Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 03h07

POLÍTICOS

A farra dos fundos

O Senado aprovou projeto que cria o Fundo Especial de Financiamento para custear campanhas eleitorais, com recursos públicos de ao menos R$ 1,7 bilhão. Como esse projeto ainda vai ser votado pela Câmara antes de 7 de outubro para valer nas eleições de 2018, sempre é bom lembrar que partido político é organização de direito privado, formada por cidadãos reunidos em torno de ideias e projetos, e quem deve financiar as 28 legendas com representação no Parlamento são seus militantes e apoiadores, e não toda a sociedade brasileira, que já paga uma enormidade de impostos. (No Orçamento federal de 2017 o repasse será de R$ 819 milhões.) Afinal, até quando essa farra com o dinheiro público vai continuar?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Os insaciáveis

São insaciáveis nossos congressistas. Consomem anualmente R$ 10,2 bilhões e querem, no mínimo, R$ 1,7 bilhão para o fundo público eleitoral, enquanto são precários os serviços básicos governamentais e o déficit orçamentário é de R$ 139 bilhões. A insensibilidade de deputados e senadores não tem limite.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

De fato, enquanto os senadores aprovam R$ 1,7 bilhão em benefício próprio, para se reelegerem, 100 milhões de brasileiros vivem com o esgoto a céu aberto na frente de suas casas. Se querem dinheiro, vão trabalhar. Essa gente mata os brasileiros pobres.

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

Alternativa

Sugiro uma alternativa ao Fundo Especial de Campanha do Senado. Com o mesmo valor, utilizando 30% das emendas impositivas parlamentares e extinguindo a inútil propaganda partidária gratuita, chega-se a perto de R$ 1,7 bilhão, que seria segregado e destinado a um fundo para a educação, administrado pelo Instituto Ayrton Senna e pela Fundação Lemann, sob estrita auditoria externa. Para atender os srs. candidatos, cada um poderia fazer uma solicitação por escrito, em cartório, para liberar parcela especificamente em seu nome, e declarada publicamente, tirando da educação e passando para sua campanha eleitoral, e isso seria amplamente divulgado pelos administradores. Os candidatos que não usassem poderiam mostrar livremente sua decisão republicana e sensível aos possíveis eleitores. Adivinhem quais desses candidatos seriam eleitos por esta população já saturada de absurdos?

JOÃO CRESTANA

jbat@torrear.com.br

São Paulo

Falta de confiança

A revolta da sociedade contra os fundos partidários não se origina propriamente do montante dos recursos, mas a quem serão endereçados. Tal fato é reflexo da absoluta falta de confiança na classe política. Talvez seja a primeira vez que a população vislumbre uma oportunidade de corrigir alguns dos equívocos que cometeu no passado ao eleger os atuais espoliadores e deseje abrir caminho para uma nova geração que se importe mais com o interesse público, em vez de instrumentalizá-lo para a eternização no poder e para o próprio enriquecimento.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Chega!

Vergonhosa a criação desse novo fundo partidário. Partidos neste país não têm ideologia, votam conforme as benesses que recebem, estão cada vez mais distantes da sociedade que deveriam representar. Abrigam denunciados por corrupção e uso indevido de dinheiro público, sem punição pelos atos espúrios cometidos. Políticos que trocam de partido como quem troca de roupa, visando somente a continuidade em seus assentos. E ainda temos de ouvir o senador Romero Jucá dizer que “R$ 2 bilhões não é muito para manter a democracia”. Democracia, onde?! Resolveram fazer a “reforma política”, muito oportuna. Mas foi apenas pretexto para arrecadar dinheiro, os pontos importantes não foram sequer pensados. Sou favorável a que cada postulante a cargo eletivo pague sua campanha, gaste sola de sapato, fique nas esquinas expondo suas propostas. Mas não neste país! Nossos políticos acreditam pertencer a uma casta nobre, pairando acima de tudo. Em vez de buscarem meios para tornar as campanhas mais econômicas, descarregam o ônus nos cidadãos e viram as costas assim que atingem seus objetivos. Chega! Temos a responsabilidade de acabar com a farra parlamentar. Se eles não têm consciência e responsabilidade com a Nação, façamos nosso trabalho e não votemos em corruptos, em partidos que os abrigam e têm o rabo tão preso quanto seus membros. O Congresso precisa ser renovado. Caso contrário, continuaremos a ter sempre os mesmos vícios e a perpetuação do nosso país nas mãos deles.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Nada muda

