Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 03h01

HORROR

Inominável covardia

Novembro de 2015, mais de cem mortos na boate Bataclan, em Paris. Junho de 2016, 49 mortos na boate Pulse, em Orlando. Outubro de 2017, 58 mortos e mais de 500 feridos num show de música country em Las Vegas. Pessoas inocentes perdendo a vida. O que tinham em comum? Estavam em locais para se divertir e foram mortas por psicopatas incomodados com a alegria alheia e que não dão valor nem à própria vida. É muita covardia.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

Noite tenebrosa

Enquanto o presidente dos EUA discute como criança birrenta com um lunático asiático que tem em mãos bombas atômicas passíveis de serem usadas contra o povo norte-americano, outro lunático em seu próprio país, usando armas de fogo adquiridas legalmente, pratica ato vil e satânico, assassinando dezenas de pessoas num show sertanejo na cidade de Las Vegas. Que esse triste acontecimento sirva de alerta ao presidente Donald Trump no imbróglio com a Coreia do Norte: o lunático de lá pode não pensar duas vezes e apertar o gatilho. Daí, o caos.

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

PODER JUDICIÁRIO

Pior que o soneto

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, declarou que “não haverá crise entre o STF e o Senado, pois vai surgir solução”. Mais uma vez o magistrado se despe de sua toga e busca envergar um jaleco digno de professor. Depois do gravíssimo erro cometido juntamente com dois de seus nobres colegas, ao suspender as funções parlamentares do senador Aécio Neves, o ministro Fux busca costurar remendos nas vestes enodoadas no atropelamento do Congresso pela Casa em que desfilam suas pedantes jactâncias. Cada vez mais, suas emendas ficam piores que o soneto...

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Decisões conflitantes

A empáfia e a morosidade do nosso Judiciário são, a meu ver, as principais responsáveis pelo aumento da criminalidade no nosso país, em todos os níveis da sociedade. Impunidade e decisões conflitantes comprometem as instituições e levam ao descumprimento evidente da lei, até de quem deve julgar. Veja-se a recente decisão do STF sobre o senador Aécio Neves. O crime a ele atribuído é comum entre os congressistas, a maioria com investigações confirmadas e exaustivamente divulgadas pela mídia. Mas eles continuam livres. Por que só Aécio? Além de afrontarem os brasileiros de bem, esses políticos ainda têm garantidas inúmeras aparições na TV e na mídia em geral, desafiando a moralidade e a verdade. Mas o principal mau exemplo vem do ex-presidente já condenado numa ação, o qual abusa de palavreado inadequado, desrespeitador, e ainda zomba do povo e da Justiça. Até quando?

LUIZ DIAS

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

Senado x STF

Já passou da hora de o Congresso descobrir o artigo 49, XI, da Constituição: “É da competência exclusiva do Congresso Nacional (...) zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Processos caducando

Informa-nos o Estadão que cerca de 20% dos processos caducam no STF. E vemos constantemente ministros viajando para o exterior, para seminários, palestras ou homenagens. Sugiro que passem a fazer isso somente quando as suas tarefas estiverem em dia.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Poder de concisão

O motivo da prescrição dos processos no STF pode residir no “efeito tribunício” que cada ministro procura dar a seus votos, como vemos na TV. Se reduzirem o tempo das exposições e dos fundamentos, certamente os processos não prescreverão.

GEORGE R. C. BILLER

grcbiller@gmail.com

São Paulo

Prêmio Notre Dame

O juiz federal Sergio Moro vem de ser premiado pela Universidade Notre Dame. Parabéns, magistrado! É bom ver que ainda há – ao contrário de certos sicofantas e bandidos – brasileiros de verdade recebendo prêmios de universidades de verdade!

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

GOVERNO TEMER

O ‘complô’

Eliane Cantanhêde (Janot venceu, 1.º/10, A6) refere-se a Michel Temer como o “principal alvo do complô da JBS com a PGR, com beneplácito do Supremo”. Em que pesem as distorções de comportamento do presidente, ele próprio produto de um sistema político há muito doente, o fato de constituir verdadeiramente um “complô” – termo conspirativo forte – o conjunto de acordos envolvendo o ex-chefe do Ministério Público, um empresário confessadamente mafioso e, pior, contar com o “beneplácito” da Corte Suprema afeta de modo certeiro a credibilidade da Justiça e confirma o triste fato de que as instituições são usadas, sob a capa de uma falsa robustez a todo momento decantada, para alimentar egos e satisfazer projetos políticos de figuras das mais importantes do sistema de Justiça.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Pesquisas

