Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 03h00

IMPÉRIO DA LEI

Legalidade x moralismo

A bem da verdade, fica difícil não sentir um certo alívio por ter o Senado devolvido a cadeira de Aécio Neves e tê-lo liberado do recolhimento noturno, com perda do passaporte. Não porque não tenha cometido delitos, mas porque as penalidades impostas não foram aplicadas como manda a lei. Foram vistos ministros do STF em defesa do afastamento do senador usando critérios subjetivos, de caráter moral, como Luiz Fux e Roberto Barroso, quando o julgamento deveria ser focado no aspecto meramente jurídico. O grupo de ministros mais à esquerda, como são chamados, resolveu então, arbitrariamente e de forma previsível, confirmar as punições a Aécio, contrariando a Constituição federal, que é clara: só pode ser detido parlamentar que tenha cometido crime inafiançável, de gravidade excepcional, e em flagrante delito. Esse não é o caso de Aécio, que nem sequer foi investigado ainda, tampouco teve direito à defesa. Os juízes supremos avançaram sobre as prerrogativas do Senado, que, óbvio, se sentiu invadido e ameaçado em sua autonomia. Mas Aécio não foi absolvido, vai responder a processo, como manda a lei e como estão respondendo senadores como os já réus Gleisi Hoffmann, Renan Calheiros e outros. Enfim, restabeleceu-se a regra do bom senso que diz que não pode haver dois pesos e duas medidas.

ELIANA FRANÇA LEME

efelem@gmail.com

São Paulo

De fato, a votação no Senado que devolveu o mandato ao senador Aécio Neves nada tem que ver com a responsabilidade dele em eventuais ilícitos. Foi manifestação legítima de legalidade e de pleno respeito à Constituição. Pré-condenar alguém por achismos ou denúncias, sem o devido processo legal, significa resvalar para o perigoso terreno da ditadura. E isso tem sido de difícil compreensão não só para parte da opinião pública, como até mesmo para alguns ministros do STF.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Não amarelamos!

É ridículo o que vem acontecendo no Parlamento brasileiro. Os políticos e os partidos não se entendem. O “pessoal da toga” virou polícia: eles “cassaram” um senador da República, sem antecedentes criminais, e o mandaram para verdadeira prisão domiciliar. Porém, num gesto “humanitário” salvaram, depois do episódio na fronteira com a Bolívia, o criminoso italiano Cesare Battisti, decepcionando as autoridades italianas, que contavam com a extradição. Como se não bastasse, o PSOL articula a candidatura do líder das arruaças Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Está na hora de a “turma do verde e amarelo” sair às ruas e com todo vigor gritar que “não amarelamos!”.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Reincidentes

Depois que o ministro Ricardo Lewandowski aprontou aquela lambança no impeachment de Dilma Rousseff, a interpretação livre da Constituição brasileira está virando rotina no STF. Aliás, se o Direito brasileiro não acolhe a pena perpétua, a Constituição não devia acolher a tese de cargos vitalícios não sustentados por voto popular.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

IMPUNIDADES

No espaço público

Infelizmente, o que a mídia noticia todo dia é uma forma inusitada de impunidade no País. É no Judiciário – Lewandowski, rasgou a Constituição no caso do impedimento da Dilma, e o que aconteceu? Nada! É no Legislativo – simplesmente impossível enumerar, é um universo de impunidade, começa nas Câmaras Municipais, passa pelas Assembleias Legislativas e chega forte ao Senado e à Câmara dos Deputados; no nível federal, então, em vez de ser exceção, é a regra. No Executivo, nas três esferas – federal, estadual e municipal –, também é impossível enumerar, ainda que seja pelo critério do dano maior; são tantos que não há como apontá-los. Entretanto, como a Procuradoria-Geral da República está, ao menos na lei, na esfera do Poder Executivo, a dra. Raquel Dodge tem uma excelente, talvez única, oportunidade de, se não quebrar, ao menos interromper esse ciclo. O ex-procurador-geral Rodrigo Janot deve ser processado administrativa e penalmente por prevaricação. As provas estão, ululantes, na mídia. A omissão pode caracterizar crime. Então, que a dra. Raquel faça valer sua autoridade e determine que o dr. Janot seja processado.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Nunca foi constatado um nível tão baixo de qualidade, moralidade e representatividade na história do Legislativo brasileiro – seja federal, estadual ou municipal. Negam-nos o direito de sermos digna, objetiva e construtivamente representados. Nas ilhas de privilégios que criaram, graças à passividade do brasileiro, enterram o que resta do Brasil. É um desalento.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Agonia