Assisti dia destes ao antigo programa Estados Unidos de Chico City, que passou há quase 30 anos na TV aberta, com o genial Chico Anysio no papel do Deputado Justo Veríssimo, que disse uma frase que nos remete ao Brasil de hoje: “O grande objetivo da democracia é a alternância de poder... roubar”. A forma como Justo Veríssimo faz seus conluios é tão atual que mostra claramente que o País nunca mudou nem mudará, para desconsolo de todos nós, brasileiros.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Crise político-institucional

Impeachment, ex-presidente condenado, presidente denunciado, STF legislando, Congresso em balbúrdia, general se pronunciando... O País está imerso numa grave crise político-institucional, que começa na Constituição: o preâmbulo da americana diz “We the People...” (nós o povo), enquanto o da brasileira diz: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia...”. Para os constituintes de 1988 não era o “povo” que determinaria o que o Brasil passaria a ser após a nova Carta Magna, eram eles, que continuam até hoje deixando o povo brasileiro em terceiro lugar, depois deles e do Estado. A julgar pela crise atual, no império das leis omissas, ambíguas e mal redigidas, nós, o povo brasileiro, continuamos em terceiro lugar! Veja-se a situação da próxima eleição: nada nas reformas políticas está sendo pensado para dar poder ao povo, tudo é para garantir dinheiro para suas campanhas. Não dá mais tempo, dizem os arautos do apocalipse, citando o artigo 16 da “cidadã” – que de cidadã não tem nada. Ainda dá tempo, gritemos nós, às vésperas da extrema-unção do País. Basta querer, ainda resta o último suspiro!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

“Votar projetos que beneficiem a população, nem pensar, sempre falta quórum. Agora, para votar projeto em benefício próprio os parlamentares marcam presença em massa e aprovam imediatamente!”

ANGELO TONELLI / SÃO PAULO, SOBRE O FUNDO DE CAMPANHA

angelotonelli@yahoo.com.br

“Será que elegemos políticos para serem desonestos? A Constituição ‘cidadã’ foi promulgada 

só para protegê-los?”

REINALDO CAMMAROSANO / SANTOS, IDEM

tatocammarosano@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ESPÍRITO DE CORPO E DE PORCO

Ao levarem para o plenário do Senado a discussão sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando o recolhimento domiciliar noturno do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a maioria dos senadores legisla dentro do mais despudorado "espírito de corpo", parte defendendo um colega de Parlamento e parte por interesse próprio, pois estão sendo investigados pelo STF pelo mesmo crime supostamente cometido pelo senador mineiro: receber dinheiro fruto de corrupção. Complicar situações e tentar constranger ministros do Supremo são ações próprias dos ranzinzas, dignas daqueles que praticam o "espírito de porco" às vésperas de chafurdar na lama. Aprendi que decisão judicial, ainda mais do STF, não se discute, se cumpre. Cabe, evidentemente, ao senador Aécio recorrer da decisão ao Supremo, utilizando sua argumentação. Ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, cabe o dever de acatar a decisão, sob pena de prisão, pelo não cumprimento de decisão judicial; e ao senador Aécio Neves, até uma decisão final de seu processo, passar as noites em seu badalado apartamento na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

 

Mauro de Campos Adorno Filho maurinhoadorno@gmail.com

Mogi Mirim

*

RABO PRESO

A decisão da primeira turma do STF de afastar o senador Aécio Neves do seu mandato, bem como determinar seu recolhimento domiciliar noturno, foi equivocada e tem tudo para ser revertida pelo Senado, criando-se, inevitavelmente, uma crise institucional entre os dois poderes. Tudo isso poderia ter sido evitado, caso o Senado já tivesse julgado e cassado o senador Aécio Neves pelo crime de recepção de R$ 2 milhões da JBS. No entanto, tal possibilidade está longe de acontecer, haja vista que a composição da Comissão de Ética do Senado é formada basicamente por elementos que têm o "rabo preso" e protegem os demais que se apresentam nas mesmas condições. Diante desse fato, justificam-se as trapalhadas dos ministros Luiz Fux, Roberto Barroso e Rosa Weber, do STF.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

