Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2017 | 05h00

IMPEACHMENT, UM ANO

Sem saudades

Passado um ano do impeachment de Dilma Rousseff e vendo que a economia brasileira tem dado sinais constantes de melhora (dados do emprego e do PIB, por exemplo) – sinais de que saímos do atoleiro e do fundo do poço deixados pelo governo anterior –, vem a pergunta que não quer calar: quem tem saudades das administrações petistas? Eu acho que vai ser pouca gente que responderá positivamente. Hoje em dia, até seu principal líder parece ser carta fora do baralho nas eleições presidenciais de 2018.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA 

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba 

Expectativas

A sociedade brasileira se manifestou contra o governo Dilma Rousseff quando poucas vozes opositoras se faziam ouvir. Mudamos de governante e de perspectiva econômica, sem alterar fundamentalmente quem ocupava o poder. Acreditava-se que só isso bastaria para dar novo rumo econômico ao País – perspectiva que, afinal, não se confirmou. Temos um Poder Executivo desacreditado, uma economia que não consegue conter o rombo do Tesouro e um Legislativo sem consciência dos imperativos do momento. Lulopetistas, hoje na oposição, afirmam sem ruborizar que não têm responsabilidade pelos milhões de desempregados hoje e pelo buraco causado nas contas públicas do País. A turbulência só beneficia aproveitadores. Não há pilar que se afirme neste pântano. Qual é a chance de expectativas de crescimento econômico se confirmarem, quando nada prometido acontece?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

DELAÇÕES

Um país feito refém

Desde o surgimento das denúncias sobre crimes e irregularidades praticados por governantes, agentes públicos e políticos, a República brasileira se tornou refém dos acontecimentos. Vive a reboque de delações e sofre o impacto de vazamentos seletivos. A delação premiada virou arma que uns usam contra outros. Hoje, a nova carga de denúncias de Joesley Batista e a expectativa de mais uma ou duas denúncias de Rodrigo Janot contra o presidente da República fazem o cenário. Isso sem falar da delação do doleiro Lúcio Funaro, em homologação no Supremo Tribunal Federal (STF), e das de Eduardo Cunha e Antonio Palocci, que, se acontecerem, poderão arrebentar a boca do balão. O Congresso Nacional, agitado, pouco produz, e o governo não se firma, pois não pode garantir o futuro. É preciso reagir, porque, se cederem à sinistrose, não farão nem a reforma política mínima, as eleições de 2018 serão iguais às de 2014 e a crise continuará.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

JUDICIÁRIO

Passagens aéreas

Matéria publicada no dia 30/8 pelo Estadão (STF gastou R$ 708 mil em passagens aéreas), sobre os gastos dos ministros do Supremo com passagens aéreas de setembro de 2016 a julho deste ano, é assustadora. E as justificativas para tais gastos? Um escárnio! Falta de respeito com todos os contribuintes que pagam esta conta, em especial aqueles que recebem mensalmente o salário mínimo. Diz a Corte: “(...) enquanto no território nacional, os ministros estão em serviço, independentemente de estarem em viagem oficial ou se retornaram para seu Estado de origem”. Como assim retornar para seu Estado de origem? A Corte é em Brasília. Este é o domicílio de trabalho dos ministros. Imagine, caro leitor, aqueles funcionários públicos que estão lotados fora de seu Estado de origem. E o que dizer, então, dos militares que, por interesse do serviço de suas Forças, a cada dois anos, em média, são transferidos de cidade por todo o País? Não me consta que tais servidores e militares tenham direito a passagens aéreas para retornar a seu Estado de origem. Mas temos mais. Diz ainda a Corte: “Pela impossibilidade de separar uma viagem de natureza pessoal ou a trabalho, estabeleceu-se um limite para o custeio de passagens aéreas”. De novo, inacreditável a justificativa. Uma absoluta ausência de ética, de ordem e de controle administrativo. Vivemos num país ingovernável: cada órgão da alta administração pública faz o que quer e o que bem entende. E você, leitor, também paga essa conta.