No artigo Brasil agoniza na jaula ao relento (18/10, A2) José Nêumanne elucida de maneira cabal e satisfatória toda a trama que envolve a política nacional. Suas implicações, num efeito dominó devastador, se entranham de forma gigantesca em todos os setores da vida pública, chancelando uma miséria que se alastra em todos os campos, não dando alternativa senão a continuidade dela própria. Medidas, já há tempos consolidadas, como a de nomear por QI (quem indica) vêm de encontro a tudo o que se almeja alcançar de bom no “futuro que espelha sua grandeza” e nos engolfam na falta de saneamento básico, de saúde, de educação, etc., etc.

WALTER FORSTER

walter.forster759@terra.com.br

São Paulo

BNDES

Lavagem completa

Em entrevista levada ao ar ontem pela televisão, o juiz federal Sergio Moro avalia que a raiz da corrupção sistêmica, a ser atacada no seu fulcro, está no loteamento político de cargos de direção em empresas públicas. O exemplo da Petrobrás é emblemático. Muito a propósito, saiu nos jornais de ontem a disputa entre o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara pelo comando do BNDES, essa monumental caixa-preta movida a dinheiro público a serviço de interesses políticos. Critérios de competência, lisura e transparência parecem irrelevantes nessas obscuras articulações. No Brasil, lava jato já não basta. O País requer lavagem completa com motor, como se fazia em outros tempos.

CELSO L. P. MENDES

cpmconsult@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


AÉCIO DE VOLTA AO SENADO


O Senado mostrou que o corporativismo vale mais que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira, rejeitou a decisão daquela Corte que havia afastado Aécio Neves (PSDB-MG) de suas funções de senador e o obrigou ao recolhimento noturno. Na sessão, 26 senadores votaram pela manutenção da medida imposta pelo STF. Como o voto foi aberto, será que estes 26 senadores – a maioria com “telhado de vidro” – se esqueceram de que, amanhã, poderão estar na situação de Aécio Neves e que terão 44 votos também a favor da manutenção imposta?


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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ESFORÇO CONCENTRADO


Romero Jucá, “operado das tripas”, segundo Renan Calheiros; Paulo Bauer, hospitalizado por hipertensão; Ronaldo Caiado, com o ombro fraturado e em cadeira de rodas; mas, mesmo assim, todos compareceram ao Senado na terça-feira para votar a revogação das medidas cautelares impostas a Aécio Neves pelo STF. Um vistoso esforço concentrado para deliberar sobre um “relevante” assunto do interesse dos nossos congressistas. Que maravilha seria para o Brasil se os nossos políticos tivessem tanta dedicação para votar e deliberar sobre assuntos urgentes e relevantes do interesse do povo e do nosso país.


Marco Antônio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba


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SOLIDARIEDADE


Não foi surpresa a decisão do Senado sobre o mandato de Aécio Neves. Foi interessante notar a maneira “fina” que alguns senadores acharam para escapar da sessão (viagens) e a “dedicação” de outros que, mesmo enfermos, compareceram para votar. Não se brinca em matéria de solidariedade com os colegas!


Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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SALVAMENTO


Eu te salvo, tu me salvas, nós nos salvamos, eles (os eleitores enganados), oras, que se danem!


