Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2017 | 03h00

ESTADO DA NAÇÃO

Paradoxo

Como explicar o paradoxo de ter o Brasil presenciado em curto espaço de tempo uma avalanche de denúncias e delações explosivas, ingredientes infalíveis para desestruturar a retomada da abalada economia nacional, e mesmo assim exibir, após longa retração, índices animadores de recuperação, que sugerem ser possível uma espécie de descolamento que permitirá imprimir ritmo ao País sem a necessidade de aguardar o aval dos legisladores, que normalmente só trabalham em proveito próprio? Será que a sociedade brasileira está conseguindo encontrar um tipo de rota de fuga? Tomara, embora muito ainda dependa da aprovação de reformas essenciais, que, infelizmente, estão sob a responsabilidade desses mesmos agentes políticos, divorciados do interesse público.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

Escolhas políticas

A polarização ideológica e a radicalização política já levaram ao impasse e à ruptura democrática, com intervenção militar. As eleições presidenciais de 1938 foram canceladas após o golpe de Estado de 1937 e as de 1965, depois do golpe de 1964. As eleições presidenciais de 2018 devem ser realizadas e a Nação deve enfrentar as consequências de suas escolhas políticas, ao manter o presidencialismo como sistema de governo.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

MINISTÉRIO PÚBLICO

Conversa privada

O Estado (23/9, A7) noticiou a primeira baixa na equipe da procuradora-geral Raquel Dodge, poucos dias após sua posse no cargo. O procurador Sidney Madruga, recém-designado coordenador do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral, foi flagrado num restaurante de Brasília em tête-à-tête com advogada da JBS em que a informava sobre “tendência” na atuação do órgão. Foi exonerado do cargo? Não, pediu pra sair. Foi instaurado procedimento disciplinar para apurar o caso? Não, e o pior: a Secretaria de Comunicação afirmou tratar-se de inocente “conversa privada”. Pelo dedo se conhece o gigante, e este mau começo do mandato da nova procuradora leva a crer que quanto mais muda, mais a Procuradoria-Geral é a mesma coisa.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Náusea de Janot

O ex-procurador-geral da República disse certa vez ter sentido náuseas ao ouvir a gravação de Joesley Batista com o presidente da República. Se o procurador Ângelo Goulart Villela, que chegou a ser preso em decorrência das gravações da JBS, resolver falar tudo o que supostamente teria de fato acontecido nesses episódios, parece que é o cidadão contribuinte que vai ter fortes náuseas. Quem viver verá!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Volta aos trilhos

Dr. Mariz, firmada a convicção o Ministério Público (MP) deve exercer seu mister na seara criminal com todos os meios de provas disponíveis para acusação (Ministério Público de volta aos trilhos, 23/9, A2). Imparcial deve ser o magistrado. O MP deve acusar com veemência e força, como o ilustre doutor faz na busca da inocência, sempre “presente”, de seus clientes.

JORGE AUGUSTO MORAIS DA SILVA, procurador de Justiça aposentado

jotaugustoadv@icloud.com

Barretos

GUERRA NO RIO

Cidade Maravilhosa

O Rio de Janeiro continua lindo. Para mim, não existe outra cidade como essa. Chegar de avião ou de navio a essa bela cidade num dia limpo é uma bênção. Mas, infelizmente, como em quase todo o Brasil, os eleitores acabam escolhendo verdadeiras pústulas para governar a cidade, deixando-a sem proteção policial quase nenhuma, não existe dinheiro para pagar aos funcionários, aposentados e policiais. Roubaram tudo. E por causa disso o tráfico de entorpecentes aumentou muito e é dominado basicamente por duas grandes quadrilhas, muito bem armadas, apavorando todos os moradores com as mortes e os ferimentos que têm causado nas grandes favelas, daí provocando a guerra que vimos nestes dias. Isso é realmente lamentável, triste e alarmante. Que as Forças Armadas consigam, ao lado das polícias, eliminar essa corja. O Brasil, especialmente os cariocas, pedem e necessitam. Basta.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Sob o domínio do crime