*

O SENADO UNIDO

A decisão da primeira turma do STF de afastar Aécio Neves do Senado e de determinar seu estapafúrdio recolhimento domiciliar noturno (como se fosse possível cometer ilícitos somente à noite!) foi tão surreal e absurda - como bem apontou o editorial do "Estado" de 28/9 ("A lei não é o limite") - que um fato inédito e inimaginável foi alcançado: a união do Senado contra tal decisão, inclusive com a anuência dos senadores petistas! Guardadas as devidas proporções e sem querer ser demasiadamente otimista, quem sabe isso não seja uma semente indicativa de que é possível, sim, o Congresso deixar picuinhas políticas de lado e unir-se em torno de projetos legítimos e viáveis para o futuro da Nação e dos 13 milhões de desempregados. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

NO FUNDO DO POÇO

Realmente, o senador Aécio está no fundo do poço; até os "petralhas" estão do lado dele...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

*

QUE PREVALEÇA A CONSTITUIÇÃO

O "Estadão", em seu editorial "A lei não é o limite" (28/9, A3), esclarece bem a equivocada ou esquizofrênica decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que por 3 votos a 2 decidiu afastar Aécio Neves de seu cargo no Senado, impondo-lhe ainda recolhimento domiciliar noturno e entrega de seu passaporte às autoridades.  Ora, embora os vídeos gravados pelo empresário dono da JBS, Joesley Batista, e por seu diretor Ricardo Saud comprometam diretamente o senador de Minas, como suspender seu mandato e ainda colocá-lo numa literal prisão domiciliar noturna se tampouco já tenha ele sofrido alguma condenação? O STF precisa se manifestar e rever essa decisão, antes que o plenário do Senado, como está previsto para terça-feira, vote e suspenda a decisão da Corte, o que poderá gerar uma grave crise institucional ou um sentimento abominável e perigoso de "tanto faz se deve ou não prevalecer a Constituição". Um exemplo desta balbúrdia jurídica é o caso do deputado federal Celso Jacob, que, já condenado, está preso em regime semiaberto, mas continua com autorização judicial cumprindo regularmente seu mandato. A lei é ou não o limite?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

*

CONFLITO SÉRIO

 

O senador Aécio Neves não sofreu prisão em flagrante delito e não tem condenação em nenhum grau da Justiça. E, antes do pronunciamento do Senado, não poderia ser impedido de exercitar o seu mandato. Assim, o STF violou a Carta Magna em vigor, cujos dispositivos a respeito da temática não foram cumpridos. O resultado será o não adimplemento do decisório da Suprema Corte, o que ficará bastante desagradável para o Poder Judiciário, estabelecido, ainda, que vai restar um conflito sério entre os Poderes da República. 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

PRISÃO DOMICILIAR

A prisão domiciliar é um verdadeiro escárnio que se faz ao povo brasileiro. Todos os políticos bandidos que se beneficiam dela têm mansões paradisíacas e nelas estão em verdadeiros paraísos, zombando dos que são honestos e que suam a camisa pendurados nos trens que os levam para suas quitinetes onde se ajeitam com a barriga vazia, amontoados no chão para conseguir tentar dormir.   

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

*

PÉSSIMA SEMANA

Esta semana foi péssima para os políticos. Descobriram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou recibos de pagamentos de aluguel de apartamento com datas inexistentes. O ministro-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, teve sua pena aumentada para 30 anos, pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, pediu a desfiliação do PT em carta e reafirmou os atos ilícitos de Lula. Aécio Neves foi obrigado pelo STF a se afastar do mandato de senador da República. Os caciques do PSDB e do PT devem estar enfurecidos, pois as trapalhadas de seus integrantes vieram à tona. Isso é apenas o começo, pois a lista dos denunciados pelo Ministério Público é gigantesca.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

*

POSITIVO

A leitura na Câmara da denúncia contra o atual presidente, Michel Temer, o aumento da punição ao petista José Dirceu, a carta de desfiliação do PT apresentada pelo acusado Palocci e o afastamento e prisão diferente do senador Aécio Neves mostram um quadro da política brasileira. Aos fatos citados somam-se as prisões de empresários, a cassação da ex-presidente Dilma e a condenação de inúmeros políticos. Mas é positiva a constatação de que finalmente a investigação e as ações judiciais estão tendo efeito. E que não terminem sem apurar todas as corrupções.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

CONDENAÇÃO EM 2.ª INSTÂNCIA

Tribunal Regional Federal da 4.ª Região condenou José Dirceu a 30 anos e 9 meses de prisão e absolveu João Vaccari Neto pela segunda vez. Depois dessa condenação, Zé Dirceu, que está hoje em prisão domiciliar, envia um "whats" para Lula com a seguinte frase: "Eu sou você amanhã".

