Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 03h00

SUPERSALÁRIOS

O céu é o limite

A Coluna do Estadão de 15/8 nos deu conta de que 84 juízes de Mato Grosso receberam do Tribunal de Justiça do Estado, em julho, mais de R$ 100 mil. Há mais: vencimentos superiores a R$ 300 mil e R$ 400 mil. Publicada na Coluna, uma nota da Associação Mato-grossense de Magistrados, após explicações sobre os meandros da Lei Orgânica da Magistratura, nos brindou com esta pérola: “(...) o que somado culminou em valores que, em tese, podem ser considerados altos, mas refletem exatamente o justo, o legal e o devido a cada magistrado que recebeu”. Que tal? Mas não se preocupe, leitor, a associação não deseja ocultar nada e está à disposição para outros esclarecimentos. Enquanto isso, no andar de baixo e no porão da sociedade, o que passará na cabeça dos 14 milhões de desempregados diante deste quadro “justo, legal e devido”? E a turma dos R$ 937,00 mínimos mensais? Inacreditável! Quando teremos um país, de fato, minimamente justo?

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou um pagamento de R$ 500 mil a um juiz que atua na cidade de Sinop (MT). Será que foi por isso que o governo Temer decidiu reduzir em R$ 10,00 o aumento que iria conceder ao salário mínimo?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

CONTAS PÚBLICAS

O pacote do governo

O ministro Henrique Meirelles, ao anunciar a meta fiscal de 2017 com um déficit de R$ 159 bilhões, explicou-nos que o governo fará economia deixando de pagar pelo Reintegra (programa que devolve parte dos tributos pagos por exportadores) R$ 2,6 bilhões; e receberá R$ 1,9 bilhão de aumento da contribuição previdenciária de servidores. Ou seja, quem exporta e cria empregos é prejudicado mais do que os funcionários públicos, que, com suas exceções, são um peso para os contribuintes e em geral ganham o dobro do que ganha o trabalhador no setor privado. É estranho, estão preservando quem pesa mais em vez de beneficiar quem cria empregos. É difícil de entender essa lógica.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Vespeiro

O inquilino do Palácio do Planalto para o quadriênio 2019/2023 vai encontrar adredemente tramado um verdadeiro vespeiro que será deixado pelo governo do trio “assombro” Michel Temer, Henrique Meirelles e Dyogo de Oliveira. Rombo nas finanças elevado, salários congelados e aumento de impostos serão algemas para o próximo presidente. Mesmo assim, a disputa pelo vespeiro será acirrada, sem dúvida. Tudo pelo poder.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

DELAÇÕES

J&F e BNDES

A um mês de transmitir o cargo de procurador-geral da República, Rodrigo Janot já leva como uma das marcas de sua passagem pelo comando do Ministério Público Federal (MPF) os severos danos que infligiu à credibilidade do instituto da delação premiada. Nos acordos com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado e, posteriormente, com o empresário Joesley Batista e seus cúmplices, as surpreendentes benesses que concedeu, justificadas pelas vantagens trazidas às investigações, segundo Janot, escandalizaram a sociedade. Equivocaram-se o procurador e os que acreditaram nele. Da própria mulher de Joesley, da Comissão de Valores Mobiliários e da Polícia Federal partiram desmentidos, suspeitas e constatações sobre a desvalia dessas delações, e informou o Estado de terça-feira que agora o próprio MPF, por meio do procurador da República no Distrito Federal Ivan Marx, acusa Joesley e seus comparsas do Grupo J&F de terem escondido crimes cometidos no BNDES. Adeus, Janot! Seja bem-vinda, Raquel Dodge!

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Todos esperam, ansiosamente, que após a saída de Rodrigo Janot do cargo, a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, possa rever a colaboração premiada feita pelos donos da J&F sobre as operações envolvendo o BNDES e os crimes omitidos na delação com respeito à liberação dos recursos do banco ao grupo.

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Mau negócio

Segundo o noticiário desta semana, o lucro da JBS caiu 80% no primeiro balanço divulgado após as delações de Joesley Batista envolvendo o fatídico encontro que manteve na calada da noite nos porões do Jaburu com o presidente Michel Temer. Disso se conclui que o empresário teria dado um tiro no pé, como se usa dizer, caso tenha produzido toda aquela encrenca com o intuito de tirar proveito financeiro do caso. Cá entre nós, bem feito para ele. Sem ironia, por favor.

