Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2017 | 03h00

ESTADO X NAÇÃO

Trabalho escravo

Fiquei estarrecido ao ler na Coluna do Estadão de ontem que a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, em alentado documento de 207 páginas, afirma “sem sombra de dúvidas” que exerce trabalho escravo por não lhe ser permitido acumular seus proventos de desembargadora aposentada, R$ 30.471,10, com os de titular daquela pasta, o que atingiria R$ 61,4 mil. Acima, portanto, do teto constitucional de R$ 33,7 mil, salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas insuficiente para a sra. Luislinda pagar suas contas. Em que mundo viverá a sra. ministra? Não é onde vive a quase totalidade dos brasileiros. Fico com uma dúvida terrível: será a sra. ministra um caso isolado na corte governante ou haverá outros com tal pensamento? Pobre povo brasileiro, que sofre todas as agruras possíveis e é governado por gente assim.

AFFONSO MARIA LIMA MOREL

affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

Para a ilustre ministra, R$ 33,5 mil por mês, mais carro com motorista, jatinhos, cartão corporativo e residência funcional caracterizam trabalho escravo. Que vergonha a argumentação da dra. Luislinda Valois, na tentativa de dobrar sua já polpuda renda. É muita ganância!

FERNANDO VERSIANI DOS ANJOS

fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte

Se ter carro com motorista, cartão corporativo, imóvel funcional e salário de R$ 31 mil, além de usar jatinho da FAB, for considerado trabalho escravo, os milhões de desempregados também querem ser “escravos” como a coitadinha da ministra, né?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Capistrano de Abreu

Foram 207 páginas para reclamar que só pode ficar com R$ 33,7 mil do total de R$ 61,4 mil de rendas pretendidas. O governo, diante de tamanho despautério, deveria responder lembrando o historiador Capistrano de Abreu, que sugeriu que nossa Constituição deveria ter apenas dois artigos: “Artigo 1.º – Todo brasileiro deve ter vergonha na cara. Artigo 2.º – Revogam-se as disposições em contrário”.

ANTÔNIO JÁCOMO FELIPUCCI

annafelipucci@hotmail.com

Batatais

Pede pra sair

Tenho uma sugestão para a ministra se livrar do seu trabalho escravizante e mal remunerado: peça demissão e vá para casa usufruir a sua gorda aposentadoria. Assim, ganha a sra. Luislinda e ganha o Brasil.

AGOSTINHO SEBASTIÃO SPÍNOLA

agosto.spinola@uol.com.br

São Paulo

Privilégios

A ministra Luislinda exemplifica bem a mentalidade de políticos e servidores públicos: na moita, devo buscar o máximo de privilégios possíveis, mesmo que contra a lei. O problema só “aparece” quando são descobertos com a boca na botija. Aí todos se comportam como a alma mais honesta: não sabiam, não fizeram nada ilegal, etc., etc...

ELY WEINSTEIN

lyw@terra.com.br

São Paulo

Teto salarial

O salário-teto para servidores públicos está em torno de R$ 33 mil. Quem recebe esse teto não deveria receber mais nenhum adicional, seja quem for, da ativa ou aposentado. Esse valor deveria valer também para o presidente, os governadores, prefeitos, deputados, senadores, ministros e todos os ligados às funções públicas. Só as despesas com representação, no País ou no exterior, deveriam ser ressarcidas. Quanto economizaria o País se esse critério fosse adotado para toda função pública?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Atitude egocêntrica

Tive a oportunidade de trabalhar em serviço público por um tempo e testemunhei o comportamento da maioria dos servidores: trabalham o estritamente necessário, sentem-se protegidos pela máquina pública, que lhes assegura o emprego (demissão só por justíssima causa), e tem a aposentadoria garantida. Sem contar bônus, quinquênios, etc. O País está em crise econômica grave e o rombo fiscal pela necessidade de manter essa massa salarial é incabível. O protesto dos servidores contra o adiamento do aumento salarial e a elevação da contribuição é atitude egocêntrica de quem olha somente para o próprio umbigo, pouco se importando com o futuro da Nação. É hora de mudança de paradigma, pois sem essa mudança não haverá futuro para sustentar os servidores públicos e suas regalias.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

