Fórum dos Leitores

DENÚNCIA CONTRA TEMER

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 03h10

Estado de compadrio?

Mesmo com a confirmação de que houve trapaça das grossas no caso das gravações feitas por Joesley Batista, em que ele mentiu e omitiu informações relevantes que acabaram invalidando o acordo de delação anteriormente aceito de imediato e sem maiores questionamentos por Rodrigo Janot e pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a maioria da Corte decidiu negar a suspensão da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e votou pelo envio da acusação para análise da Câmara dos Deputados. Para completar o quadro preocupante que assola nossas instituições, só falta o STF rever sua posição que autoriza a prisão de condenados após julgamento em segunda instância, possibilitando que figuras como Lula, já em campanha eleitoral antecipada, se lancem candidatos à Presidência. Pergunta-se: como é possível o Supremo alterar a jurisprudência em prejuízo da sociedade, diante da corrupção endêmica? De onde se tira a tampa, lá tem coisa errada; onde há contrato público, há superfaturamento; onde existe empréstimo público, há laranjas e muita propina. Afinal, jurisprudência que muda de acordo com as conveniências do réu é coisa de Estado de Direito ou Estado de compadrio?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Coerência x judicialização 

Apesar de ser o único a votar contra o prosseguimento imediato da segunda denúncia contra o presidente da República, tem razão o ministro Gilmar Mendes, pois optou pelo bom senso e pelo correto entendimento jurídico, já que os demais integrantes do Supremo Tribunal se preocuparam apenas em preservar a instituição Ministério Público Federal.

M. LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

CORRUPÇÃO

Mais uma de Janot

Mais uma “mancada” do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot: ao apagar das luzes de seu mandato, enviou ao STF a colaboração premiada de oito executivos da Construtora OAS, mas não as do ex-presidente da empresa Léo Pinheiro, dentre outras delações. Será porque Léo Pinheiro, em seu depoimento, como testemunha, ao juiz Sergio Moro afirmou que o triplex do Guarujá era uma maneira disfarçada de pagamento de propina, fato registrado em foto dele com Lula no tal apartamento. Muito estranha essa atitude de Janot. Mas Raquel Dodge certamente porá a casa em ordem. 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Está na moda

Os advogados dos réus adotaram a tática de levantar suspeitas sobre a isenção de juízes para julgar seus clientes, caso de Sérgio Cabral, no Rio, preso, e de Lulla, em Curitiba, em via de sê-lo. Suspeição, essa é a moda. Vamos acompanhar!

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

CUMPRIMENTOS

‘Quebrou-se o mito’

O Estado tem os melhores editoriais da imprensa brasileira. Quebrou-se o mito (20/9, A3) é para ser aplaudido, recortado e guardado como um dos grandes momentos do jornalismo do Brasil. A verdade é que nenhuma empresa jornalística chega a mais de um século de existência se não tem nada a dizer. Considero o Estadão essencial para o Brasil e me orgulho de ser assinante do jornal. Parabéns.

MILTON PEREIRA DE TOLEDO LARA

t.lara@terra.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Cidade linda...

Fui eleitor do prefeito e angariei muitos votos para sua eleição. Anteontem percorri a Avenida Paulista a pé, do Trianon até a Praça Oswaldo Cruz. Que decepção! Como está suja a Paulista, quanta poça de água nas calçadas - construtoras emporcalham com cimento os passeios! Quanto mendigo dormindo na avenida! Alguns instalam a carrocinha de “trabalho” e ao lado montam barracas para morar. E nada é feito?! Há quanto tempo o prefeito não anda a pé pela Paulista? Prefeito, esqueça a política e volte a trabalhar.