Oportuno o editorial A ‘unanimidade’ contra Temer (2/10, A3). Não vi as planilhas da pesquisa nem avaliei seu método, mas fica evidente o erro de amostragem ou de seleção dessa amostra. O erro fica claro quando a pesquisa aponta que a maioria dos pesquisados considerou o governo de Dilma melhor que o atual. Evidencia-se que as pessoas consultadas, em sua maior parte, estão desinformadas ou a montagem da sequência de perguntas foi incorreta e a seleção da amostra tem erros na randomização. Mas consideremos que todos os aspectos da pesquisa estejam tecnicamente corretos: salta aos olhos que o governo não sabe se comunicar com a população. E mais, a imprensa televisiva, que atinge a maioria da população, não está mostrando a realidade. Faltam-lhe transparência e uma visão real de causa e efeito. Situação oposta à que encontramos nos editoriais do Estadão. Parabéns.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

“Do jeito que viaja a maioria dos ministros, sempre me pareceu que a ‘carga’ não era tão intensa assim”  

MARCELO FALSETTI CABRAL / SÃO PAULO, SOBRE O ACÚMULO DE PROCESSOS NO STF

mfalsetti2002@yahoo.com

“Lula, 36%. Aí já é suicídio coletivo...”  

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE RECENTE PESQUISA PARA PRESIDENTE EM 2018

ricardocsiqueira@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MASSACRE EM LAS VEGAS

Um sujeito entra num grande hotel armado com dez fuzis, dispara contra uma multidão, mata 58 pessoas, fere mais de 500 e se suicida. Isso no maior país livre do mundo, tão livre que qualquer um pode comprar armas, inclusive pela internet. Não é enredo de filme. O que não se entende é esta facilidade com que a população civil se arma. Enquanto os EUA não mudarem sua legislação a respeito, as tragédias continuarão. 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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SEGUNDA EMENDA

Parafraseando o texto da Segunda Emenda da Constituição Americana: o direito do povo de possuir e usar armas (para matar inocentes) não poderá ser infringido

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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MUNDO EM CONFLITO

Infelizmente, vivemos hoje num mundo em conflitos. Além da "guerra" na Espanha entre os favoráveis e os contrários à separação da Catalunha, em Las Vegas um hóspede de um hotel disparou contra milhares de pessoas que assistiam a um show que ocorria a céu aberto. Além de centenas de feridos, ao menos 58 pessoas morreram.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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VIOLÊNCIA NO PLEBISCITO 

É de estarrecer ver que quase 800 pessoas foram feridas durante o plebiscito de domingo visando à independência da região da Catalunha, e que o protagonista desta violência é um governo dito democrático, de um país desenvolvido como o da Espanha.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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CONFRONTO PESSOAL

Mariano Rajoy foi uma das vozes mais críticas ao novo Estatuto de Autonomia da Catalunha em 2005 e 2006. Seu partido recolheu mais de 4 milhões de assinaturas para pedir um referendo para sua aprovação. Após a fracassada iniciativa, foi apresentado recurso ao Tribunal Constitucional, que anulou parcialmente o Estatuto em 2010. Agravado pela crise econômica e pelos escândalos de corrupção que engolfaram seu partido durante a legislatura 2011-2015, o incêndio político provocado pelo atual primeiro-ministro levou ao impasse na formação do governo após as eleições em 2015 e, novamente, após a convocação de novas eleições em 2016. Seu governo minoritário não foi uma decisão acertada, pois a escalada de seu confronto pessoal contra a Catalunha exige, agora, a sua saída definitiva e a convocação de novas eleições.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CATALUNHA

Nada mais poderia ser esperado daqueles que se submeteram à língua francesa na Catalunha do que querer se separar da Espanha para se entregar ao país vizinho. Se vivos estivessem, meus antepassados estariam lutando contra isso. 

Eduardo San Martin esanmartin@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL E A CLEPTOCRACIA

A imprensa brasileira divulgou a última pesquisa sobre a eleição para presidente da República de 2018. Foi a primeira realizada por centro de pesquisa (ligado a um grande jornal) logo após denúncias (devastadoras) contra Lula e o PT feitas por Antonio Palocci à Justiça. Neste levantamento, Lula venceria todos os virtuais concorrentes (inclusive o candidato virtual Sergio Moro), alcançando novo e exuberante patamar de 36% das intenções de voto. Das duas uma: ou o povo brasileiro é, majoritariamente, um conglomerado humano que aspira a ter a cleptocracia como sistema de governo; ou a Polícia Federal promove uma investigação sobre os centros de pesquisas eleitorais. Simples assim. Receio de que a primeira alternativa é que seja a real. Por via das dúvidas, oremos.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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TOTALMENTE IMPROVÁVEL

