Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 05h00

REFORMAS

Fundo eleitoral

Muito oportuno o editorial Desse mato não sai coelho (22/9, A3), ponderando que após meses de acalorados debates sobre a tal reforma política a montanha está parindo um rato. Descartada a proposta do “distritão”, restam a cláusula de barreira, a proibição de coligações e a criação do inacreditável e bilionário fundo público para financiar as campanhas eleitorais. As duas primeiras mudanças citadas são positivas. Mas quanto ao fundo eleitoral, já rejeitado pela opinião pública e que só vai agravar o desastroso desajuste fiscal do governo, pergunto aos srs. senadores e deputados federais: por que não o substituem pela proposta já existente no Projeto de Lei do Senado n.º462, de 2015, de autoria do senador José Serra, que visa a reduzir os custos das campanhas e consiste em simplificar e padronizar o formato dos programas? Ele propõe eliminar efeitos especiais, tomadas externas e toda a pirotecnia produzida a altíssimo custo pelos marqueteiros. No formato proposto, os candidatos falarão sobre suas ideias e propostas sem artificialismos. Por fim, será vedada a participação, ainda que indireta, de terceiros. A propaganda se resumirá ao modelo “candidato e câmera”. Essas medidas tornarão mais equânimes as condições da competição eleitoral, independentemente da capacidade de arrecadação de recursos no setor privado, além de concentrar no candidato todo o tempo do horário gratuito.

EUVALDO R. PEREIRA DE ALMEIDA

euvaldo@uol.com.br

São Paulo

Voto facultativo

O que os políticos deveriam mudar é o voto, de obrigatório para facultativo. Só faz bem quem gosta do que faz, então só vota bem quem gosta de votar. Mas os políticos têm pavor de eleitores conscientes, que acompanham os acontecimentos, leem e pesquisam. Preferem os alienados, que só votam por obrigação, pegam santinhos, votam no famosinho, no engraçadinho, no padrinho, etc. Esses são os eleitores manipuláveis que os políticos tanto adoram. Portanto, a primeira mudança deveria focar a qualidade do voto.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Partidos nanicos

O primeiro passo foi dado. Pode até não ser o melhor, todavia é preferível a deixar como está. A exigência de 1,5% dos votos em pelo menos nove Estados para poder participar da divisão do Fundo Partidário vai higienizar a discutida distribuição de fundos públicos para fruição dos “donos” desses inexpressivos partidos, não raro em proveito pessoal e de seus familiares. Esperamos que a Câmara ratifique a decisão e o Senado, idem. A decisão final, como se espera, pode até não resolver a imoralidade pública, mas não deixa de ser um passo inicial rumo à decência na política nacional.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Mudanças imprescindíveis 

No Manifesto à Nação publicado no Estadão em 9/4 (A2), os advogados Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias declararam que as mudanças que queremos jamais seriam aprovadas pelos atuais parlamentares, fato comprovado pelo adiamento do fim das coligações partidárias. É vergonhosa a maneira como esses parlamentares não nos representam e ignoram a vontade de seus representados! É urgente que nós todos, brasileiros, saiamos às ruas, que os movimentos sociais se organizem antes que termine o prazo, agora em outubro, para as mudanças eleitorais, exigindo as modificações necessárias para termos eleições e representantes dignos. Essas mudanças estão muito bem colocadas nesse Manifesto, como o voto distrital puro, o fim das coligações para qualquer eleição, a eliminação do Fundo Partidário e do financiamento público de eleições – os partidos financiados unicamente pelos próprios filiados –, do foro privilegiado, da desproporção do número de deputados entre os Estados da Federação, da possibilidade de parlamentares assumirem outra função pública durante seus mandatos, dos cargos de confiança, das emendas parlamentares que tornam os congressistas sócios do Orçamento, e não seus fiscais, dos privilégios por cargo ou função (mordomias, supersalários, auxílios, benefícios). E também a isonomia na distribuição de tempo por partido no horário eleitoral gratuito para pleitos majoritários; nos direitos, obrigações e encargos trabalhistas e previdenciários para todos os brasileiros, do setor público e do privado – entre outras mudanças importantes que nos farão caminhar para a recuperação da justiça no nosso Brasil.

