Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 03h02

POLÍTICOS E IMPUNIDADE

Prisão em segunda instância

Li, estarrecido, no Estadão de sábado que o governo federal quer rever o conceito de prisão em segunda instância. Por que o governo tem tanto medo? Isso é só para proteger os políticos e endinheirados, que conseguem com bons advogados postergar sua condenação definitiva (veja-se o exemplo do sr. Paulo Maluf). O fato de uma pessoa ser presa após condenação em segunda instância não a impede de continuar tentando se safar, apelando a outras instâncias. Se o STF mudar sua visão sobre o assunto, será a perpetuação da impunidade dos poderosos.

SERGIO BRADASCHIA PENTEADO

penteado.sergio@ig.com.br

Piracicaba

Alegria da bandidagem

Governo defende rever prisão em segunda instância, que manchete mais óbvia... E aposto que o PCC concorda integralmente com o governo!

CELSO FRANCISCO ÁLVARES LEITE

celso@celsoleite.com.br

Limeira

Revisão?!

Mas já não estava decidido pelo STF que a prisão em segunda instância é constitucional? É incrível como esses políticos conseguem alternativas para se livrar da cadeia e da Lava Jato. Está claro que eles articulam intramuros para escapar. No fim das contas, tudo vai ficar pior que antes e esses safados continuarão a nos roubar.

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos 

Casa da mãe Joana

Estranhamente, a Advocacia-Geral da União (AGU), por intermédio da ministra Grace Mendonça, envia manifestação ao STF defendendo a prisão de réus somente após o trânsito em julgado, contrariando a decisão atual de prisão após a segunda instância. A quem serve isso? Assistimos a muitos réus recorrendo sucessivamente, postergando uma finalização e chegando até mesmo à prescrição de seus crimes. Que réu fará delação premiada se tiver anos e anos aproveitando o crime cometido? A ministra, que deveria estar a serviço do País, dá mostras de servir a outras causas além das que deveriam favorecer o Brasil. Quanto ao STF, pudemos recentemente presenciar o favorecimento de réus com habeas corpus duvidosos, políticos que não podem ser punidos. Nadamos, nadamos e continuamos morrendo na praia. Quando acreditávamos num Judiciário comprometido com a punição, tivemos de presenciar um STF vacilante e, agora, vemos a AGU na defesa de criminosos que lesaram e continuam a lesar nossa pátria-mãe. Espero que a maioria dos membros da mais alta Corte tenha a decência de pensar no País e no custo de seus votos diante do quadro esfacelado de moral e ética.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Jabuticabas

A polêmica sobre prisão após julgamento em segunda instância só existe no Brasil e encobre problema mal resolvido sobre federalismo, o que não se verifica em países como Alemanha, Canadá, Estados Unidos ou Austrália. O princípio do duplo grau de jurisdição para julgar o mérito da ação penal é garantia constitucional, assim como o devido processo legal e o amplo direito de defesa. Eventual recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem apenas efeito devolutivo, que não suspende a execução da decisão impugnada, embora possa ser pedido efeito suspensivo por ajuizamento de ação cautelar. Nosso Direito Penal não é republicano, tampouco federalista, e não prima pela igualdade dos cidadãos. Na monarquia recorria-se para obter a graça imperial e evitar a pena de morte. Nesta República de quatro instâncias se aguarda a decisão do Supremo Tribunal para evitar a prisão.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Privilegiados e os outros

Se já não houvesse motivos para a população duvidar dos Poderes, mais essa pérola se junta ao colar que contorna nosso pescoço, a revisão da prisão após condenação em segunda instância – uma medida vista pela população como aceleradora de julgamentos e tida pela advocacia como quebra da presunção de inocência. Não é preciso nenhuma pesquisa para saber o que a população presume sobre a inocência dos atuais autuados. A demora em se chegar hoje a um julgamento final é tamanha que as pessoas desejam estar ainda vivas para presenciar a prisão dos indiciados que estão aí. As filigranas atenuantes são tantas que vemos, atônitos, réus como Abdelmassih e Adriana Ancelmo sendo soltos e assassinas familicidas gozando o Dia da Criança em casa! Falamos muito em injustiça social, mas esta vem acompanhada da injustiça jurídica, muito menos discutida. Isso faz com que ladrão de um pote de margarina vá preso e um meliante maior invoque a presunção de inocência, escoltado por uma equipe de advogados bem remunerados para defender direitos não reconhecidos ao outro... Temos todos a obrigação de lutar por um mundo mais igualitário, por uma Justiça eficiente e rápida, sem privilégios.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