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

*

E AGORA, 'GUERREIRO'?

A decisão do TRF-4 traz esperanças e alegrias para a Nação. Desta vez começo a acreditar que finalmente a justiça está sendo aplicada com o rigor que os crimes praticados merecem. Alegria, por que não, até para o apenado, pois terá tempo suficiente para refletir e concretizar sua vontade de escrever os dois volumes de sua autobiografia.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

JOSÉ DIRCEU

José Dirceu, o gostosão das meninas na época da ditadura militar; aquele que, mesmo sem a liberdade sexual da época, como na gíria, "comia todas"; aquele que não tinha respeito por nada nem ninguém; que mentiu até para a mulher e o filho durante 20 anos, escondendo seu lado guerrilheiro; aquele que sonhava chegar à Presidência da República, no lugar da escolhida Dilma Rousseff. Não conseguiu e sucumbiu ao excesso de poder. Andava nas sombras como se fosse rei, comprando e corrompendo. Mas, como todo bandido, deixou rastros e agora recebe apenas em um processo 30 anos de prisão. Com certeza, não cumprirá nada, com a desculpa de ter passado dos 70 anos. E, como todo psicopata, continuará nas sombras exercendo seu complexo de poder.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

'RÉU INOCENTE'?

Foi surpreendente o artigo do sr. José Roberto Batochio no "Estadão" de terça-feira ("Para réu inocente, pena mínima!", 26/9, A2), em que, em resumo, ele considera inocente o sr. José Dirceu, pois não há provas materiais, e um acinte a pena de 40anos, ou mesmo 20, determinada àquele transgressor. Fez-me lembrar daquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo Pedro Pedreira, que usava o bordão "há controvérsias". Perguntaria ele, em consonância com o articulista, se na época foram gravadas imagens do acusado quando articulava as maracutaias, imagens essas dirigidas por um diretor da TV Globo, ou se foram obtidas provas documentadas, com firma reconhecida, de memorandos ou e-mails das decisões que redundaram no maior roubo/corrupção de que se tem notícia. Se não, não nos venha com "chorumelas". Quanto à pena, que o sr. José Roberto considera exagerada, sugiro que ele leia a reportagem publicada no mesmo dia no jornal sobre o problema do desemprego na Região Nordeste, mais especificamente o depoimento do sr. Marcelo José Dias, que perdeu o emprego na Refinaria Abreu e Lima e tem uma família a sustentar - consequência do esquema bandido engendrado pelo acusado "sem provas". Com um pouco de boa vontade, ele vai perceber que 40 anos seriam pouco. Quando não se tem o que falar, cale-se, pois assim se evitará que tolices sejam ditas.

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

*

CONSIDERAÇÕES

Em relação ao artigo do advogado dr. José Roberto Batochio (26/9, A2): 1) ele ataca os procedimentos da nossa Justiça para defender seus clientes, no que está corretíssimo! Porém, não subestime nossa inteligência ao comparar nossas decisões judiciais com o Tribunal de Nuremberg! 2) As decisões da Lava Jato foram tomadas pelo juiz Sergio Moro, mas foram confirmadas pelo Superior Tribunal de Justiça, pelo Tribunal Regional Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. Será que todos esses órgãos estão enganados?

