Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 03h07

CONSTITUCIONALIDADE

Caso Aécio

Didático e oportuno o editorial A regra do jogo (19/7, A2), sobre o caso Aécio Neves. Com efeito, o STF errou e “para consertar” admitiu que a decisão deveria ser homologada – ou não – pelo Senado. Pois assim ordena a Constituição. E o Senado assim o fez, reafirmando o princípio constitucional de independência entre os Poderes de Estado. Todavia cabe agora ao Senado, por meio de sua Comissão de Ética, julgar o caso. Se não o fizer, estará deixando de cumprir o seu dever. Também constitucional.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

O que diz a Constituição?

Uma questão importante a ser colocada: de acordo com a Constituição de 1988, são representantes do povo brasileiro no Congresso deputados e senadores. Eles representariam nossos interesses, por conseguinte, todas as suas propostas e ações estariam direcionadas a esse importante mister. O que se vê, porém, no Brasil atual, é que o papel importantíssimo desses senhores e senhoras eleitos como nossos representantes está sendo direcionado para outros interesses, completamente opostos e em total desacordo com os ditames da nossa Carta Magna. Antes de representarem o povo brasileiro, deputados e senadores atendem a interesses ou partidários ou particulares, formando uma estranha casta totalmente desvinculada aos interesses da Nação. Sendo assim e vivendo numa democracia, embora com características peculiares e eivada de objetivos particularistas, o que diz a Constituição no caso de o povo, para quem foi redigida, não ser representado como deveria? Qual a sugestão apontada? Adianta reclamar nas ruas e nas redes sociais para ouvidos moucos? Devemos apenas contemplar, com desespero, nosso dinheiro suado escoando pelos esgotos dos crimes e assistir à absolvição dos criminosos ou à abertura de um imenso guarda-chuva de proteção, procrastinando para um futuro incerto os julgamentos? A esse respeito a Constituição não diz nada? Vamos esperar as próximas eleições e votar em outros representantes, que podem repetir o mesmo, já que está dando certo para eles? Ou mudar a Constituição, fazendo com que aqueles que representem o povo brasileiro sejam forçados a desempenhar seu papel com dignidade e lisura, cumprindo fielmente seus objetivos? Se assim não for, deveriam ser obrigados, por força de lei, a ceder o lugar a outro que compreenda e aceite o sacrifício de servir ao País com dignidade e respeito por quem representa.

REGINA ULHÔA CINTRA

reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

PLANOS DE SAÚDE

Aumento para idosos

Como o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) – na sigla do seu partido o S significa social – tem coragem de apresentar um relatório para reformular a Lei dos Planos de Saúde (19/10, A14), com o único objetivo de retirar a proibição de aumentos de mensalidade após os 60 anos? Por que o deputado e seu partido não pensam em melhorar o atendimento do SUS e de outras entidades públicas, em vez de prejudicar os idosos com essa proposta indecente? O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apoia. E eu pergunto: em que país esses senhores vivem? Os idosos são apenas 13% dos clientes dos planos, os outros 87% são de menores de 60 anos, que os usam pouco. E os planos dão lucro, sim, haja vista que o mais novo que apareceu no mercado para os idosos, mesmo com valores acessíveis, teve enorme retorno e até forçou a volta ao mercado da cobertura individual.

TANIA TAVARES DE MATTOS

taniatma@hotmail.com

São Paulo

A alegação do deputado tucano para essa mudança é “favorecer” os idosos, que com a atual legislação sofrem um grande porcentual de aumento aos 59 anos, última idade em que o reajuste é permitido, passando esse porcentual a ser parcelado e aplicado em etapas, a cada cinco anos (aos 59, depois aos 64 anos de idade, etc.). Isso está me cheirando ao mesmo que aconteceu com a permissão para as empresas aéreas cobrarem pelas bagagens, visando ao barateamento das passagens, sob a alegação que isso estava sendo feito em “benefício” do consumidor. E o que vemos é, além das bagagens cobradas, um aumento generalizado nas passagens aéreas.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Soluções simplistas

