que conquistei com meu trabalho e dedicação durante toda a minha carreira nesse período. Tirar uma porcentagem do salário de boa parte dos funcionários estaduais de São Paulo (especialmente das Universidades), com base nesse teto fictício, é uma injustiça com aqueles que o conquistaram. Mais do que isso, é uma desconstrução das Universidades Estaduais Paulistas, pois não há horizonte de carreira para os ingressantes e jovens professores pesquisadores. Este Estado mantém um teto bem inferior ao das Universidades Estaduais dos outros Estados brasileiros e de todas as Federais, donde é fácil deduzir que é muito mais promissor aos professores pesquisadores que são bem preparados fazerem concurso e ingressarem nessas outras universidades. Paira no ar uma pergunta: é esse o projeto para a educação, para a pesquisa e para a formação de pesquisadores de um provável candidato à presidente da República?

José Mondelli jomond@fob.usp.br, professor Sênior do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP e  Pesquisador Sênior do CNPq.

Bauru

*

OS “MAIA”

Papai César Maia acha que seu filho Rodrigo deve ser reeleito deputado. Rodrigo Maia sugere o nome do pai para o governo do Rio (14/8, A6). Para mamãe, tios e primos não sobra nada? E "nós" continuaremos a entregar o País a algumas famílias?

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

*

AVENIDA BRASIL DOS SONHOS

No sábado à noite, parado em mais um daqueles intermináveis engarrafamentos da Avenida Brasil, fechei os olhos e imaginei a maior via expressa do Rio de Janeiro sem pichações, bem iluminada, repleta de empresas abertas, livre de arrastões, assaltos, recepcionando turistas do mundo inteiro com modernidade, segurança e beleza, dignas de uma cidade maravilhosa. Foram apenas alguns segundos, o suficiente para sentir um nó na garganta sufocante, como a me dizer: tudo isso seria absolutamente natural e verdadeiro sem a roubalheira desenfreada que destruiu todos os nossos sonhos.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói    

*

SEGURANÇA PARA CARIOCAS

Se até estatua tem arma, o que dirá o resto.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.