VIOLÊNCIA E CRIME

Falar e não provar

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, fez afirmações no sentido de que haveria um pactum sceleris, ou combinação criminosa, entre comandantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro, deputados e outras figuras desse porte, mas não mencionou nomes. A fala de S. Exa. levou o governador Pezão (PMDB-RJ) a ingressar no STF com queixa-crime. Certamente, o ministro vai declinar nomes ou se defender de tal sorte que comprove o alegado. Ou se retratar. Aguardemos o desenlace do caso, que, na pior das hipóteses, serviu para incomodar as parcerias informadas, se realmente existentes.

JOSÉ C. CARVALHO CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Diante das infelizes e inoportunas declarações do ministro da Justiça sobre o pretenso conluio das autoridades policiais e políticas com o crime organizado, deparam-se apenas três opções: retratar-se publicamente, pedir demissão do cargo ou ser demitido pelo presidente Temer.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@gmail.com

Campinas

Desmando no Rio

“Dize-me com quem andas e te direi quem és”, velho anexim que se aplica perfeitamente ao governador do Rio. Pezão, sempre às voltas com Sérgio Cabral e sua malta, já deveria ter renunciado ou sofrido intervenção federal. Não é possível que o governo da União suporte a situação de falência e desmando no território fluminense. As mortes quase que diárias de policiais que trabalham nas favelas e nos guetos do crime são os fatos e as provas que o governador pede ao ministro Torquato Jardim. Qualquer cidadão de inteligência mediana percebe que o Rio precisa imediatamente de um choque de disciplina e ordem.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O DEDO NA FERIDA


Quando o jurista Torquato Jardim foi nomeado ministro da Justiça pelo presidente em exercício, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Pobre Lava Jato!”. Imaginei que, como quem o nomeou se encontrava e ainda se encontra enrascado com a Justiça, a nomeação estaria sendo feita para neutralizar os efeitos da operação redentora, pelo menos no que se refere a figuras do meio político. Os primeiros movimentos do recém-empossado, quando resolveu “encostar” no diretor da Polícia Federal, aumentaram minha preocupação. Mas, passados cinco meses de sua posse, o que se pode observar é que tais preocupações não foram justificadas até o momento. Pelo contrário, ele tem agido com absoluta isenção no que diz respeito à Lava Jato, de tal forma que “forças ocultas” já começam a “esquentar o azeite”. Conforme notícia publicada no “Estadão” de quarta-feira (1/11, A14), o ministro “pôs o dedo na ferida” da criminalidade no Rio de Janeiro. Ele falou o óbvio, que só não vê “quem já morreu” (pedindo licença a Caetano) por uma bala perdida: existem altas patentes na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro e políticos eleitos pelo mesmo Estado dando cobertura e/ou se associando ao mundo do crime local. Foi o bastante para as cassandras cariocas, entre elas o governador do Estado e o secretário de Segurança Pública, se revoltarem mostrando grande indignação quando o ministro sentenciou que ambos não têm controle sobre a Polícia Militar. E por acaso eles têm? A cidade do Rio vive uma quase guerra civil, com tiroteios diários, morte de policiais e de civis inocentes. O Exército teve de intervir para tentar ajudar a fazer o que as autoridades estaduais não conseguem, e eles acham que estão controlando alguma coisa? Ele não falou que todos os comandantes e todos os políticos do Rio estão envolvidos ou associados ao crime. Mas alguns estão, mesmo. Como explicar, por exemplo, que marginais como os Fernandinhos ou os Nem’s possam comandar ações de criminosos a partir do interior das prisões? Como essas autoridades indignadas chamam sua incompetência para impedir a comunicação via celulares de dentro para fora das cadeias, e vice-versa? Como eles encaram o fato de o ex-governador ter sido agraciado com um “home theatre” em sua cela? Eles acham que estão no controle do crime? Que controle, caras pálidas? Por tudo isso, vejo como uma grata surpresa as ações do atual ministro da Justiça, preocupando-me apenas com sua sobrevida no cargo após a última delas.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