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatagalvao@gmail.com

Jaú

A hora é agora

Um país governado por um presidente altamente impopular, com um Congresso voltado para si mesmo e um Judiciário embevecido por suas próprias palavras, cujos membros voam tanto quanto aves migratórias, não pode mesmo pretender nada além de resultados medíocres. Uma mediocridade exaltada como façanha. Mais que amazônico, onde abundam as chuvas, somos um povo de cerrado, da caatinga, onde árvores tortuosas e cascudas se mantêm com pouca água, mas ainda assim rico em fauna e flora. A aridez de ideias e ideais restringe atos em prol do futuro. Não se altera nada. Se para alguns essas limitações favorecem o controle do País, para muitos são a frustração, que afinal leva à emigração. Sim, nossas melhores cabeças saem do Brasil. Se no passado éramos proibidos de comentar esses fatos, ao menos hoje isso é possível. Inegável progresso, que se completaria se tivéssemos alternativas meritocráticas a enriquecer a administração pública. Se a esperança é a última que morre, lutemos pela concretização desse ideal efetuando todas as reformas de que o País precisa, já.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

CRISE POLÍTICA

Rito de passagem

Do ponto de vista conjuntural, devemos entender que o governo Temer é apenas um rito de passagem. Quem alimenta, neste momento, denúncias e envolvimentos por seu impedimento visa exclusivamente ao quanto pior, melhor, para encobrir seus próprios pecados. Haverá um tempo certo para Michel Temer se explicar perante a Nação. 

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Atitude de estadista

Nesta hora crítica para o Brasil, ainda com tantos milhões de desempregados, mas com as empresas já em recuperação, o que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acha de pensar um pouco mais no País e menos em si próprio, em seus interesses políticos e nos de seu partido?

SILVIA REBOUÇAS DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

CORRIDA PARA MANTER O PODER

Chegou à Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, agora acusado de obstrução à Justiça e participação em organização criminosa. É de aguardar que os R$ 15 bilhões já distribuídos aos parlamentares em troca dos votos contra a primeira denúncia também valham para esta. Tudo, no entanto, vai depender do grau de estabilidade de Temer, hoje em rota de colisão com o presidente da Câmara, perdendo seu advogado de defesa e sofrendo ataques por meio do vazamento das delações. Isso sem falar das inquietações na área militar, em que não sabe se pune ou não o general que falou sobre intervenção militar. Por causa das denúncias, prisões e repercussões, a atividade política está praticamente parada. Há o risco de o Congresso Nacional não conseguir aprovar nem as mudanças na legislação eleitoral. Mesmo com tudo isso, a economia ainda dá sinais de aquecimento, criando empregos e seguindo o seu curso, numa demonstração de que, se o governo não atrapalhar, ainda há meio de trabalhar e produzir. A grande reforma de que o País necessita é de costumes, ética e moral.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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‘110% DE CERTEZA’

O corretor Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) redistribuía propina a Temer, “com 110% de certeza”. Diante da denúncia, pergunta-se se Michel Temer pode afirmar que não recebeu um único centavo da dinheirama, “com 110% de certeza”.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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BANDIDAGEM

Está ficando cada vez mais claro por que Eduardo Cunha era “dono” da Câmara dos Deputados. A gangue do PMDB assaltava a Caixa Econômica Federal e Cunha distribuía a seus pares. Chegou a hora da justiça... Espero!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NA CÂMARA

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Câmara dos Deputados é quem deve julgar mais uma denúncia contra o presidente Temer coloca os parlamentares numa situação difícil. É que os acordos de gabinete, vantagens e outras benesses que aliados do mandatário maior do Brasil oferecerão para assegurar o voto a seu favor por certo vão repercutir na opinião pública. Será que eles se preocuparão com isso?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ATÉ O FIM DE 2018