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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CORPORATIVISMO NO SENADO


Millôr Fernandes diria, se vivo fosse, que Aécio Neves conseguiu recuperar seu mandato e livrou-se das medidas restritivas que lhe foram impostas pelo Poder Judiciário, não por corporativismo, mas pelos votos de 44 “esprits du porcs”, seus pares no Senado. Autêntico “porcorativismo”, isso sim!


Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo


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COMPANHEIROS


Diante de um STF acovardado, como, por outros distintos motivos, bem disse o ex-presidente Lula; com uma presidente do Supremo vacilante, diante de pressões internas e externas; e mesmo sabendo que os eleitores sabem como votou cada senador, o Senado da República devolveu o mandato ao senador Aécio Neves, com o apoio de 44 “companheiros”, como podemos chamá-los. Estamos a um ano da eleição que vai escolher 2/3 dos senadores para os próximos quatro anos, é hora de os eleitores punirem, com a perda do mandato, aqueles que não souberam punir quem o mandato não soube respeitar.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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POR FAVOR, NÃO PERTURBEM


O império do crime mostrou as garras ao devolver o mandato ao criminoso confesso Aécio Neves. Cobrar e receber propina deixaram de ser crime e o STF não tem o direito de dar palpites nas ações das quadrilhas criminosas do Senado. Aécio Neves confessou que pediu e recebeu dinheiro sujo do maior pagador de propinas do mundo, Joesley Batista, mas isso não é suficiente, nada prova nada, nunca. O Brasil pode esquecer o afastamento de Temer e a prisão de Lula. O crime venceu, a corrupção ganhou de goleada, como sempre, e que ninguém mais se meta nos negócios do crime organizado que governa o País.


Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo


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AÉCIO E AS AVES DE RAPINA


Como que saídos de um sarcófago, vi na TV, na terça-feira, com tristeza profunda na alma, o rosto decadente dos senadores da República! Tipos como Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá e tantos outros atores zombeteiros e falastrões desta cômica e falida representatividade política que nos governa. São senhores de engenho, cangaceiros, mauricinhos, todos ali, misturados, enganando-nos desde sempre! Todos ali, aglutinados em partidos políticos prostituídos, negociando medidas provisórias, cargos, benefícios de toda espécie, caixas de dinheiro, caixa 2, comissões, camuflando  bunkers lotados de ouro, dólar, euros! Sórdidos personagens que enriquecem à custa de nossa miséria humana, à custa de um povo que morre esquecido nas filas dos hospitais falidos do SUS! Até quando, povo brasileiro, vamos permitir que zombem de nós?


Armando F. Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo


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INDIGNADOS


Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro e Mario Covas, em seu plano espiritual, devem estar indignados com como PSDB e PMDB se uniram para refundar o MDB do século passado para salvar senador que foi flagrado achacando agressivamente um empresário.


Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos


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SODOMA E GOMORRA


O Senado Federal e a Câmara dos Deputados fazem lembrar a passagem bíblica de Sodoma e Gomorra, cidades onde a devassidão e a dissolução dos costumes tiraram do sério o Criador. A ira divina varreu do mapa as duas cidades e suas populações, livrando apenas alguns poucos puros. Será que algum dia a ira popular conseguirá fazer igual limpeza?


Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@ol.com.br

São Paulo


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MANUAL


O Senado seguiu o manual, afinal, afastar um senador da República com base em gravações diabólicas não seria nada democrático. Na dúvida, seguiram o manual constitucional. Agora, quanto ao sangue da audiência dos rádios e TVs, rasguem o manual e derrubem o senador, que quase foi presidente, apoiado por muitos que hoje querem o seu sangue, transformado não em vinho, mas em ibope. O que não é a vida, não é mesmo?


Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos


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A DECISÃO DO SENADO


Em Roma, nos “idos de março”, os senadores apunhalaram o imperador Júlio César. Aqui, no Brasil, no dia 17/10, nossos senadores apunhalaram o Judiciário.