‘Desaprender o mal’

O artigo de Murillo de Aragão (14/10, A2) merece ser lido. Contém algumas propostas que apontam para a direção certa do desenvolvimento das percepções. Mas se atém ao âmbito das instituições formais existentes. O problema político do Brasil – e dos outros países – não se resolverá topdown, a partir dos que se consideram elite – representantes eleitos e juízes. Estes vivem na tradição das cortes, onde cargo era sinônimo de usufruir vantagens. A democracia no Brasil foi copiada e mantiveram-se os esquemas/costumes de privilégios e impunidades. A democracia não foi “conquistada” por meio de processos autóctones de combate a privilégios “injustos”. Os representantes eleitos agem sem nenhum pudor para manter seus privilégios, incluídas remunerações exageradas, e defendem a corrupção como “parte natural do sistema”. Estão dissociados da sociedade em consequência de suas ações e atitudes. Desaprender o mal é uma questão de atitude, não de legislação, que, embora necessária, não atinge o cerne do problema. Exemplo: Aécio Neves deveria demitir-se voluntariamente, por vergonha perante a sociedade pelas infrações cometidas. E deveria ser seguido por numerosos outros. Então se estaria desaprendendo o mal.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo 

“Desaprender o mal” é prender os condenados em segunda instância. A posição da AGU é uma piada, de tão parcial.

CÁSSIO REZENDE CAMARGOS

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

“Um liberou geral legal, salvo-conduto para a impunidade política. Na essência, a institucionalização da continuidade da roubalheira”  

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A REVISÃO DA PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

standyball@hotmail.com

“Entra verão, sai verão, e na Praça dos Três Poderes a única coisa que eles conseguem mudar é o ponteiro do relógio!”  

ALESSANDRO LUCCHESI / CASA BRANCA, SOBRE INÉRCIA NA ‘ILHA DA FANTASIA’

timtim.lucchesi@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CASO AÉCIO NEVES

O Senado Federal articula uma saída para diminuir o desgaste dos senadores propensos a votarem favoravelmente pela permanência de Aécio Neves (PSDB-MG) naquela Casa. Tudo indica que o voto secreto será definido como escape. Desgastados estamos nós com tanta patifaria! Se tivessem o mínimo de vergonha na cara, votariam, sem subterfúgios, pelo afastamento do senador, que perdeu toda a confiança depositada nele durante todos esses anos como parlamentear. Ao contrário do que escreveu Eliane Cantanhêde em seu artigo “Aécio, uma batata quente” (13/10, A6), para o Judiciário e o Legislativo, o senador não é mais do que um tubérculo frio e em transição, entre o maduro e o estragado, e merece ser descartado.  Portanto, meus caros ($), lembrem-se de que o Senado será reformulado em 2/3 em 2018, e os que estiverem no balaio dos 54 que passarão pelo crivo popular na próxima eleição pensem muito bem antes de decidirem seus votos e o modo escolhido para tal. E aí, jogarão o jogo limpo, justo e ético ou preferirão o sujo, desonesto e covarde, infelizmente o mais praticado no campo político nos últimos tempos?  Vamos aguardar!

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmil.com

Jundiaí

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VOTO SECRETO

Voto secreto é ferramenta de políticos corruptos e/ou covardes. Exigimos voto aberto!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NA PENUMBRA

No escurinho do poder, não se distingue se Aécio é o bode ou o sofá que colocaram na sala...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A DECISÃO DO STF

Não é de hoje que o Supremo Tribunal Federal (STF) decide sobre pontos questionáveis da Constituição e outros nem tão questionáveis assim, causando insegurança jurídica. Muitas das vezes os juízes se arvoram em intérpretes de parcela da sociedade brasileira, sem que para tal tenha recebido procuração para fazê-lo. E sem ouvir a outra parte. A decisão da semana passada, de que cabe ao Congresso a última palavra sobre a aplicação de medidas cautelares contra parlamentares, contaria aquela que disse respeito ao deputado Eduardo Cunha. Como ele era o “malvado favorito” da vez, ficou por isso mesmo. Mas, convenhamos, qualquer brasileiro que saiba ler pode constatar que não existe um só artigo, parágrafo, alínea na Constituição de 1988 que permita que o STF afaste um congressista do seu mandato, salvo honrosíssima exceção.