Não posso acreditar que o presidente Michel Temer, que foi presidente do PMDB, partido que ficou de mãos dadas com o PT durante 13 anos e o que mais cresceu no País em todo este tempo, não tenha sua parcela de culpa na corrupção endêmica que nos assolou. Que não tenha se beneficiado de malas de dinheiro vivo, tão comum aos políticos. Mas, pelo bem do Brasil, num tremendo sacrifício, até o fim de 2018 ficaremos de nariz tapado para não sentir o cheiro fétido. Mas faltando pouco mais que um ano, trocar por trocar, com este Congresso infestado de corruptos, continuamos com Temer. Em 2018 faremos a desratização. Fazer o quê?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO E EFEITOS DEVASTADORES

Discursando na 72.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em Washington, o presidente do Brasil, Michel Temer, cercado pelos holofotes da imprensa nacional e internacional e de chefes de um sem-número de nações, procurou sair pela tangente numa fala que não obteve ressonância no concerto das principais nações do mundo. O compromisso inarredável da ONU que objetiva, sobretudo, defender da improbidade com que muitos gestores tratam os recursos públicos – e, principalmente, de empegar os meios imprescindíveis em favor dos preceitos éticos e morais no pano político-administrativo e no patamar coletivo. Vale salientar que as perdas anuais com subornos pode chegar, hoje, no mundo, à casa dos mirabolantes trilhões de dólares. E enfatiza que a corrupção enfraquece o sistema de serviços públicos e gera efeitos devastadores na sociedade como um todo. Esse deprimente espetáculo que encena a grei da corrupção desenfreada – senão se moraliza com a cassação de mandatos eletivos de elementos nocivos a sociedade, os crimes da trapaça, da indústria de criminosos do erário público, irá permanecer impune por muito tempo neste país.

José Benigno

josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

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CASO MOURÃO

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, perdeu uma excelente oportunidade de, como ministro de Estado, manter-se neutro no episódio envolvendo o general Antonio Hamilton Martins Mourão, que há alguns dias defendeu a possibilidade de uma intervenção militar no País. Mas não! Deixou-se levar pelas manifestações histéricas de esquerdopatas de plantão, como o senador Randolfe Rodrigues, o deputado Ivan Valente e outros do mesmo naipe, mostrando seu viés ideológico. Agora, “decide” não punir o general, que apenas fez um comentário com base no artigo 142 da Constituição federal. Agora, se o ministro não sabe que o comando maior das Forças Armadas é da competência exclusiva do sr. presidente da República (seja quem seja), deveria ficar caladinho, pois mosquito não entra em boca fechada.

Carlos B. Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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MINISTRO POETA

Parafraseando Romário, Jungmann, de boca fechada, é um poeta ou, vá lá, um bom ministro. Mas cada vez que se manifesta o ministro da Defesa denigre e compromete as Forças Armadas. Passando de Romário ao rei da Espanha, “por que não te calas?”.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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BOM LAVRADOR

Da decisão do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de não punir o general Hamilton Mourão pela ousada manifestação na loja maçônica de Brasília (“Estado”, 22/9, A1 A3 e A9), no mínimo três fatos ficam evidentes por ora: respiram-se ares mais amenos no meio castrense, o general não verga fácil o espinhaço, o ministro conhece bem o terreno em que lavra.

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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PISANDO EM OVOS

Esperar para ver foi a drástica providência que o Exército tomou a respeito do pronunciamento do general Mourão sobre a possível intervenção militar para conter a crise política e a corrupção generalizada, antagônicas ao bom desempenho da plena democracia no País.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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SE...

Depois de todo o movimento popular de 2013, que impediu a aprovação Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que retirava do Ministério Público o poder de investigar e desvendar esquemas de corrupção, o que traria graves consequências especialmente à Operação Lava Jato – verdadeira vingança orquestrada por Renan Calheiros, que conta com mais de uma dezena de processos na Justiça, mas continua livre, leve e solto –, a comissão do Senado votará projeto de lei de abuso de autoridade, proposto por Renan Calheiros e relatado pelo senador Requião. Políticos inescrupulosos tentam calar as autoridades que, com muito custo, vêm passando o Brasil a limpo. Estamos com o juiz Sergio Moro! Se assim não for, que o general Mourão, juntamente com Moro, coloque a necessária ordem na casa.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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LIÇÃO DA HISTÓRIA