Em pleno século 21, com tantas novas tecnologias já disponíveis, por que não estão buscando soluções mais inovadoras e inteligentes para aprimorar a gestão dos planos de saúde de forma mais disruptiva, sistêmica e equânime? É muito simples: é muito mais fácil partir diretamente para velhas, indolentes e simplistas fórmulas de aumento da receita, mesmo violentando o Estatuto do Idoso, e redução das coberturas, visando a gerar novas subclasses de usuários. Lamentável, para dizer o mínimo!

CARLOS CARDOSO

santhacar@uol.com.br

São Paulo

Sinistralidade

O motivo de as grandes operadoras de saúde não negociarem mais planos para a pessoa física – cujo aumento anual (13,55% este ano) é fixado pelo governo – é a “sinistralidade”. As empresas do setor ficam à mercê do que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece e não conseguem repassar esse fator nos aumentos. Antes de 2012 os planos “PME até 30 vidas” eram reajustados pelo CNPJ, tornando muitas vezes inviável uma renovação conforme a sinistralidade no período de 12 meses, mas a partir de outubro de 2012 a ANS determinou que os reajustes fossem feitos por toda a carteira da operadora contratada, diluindo o risco de a sinistralidade ser grande. A facilidade de abrir uma empresa individual, possibilitando que grupos familiares tivessem seu plano de saúde configurado como empresarial, com valores menores que os planos pessoa física, bem como por adesão de entidade de classe, foi determinante na explosão de vendas desses planos, e também na restrição de oferta de planos pessoa física. A opção que sobrou para uma pessoa fazer seu plano individual é este ser por adesão de entidade de classe, em que há necessidade de filiação a determinada entidade. Acontece que nos planos por adesão há também no cálculo do reajuste anual a sinistralidade da carteira, feito pela entidade de classe à qual o beneficiário está filiado, e por causa disso houve casos este ano de 25%de aumento. Uma forma de as operadoras procurarem controlar essa sinistralidade é por meio de suas juntas médicas, que analisam se determinados procedimentos podem ser evitados recorrendo a outros tipos de tratamento, menos dispendiosos, conforme reportagem elucidativa da jornalista Fabiana Cambricoli, na edição de 17/10 do Estadão, Planos rejeitam até 30% das indicações de cirurgia após reavaliação.

ALBERTO SOUZA DANEU

curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

“Que balança o STF terá usado na ocasião para afastar Aécio, que nem réu é, e não afasta do cargo, por exemplo, Gleisi Hoffmann, essa, sim, já declarada ré na Lava Jato?”

PAULO R. KHERLAKIAN / SÃO PAULO, SOBRE PESOS E MEDIDAS 

paulokherlakian@uol.com.br

“Quem disse que políticos não tomam conhecimento do povo? Claro que tomam, infelizmente, para prejudicar...”

SHIRLEY SCHREIER / SÃO PAULO, SOBRE A PROPOSTA DE AUMENTO DOS PLANOS DE SAÚDE PARA IDOSOS ACIMA DOS 60 ANOS

schreier@iq.usp.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A VOZ DO POVO JÁ ERA! 