LUÍS FERNANDO AMARAL

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

SINDICATOS

Discussão democrática

Respeitamos a opinião deste jornal sobre o movimento sindical brasileiro, publicada na edição de domingo (11/8), sob o título Voracidade e desfaçatez. Discordamos, contudo, de vários aspectos do texto. Mas nós, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), concordamos no essencial: o sindicalismo precisa mudar, com toda a certeza. A possibilidade dessa discussão é uma faceta rica da democracia em que vivemos. O nosso sindicalismo atual foi formatado na era Vargas (1930-1954). Criado no início da industrialização para regular as relações entre capital e trabalho, não foi apenas uma concessão do governo da época, mas também uma luta dos trabalhadores para defender seus direitos. Reconhecemos, no entanto, que essa estrutura permitiu o desvirtuamento de alguns sindicatos, que nasceram sem representatividade, apenas para se servir do imposto sindical. Isso não pode mais acontecer. Para a UGT, são os trabalhadores que devem decidir como devem ser construídos seus sindicatos e qual o valor da contribuição para a manutenção de suas entidades. Sem que haja – que fique bem claro – a interferência do governo federal ou do Congresso nesse novo processo. E que os sindicatos sejam realmente representativos e democráticos, inclusive com a devida prestação de contas aos órgãos responsáveis. Não há democracia sem sindicalismo. A UGT defende reformas, desde que não tirem direitos dos trabalhadores.

RICARDO PATAH, presidente

nacional da UGT

antebraido@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

DICIONÁRIO OBSOLETO

 

A partir da proposta de criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), fica definitivamente estabelecido que o termo democracia, dependendo do ponto de vista, abarca inúmeras interpretações e pode ser usado para todos os fins.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói

 

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CORRUPÇÃO DESENFREADA

 

Você está certo, mais uma vez, juiz Sergio Moro. O que é caro, aliás, caríssimo para o País todo, é a impunidade geral e o que isso incentiva: a corrupção desenfreada. Vamos acabar com a impunidade que, por correlação, a corrupção será ínfima.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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FUNDO ELEITORAL

 

A aprovação do fundo eleitoral como está é um balde de água fria em quem tinha uma réstia de esperança de mudar o perfil do Congresso Nacional nas eleições de 2018. Usar R$ 3,6 bilhões do dinheiro público para deixar tudo como está é jogar o dinheiro dos hospitais, da educação e da segurança na lata do lixo. Se a doação do dinheiro privado fosse permitida somente para um candidato, poderia ser uma possibilidade a ser estudada, desde que houvesse um limite e regras rígidas com punições fortes.  Com este Poder Legislativo, em todos os níveis, não é possível botar o País nos trilhos, como diz o presidente Temer.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PENSANDO NO PAÍS

 

Pedro Malan sempre coerente e racional (13/8, A2) é uma prova de que temos gente do bem e que pensa, sim, no Brasil e no seu crescimento. Seu artigo nos mostra que o povo precisa e deve ter um governo que pense nele e no seu bem-estar, independentemente da ideologia política e seus enormes interesses, os quais, em geral, são o grande malfeitor das nossas vidas.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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O BRASIL NÃO É UMA DEMOCRACIA

 

O Brasil não é uma democracia, aqui o povo não manda em nada. Quem escolhe os deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente da República são os partidos políticos, ao povo cabe apenas escolher entre aqueles que já foram escolhidos pelos partidos políticos. Os partidos políticos são verdadeiras quadrilhas criminosas especializadas em roubar dinheiro público, usando os mais variados esquemas. Melhor seria se os representantes públicos fossem escolhidos por meio de um sorteio. Assim, qualquer cidadão poderia se inscrever apresentando uma tese sobre o que faria se fosse eleito, ou seja, o seu programa de governo. Os partidos políticos seriam extintos.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PODERES E COMPETÊNCIA DO PRESIDENTE

 

Com experiência de 87 anos de vida, aprendi recentemente que o presidente atual da República é o único político brasileiro realmente preocupado com o Brasil, os demais só pensam em si. O mesmo deve manter-se firme nesse curtíssimo mandato que ficará na história, porque é o único com poderes e competência para isso no momento.

Os partidos PDMB, PSDB, PT e mais alguns outros com tendências comunistas desaparecerão, após a próxima eleição (2018), assim como seus possíveis candidatos. Para isso, basta ouvir o silêncio das ruas nessas passeatas, o quebra-quebra dos sindicalistas, que perderam o imposto sindical do seu chefe, Lula, já condenado pelo juiz Moro.