Segundo a "pesquisa" do Datafolha, Lula provavelmente será eleito em 2018. Não acredito que dê tempo de construir uma prisão no Palácio da Alvorada.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PESQUISAS

O "mais honesto", com 35% de intenção de votos? Só pode ser piada. A propósito, faço, aqui, um apelo: as pesquisas sempre entrevistam cerca de 2 mil pessoas. Eu e creio que outros 248 mil brasileiros que não fomos ouvidos gostaríamos de dar a nossa opinião. Caso contrário, estas pesquisas não passam de uma enorme enganação. 

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO 2018

Segundo o Datafolha, Lula venceria qualquer outro candidato no segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Lula, quando presidente, marcou seu mandato pela festança com as finanças públicas, tendo levado a Petrobrás, a Eletrobrás, os fundos de pensão das estatais, Caixa Econômica, BNDES, entre outros à quase falência, com reflexos em todo o País, que, ainda hoje, amarga um desemprego de 13 milhões de trabalhadores e um déficit nas contas públicas de R$ 159 bilhões. Como uma figura trágica como esta pode continuar, atraindo mais de 30% do eleitorado? Como explicar essa preferência? 

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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PERGUNTAS

Sobre a recente pesquisa que aponta a liderança do condenado Luiz Inácio da Silva, devemos formular algumas questões: tais pesquisas foram/são manipuladas? E, se de fato representam a intenção de 35% da população brasileira, teremos que: 1) 35% da população brasileira pratica o roubo ou admite a prática como normal; 2) 35% da população brasileira sofre de amnésia, esquece-se de acontecimentos recentes; 3) 35% da população brasileira é  masoquista, gosta de sofrer e, principalmente, de  ser roubada; ou 4) 35% da população brasileira recebe bolsa "cala a boca". Que os 65% restantes da população brasileira respondam essas indagações. Eu, por mim, infelizmente, fico com a primeira opção!

Godofredo C. F. Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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INACREDITÁVEL

 

Expresso brasileiro começou a ser mover quando Lula embarcou e, por causa dos passeios de marajá, foi "o cara" pai do Foro de São Paulo, vislumbrado com o poder inconsequente aliado à escória internacional, usou e abusou indevidamente o BNDES, quase quebrou a Petrobrás, desacreditou a diplomacia brasileira, inflou a máquina pública e desestruturou a economia, impôs ao País o ritmo de uma Maria Fumaça, quando poderíamos deslanchar e ser um trem-bala e, no seu grande final, elegeu e reelegeu um poste... Hoje, a duras penas, lentamente o País se recupera, e "a alma mais honesta do Brasil", embora seriamente envolvida em sete processos, conforme o Instituto Datafolha, lidera a pesquisa presidencial para 2018 com 36% de intenção de votos, e o segundo colocado tem 16%. Isso é inacreditável. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FRAUDE?

A justificativa para dizer que Lula está na frente é que já se sabe que pessoas manipuladoras, maquiavélicas, que apoiam a ditadura de Nicolás Maduro, que não respeitam a vontade do povo e que fazem tudo por dinheiro vão fraudar as eleições. Aí vão falar que estavam certas. Queremos voto impresso para TODAS as urnas. Vamos nos organizar para isso!

Suely Racy suelyracy@gmail.com

São Paulo

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ASCENSÃO E QUEDA

Visando à Presidência da República, em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva logrou conquistar a simpatia e os votos majoritários da sociedade brasileira. Esteve com ele parte significativa da classe média. Os professores das maiores e mais notáveis universidades brasileiras foram seus defensores estrênuos, entre eles Marilena Chauí. Professores das escolas, à época, de primeiro e segundo graus também propugnaram como cabos eleitorais espontâneos do candidato pernambucano-paulista. Funcionários públicos não esconderam sua simpatia pelo petista. A classe artística, cujos membros são, inegavelmente, os mais poderosos formadores de opinião, delirou por Lula. Corajosa exceção: Regina Duarte, que, numa visão premonitória, disse "ter medo", e foi por isso duramente patrulhada. Sinta-se desagravada, Regina. Seu medo suplantou a esperança petista. A Igreja Católica tomou partido, deixando confusos e descontentes fiéis que esperavam imparcialidade, pois o público dos templos é ideológica, cultural, social e economicamente compósito e complexo. Faltou a prudência evangélica. Até empresários de renome e sucesso ofereceram seu prestígio ao candidato do PT. Lula saiu vitorioso nas eleições de 2002. Sua posse foi apoteótica: era o operário guindado ao posto de presidente da República do Brasil. O que aconteceu? Lula jogou fora todo esse apoio e se emporcalhou na lama da corrupção. Antonio Palocci, na carta em que pediu sua desfiliação do PT, nada mais fez do que a análise fiel do político que encantou os brasileiros, nem todos ingênuos, e perfilou Lula, o metalúrgico que ascendeu ao poder de presidente da República, subindo aos céus, e desceu ao inferno.