Os civis instigam, eles intervêm e depois? As Forças Armadas se desgastam e devolvem o poder. Aí os puxa sacos retomam e aderem à esquerda, que sai fortalecida e... mais um ciclo de “petralhas”. Será que não aprendem com a história? Vide Sarneys e ex-Arena, todos misturados num só balaio. As Forças Armadas conseguiram retomar seu prestígio e são um patrimônio não corrompido da Nação, portanto, devem ser preservadas deste lamaçal político. “Ad quem finem iste tuo furor nos eludet”, general Mourão?

José E. Bandeira de Mello

josedumello@gmail.com

São Paulo

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PAIXÃO

A paixão é má conselheira, mas paixão é vida! Quando se tem 18 anos, é fogo que queima, mas se abranda com a idade; se perdura na madurez, é incontrolável, pois inesquecível. Daí porque muitos, nos anos 70, desejando ardentemente o retorno à plena democracia, pegaram em armas contra o governo militar, numa aventura de generoso patriotismo, mas fadada ao fracasso. Alguns, no retorno ao Estado de Direito, empolgaram o poder e entregaram-se à vilania, às tenebrosas transações de que fala Chico e caracteriza todas as ressacas ideológicas. Outros mantiveram os ideais juvenis e continuam combatendo os velhos “inimigos”, sem perceber que eles, de verde-oliva, é que lhes garantem a liberdade de exporem o seu pensamento. Pois um garoto dos anos 70, este general Mourão, que não viveu este período, mas, apaixonado pela Pátria, escolheu servi-la e a ela ser fiel, vem a público, corajosamente, e declara que “o Brasil está acima de tudo” e que, emergindo o caos, o Brasil não submergirá. Espadas serão desembainhadas. Querido aluno que nunca se acovardou, Mourão exagera e permite-me uma penúltima lição: Deus supera o Brasil. Não a lei, os presidentes de poderes ou o magnata do momento, ainda que Batista – seja Eike ou Joesley. Só Ele! Então não venham os que no passado lutaram contra uma “ditadura” para impor outra tachá-lo de golpista. As leis são mutáveis, a mais mutável delas a Constituição, mas o juramento do soldado brasileiro é o mesmo e dura a vida de cada um. Quando trata da defesa da Pátria, enunciamos: “Dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida”. Bradamos como Mallet (e não Rosa) na Tríplice Aliança: Não Passarão!

Roberto Maciel, general da reserva

rvms@oi.com.br

Salvador

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DITADURAS

Na primeira página do “Estadão” de 22/9 aparecia a chamada “Jungmann decide não punir o general Mourão”. Na página A9, no mesmo jornal, a notícia completa tem por título “Jungmann descarta punir general Mourão”. Os verbos usados, “decide” e “descarta”, soam risíveis. É impossível conter o riso. Na realidade, nosso ministro da Defesa não vai punir o valente e patriota general porque “respeito é bom, o general e os demais colegas militares gostam”. Esse é o fato. O noticiado é uma versão cômica. Logo após a polêmica palestra do “General” (com letra maiúscula), as “Cassandras subversivas e nostálgicas de 1964” logo se apressaram em denunciar a ameaça de nossa “democracia” ser novamente substituída por uma “ditadura” militar. Sou partidário da democracia, que segundo Churchill ainda “é a pior de todas as formas de governo, excetuando-se as demais”. Sou contrário à tomada do poder pelos militares. Mas para acabar com esta “ditadura do Legislativo”, que faz o que bem entende, isso significando, como se vê, práticas espúrias e negociatas sem fim, relegando o povo, a sociedade e os interesses nacionais para segundo plano, sou, sim, partidário de uma intervenção da única força capaz de destruir a blindagem que os autointitulados “representantes do povo” (sic) armaram para perpetuar seu domínio “ditatorial”. A intervenção que eu imagino seria provisória, por um período suficiente para expurgar dos Poderes Executivo e Legislativo, vale dizer da vida pública, todos os que têm alguma pendência com a Justiça, investigados, denunciados ou condenados, convocar uma Assembleia Constituinte para revisar nossa Constituição extensa demais, corporativista e organizar eleições gerais para a formação de um novo governo, livre das mazelas que estamos cansados de presenciar. Com novos personagens, voto distrital puro e “recall” (devolução imediata dos cargos) dos eleitos que cometerem qualquer ato ilícito.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE BAIXO