Esta nova ação, ou guerra entre quadrilhas de traficantes por disputa de pontos na favela da Rocinha, não somente atormenta a população local, mas preocupa e envergonha todo o povo brasileiro. É um sinal claro da falência do Estado. Há décadas a bandidagem, infelizmente, formou um governo paralelo na terra do Cristo Redentor. Em que policiais, políticos, etc., envolvidos e movidos a propina do tráfico, formam até milícias para explorar e cobrar pedágio dos munícipes que vivem nas favelas! Não por outra razão, um dos filhos dessa cidade, o ex-governador Sérgio Cabral, que está preso, é hoje o símbolo de tal bandidagem e do abandono em que vive o Estado do Rio de Janeiro. Essa criminalidade, livre e solta, é também fruto de um Estado falido, que humilha e aterroriza quem quer estudar e trabalhar condignamente. O Rio é um território que literalmente tem dono: a bandidagem instalada! Esse grave problema de segurança pública não é circunscrito ao Estado fluminense, atinge todos os brasileiros. Então, se houver necessidade de intervenção federal, que o Planalto o faça logo.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Tragédia carioca

Só existe uma saída para a crise no Rio de Janeiro: cidadania! O povo precisa tomar posse de suas ruas, suas praças, dos ônibus... Os cidadãos pagam por isso e por isso é do povo. O Estado tenta vencer o crime organizado com invasões das áreas controladas pelos criminosos, o que acaba levando à morte de inocentes e ao ódio crescente do povo contra a polícia. A população só quer viver em paz.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco 

Outro mundo

O Rio é mesmo surpreendente. A mesma cidade que inunda o noticiário durante todo o dia com a Rocinha sitiada pelo Exército nacional, após cenas de guerra civil, à noite tem Rock in Rio, com milhares de pessoas em estado de êxtase, como se fosse num planeta distante.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

FAUSTOSO ESPETÁCULO

Na semana passada, a população brasileira assistiu perplexa a 11 vetustos senhores, cobertos por mantos medievais, reunirem-se num suntuoso salão de um palácio, cercados por serviçais obsequiosos, apresentarem por dois dias longas peças de retórica muitas vezes ininteligíveis ao cidadão comum para, ao fim, concluírem que tão somente lhes compete o papel de remeter à Câmara dos Deputados a última denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Num país que se equilibra à beira do abismo onde foi deixado pelos malfadados governos petistas, é um acinte que funcionários públicos regiamente pagos proporcionem espetáculo faustoso de desperdício de dinheiro para rigorosamente coisa nenhuma.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

PERDA DE TEMPO

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem competência para analisar as denúncias que vêm da Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo o presidente da República, antes de encaminhá-las à Câmara dos Deputados, não foi perda de tempo o trabalho da semana passada? O STF é um menino de recados da PGR? Ou, melhor, um oficial de Justiça? Seria o termo adequado?

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

TOLERANTE STF

O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros. Lula nomeou Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Dilma Rousseff nomeou Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Michel Temer nomeou Alexandre de Moraes. Coincidência ou não, nenhum político denunciado pela Operação Lava Jato está preso. Ministros de Estado, deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores continuam soltos, participando de quadrilhas, fazendo lambança com o dinheiro público.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

A VEZ DE MICHEL TEMER

No ano passado, no mês de agosto, o então presidente da Câmara colocou em pauta uma petição de três advogados que indicavam erros cometidos pela presidente Dilma Rousseff que justificaram, para a maioria dos deputados, a sua cassação. O ponto maior foram as chamadas “pedaladas fiscais”, ou seja, o uso de verbas públicas fora do esquema orçamentário. Como fica, agora, a situação destes mesmos parlamentares diante das acusações contra o atual presidente, de desvios e de recebimento de milhões de reais doados por empreiteiras? Será que eles serão coerentes?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

MAIS DELAÇÕES

As delações de Lúcio Funaro parecem que deixarão o presidente Temer com “fratura exposta”, não permitindo que ele se movimente até fim do mandato. Mais crise...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

A TODO VAPOR

Pelo andar da carruagem, nos próximos dias o painel eletrônico do Congresso Nacional estará funcionando a todo vapor. A disputa de “fora Temer” ou “fica Temer” é um dia atípico, quando todos os deputados de todos os partidos estarão presentes para votar, enquanto nossa já sofrida sociedade fica na torcida: parte dela gostaria que Michel Temer permanecesse no comando da Nação e a outra parte gostaria que ele zarpasse  definitivamente.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