Maria J. Martins de Andrade Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo 

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DIVISOR DE ÁGUAS

O ex-presidente "Lulla" é um divisor de águas no País. Basta dar uma olhada mais crítica na última pesquisa publicada pelo Datafolha. Depois da delação do ex-ministro Antonio Palocci, que coloca a "divindade Lulla nu", em vez de diminuir a intenção de votos, aumentou para 35%. Onde existe a maior rejeição ao ex-presidente? Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Estados mais escolarizados e economicamente autossustentáveis. Onde a maioria votaria em "Lulla"? Estados mais pobres, que não se mantêm economicamente e onde nem a educação de base chega. Dá para entender, agora, por que a educação durante os governos lulodilmistas mantiveram os mesmos níveis aos menos favorecidos? Porque não se dá nada a mais para um "curral eleitoral" a não ser um prato de sopa (Bolsa Família). Mente com fome não pensa, segue para onde o ídolo de barro mandar. Ainda bem que nos Estados mais escolarizados o ex-presidente "Lulla" tem 64% de rejeição. O Brasil em 2018 precisa mudar e resgatar sua real identidade dividida na era "Lulla". União total e irrestrita! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AS FLECHAS DE PALOCCI

Ao contrário das flechadas do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que fizeram muito barulho e tiveram pouca eficácia, as flechas de Antonio Palocci acertaram em cheio seu alvo, Lula, repletas de veneno mortal. Ao quebrar o código de silêncio "omertá", Palocci ousou dizer e verdade desafiando toda a militância petista e até o seu chefe máximo, provocando um frenesi diante das revelações da participação dele em vários crimes estando no topo da cadeia de comando do mais complexo e abrangente esquema de corrupção do País. Os segredos que Palocci guarda e promete revelar em delação premiada em breve fazem tremer o PT e, em especial, Lula, de tal sorte que emissários do partido procuraram familiares do ex-aliado de Lula para tentarem de alguma forma calá-lo, impedindo que novas revelações possam complicar ainda mais a "alma mais" corrupta do País, já enroladíssima com a Lava Jato. Como Palocci foi um petista por acidente, e não de alma, como José Dirceu e João Vaccari Neto, que seriam capazes de passar seus últimos dias no cárcere em silêncio para não comprometerem o chefe, Palocci, a exemplo do deputado Roberto Jefferson, deve escancarar as vísceras do partido num ato de remissão de seus pecados, pois, ao contrário dos "heróis do povo brasileiro", ele não tem vocação para mártir.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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O MÉDICO E O MONSTRO

Palocci, médico, o mais credenciado de todos os fanáticos petistas, revelou ao mundo, cirurgicamente, o lado monstro de Lula, um personagem criado por Luiz Inácio da Silva que assumiu seu lugar para sempre, venerado até por este seu criador, de tão verdadeiro que parecia. E não sobrou caco sobre caco do santo do pau oco para contar história. Obrigada, dr. Jekill tupiniquim! Os brasileiros finalmente estão livres desta farsa, mesmo os que ainda resistem a desistir do falso ídolo desta seita que tanto mal tem causado ao nosso País. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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JULGAMENTO EM 2.ª INSTÂNCIA

Ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região: onde estás tu, que não julgas a  sentença de prisão de Lula? É com grande ansiedade que  povo brasileiro aguarda a confirmação da sua prisão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LULA E O PT

Desconheço quais qualificações são exigidas pelo PT para avaliar proposta de um candidato à filiação. Presumo que uma das exigências é uma ilibada (incorrupta) reputação (conceito pelo qual é tido pelo público e pela sociedade). Ignoro, também, se ilibada deva ser considerada segundo a doutrina jurídica (inocente até prova em contrário) ou se fundamentar exclusivamente pelo o que consta ao público ou na sociedade. As notícias vinculadas pela imprensa dão conta de sérias restrições quanto à ilibada reputação do ex-presidente Lula. Essas restrições parecem se confirmar pela informação transcrita a seguir, divulgada na carta do ex-ministro Antonio Palocci à presidente do partido: "Um dia, Dilma e Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o País construiu em toda nossa história". Neste contexto, é lícito supor que, se o ex-presidente Lula fosse se candidatar hoje à filiação no PT, do qual ele é cofundador, ele seria sumariamente recusado. De qualquer forma, deve ser igualmente pressuposto que, no momento em que se constata que o outrora ilibado filiado deixou de ter ilibada reputação, ele deve ser sumariamente expulso do partido, pois perdeu uma das principais qualificações estatutárias para filiação. 