Marco A. Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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ACERTO CASEIRO

A decisão do STF, como sabido, foi um acerto caseiro para não entrar em confronto com o Senado. Só por isso, o que não é pouco, vimos uma presidente constrangida ao dar seu voto, assim como vimos ministros votando não pela lei, mas pela cor que eles professam. É uma decepção perceber que aos poderosos tudo pode e aos pobres, restam a lei, as prisões, a pior saúde, a pior educação e a pior renda. Toda engenharia gasta no Supremo e, depois, no Senado servirá para livrar o senador Aécio, e ao que se sabe será uma votação secreta. Se os senadores, além de afrontarem a Constituição, precisam se esconder do eleitor ao votar, deveriam deixar para o eleitor a tarefa de punir os parlamentares. Com certeza, Aécio Neves não se elegerá mais. Sua carreira política está morta, não somente a dele, mas, sim, a de todos aqueles que sob a proteção do foro estão escondidos da sociedade. É preciso coragem para mudar este estado de coisas. Por enquanto não há saída quando se tem um Legislativo, um Executivo e um Judiciário tão venais.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MEDIDAS CAUTELARES

O STF é mesmo um espanto! De forma inédita, consegue “inovar” até mesmo se compararmos com seus congêneres de outros países: muda a jurisprudência de acordo com a pessoa sendo julgada. É por isso que estes políticos corruptos continuam a roubar, mesmo após a Lava Jato...

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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STF OU GRÊMIO ESTUDANTIL?

A última sessão televisada do STF foi desenganadamente negativa (para usar uma expressão recorrente, pedante e de pretensa erudição de um de seus ministros, extremo de dúvidas o mais chato deles). Chegados a um empate técnico de 5 a 5 sobre uma questão relevante (se podia ou não o STF julgar com autonomia e independência parlamentar incurso em crime previsto e capitulado no Código Penal), eis que a presidente da egrégia Corte, autora de frases só encontradiças em diários de polianas adolescentes (“cala a boca já morreu”, entre outras platitudes), provoca uma enorme confusão com a interpretação do seu próprio voto de desempate, que pretendia “esclarecer” o voto dado pelo relator. Fica-se a imaginar a barafunda que ocorrerá quando aquela colenda Corte tiver de julgar (se é que um dia o fará) políticos (perto de uma centena, entre senadores, deputados e ministros de Estado) envolvidos e denunciados pela Lava Jato. Extremo de dúvidas que serão sessões divertidíssimas (principalmente as de dosimetria das penas dos sentenciados), considerando os sempre doutos “considerandos e ora vejas” dos ministros que integram aquela excelsa Corte, ressalvadas as exceções de praxe.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘SUPREMA PROTEÇÃO’

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, um dos principais atores do mais admirável combate ao crime organizado na história do País, repercutindo a decisão do Supremo Tribunal Federal que submete ao aval do Legislativo medidas cautelares impostas a parlamentares pela Corte, declarou que “os políticos, agora, estão “sob suprema proteção” (“Estado”, 13/10). Na mesma direção, a declaração do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, para quem a resolução foi “equivocada do ponto de vista jurídico e político”. Surpreende que os dois procuradores, investidos na função de fiscais da lei, se insurjam contra a precisa aplicação do mandamento legal. Ambos podem aproveitar o ímpeto saneador que estão tomados e começar a faxina por sua própria casa, pugnando pelo fim do foro especial de que são detentores. E façam-no dentro da lei. O Brasil clama por justiça, não por justiceiros.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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CASUÍSMO