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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NÃO PARA POR AÍ


Não houve surpresa na decisão do Senado sobre a suspensão do mandato de Aécio Neves. Imperaram o “espírito de corpo” e o “rabo preso” dos nobres senadores. Raramente se produziu no Brasil um caso tão evidente de corrupção. Se Aécio precisava de um empréstimo, para que solicitá-lo a um personagem tão controverso como Joesley Batista? Dada sua posição, nenhum banco lhe recusaria tal empréstimo. Por outro lado, em se tratando de um empréstimo de Joesley e tendo o senador a intenção real de quitá-lo, por que não foi emitido nenhum documento, as populares “promissórias”? Um empréstimo do tipo “pague se quiser”, “pague se puder”, “pague quando puder”, “pague em pão de queijo”? Se o assunto parar neste estágio, quero crer que a Justiça brasileira, além de cega, é surda, muda e preconceituosa – só funciona contra os pobres.


Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo


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FIM DE CARREIRA


O que cimos na terça-feira, 17/10, foi mais uma lamentável, porém esperada, demonstração do corporativismo destes rabos presos do nosso ridículo Senado Federal! Mas não tem problema, não, primeiro porque a triste carreira do sr. Aécio Neves já estava acabada mesmo e, segundo, porque marcamos direitinho os nomes destes péssimos políticos para nos lembrarmos de cada um deles em 2018.  


Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

       

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DE VOLTA AO LEBLON


44 senadores votaram pelo fim da medida cautelar que não permitia a Aécio sair à noite, ao saberem que o boêmio senador mineiro fez promessa a Nossa Senhora Aparecida de que, se pudesse voltar a aparecer à noite nos bares do Leblon, ele renunciaria ao Senado!


Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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INDIGNOS


Foi com profundo pesar e descontentamento que recebi a notícia da manutenção de Aécio Neves no cargo de senador da República. Seus pares que o apoiaram e o próprio senador são, a meu ver, indignos do cargo que ocupam e envergonham as pessoas de bem deste país. A gravação da conversa de Aécio pedindo dinheiro a um reconhecido criminoso, num linguajar que imagino estarreceria sua mãe, é de tal ordem nojenta que sua manutenção no cargo faz com que atribuir-nos o pejo de uma República de Bananas seja até um elogio.


Oscar Seckler Muller Oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo


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MENSAGEM AOS BRASILEIROS


O Senado e a Suprema Corte disseram claramente a todos os brasileiros que um senador pode receber R$ 2 milhões em dinheiro vivo, a título de empréstimo, e continuar ocupando o seu cargo no Congresso. Está claro que nem todos são iguais perante a lei. Os parlamentares garantiram a impunidade, que tanto atrapalha o bom funcionamento do País.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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ESTADO DE DIREITO?


A votação no Senado em 17/10 confirma, mais uma vez, o estado de absoluto escárnio e desrespeito das Casas Legislativas para com a sociedade. De fato, não estão nem aí! Temos, na verdade, uma democracia de fachada. Todo o blá blá blá de Estado Democrático de Direito, de vontade popular por meio do voto, é tudo uma deslavada mentira, hipocrisia em estado puro. O que, na realidade, temos é um estado democrático do direito de mentir, de roubar e de ter direito à impunidade. E, caro leitor, não se engane: esqueça a sua esperança em 2018. Lá teremos mais do mesmo. Serão eleitas as mesmas raposas de hoje, que continuarão tomando conta do galinheiro, cuja conta nós pagamos. Mas não se preocupe, continue sentado no seu sofá e constatará que somos os verdadeiros detentores do poder nesta nossa exemplar “democracia”.


Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)


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NÃO MERECEMOS


O Senado Federal e Aécio Neves se merecem. Na verdade, toda a casta política deste país se merece. Mas nós, não! Muda tudo, já!