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

Contracheque ilimitado

Como querem que os mortais brasileiros façam sacrifícios para sanear as contas públicas, se os deuses do Legislativo e, principalmente, do Judiciário, com suas bilionárias folhas de pagamentos, esfolam as finanças do Brasil? Só no Estadão de 29/8: Minas pagou salários acima do teto para 98% dos juízes. Em São Paulo, mais de 56% entre magistrados e servidores da Justiça ganham mais que o teto permitido por lei. Sabem quanto é o teto mensal? R$ 33,7 mil (três anos de salário mínimo). Tem juiz mineiro ganhando mais de R$ 100 mil por mês. Desse jeito o Brasil quebra mesmo.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha 


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DELAÇÃO SOB SUSPEITA

Notícias sobre a entrega de novos anexos de provas da delação do Grupo J&F ao Ministério Público Federal (MPF) elevam as suspeitas de que seus controladores, os irmãos Joesley e Wesley Batista, omitiram informações e nomes de alguns dos participantes no maior dos esquemas de corrupção montados nos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Indício forte disso é a revelação de que a Polícia Federal (PF) analisa áudios que seriam de gravações que foram apagadas do gravador de Joesley, informa o "Estado" de sexta-feira (1/9). O ainda procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que não convenceu ninguém sobre a contribuição dada às investigações pelo estranho acordo que firmou com os irmãos Batista e os tornou beneficiários de indulgência plenária, tem a obrigação de suspendê-lo até que sejam afastadas todas as suspeitas sobre sua validade.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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A MÁSCARA CAIU

Quero ver os cegos fanáticos que apoiam a tese Lulista mentirosa de que ele de nada sabe. Mas agora a nova delação da JBS mostra comprovantes de depósitos feitos em favor de Lula e Dilma. Espero que agora a máscara do PT corrupto e de Lula e Dilma caiam de uma vez.

Antonio Jose G.Marques  a.jose@uol.com.br

São Paulo

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JOESLEY E AS REVELAÇÕES PARCIAIS

O empresário Joesley Batista quis impressionar a “Veja” revelando fatos mais uma vez parciais. Tal como Janot e Fachin, a metralhadora do Joesley mira em Temer, em Eduardo Cunha, e de leve em Guido Mantega e Dilma. Com certeza ninguém é santo, mas daí a blindar Lula, que foi quem lhe abriu o cofre do BNDES proporcionando o seu conglomerado, sem pagar a dívida, não dá para engolir em silêncio! Açodadamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR), na pressa de se vingar do Temer, pois ele ocupou o lugar de Dilma, protegida de Janot, deu a esse senhor as melhores e mais compensadoras garantias que jamais se viu em toda história da justiça brasileira. Joesley precisa parar de fazer ameaças e fornecer provas de suas delações. Passar a ideia de que foi bonzinho e prestou um grande serviço ao País não vai torná-lo um ídolo. Joesley, você se beneficiou, enquanto comprou parlamentares, ministros e presidentes.  O Brasil continua de pernas para o ar e quem se deu bem e ri da nossa cara é você!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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IMPUNIDADE GERAL E IRRESTRITA

Impressionante a quantidade de trambiques de políticos e funcionários públicos em relação às estatais de todas as esferas. Muitos funcionários públicos não se preocupam com a gestão, mas trabalham muito na "digestão". As leis confusas e contraditórias são feitas de propósito para resultar em impunidade, e o Judiciário parece jogar no mesmo time, é um tal de prende solta infindável. A LAVA JATO (maiúsculas) acha um monte de trambiques que os tribunais de contas, que existem para isso, não acharam. Se uma pessoa das  classes D e  E roubar um sabonete, vai preso, mas os da classe dominante roubam bilhões que nunca são descobertos.