Tão desnecessárias quanto desagradáveis, as declarações do general Antonio Mourão sobre uma possível intervenção militar, caso as instituições não solucionem o problema político “pela ação do Judiciário, retirando da vida pública elementos envolvidos em ilícitos”, foram, para arrematar, inoportunas. Não só são poucos os que, ainda bem, têm saudades do regime militar imposto ao País após o golpe de 1964 – mancha negra indelével da nossa história –, como não existe ameaça alguma às instituições ou à ordem constitucional que justifiquem tais afirmações. A corrupção no Brasil deve, e está sendo, combatida pela via republicana. Ameaçar a democracia gratuitamente com tais declarações, isso, sim, é golpe. Baixo.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRESIDENCIÁVEIS 2018

Da “direita” para a “esquerda”: 1) Geraldo Alckmin, vice João Doria (PSDB); 2) general Villas Bôas, vice general Mourão (PNacional); 3) Joaquim Barbosa, vice juiz Sergio Moro (PJustiça); 4) Marina Silva, vice Heloísa Helena (Rede); 5) Ciro Gomes, vice Fernando Haddad (PDT/PT); e 6) Chico Alencar, vice Marcelo Freixo (PSOL). Eu queria ver essa corrida eleitoral. Eu queria ver que tipo de programa de governo cada chapa iria propor. Ora, em vez de ficar escondendo ideologias, a nossa democracia deveria dar microfone a todas elas. E que deixássemos que os debates, por si sós, ajudassem a desconstruir os mitos. E, enfim, deixássemos que o povo brasileiro, soberano, no final escolhesse o seu presidente e vice. Pelo voto.

Wellington Anselmo Martins

am.wellington@hotmail.com

Bauru

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OTIMISTA

Se, desgraçadamente, for eleito um Lula ou um Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, apesar de eu ter 80 anos, vou embora do Brasil, no mesmo dia. Como sou otimista, acredito que ainda deva aparecer um novo nome, digno de ser presidente deste nosso destroçado Brasil. Com a palavra e o voto os eleitores conscientes que tenham o bom senso de lutar por mudanças no país corrupto da Lava Jato.

Paulo Sérgio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LULA NAS PESQUISAS

É inacreditável que Lula esteja em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2018. Parece que os pesquisados estão drogados ou bêbados. Não se lembram dos 14 milhões de desempregados, da situação falimentar das finanças do governo, da altíssima carga tributária, da merreca do salário mínimo, comparado com os de colarinho branco, da desenfreada corrupção que teve início no mensalão e continuou 13 anos dos governos petistas, das condenações que Lula já carrega e outras mais que virão? E não se lembram das descobertas da Lava Jato? Este é o país da banânia, em que o povo sofre porque vota mal.

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo

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POPULISMO E IGNORÂNCIA

Será que as pesquisas CNT/MDA foram feitas, na maior parte, no Norte/Nordeste, após a passagem de Lula e seu populismo por lá, culpando o atual governo por tudo de ruim que ele e o PT deixaram? Ignorância é a base dos populistas!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ESPERTEZA

Em discurso para sua tigrada, Lula disse que o PT precisa de pessoas mais “espertas” do que “elle”. Disse, também, que os delegados da Polícia Federal nada sabem sobre política e que esse desconhecimento é um grande problema para a classe policial. Na verdade, os policiais são “experts” em indiciar e prender criminosos, especialmente políticos ladrões. Agora, “achar” pessoas mais “espertas” que “elle”, isso é impossível!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MAR DE LAMA

