Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 03h03

PGR

Poderes harmônicos

No discurso de posse como procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que talvez tenha dado a ideia de uma desnecessária função adicional de tutor da cidadania para o Ministério Público (MP), como bem observou o professor da Unicamp Roberto Romano em sua análise neste jornal, na prática repetiu Michel Temer ao pregar a “harmonia entre os Poderes”, contrapondo-se de certa forma à linha de condução de seu antecessor e ainda agradando por tabela aos representantes dos três Poderes ali presentes. Como bem observou o professor Romano, mandatório é que tal “harmonia” seja, sim, tensa, de forma a favorecer a soberania de cada um deles. Harmonia mais morna ou amigável será sempre evidente indicador de mútuo corporativismo, cumplicidade e proteção. Seja muito bem-vinda à nova e tensa função, dra. Raquel Dodge.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Mais ação

O discurso da nova procuradora-geral da República trouxe-nos a sensação de que ela combaterá a corrupção. Todavia é preciso passar das palavras, que o vento leva, a ações concretas, em especial no âmbito do STF, onde tramitam processos contra políticos com até 18 denúncias e nenhum foi julgado. A Justiça não pode ser célere para o cidadão comum e andar a passo de tartaruga para a classe política.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

“O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por ninguém.” Parece que essa frase do discurso está dirigida diretamente a Lula!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Inspiração

O auspicioso e correto discurso de posse de Raquel Dodge foi encerrado com uma bela frase de Cora Coralina: “Que haja mais esperança nos nossos passos do que tristeza em nossos ombros”. O País espera que assim seja.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Apatia das ruas

A mudança de estilo no MP pode representar uma boa oxigenação para os cidadãos cansados de saber sobre os crimes de corrupção no País. A questão do meio ambiente ficou esquecida, assim como os demais problemas que afligem os brasileiros. É óbvio que muitos deles são reflexo da corrupção, mas não se pode esperar tanto tempo para curar um mal e deixar as feridas sangrando sem ao menos um curativo que alivie a dor. O desmatamento na Amazônia, a poluição urbana, as ocupações em áreas de risco, o crescimento de favelas e da insegurança nas cidades devem ser observados pela nova procuradora-geral. A novidade poderá quebrar o marasmo e a apatia da população.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Despedida de Janot

Em sua carta de despedida da Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot afirmou que nunca se pautou por conveniências pessoais. Será...? Mas acertou quando disse que deve ter errado mais do que imagina. Janot, ao melhor estilo dos políticos brasileiros, não sabia que seu fiel e presente assessor (Marcelo Miller) fazia jogo duplo entre o privado e o público. Ao estilo Temer no Jaburu, teve encontro com advogado de um dos sócios da J&F em canto escondido de um bar de Brasília. E para coroar sua estranha conduta, não compareceu à transmissão do cargo para sua colega de MP, alegando motivos de “protocolo”, que ainda precisa explicar.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Nova era

A má fase que Rodrigo Janot imprimiu ao País acabou. Com Raquel Dodge espera-se que a Carta Magna e as demais leis sejam respeitadas e, realmente, ninguém paire acima da lei nem permaneça abaixo dela. O mercado precisa desenvolver-se, mas sem as especulações midiáticas levadas a cabo por Janot e sua equipe. A corrupção precisa ser combatida, mas sem prejudicar a retomada da economia. Assim, merece prevalecer o respeito entre os Poderes e aos direitos dos cidadãos brasileiros. Enxovalhar as pessoas antes de haver provas não pode mais prevalecer!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

CORRUPÇÃO

JBS

Com a posse de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, como presidente da companhia, as ações da empresa despencaram mais de 4% num único dia (18/9), desvalorizando-a em quase R$ 1 bilhão. No entanto a Bolsa de Valores bateu novo recorde de alta, o que prova que o Brasil, com todo esse tumulto na política, está retomando o crescimento. Que a nova procuradora-geral reforce a Lava Jato, para que todos os envolvidos em corrupção, sem escapar nenhum, sejam exemplarmente punidos.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Revisão de benefício