Fabio Cury fabio@cury.adv.br

São Paulo


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JULGAMENTO POPULAR


Políticos, salvo exceções, estão manobrando para se safarem de punições por práticas de ilícitos (“Estadão”, 18/10, A4 e A5). Assim procedendo, enlameiam a Casa a que pertencem e desrespeitam os seus eleitores e a população de maneira geral, a quem deveriam representar. Eles não têm o mínimo de recato e seus desmandos envergonham o povo decente de nosso país. Por enquanto, escapam, quero ver se conseguirão escapar do julgamento popular nas próximas eleições. De pronto, afirmo: não terão o meu voto!


Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André


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FAXINA


Depois desta do “Aecin”, quando se passou o recibo da venda da dignidade parlamentar, só resta ao povo fazer a faxina desta gente abjeta na hora de votar. Isso se sobrar ao brasileiro ânimo para sair de casa. A vergonha que cobre a Nação é imensurável.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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SENADORES


Veremos na próxima eleição se o voto deles é do povo.


Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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OS 44 VOTOS


Senador Aécio Neves, a opinião pública não mudou nada em relação ao vídeo gravado por Joesley. Agora, sabemos os nomes dos 44 senadores que comem na mesma gamela.


Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba


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TOMEMOS NOTA


O STF foi omisso, fraco e covarde. O Senado foi ativo, forte, irmanado (irmãos metralhas) e indecente. A quadrilha se protegendo. Anotem os nomes dos crápulas e nunca mais votem em nenhum deles.


João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho


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SUICÍDIO POLÍTICO


Quando seus partidários acharam que Aécio Neves é maior do que o PSDB, acabaram de cometer suicídio político. O partido merecia um futuro melhor.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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NÃO DÁ!


Se dos 44 votos favoráveis ao engavetamento da denúncia contra o senador Aécio Neves, 19 estão envolvidos na Lava Jato, quer dizer que os outros 25 senadores devem estar em vias de... Com certeza seus nomes, siglas, Estados, etc. serão divulgados nas redes sociais para que em 2018 a população saiba quem é quem naquela Casa. O Brasil está podre mesmo e para grande parte dos brasileiros, PSDB nunca mais. Esse partido nunca foi oposição séria, porque, se fosse, afastaria seu presidente do partido. Não dá para esquecer aquelas gravações divulgadas. Como eleitora de Aécio Neves que fui, não dá! Esta a diferença em relação a quem vota no PT: não temos preferência por bandido nenhum. Queremos moralidade na política brasileira. Só isso!


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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A GRAVAÇÃO


Não estou preocupado com o futuro de Aécio Neves. Não me interessam cambalachos em busca de dinheiro sujo. Escandalizou-me, entretanto, aquela gravação que captou a sua ameaça repugnante de homicídio: “(...) a gente mata antes de ele fazer delação”.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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COMO MUDAR?


O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que Aécio Neves não tem condições de presidir o partido, o PSDB. Se o senador estiver falando em condições morais, poucos as têm para ocupar cargos. Mas de que adianta reclamar, se no andar de baixo as pessoas dizem que, se lá estivessem, fariam o mesmo? Estamos remando contra a maré, depois do foro privilegiado, todos sem exceção buscam abrigo para se salvar. Enquanto seguimos acreditando em que só o voto pode mudar este país, ficamos sabendo de Estados onde os caciques continuam manobrando suas massas, prometendo esmolas. E, pior, as pessoas se vendem por miséria e aqueles que estão no governo se vendem por milhões. Como mudar essa situação?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CASO AÉCIO


Agora não restam mais dúvidas: locupletemo-nos todos!


Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo


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A IMAGEM DA COVARDIA


A emblemática foto de Luis Nova, na primeira página do “Estadão” de ontem (18/10), resume o momento político do Brasil: a face de uma criatura de olheiras com medo, acuada e covarde. Foto histórica!