Cleo Aidar  cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

*

DESCONTENTES

Os renomados criminalistas brasileiros estão reclamando muito nestes tempos de Lava Jato. Parece que algo de bom, sem dúvida, está ocorrendo. Primeiro, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira se queixava de que as prisões temporária e preventiva estão sendo decretadas de forma absolutamente açodada ("Estadão", 18/9, A2); depois foi a vez de José Roberto Batochio, dizendo que soa disparate condenar alguém a quatro décadas por suposta corrupção ("Estadão", 26/9, A2). Os tempos estão mudando na Justiça brasileira em relação aos poderosos, e os criminalistas não estão gostando.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

O HERÓI E O TRAIDOR

O herói e o traidor são os nomes dos dois homens fortes do governo Lula. Infelizmente, ambos estão com os apelidos errados. Dirceu não é herói, é, sim, um sujeito autoritário que sonhava transformar o Brasil numa Venezuela. Já Palocci, que gozou dos privilégios de ter recebido uma economia equilibrada, pôde exercer seu papel como ministro da Fazenda manipulando os reais, agora se sabe como. De toda forma, a chegada de Lula ao poder, que poderia ter trazido esperança, foi sendo destruída pela ambição do retirante que não resistiu aos encantos da serpente. A ganância, o egocentrismo, a arrogância e a possibilidade de sair da pobreza transformaram o homem "mais honesto deste país" num sujeito sem escrúpulos, sem moral, sem caráter e vergonha na cara. Vendeu o Brasil, enganou uma população que foi convencida de que sua vida iria melhorar, a um custo tão alto que o saldo se vê agora. Quase 14 milhões de desempregados, uma economia destruída, estatais e bancos assaltados. A Lava Jato é a prova do que estamos vendo, grandes chefões presos, dinheiro mandado para fora, enquanto os trabalhadores pagam a maior carga tributária do mundo. Para completar, o chefe de toda a corrupção segue livre, leve e solto, desafiando a Justiça, que também parece ter perdido seu rumo, tal qual Legislativo e Executivo. Pobre Brasil! Não merecíamos isso! 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

O PREGO NO CAIXÃO

A carta do "mentiroso", "cínico" e "médico frio e calculista" Palocci, endereçada ao Partido dos Trabalhadores (PT) em nome de sua "presidenta", senadora Gleisi Hoffmann, solicitando sua desfiliação do partido, praticamente colocou os pregos na tampa do caixão fúnebre do até agora cadáver insepulto, o cara "mais honesto deste país". O missivista não narrou toda a história, que se encontra em segredo de Justiça, ficando para o meritíssimo juiz Sergio Moro e aos tribunais superiores julgar e condenar toda a patota petista e dos outros partidos cúmplices na roubalheira ensandecida. Muitas lágrimas de desespero vão rolar, noites insones vão deteriorar psicologicamente a cabeça de parentes, professores ideologizados, estudantes incautos, escritores, artistas e toda uma gama de laranjas espalhados pelo nosso país. O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a agir no sentido de julgar os ditos privilegiados, e o senador Aécio Neves foi o primeiro a ser contemplado com uma condenação, restando, agora, os outros réus aguardando o dia do abate, que está chegando. Quem viver verá!

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

*

A CARTA DE PALOCCI

Cadê a cassação da sigla (digo, quadrilha)? E a prisão do chefe? Com a palavra, os tribunais da Justiça, justa, honesta e patriota.

Durval Arrebola durval.arrebola@gmail.com

Guarulhos

*

O PASSADO NÃO SE RECONSTRÓI

"As pessoas vão sendo obrigadas a dizer o que os advogados dos delatores querem que digam. Ou seja, vai aumentando a quantidade de mentira, uma atrás da outra." Palavras do senhor, quer dizer, de Lula a respeito do "affaire" Antonio Palocci. Quantos advogados tem Lula e o que é que ele se sente obrigado a dizer perante a opinião pública? E perante Deus, que a todos perdoa quando a resignação é sincera, o que pedem a Ele os senhores delatores e o próprio? As más companhias conspurcaram o "curriculum" do humilde? As boas, "companheiros" de boa-fé e índole, rejeitados pelos que o poder conquistado lhes garantia, não entendem o transcurso do percurso, banidas que foram pelos "sábios", hoje enjaulados. Voltar às raízes poderia trazer a pureza de volta, mas não o passado, que não mais será reconstruído. Ao futuro, a esperança. Lula nunca será reeleito.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

*

PORMENOR

Apesar de ser contundente e corajosa a carta do ex-ministro Antonio Palocci, esta não explicita nada da relação do lulopetismo com os banqueiros. Então, Palocci, o que o senhor, que participou de todos os malfeitos nos desgovernos "Lulla" e Dilma, o que tens para contar deste pormenor?