O Estado de terça-feira analisa a ausência de isenção nas investigações da PGR, até domingo sob a égide de Rodrigo Janot (Isenção na investigação, A3). Além dos desvios ético e de finalidade, ressalta o editorial a perda de tempo e dinheiro daí decorrentes. E cita como exemplo a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teria provas cabais de obstrução de Justiça obtidas em gravações de conversa com lideranças do PMDB, ao final avaliadas como inúteis pela Polícia Federal, sendo solicitado seu arquivamento pela própria PGR. Diante disso, é de perguntar: qual a razão de não ser revisto o benefício dado a Sérgio Machado de cumprir pena só após a decisão de seu processo pela Justiça e, a exemplo dos irmãos Batista, aguardar na cadeia, purgando seus roubos ao erário e a falsa acusação com que engabelou os ingênuos procuradores que conduziram seu acordo de delação premiada?

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

CIDADE DE SÃO PAULO

Procurando Doria

Por onde andará o nosso prefeito, autointitulado gestor e administrador não político? Parece-me que após a “pirotecnia marquetiana” do início da gestão, o interesse pela cidade foi para o espaço, pois as cracolândias proliferam, o lixo impera pelas ruas, semáforos não funcionam, pichadores agem à vontade, etc., etc.

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

A IMAGEM DA CORRUPÇÃO

 

Dizer o que da foto aérea publicada pelo “Estadão” no domingo (17/9, A6) mostrando obras paralisadas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí, um exemplo clássico da corrupção que assolou a Petrobrás? Triste ver aquilo totalmente parado, uma coisa monstruosa sem nenhuma utilidade – e até que a Petrobrás tenha condições de acabar de construí-la muita água vai rolar. Fico imaginando daqui a mil anos, quando estiver tomada pela floresta, o que pensarão os desbravadores? O que a população de então faria com aqueles enormes tanques corroídos pela maresia? Enormes galpões sem utilidade nenhuma. Dutos que não chegam a lugar nenhum. Mas nós, hoje, sabemos. Foram rios de dinheiro escorridos pela corrupção que levou todo um país à falência! Imaginem o que não mostrariam fotos de obras inacabadas pelo País afora? Como leitora do “Estadão”, gostaria de ver um caderno com todas elas, para que em 2018 o povo aprenda a escolher melhor seus representantes.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ESPERTEZA PREMIADA

 

Reflexão de muitos políticos: “Fazia parte da gangue. Roubei, deixei roubar, encobria tudo, estava numa boa... Fiquei rico. Os cargos e as boquinhas vinham para mim porque a turma nunca esquecia os seus. Nunca me importei com que a dinheirama tenha sido desviada da educação, da saúde, do transporte, da segurança e de outras necessidades prementes da Nação. Sou mais esperto e o resto não passa de um bando de trouxas. Mas, agora, com a tal de Operação Lava Jato, a coisa ficou preta e o meu está na reta. Que fazer? Vou dedar todo mundo e pleitear a tal de ‘delação premiada’. Se os tais de Batista conseguiram negociar total impunidade, vou chutar o pau da barraca e também caguetar...”. E assim, de escândalo em escândalo, com uma Justiça meia-boca, o brasileiro honesto, trabalhador e esfolado contribuinte pergunta: para onde caminha nossa Nação? Qual a herança que vamos deixar para nossos netos e as futuras gerações? Alguém sabe?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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JBS – NOVO PRESIDENTE

 

Sempre esperamos que pais criem bem os filhos dando o bom exemplo de honestidade e retidão, mas alguns sempre se perdem, apesar do empenho paterno. Minha dúvida sobre o novo presidente da JBS, pai de Joesley e Wesley Batista, é que tipo de espelho ele foi para seus filhos hoje presos, ou se “apenas” fracassou na educação moral deles.