EDGARD EDSON ORÉFICE

eeorefice@uol.com.br

São Paulo

Promessa é dívida

Vou tentar responder ao leitor sr. Luiz Francisco Salgado (Procurando Doria, 21/9) sobre o sumiço do prefeito. É que suas principais atribuições - gerir e cuidar da cidade de São Paulo - estão sendo substituídas e negligenciadas, como se vê, pelo estado de abandono em que se encontram as vias e praças, o pessoal de rua, etc., pelas viagens por diversos Estados buscando apoio político para seus propósitos eleitorais, de voos mais altos. Votei nele, sim. Mas não votaria para outro cargo antes de terminar o que prometeu em sua campanha para prefeito de São Paulo, por quatro anos. O fato de João Doria viajar com recursos próprios não justifica delegar ao vice suas responsabilidades assumidas perante o povo desta cidade. Estou indignado!

DORIVAL MENEZES LEAL

dorileal@uol.com.br

São Paulo

O vice

Bruno Covas, o vice-prefeito de São Paulo, em quem por tabela votei, decepcionou-me em sua primeira entrevista (18/9). Não lembra em nada seu saudoso avô. Se Doria já não está correspondendo à expectativa dos que nele votaram, o sub é um susto. A cidade continua um lixo, em todos os sentidos, está na hora de começar a “prefeitar”. As regionais, das quais o sr. Bruno é secretário, necessitam de tudo; neste mês de setembro, o nono da nova administração, ainda não aconteceu naaaada. Deixem cargos mais altos para o futuro e trabalhem, o povo paulistano não merece mais essa rasteira. Ou será que os srs. Doria e Bruno, como tantos outros, não passam também de uma fraude?

LYDIA L. EBIDE

lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

 

Em terra de cegos...

O prefeito João Doria é a prova viva de que o velho ditado popular “em terra de cegos quem tem um olho é rei” é mais que verdadeiro. Como o Brasil atual está carente de homens públicos dignos, de caráter, sem máculas e com ficha limpa, Doria, que se autointitulou gestor, e não político, aproveitando essa lacuna na política nacional, está nadando de braçadas objetivando o Planalto em 2018. Mas o prefeito fique esperto, não abandone a cidade, pois os paulistanos já estão escaldados e cansados de servir de trampolim para a Presidência da República. Não é mesmo, senador José Serra?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

“Por que o mensalão e o petrolão não foram julgados com o mesmo rigor dispensado agora

ao presidente Temer?”

SUELY RACY / SÃO PAULO, SOBRE A SEGUNDA DENÚNCIA DE JANOT

suelyracy@gmail.com

“Se Sérgio Cabral pegou

45 anos, imagino o Lula...”

CARLOS ROBERTO GOMES FERNANDES / OURINHOS, SOBRE PENAS POR CORRUPÇÃO

crgfernandes@uol.com.br 

“Lula e seus advogados acham que mudando o juiz os ilícitos desaparecem?”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE SUSPEIÇÃO 

taniatma@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SINAIS INVERTIDOS

Pesquisa divulgada pela CNT/MDA revelou que o agora heptaréu Lula da Silva, condenado a mais de 9 anos de cadeia pelo juiz Sergio Moro em um dos 7 processos que correm contra si por lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência, venceria as eleições presidenciais se elas fossem realizadas hoje, enquanto o presidente Michel Temer, responsável pela solução dos principais problemas herdados pela sua antecessora, como inflação fora de controle, desemprego em alta e nenhuma das reformas necessárias ao País aprovadas, teve a pior avaliação da série histórica, chegando a 85% de desaprovação, igualando-se a Dilma Rousseff e seu catastrófico mandato que arruinou as finanças do País. A pergunta é: onde está a verdade, nos meios de comunicação que apontam uma reação positiva do mercado diante das melhorias alcançadas pelo atual governo ou em institutos de pesquisa que fizeram uma ótima avaliação do governo Dilma pouco antes de seu impeachment?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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TEMER E O LULOPETISMO