CASO GEDDEL

Li na “Coluna do Estadão” de sexta-feira (22/9) que “tem de tudo”, até candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia dizendo-se prejudicado pelo fato de, como causídico de Geddel Vieira Lima, vulgo “Carainho”, pedir a transferência de seu cliente de presídio, por estar ameaçado de estupro. Que seja! Claro que um advogado deve defender seu cliente de todas as formas legalmente possíveis, mas para a presidência da OAB é necessário mais do que legalidade, também se espera moralidade, legitimidade para estar à frente da classe. Este tem sido o recado, dr. Gamil Foppel.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

RETRATO DE UM PAÍS

Nunca tantos delataram quantos. Nunca os famosos escritórios de advocacia faturaram tanto. Como é ridículo ver Geddel Vieira Lima aos prantos. E nós vamos perdendo o nosso encanto...

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

EXPLICAÇÕES

Alguém nos deve explicações sobre o caso Geddel: 1) as cédulas dos R$ 51 milhões encontradas num apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro eram de primeira circulação? 2) Eram numeradas? 3) Foram enviadas diretamente da Casa da Moeda para bancos? 4) Quais bancos? 5) De quem são as contas de saques? 6) Quem são os sacadores?  E aí, Polícia Federal e mídias jornalísticas, algum dia nos próximos 20 anos vocês vão nos informar ou vão nos confundir?

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

SONHO DE LADRÃO

Já imaginaram um assaltante de apartamentos entrar no apê do amiguinho de Geddel Vieira Lima, encontrar e levar R$ 51 milhões e ninguém dar queixa na polícia? Moral da história: ladrão que rouba ladrão pode ter 51 milhões de perdão!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

IMPÉRIO DO CRIME

Michel Temer só continua na Presidência da República porque trocou os ministros antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. Nesse julgamento, Temer realizou a formidável proeza de aprovar as contas de madame presidente Dilma Rousseff, apesar da avalanche de provas contrárias. A providencial troca no comando da Procuradoria-Geral da República também tem a hábil mão de Michel Temer, que não escolheu o candidato com maior número de votos. Tudo indica que Temer vá seguir no cargo, apesar da mala de dinheiro entregue ao seu assessor Rocha Loures, do pacote de dinheiro entregue ao seu secretário José Yunes e dos R$ 51 milhões apreendidos com seu ex-ministro Geddel Vieira Lima. O ex-presidente Lula não tem mais foro privilegiado, mas é como se tivesse – o juiz Sergio Moro já afirmou que se sentiria desconfortável em dar voz de prisão a um ex-presidente da República, decisão que caberia a uma instância superior da Justiça. Tudo indica que, apesar do susto, o Brasil vai continuar a ser o império do crime, o paraíso da corrupção e a Disneylândia da impunidade.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

LATA DE LIXO

Ao lado do Estado de Direito e do devido processo legal existe uma lata de lixo. Lá são jogados os corruptos!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

FENÔMENO BRASILEIRO

No “Antigo Testamento” tivemos as 10 pragas no Egito, hoje temos furações nos Estados Unidos, terremoto no México, tsunami na Indonésia. Tudo muito triste e lamentável, milhares de vidas levadas rapidamente. Aqui, no Brasil, ainda não temos esses fenômenos, pelo menos não com essa intensidade, aqui nós temos uma coisa que nos mata aos poucos, essa coisa ceifa suas esperanças sem o menor pudor, aniquila seus sonhos com toques de sadismo, mas não te mata, deixa você agonizando para que você possa ver que precisa continuar lutando, mesmo sabendo que não vai conseguir levantar. Aí você morre, olhando para trás e vendo que não conseguiu realizar nada do que pensou quando criança. Essa coisa se chama político. Desanimador.