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

*

MERECIMENTO

Não há como entender, aceitar e admitir o resultado da pesquisa do Barômetro Político que mostrou que o ex-presidente Lula, depois de tudo o que vimos, ouvimos e soubemos a seu respeito, teve seu índice de reprovação reduzido e sua taxa de aprovação ampliada. Nessa mesma pesquisa, o juiz Sergio Moro teve seu índice de reprovação ampliado. É simplesmente inaceitável e inimaginável tal resultado. Comprova-se, assim, o ditado popular do filósofo francês Joseph-Marie Maistre, que diz que "cada povo tem o governo que merece", né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

ORA, A LEI

A família do senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi incomodada pela Polícia Federal esta semana, numa operação que investiga desvios de R$ 32 milhões. Já há familiares presos. Jucá está aborrecidíssimo - "como ousa a força policial investigá-lo?". O que impressiona é que estes safados parlamentares ficam indignados por serem investigados quando ele próprio, Jucá, tem mais de dez processos no STF por apropriação de recursos públicos! Além de ladrão, é um descarado, pelo que a imprensa tem noticiado. Jucá e Renan Calheiros são os dois com maiores suspeições de roubo de dinheiro do governo, e Jucá ainda se irrita? Estes parlamentares brasileiros não têm mais vergonha. Será que a lei de "ficha suja" vai barrá-lo na próxima eleição, ou ele dará um jeitinho com a Justiça, como sempre?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

FAMÍLIA JUCÁ

Tal pai, tal filho...

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

*

O STF E AS ESCOLAS

Lendo a matéria "STF libera ensino religioso ligado a uma crença específica em escola pública" ("Estadão", 28/9, A16), remonto à outra notícia, veiculada no "Estadão" de 6/8, que afirmava estar havendo uma pressão do laicismo sobre o ensino religioso, em Londres. A questão é saber até onde o Estado pode invadir a intimidade do cidadão, para proibir que lhe seja posto à disposição o ensino de alguma coisa que (importante) integra uma cultura. Diz-se, agora, sobre a invasão em questões sobre orientação judicial. Antes, já houve discussão em vários países europeus, sobre o uso de véus a esconder os cabelos femininos. A questão chegou a ser discutida na França, que se destacou sendo pioneira na vedação legal ao uso do véu. Agora está, logo em Londres, capital da primeira Constituição, a Magna Carta de João sem Terra, de 1215, que já garantia algumas garantias e liberdades. Será que é razoável proibir que se cuide pela preservação décima cultura? Será que os pais têm subtraído o poder/dever de educarem seus filhos, pelo Estado? As primeiras cartas de declaração e direitos fundamentais nasceram na Europa e nos EUA, e desenharam um Estado de não-intervenção, um "non facere". Mas na evolução social, hoje mesmo com a candente questão relativa aos refugiados, o Estado sempre foi chamado a intervir. Não sou católica, judia ou tampouco islâmica. Sou cética, mas admiro a resistência dos judeus, por exemplo, que preservaram sua cultura, suas datas sagradas (Shabat, Pessach, Rosh Hashaná, etc.), às vezes, durante a história, contra a lei, ilegais. Existiu durante muito tempo uma perseguição, mais do que aos judeus, à sua cultura, que sem dúvida foi concussão da sobrevivência deste povo tanto tempo sem "chão". Muito mais presente o catolicismo, que inclusive marca suas datas importantes com feriados (Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida e deve ter algum outro). Por estas e outras, sou contra este Estado intervencionista, na medida em que ataca uma cultura qualquer. Não ao "escritório britânico de padrões educacionais" londrino. Existe uma ação proativa e solidária promovida por grupos religiosos, aqui e acolá. Neste caso, entendo que o Estado deve, sim, intervir, em colaboração às entidades assistenciais. Não porque são dogmas, mas porque promovem o bem comum. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

ENSINO RELIGIOSO

A decisão de liberar o ensino religioso nas escolas públicas é um ótimo exemplo sobre como o STF decide de maneira abstrata sem perceber o alcance e o impacto no cotidiano. Num ambiente de conflagração social com radicalização política e polarização ideológica, não duvido de que movimentos de esquerda deixem de aproveitar a oportunidade para introduzir a Teologia da Libertação nas escolas públicas de todo o País e grupos de direita contra-ataquem com a criação do movimento Escola sem Religião.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