*

DESCONFORTO


A população afetada sabe que procedem as críticas formuladas pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre a falta de comando na cúpula da Segurança do Rio de Janeiro. As consequências são, entre outras, a perda do direito de ir e vir, o aumento assustador do número de agentes da lei assassinados por membros das crescentemente poderosas milícias, a quantidade de vítimas de balas perdidas e a aparente promiscuidade da polícia com o tráfico de drogas. O desconforto gerado pela interferência ministerial, no entanto, reside no fato de que uma das mais importantes figuras da República, titular da pasta que tem como uma das suas missões a criação da política de Segurança no País, se mostre loquaz além da conta e transpareça impotência no agir efetivamente para minorar o tamanho do problema, por meio dos instrumentos constitucionais de que dispõe.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


*

O MINISTRO E A POLÍCIA NO RIO


São gravíssimas as acusações do ministro Torquato Jardim, da Justiça, de que o governo do Rio de Janeiro não tem o controle da polícia, comandantes de batalhões seriam associados ao crime organizado e a morte do comandante do 3.º Batalhão seria retaliação (“Estadão”, 1/11). Se ele conhece esse quadro caótico, melhor seria, em vez de falar, ter colocado o aparelho estatal sob seu comando em ação para a apuração do problema, coleta de provas e apresentação dos envolvidos à Justiça. Quando a autoridade estadual se encontra subjugada – conforme palavras do sr. Jardim –, cabem à União a intervenção e a restauração da normalidade. Do jeito que fez, o ministro colocou os governos federal e estadual em rota de colisão. O ministro da Justiça é, tradicionalmente, o mais importante da equipe e, quando fala, o que diz costuma ser o pensamento do governo. O presidente Temer precisa vir a público para endossar suas palavras ou desautorizá-las. Se endossar, terá a obrigação moral de agir no Rio, mesmo a contragosto do governador Pezão, seu aliado e companheiro de partido; se desautorizar, nada mais restará ao ministro do que se demitir. O lamentável é que, nesse desencontro, padecem os policiais e, principalmente, a população, que depende de seus serviços. 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


*

EQUILÍBRIO


O Ministério da Justiça é um organismo da maior importância. E exige de quem ocupa o cargo de direção muito equilíbrio emocional, competência e discernimento. Cabe, então, a indagação: o atual ministro da Justiça fez essa avaliação antes de fazer graves acusações às autoridades do Rio de Janeiro? E não havia outra forma de encaminhar a questão?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

                                                                                                     

*

BOMBA


Recentemente, ao ser nomeado ministro da Justiça, o jurista Torquato Jardim esteve na berlinda por conta  de declarações a respeito de mudanças que pretendia introduzir no âmbito do comando e funcionamento da Polícia Federal. Todavia, não se tem notícia de que algo relevante se tenha concretizado no tocante a essa intenção, razão por que a quase-tempestade serenou e a velha e boa Polícia Federal aí está a funcionar nos conformes, ao agrado desse imenso Brasil do bem. E o ministro Jardim, que parecia ter entrado em período de muda, hoje, porém, de modo insólito, vem à mídia e afirma corajosamente que o Rio de Janeiro está acéfalo, nas mãos de traficantes mancomunados com setores da Polícia Militar. Pode até haver algum exagero nessa bomba, mas ela, sem dúvida, vai dar muito pano para as mangas. Ao fim, restam duas certezas, no mínimo: Jardim está bem abastecido pelos seus órgãos de inteligência e, ao falar sem meias palavras, demonstra “ter aquilo roxo”.


Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


*

TEU UMBIGO PRIMEIRO


O ministro Torquato teria até razão em criticar a área de Segurança do Rio, se não fosse do governo de Michel Temer. Ferrenho opositor da Lava Jato, suas ações em nada diferem dos métodos que denunciou. O que estiver ao seu alcance para encobrir malfeitos, nisso não mede esforços. Então, antes de falar de terceiros, há um ditado popular que diz “olha primeiro para teu umbigo”.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


*

O FUTURO DA LAVA JATO


Diz Gilmar Mendes, ministro do Supremo: “De vez em quando nós somos esse tipo de Corte que proíbe a ‘vaquejada’ e permite o aborto”. E, por essas incongruências confessadas, e em pleno exercício da blindagem do crime, barra a remoção de Sérgio Cabral, desautorizando, a um só tempo, a Polícia Federal, o Ministério Público e seus pares, os juízes federais, mudando-lhes as decisões, sempre em prol do crime. O terror, a insegurança e o medo são o que se destila dos comandos de Gilmar e das ameaças que cada vez mais se irão acirrando contra os juízes, que na sua árdua missão cumprem o alto mister de fazer justiça. Segundo dados estatísticos, R$ 65 bilhões é o preço da corrupção anual no Brasil. Agora, estarrecidos, contemplamos as evidências de que o poder (Executivo e Forças Armadas) sobe ao morro, ou o morro desce aos palácios, num compadrio de bandidos, segundo o que nos revela o ministro da Justiça, Torquato Jardim, situação muito mais grave do que poderia imaginar a mente mais criativa. Os poderosos, pela evidente contaminação até na mais alta Corte do País, começaram o primeiro plano para vencer a Justiça: desacreditá-la e roubar-lhe forças. Foi isso o que aconteceu com a Operação Mãos Limpas, na Itália, e é o que começa a ocorrer no Brasil com a Lava Jato. Segundo os juízes federais, e à vista de qualquer brasileiro de mediana compreensão, vê-se às claras que parte dos ministros do Supremo Tribunal encabeça a derrocada da Lava Jato. Isso é palpável nas decisões da tríade Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Se a sra. presidente do Supremo, Cármen Lúcia, vacilar neste crítico momento, o crime calará a Lava Jato.


Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo


*

NA BASE DO COMPADRIO


É simplesmente vergonhoso o que o ministro boquirroto do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes anda fazendo com suas decisões esdrúxulas. Esta semana, concedeu habeas corpus ao notório gatuno descarado, que afundou o Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para que ele não seja transferido do Rio para um presídio federal de segurança máxima, contrariando decisão do juiz de primeira instância Marcelo Bretas. Não é a primeira vez que Gilmar Mendes desfaz as decisões do juiz Bretas. Com certeza, o ministro se acha um cidadão acima da lei, inatingível, aquele que dá a última palavra – e, como disse o ministro Barroso, livrando a cara de notórios vigaristas encrencados com a Justiça. Lembro o ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do mensalão, dirigindo-se a Gilmar Mendes, dizendo que ele se comportava e se comporta como se estivesse falando com os seus capangas de sua fazenda e trata com as suas decisões a todos nós, brasileiros, como fôssemos os seus tais asseclas. Estamos todos cansados de ministros como Gilmar Mendes, que tomam suas decisões na base do compadrio. Chega de impunidade.


Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo


*

SORTE


Sorte dos mato-grossenses que Gilmar Mendes impediu que Cabral fosse transferido, afinal eles não precisam de mais um bandido em seu Estado.


Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha


*

QUESTÃO DE GOSTO


A Unidade Prisional de Benfica deve ser um lugar muito acolhedor para justificar a luta desesperada do advogado de Sérgio Cabral no sentido de evitar sua transferência para o Presídio Federal de Campo Grande.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


*

DERROTA


Sérgio Cabral x Brasil. Mais um 7 a 1...


Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco


*

CARREIRA PROMISSORA


Enquanto o Brasil for o país dos bandidos e dos acobertadores de bandidos, o nosso futuro será só para bandidos!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


*

DECISÕES DO STF


A bandidagem torce para que seus recursos caiam nas mãos de Gilmar Mendes!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*

DESMORALIZAÇÃO


O juiz Marcelo Bretas, da primeira instância, autorizou a transferência de Sérgio Cabral para um presídio federal. A segunda instância manteve a decisão. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concordou com os anteriores. Aí, Gilmar Mendes desautorizou a todos. Alguém conhece uma forma melhor de desmoralizar a Justiça?


Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


*

NADA DEMAIS?