Na semana passada houve grita geral nas redes sociais para que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantivesse a decisão que afastou o senador Aécio Neves e determinou o seu recolhimento domiciliar noturno. Manifestações em vão: por 6 votos a 5, o plenário decidiu que o Congresso pode reverter medida contra parlamentar e devolveu o "pepino", Aécio, ao Senado para decidir o seu futuro. Na votação de 17/10, a operação "uma mão lava a outra" funcionou direitinho e, por 44 votos favoráveis - destes, 19 visados pela Lava Jato - e 26 contrários, Aécio foi reconduzido ao cargo. Protestos ao vento novamente. A próxima "batalha" será na Câmara, com o julgamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Também haverá protestos, porém menos intensos, pois de antemão o resultado já é sabido. Temer será o vencedor é cumprirá o mandato até fim. Comecei este texto com uma decisão decepcionante da Suprema Corte, mas, como "uma desgraça nunca vem só", a prisão em segunda instância, aprovada em outubro de 2016, por 6 a 5, voltará em breve a ser analisada em plenário. Além da Presidência da República, que já opinou favoravelmente à revisão, Câmara e Senado, é claro, seguirão o Planalto. E, como um ministro que votou a favor, Gilmar Mandes, de acordo com suas manifestações, fora de hora, mudará o voto, "adeus viola". Mais uma tungada na opinião pública! Com a "vênia" do Todo Poderoso, acredito que o ditado popular "a voz do povo é a voz de Deus", pelo menos no Brasil, está ultrapassado

Sérgio Dafré segio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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LÓGICA

O Brasil tem grandes filósofos e matemáticos especialistas em lógica que são reconhecidos internacionalmente. Na quarta-feira, ouvindo os senhores deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) discutir a segunda denúncia contra o presidente Temer - quando foi aprovado parecer pela rejeição da denúncia -, penso que poderia resumir o discurso de um bom número deles da seguinte forma: somos a favor da mais profunda e radical investigação dos fatos e reconhecemos que existem provas contundentes, até em excesso, poderíamos dizer, mas por outro lado somos em nome da justiça, da democracia e da Constituição absolutamente contra a condenação dos culpados! Será que nossos ilustres lógicos poderiam explicar essa conclusão à população?

Elias M. da Rocha Barros erbarro@terra.com.br

São Paulo

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PALHAÇADA NA CCJ

Assistindo à sessão na CCJ da Câmara dos Deputados para analisar a segunda denúncia contra Michel Temer, lembrei-me da Escolinha do Professor Raimundo. Tínhamos o deputado Seu Boneco, cujo personagem costumava "ir para a galera" (TVs), a exemplo de um deputado paulista, Major Olímpio. Tínhamos os "Rolando Leros", os "Aldemar Vigários", "Dona Pureza" e outros personagens criados pelo saudoso Chico Anísio. A turma da oposição continua a exibir aqueles cartazes ridículos, como se fossem colegiais reclamando do diretor da escola. Esses deputados, cada vez mais, denigrem o já desrespeitado poder politico, transformando um poder (Legislativo) numa verdadeira casa da mãe Joana. Portanto, parem com esta palhaçada e respeitem seus eleitores.

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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GRANA CURTA?

Esperava 42 votos, mas foram 39 a favor de Michel Temer na CCJ. Parece que a grana está curta... Ou está guardada para o plenário?

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

Sao Paulo

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VITÓRIA DA IMPUNIDADE

O presidente Temer, ao ter enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação a favor da revisão da possibilidade de cumprimento da pena após condenação em segunda instância, congelou aquela vibração que tomou conta do País quando o STF, em outubro de 2016, decidiu pela possibilidade de início da prisão após recursos de segundo grau, já que punha fim à causa da impunidade de réus dirigentes políticos com foro privilegiado, condenados, mas que iam de recursos em recursos de espertos e caros advogados até a prescrição do processo.

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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PRISÃO APÓS 2.ª INSTÂNCIA

Se o STF vier a modificar o que já havia decidido e passar a entender que o réu só pode começar a cumprir pena a partir do trânsito em julgado, teremos o indefectível Luiz Inácio Lula da Silva como "o maior cabo eleitoral que o Brasil já viu nas próximas eleições". Tal fato ensejará a eleição de um sem números de adeptos do "quanto pior, melhor" e continuaremos sendo assombrados por este quase fantasma, independentemente de sua condenação. 