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

 

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PROEZA

 

Quem foi o subscritor da petição que entregou ao Ministério Público as fitas de Joesley e Ricardo Saud que os levaram à cadeia? Precisamos saber, afinal, quem foi o autor intelectual dessa proeza em benefício dos brasileiros.

 

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

 

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O DIREITO DA FORÇA

 

Sem dúvida alguma, após todo este blá, blá, blá gerado pela Lava Jato, vamos comprovar, mais uma vez, que a força do Direito sempre será esmagada pelo Direito da força!

                                                                                                                      Carlos A. Silveira silvercharles@uol.com.br

Boa Esperança (MG)

 

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ALGUMAS DÚVIDAS

 

Os irmãos Batista e seu funcionário Ricardo Saud estão presos, mas alguns fatos permanecem sem explicação. Por que o pedido de prisão que valeu para os empresários da JBS e teve como base a forte suspeita de colaboração ilícita do então procurador Marcelo Miller se restringiu só aos delatores da JBS? Edson Fachin encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) os mandados de prisão na sexta-feira à noite, mas a Polícia Federal só os recebeu às 16 horas de sábado. Apenas coincidência essa demora? O encontro furtivo de Rodrigo Janot com o advogado de Joesley, Pierpaolo Bottini, no boteco ocorreu no final da manhã de sábado, antes que a Polícia Federal fosse comunicada oficialmente dos mandados de prisão. Embora Janot e Bottini digam que se encontraram por acaso, é de pressupor que ambos combinaram o encontro para tratarem, sim, das prisões de Joesley e Saud, já que o local é distante e não faz parte do circuito de lazer da capital, especialmente para um advogado paulista. Por que não tiveram um encontro formal? Se Joesley e Saud têm muito o que explicar, Fachin e Janot também têm.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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CORTANDO DESPESAS?

 

Há alguns dias, Joesley foi preso em São Paulo e levado a Brasília em avião da Polícia Federal. Depois, Joesley foi levado a São Paulo em avião da Polícia Federal para depor em algum tribunal. Pergunto: ninguém se preocupa com os custos dessas viagens inúteis? Estamos cansados de saber que os depoimentos podem ser feitos a distância, sem necessidade de deslocamentos. Porém, vê-se que, como o dinheiro é dos contribuintes, pouco importa que seja jogado fora pelos burocratas de plantão. Quando nos livraremos dessa raça que nos escraviza e nos explora?

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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PAGAR É OBRIGAÇÃO

 

Nada mais justo que o BNDES devolva o quanto emprestou do Tesouro Nacional. Os R$ 180 bilhões merecem ser objeto de uma liquidação pacífica de dívida de valor. Buscar respaldo no Tribunal de Contas da União (TCU) para não pagar, na realidade, será desculpa de inadimplente. Ou não?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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AMIGO É PARA ESSAS COISAS

 

A economia vai bem, apesar de todas as investigações. Michel Temer tem sido tão investigado quanto Lula. Aécio Neves e muitos outros também. Muito pouca gente se deu ao trabalho de ir a Curitiba para acompanhar o depoimento de Lula. Ou seja, hoje está claro que não há prejuízo algum em investigar atos de corrupção imputados a Lula, não há perseguição a ninguém nem proteção a alguém quando se investiga Lula e que não há comoção social em decorrência de julgar Lula. Marcelo Odebrecht disse: “É óbvio que o que eu falei com meu pai ele falou com o Lula”. Antonio Palocci confirmou que Lula lhe contara sobre as propinas sobre as quais o pai de Marcelo lhe falara e que mandou que as cobrasse. Todos os velhos argumentos se foram e o que ficou foi a prova de sua “amizade”. Lula está aprendendo a assumir suas amizades. E que ser amigo não é tão fácil como imaginava. Mas amigo é para essas coisas... 