O fato de um criminoso ser condenado a 72 anos de prisão não pesa muito para o sr. Gilmar Mendes. Entende ele que o condenado a 72 anos de prisão não é uma pessoa perigosa. O Ministério Público Federal pensa diferente e pediu para trancafiá-lo num presídio de segurança máxima, após ter ameaçado em audiência um juiz concursado. O sr. Gilmar Mendes, juiz não concursado, colocado no STF por indicação, não viu nada de relevante num criminoso condenado a 72 anos de prisão ameaçar em audiência um juiz concursado.


Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo


*

IMPUNIDADE


Quer dizer que mencionar a família de um juiz em audiência de maneira a denegri-la em tom de ameaça não tem a conotação de crime? Quer dizer que um condenado e já presidiário, ladrão contumaz, “peitar” um juiz durante uma audiência nada quer dizer ao “senhor ministro” Gilmar Mendes? Gilmar negou a transferência de Cabral para Mato Grosso do Sul. Gostaria de ver se este “senhor ministro” fosse peitado por um réu como Sérgio Cabral como este peitou o juiz Marcelo Bretas, como iria se sentir. Por causa de atitudes como esta e outras já tomadas por Gilmar Mendes é que a impunidade campeia nos Três Poderes da República, a céu aberto, diariamente, afrontando todos nós, brasileiros de bem, que suamos nossa camisa todos os dias pagando altíssimos impostos para sustentarmos estes “senhores” e tantos outros que se julgam deuses do Olimpo, inatingíveis e donos de uma verdade que somente eles acham serem verdadeiras! Gilmar Mendes agiu de má-fé fazendo com que Sérgio Cabral permanecesse em Bangu, inclusive com a possibilidade de desfrutar de um home theatre dentro de sua cela, o que nos afronta ainda mais. Lula já houvera peitado o juiz Sérgio Moro em suas duas audiências, e por esse motivo já deveria estar mofando numa cela no fim do mundo. Infelizmente, nossa Justiça, além de cega, surda e muda, está muito longe de ser justa para com bandidos do colarinho branco e aqueles detentores do poder econômico, que se valem de suas posses, muitas vezes amealhadas graças a golpes dados por conta de seus cargos e influência política e assim podem contratar advogados de altíssimo custo podendo perambular pelas ruas, ficar em prisão domiciliar, etc. A população brasileira está cansada deste tipo de gente e, na hora em que acordar, todos estes que hoje se julgam inatingíveis serão os primeiros a irem para trás das grades.


Boris Becker borisbecker54@outlook.com

São Paulo


*

CINEMA NA PRISÃO


Secretaria suspende instalação de cinemateca em prisão de Sérgio Cabral. Cabralzinho, convida o Gilmarzinho para pegarem um cineminha. Os diminutivos não são obra do acaso...


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


*

SUPREMO TRIBUNAL DE FAVORES


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu o pagamento de auxílio-moradia retroativo dos últimos seis anos a 218 juízes do Rio Grande do Norte, a bagatela de R$ 39,5 milhões. Sim, Brasília é um clube do bolinha, da barganha, da sacanagem. Agora, eu pergunto se todos são iguais, porque as outras categorias de trabalhadores não têm auxílio-moradia, auxílio-terno, etc. Justamente os magistrados, que têm um salário mais que digno, é que poderiam e deveriam arcar com todas as suas próprias mordomias.


Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


*

E O AJUSTE FISCAL?


Liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinando que juízes e desembargadores do Rio Grande do Norte não terão de devolver o que receberam como auxílio-moradia: até no STF as vantagens injustificáveis – quer dizer, não éticas – são mais importantes que o ajuste fiscal. Com este comportamento de “membros da elite cultural”, não iremos a lugar nenhum. É uma vergonha!


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

PRECEDENTE PERIGOSO


A liminar do ministro Marco Aurélio cancelando a devolução dos valores pagos retroativamente aos juízes no RN (“Coluna do Estadão”, 1/11, A4) abre um precedente perigoso. Bandidos com e sem colarinho branco poderão se escusar de devolver aquilo que foi auferido em suas atividades criminosas ao longo dos anos, já que esses valores estarão integrados ao seu patrimônio. Quando José Nêumanne disse na cara deste ministro que não confiava no STF, estava com toda a razão.


