Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 03h00

REFORMA POLÍTICA

Pífia

Não foi surpresa para ninguém o resultado da reforma política. O poder de barganha do Legislativo ante o Executivo permite-lhe “reformar” sem mudar muito o atual quadro político-eleitoral do País. A consequência nas próximas eleições, sem precisar de nenhuma pesquisa, será a permanência desses mesmos que estão aí e têm ojeriza do povo, mas se mantêm graças à maquina imota. Frustrante para quem esperava um futuro modernizador, auspicioso para quem aposta no mais do mesmo. A verdade é que só a mobilização da sociedade mudará esta situação. Constitucionalistas de plantão que usam a nossa Carta Magna como bíblia apocalíptica pouco terão a comentar, a não ser a perpetuação do atraso. 

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Sem decepção

Vamos dar nome aos bois. O que o presidente Michel Temer sancionou foi uma minirreforma – e põe mini aí! A reforma política por que a Nação ansiava ficou para as calendas. Mas sem decepção. Afinal, quem, em sã consciência, esperava algo de útil vindo desse Congresso?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Impeachment geral

Per se, essa reforma política já constitui motivo suficiente para impedir todo o Congresso. 

EDUARDO FINGER

ascklepius@gmail.com

São Paulo

Coelhos perdidos

Os “nobres” congressistas perderam a chance de matar dois coelhos com uma cajadada: não usar dinheiro público para custear suas milionárias e corruptas campanhas e cortar na carne os gigantescos benefícios que usufruem e os altos custos administrativos do Congresso Nacional. Como? Destinando 10% do orçamento do Congresso (de R$ 10,2 bilhões ou R$ 28 milhões por dia, um escárnio!!!) para o tal fundo. Simples assim!

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Perdemos a decência

Nós brasileiros, pelo histórico comportamento de omissão no que tange à vida pública, criticamos genericamente os congressistas porque estão distantes, mas nos omitimos de criticá-los em nossas cidades e nossos Estados porque somos identificados, o mesmo ocorrendo em relação aos deputados estaduais e vereadores. Preferimos críticas genéricas que preservem eventual pedido de favor, situação muito bem aproveitada pelos políticos na perpetuação no poder. Perdemos a referência da decência e o resultado é essa imoralidade generalizada que vivemos. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Situação estrambólica

Alguém já ouviu falar de um povo que desaprova por esmagadora maioria o seu presidente da República, mas quer que ele conclua o mandato? E que se mostra propenso a eleger, para suceder-lhe, um político que esse mesmo povo considera merecedor de uma vaga na prisão? Os portugueses devem estar morrendo de rir. A nossa realidade supera qualquer piada.

APOLLO NATALI

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Jogos Olímpicos

Alguém tinha alguma dúvida de que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro seriam uma quase inesgotável fonte de corrupção? Instalações apodrecendo, fornecedores não pagos e outros fatos mais, mas os dirigentes (incluído o homem mais honesto do Brasil) lucraram (isto é, roubaram) bilhões. E agora o Brasil passa a vergonha de ser suspenso pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e ver seus dirigentes presos. As 16 barras de ouro são só a ponta do iceberg.

ROGER CAHEN

rcahen@uol.com.br

São Paulo

CESARE BATTISTI

Cara de pau

O ex-ativista declarou que iria para a Bolívia, mas negou que fugisse, alegando que o objetivo da viagem era comprar casacos de couro e vinhos. Faltou ao Pinóquio completar que viajava a fim de assistir ao jogo do Brasil e o dinheirão que transportava serviria apenas para a comemoração com os amigos e com Evo Morales, após a partida. 

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

Reciprocidade

Por que as autoridades brasileiras estão procrastinando a extradição do criminoso italiano Cesare Battisti? Seus protetores – Lula, Genro, Dilma et caterva – já caíram do galho. A Itália devolveu-nos o condenado do mensalão foragido com documento falso (Pizzolato). É imperioso que o Brasil remeta para a Itália o seu criminoso. Chega de benesses para bandidos!