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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DECORO DO PT

 

Companheiro e ministro do ex-presidente Lula, Antonio Palocci será levado ao Conselho de Ética do PT, como indica a atual presidente Gleisi Hoffmann, por confirmar o que disseram os amigos empresários Emilio Odebrecht e Leo Pinheiro sobre a propina com dinheiro desviado dos cofres públicos, notadamente da Petrobrás, e colocado à disposição da “viva alma mais honesta” do Brasil, selado por um pacto de sangue no caso da Odebrecht. A decisão deixa claro que no PT tudo é permitido, menos acusar o guru máximo, uma espécie de Deus para o partido. Se lá houvesse lógica e um pouco de ética, quem sentaria no banco de réus do conselho seria o acusado.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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DEPOIMENTO À JUSTIÇA

 

E Lula da Silva, que achava que Antonio Palocci tinha a língua presa, se lascou todo!

 

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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O QUE DISSE PALOCCI

 

Se Antônio Palocci era trotskista, por que o companheiro petista repetiu Nikita Kruschev, que era comissário stalinista?

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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E SE?

 

Antonio Palocci poderia ter sido o sucessor de Lula se não tivesse se metido em tramoias e se não houvesse Dilma Rousseff para futricá-lo. Se ele tivesse sucedido a Lula, não sei o que seria do PT, mas ele seria também acusado de traidor. Afinal, é muito mais afinado com a linha do PSDB que do PT, uma espécie de social-democracia que os esquerdistas chamam de neoliberalismo. Pelo menos não estaria na cadeia, como hoje, e com certeza não estaríamos metidos neste buraco em que Dilma nos colocou.

 

Miguel Pellicciari mptengci@uol.com.br

Jundiaí

 

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NO TRANCO

 

A maioria dos políticos brasileiros é desonesta. Temer, Lula e Dilma são políticos brasileiros e não fogem a essa regra. O desvio de dinheiro no governo petista era institucional e inovador. No governo Temer, é ocasional e tradicional. Os petistas arrasaram o País. Com Temer, parou de piorar. Mais um ano, ficamos livres dele. Acuado, ele não roubará mais e a esperança de melhora nos acalmará. Por que não parar de atrapalhar e ajudar o Brasil a crescer? O Brasil funciona no automático. Um pequeno empurrão ajuda a pegar no tranco.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS

 

Decepção total é o sentimento que, certamente, atinge todos os brasileiros decentes ao verem desvendadas as verdadeiras intenções do PT e do PMDB, que, sob a fachada de agremiações políticas, na verdade, são a mais pura expressão de organização criminosa, superando as máfias tradicionais do mundo. Lula e Temer, os chefes dessa organização, cada qual com seus próprios esquemas ilícitos, tinham como parceiros as duas maiores empresas nacionais, e, claro, cada uma num ramo de atividade econômica – Lula, a Odebrecht, na construção civil, e Temer, a JBS, na indústria de alimentos. Mais de uma década depois que o PT e o PMDB assumiram o poder, o esquema foi crescendo até chegar aonde chegou – e do que temos conhecimento. Mas o fato é que aqueles políticos que não participaram ativamente no esquema criminoso dele tiraram proveito, pois a omissão caracteriza crime tanto quanto a ação. Mas e os outros partidos? Por que se calaram? E a Polícia Federal e o Ministério Público fizeram ouvidos de mercador? Definitivamente, o Brasil precisa ser passado a limpo, mas gente igualmente limpa, mas limpa de origem, não neolimpos que certamente irão aparecer como salvador da Pátria. Acorda, Brasil.

 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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DETENTORES DA VERDADE

 

Para os petistas, todas as delações contra Temer são verdadeiras; contra Lula, são falsas. Eles detêm espantosamente a verdade!