 

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

Vinhedo 

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O FUTURO DO BRASIL

Do artigo "Creonte, rei de Tebas, as eleições de 2018" (30/9, A2), do cientista político e articulista do "Estadão" Bolívar Lamounier, cabe destacar a preocupante e nada otimista previsão do futuro do País: "Fórmulas para retardar ou afugentar investimentos (internacionais) nós temos em abundância. Se não formos capazes de desarmar os espíritos e construir uma grande coalizão de centro, convém nos prepararmos para um longo período de sofrimento. Crescendo alguma coisa entre 2% e 3% ao ano, levaremos mais de 20 anos para atingir a renda por habitante dos países mais pobres da Europa". Que as urnas de 2018 iluminem e pavimentem o caminho do País rumo a um futuro de ordem, progresso e prosperidade. Amém!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ESPELHOS

Concordo plenamente com a posição do "Estadão" expressa no editorial de sexta-feira (29/9, A3). Recordo-me de que, nas últimas eleições presidenciais, em 2014, a estratégia da esquerda, em especial a do PT, foi vencer as eleições desconstruindo a imagem de seus concorrentes e valendo-se de mentiras para se autopromover, em detrimento de seus concorrentes. Nesse mecanismo desleal, projeta-se no outro a imagem de si próprio, como num "espelho". A vingança e a ganância por poder se misturam neste processo de desconstrução do outro! Adotando esse mecanismo, nunca antes neste país a classe política foi tão desmoralizada. É claro que os muitos casos de corrupção devem ser investigados, passando o "País a limpo", como está sendo feito na Lava Jato, mas seguindo a Constituição, que nos garante a segurança neste processo. Nesse sentido, aplauso e agradeço o trabalho diligente e criterioso do juiz Sergio Moro e sua equipe; também espero que as instituições jurídicas no Brasil, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), recuperem com rapidez a sua coesão, a imparcialidade e a credibilidade no País.

Silvia Rebouças Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo 

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É O QUE TEMOS PARA HOJE

Recente pesquisa indica que 54% do honesto povo brasileiro aguarda ansioso pela prisão de Lula, pois os indícios das falcatruas são evidentes e claros. Já 89% querem ver o presidente Michel Temer processado e condenado pelos trambiques cometidos. Tudo é uma questão de tempo, ou seja, Lula imediatamente "enjaulado" e, para evitar a paralização do País com mais prejuízos econômicos, aguardar o fim do mandato de Temer e, aí, sim, manter os dois na cadeia. Êta dupla de ex-presidentes corruptos. É o que temos para hoje. Muda, Brasil!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                          

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UM PROBLEMA A MENOS

A tramitação na Câmara dos Deputados do processo contra o presidente Michel Temer dá margens a todo tipo de negociação. E mostra uma divisão de comportamento entre integrantes dos partidos que são considerados como aliados do atual governo, que se vê obrigado não a negociar, mas a fazer concessões, principalmente na liberação de verbas de emendas. Cabe, então, uma observação, ou seja, por que não se discute na reforma política a implantação do sistema parlamentarista? Seria um problema a menos em termos de direção e dos rumos da política como um todo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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A SAÍDA DE TEMER

A quem interessa que Temer saia agora da Presidência? Por que é sempre mal avaliado, mesmo com a eficácia do trabalho em cima dos juros abaixando, inflação controlada e desemprego diminuindo? Logo aí, em 2017, ele vai ter de responder a todas as acusações que lhe são atribuídas. Enquanto isso, esforça-se para entregar as reformas de que precisamos, mas não consegue - na véspera da votação da reforma da Previdência vieram Janot e os Esleys. A quem interessa que as coisas só piorem? Alguém imagina que o próximo presidente, seja quem for, conseguirá fazer alguma coisa? Deixem o homem colocar na sua biografia alguma coisa boa que fez para o País. 