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

GESTÃO DORIA

Trampolinice

Apoiei João Doria para prefeito porque ele se apresentou como “gestor”, e não como “político”, para fazer de São Paulo uma cidade linda e digna dos seus habitantes. Agora o sr. João Doria, além de não estar cumprindo as suas promessas de campanha, abandonou completamente a nossa cidade para fazer campanha Brasil afora por sua provável candidatura à Presidência da República. Essa atitude deixa os seus eleitores profundamente indignados! São Paulo não é trampolim político para ninguém. O paulistano responderá nas urnas em 2018.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Arrependido?

Votei no Doria porque ele não era político e ia se dedicar de corpo e alma à Prefeitura. José Serra foi punido severamente porque largou a Prefeitura para se candidatar a governador e depois deixou o Palácio dos Bandeirantes para se candidatar à Presidência. Doria não se vai candidatar a presidente, não é político e suas viagens nada têm que ver com um candidato em campanha. Imaginem se fosse...

ELIAS M. DA ROCHA BARROS

erbarro@terra.com.br

São Paulo

Dar um tempo

Comentários negativos sobre a gestão Doria dão a entender que antes de sua posse como prefeito, nove meses atrás, a cidade de São Paulo era uma maravilha. Vamos dar um tempo para ele pôr em prática suas ideias e alcançar suas metas.

OLAVO F. CAMPOS RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

“Não é que o superatleta Nuzman ganhou suas barras de ouro na modalidade ‘assalto triplo’? Ao País, ao

Estado e ao município!”

NIVALDO RIBEIRO SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE A OLIMPÍADA DO RIO DE JANEIRO

nivasan1928@gmail.com

“Esperamos que Temer não vacile e o extradite logo, para cumprir a pena merecida a que foi condenado”

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE CESARE BATTISTI

ceb.rodrigues@hotmail.com

INADIMPLÊNCIA

Causa espécie e grande preocupação a notícia dada pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de que quase 4 milhões (!) de famílias do País (58,4% do total de endividados) estão inadimplentes – o maior patamar desde 2010. Como se vê, o otimismo das declarações de Michel Temer e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, parece não condizer com a dura e crua realidade do enorme número de famílias com as contas em atraso.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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FINAL DE JOGO

Com a chegada da primavera e a proximidade do Natal, parece que o governo Temer está no final do jogo e só se salvará se fizer um gol no último minuto do segundo tempo. Depois vem o carnaval e praticamente não haverá mais tempo para fazer as reformas, mote do governo pós-Dilma. Apesar de saber que ele não é um santo, eu estou entre a minoria dos 3% que preferem Temer a Dilma. Não suportava a falta de clareza nas palavras, as mentiras, a arrogância e a exposição de ignorância de assuntos básicos da ex-presidente. Sinto que a corrupção foi um tiro de misericórdia na esperança de promover as reformas política e da Previdência. Mesmo assim, o que foi feito neste curto período estancou a derrocada da economia e deu sinais de recuperação, e isso é melhor do que nada. Agora, só nos resta esperar pela eleição de 2018 e rezar para que haja uma renovação no perfil do Congresso Nacional, que é quem manda de fato no País. Qualquer que seja o novo presidente, nada mudará se o Poder Legislativo for dominado pelos políticos que estão ali.

Mário N. Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO É TÃO SIMPLES

Nas entrevistas que o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato, concedeu na sexta-feira a duas rádios, seu raciocínio foi que, eliminada a corrupção, teríamos resolvido os problemas de saúde, segurança e educação da população brasileira. Certamente, a Lava Jato é louvável e já temos juízes em outras comarcas que seguem o exemplo de Curitiba. No entanto, a coisa não é tão simples. A revista “Época”, em outubro de 2014, informava que tínhamos cerca de 2 milhões de funcionários federais, 3 milhões de estaduais e 6 milhões de municipais, num total de 11 milhões. Não tenho o total de aposentados, mas ouso pensar que não deveríamos ter nem metade dos na ativa e que os aposentados deveriam ter contribuído e receber de acordo com essas contribuições. Se considerarmos que nossa burocracia pesadíssima foi criada para justificar as contratações de funcionários públicos, é mais um ônus para nosso país. Senhor procurador, é em busca dessa redução de despesas que devemos trabalhar. Sem isso não se resolve o problema de nosso Brasil.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS

A redução das despesas com benefícios dos servidores interessam aos contribuintes, que nunca os aprovaram e que arcam com os juros da dívida. As reduções das despesas com o Judiciário e com o Congresso foram emperradas por Rodrigo Janot. Idem para a reforma previdenciária, que não interessa aos políticos.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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O ROMBO NOS FUNDOS DE PENSÃO

Quando todos falavam no roubo apurado pela Lava Jato e no BNDES, sempre alertei que o maior buraco estava nos fundos de pensão das estatais. Pois na semana passada foi decretada a intervenção no Postalis, fundo dos funcionários dos Correios, e outras mais virão. Faz mais de 30 anos que os fundos (e seus associados/pensionistas) são roubados pelos dirigentes indicados por políticos e sindicatos. É duro trabalhar a vida inteira, contribuir e, na hora de usufruir de uma aposentadoria menos áspera que a da Previdência oficial, ver que foi roubado, ludibriado e, pior, ainda ter de contribuir com parte dos seus rendimentos para cobrir o imenso rombo que a ratalhada gerou ao longo de décadas. Nessa farra, sobra para todos nós, pois o patrocinador, sendo estatal, terá de cobrir parte do rombo com recursos do Tesouro Nacional, ou seja, sobrou para quem nada tem que ver com isso, o povo!

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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CORRAM, SENHORES

O País quebrando; suando para fechar as contas com um déficit de R$ 159 bilhões, sendo que pelas perspectivas para o ano já furou em R$ 20 bilhões a mais; e vêm os servidores tentar barrar ação que limita seu teto salarial? Que façam como 200 milhões de brasileiros comuns: saiam à cata de outro emprego com melhor remuneração. O que não pode é o Brasil, que já está com as despesas beirando 80% do PIB, sair privilegiando determinadas categorias de servidores que se consideram a cereja do bolo, cada um achando que segura o Estado nas costas. Corram, que talvez ainda encontrem na iniciativa privada, que vem se recuperando a passo de cágado, um emprego melhor.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO

A Carta Magna estabelece que nenhum servidor público pode perceber vencimentos acima do quanto ganham os ministros do Supremo Tribunal Federal. Se inventam penduricalhos ou outras escadinhas, é porque existe o desejo de não respeitar a nossa Lei Maior. Assim, aqueles que insistirem em receber a mais que o teto estabelecido deverão devolver o auferido a maior, atuando para tanto a Advocacia-Geral da União, cuja missão, entre outras, é resguardar o erário. Ressalte-se que o Estado fica enfraquecido com a volúpia salarial que ocorre nos Três Poderes da República, necessitando de serem os ganhos postos nos devidos e legais patamares. Doa a quem doer. E quem não gostar, que venha para a iniciativa privada. Em atos nulos e contrários à lei não há que falar em direito adquirido!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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O ENTULHO DA VELHA DITADURA

Contrariando o que determina a reforma trabalhista, centrais e sindicatos estão recorrendo às assembleias para instituir taxas e contribuições compulsórias dos trabalhadores (“Estadão”, 2/10). Com isso, buscam reeditar por conta própria o imposto sindical, que vigorou desde os anos 40 e, agora, está em fase de extinção. Se isso prevalecer, continuará a anomalia de o trabalhador pagar por algo que não contratou e, principalmente, de os sindicatos receberem dinheiro sem a devida prestação de serviços. Os sindicatos devem existir, mas sustentados pelos associados que conseguirem atrair e pela prestação de serviços. A receita compulsória serve para que abandonem o trabalhador e se tornem aparelhos políticos e ideológicos, algo inaceitável num país democrático e cultor da livre iniciativa. O governo, que propôs a reforma trabalhista e a fez ser aprovada no Congresso, deve agora garantir a sua execução. Os sindicatos como funcionam hoje constituem um entulho da ditadura Vargas, extinta em 1945, que resistiu até nossos dias e não pode continuar.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DURO GOLPE