O Poder Judiciário e o Ministério Público, com espírito de justiça e assiduidade, estão com a difícil missão de exterminar o mar de lama que assola a vida política nacional. Os brasileiros não mais aceitam conviver com as notícias diárias de atos de corrupção praticados por políticos e administradores públicos. Assim, todos os corruptos que aí estão, com apontamentos diversos nas sendas do crime, precisam ser punidos e extraídos da vida pública nacional. Todos os envolvidos não mais merecem ser candidatos a qualquer cargo ou mandato, sob pena de a vida econômica nacional continuar sem estímulos para alavancar. Os investidores, quando veem a complicada vida política nacional, com corruptos sendo punidos diuturnamente, mas um Lula da Silva livre e solto a fazer propaganda eleitoral, sem restrições do Tribunal Superior Eleitoral, resolvem, inevitavelmente, esperar mais um pouco para usar seu dinheiro em investimentos. E aí é que reside o perigo militar, que pode interferir para beneficiar a situação nacional, dando garantias para a criação de empregos e de novos investimentos e empresas. Depois, não chorem o leite derramado!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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INDIGNADOS

O coral dos leitores indignados com as pesquisas que indicam Lula como favorito para eventual eleição que venha a acontecer é lamentável. Um já condenou o réu antes do julgamento final e prefere até ir embora do País a lutar por suas ideias. Outro diz que Temer está tirando o País da recessão e que as gestões anteriores eram desonestas. Precisa de um oftalmologista, pois sua visão é tão insuficiente a ponto de não ver malas com R$ 51 milhões. E carga em cima do procurador Janot, que não quer virar biombo para esconder a dinheirama. Um pouco de seriedade! Pensar não faz mal a ninguém!

Luiz Sérgio Carraro

luizsergiocarraro@gmail.com

São Paulo

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MUITA CALMA NESTA HORA

Nossos políticos, egoístas e paroquiais, são alvos do desprezo de boa parte da sociedade, embora por ela escolhidos, irônica inconsistência. Protagonizam cenário propício à instalação de uma atmosfera de inquietação que pode evoluir para desastres comparáveis, não na Física, mas nas consequências, aos furacões e terremotos que vêm assolando várias regiões do mundo. É natural, então, que sejam semeadas propostas de soluções rápidas, fora do perímetro democrático, que, necessárias em contexto histórico diverso, hoje, com parâmetros até de conjuntura internacional completamente diferentes, conduziriam o País a um cenário de difícil previsão que, certamente, afetaria a modesta recuperação da economia. É, mais do que nunca, portanto, válida a recomendação, muito em voga entre a população, quando se encontra em situações aflitivas: “Muita calma nesta hora”.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

O poder público do Rio de Janeiro e o federal se entregaram ao crime organizado na semana passada. A ausência e a omissão disfarçada por desculpas esfarrapadas e a falsa ingenuidade manifestadas pela Polícia do Rio de Janeiro, pelo ministro da Defesa e pelo comandante das Forças Armadas no Rio de Janeiro deixaram todos os brasileiros sem fala. Não temos palavras para tanta covardia e omissão. Será que alguém com um pouco de inteligência acredita que 20 ou 30 bandidos iriam invadir a Favela da Rocinha sem que tivessem um “salvo conduto” para tal? A pergunta é: que acerto foi este? Permaneceram mais de seis horas lá, sem que houvesse nenhuma intervenção, com a desculpa de proteger a população. E deixar a população à mercê de uma guerra de bandidos foi a melhor decisão?  Ou o medo ou o envolvimento com o crime dominaram a polícia e as Forças Armadas? Se tivéssemos homens de coragem, nada disso tinha acontecido. Gente que só fala não ajuda nesta guerra. Precisamos de líderes e comandantes corajosos, como já uma vez foi indevidamente dito, mas que agora pode ser aplicado: “com aquilo roxo”. Ou somente os bandidos os têm?

Manoel Sebastião de A. Pedrosa

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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QUAL O DESTINO?