Ataliba Monteiro de Moraes Filho ataliba@outlook.com

Araçatuba


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A MORTE DA LAVA JATO


Na semana passada o STF mandou a Lava Jato para a UTI. Na terça-feira, os senadores corruptos e bandidos acabaram de matá-la e a enterraram. Dos senadores que votaram a favor de Aécio Neves voltar ao seu mandato, 17 estão nas investigações da Lava Jato. Isso quer dizer que bandido ajuda bandido e a bandidagem vence. A nós, pobres brasileiros trabalhadores e pagadores de altíssimos impostos, só resta a indignação! É triste e desanimador.


Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André


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NOVIDADES


Todos os dias, novidades! Pode ser pior? Governo libera R$ 200 milhões em emendas por Aécio, aquele senador que levou R$ 2 milhões de propina, agora livre, leve e solto; conta de luz aumenta novamente; PIB cai 0,70% após dois meses de alta; Caixa segura crédito imobiliário por causa da escassez de recursos; BNDES pagou 20% a mais por ações da JBS. Amanhã, com certeza, tem mais.


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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CANSAÇO


Com as notícias desta semana – o patrimônio de dona Marisa Letícia (algo inatingível para quase todos os trabalhadores do País) e a votação no Senado sobre o caso Aécio Neves –, confesso que me cansei. Sou trabalhador da iniciativa privada, que corre o risco de demissão quase todo dia. Pago meus impostos em dia. Mas cansei de ser honesto. Quero viver, agora, como um bandido petista ou canalha peemedebista. Quero ser um servidor público corrupto e vagabundo. Quero ser empresário sonegador e corruptor. Viva o STF, porto seguro dos grandes picaretas do País! Viva a Justiça Eleitoral, comparsa de criminosos! Viva o crime organizado dos partidos políticos! Viva a Receita Federal, sócia da sonegação e de desvios! Vivam o funcionalismo público parasita e predador e seus órgãos perdulários e corruptos! Ser honesto no Brasil é um erro, humilhação e vergonha.


André Luis Coutinho  arcouti@uol.com.br

Campinas


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NUVENS NEGRAS


Como se já não bastasse a candidatura ultradireitista do verde-oliva Jair Bolsonaro em 2018, agora vem a “ameaça” do PSOL de lançar o incendiário líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, à Presidência da República. Como se vê, nuvens negras, raios e trovões prenunciam forte tempestade a caminho. Xô!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CABOS ELEITORAIS


Sobre a matéria “PSOL articula Boulos para Presidência” (18/10), informo não ser eleitor de Bolsonaro. Mas, com certeza, votarei nele num segundo turno entre Guilherme Boulos e Jair Bolsonaro (idem, é claro, se for Lula x Bolsonaro). O candidato da “extrema-direita” não poderia ter melhores cabos eleitorais.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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CURRÍCULO


“PSOL articula Boulos para Presidência.” O currículo dele é um retrato fiel da situação atual do País. Quanta insanidade, meu Deus!

  

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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DEMOCRACIA À MODA PETISTA