Mário A. Dente  eticototal@gmail.com

São Paulo

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SEMPRE DO MESMO

Os corruptos de plantão, como Lula, Dilma, Gleisi, Renan, Geddel, Jucá, Padilha e um enorme time da politicalha atual têm os mesmos "chavões" para se defender: "que as contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral; que não há provas de recebimento de recursos ilegais nem de caixa “2”; que são vítimas de perseguição; que são vítimas de alto grau de politização; que não conhecem, nunca fizeram negócios, nem mesmo se locupletaram com seus delatores; que não sabem quem depositou recursos ilegais em suas contas correntes", ou seja, todos são “honestos e acima de qualquer suspeita”. Até mesmo já se fala na criação de uma cartilha com todas as defesas possíveis e imagináveis, para não ficar no mesmo. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FIM DA LAVA JATO

Com certeza não é o cidadão de bem, o povo honesto e ordeiro que quer o fim das investigações que estão levando corruptos e corruptores para a cadeia, e sim aqueles quem têm contas a prestar à Justiça pelos erros cometidos. Lula e seus sicários saíram pelo País em caravana, tentando provar o improvável, que focinho de porco é tomada, nenhum problema. E o principal porta-voz dos gângsteres tem sido o inominável “excelentérrimo” ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Que fique claro a esses senhores que levaram o Brasil a isso que aí está que os ataques à Lava Jato é ataque à democracia e ao povo brasileiro!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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OBRA DE FILHOS, MAS SEM MÃE

A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás em 2006 é considerado o pior negócio da história da estatal. O Conselho Administrativo, presidido por Dilma, provavelmente deve escapar de ser responsabilizado, apesar das delações que diziam que Dilma chancelara o negócio, sabendo dos seus problemas. Dilma não foi a mãe do PAC que o Brasil queria. E está à beira de também deixar de ser a mãe de Pasadena. Como se o Conselho de Administração da Petrobrás fosse meramente decorativo e assinasse seus atos absolutamente desinformado. Eis como o pior negócio da história da Petrobrás tornou-se um negócio sem mãe.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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JOESLEY... Ô COITADO!

O Joesley Batista se auto promoveu um anjo de candura ao afirmar em entrevista a uma revista semanal: "Descobri que eu era um criminoso". Que meigo, ele que confessou ter pago pela JBS propina a 1.829 candidatos, agora quer nos fazer crer que pagou sem nem sequer imaginar que estava cometendo um crime. A sua entrevista quase me levou às lágrimas, coitado, ele não pode nem sair sossegado de casa! Ora! Que grande parlapatão está a merecer tanto espaço nessa revista!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SUCATA DE PASADENA

Se a ex-presidente Dilma Rousseff, na época a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás e aprovou autorizando a compra da sucata de "Pasadena" e foi absolvida, quem mais poderá ser responsabilizado e condenado por isso? Nossos magistrados, os mais bem pagos do mundo, estão nessa função não é para fazer Justiça ou somente para extrapolarem a lei do teto salarial?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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COMPADRE

Criado o imbróglio entre o ministro Gilmar Mendes e a Procuradoria-Geral da República, pelo fato do ministro já ter concedido dois habeas corpus ao réu Jacob Barata Ribeiro, conhecido como o “rei do ônibus” no Rio de Janeiro, o ministro reagiu enfaticamente às críticas. Disse ser uma inversão de valores. Argumentou o ministro “Aí, o Supremo passa a ser um órgão inferior em relação a promotores e juízes”. O réu foi indiciado pela Operação Lava Jato, que desmontou esquema de corrupção no setor de transportes do Rio de Janeiro. A acusação ao ministro alega que ele foi padrinho de casamento da filha do réu e deveria, portanto, se declarar impedido de julgar o pedido do réu. O ministro diz que a sua esposa é tia do noivo e por tal fato ele foi padrinho do referido casamento, não tendo relações de amizade com o réu. O ministro na sua interpretação tem razão, pois foi padrinho no casamento, por parte do noivo e não da noiva. Mas, o que podemos chamar de uso e costumes, não entende assim. Ocorre, que ao aceitar a honra, ainda que por apoio à sua esposa, ele se tornou compadre do réu, independente da sua vontade e, neste País, compadre é uma relação levada a sério. Em vista das circunstâncias, eu, em seu lugar, me declararia impedido. Como sabemos, todos os ministros do STF estão assoberbados, cada um deles tem um número enorme de processos sob a sua guarda. E o ministro Gilmar Mendes, cuja competência é conhecida, tem ainda sob os seus ombros a presidência do Superior Tribunal Eleitoral.  Motivo para se declarar impedido tinha de sobra.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A GILMARIZAÇÃO DA NOSSA JUSTIÇA!