Leio preocupado o "Fórum dos Leitores" com as suas tônicas diárias. Ontem havia a temática Temer e o lulopetismo, agora com as pesquisas dos presidenciáveis: Lula na frente. Primeiro, não há muita gente boa, homens bons, na política brasileira. Eles fogem deste assistemático sistema democratista que exige muito dinheiro para a propaganda política, etc. Em verdade, em verdade, os partidos são criações estranhas às realidades do País. Diz um professor amigo meu: "Se partido fosse bom seria inteiro, e não partido". Por que Lula não sai dos primeiros lugares nas pesquisas? Será que as informações sobre "elle", sobre sua pobreza, sobre a sua alta cultura (honoris causa) chegam à coletividade? Se as informações substanciais sobre a caterva não chegam, os meios de comunicação coletiva não são eficientes? Para ser breve, cumprimento os editoriais do "Estadão", as cartas dos leitores srs. Marmo Rizzo, Omar el Soud, Paulo Panossian, Saraiva da Costa, Fernandes Rodrigues, Macedo Marques, Flávio Amary, Roberto Niero. Lamento o número dos coautores nos crimes praticados por Lula. Temos de inventar um adequado sistema de escolha dos nossos governantes. Este que aí está não presta. Precisamos refletir, pensar o Brasil de ontem e de hoje. Buscar denominadores comuns para um bom futuro para as novas gerações. Pelo Brasil!

Dario Alves d.alves.adv@gmail.com

São Paulo

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A CORRIDA DO OURO

Como ocorreu nas eleições anteriores, na eleição de 2018 nenhum político pensa em largar o osso.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LULA, NAS MÃOS DO JUDICIÁRIO

Esta indefinição quanto ao futuro político do nosso ex-presidente está preocupando os milhões de eleitores brasileiros: os carentes, pela possibilidade de redução dos programas sociais; e os abastados, pela possibilidade de minguarem as tetas das estatais, secando o propinoduto.

                                                                                                                                     Carlos A. Silveira silvercharles@uol.com.br

Boa Esperança (MG)

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PELO ANDAR DA CARRUAGEM...

Lula virou réu, esta semana, por venda de Medida Provisória de incentivos fiscais a montadoras. Pelo rápido andar da carruagem, o ex-presidente Lula, que atualmente já é réu e responde pela "hepta" ação perante a Justiça Criminal, já está "perseguindo" a octa, a ênea, a deca, a undeca; a dodeca, e assim sucessivamente. O problema é que não se sabe quando tudo irá terminar, mas com certeza será na Papuda! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DIVERSIDADE CRIMINAL

Lula virou réu mais uma vez. Além do juiz Sergio Moro, vai ter de reclamar de perseguição de todo o Poder Judiciário brasileiro.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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QUE MEDO!

A subprocuradora Aurea Pierre prestou um desserviço à Nação ao aceitar um pedido dos advogados de Lula para mudança do juiz Sergio Moro. Se foto fosse prova, Lula já estaria condenado há muito tempo, afinal há fotos dele com inúmeros políticos condenados na Lava Jato (Sérgio Cabral, por exemplo). Se a moda pega... Que palhaçada é esta?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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HEPTARÉU

Lula é heptaréu! O homem "mais honesto" do País é sem dúvida o mais mentiroso também. Lula mentiu, mente e mentirá. A mentira faz parte da vida de Lula. Lula não tem moral, nem escrúpulos, nem princípios. Lula não respeita o povo brasileiro. Lula não serva para nada. Lula envergonha o Brasil. Lula está totalmente acabado.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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NEM PELÉ

Nem Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, conseguiu ser hepta. Que eficiência, hein, cumpanhero Lula?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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LULA LÁ

"Eu quero Lula lá!", cantemos todos em coro. "Eu quero Lula lá", onde ordenou o juiz Sergio Moro.  É melhor vê-lo lá do que vê-lo presidente da República. "Eu quero Lula lá", justiça seja feita. O estrago que ele fez com o Brasil ninguém mais endireita. "Eu quero Lula lá", não pensem que é implicância. 2018 está chegando, seja breve, segunda instância.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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ATÉ O FIM