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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A SEGUNDA DENÚNCIA

 

Mais uma vez a República é sacudida pela denúncia contra o presidente da República, seu partido, seus ministros mais próximos e até seus delatores, Joesley Batista e Ricardo Saud, que estão presos. O então procurador Rodrigo Janot acusa o governante de chefiar uma organização criminosa do PMDB que teria sacado de órgãos oficiais quase R$ 600 milhões em propinas. Fala-se que, para se safar do afastamento na primeira denúncia, Temer liberou R$ 15 bilhões em emendas parlamentares e outros agrados aos deputados. Espera-se que agora eles não cobrem uma fatura tão alta ou, até, façam o serviço pelo que já receberam, pois é praticamente a mesma coisa. É preciso que tudo seja devidamente apurado e que, na certeza dos crimes, os envolvidos sejam exemplarmente punidos. Para consertar o País, as apurações não devem ficar restritas apenas aos figurões de maior visibilidade midiática. Todo agente público ou indivíduo que fraudar licitações, receber propina, desviar recursos e cometer outros ilícitos tem de ser investigado e apenado. Isso é imperativo legal, pois jamais poderemos ter uma sociedade livre e progressista sem a observância dos princípios da ética, da moral e da honestidade.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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A NOVA PROCURADORA

 

A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, assumiu o cargo até então ocupado por Rodrigo Janot, que terminou seu mandato encaminhando mais uma denúncia contra o atual presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Temer que, por sinal, apoiou a indicação de Dodge para o cargo. Que isso não signifique que ela possa ser dirigida nos encaminhamentos que terá de adotar. Afinal, bem ou mal, a Operação Lava Jato está abrindo uma perspectiva de pelo menos diminuir a corrupção neste Brasil continente.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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OBRIGAÇÃO

 

O que tem de ficar claro é que, independentemente de quem seja o procurador-geral da República, as normas legais têm de ser cumpridas em benefício do Estado Democrático de Direito.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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TORCIDA

 

Sem as firulas demagógicas dos tristes tempos petistas, somente 30 minutos durou a cerimônia bem concorrida da posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ao lado de Michel Temer, da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e de demais autoridades, a nova procuradora disse que o Ministério Público deve “promover justiça, defender a democracia” e “garantir que ninguém esteja acima da lei, e ninguém abaixo da lei”. E fez questão de enfatizar que “o povo não tolera a corrupção”, que promete combater. Fica a nossa torcida por um competente mandato de Raquel Dodge à frente da PGR.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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REVISÃO

 

Gilmar Mendes diz que Dodge certamente revisará trapalhadas de Janot. É possível. Impossível é algum ministro revisar as tantas trapalhadas de Gilmar Mendes.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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AS VIAGENS DE GILMAR MENDES

 

Hoje vi matéria publicada no “Estadão” de que o sr. Gilmar Mendes estará embarcando hoje para a Alemanha. Faz alguns dias este mesmo ministro foi visto passeando e fazendo compras com sua esposa em Paris. Há menos de um mês, se não me engano, estava em viagem por Portugal. Será que não lhe ocorre que existem milhares de processos parados, outros convenientemente engavetados e que a população brasileira anseia por decisões urgentes, com menos holofotes de Sua Excelência? Que tal dar exemplo e trabalhar de verdade, justificando o alto salário e as mordomias recebidas? Aliás, quem está pagando por todas essas benesses? Certamente, nós, como parte da população “normal” deste país!

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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HARMONIA NÃO É OMISSÃO

 

A nova procuradora-geral Raquel Dodge assumiu na segunda-feira, 18/9, a Procuradoria-Geral da República e terá pela frente um árduo desafio: investigar os poderosos da República. Em seu discurso, a nova procuradora-geral defendeu que a harmonia entre os poderes é o que garante a estabilidade da Nação. Em tese, de fato, isso é um dos requisitos para o progresso e item amplamente defendido pela Constituição. Ocorre, no entanto, que harmonia não pode ser sinônimo de omissão, prevaricação. O fato de ter sido indicada pelo presidente Michel Temer e ser aprovada por 74 senadores não lhe confere poderes para fazer “vista grossa” diante das evidências em torno de grandes nomes da política brasileira, com ações em suspeição. O fato é que ela terá de defender princípios constitucionais e zelar pelo cumprimento do devido processo legal, sem usar de meios escusos ou brechas jurídicas para beneficiar este ou aquele grupo. Harmonia não é omissão!