Depois que os baratas foram soltos no Rio de Janeiro, começou uma onda em alguns tribunais do País seguindo o grande guia do STF. Estupradores soltos em SP, mesmo presos em flagrante. Bandidos soltos no MT mesmo com imagem, áudio e provas fartas à disposição da Justiça. A sociedade está completamente à mercê da criminalidade, que está mais organizada, possui mais armamentos e agora percebe que a última muralha que protegia a população ruiu com a demonstração de fraqueza e subserviência de alguns togados, diante da incredulidade da Nação.  

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA LENTA

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os seus advogados por meio de lobby conseguiram há algum tempo o auxílio-reclusão pago pelo INSS, para que os seus clientes presos (geralmente criminosos) tivessem uma rendazinha garantida pela Previdência Social para pagar os honorários advocatícios. Mas com o advento da Lava Jato os advogados de porta de cadeia optaram por serem advogados de porta de STF, pois, assim ganham muito mais dinheiro com o crime. E por ter os advogados migrados das portas das cadeias para a porta do STF, aproximadamente 200 mil presos (provisórios) estão sob cárcere público no Brasil sem julgamento judicial. Peço aos advogados que voltem às portas das cadeias. Também peço aos ministros do STF que ofertem juízes de primeira instância para julgar os "presos provisórios do Brasil". Se não for possível, determinem a prisão provisória dos corruptos da Lava Jato e liberem a Justiça para a "Operação Julga Jato".

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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LAMPEJOS DE CORAGEM

Podemos dizer que o Brasil, entre as nações é o mais corporativista!  E exerce uma influência nefasta dentro das nossas instituições, tem baixa produtividade e penduricalhos nos seus proventos que impedem equilíbrio nas contas públicas, etc. Porém, conforta saber, como ilustra o editorial do “Estadão” (29/8, A3), “Com o dedo na ferida”, que o magistrado Fabio Prieto, ao tomar posse no Tribunal Eleitoral, fez um discurso corajoso contra a sindicalização da magistratura. Como cita o editorial, tema este tabu dentro do Judiciário,  Prieto se diz favorável a uma nova reforma do judiciário. Cita ainda que o Brasil deve ter um dos maiores e mais caros sistemas de controle e fiscalização judiciária do mundo, com 4 conselhos, como CNJ, CJF, CSJT, CNMP. Ou seja, são improdutivos, geram despesas desnecessárias, e não conseguem tampouco eliminar (sinal do corporativismo) os soldos acima do teto, que grande parte dos magistrados do País, recebe irregularmente. Como inclusive, nesta mesma data deste editorial (29/8) o “Estadão” trás uma matéria extensa sobre esta orgia com recursos públicos.  Ou seja, parabéns para o juiz Fábio Prieto, que, com coragem e brasilidade, coloca o “dedo na ferida”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FAXINA DE FACHIN

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou a ação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMF) que queria reajustar o salário dos juízes, porque está defasado desde 2015. Os magistrados queriam 16,7% com base na inflação dos últimos anos. Um juiz do tribunal ganha hoje R$ 33.700 o que, para classe, deve ser muito pouco, mesmo que somado às muitas vantagens que fazem com que muitos juízes ganhem salários, verdadeiramente, astronômicos (nos últimos dias têm surgido casos de juízes que ganharam até R$ 500 mil por mês), se comparados com a grande maioria de servidores públicos ou da iniciativa privada. Sem falar nas aposentadorias e pensões. Se Fachin vai conseguir segurar a voracidade da classe por algum tempo não se sabe. Mas o gesto serve para mostrar que a população tem de continuar exigindo uma grande faxina - sem trocadilho- em todos os poderes para que o Brasil seja para todos e não para os tolos.