Plagiando Goebbels, ministro das Comunicações de Hitler, uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade. É o caso do PT, que mente e mente cada vez mais na tentativa de se posicionar como agremiação ética e correta. Entretanto, contrariando o alemão, podem mentir quanto quiserem, mas não conseguirão fazer de Lula da Silva o mais honesto do Brasil e muito menos fazer-nos crer que não se trata de um corrupto de alto coturno. Assim, quem o acompanha ou é corrupto ou tem muita vontade de sê-lo. Entretanto, a tarefa mais árdua para os futuros governantes será remover os lulopetistas dos cargos que ocupam e desfrutam com pouco trabalho e muita ação partidária. Chega de lulopetismo!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A DENÚNCIA CONTRA TEMER

A decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que a Câmara dos Deputados deverá julgar mais uma denúncia contra o presidente Temer. É uma decisão que coloca os parlamentares numa situação difícil e, por certo, serão feitos acordos de gabinete, com o oferecimento de vantagens e outras benesses, para que aliados do mandatário maior do Brasil assegurem o voto a seu favor. É uma situação que certamente terá repercussão na opinião pública. Será que os congressistas levarão isso em consideração?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O QUE TÊM DITO OS GENERAIS

Em entrevista concedida ao jornalista Pedro Bial na madrugada de quarta-feira, o comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, disse, a respeito da fala do general Antonio Hamilton Martins Mourão sobre uma possível intervenção militar no País, que ela deveria ser interpretada sob a luz do artigo 142 da Constituição, que prevê a participação do Exército. Além disso, o general Villas Bôas, quando perguntado sobre seus temores na eleição de 2018, disse ser o populismo o seu maior temor, caracterizando-o como uma desgraça, principalmente na América do Sul.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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SÓ O VOTO RESOLVERÁ

Os militares não resolverão o problema político no Brasil, só o voto resolverá. O Exército fica na caserna, onde é o seu lugar.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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DITADURA

Muita gente comenta que seria um retrocesso uma nova intervenção militar no País. Uma nova "ditadura" militar? Mas e a ditadura da corrupção que vivemos hoje no Brasil? Ditadura que manda nos órgãos públicos, escolas, mundo artístico, estatais? Quem, como e quando vai nos livrar disso?

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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'QUADRO SOMBRIO'

Excelente o artigo do almirante Mário Cesar Flores ("Quadro sombrio. Por quê? O que fazer?", 20/9, A2), que expôs o País de hoje com fluência no estado de situação em que nos encontramos. Espero que não queiram punir mais uma pessoa cônscia de seus deveres e direitos para com a Nação. Quero ver um político alçado ao poder de ministro da Defesa buscar formas de punir aqueles que defendem um projeto para o País.

Alberto Castellano Júnior castellanopenitenciaria2@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA?

Está na hora de encararmos os fatos. Imaginar que a maioria dos deputados federais fosse aprovar uma proposta de reforma do atual sistema eleitoral que pudesse ameaçar diretamente sua reeleição era quase uma utopia. Até que surpreenderam os 205 votos favoráveis ao projeto de criação do "distritão" para 2018. O governo, de agora em diante, deve passar a concentrar suas forças para aprovar as tão necessárias reformas trabalhista, previdenciária e tributária. Quanto aos 308 deputados que votaram contra a proposta de transição, seria de bom tom se fossem (não) lembrados nas próximas eleições...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A CONDENAÇÃO DE CABRAL

Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, foi condenado mais uma vez. Para ele a Justiça está sendo célere. O mesmo acontece em relação à sua mulher, Adriana Ancelmo. Cá entre nós, este cara humilhou a população do Rio de Janeiro, deixando-o na situação calamitosa em que se encontra, prejudicando as famílias dos seus funcionários públicos, que, quando conseguem receber seus proventos, o fazem parceladamente, e os aposentados, pobres coitados, estão esquecidos... Penas realmente merecidas. Queremos celeridade também nos processos que se encontram engavetados no STF contra os velhos e conhecidos ladrões que ainda estão em plena atividade, nas duas Casas do Congresso e em outros postos do Executivo.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PRISÃO DOMICILIAR É PRÊMIO