O procurador Deltan Dallagnol continua disparando contra as decisões do STF. O sr. Dallagnol, um procurador que foi alçado para o cargo de procurador por manobras construídas à margem da lei e clara e inequivocamente antiéticas, tem tomado por hábito criticar a aplicação das leis do País da forma como elas foram escritas, como se fosse ungido de um poder divino sobre a Justiça, em que a letra da lei só interessa quando lhe convém. Esse casuísmo, vindo de quem vem, é assustador, pois tem como pano de fundo o incentivo à instalação de uma ditadura. Não resta nenhuma dúvida de que temos uma Constituição e um conjunto de leis extensa que necessitam de reparos e modernização. Mas é justamente para isso que o povo elege seus representantes para o Congresso Nacional. Deltan faria muito melhor ao País se se candidatasse, depois sugerisse mudanças nas leis de forma construtiva ou se concentrasse, calado, no seu trabalho de punir criminosos.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

A matéria de primeira página do “Estado” de 14/10 trouxe a questão da prisão após condenação em segunda instância (“Governo defende revisão da prisão em segunda instância”). Faz todo sentido que assim seja, visto que o exame dos processos na terceira e última instância deveria se restringir ao respeito de aspectos constitucionais, onde reina ampla gama de recursos meramente protelatórios. Em se tratando de crimes de corrupção, mal que aflige a grande parte dos políticos, além de cumprir com o bom senso, a prisão após a condenação em segunda instância daria a exata medida que o País precisa para estancar essa prática que nos atrasa e aflige milhares de brasileiros.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

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UM PAÍS SÉRIO PARA NOSSOS FILHOS

Punição após segunda instância é mais consentânea com a morosidade de nosso sistema judicial. O juiz inicial e o tribunal de segunda instância examinam os fatos, se ocorreu mesmo e qual é o crime. Os tribunais superiores somente analisam a possível ocorrência de problemas quanto aos métodos e processos usados no julgamento até então. Criminosos notórios fazem os procedimentos se estenderem por décadas nos tribunais superiores, após seu crime ter sido demonstrado, protelando a condenação. Países desenvolvidos, que prezam suas instituições e o caráter de seu povo, iniciam a pena após primeira ou segunda instância. Depois, o condenado cumpre sua pena, e pode até contestar nos tribunais superiores se “foi tratado pelos julgadores com algum desrespeito aos métodos e processos institucionais”. Nossas esperanças ficam nas mãos de Rosa Weber e Alexandre de Moraes, para mantermos um mínimo de punibilidade a qualquer criminoso. Esperamos que decidam com a visão de estarem ou solidificando ou erodindo o país de seus filhos e netos. A História vai demonstrar, mais cedo ou mais tarde.

João Crestana jbat@torrear.com.br

São Paulo

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BRASIL, PARAÍSO DA IMPUNIDADE

O ativismo político exercido por ministros do Supremo Tribunal Federal vem surpreendendo a cada dia e muitas vezes extrapolando as atribuições que deles se esperam. Decisões como a que fatiou a Constituição cassando o mandato da ex-presidente Dilma, mas mantendo seus direitos políticos em 31/8/2016, foi mais um caso em que deveria se questionar se ministros da alta Corte se sentem acima do que determina a Constituição, podendo inclusive modificá-la ao sabor das conveniências. De lá para cá o número de extravagâncias, para dizer o mínimo, tem crescido de forma preocupante, seja quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu afastar o senador Aécio Neves do exercício das funções parlamentares colocando-o em recolhimento noturno, interferindo na alçada de outro poder ou quando o STF optou por extraditar o terrorista Cesare Battisti para seu país em 2009 e hoje concede liminar mantendo o homicida italiano livre do cumprimento da pena a que foi condenado na Itália, podendo até fugir do País até que o pleno do Supremo julgue o caso em 24 de outubro, descumprindo vergonhosamente um tratado com uma democracia ocidental amiga. A última estroinice suprema veio quando o ministro Lewandowski concedeu habeas corpus ao ex-vereador de Goiânia Amarildo Pereira, condenado em segunda instância a sete anos de prisão por peculato, abrindo um claro precedente para não prenderem Lula caso o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) confirme a sentença do juiz Sergio Moro. Enquanto isso, Lula e Cesare Battisti devem estar orgulhosos do Brasil, o paraíso da segurança jurídica – para terroristas e, claro, para corruptos!