Espero que o presidente Temer traga de volta a grande fortuna que os corruptos roubaram, acrescida de correção monetária e pesadas multas, e também das grandes propinas, auto confessadas pelas grandes organizações criminosas (Odebrecht, JBS, Friboi, etc.). Com isso teremos dinheiro até para reforma da Previdência, para a modernização trabalhista, já iniciada, e até para reduzir impostos. O que o presidente não pode esquecer é de manter como garantia desse repatriamento todos os bens desses corruptos e de seus herdeiros, até a liquidação total do débito.

 

Oswaldo Lazaretti olazaretti@uol.com.br

São Paulo

 

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A MÁ QUALIDADE DO CONGRESSO

 

É irritante ver imagens do Congresso com centenas de pessoas fingindo ser honestas e trabalhar para o Brasil, quando fazem justamente o contrário. Enquanto a população sofre com 14 milhões desempregados e com o péssimo serviço público, nossos parlamentares (a maioria não eleita pelo povo), apesar dos altíssimos ganhos que o “rico” Congresso proporciona, roubam valores inimagináveis, como demonstram os vários processos em curso na Justiça no País. Ricos e protegidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os Congressistas querem agora R$ 3,5 bilhões para custear suas campanhas, quando já são ricos o suficiente para pagar as campanhas. Além disso, nossos “honestos” parlamentares fazem elevados empréstimos em órgãos do governo, não pagam e tentam renegociar sem pagar juros e multas. O Congresso brasileiro é uma sujeira impressionante, a maioria dos membros é realmente bandido. Com eles, não haverá progresso em nosso país.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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AUXÍLIO-RECLUSÃO

 

O presidente Temer recuou da intenção de acabar com o auxílio-reclusão, temendo rebeliões nos presídios. Esse corte geraria uma economia de R$ 600 milhões em 2018. Mas vejam como as coisas acontecem neste país, se o governo dá um benefício e em algum momento precisa cortar despesas, sofre ameaças de todos os lados. Quando não são os parlamentares, são os bandidos. O que os diferenciam? A mesma coisa, dinheiro. Assim o governo acha a saída mágica, pune o trabalhador, o qual, além de produzir e gerar riqueza, é achacado. Se desde janeiro quando a matança nos presídios fez tantas vítimas o governo tivesse feito alguma coisa para corrigir e minimizar as injustiças, talvez agora tivesse moral para cortar o auxílio. Num País onde os colarinhos brancos roubam e nem sequer vão presos, os que estão nos presídios são tratados como bichos, poderosos e os bandidos se armam até os dentes,  deixando a sociedade  refém da criminalidade.

 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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AFRONTA

 

Auxílio reclusão para a família de preso que nunca contribuiu com o INSS é uma afronta.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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REFORMA JÁ

 

O resultado nada surpreendente da pesquisa do Instituto Ipsos, que indicou rejeição generalizada da população brasileira aos políticos de turno, mostra que 94% (!) das pessoas não se sentem representadas - é prova cabal e inquestionável da necessidade premente de uma ampla e profunda reforma política, que se mostra inadiável. No Brasil, obrigatório deveria ser votar em políticos decentes que sirvam ao País, e não nesta corja de ladrões e sanguessugas que se servem à farta do dinheiro público para a locupletação de seus interesses. Reforma já, Brasil!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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POLITICAGEM

 

Deputados e senadores - os brasileiros não suportam mais ser enganados por essa classe de corruptos e aproveitadores, que só querem aprovar, na maioria das vezes, negócios ilícitos em desfavor da população. Basta lembrar, como exemplo, da criação desse vergonhoso fundo partidário de R$ 3,6 bilhões do dinheiro do contribuinte para, financiar suas campanhas. Pensem nas reformas propostas pelo governo, como a da Previdência, que são de interesse do Brasil.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO

 

A corrupção neste país acabou sendo algo mais comum do que o adultério. E corrupção é uma traição, cuja vítima é toda uma nação ou, na dicção da presidente da mais alta Corte do País, Sua Excelência, o povo brasileiro.