João Direnna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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ESCÁRNIO

Enquanto a Nação sofre os males do desgoverno, da irresponsabilidade, da incompetência e da corrupção endêmica, suas Excelências os ministros Fachin e Barroso riem, não se sabe do quê. Talvez dos escorchados contribuintes que lhes pagam as mordomias e os proventos. E não são só esses senhores que se riem, o resto da quadrilha que (des)governa o País também escarnece da gente que sofre as carências desta república de opereta. A foto da página de capa de (1º/9) do “Estadão” não informa a razão do bom humor de Suas Excelências.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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UMA RESPOSTA PARA CAZUZA

Na música "Brasil", Cazuza pedia que o Brasil mostrasse a cara, queria ver quem pagava para a gente ficar assim: sem saúde, educação, segurança e futuro.  A resposta veio agora: Quem paga para a gente ficar assim são as grandes empreiteiras, quem recebe são os políticos que são os sócios do Brasil, pois se dão o direito de reservar uma parte do Produto Interno Bruto para as "eleições", quem paga e compra as figuras importantes da política nacional são os donos de grandes frigoríficos, gigantes financiados pelo BNDES, conglomerados "criados" com o dinheiro do povo com o objetivo de serem campeões nacionais, mas se mostram mercenários, comprando gente como se compra gado. Presidem o país como se fosse a extensão da própria casa, não se importando com que os sinais da economia apontavam para um futuro sombrio, pois o objetivo era o poder.

Luiz Ress Erdei portal@portasblindadas.com.br

São Paulo

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EM DEFESA DA FLORESTA AMAZÔNICA

Em relação à carta do leitor Wilson Scarpelli sobre a liberação da exploração de minério da Renca, no coração da Amazônia, permito-me esclarecer que as pessoas que cada vez mais se manifestam contra essa liberação sabem, sim, do que se trata. A exploração vai trazer necessariamente inúmeros malefícios em relação à questão ambiental, e a Amazônia tem de ser incondicionalmente preservada em relação a esse aspecto. Como diz um vídeo feito por artistas, lembremo-nos do desastre de Mariana e do Rio Doce. Além disso, tem muita sujeira escondida por trás desse decreto, como o fato de mineradoras estrangeiras estarem a par do mesmo há meses e ainda de notícias que informam que a filha do senador Romero Jucá é proprietária de mineradoras interessadas no assunto. Temos o dever com as próximas gerações de brasileiros, e de todo o planeta, de preservar a floresta amazônica na sua integridade. A floresta não é um custo. Ela vale mais, monetariamente, do que qualquer lucro que se possa auferir dela. Portanto, a única coisa correta a fazer é proteger a Amazônia.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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E O ESPETÁCULO CONTINUA

Talvez se espelhando  no caubói americano Buffalo Bill, que depois de velho montou um circo e saiu  pelo Velho Oeste encenando suas façanhas, o falastrão Lula está em plena campanha pelo nosso Nordeste afora tentando repetir sua história pregressa  como farsa. Nessa sua ópera-bufa, Lula reencena a si próprio, falseia despudoradamente e sem repiques de tambor, chama ao seu palco para dissimulados afagos parceiros, antes jogados  na lata do seu lixo, como recém contracenou com o alagoano Renan Calheiro.  Ao cerrar as encardidas cortinas, a plateia interesseira e  fanática, aplaude e pede bis.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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GRANDE RISCO

Meus amigos, para que não sejamos pegos de surpresa é bom irmos nos preparando, pois pelo andar da carruagem a candidatura do "cara" para presidente em 2018 é certa. Portanto, o balão está subindo e, quando o fogo da tocha atingir o breu, ninguém mais segura. Aí começa o perigo, imagine se cair em Brasília incendiado, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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LULA E A JUSTIÇA

Era só o que faltava um advogado de defesa de Lula  (a que preço?) vem agora declarar sem o menor respeito que a Justiça brasileira é "totalmente parcial". Esse cidadão está ofendendo nosso país e teria de ser expulso imediatamente!