Sérgio Eleutério eleuterio.se@gmail.com

São Paulo

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O FIM DA LAVA JATO

Nosso país está muito distante de ser um país justo. Não bastasse a excrescência do foro privilegiado, que assegura impunidade a detentores de cargos públicos, agora querem rever a decisão que permitiu punir ricos e poderosos envolvidos em corrupção. Se tal absurdo ocorrer, é o fim da Lava Jato. Os cidadãos honestos deste país não podem deixar que isso aconteça.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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JUSTIÇA NO BRASIL

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são contra a aplicação de pena após o julgamento em segunda instância, por razões muito simples. Nunca os advogados ganharam tanto dinheiro com o julgamento dos políticos como atualmente. Também por considerarem ser mais provável o sucesso pela demora do julgamento na última instância, que leva, muitas vezes, à prescrição do crime. 

José Olinto O. Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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TÁBUA DE SALVAÇÃO

Se existe algum golpe em curso, sem dúvida nenhuma, é este da segunda instância. Uma manobra jurídica que tem o endereço certo: beneficiar os poderosos com prisão iminente. Lamentavelmente, nosso país está aparelhado para atender aos interesses de criminosos que têm, na instância maior do Judiciário brasileiro, sua tábua de salvação, com peças cuidadosamente escolhidas para atender às suas necessidades. O que se vê nas ruas são pessoas apostando em quem determinado ministro irá votar, com um altíssimo índice de acerto, lastreado por indicações previamente acordadas ou por outros interesses eminentemente políticos. Pobre país que tem seu comando contaminado pelo que há de pior na política: a falta de compromisso com seu povo.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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PRESSÃO

 

Nesta disputa jurídica entre aplicar a pena ou não aos réus condenados em segunda instância, eu considero que o Poder Judiciário tem a obrigação de informar à população brasileira: num apanhado histórico de todos os julgamentos já finalizados, quantos determinaram condenação em primeira e em segunda instâncias, com reversão em absolvição na última? Conhecermos essa simples proporção nos daria a real expectativa de erro ao aplicar a sentença condenatória em segunda instância. Desconheço essa proporção, referente aos processos em que se acumularam erros de julgamento nas duas primeiras instâncias, mas é de esperar que o número seja muito baixo e, nestes casos, que a lei determine indenização condizente com o prejuízo causado, e que haja locais diferenciados para encaminhamento dos casos com pena de reclusão. Mas de uma coisa podemos ter certeza: toda a nação lulopetista, para salvar Lula da possível condenação em segunda instância, vai pressionar ao máximo para que o STF altere o seu próprio entendimento atual sobre a matéria, que manda aplicar a pena nas condenações em segunda instância.

 

Euvaldo Rebouças Pereira de Almeida euvaldo@uol.com.br

São Paulo

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LULA VAI ÀS RUAS

Lula disse que vai percorrer 12 cidades de Minas Gerais com o objetivo de analisar o Brasil que cresceu com as conquistas sociais e que hoje passa por um retrocesso. Lula deveria lembrar-se da carta que Antonio Palocci divulgou, na qual disse com todas as letras o porquê do retrocesso: "Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais honesto do país', enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!!) são atribuídos à dona Marisa? Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo e a dissociar-se definitivamente, do menino retirante para navegar no terreno pantanoso do sucesso sem crítica do 'tudo pode', do poder sem limites". Enfim, o homem mais "onesto" do País vai às ruas. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CARA DE PAU

Lula, sempre ele, inteligente e falador, disse que Aécio Neves levou um tiro de garrucha, O "cara" realmente é um tremendo cara de pau. Ele mesmo, dias atrás, disse que estava "lascado", mas ainda tem a coragem de falar do outro? E o pior: nada fala sobre a ética senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já está com processo no STF e já deveria estar presa ou ter perdido o mandato. Lula, por favor, por que não "te calas"? Tu falas muito e quem fala muito, em geral, fala besteira. 

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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ÓDIO DISSEMINADO

Lula diz que Aécio "plantou ódio e está colhendo tempestade". O velha mantra petista: pratica o ato e imputa aos outros. Foi Lula que dividiu o País entre "nóis" e "eles", disseminando o ódio como nunca antes visto na história deste país. Fique tranquilo, Lula, tua tempestade "perfeita" está chegando...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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COMO QUEREMOS O BRASIL?