 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@ uol.com.br

São Paulo

 

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FURANDO A FILA

 

Novamente, o governo federal mostra que não consegue ser correto nas mais comezinhas atitudes. Agora foi a vez de a primeira-dama Marcela Temer conseguir que uma serviçal furasse a fila, para obter um apartamento funcional em Brasília. A espera para conseguir uma moradia é por volta de 12 meses. Todavia, a colaboradora de Marcela conseguiu a façanha em menos de 4 meses. “Furar a Fila” também é mais uma das atividades do governo central. Que vergonha, família Temer! Assim, dá para acreditar em Michel?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

 

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ASSESSORA DA PRIMEIRA DAMA

 

Com tantas brasileiras desempregadas e outras vivendo com uma mísera aposentadoria, a "assessora" da primeira dama ganha R$ 9,4 mil e apartamento bom para morar. Este é um emprego dos sonhos. A primeira dama deve mesmo precisar de uma assessora para fazer todos esses afazeres, já que ela tem tantas funções a cumprir no governo do marido. E nós, pobres mortais brasileiros, pagamos!

 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

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A FIM DE EVITAR SUSPEITAS

 

Dodge não precisa se explicar por que foi àquele seu inexplicável encontro com Temer no Jaburu, antes de sua posse. Que fique por conta da amizade, respeito e admiração à sua pessoa. Só que seria conveniente que a Procuradoria-Geral da República (PGR) nomeasse outro procurador isento para tratar especificamente dos casos que envolvessem diretamente o presidente. Só para não despertar suspeitas.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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PARTIDOS POLÍTICOS

Gostei do novo slogan do PSDB: erramos. Podem acrescentar: enganamos, mentimos, roubamos e nos acovardamos, etc.

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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MAIOR CABO ELEITORAL

 

Temer é, sem dúvida, o maior cabo eleitoral de Lula. Tem até um sobrenome - Lulia  - para ajudar. Sua desprezível popularidade uma posse imperial, uma antipatia nata, bem como vive cercado por bandidos por todos os lados é tudo que o povo quer para justificar seu voto em Lula. Mesmo este tendo sido pior que Lampião, aliás, seu conterrâneo.

 

Iria de Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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LULA E SUA CARAVANA

 

Lula em sua caravana nordestina tenta tirar proveito da situação escabrosa em que o Brasil se encontra. Esquece-se, porém, que foi ele mesmo que a criou direta e indiretamente usando postes de isopor. Acontece que o povo não é bobo e sente no bolso o desastre que foi o governo do PT.

 

Geraldo de Paula e Silva aula2015@bol.com.br

Teresópolis

 

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NA CASA GRANDE

 

O Lula só fala em ambiente fechado, para plateias selecionadas e recebe doações de uma banqueira. É um membro da própria Casa Grande!

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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CANDIDATURA DE HADDAD

 

Na eventualidade de o ex-presidente Lula estar impedido de candidatar-se à eleição presidencial de 2018, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad já se colocou como possível candidato pelo PT. A razão para o partido aceitar tal candidatura, caso isto realmente aconteça, seria uma só: a certeza de derrota!

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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CURRÍCULO DE FERNANDO HADDAD

 

Haddad ser considerado como plano B do PT para a disputa de 2018 é o mesmo que dizer que o PT não tem plano nenhum, pois Lula estará, nessa época, estagiando em Curitiba e Haddad, ah... esse não vale como alternativa, querem ver por quê? Como prefeito a gestão de Haddad só conseguiu deixar atrás de si uma cidade erodida pela sua incompetência. Existe uma unanimidade paulistana quanto a essa apreciação. E sobre a passagem de Haddad como ministro da Educação, foi a época em que o MEC mais colecionou escândalos, como os vazamentos de conteúdos das provas do Enem, como a tentativa de introdução dos kits gays nas escolas de nível fundamental, plano abortado com rejeição do Congresso. Isso sem falar dos livros didáticos com grafia errada para aproximá-los da "língua falada pelo povo", e disto sobrou a lembrança de "nóis pesca os peixe"... E, para coroar sua passagem pelo MEC, em 2016 o Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um enorme rombo que pode ter chegado a R$ 20 bilhões cometido no Fies ( Fundo de Financiamento Estudantil), provocado por uma ação desse Ministério, que aumentou em 900% o número de estudantes matriculados no ensino superior com recursos do Fies entre os anos de 2009 a 2014, sem que esta ação, como tudo na administração petista, tenha sido precedida de estudos e projeções que demonstrassem sua viabilidade em função do acelerado crescimento.  Haddad informa hoje que está viajando pelo nordeste a convite de universidades estaduais e federais e até de organismos internacionais para contar de suas "ações como ministro e como prefeito de São Paulo". Ele não deve ter coragem de falar aqui em São Paulo sobre os seus feitos, prefere ir para o nordeste se jactar de sua obra...lá os ouvidos são mais receptivos!