Alberto Ramon Rios alberto.rios@gmail.com

Cotia

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JUSTIÇA VERDADEIRA    

Seria interessante saber como o advogado britânico concebeu a ideia de que nas Cortes Internacionais se pratica o contrário do Brasil, uma "justiça verdadeira". Que se saiba, desde que as grandes civilizações existem, essas cortes têm cometido erros judiciários gravíssimos, condenando e executando pessoas absolutamente inocentes. E quem lhe incutiu a ideia de que o juiz brasileiro Sergio Moro e outros juízes membros de Tribunais não são capazes de aplicar a verdadeira Justiça? Serão eles meros perseguidores de inocentes? Ora, o sr. Robertson é britânico e, como tal, parece que não conhece o "jeitinho brasileiro" de fazer as coisas, no qual Inácio Lula da Silva é especialista. No entanto, o povo brasileiro já o conhece bastante bem para saber que o ex-presidente não deixaria rastros que o comprometessem com corrupção. Ele tem amigos totalmente fiéis, que assinaram por ele e que, calados, enfrentaram ou estão enfrentando penas de prisão. Fique sabendo o advogado britânico que a Justiça para Lula virá do povo brasileiro e não das Cortes Internacionais... 

Edméa Ramos da Silvapaulameia@terra.com.br

São Paulo

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ASSOMBRAÇÃO

Assombração foram os 1.958 dias daquilo que a petralhada chamou de governo.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

A corrupção é o mais grave dos crimes impune no Brasil. Que tal confiscar bens para ressarcir a sociedade e a prisão sem nenhum benefício que amenize ou reduza a pena? A corrupção mata em larga escala, ao absorver recursos vitais. Devido à corrupção advêm buracos nas estradas, doentes desassistidos nos hospitais, precariedade na educação, segurança e infraestrutura – todos causadores de vítimas fatais. As “10 Medidas Contra a Corrupção” é a esperança de um Brasil melhor.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SIMPLES QUESTÃO

Reforma política ou para os políticos?

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande (MS)

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REPÚBLICA DAS BANANAS

O Brasil nos mantém reféns deste sistema de falsa República, falsa democracia e, ao não votar a reforma política, querem manter tudo como está. Temos políticos que dirigem o Brasil como eles querem. 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Um ano após o constitucional impeachment, o País segue na árdua e íngrime lide, procurando meios de emergir do poço sem fundo em que foi atirado pela incompetência, inépcia, arrogância e soberba da presidente cassada.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DISSONÂNCIA

Em entrevista ao Jornal “Valor Econômico”, um Joaquim Barbosa mais calmo. Mais coerente, etc., pecou por um grave erro, ao comentar que o impeachment da ex-presidente Dillma foi “golpe” e que o presidente Temer está no comando da Nação sem ter sido eleito, mostra que o povo que foi às ruas esteve em completa dissonância com o ex-ministro. Quem votou em Dillma não sabia que o vice-presidente era Michel Temer? Para quem nunca votou no PT, esse comentário chega a ser hilário. Ainda bem que Joaquim Barbosa não pretende se candidatar, porque quem assistiu sua trajetória pelo STF, pôde observar seu perfil ditatorial, que numa democracia respeitando decisões do Congresso, entrariam em irremediável conflito. Deixando claro que mesmo não gostando do presidente Temer, de nunca ter dado a ele um voto sequer, retirar a desconexa e incompetente Dillma do poder foi um caso de caridade. Não golpe! Joaquim Barbosa resvalou na vala comum. Uma pena!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRESENTES DE DILMA

É pique é pique, é hora é hora, Dilma um ano longe de nós ,ela deve estar muito orgulhosa dos presentes que ela produziu e deixou para o Brasil.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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UM ANO SEM DILMA, NADA MUDOU

Faz um ano que o Brasil se livrou de Dilma Rousseff e sua catastrófica gestão. Michel Temer mostrou-se um substituto à altura de Dilma, nomeou uma verdadeira quadrilha criminosa nos ministérios, muitos dos quais já tombaram pelo caminho, mas verdade seja dita: nunca pegaram ninguém entregando mala de dinheiro para a madame ex-presidente Dilma Rousseff.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA LONGE

Ô, gente! Um ano sem ensacar vento e saudar a mandioca já é alguma coisa...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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