O Brasil da era Lula e atualmente pode ser comparado a um lar de classe média mantido por uma belíssima jovem que se prostitui. A família vive muito bem, carros novos, roupas caras e boa alimentação. Num certo momento, chega a hora de a jovem decidir seu futuro, e ela decide mudar de vida, encontrar um emprego, retomar os estudos, mas a família se desespera com o futuro sem os altos rendimentos da jovem e, imaginem, todos devem procurar um emprego... O País precisa mudar a forma de "sobreviver", parar com o mercado de compra e venda de parlamentares pela iniciativa privada, privatizar as estatais que são cabides de emprego (todas) e endurecer as leis com punição rápida e efetiva para corruptos e corruptores, acabar com a prostituição entre o público e privado. Assim como para a jovem o tempo está passando e só vemos crescer a imoralidade e a impunidade, a solução está nas mãos do povo em 2018: tirar o que não presta e renovar a política brasileira. É difícil, pois quem faz as leis são os que as manipulam e se perpetuam no poder. Mas é preciso mudar!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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INSENSIBILIDADE E POLITICAGEM

Todos os dias só vemos e ouvimos políticos de todos as esferas de governo discutindo o cumprimento da Constituição brasileira e outras matérias (como faziam os escribas e fariseus no tempo de Jesus Cristo, que seguiam rigorosamente as leis, não se importando com os seres humanos), falando palavras bonitas e técnicas e ninguém se preocupando com os 13 milhões de desempregados e com o custo de vida alto, principalmente no segmento de alimentos nos supermercados, e o ser humano é obrigado a alimentar-se em média três vezes por dia, sem contar com as contas públicas que somos obrigados a pagar. Quantas vezes o apresentador Boris Casoy falou a frase "isto é uma vergonha", referindo-se à atuação dos governantes, e o humorista Jô Soares com o quadro "que país é este?"? Quando é que este país vai igualar-se aos países europeus e outros na seriedade e na Justiça? 

Ibrahim Georges Skaf ibrahimacskaf@gmail.com

São Paulo 

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'GUERNICA'

Tristes e criativos tempos. José Neumanne, até então, jornalista, poeta e escritor, com "Brasil agoniza na jaula ao relento" ("Estadão", 18/10, A2), torna-se pintor de nossa "Guernica" brasiliense.

 

Roberto de M. Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba

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DESALENTO

Na edição de terça-feira (17/10) do "Estadão", deparei-me com o conteúdo de colunas, artigo e editoriais, que, em síntese, na minha opinião, explicam a atual situação de descalabro geral que o País vive, com consequência sobre a autoestima da população em geral, apática. Em "Não à idolatria dos holofotes", artigo de Aloísio de Toledo Cesar (A2), destaco a menção à vaidade pessoal de Rodrigo Janot, no ímpeto de condenar o presidente Michel Temer, sem seguir à risca o rito processual. "Os bonecos e os ventríloquos", de Flávio Tavares (A2), com análise consistente do histórico da corrupção no Brasil e a omissão da sociedade. "Torpezas e vilezas", de Eliane Cantanhêde (A6), que, entre outras considerações, faz referência à operação da Polícia Federal contra o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, na busca da origem dos R$ 51 milhões apreendidos em 5 de setembro. Aqui minha indignação: somente agora, 40 dias depois? Afinal, são R$ 51 milhões, e não uma bagatela qualquer... Já era assunto para estar esclarecido e divulgado para a sociedade. "Mais que um descuido", editorial (A3), mencionava as leviandades protagonizadas pela Câmara dos Deputados e pelo STF na divulgação do vídeo com depoimentos de Lúcio Funaro que estavam sob sigilo, na denúncia contra Michel Temer. O editorial registra oportunamente em seu final: "(...) fica patente mais uma vez a importância que as autoridades, de todos os poderes, realizem conscienciosamente suas tarefas institucionais". Destaco que tudo aqui mencionado decorre da busca obsessiva destas autoridades pela atuação leviana e irresponsável, na contramão do recomendado no editorial, empenhadas que estão em manter um estado permanente de caos político-institucional no País, que se fomenta a cada nova ocorrência. Talvez o alento econômico mencionado no editorial "Pobres saem do sufoco" explique estas atitudes anti-Brasil, pois a estas autoridades, não se sabe com qual objetivo, parece não interessar esta tênue, porém bem-vinda, melhoria. Fica o risco de, na continuidade dessa situação, a apatia da sociedade se transformar rapidamente em descrédito contra tudo. Daí para partir para comportamentos agressivos é um passo, assim como para descambar no caos geral.