RELIGIÃO NA REDE PÚBLICA

A decisão do STF, embora em placar apertado, foi acertada. O ideal é que cada aluno, ainda que de modo facultativo, tenha aula da religião que professa. Fica, assim, rejeitado o relativismo, no qual um professor fala de todas e de nenhuma religião ao mesmo tempo, bem como o neutralismo - como se neutralidade existisse - a ensinar o que há de bom em cada uma ou a refutar a todas, se tal mestre for contra a religião. Afinal, o Estado é laico, mas o povo é, majoritariamente, religioso e tem direito a aprender sobre a sua fé, assim como professá-la, publicamente, de modo especial, em favor da vida, da família, da liberdade religiosa, etc., especialmente contra minorias barulhentas e intolerantes desejosas de sufocar esses valores básicos da civilização cristã.

Vanderlei de Lima toppaz1@gmail.com

Amparo

*

QUESTÃO DE CONSTITUCIONALIDADE

Num Estado laico, disciplina religiosa confessional só deve existir nas aulas de catecismo de responsabilidade dos diversos cultos existentes no País.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

BOLA FORA

Um retrocesso sem tamanho o ensino religioso nas escolas públicas. O passado no Brasil já condena esta prática absurda. Para fechar esta ridícula equação, só falta uma direção de escola radical com liberdade para exercer o direito que seria de fato da família. Bola fora dos doutos juízes.

José Starosta jstarosta@uol.com.br

São Paulo 

*

RELIGIÃO NA SALA DE AULA

Quando eu estudava a 5.ª série no Colégio de Freiras na minha pequena cidade de Terra Boa (PR), tínhamos por obrigação assistir toda quarta-feira a uma aula de Religião Católica. Lembro-me de que a irmã que lecionava a aula pedia respeitosamente a um aluno que se ausentasse da aula. Esse aluno era da religião judaica, pois a doutrina dele é outra. Como fará hoje um docente em sala de aula que não sabe se dará aula de religião para católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus, etc.? Melhor nem pensar nisso.

Orelio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

*

'ÓPIO DO POVO'

Eu, como pai, declino totalmente da medida do STF. Religiões já estão incluídas no campo das matérias: História/Filosofia. E cada família dentro da sua cultura que possa ofertar a possibilidade para tal. A fé tem de ser buscada dentro de cada um. Eu já não mais concordo com o batismo das crianças inocentes, que dirá uma religião, seja ela qual for, dentro do lugar sagrado que é a sala de aula. Quero meus filhos inseridos na nova seara do novo ensino médio, tão abordado aqui nesta ferramenta ("Estadão"), de maneira clara. Democracia, respeito ao próximo, honestidade e, sobretudo, qualidade no ensino fundamental, esse é o debate, meus senhores. Na minha visão, o aluno dentro de uma boa educação terá discernimento para saber qual religião praticar ou não, em razão do contexto histórico e nem sempre positivo. Quer seguir a igreja de Roma ou uma superstição africana ou ser ateu? Será totalmente a vontade deles (filhos), e não a minha vontade, tampouco a de um Estado dito laico, ora pois. Sem contar que eles vão encontrar Karl Marx pela frente com o "Ópio do povo", ou será suprimido do ensino a dúvida? Que meus filhos quebrem as velhas pontes supersticiosas e construam novas pontes em novos tempos, novos atores e, claro, novos gêneros, afinal a idade média está bem longe daqui, graças a Deus!

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

*

PLANOS DE SAÚDE

No "Estadão" de ontem (29/9): "Relator quer mudar cobertura de planos e cobrar mais dos idosos". Deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), quais são mesmo os benefícios de planos de saúde para os deputados e seus familiares? 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

*

O PIOR CAMINHO

Infelizmente, mais uma vez no Brasil, em vez de buscar, de forma inteligente, equânime e responsável, soluções mais sistêmicas e inovadoras para aprimorar a gestão dos planos de saúde, prefere-se, como sempre, de forma açodada, injusta, excludente e oportunista, para dizer o mínimo, partir para indolentes propostas de aumento da receita, mesmo que violentando as leis vigentes e Redução Das Coberturas, visando a gerar novas subclasses de usuários.

Carlos Cardoso santhacar@uol.com.br

São Paulo 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.