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ABSURDO!

Em primeiro lugar, o presidente Temer quer! Por quê? Será que ele está pensando em 2019, quando deixar o governo? Primeira, segunda e terceira instâncias, para que servem? A última instância é o “STFzinho” onde 1 em 5 processos prescrevem! Não prendem ninguém e soltam todos! Correção: todos os ricos! Por que não se acaba com a Justiça de uma vez?

Fernando Chagas Pedrosa fchagasp@gmail.com

São Paulo

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INTERESSE PRÓPRIO

“Governo defende revisão da prisão em segunda instância.” Isso porque sabe que em 2019 vai trocar a faixa presidencial por um par de algemas.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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PASADENA

O Tribunal de Contas da União (TCU) decretou os bloqueios dos bens da ex-presidente Dilma Rousseff, assim como dos demais membros do Conselho de Administração da Petrobrás que decidiram pela aquisição da Refinaria de Pasadena, causando um prejuízo estimado em US$ 580 milhões aos cofres públicos. E o destaque do conselheiro relator não deixa dúvida nenhuma sobre a desastrada decisão daqueles conselheiros: “Os fatos aqui narrados não se configuram em prejuízos advindos de um risco negocial, inerente à tomada de decisão pelo administrador, mas sim em desídia, na medida em que os responsáveis não se valeram do devido cuidado para garantir decisões refletidas e informadas”. Socorri-me do mestre Antônio Houaiss para que não paire nenhuma dúvida sobre a severa decisão do TCU. O termo “desídia”, empregado pelo relator, tem como sinônimos, entre outros, falta de zelo, desleixo, negligência. O TCU chamou a atenção para o fato de que a diretoria da estatal apreciou a aquisição em um dia e o Conselho de Administração aprovou a aquisição no dia seguinte. Mais uma vez, a defesa da ex-presidente afirma que não há prova alguma de qualquer ilícito praticado. Declarou, ainda, que “nenhum dos membros do conselho tinha ligação política com o governo”, o que evidentemente não condiz com a verdade. O que a defesa da ex-presidente não aponta, por evidentes razões, é que todo servidor público, concursado, comissionado ou contratado, está sujeito ao Estatuto do Servidor Público, federal no caso, uma vez que a ex-presidente ocupava a presidência do referido conselho, como representante do governo federal. E o estatuto diz que a responsabilidade civil do servidor decorre de ato omissivo comissivo, doloso ou que resulto em prejuízo ao erário. Pasadena foi uma aquisição afoita e danosa. A defesa ainda alega que as avaliações jurídicas e financeiras foram consideradas íntegras e cabais. Ora, apenas no dia seguinte ao recebimento da documentação, os conselheiros não tiveram nenhum tempo em verificar a veracidade e a lisura do que ali lhes era apresentado. O relator do TCU foi feliz em sua definição, foi desídia, portanto, os conselheiros deverão ressarcir os cofres públicos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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TESTAMENTO

Foi só o TCU resolver punir os responsáveis por Pasadena que Lula já fala em testamento.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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OI, CAMPEÃ NACIONAL?

O caso envolvendo a Oi está próximo do fim, resta saber qual será o destino da operadora que, na era Lula, foi considerada uma gigante nacional das telecomunicações. Uma empresa que teve acesso facilitado aos recursos dos bancos públicos, com juros altamente atrativos enfrenta hoje o risco de ter sua falência decretada. O plano de recuperação apresentado na semana passada aos credores já foi rejeitado pelos maiores credores. Eles alegaram, em nota, que o plano favorece de maneira injusta e desproporcional aos atuais acionistas, os responsáveis pelo descalabro nas contas da quarta maior operadora do País. Uma empresa de telefonia cujo mercado de atuação é extremamente competitivo, como é o caso do mercado brasileiro, não poderia contrair uma dívida bilionária, quase impagável. Eles tiveram acesso aos generosos recursos do BNDES, assim como outras grandes empresas brasileiras, sob o pensamento idealizado pelo governo Lula de financiar empresas escolhidas a dedo e que, em princípio, seriam campeãs nacionais, uma espécie de gigantes verde-amarela. Agora, com o governo federal sem dinheiro, a operadora terá de se virar sozinha. A Oi está só com a Oi.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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QUEM NÃO TEM COMPETÊNCIA...