Silvestre Levi Sampaio silvestrelevi@ymail.com

São Paulo

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'OS BONECOS E OS VENTRÍLOQUOS'

O jornalista Flávio Tavares, que garante que nossas elites são "fúteis ou corrompidas", esqueceu de estabelecer a conotação do termo "elite". Seria a mesma "classe média", que a filósofa (?) Marilena Chauí definiu como "uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta e é uma abominação cognitiva porque é ignorante". Esta é a elite a que se reporta o autor do artigo "Os bonecos e os ventríloquos" ("Estadão", 17/10).

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL

Trabalho escravo, Aécio e Temer livres, retrocesso ao capitalismo do século 19... o deboche dos golpistas está chegando ao clímax!

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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AÉCIO NEVES

Os brasileiros estão cansados de política. Apesar de sabermos que não podemos esperar muita coisa dos políticos, que só votam em beneficio próprio, é desanimador quando assistimos a estes corruptos votando a favor de alguém que é o corrupto e até fala em "matar" delatores. É triste saber que corruptos como o senador Aécio Neves estão vencendo. Pobres de nós, brasileiros honestos e trabalhadores, que estamos nas mãos desses políticos corruptos!

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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'A REGRA DO JOGO'

O editorial "A regra do jogo" (19/10, A3) é muito claro, mas faltou considerar que não está havendo justiça para os corruptos com foro privilegiado, cujas acusações não andam. Até agora, nenhum foi julgado e duvida-se de que o sejam. Fala-se em prescrições inúmeras. Daí se pode entender a descrença na Justiça e até as manifestações de inconformismo com o caso Aécio Neves. É óbvio que ele morrerá de velho sem que as acusações ultrafundamentadas contra sua pessoa sejam apreciadas por um julgador. 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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COMO É A CARA DA JUSTIÇA?

Senadores votaram para salvar Aécio do afastamento de seu cargo de senador e maioria da CCJ aprova relatório de Bonifácio de Andrada a favor de Temer. Mesmo que esperado esse resultado, porque vergonha na cara ali passa longe, sempre nos enoja! O triste mesmo, e desesperador, é realizar um STF acovardado? Mancomunado? Que não percebe a gravidade de suas decisões para os rumos do País? O Brasil tem jeito, acredito nisso. A duras penas. Só nós sabemos! Como é difícil, como é estressante esperar pela justiça no nosso Brasil! Como é angustiante desconhecer a justiça de fato!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL, SÓ PARA PROFISSIONAIS

O Brasil não é para principiantes, como dizia o compositor e maestro Antonio Carlos Jobim. Resumo da ópera: Temer na Presidência da República até o fim do mandato em dezembro de 2018, com aval do Congresso Nacional, Aécio absolvido por seus pares do Senado e Lula livre do xilindró pelos ministros do STF. O resto é quiproquó, jogo de cena.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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SALVAÇÃO MÚTUA

A propósito do desavergonhado troca-troca entre Temer e Aécio, cada qual salvando o outro da degola, cabe a pergunta: alguém compraria um carro usado de qualquer um deles?!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESUMO

Tem tanta coisa errada no caso do senador Aécio Neves que é preciso fazer um resumo: Aécio admitiu que, sim, se reuniu com Joesley Batista, a conversa foi gravada pelo suspeitíssimo empresário. Aécio admitiu que pediu e recebeu milhões de reais em dinheiro vivo do empresário, de forma ilegal e não declarada. Aécio admitiu que envolveu membros de sua família na operação, o que caracteriza a formação de uma organização criminosa. O conselho de ética do Senado se recusou a cumprir o seu dever e arquivou sem ler o caso, apesar das acachapantes evidências de ilegalidades, apesar de a irmã e o primo do senador terem sido presos. É importante observar que o afastamento do senador do cargo não significa julgamento nem condenação. O Supremo Tribunal Federal se embananou todo quando poderia ter colocado um paradeiro na palhaçada em que se transformou a política no Brasil. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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'FAKE NEWS'

A propósito do papel da imprensa na crise, faço duas considerações: a primeira, a foto do "Aécio" que não é o Aécio na capa dos jornais de quarta-feira (18/10); e a segunda, em tempo de estar estimando os lucros por especulação financeira no dólar e nas ações da JBS, ninguém fala que quem sabia, exatamente, a data em que estouraria a bomba da delação de Joesley, gerando altas no dólar e quedas nas ações da JBS, era o jornal que publicou a matéria bombástica e indevida, pelo que se viu depois... Se os ganhos foram só de Joesley, alguém perdeu feio a oportunidade. Acredite, se quiser!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O SUPREMO E O BANDITISMO

Magistral o artigo de José Nêumanne ("Brasil agoniza na jaula ao relento", 19/10, A2), jornalista de fino trato e estofo moral e coragem ímpar ao trazer a verdade dura, crua e nua da podridão malcheirosa que jorra do Planalto. Pena que, como tantos bons brasileiros, nem sequer é ouvido. Quando todos os princípios da justiça, da moral e da ética são horrivelmente calcados aos pés sobre o império da desonestidade, como esta que hoje corre por estas bandas, pouco nos resta de esperança. E essa pouca esperança se desfaz quando a toga se bandeia para a política, em seu sentido mais cavernoso e caviloso. Nem todos, graças ao anjo que guarda o Brasil, alguns ministros da Suprema Corte têm a toga presa com a banda podre. Induvidoso que o texto constitucional diz com todas as letras que senadores e deputados são submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal (Art. 53 §1.º); que "não poderão ser presos" (§2.º). Ora, confundir presos com "medida cautelar" é deturpar o texto. Onde a lei não distingue, onde ela é restritiva e pontual, o intérprete não lhe pode estender o sentido para outras interpretações que não figuram no texto. Lei que se tranca em "numerus clausus", o intérprete não lhe pode avançar o texto e mudar a placa da restrição. Inequívoco e lamentável o "erro" do Supremo. Fosse qualquer outro que não o sr. Michel Temer e o sr. Aécio Neves, a decisão teria sido outra - tal qual quanto às de Delcídio Amaral e Eduardo Cunha.

 

Antônio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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PODER INFINITO

Se o eleitor votou num político ladrão, não é a obrigação da Justiça corrigir? Ou, para o STF, elegeu, vai ter de engolir?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GRANDES TEMAS NO STF

O "Supremo Tolerante Federal" irá julgar se pode ou não pode vender cigarro com sabor. É como se dizia: o uso do pito acaba entortando o beiço...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CABEÇA DESOCUPADA

Meu avô já dizia que cabeça desocupada é oficina do diabo. Como o STF não tem nada para julgar e acho que outros desembargadores e juízes também não, ficam cuidando de casos como o de Cesare Battisti e, ainda, outros ficam tentando devolver Robson Marinho ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), como se fosse um limpo como o menino Aécio. Parem com isso. Vão arrumar casos mais prementes para ocupar o cérebro.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

 

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