Sergio R. da Silva sergioronaldo.troia@gmail.com

Araçatuba

NADA MUDA

Quem tem os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) com mordomias, salários invejáveis, penduricalhos financeiros e constantemente ampliando seus benefícios nem precisa de furacão ou terremoto para causar grandes estragos ao País e ao povo. Agrava quando há corrupção e todos os envolvidos se dizem inocentes, mesmo diante de provas irrefutáveis. Prevalecem a impunidade ou penas simbólicas. Assim nada muda e a vaca vai para o brejo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

CPMI DA JBS

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) é um homem de esquerda em quem eu não votaria por motivos ideológicos. Sou um velho democrata, meio anarquista. No fundo, um conservador. Admiro a sua competência e racionalidade e o bom combate que sabe travar. Concordo com a sua postura em relação à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS: visa a atingir Rodrigo Janot, o Poder Judiciário e acabar com a Operação Lava Jato. Bobo é quem pensa que zerando a conta novos hábitos políticos sejam implantados. A aristocracia política é uma hidra. É preciso guilhotinar todas as cabeças: foi assim na França, foi assim na Rússia e, ainda assim, a corrupção, mal vigiada, voltou. Mesmo que fossem verdadeiras as intenções dos criadores desta CPMI, o que pode ela esclarecer que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, muito mais bem aparelhadas e insuspeitas, não tenham feito ou sejam ainda capazes de fazer? Nossos congressistas estão fazendo o que mais sabem: desmoralizar o próprio poder a que pertencem e desperdiçar tempo e dinheiro. Votar as reformas necessárias para destravar o Brasil, nem pensar.

Paulo Melo Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

 

SÓ HOLOFOTE

Como é, mesmo? Uma comissão parlamentar de deputados e senadores para investigar os negócios podres da JBS? Só pode ser piada de mau gosto, corruptos investigando corruptores. Só no Brasil. CPI no Congresso nunca deu em nada, é só holofote para os participantes.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

 

‘NÃO PERTURBEM’

Como sempre ocorre no Brasil, que não mais nos surpreende por ser uma rotina, os políticos em geral só se dedicam e empenham em conseguir possibilidades para burlar a lei e, assim, possibilitar a eles obter vantagens ou qualquer tipo de benefício, em especial na prática de seus atos libidinosos de corrupção, para lhes permitir roubar, desviar e superfaturar sem serem molestados e muito menos “dedurados”. Basta ver que agora o Congresso articula novas normas para dificultar delações, impondo regras mais rígidas para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal negociarem delações premiadas. A intenção é usar a recém-criada CPMI da JBS para desfazer medidas que, na prática, dificultam ou até inviabilizem novas colaborações. Essa manobra suja e diabólica só vem confirmar que nesse meio podre só tem cabeças e mentes corruptas, desonestas e sujas. Alguém duvida ainda?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

NOJO

Nenhuma novidade que o Congresso esteja articulando “regras para dificultar delações”. Querem aproveitar a CPMI da JBS para discutir as delações, que vêm colocando em fratura exposta os caminhos sujos percorridos pelos políticos nos últimos 14 anos. Incrível que a CPMI da JBS, cuja delação foi a mais polêmica até hoje, porque delata quase 2 mil políticos corruptos, ainda esteja viva, porque nos últimos anos, com o PT no poder, todas acabaram em nada. Compraram até membros da oposição para que sumissem e foram abortadas antes mesmo de chegarem ao entregador de malas de dinheiro. Mas agora, com essa articulação para acabar com delações, entendemos o motivo. Os ratos deverão enfrentar as urnas em 2018 e neste caminho a maioria está com as mãos sujas nesse esgoto de corrupção. Temos ou não motivo para sentir nojo da classe política brasileira?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

SEM PERDER O FOCO

Monteiro Lobato já chamou o Brasil de país de rãs, pois o que mais faz é coaxar. Um blá blá blá interminável que, no fim, dá como resultado um ovo de codorna. A nova denúncia contra o presidente Temer, sabe-se de antemão, não redundará em nada, já que sua caneta satisfará a resistência dos mais incautos. Mais gastos inúteis. O governo fala de resultados na área da saúde, transportes e educação, logo desmentidos pela propaganda eleitoral de partidos. Partidos desintegrados de ideologia, voltados para artifícios que os fazem manter o status quo de seus presidentes vitalícios e serem habilitados a receber fundos partidários. Melhor atenção terá do leitor se se falar de cura gay, de criminalização do aborto ou do furacão em Miami? Hoje temos o ejaculador de ônibus da Paulista. Um ser que se aproveita da passividade dos passageiros e tem tempo de seguir os passos necessários ao seu propósito sem ser molestado até sua concretização. Isso, sim, uma vergonha mal repercutida e avaliada por especialistas. O foco não pode ser perdido. O leitor não deveria se ver emaranhado numa imensidão de notícias, algumas delas sem maiores consequências no seu cotidiano. R$ 51 milhões, venda de medida provisória e tudo o mais ligado a corrupção, inconformismo, a implementação de reformas seguem na dianteira das prioridades das notícias de hoje.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