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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CASO AÉCIO NEVES

"Senado deve esperar julgamento no STF" (sobre a decisão da Suprema Corte de afastar o senador de suas funções). Como o STF deverá se reunir dia 11/10 sobre o caso do menino Aécio Neves, e muita água deve passar embaixo da ponte até lá, daí saberemos se o STF (Poder Judiciário) é um poder independente e harmônico ou se está submetido ao Legislativo e Executivo e tem 11 Constituições como base de julgamento, como parece.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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'CHECKS AND BALANCES'

Funções típicas e atípicas dos Três Poderes instituídos pelo artigo 2.º da Constituição federal realiza o sistema de pesos e medidas em nosso país - sistema de freios e contrapesos, ou "checks and balances". Cada um desses poderes tem sua atividade principal e outras secundárias. Por exemplo, ao Legislativo cabe, principalmente, a função de produzir leis e fiscalizá-las, e administra e julga em segundo plano. Ao Judiciário cabe a função de dizer o direito ao caso concreto, pacificando a sociedade, em face da resolução dos conflitos, sendo sua função atípica de administrar e julgar. Ao Executivo cabe a atividade administrativa do Estado, é dizer, a implementação do que determina a lei, atendendo às necessidades da população, como educação, saúde, segurança, segurança, infraestrutura e cultura, sendo sua função secundária a de legislar e julgar. Quando há um exercício abusivo destas funções secundárias, a harmonia entre os Poderes é atacada, o sistema de freios e contrapesos é colocado dublado por um ou mais Poderes exacerbando o exercício de sua função atípica. É o que está ocorrendo com o Judiciário em particular. O editorial do "Estadão" de sábado (30/9) "Instransigência com a Constituição" dá um exemplo deste exercício inconstitucional da função atípica, especificamente pela 1.ª Turma do STF. O julgamento do senador Aécio Neves cabe ao Senado, e não às 11 ilhas envaidecidas em que se tornaram os ministros da Corte constitucional brasileira.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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EMPULHAÇÃO

Alguém tem dúvida do resultado da votação pelos senadores hoje sobre o caso Aécio Neves?

Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha 

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CEM ANOS DE PERDÃO

Os senadores da República brasileira precisam saber e entender que o correto ditado popular é assim: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, e não "ladrão que perdoa ladrão tem cem anos de perdão". Portanto, toda a cambada prostituta do Senado precisa ir para a cadeia. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ZERAR O BRASIL

Existe uma solução rápida para o País reiniciar e superar as crises social, com desemprego em massa, econômica, com todos pisando no freio, pois não sabem o que vai ocorrer até o fim de outubro de 2018, e política, que é a raiz de todos os males. Mas para esta existe uma solução simples: tudo começa com o nós, o PT (Lula) e eles (o restante da política, representado por Aécio Neves). Se o mandato de Aécio for cassado e ele se tornar réu, a possível prisão de Lula não será vista como perseguição ao "mais honesto, fiel, magnânimo, etc.", mas consequência natural da traição de todos os delatores. Resolvido este problema, podem ligar a locomotiva a todo vapor.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FARINHA PODRE

Não consigo entender por que razão a mídia ainda dá espaços para as aleivosias de Eduardo Cunha, como se não soubesse quem ele é e o que fez... E ele deveria ser avisado de que, no sentido de suas tramoias, quem tem "troféu" é bandido, para dar base às negociatas. Sergio Moro mantém a biografia impecável e o trabalho jurídico equilibrado em favor do Brasil como seus maiores trunfos, não é farinha podre do saco político que destrói o nosso país.

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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OS NOVOS RENDIMENTOS SINDICAIS

 

Com a extinção do Imposto Sindical, que propiciava rendimentos excelentes para os mais de 17 mil sindicatos existentes no País, as entidades sindicais de mais expressão procuram novas taxas ou tarifas para fazer frente aos gastos mensais. Obviamente que os sindicatos que oferecem bons serviços terão a correspondência dos filiados e integrantes, enquanto os que sempre viveram do auxílio imposto pelo Estado perecerão e serão extintos. Na realidade, somente sobreviverão as entidades sindicais eficientes e que prestam serviços importantes aos associados, como médicos, dentistas e outros mais.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O VERBO É TRABALHAR

Centrais já usam assembleia para cobrar "novo imposto" de todos os trabalhadores. O que deveriam fazer é, primeiro, trabalhar e, depois, receber. Mas o primeiro verbo citado não é comumente praticado/conjugado por estes "representantes" dos trabalhadores.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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ELES SÓ PENSAM EM DINHEIRO