Os mais dos 16 mil sindicatos existentes no País preparam um duro golpe contra o trabalhador brasileiro. Depois que o governo Temer, finalmente, conseguiu aprovar no Congresso, no bojo da reforma trabalhista, o fim do imposto sindical, no qual era descontado o equivalente a um dia de trabalho do seu salário, agora querem implantar uma cobrança que vai triplicar o valor descontado. Estes sindicalistas que sempre viveram nas tetas do governo e que arrecadaram em 2016 R$ 3,5 bilhões de imposto sindical – diga-se, sem que fossem obrigados a prestar contas ao contribuinte do uso desse dinheiro –, agora, para esbulhar-nos, querem fixar como desconto 1% do total que o trabalhador privado recebe de salários durante o ano, valor que pode corresponder a 3,5 dias trabalhados. Um verdadeiro golpe! Ora, se um dia de desconto já era uma excrescência, 3,5 dias são caso de polícia.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ARRANJO ENTRE AMIGOS

Sobre a criação de novas taxas (“Estado”, 2/10, B1/B3), os sindicatos, patronais e dos empregados reuniram-se em assembleia, para impor contribuição “espontânea obrigatória”, não só de seus filiados, como também de empresas filiadas. Nas fotos das páginas do “Estadão” notou-se claramente não haver qualquer empregado de empresas, a não ser os próprios dos sindicatos, ou seja, meia dúzia de gatos pingados, aprovando com as duas mão levantadas, pois, claro, com as taxas, mantêm suas benesses. Para os que não aceitam “contribuir”, lhes é imposta a obrigação de apresentarem carta de próprio punho, pessoalmente e nos sindicatos. As filas são monstruosas, e para isso qualquer funcionário perde um dia de trabalho, tendo de se identificar, apresentar documento e colher carimbo nas cartas. Pior: 1) o aumento da categoria é de 1,17%, mas o valor da contribuição para o Sindicato dos Comerciários, por exemplo, é de 4% sobre o salário corrigido. Fazendo uma simples conta, o funcionário vai contribuir com quatro meses do seu aumento (?) aprovado. 2) As empresas, ainda que não tenham funcionários ou inativas, também estão obrigadas a “contribuir”, e, neste caso,  sobre o valor do capital social, e a taxa mínima é de R$ 270. Considerando que a assembleia foi realizada entre os sindicatos, é ou não é um arranjo entre amigos? Se há realmente um Ministério Público eficiente neste país, tem a obrigação de agir contra essa espoliação.

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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MÁFIA SINDICAL

Centrais sindicais, que eu chamo de máfia sindical, estão aprovando em assembleias a manutenção da cobrança do imposto sindical ou a criação de outras contribuições, antes mesmo de o governo Michel Temer editar medida provisória para regulamentar a matéria. Trata-se da ganância somada ao medo de perderem a boquinha que mantém a mordomia de mais de 5 mil sindicatos – uma  cambada  de  vagabundos seguidores da cartilha do maior bandoleiro político deste país, Lula da Silva.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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DE OLHOS ABERTOS

Eu penso que um sindicato é uma empresa como qualquer outra, e, por sua vez, deveria encarar os seus problemas como tal. Sou um pequeno empresário que todos os dias acorda cedo e vai trabalhar procurando negócios, porém isso não acontece com os sindicatos, que procuram por meios escusos, desesperadamente, perpetuar as benesses que outrora lhes foram concedidas compulsoriamente – e que, aliás,  foram muito mal usadas durante o período negro de 13 anos de destruição da nossa pátria. Pois agora um sindicato cria a cobrança obrigatória de uma taxa escorchante de três dias de salário por ano, que anteriormente era de um dia, apenas.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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CONGRESSO REFAZ O REFIS

Como tenho previsão de fazer algumas dívidas, gostaria de saber quando será o próximo Refis e se vai valer para nós, pobres contribuintes.

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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SEGUE O JOGO