Salvar a Oi, se é que isso é possível, parcelando sua dívida bilionária em escandalosos 84 ou 120 meses, à custa do nosso dinheiro, através do sempre generoso BNDES, é um sonho de uma noite de verão. A Oi não conseguiu se manter nem mesmo cobrando de boa parcela da população de mais baixa renda tarifas absurdas por ligações pré-pagas, mais caras do que as pós-pagas, quando deveria ser o inverso, pois quem paga antecipado merece desconto. Vivemos uma época em que a minutagem no Brasil caminha para a extinção, pois hoje existem novas empresas, com boa cobertura, que permitem ligações para qualquer número de celular ou fixo por meros R$ 100 mensais, com internet inclusa. Isso sem falar na facilidade se comunicação através do programa WhatsApp, com o qual se fala com qualquer lugar do mundo, inclusive vendo o interlocutor e enviando-se arquivos. Vem muito a calhar aqui o velho ditado português: quem não tem competência não se estabelece.

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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SALVAR A OI?

Sobre o que deve ser feito com a operadora Oi: Oi... Tchau!

Marcos Gregório da Silva mgregoriosilva65@gmail.com

Osasco

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CONTA BILIONÁRIA

Perfeito o editorial sobre a empresa de telefonia Oi, na página A3 da edição de sábado (13/10). Como já falei aqui, apesar da Lava Jato, as operações nebulosas (para não falar falcatruas) continuam ocorrendo sem maiores receios dos envolvidos. Se a imprensa não publica, uma conta de alguns bilhões a ser paga pelos contribuintes vai passar despercebida. É preciso ficar em cima.

José Celidônio de M. Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

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CESARE BATTISTI

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar a Cesare Battisti para que ele não seja extraditado para a Itália. Pois é, ministro Fux, com tantos bandidos comuns e bandidos políticos que temos aqui, no nosso Brasil, acho que o senhor acha que não vai fazer diferença mais um, não é? Não bastam os bandidos brasileiros, temos de engolir os estrangeiros também?

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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EXTRADIÇÃO

Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, graças ao PT, principalmente a Lula e a Tarso Genro, vive muito bem no Brasil, não sabemos como, pois, como tradutor e escritor, duvido que teria dinheiro para construir uma casa e tentar atravessar a fronteira com a Bolívia com R$ 25 mil, pois sabemos que este país vizinho é famoso por um produto proibido e muito valioso no mercado. Além disso, quem banca seus advogados? Sinceramente, espero que Battisti seja extraditado e cumpra sua pena.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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POR QUE NÃO CUBA?

O comunista Cesare Battisti fugiu para o Brasil e, segundo afirmou, tinha outros amigos comunistas refugiados no Rio de Janeiro, aceitos por FHC e Lula, inobstante o acordo Brasil/Itália de extradição. Diz que escolheu um país de esquerda. Seria o caso de dizer-lhe, então, por que não fugiu para Cuba, onde teria muito mais amigos, e o paraíso comunista que queria implantar na Itália. Fica uma sugestão ao presidente Temer: descarte-o para Cuba.

Alpoim da S. Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NÃO QUER BATTISTI

​O criminoso italiano, apadrinhado de Lula, Cesare Battisti disse que sua prisão – quando pretendia fugir pela Bolívia – foi “fraudulenta”. Em entrevista AO “Estado”, afirmou com veemência que ele “entra e sai quando quiser do País” porque obteve o salvo conduto de outro criminoso, Lula, em 2010. Chegou a fornecer endereço errado, mas foi encontrado na cidade de Cananeia (SP). Aliás, Michel Temer já se posicionou a favor da extradição. Afinal, já temos muitos criminosos por aqui e não há razão para manter mais um, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FORA!