 

Mara Montezuma Assaf  montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PREVIDÊNCIA

 

Os privilégios, além de benesses concedidas no passado para quem nunca contribuiu, acabarão com a Previdência em breve. É fato. No entanto, políticos obtusos, e especialmente egoístas, se aproveitam de qualquer assunto importante para aparecer, alardeando ser contra a reforma, ou dizendo que pretendem modificá-la para pior, como se entendessem mais de números do que especialistas e técnicos. Torçamos para que sejam derrotados e mantida a proposta para o bem do País. É triste ter de torcer pelo certo.

 

Andre Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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APOSENTADOS

 

Para variar, nós os aposentados seremos novamente prejudicados! Conforme temos acompanhado ultimamente, nosso aumento deve, além de mínimo, sofrer uma redução do porcentual. Nós, que no passado "sustentamos" o País com nossas atividades, chegamos a contribuir, num período, sobre 20 salários mínimos e agora, quando necessitamos ter um rendimento mínimo para sobrevivência - boa parte para medicamentos -, somos tratados sem um mínimo de respeito. Nossos rendimentos dão somente para a alimentação, sem extrapolar. Teatro, cinema passeios, viagens, nem pensar! Precisamos nos adaptar a viver enjaulados dentro de casa, além dos fatores citados, nossa segurança não existe, somos as principais vítimas desses malandros que cada dia aumenta mais.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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FALTA DE SEGURANÇA

 

Sobre "Indústria perde R$ 27 bilhões por falta de segurança", não bastassem tantos problemas, atrasos e burocracia, a sociedade ainda tem de pagar a conta de R$  27 bilhões roubados das empresas. Para compensar essa perda, os preços crescem, prejudicando o cidadão, o elo mais fraco. Isso é fruto de incompetência dos governos, que não priorizam o investimento correto em segurança pública. O dinheiro dos altos impostos que a sociedade paga é mal administrado, um descaso explícito para com o contribuinte, que sofre as consequências nefastas do crescimento dos crimes. Quando não há segurança pública, pilar dos direitos sociais, todos os setores são atingidos, inclusive o da cadeia produtiva de um país.

 

 

Raquel Kobashi Gallinati imprensa@sindpesp.org.br

São Paulo

 

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PREJUÍZOS SEM FIM

 

Indústria perde R$ 27 bilhões por falta de segurança. (15/8, B4). Em minha opinião, só há uma solução para esse problema: obrigar o governo a arcar com esses prejuízos até porque segurança pública é dever do Estado ou será que nossos governantes acreditam que só receber tributos é dever do Estado? 

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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NÓS MERECEMOS?

 

A votação obtida em prévia faz com que a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner retorne à política. Tal fato criou um clima de receio e preocupação ainda maior entre nós brasileiros, pois com certeza despertou e criou um "UP" danado no 'cara'. Ainda mais tendo ele declarado na semana passada que: "Não morrerá, antes de vir a governar o País novamente". Assustador, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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INVASÃO DO DESESPERO

 

A pequena cidade de Pacaraima (RR) de 12 mil habitantes dobrou a população com a invasão de outro tanto de imigrantes venezuelanos. Nicolás Maduro afirmará que a culpa é do "imperialismo americano". Só o PT deve acreditar...

 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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REFORMA PENAL

 

Mais de cem policiais já foram assassinados, no ano de 2017 só no Estado do Rio de Janeiro. Cogita-se todo o tipo de reforma no País (trabalhista, previdenciária, política, etc.), mas não se dá o menor pio quando o assunto é reforma penal. Que interesses escusos se escondem por detrás dessa omissão criminosa? A reforma penal é de grande premência e nada mais é senão uma questão de vontade política. Bandido pensaria 10 vezes antes de matar um policial, se as leis fossem mais duras, como prisão perpétua, por exemplo. As leis penais atuais são frouxas, em nada intimidam o criminoso.

 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CRACOLÂNDIA

 

Quem vê, nos noticiários, o filme de terror da chamada Cracolândia não pode deixar de perguntar o que segue: todos aqueles usuários ali presentes se auto-organizam ou têm uma força oculta externa que os guia? São sustentados por quais misteriosas mãos? Vigiados, quanto à vinda da Polícia ou da Guarda Civil por quais misteriosos olhos? E, por fim, alertados por quais misteriosos meios? Alguém tem ideia?

 

Vanderlei de Lima toppaz1@gmail.com

Amparo

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