É revoltante e inadmissível quando se sabe que o casal de bandidos Sérgio Cabral e sua esposa, Adriana Anselmo, agiram por tanto tempo nas barbas da lei, roubando o dinheiro do contribuinte do Rio de Janeiro, trapaceando em contratos, em busca de propinas, frequentando lugares caros, comprando joias, enfim, um marido que enchia de mimos sua esposa, enquanto os cofres da cidade eram assaltados por aqueles  que lhes  deram através do voto a certeza de que iria fazer o melhor para todos. O que se tem hoje? Um Estado devastado, atolado em dívidas, a violência tomando conta das ruas, funcionários sem receber seus salários e o povo morrendo nas filas de hospitais, sem escolas. Enfim, não há coisa tão ruim que não possa piorar e, antes que isso ocorra, coloque atrás das grades a mulher de Cabral. Que ela leve uma vida de excentricidade na prisão, pois prisão domiciliar é um prêmio a quem tanto delinquiu.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CULPADOS PELA VIOLÊNCIA

Os maiores culpados pelas violentas ações de traficantes são os consumidores das drogas, sem os quais os primeiros não existiriam. Ao invés de gastar fortunas em polícia e Forças Armadas, por que os governos, em seus três níveis, não fazem campanha educativa desestimulando os jovens a consumirem drogas? Investimentos nessa campanha terão rendimento positivo com a consequente redução de gastos em policiamento e em hospitais.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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VIOLÊNCIA URBANA

O Cristo está de joelhos. São Sebastião, crivado de balas. Nas "comunidades" só falta o Memorial Pablo Escobar.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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COM AVAL DO ESTADO

Desculpem-me a ignorância, mas alguém poderia esclarecer por que bandidos continuam comandando crimes de dentro do presídio? Aprendi que a polícia prende para coibir novas transgressões, se não for para isso, qual o sentido?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CARNAVAL EM SP

Enquanto nossa capital (São Paulo) está abandonada, com ruas esburacadas e cheias de lixo, com péssimo transporte e mobilidade comprometida, nosso prefeito, ausente, está em plena campanha eleitoral pelo Brasil, visando à Presidência da República em 2018. E agora, pensando em inventar moda, como diria minha saudosa mãezinha, quer pôr carnaval de blocos na Avenida 23 de Maio. O circuito iria do Anhangabaú ao Ibirapuera. Pois é, senhor prefeito gestor, nós, paulistanos, já sacamos qual é a sua: fazer de nossa capital um trampolim para Brasília. Mas conhecemos outro candidato que fez a mesma coisa, e quebrou a cara. Não é mesmo, senador José Serra?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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UM TEMPO PARA DORIA

Tenho acompanhado no "Fórum dos Leitores" alguns que aqui escrevem fazerem, açodadamente, críticas ao prefeito João Doria. Talvez estejam a serviço daquele partido cujo líder é o "mais honesto" do Brasil, ou talvez não tenham noção de que o prefeito tem apenas oito meses de mandato nem da maneira como ele encontrou a Prefeitura. Vamos dar um tempo. Ou os semáforos passaram a ter problemas só agora, os buracos, a cracolândia, o lixo, os pichadores e outros problemas da cidade de São Paulo só começaram após a gestão Doria? Talvez estes leitores tenham saudades de Erundina, Marta, Kassab e Haddad. Ou são moradores novos da cidade.

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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CAOS NO ATENDIMENTO

A Prefeitura de São Paulo está um caos administrativo, mas a imprensa nada diz a respeito. O portal SP156 não funciona e, ainda por cima, os sites de reclamação foram desativados. Os e-mails não são recebidos e uma mensagem do postmaster diz que eles falharam. O serviço de "chat" (mensagens online com atendente) é irresponsável porque nenhuma questão é respondida e, na cara dura, o atendente desliga a conversa virtual sem prestar nenhuma informação. Até para pagar o IPTU pela internet há muito problema. O prefeito ausente tem feito um péssimo trabalho de gestor.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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TRUMP NA ONU