Com efeito, o Brasil dispensa criminosos e assassinos importados e condenados. Já bastam os nossos. Extradição, deportação ou expulsão já. Fora, Battisti! “Addio”!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA NO RIO

Relatório do Conselho Nacional do Ministério Público considera 60% ideal o efetivo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em contradição, o efetivo perdeu 3.805 policiais em dois anos por motivos diversos. Ora, logiquemos, se o efetivo é ideal, por que o banditismo se apropriou do Rio, impedindo as escolas públicas de funcionarem, obrigando o comércio a fechar as suas portas, e o cidadão não tem certeza de voltar vivo para casa? Existem vários elementos que dão nítida vantagem aos marginais: utilizam armas de grosso calibre que entram no País pelos milhares de quilômetros de fronteiras terrestres e marítimas, seu habitat oferece condições em que a logística e a solidariedade dos moradores pode ser considerada uma vantagem estratégica. Um dado social é relevante nesse protagonismo do crime: há uma forte vantagem do marginal sobre o policial militar, as comunidades são verdadeiros labirintos de becos e vielas que se constituem em seguros esconderijos. O policial militar, quando se defronta com os marginais, está pensando na mulher e nos filhos que o esperam de volta, enquanto, para o marginal, família é apenas um detalhe.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONTROLE DE ARMAS

Os Estados Unidos, a potência militar e econômica número um do mundo, não percebeu que o controle de armas é a causa de tragédias como a que aconteceu recentemente em Las Vegas. De fato, a sociedade americana, por exemplo, não tem o nível e a sofisticação das sociedades do Reino Unido e da França. Então, resta esperar que Mr. Trump deixe de fingir-se de morto e dê um exemplo para o mundo com relação à óbvia necessidade de controlar armas.

Jose Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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É VACA SAGRADA?

A Constituição norte-americana não é vaca sagrada intocável, pois alguns de seus artigos têm origem histórica no faroeste, não sendo aplicáveis hoje. Exemplos notórios são o direito de ter armas e o sistema de votação via delegados, e não pelo voto popular. No caso das armas, deu na carnificina em Las Vegas e vai dar mais, pois não faltam pessoas com problemas psicólogos. No caso das eleições, deu em Trump, e o mundo sofre!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DE LAS VEGAS

Dezenas de atiradores solitários provocaram centenas de mortes em mais de meio século nos Estados Unidos, desde o atirador da torre da Universidade do Texas, em Austin, em agosto de 1966. Os massacres se repetem e são incorporados por uma sociedade que tem apego às armas e à violência no cinema e nos videogames, que glorificam o modo de vida americano. As estatísticas são atualizadas de maneira rotineira. Os fatos são sempre tratados como isolados, e nunca como um problema nacional por causa do direito ao porte de armas. O massacre de Las Vegas não será a última tragédia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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QUE PAÍS É ESTE?

Como entender um país dito o mais adiantado do mundo, com uma economia de trilhões, universidades preferidas por todos mundo afora, mas que ainda permite que qualquer cidadão, mesmo ruim da cabeça, possa comprar até metralhadoras? E pior, o lobby das armas no Congresso americano é tão grande, tão poderoso que não esmorece nem mesmo com tantas matanças. Podemos dizer, em relação à falta de controle de armas nos Estados Unidos, que país é este?

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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HORÁRIO DE VERÃO

O horário de verão começou neste domingo, 15 de outubro. Esta é mais uma atitude equivocada do governo. A economia de energia é irrisória, diante dos enormes problemas advindos da troca de horário. Cada brasileiro economizará apenas R$ 0,20 por mês. Os R$ 51 milhões encontrados no apartamento de Geddel Vieira Lima, por exemplo, são equivalentes a 1/3 do total economizado no horário de verão. A mudança de horário provoca alterações no horário biológico das pessoas mais velhas, causando prejuízos à saúde. Enquanto o governo não encarar os sérios problemas do nosso país, continuaremos tapando o sol com peneira, fazendo de conta que está tudo sob controle.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FURTO

Sendo o tempo uma das commodities mais valiosas atualmente, considero a implantação deste horário de verão um furto de uma hora do meu patrimônio. E com consequências bem desagradáveis para o meu relógio biológico. Voto pela sua extinção, urgente!

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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