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado a 45 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Será que ele viverá o suficiente para cumprir essa pena ou será solto antes?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BOA NOTÍCIA

Uma ótima notícia para a equipe econômica e para nós, brasileiros, é que a arrecadação de tributos de agosto, de R$ 104,2 bilhões, surpreendeu. E, descontada a inflação, cresceu 10,78% ante o mesmo período de 2016. Um alívio para o governo, que, se mantiver essa melhora até dezembro, o déficit fiscal prometido para este ano, de R$ 159 bilhões, poderá ser até menor. Como prova de que está aquecendo o motor da economia, o boletim Focus, do Banco Central, divulgado na semana passada, indica um provável crescimento do PIB para este ano de 0,7%. E muitos analistas, inclusive, já apostam num crescimento econômico de 1% em 2017.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FUNRURAL

Para quem não sabe o que é o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), trata-se de tributo de 2,1%, cobrado sobre o valor bruto da produção vendida por qualquer produtor rural no Brasil. Não interessa se o agricultor teve lucro ou prejuízo – lá vêm descontados os famigerados 2,1%, mais 0,2% da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), totalizando 2,3% do faturamento bruto. Trata-se, portanto, de uma expropriação com anuência do Estado. A atividade agrícola tem um resultado histórico médio decenal entre 9,5% a 14,7% ao ano (dependendo da atividade), portanto com rentabilidade muito próxima, ou por vezes até inferior, aos juros astronômicos que o governo costuma pagar para rolar suas dívidas. Sendo assim, o produtor poderia largar todas as suas atividades agrícolas e aplicar seus recursos a juros, com muito menos risco. Felizmente, isso não acontece, e por isso a mesa dos brasileiros continua farta, assim como fartos são os artigos de vestuário (algodão), medicamentos (seivas, plantas e animais), papel, embalagens, além de mobiliário e madeira para construção civil (áreas de reflorestamento). Algo que nenhum produtor brasileiro irá reclamar é se forem cobrados os 2,1% sobre o faturamento, para constituição do Fundo Nacional de Seguro Agrícola e Regulação de Preços, algo que há muito tempo é demandado pelo setor, porém, para variar, nenhum governo tomou qualquer providência. Henrique Meirelles é um banqueiro nato e não se preocupa de onde irá arrancar receita, desde que ela seja tangível. Bancos cobram taxas, governos cobram impostos. Ambos têm uma fome pantagruélica por recursos, porém os bancos ainda geram lucros e dividendos, além de terem um papel fundamental na economia de mercado, enquanto governos só geram despesas, além da incompetência demonstrada pela má gestão dos recursos do contribuinte, pois os gastos públicos sempre superam as arrecadações. Mais uma vez, querem colocar o produtor rural para pagar a conta de uma responsabilidade que não é sua. Hoje, o bode-expiatório da vez é o setor agrícola, amanhã serão outros segmentos da economia.

Frederico d’Avila

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

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HORÁRIO DE VERÃO

A pretexto de economizar energia elétrica, o governo sacrifica toda a população impondo goela abaixo este maldito horário de verão, que não se justifica em países tropicais como o Brasil, considerando, ainda, que a economia de energia elétrica alardeada é pífia. Esse horário é ótimo para  vagabundos e descompromissados que curtem praias e afins e péssimo para quem trabalha, principalmente para as crianças que vão à escola de manhã, além da bagunça que causa em nosso relógio biológico. Não mexam com a natureza, deixem-na como ela foi criada.

Carlos dos Reis Carvalho

bigcharles020@gmail.com

Avaré

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TENSÃO EUA-COREIA DO NORTE

Caso ocorra uma guerra entre EUA e Coreia do Norte envolvendo diversos países, a imprensa é a grande responsável. É ela que repercute as “discussões” entre os presidentes desses países, que só dizem besteiras. Se essas situações esdrúxulas não fossem divulgadas, com certeza esses líderes não estariam trocando ameaças, muitas delas chegam a ser banais.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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VISÃO TURVA

O presidente Donald Trump é um sujeito tão patético que muita gente já está começando a achar que o ditador coreano, Kim Jong-um, figura absolutamente esdrúxula, até que é um cara razoável.

Luiz Henrique Penchiari

Vinhedo

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