O presidente norte-americano, Donald Trump, demonstrando mais uma vez sua falta de refinamento diplomático, falou grosso em seu discurso na ONU. Quando ameaça destruir a Coreia do Norte, não assusta ninguém. E tampouco é levado a sério pelos seus mais próximos colaboradores ou pelo Partido Republicano. A sorte deste incompetente Trump, e também dos americanos que infelizmente o elegeram, é que o antecessor que ocupou por oito anos a Casa Branca, Barack Obama, tirou os EUA da derrocada econômica, de legado do republicano Bush, e ainda diminuiu o desemprego, que era altíssimo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O RECADO DE TRUMP

Não gosto de Donald Trump, mas, em seu discurso nos debates da Assembleia-Geral da ONU, ele disse tudo o que está entalado na garganta de milhões de pessoas pelo mundo. Ninguém aguenta mais os devaneios perversos do gordinho atômico da Coreia do Norte. É preciso frear Kim Jong-un a qualquer custo! No mais, impecável sua prensa sobre o desastre da Venezuela socialista de Nicolás Maduro.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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DO BRASIL PARA O MUNDO

EUA, Japão e Coreia do Sul comemoram a salvo dos mísseis de Kim. E tudo graças à mais moderna tecnologia adquirida por eles e proveniente de Brasília. Reconhecidamente, ninguém supera a capacidade de desvios que foi desenvolvida e testada por lá. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Chocantes, por assustadoras, as cenas mostrando na televisão os estragos materiais e humanos que os últimos furacões, sendo o Irma o maior, fizeram nas ilhas do Caribe, entre elas Cuba, e atingindo a Flórida, nos EUA. Em suas trilhas inexoráveis e lentas (13 km/h), esses monstros meteorológicos vão devastando todos os lugares por onde passam, são acompanhados pelos órgãos de governos que sabem exatamente onde eles se encontram a todo instante, por onde vão passar e, no entanto, nada pode ser feito para detê-los. A primeira pergunta que me ocorre é: "Nada pode ou nada é feito?" Desde que começou esta temporada "de terror", patrocinada pelos furacões, os canais de televisão têm apresentado incessantemente filmes, reportagens, entrevistas e documentários sobre o fenômeno, e entre eles fiquei impressionado com um que mostrava aviões de pesquisa penetrando estes "bichos" para estudá-los e seguindo diretamente para, imaginem só, "o olho" do furacão. Fiquei surpreso em saber que, apesar do nome assustador, esse ponto situado no centro da espiral destruidora é o menos perigoso e o mais tranquilo do furacão, onde os ventos têm a menor velocidade. Isso porque essa região, dizia um dos técnicos que participavam do documentário, é uma zona de baixíssima pressão, exatamente o que origina a espiral maligna. Quanto mais baixa a pressão no centro, mais forte e destruidor é o furacão. Disse ainda que, à medida que essa pressão vai aumentando, a intensidade dos ventos na espiral vai diminuindo e o furacão passa de um determinado grau para outro menor. Daí me ocorreu uma pergunta que espero não vá ofender ninguém: Por que diabos um avião (um novo Enola Gay) equipado com um artefato explosivo de grande potência (uma bomba A ou uma H, por exemplo) não entra no olho de um desses furacões, quando ele ainda está começando no mar, e não faz detonar a bomba no centro do seu olho, aumentando violentamente a pressão interna e dissolvendo o monstro? Por tão óbvia, acredito que essa hipótese já deve ter sido aventada pelos especialistas em fenômenos meteorológicos e que existe algum impedimento para executá-la. De qualquer forma, gostaria que algum entendido me esclarecesse qual a dificuldade para pôr em ação essa ideia.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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ANIVERSÁRIO DO RIO TIETÊ