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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PGR MAL EQUIPADA

 

Até nisso andamos devagar. Ao invés de um Dodge, poderíamos ter um Porsche, uma Mercedes ou Lamborghini, para tentar andar mais rápido. Mas a quem interessa que as coisas se resolvam? Há muito mais de R$ 51 milhões de razões para manter o “status quo”.

 

Luiz Lucas C. Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

 

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CONTRASTES

 

Rock in Rio. Muita tecnologia e diversão de parque. Fãs inebriados com ídolos, mesmo sem entender o que cantam ou dizem. Gritos de “fora Temer” em uníssono, bradados por uma plateia homogênea e sem rosto. Na mesma cidade, facções criminosas invadem comunidades para se apoderarem de pontos de vendas de drogas. A polícia é meio omissa. O armamento é pesado, as pessoas em torno se excitam, não com as estrelas do rock, mas em pânico, e se abaixam, abrindo caminho para as balas perdidas e para as com endereço certo. As escolas deixam de funcionar. Este é o Rio de Janeiro dos contrastes dramáticos. Não é engraçado nem “cult”. Só resta ir em frente e rezar. 

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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DE DENTRO DOS PRESÍDIOS

 

O sr. ministro da Defesa declarou em entrevista à GloboNews ontem (19/9), às 16 horas, que o crime organizado é orientado de dentro dos presídios, por seus chefes, através de telefonia celular e rádio-comunicadores. Ora, sabedor da utilização de tais meios de comunicação, por que o governo ainda não consegue coibir a presença deles nos presídios? O que está impedindo?

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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COMUNIDADES DOMINADAS

 

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que existem, na cidade, 1.200 comunidades dominadas por facções criminosas. Neste caso, estamos literalmente nas mãos de criminosos, como foi demonstrado pela inércia da polícia quando da invasão massiva da Rocinha por bandos armados com fuzis. Quanto tempo ainda temos para concluir que apenas as Forças Armadas poderão libertar a cidade? Ou será que todo o Brasil não tem mais tempo para se acovardar por sombras do passado? Para que fossem possíveis a Olimpíada e a Copa do Mundo de Futebol, preciso foi convocar as Forças Armadas, e, agora, ainda precisamos de algum novo evento internacional para tal ou bastam-nos apenas as centenas de mortes do dia a dia?

 

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

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INTERVENÇÃO MILITAR?

 

Medrosos da República, Raul Jungmann, ministro da Defesa, e a senadora Gleisi Hoffmann distorcem o discurso do general Antonio Hamilton Martins Mourão, que na semana passada apenas alertou para a necessidade de funcionarem as instituições do País, uma vez que ele está jogado às traças, sendo conduzido por uma cambada de ratos famintos, enquanto as instituições assistem a tudo de braços cruzados, sem mover uma palha no sentido de moralizar esta pouca-vergonha que tanto está nos envergonhando. Será que tanto o ministro como a senadora não conhecem, ou se fazem de desentendidos sobre, as aberrações existentes nas instituições brasileiras? Seriam eles adeptos do “quanto pior, melhor”?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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TRADUZINDO

 

Raul Jungmann convocou o comandante do Exército para ouvir explicações sobre a fala do general Mourão. Ministro, vou traduzir o que o general disse: Legislativo deve legislar para o povo; Judiciário tem de fazer cumprir as leis, e não interpretá-las em interesse próprio; Executivo tem de planejar e empregar recursos arrecadados para o povo; e para todos os poderes: parem de se corromper! Precisa desenhar, ministro?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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SAÍDA PELO LEGISLATIVO

 

Ao jornalista Fernão Lara Mesquita, meus cumprimentos pelo brilhante e esclarecedor artigo “Só tem saída pelo Legislativo” (19/9, A2), tão bem detalhado, colocando de forma evidente e contundente uma das maiores chagas da nossa estrutura de poder, que sem dúvida nenhuma são os privilégios acumulados de forma sorrateira e oportunista pelos donos deste mesmo poder, em detrimento da sociedade. Todo apoio às reformas, principalmente à reforma política, para melhorar o perfil do nosso Congresso, a quem cabe sem dúvida nenhuma acabar com  essa escravidão, tão bem colocada em seu comentário.