Há alguns dias, Luiz Fux, ministro da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela esdrúxula – porque inconstitucional – suspensão das atividades parlamentares do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ainda lhe impôs o recolhimento noturno a exemplo do que é exigido dos que cumprem prisão aberta. Isso, registre-se,  sem que o senador, presidente de partido e membro de um poder da República, nem sequer tenha respondido a ação penal alguma! Há pouco, o mesmo ministro autor desse voto estapafúrdio voltou a descumprir a Constituição federal ao ignorar seu artigo 5.º, inciso XXXVI, e votar pela extemporânea punição de outro político – agora em questão eleitoral – sem a observância da máxima ancestral “nullum crimen nulla poena sine lege” (não há crime sem lei anterior que o defina). Em ambos os casos, conduziu-se Fux na contramão do que exige o bom direito, fazendo tábula rasa das normas que jurou defender. E, já que o chefe é assim, na quarta-feira seu motorista – provavelmente influenciado pelas emanações do togado – também deu de ombros ao Código de Trânsito e dirigiu o veículo que conduzia o ministro pela contramão, para deixar o magistrado na entrada que dá acesso ao plenário do STF. Em curtíssimo lapso temporal, vários descumprimentos à lei partindo de quem deveria dar o exemplo de apreço às normas. Ocorresse tal episódio no Reino Unido, Fux teria de dar boas explicações à sociedade britânica, acostumada a exigir rigor na conduta de seus próceres. Em Terra Brasilis, o episódio foi motivo de um brevíssimo “click” na saborosa “Coluna do Estadão”, talvez o único órgão de imprensa a registrar mais esse deslize do ministro. E segue o jogo.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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NO LIMITE DO PODER DO ESTADO

Para ser ministro do STF é preciso o que, mesmo, para vestir a toga? Notório saber, reputação ilibada e imparcialidade? Lógica e objetividade nem tanto?

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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O STF E O SENADO

Na sua sanha, alguns ministros “criativos” do STF estão se esquecendo de que eles até podem achar que podem legislar, desrespeitar grosseiramente a Constituição, condenar parlamentares com arcabouço de provas discutíveis, etc. Mas, certamente, o Senado sabe que pode impichar qualquer ministro “que lhe der na veneta”. Assim, cuidado! A vingança pode não só ser servida fria, mas também salamaligrina!

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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LAMBANÇAS

Dá para confiar no STF, depois de mais uma lambança? Para o bem do Brasil, os atuais ministros deveriam pedir demissão, pois já suportamos muita ignorância, enquanto o Executivo estava sob o comando da Dilma Rousseff. Não confio no Executivo, hoje sob o comando do vice de Dilma, Temer, cujo partido é tão corrupto quanto o PT. Quanto ao Legislativo, além de não confiar, tenho nojo e desejo que uma bomba nuclear extraviada caia sobre o Congresso. Uai, se uma bala perdida atinge inocentes, por que uma bomba nuclear disparada pela Coreia do Norte não pode atingir o Congresso? Sonhar não paga impostos. Quanto ao STF, atualmente, não confio e sairei às ruas pedindo “Fora STF”. Cadê você, Vem pra Rua? Sinceramente, quero Fora Temer, Fora Congresso, Fora STF e Fora Eleitores Ignorantes. Desejo um Brasil melhor. É utopia? Será que terei de usar o aeroporto, como muitos brasileiros já fizeram, para ser feliz?

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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RECIBOS FALSOS E SUSPEITA DE PROPINA

Há tempos venho dizendo que a pífia defesa de Lula, diante de tantas que o réu aprontou, pouco a pouco, de forma ridícula, se rebaixa a mera “defesa técnica”. Apresentar recibos aparentemente falsos (a perícia dirá) dentro de um processo, para qualquer mortal, é motivo de prisão imediata sem amparo no pilar da ampla defesa. E o Ministério Público diz que os recibos de aluguel do apartamento em São Bernardo do Campo que suspeita-se seja propina da Odebrecht são “ideologicamente falsos”. Fosse o réu outro, Moro já o teria preso!

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

 

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FALSIDADE

Sem margem à dúvida, recibos de Lula são ideologicamente falsos, diz Procuradoria. O que não é falso na seita e no seu criador/encantador?