INFLAÇÃO DE PAÍS RICO

O presidente Temer é um homem de sorte. Apesar das denúncias de corrupção que lhe rondam, uma façanha impensável acontece com a inflação brasileira – talvez inédita na história. Em comparação com os países ricos, no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação no Brasil, de 2,46%, é menor do que a do Reino Unido, de 2,90%, e um pouco maior do que a dos EUA, de 1,90%. Será que Lula e o PT vão protestar contra o Planalto, que inflação baixa é ruim para os pobres?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

O preço dos combustíveis não para de subir. Como um governo quer controlar a inflação e estimular a economia, se o principal fator de aumento de preços é o transporte e, por consequência, o combustível? Veja o senhor mesmo, ministro Henrique Meirelles. Vá ao supermercado ou à feira livre e pesquise como os preços estão sofrendo uma alta generalizada. Vocês, que usam cartões corporativos e não pagam seus alimentos e despesas em geral, não sentem na pele o que a população deste país está sofrendo. Corte na carne, sr. ministro. Nada disso ainda foi feito. É muito fácil jogar a conta nas costas do pobre trabalhador.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

CARROS ELÉTRICOS

Uma pergunta: de onde sairá a energia elétrica para carregar carros elétricos? Não temos energia nem para alimentar nossas casas – estamos em bandeira “super-roxa”. É brincadeira ou é piada? Há outra coisa: vamos deixar de nos enganar, o País não está preparado para tecnologias, nossos políticos ladrões e corruptos só pensam neles próprios.

Ferran Cameranesi fernandocameranesi@yahoo.com.br

São Paulo

A CLASSE MÉDIA ESTÁ RUINDO

Não há crise para os ricaços, os que usufruem de benesses indevidas. Basta ir a um shopping center para observar nitidamente que o mercado de consumo dos bens de luxo cresce consideravelmente. Os aeroportos internacionais, os hotéis de primeiríssima qualidade, as casas de espetáculos, os condomínios suntuosos, nos flats e nas vivendas de praia, estão sempre apinhados de abastados e aristocratas do grand-monde social, econômico e financeiro, amigos diletos do banqueiro arquimilionário Henrique Meirelles, que simboliza o que há de pior no País no campo da vida econômica, por estar acabando com a classe média, em detrimento de interesses político-grupal-familiar do Palácio do Planalto.

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru

 

MAIS UMA TRAMBICAGEM

O governo federal editou um programa de repatriação de recursos que foram depositados no exterior e sonegados à Receita Federal. Para a regularização, houve a cobrança de multa aos omissos. Mas, na verdade, segundo o presidente da Associação dos Bancos Suíços, a grande maioria desses recursos regularizados não saiu e, portanto, continua depositada naquele país. Esta nova trambicagem frustrou os planos da Receita Federal. Que vergonha!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

SACRIFÍCIOS

Caro ministro da Fazenda, orações não vão bastar. Precisamos oferecer sacrifícios, tais como condenar Lula e Dilma à fogueira.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O INVESTIMENTO CHINÊS

Uma pesquisa de opinião realizada para constatar o conhecimento dos brasileiros sobre a China concluiria o quão pouco sabemos sobre aquele país. A maioria de nós sabe apenas que o país tem um regime comunista, uma grande muralha, a língua oficial é o mandarim e que Lucélia Santos fez muito sucesso por lá como a eterna escrava Isaura. É muito pouco para conhecer de um país que, desde 2015, investiu mais de R$ 60 bilhões na aquisição de empresas e ativos brasileiros. Superando investimentos estadunidenses ou europeus, os chineses sozinhos são responsáveis por cerca de 30% de todos os recursos estrangeiros que ingressam no País com esta finalidade. Os chineses não são filantropos, investimentos não são doações. Aquele que investe o faz tendo como objetivo um bom retorno de seu capital aplicado. Não seria diferente aqui, no Brasil. Além de não serem filantropos, os chineses não rasgam dinheiro e, se viram no Brasil uma grande oportunidade de investimento, isso deveria chamar nossa atenção. O investimento da China do Brasil não precisa ser bom apenas para a China. O Brasil deve aproveitar este momento para se preparar e também ser beneficiado pelos efeitos duradouros que tais investimentos podem estabelecer. Precisamos ter uma visão correta da China, sem os estereótipos comuns. Aprender adequadamente o mandarim, os aspectos da cultura chinesa, a forma como eles encaram e conduzem os negócios, mostrar que temos capacidade de parcerias, e não somente de submissão; dar-lhe cérebros, e não somente braços.