 

Luiz Henrique Q. B. Figueiredo Lhfbrumado@uol.co.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO 2018

 

Ao referir-se à possível candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República em 2018, o nosso prefeito João Doria mostra-se preocupado que o ministro tenha sua atenção desviada de suas funções na condução da Economia, o que de fato faz sentido. Cabe, porém, ressaltar que quando o elegemos contávamos e ainda contamos com sua competência à frente da Prefeitura de São Paulo, para reconstrução de uma cidade completamente abandonada em todos os sentidos na gestão do PT, leia-se nas mãos de Fernando Haddad. Parece-nos, no entanto, que João Doria, este sim, está com a atenção bastante desviada de suas funções, inebriado pela vaidade que acomete aqueles que são reconhecidos por alguma competência e honestidade, qualidade raras e em extinção atualmente. Gostaríamos, sinceramente, que por suas qualidades e pelo comprometimento que sempre fez questão de ressaltar, que Joao Doria continuasse o que começou a fazer pela cidade e cumprisse seu mandato até o fim, trazendo de volta a São Paulo tudo o que nos foi retirado até hoje, segurança, saúde, lazer, educação, e que o Cidade Linda se transformasse em Cidade Digna.

 

Célia R. Canhedo cecanhedo@gmail.com

São Paulo

 

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VIAGEM POR SP

 

Moro no Campo Belo, onde o asfalto ondulado e esburacado está esperando para ser alisado. Muito bem! É caro. Mas o prefeito prometeu. Doria afirma que “viaja quantas vezes for necessário”. Sugiro que ele viaje sob alguns viadutos de São Paulo e presencie a imundície nesses lugares. Um exemplo é o viaduto da Avenida Vereador Diniz sobre a Avenida Bandeirantes. É barato limpar, e ele também prometeu. E ainda não cumpriu.

 

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

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DEVAGAR COM O ANDOR

 

De acordo com a “Coluna do Estadão” de 13/9, o governador Geraldo Alckmin tem aproveitado as noites de sábado e domingo para estudar propostas para o País. Se fosse o governador, não perderia noites de sono, principalmente nestes dias sagrados ao descanso. As propostas são claras e são para ontem, e não para o ano que vem. As reformas da Previdência e política, não necessariamente nessa ordem, têm de ser aprovadas, para que o próximo presidente tenha fôlego e uma gestão – uh, essa palavra tem provocado arrepios a certos caciques – tranquila e não dependa de mercenários deputados para aprovação de projetos. Aviso aos postulantes ao cetro presidencial; segundo ditado popular, “quem tem pressa come cru”. Portanto, seria importante esperar, o que vai virar essa balbúrdia, para fazer propostas inócuas e promessas absurdas. 

 

Sérgio Dafre sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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INDÚSTRIA DE MULTAS

 