Nem bem o imposto sindical foi extinto e as centrais sindicais já se unem para votar um novo imposto. Essa medida confirma o que a sociedade e o governo já sabiam: que esses sindicatos só sobrevivem se tirarem o dinheiro do trabalhador. Eles não fazem nada para merecer que seus sócios lhes paguem além da mensalidade. Quem quer se filiar que se filie. Obrigar a mais uma taxa é um abuso. Espera-se que o Ministério Público verifique mais esta forma vil de assalto ao bolso de quem trabalha. Conforme disse José Maria de Almeida, coordenador da CSP-conlutas, a central é contrária ao imposto. Os sindicatos devem se sustentar  com a contribuição espontânea dos trabalhadores, e, se não conseguem, não devem sobreviver. A sociedade apoia essa ideia. Chegou a hora de mostrar quem presta um serviço de qualidade e quem explora os trabalhadores. Simples assim. Presidente Temer, mostre que a fonte secou. O Brasil vai aplaudir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AS 'ESPERTEZAS' DOS POLÍTICOS

O Brasil é um dos maiores países deste planeta, com a oitava economia do mundo, entre outros parâmetros. Entretanto, é governado e dirigido, em todos os seus níveis, na maioria dos casos, por políticos trambiqueiros. O exemplo mais gritante é o enorme e ridículo número de partidos existentes, todos interessados nas verbas governamentais como primeiro e único objetivo. Analogamente, as centrais sindicais seguiram o mesmo caminho, para abocanharam a chamada contribuição sindical, ora cancelada pela nova legislação trabalhista. Porém, os sindicalistas também são políticos e, assim, já deram um "jeitinho" na situação, conforme revelou reportagem do "Estadão" de ontem (2/10). Marcaram assembleias que "aprovaram" uma nova taxa para as respectivas categorias. Como taxar pouco é bobagem, a tornaram ainda maior que a anterior, regulamentada pelo governo. Na Força Sindical, será de 1% do que o trabalhador ganha em um ano, ou seja, 3,5 dias trabalhados, em lugar de um, como era antes. Mas para quem acompanha tais assembleias, seja de que categoria for, sabe que via de regra suas resoluções são aprovadas por um número mínimo da categoria. São convocadas para uma primeira chamada, para a decisão da maioria dos associados e, em segunda chamada, com a maioria dos presentes, o que ocorre normalmente. A reportagem publicou a declaração do secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros, que disse: "Quando a lei diz que é preciso prévia e expressa autorização, não quer dizer que ela deve ser individual ou por escrito. Se toda negociação é deliberada em assembleia, então essa autorização se dá na assembleia". A assembleia dos têxteis contou, segundo ele, com uma centena de trabalhadores - a base do sindicato tem 10 mil. E a foto na reportagem mostra que na tal assembleia poderia ter, quando muito, cem pessoas. Aquela sala jamais poderia abrigar os cerca de 5.001 trabalhadores que seriam a maioria, no caso. Mas 100 decidiram pelos 10 mil trabalhadores, exatamente devido  à citada segunda chamada. Para o procurador do trabalho Henrique Correia, esse procedimento "é ilegal, de acordo com a reforma recém-aprovada". 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SINDICATOS

O Brasil possui mais de 15 mil sindicatos, agrupados em poderosas centrais geralmente vinculadas a partidos políticos. Estas, devido ao gigantismo adquirido, se preocupam menos com as conquistas trabalhistas de seus filiados do que com a consolidação do próprio poder. Para ter uma ideia do descalabro quantitativo, o País lidera, segundo fontes oficiais, a lista dos seis com maior número, sendo secundado pela África do Sul, com 191. Assim, é recomendável que se vislumbrem soluções no sentido de diminuir esta insensata marca, por ser pouco provável estar o resto do mundo de passo errado conosco. Espera-se, portanto, em face do fim da obrigatoriedade da contribuição, prevista na reforma trabalhista, que os dirigentes estabeleçam novas estratégias no sentido de realizar fusões inteligentes e de aperfeiçoar mecanismos de persuasão junto aos trabalhadores com o objetivo de convencê-los a participar voluntariamente das atividades do seu sindicato. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA QUÊ?

Em recente Convenção Coletiva, entre o Sindicato dos Comerciários (funcionários) e o Sindilojas, que representa os comerciantes, dentre as cláusulas, uma chama a atenção: a 5.ª, que obriga os funcionários a irem pessoalmente à sede do sindicato apresentar uma carta de próprio punho e se identificarem, caso não queiram ser descontados da contribuição confederativa (4% sobre o salário atualizado). Imaginem o tamanho da fila de empregados que, abandonando sua função nas lojas e locais de trabalho, foram ao sindicato só para carimbar uma cópia. Imaginem, também, que o aumento da categoria é de 1,73% e o desconto para o sindicato é de 4%, sobre o salário corrigido, ou seja, o desconto é maior que o aumento. Imaginem, também, que o sindicato patronal nem sequer foi a favor das empresas sobre esta cláusula que as prejudica com a saída dos funcionários para entregar a bendita carta ao sindicato. Para que, então, sindicato patronal que não defende os lojistas? E para que sindicato da categoria se, pela fila formada, ninguém concorda ou quer desconto?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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NINGUÉM VIU