Luciano de Oliveira luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

GOVERNOS X EMPRESAS

Para progredir, as empresas – indústria, comércio e serviços – precisam de confiança, aprovação dos clientes, bons produtos/serviços e preços competitivos, ou os clientes migram para concorrentes. Como os governos – municipais, estaduais e federal – não têm concorrentes, e os políticos sabem disso, os impostos (preços) são abusivos e os serviços (educação, saúde, mobilidade, segurança, etc.) são de péssima qualidade. As empresas têm bom gerenciamento, os funcionários são escolhidos pelo currículo, e não por indicação, o inverso dos governos. Se algum funcionário for denunciado por comportamento aético, é demitido na hora, ao contrário dos governos, onde há foro privilegiado e o “toma lá dá cá” entre executivos e legislativos. Por estas e outras o Brasil permanece no Terceiro Mundo, apesar de seu potencial.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

HORÁRIO DE VERÃO

Se depende apenas do presidente da República acabar com o “horário de verão”, que o bom senso ilumine Temer. Alegar economia de energia ou pico de demanda é falácia. A economia que ocorre é devida aos dias de verão, que são mais longos, exigem menor uso da eletricidade para banhos e iluminação. O horário de verão faz com que pessoas que vão para o trabalho tenham de acender lâmpadas ao amanhecer, pois com esta aberração de horário o cedo é mais cedo, é ainda escuridão. E quem sofre é o corpo, que tem de se adaptar, seja em horas de sono, portanto de descanso, seja na rotina de alimentação, portanto seu metabolismo, etc. A produtividade de quem trabalha cai e a improdutividade dos vagabundos aumenta: mais tempo para ficar na praia...

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

PÁTRIA EDUCADORA

Segundo pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp): 44% dos professores da rede estadual já sofreram algum tipo de violência na escola; 39%, agressão verbal; e 5%, agressão física. Trata-se de um sintoma de um mal maior que contaminou a Nação e a corrompeu até a base de sua pirâmide, provocando a total perda de respeito por valores. Até por parte das crianças e dos jovens. Num país em que quadrilheiros dominam várias esferas do poder e a sociedade permanece inerte e não toma providências, não se poderia esperar outra coisa dos alunos, além do que dita a lei da selva: quem pode fala mais alto. É o fenômeno da pátria educadora.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

A CORREÇÃO DO IPTU

A correção do IPTU no Centro da Cidade de São Paulo é um absurdo. O Centro está deteriorado e abandonado, com muitos prédios fechados e outros abandonados e até invadidos por falta de procura de interessados em alugar ou comprar imóveis na área. A causa do desastre foi a invasão do Centro por “camelôs”, permitidos pela antipaulistana Erundina.

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

 

O CONTO DORIA

O povo paulistano caiu no conto Doria, aplicado pelos mentirosos que há mais de 20 estão aí. Quando começará a administração pública na cidade? Empresas doando tudo para a Prefeitura, por quê? Pseudoprivatizações de próprios públicos. Viajante contumaz, claro, em campanha. Ida a Brasília para receber área verde na zona norte. Se está privatizando, não entendi. A cidade está abandonada e o munícipe, também. A preocupação é a eleição do ano que vem. Raça maldita.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

 

JUSTIÇA ONDE?

Nossa Justiça não funciona como no Primeiro Mundo, uma lástima. Se funcionasse, teria menos processos, mas isso não acontece, pois as penas ou são pífias ou são anuladas, privilegiando quem tem posse$ para procrastinar ou até anular uma sentença. Se a punição fosse exemplar, tenho certeza de que isso não aconteceria, e não teríamos mortes como o caso do administrador Vitor Gurma, por exemplo (“TJ adia julgamento de recurso de nutricionista que atropelou Gurman”, “Estadão”, 17/9). Com a palavra, os desembargadores do caso!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.