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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A ETERNA SOBERBA

Em mais um discurso de propaganda política antecipada, o ex-presidente Lula, com uniforme de petroleiro, afirmou na semana passada, com sua veemente e eterna soberba, que ganhará as eleições de 2018 – e que Deus sabe disso. Disse que “a mídia e a Procuradoria mentem e Sergio Moro acredita”, e que “elle” continua sendo o homem mais honesto do País. Como sempre, sua tigrada recebe uma diária, um sanduíche de mortadela e uniforme vermelho para aplaudir. De qualquer maneira, não deixa de ser triste um ex-líder político decadente se imaginando Deus. Que tristeza!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

              

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CONFUSÃO POLÍTICA

Ninguém percebe que o maior perigo para a democracia brasileira é Lula? Ele vem seguidamente fazendo manifestações que contrariam muitas vezes a Justiça, e ninguém faz nada. Todos os reflexos de radicalismo partem de suas declarações. Está na hora de colocá-lo no seu devido lugar!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O ‘TRAIDOR’

Como pode o companheiro petista (e trotskista) Antonio Palocci, fiel a Lula, mimetizar a “traição” do comissário soviético Nikita Krushev, companheiro e, depois, rival de Stálin? No Brasil há muitos desertores ou arrependidos do trotskismo, mas há poucos traidores do lulismo, pois, uma vez lulista, sempre lulista! Logo você, Palocci?

Ney José Pereira

neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ELITE POLÍTICA

O ex-deputado Eduardo Cunha teve seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados em  maio de 2016. Perdeu, portanto, a partir daí, a prerrogativa de foro. Em consequência, as ações penais a que respondia passaram do Supremo Tribunal Federal (STF) para a primeira instância, sob a responsabilidade do juiz Sergio Moro, que o condenou, em 30 de março do corrente ano, a 15 anos e 4 meses de prisão, por crimes de corrupção, lavagem e evasão fraudulenta de divisas e também determinou sua prisão cautelar, mesmo durante a fase recursal, ainda em andamento. Em recente entrevista, a primeira concedida depois de detido, ele classifica Moro como um juiz que se considera salvador da Pátria e que “(...) queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu” (sic). Diante de todo este insólito resumo, só resta ao cidadão brasileiro chorar no meio-fio, bem aos estilo de Nelson Rodrigues, e se conformar com o fato de que, afinal, cada país tem a elite política que merece.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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CRIMES PUNIDOS

Corrupção e caixa 2 são armas letais. O pessoal do colarinho branco, políticos e empresários, envolvidos em corrupção e caixa 2, indiretamente assassinam milhões de pessoas (absorvem recursos da saúde, educação, transportes, infraestrutura, segurança), e têm de ser punidos exemplarmente, sem dó nem piedade, cumprindo penas integrais (sem nenhum benefício atenuante), banidos da vida pública (eletiva ou não) e ter confiscados os seus bens. Só assim se desestimularão os impunes malfeitos arraigados no Brasil.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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INDIZÍVEL

Corregedoria da Polícia Militar apura fraudes de R$ 200 milhões (“Estadão”, 6/10). Mais uma. Meus Deus, como judiam deste país, do nosso povo, que está machucado! A dor é tamanha...

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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CERTEZA DA IMPUNIDADE

O âmago da violência e da corrupção está na certeza da impunidade. Há 15 anos, foi divulgada na mídia a prisão de um indivíduo de 18 anos que tinha cometido 17 homicídios. Começou aos 10 anos, no interior do Ceará, como “matador de aluguel”. Agora está passando um filme que conta a biografia  de um pistoleiro responsável por 492 assassinatos no País e, por incrível que pareça, está em liberdade. No cenário político, há centenas de parlamentares, ministros, prefeitos, governadores, presidente e ex- chefes da Nação acusados de responderem a vários inquéritos e processos penais por corrupção. Enquanto perdurar a impunidade, essas duas grandes mazelas que matam direta e indiretamente a população continuarão afligindo a nós, cidadãos brasileiros.

Luiz Felipe Schittini

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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PODRIDÃO E VIOLÊNCIA

Até quando iremos aguentar a podridão moral e a violência no Brasil? A incompetência, o descaso, o escárnio e a corrupção da gestão pública ao longo dos anos transformaram nosso país num verdadeiro lixão. A Operação Lava Jato, com toda a sua determinação e eficiência, parece não intimidar ninguém. Muitos dos investigados continuam aí, brigando pelo poder. Tem até um já condenado fazendo campanha para voltar a ser presidente. Nossas cidades e o campo estão dominados pelo crime, causando-nos um medo permanente. Há perigo em cada esquina, em todo lugar. A educação de baixa qualidade coloca os jovens sem saber escrever em universidades de baixa qualidade. A infraestrutura do País, abandonada, nos alinha ao Terceiro Mundo. Onde estão as pessoas de bem para limpar o lixão e fazer deste país uma nação?