Semana passada houve comemorações porque quatro hidrelétricas da Cemig foram privatizadas por R$ 21 bilhões, com ágio acima do previsto. As encenações das privatizações fernandinas repetiram-se: o martelinho segurado por várias mãos; os meios de comunicação grandes e pequenos festejaram; a Bolsa subiu; as louvaminhas sobre o fim da crise econômica continuaram a ser trombeteadas mais fortemente. Até alguns que estão à socapa vieram a público para dizer que o Banco do Brasil está "pronto" para ser privatizado (pelo Itaú, pelo Bradesco?). Mas ninguém falou, comentou e quase não se divulgou que no mês de agosto passado o País pagou R$ 20 bilhões de juros aos seus credores! A pequena notícia piscou efêmera, como a luz de um vagalume. Qual o estado real das finanças de um país que paga mensalmente só de juros o valor equivalente a quatro hidrelétricas, construídas com o nosso suor, com o dinheiro dos nossos impostos? Essa verdade nos é escondida e sonegada sistematicamente. E assim continuará sendo até que um dia nada mais houver para ser vendido. Então o Brasil, como uma firma falida, entrará em liquidação. Judicial ou extrajudicial? Por isso sei que esta carta não será publicada em lugar nenhum. Mas creio firmemente que - como eu - milhões de brasileiros se recusam a ser tratados como trouxas. 

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo 

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A ERA DO VALE TUDO

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, acha que somos todos idiotas. Ele diz que a venda das usinas da Cemig por um valor acima do esperado compensa a brutal perda de arrecadação com as alterações do Refis. Quer dizer, então, ministro, que a transferência do patrimônio público para o bolso dos beneficiados pela ação predatória dos espertalhões da Câmara, devedores da União, é correta? Estamos mesmo na era do vale tudo no Brasil.

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 

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ROGER ABDELMASSIH

Ao conceder o direito à prisão domiciliar ao canalha Roger Abdelmassih, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, provou mais uma vez que o crime compensa para aqueles que têm dinheiro e advogados caros. Sinto muito pelas mulheres que foram humilhadas, tiveram sua vida destruída por este bandido que agora se deixa fotografar em cadeira de rodas apesar de haver reportagens mostrando este facínora em boa saúde na prisão. Aplausos para a Suprema Corte (sic) brasileira e esperemos que a procuradora Raquel Dodge não nos decepcione, como o fez a ministra Cármen Lúcia!

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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STF

O sempre coerente e atencioso Ricardo Lewandowski liberou o dr. Roger - aquele que foi condenado a 181 anos de prisão e foi acusado de mais de 40 estupros em pacientes ávidas por se tornarem mães - a cumprir prisão em casa. Ou seja, no Brasil, o mundo é dos espertos, e quanto mais ricos, melhor, afinal podem ter advogados inteligentes e cheios de argumentos. Na verdade, no Brasil, a Justiça, se não é cega, é no mínimo caolha. E ainda há fanáticos falando "fora Temer". Fora todos eles, incluindo o STF.

    

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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SUICÍDIO DE HONRA

Ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comete suicídio depois de ser acusado pela Operação Ouvidos Moucos de obstrução de investigação no desvio de verbas em bolsas do programa de educação a distância da Universidade Livre do Brasil (UAB). O primeiro suicídio de honra a história nunca esquece.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A IMPUNIDADE DE BOULOS

Como é do seu hábito, o poderoso chefão do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, faz ameaças, desta vez com "resistência e confronto", se o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmar a decisão da 7.ª Vara Cível da Comarca de São Bernardo do Campo que determinou a reintegração de posse do terreno da Construtora MZM, ocupado por integrantes do movimento. Boulos, que exige resgate para a restituição ser pacífica, só o faz por gozar de impunidade perante as autoridades do País. Comanda invasões de propriedades, desobedece a ordens judiciais, incita confronto físico dos invasores com a polícia. Em 2016, ameaçou "incendiar" o País com greves e ocupações caso Dilma Rousseff sofresse o impeachment, provocando duas representações na Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar sua conduta, uma do PSDB e outra do DEM, que até hoje não deram em nada. Isso poderia até inferir crime de responsabilidade, mas aí a autoria já não seria de Boulos.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

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