Eu, pedestre há 76 anos, 52 trabalhados e pagando todos os impostos, habilitado para dirigir carro desde 1963 e moto desde 1974, viajando por vários Estados, nunca provoquei acidentes porque dirijo bem, sou responsável e sei o que estou falando. Existem abusos de motoristas no trânsito, sim, mas não somente deles. Há também do governo que cobra muito imposto, gasta mal, não nos dá retorno, leva o País à bancarrota e, não satisfeito, ainda quer mais. Os mais de 75% de impostos diretos e indiretos que pagamos não bastam. Milhões de reais em propina, recebidos de construtoras por obras faraônicas superfaturadas e desnecessárias como os estádios, também não. Nem o número cada vez maior de assaltantes levando nosso dinheiro e nos matando nas esquinas o sensibiliza. É preciso inventar mais infrações para também dessa forma nos achacar. É mentira que a insaciável e cada vez mais voraz indústria das multas está aí para evitar mortes. Hoje, mesmo dirigindo com velocidades seguras, compatíveis com as condições locais, somos multados porque os baixos limites máximos permitidos têm um só objetivo: arrecadar. E para onde vai esse dinheiro? Para as estradas, avenidas e ruas que continuam sem manutenção, mal sinalizadas e com milhares de radares multando mesmo sem trânsito e até de madrugada, não vai mesmo! Se o governo estivesse preocupado em preservar vidas, como quer nos fazer crer, os postos de saúde e hospitais públicos receberiam mais verba, não estariam sucateados com aparelhos quebrados, sem remédios, sem médicos e com doentes jogados pelo chão dos corredores sujos morrendo sem atendimento. Porque FHC, Sarney, Roseana, Lula, Serra e centenas de outros políticos, eternos parasitas da Nação, vivendo no conforto e luxo, quando doentes, não vão ao SUS? Estejam onde estiverem, com jatinhos à disposição, rapidamente chegam a São Paulo, onde os hospitais de Primeiro Mundo Albert Einstein e Sírio-Libanês com ótimos médicos estão de prontidão para atendê-los. Que beleza! Esta é a “democracia” que eles tanto quiseram, defendem e gostam! Acorda, Brasil!

 

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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ASSEMBLEIA DA ONU

 

O presidente Donald Trump ameaça aniquilar a Coreia do Norte. E o mundo está à mercê de dois loucos que brincam. Um com seus lançamentos de mísseis pra cá, pra lá, como se fossem brinquedos, vídeo game, etc., e o outro com suas ameaças e arroubos. E fica o mundo preocupado por causa de dois brincalhões insanos e irresponsáveis. Vejamos o epílogo disso.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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TEMPORADA DE FURACÕES

        

Harvey, Irma, José e Maria mandam recados furiosos para Donald Trump, sobre o desrespeito do atual governo americano ao Acordo do Clima!

 

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

   

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CÓDIGO FLORESTAL

 

Preocupa-me o novo Código Florestal em apenas três pontos: 1) transfere o direito de julgar e de condenar para burocratas e técnicos do Ibama, espancando a Constituição, suprimindo o direito à defesa. Pois quem acusa e condena são funcionários do Ibama, burocratas e técnicos, mas não juízes imparciais, afastados da lide. 2) Obriga o Brasil e brasileiros a manter e proteger 80% das florestas tropicais sem nada receber, dos países desenvolvidos, qualquer remuneração para mantê-las. 3) A famosa “culpa objetiva” que obriga e culpa o proprietário da terra vítima de um acidente (fortuito ou da natureza) a recuperá-la e ainda pode criminalizá-lo e multa-lo. Isso é uma loucura!

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

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CAMPEONATO BRASILEIRO

 

Jogador de futebol que marca gol intencional de braço e não se declara ao juiz deveria calçar chuteiras nas mãos. Vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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QUESTÃO ÉTICA

 

Curioso o ser humano, principalmente quando reúne os hipócritas de plantão, palpiteiros que sabem de tudo. Não vi a TV Globo e ninguém mais criticando, mostrando o gol impedido, comentado por cima um dia após o jogo do Flamengo contra o Corinthians, em que o jogador Jô marcou um gol de braço, não assumiu o erro nem a arbitragem anulou o ponto. O Palmeiras foi campeão em 2016 com várias polêmicas, gols em impedimento, vários pênaltis inexistentes, etc. Não vi tanta gente, TV, etc. fazendo este estardalhaço todo. É, realmente, o Corinthians é grande e incomoda muita gente. Querem crucificar o Jô e jogar a falta de ética, comum no País, para cima do rapaz.

 

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

 

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DEPOIS DO GOL DE BRAÇO

 

Esta de no meio do torneio a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) querer implantar sistemas de TV para ajudar árbitros a tomarem decisões é arrumar sarna para se coçar, como diz o povão. Se isso acontecer, podem apostar que haverá recursos e tudo terminará na Justiça – e quem foi prejudicado durante o campeonato recorrerá, e daí… todos sabem como tais medidas terminam aqui, no Brasil.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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