A nota de apoio divulgada no site do Partido dos Trabalhadores (PT) enaltecendo a vitória do PSUV nas eleições da Venezuela, partido de Nicolás Maduro, num pleito cercado de fortes suspeitas de fraude e intimidação contra os eleitores da oposição reforça a máxima: o preço da liberdade é a vigilância eterna. Por pouco o Brasil não trilhou esse perigoso caminho, que destruiu a democracia no país vizinho nos mandatos de Lula e Dilma Rousseff, quando tentaram implantar o modelo chavista de democracia, seja quando Lula aprovou o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), um programa do governo que pregava o controle social dos meios de comunicação – um eufemismo para a censura da imprensa – e a perda do direito à propriedade privada quando o proprietário de terras invadidas teria de se sentar à mesa de negociações com os invasores numa audiência coletiva sem a mediação do Judiciário, entre outras aberrações. A vocação do PT por ditaduras de esquerda não deixa dúvidas quando, em agosto de 2007, ajoelhado diante do ditador Fidel Castro em nome do governo Lula, Tarso Genro devolveu a Havana dois pugilistas que haviam abandonado a delegação cubana durante os Jogos Pan-Americanos, quando tentavam fugir para a Alemanha. Eles sonhavam com a liberdade quando foram capturados no interior do Rio de Janeiro pela Polícia Federal. Em 2010, o mesmo Tarso Genro, em parceria com o mesmo Lula, impediu que o terrorista Cesare Battisti fosse extraditado para a Itália e ali cumprisse a pena pelos quatro homicídios cometidos. Ao qualificar de “período ditatorial” a Itália democrática dos anos 70, Tarso assassinou a verdade histórica sem ficar ruborizado. Com a mesma placidez criminosa, o benfeitor de homicidas de estimação explicou que não fez com Battisti o que fizera com os pugilistas porque não faz sentido entregar um perseguido ao carrasco. Esse período infeliz da nossa história foi corrigido pela metade. Os dois pugilistas vivem hoje em liberdade. É hora de completar o serviço com a extradição do assassino Cesare Battisti.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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A CARTA DE MICHEL TEMER


O presidente Michel Temer gosta de escrever cartas de “desabafo”. Escreveu uma quando era vice para a presidente Dilma. Ficou atônito quando vazada. Hoje não sei se se tratou realmente de um vazamento ou algo mais elaborado. Agora, às vésperas da votação da segunda denúncia contra ele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), envia aos deputados uma carta dizendo-se vítima de uma “conspiração”. O presidente, desde que a gravação com o  criminoso Joesley Batista veio a público, não explicou o porquê de tê-lo recebido sem agendamento em sua residência. Nenhuma palavra sobre isso. Atacou somente os “conspiradores”. A quem deveria dar satisfações – os brasileiros a quem governa –, até hoje, não emitiu uma única palavra. Ou toma-nos por idiotas ou não há defesa para seu ato. Se o presidente acredita que mostrar-se vítima de conspiração (e sua carta pública dá em todos os veículos) angariaria apoio popular, engana-se. Torna-o patético. Desculpem-me os que pensam em conspiração. Se foi, ele entrou e admitiu ter se encontrado com Batista. A gravação foi periciada. Os diálogos foram aqueles mesmos. Qual a defesa? Dar corda ao criminoso? Se sabia ser ele criminoso, qual a razão de recebê-lo? Seria assim o presidente tão crédulo, tão inocente para não ver a “armação”? Sabemos que Temer não tem nada de crédulo, de Sassá Mutema. Está na política tempo suficiente. Inocência e credulidade não mantêm políticos. Tanto é que assistimos, desde a primeira denúncia, a uma sucessão de concessões de benesses aos deputados, que trocam qualquer voto por dinheiro e/ou cargos. Promete até mesmo o que não pode conceder, vende o futuro do País para manter o poder. Provavelmente,  será mantido no trono e dirá que o País poderá retomar o crescimento. Não vivemos numa democracia. Vivemos num balcão de negócios sórdidos em que os participantes pensam e agem visando somente à satisfação de seus objetivos pessoais e à perpetuação no poder. Precisamos urgentemente repensar todo o mundo político, tirá-los do Olimpo onde acreditam ser semideuses. A sociedade está farta de pagar pelos erros como se fosse essa sua obrigação.


Lúcia Helena Flaquer lucia.flaquer@fmail.com

São Paulo


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MALUF E A HONESTIDADE DE TEMER


Em seu discurso na sessão da CCJ, Paulo Maluf apregoou a honestidade de Temer, dissipando assim qualquer dúvida porventura existente a respeito.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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TEMER X MAIA


Leio na primeira página do “Estadão”: “Temer estuda trocar comando do BNDES para acalmar (Rodrigo) Maia.” E para “acalmar” o Brasil, excelentíssimo presidente Temer? Nada?


Annikki Lehto Gomes Pirjo pirjoannikkilg@gmail.com

São Paulo

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