Ari Giorgi

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

 

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CELULARES ROUBADOS

O “Estadão” publicou recentemente a reportagem “Onda de roubos de celular se espalha e atinge metade das ruas de São Paulo” (1/10). Moro numa região onde já presenciei estes tipos de roubos! É importante ressaltar que celulares roubados são revendidos depois a preços convidativos e muito abaixo do valor de mercado. Já ouvi histórias de pessoas que acham que estão fazendo um negócio da China ao comprar celular por cerca de menos da metade do preço se fosse comprado de forma legal. Então há que perguntar se quem compra dessa forma não está estimulando a prática de roubos de celulares na cidade. É uma roda gigante este problema. E a população pode ajudar também.

Petuel Preda

petuelpreda@terra.com.br

São Paulo

 

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DEPOIS DE JANAÚBA (MG)

Após diversas tragédias causadas por atiradores ou terroristas nas escolas dos EUA, as autoridades daquele país decidiram ministrar aulas de tiro, permitir e incentivar que todos os professores portem armas de fogo em sala de aula, dessa forma anularam as invasões de alunos ou estranhos armados nas escolas. Considerando que a professora da escolinha de Janaúba (MG) entrou três vezes em sala de aula para tentar salvar os alunos, se ela estivesse armada, poderia ter neutralizado o vigia, se salvado e impedido outras mortes. Lembrando que o massacre da escola de Realengo, no ano de 2011, poderia ter sido menor se houvesse professores armados e preparados para enfrentar o atirador. Nossos políticos deveriam parar com a hipocrisia, seus discursos covardes e reverem essa política desarmamentista que só favorece os bandidos. Lembrando que nenhum político dispensa segurança armada em seu cotidiano, entretanto nós, que pagamos os impostos e seus altíssimos salários, somos obrigados a permanecer desprotegidos até dentro de nossa casa.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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DESARMAMENTO

Um individuo matou 57 pessoas em Las Vegas com armas de fogo, outro matou 84 em Nice com um caminhão! Isso este ano. Para ficar apenas em dois casos que chocaram a opinião pública internacional! Acreditar que a solução para diminuir as mortes com armas de fogo é impedir que os cidadãos honestos e com capacidade técnica e psicológica para utilizá-las possam adquiri-las e usá-las para defesa pessoal e de seu patrimônio é acreditar que não se deve mais permitir a venda de caminhões, pois podem ser utilizados para cometer assassinatos. Ridículo, não é? O problema não são as armas de fogo, mas quem as usa de forma errada: quem efetivamente quer cometer crimes, caso não tenha acesso a uma arma de fogo, usa uma arma branca, suas mãos ou um veículo qualquer. E hoje sabemos que a maioria dos que as usa para cometer crimes as consegue independentemente de qualquer proibição de comercialização. Ou não teríamos a situação que temos no Brasil: média de 29,1 mortes por arma de fogo para cada grupo de 100 mil habitantes em 2014 (fonte: Atlas da Violência 2016 – Ipea/FPSP), a maior já registrada na história do País, representando uma alta de 10% em comparação à média de 26,5 registrada em 2004, um ano após a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento. A proibição que pesa sobre os cidadãos de bem apenas facilita a vida dos bandidos, que sabem que não encontrarão resistência a seus atos, uma vez que, por princípio, suas vítimas estão indefesas, cabendo-lhes apenas, como orientam as forças policiais às quais cabe dar segurança à população, “entregar tudo o que os bandidos pedirem para não os deixarem descontrolados (sic) e poderem ser mortos”. E, mesmo assim, muitos o são. Os criminosos têm de ter consciência de que podem ser mortos em legítima defesa, da mesma forma que os que utilizarem indevidamente as armas para as quais tenham autorização de possuir devem ser criminalizados. Está na hora de o Estado deixar de querer tutelar os cidadãos e cumprir suas funções de forma efetiva, como a de dar segurança a todos, caso em que as armas em poder dos que as tiverem legalmente não precisarão nunca ser usadas.

Jorge Alves

jorgersalves@gmail.com

Jaú

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