Eu já devia ter desistido de falar do Rio Tietê.  Agora em que se oportuna comemorar mais uma data de seu aniversário, não adianta mais falar do seu fedor, da sua poluição, do seu assoreamento, da sua irregular ocupação e principalmente do descaso que todos nós, sim de todos nós, demonstramos na manutenção deste pobre coitado que há muito está à míngua. E nem adianta novamente, relembrar a sua influência, o seu passado e a sua representação. Parece que estamos despressurizados, inertes, distantes, insensíveis ao ponto de às vezes, se interessante for, não sabermos nem o seu nome. Somos ridículos. Dias atrás peguei um depoimento de um paulistano que faleceu nos anos trinta do século passado, isto é, há quase noventa anos, quando a capital de São Paulo tinha por volta de um milhão de habitantes, importante para confirmar a pasmaceira que nos domina desde há muito e piorando a cada tempo, desgovernando os nossos destinos e transportando para esse paupérrimo manancial toda nossa agonia desumana e confirmando a nossa pequenez irracionalidade preservacionista acomodada. Então já dizia no século passado o dr. Alcântara Machado (Antonio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira): "O Rio Tietê deu a São Paulo o quanto possuía: O ouro das areias, a força das águas, a fertilidade das terras, a madeira das matas e os mitos do sertão. Despiu-se de todo o encanto e de todo o mistério. Despoetizou-se e empobreceu-se por São Paulo e pelo Brasil". Como me envergonho ao ler isso. Não acredito que estou aqui e faço parte desta cambada de irresponsáveis e animais peçonhentos que não ligamos para a natureza, não nos importamos com quem nos dá o que beber, o fundamental líquido para a nossa sobrevivência. Não acredito que tenho a coragem de estar tão próximo do Tietê, atravessá-lo toda a vez que vou para São Paulo, assistir a sua degradação diária e proposital e não fazer nada, não xingar  mais rispidamente todos os governantes responsáveis por este desprezo e ridicularizar toda esta descontinuidade que certamente nos levará a penúria final da humanidade. Estamos trocando a vida pela comodidade urbana, fazemos túneis para o automóvel e nos esquecemos do pedestre, construímos arranha céus e nos esquecemos da comunidade, da cidadania e do relacionamento humano. Estamos criando uma geração que tem medo de galinha, trocam a manteiga pela margarina, ingerem o trigo totalmente transgênico e com medo das pessoas, estranham a participação, simbióticos e manipulados pelos celulares e totalmente voltados para o egoísmo do ter, do ter e do ter, sem nenhuma capacidade de indignação. Atônicos se masturbam na fã fantasia de passar por cima dos outros e dos valores, corrompendo e sendo corrompido pelas facilidades que não os ensinamos como recusarem. Aí, e por fim, me resta dizer ao meu prezado rio Tietê, que como faço todos os anos, e farei neste também, irei ao dia do seu aniversário até seu leito benzer-me nas suas águas, lavar as minhas mãos, braços e testa, pedir-lhe a benção paternal e agradecer por tê-lo conhecido e ter vivido por muitos anos como inimigo ferrenho de todos que o sujaram, degradaram e o inutilizaram. E chorarei nest'hora as lágrimas da impotência. A Lei Estadual nº.7.815 de 23 de abril de 1992 não deveria ter somente dois artigos, mas outros também que penalizassem seus detratores.

Jose Arraes, presidente Instituto Cultural e Ambiental Alto Tietê josarraes@terra.com.br

São Paulo

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HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA

O "diz que me diz" adultera a notícia, ainda que não intencionalmente. Fato é que o juiz federal da 14.ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho em nenhum momento afirmou que a homossexualidade era considerada uma doença psicológica. Disse o magistrado: "A fim de interpretar a regra em conformidade com a Constituição federal, a melhor hermenêutica a ser conferida àquela resolução deve ser no sentido de não privar o psicólogo de estudar ou atender aqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca da sua sexualidade sem qualquer censura, preconceito ou discriminação". Palavras textuais do juiz em sua decisão. Daí a dizer que os homossexuais sofrem de patologia psicológica há uma longa via. Como fica aquele indivíduo que sofre com a indecisão sobre sua opção sexual? Não se trata de doença a "opção", mas a depressão que, é crível, tenha o sujeito, esta, sim, pode ser tratada. Noutras palavras, a resolução que proíbe os psicólogos de tratarem a homossexualidade como doença não impede o tratamento daquele que não se aceita, por exemplo.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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