Roberto Ricci robertoricci@uol.com.br

Embu das Artes


*

MAU CAMINHO


Tudo leva a crer que o Supremo Tribunal Federal está se dedicando para que não saiamos desta grave crise pela via democrática, pois vários de seus ministros têm tomado medidas vergonhosas ajudando criminosos corruptos. Não bastasse isso, a presidente Cármen Lúcia ainda muda data de feriado para dar boa vida a seus ministros. Indignação exagerada dos cidadãos não leva a bom caminho.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

ANDAM MAL OS MINISTROS


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, com suas andanças mal dadas, estão desmoralizando esta digna Corte, protagonizando em  plenário bate-boca que fere o tradicional tratamento de “excelências” que o exercício e o respeito do cargo requerem. Gilmar Mendes foi acusado pelo ministro Barroso de “se guiar por ódio e parcialidade em suas decisões” e de “ir mudando a jurisprudência de acordo com o réu” (que acusação forte!) – comportamento comprovado, por exemplo, com o recente caso de Aécio Neves, que, enquanto outros investigados estão presos, mantém agitada vida noturna. Ó, eminente e saudoso ministro Pedro Chaves, que honraste São Paulo no STF com soberba juridicidade ao decidir os recursos que lhe eram distribuídos, salve o seu ex-tribunal, iluminando seus ex-colegas para que decidam sempre com “cognitio causae” (conhecimento da causa).


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis


*

É A CONSTITUIÇÃO


O problema não são os ministros do STF que batem boca ou interpretam a Constituição como lhes dá na telha. É a própria Constituição, ambivalente e confusa em vários quesitos, que dá margem a discussões e embates e precisa de revisão urgente.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

ATITUDE VERGONHOSA


Nossos ministros, com raras exceções, assumem seus cargos visando única e exclusivamente às vantagens, benefícios, mordomias, altos salários e polpudas aposentadorias. Como péssimo exemplo, podemos citar a ministra Luislinda Valois (Direitos Humanos), ministério que mais defende os direitos dos bandidos e marginais em geral do que os dos próprios cidadãos que lhes pagam os salários e tudo o mais – aliás, dos governos municipais, estaduais, federal e de todo o funcionalismo público do País, embora todos deixem a desejar nos serviços prestados. Com a maior cara de pau e cinismo, a tal ministra apresentou ao governo pedido para acumular o seu salário com o de desembargadora aposentada, o que lhe garantiria um rendimento de apenas R$ 61,4 mil mensais. A justificativa ridícula por ela utilizada e apresentada é de que, em razão do teto constitucional, só pode ficar com apenas R$ 33,7 mil mensais. E ainda conclui ela que sua situação, “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo”. A trabalho escravo, “linda”, quem está sujeito é o povo brasileiro, que, para ir e vir de seu emprego, chega a gastar em torno de até cinco horas entre trem, ônibus, metrô e a pé, sujeitando-se a uma carga mínima de oito horas de expediente, em troca de um mísero e ridículo salário mínimo vergonhoso – isso sem mencionar os 13 milhões de desempregados existentes. Massacrados e dizimados também estão os aposentados e pensionistas, que dedicaram a vida trabalhando em troca de uma miséria de aposentadoria vergonhosa e irreal, e, na maioria das vezes, devem escolher entre comer ou comprar remédios para sobreviver mal e porcamente. Algum comentário a respeito?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

DEMISSÃO COMO PRÊMIO


A secretária nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos, Flávia Piovesan, foi exonerada do cargo. Ela foi a primeira mulher no alto escalão do governo Temer. Em janeiro de 2017, Vitor Marques, secretário municipal da Juventude do PT em São Paulo, disse: “O fato de a petista Flávia Piovesan ter aceitado um cargo de Michel Temer ‘legitima o governo golpista e mancha sua trajetória’”. Pois bem, Temer não soube se livrar dos petistas. Nomeou-os e sofre críticas a políticas de seu governo. Nenhuma novidade, Flavia Piovesan vai assumir uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), em janeiro de 2018. Tal qual Ideli Salvatti, quando não dá certo aqui, elas arrumam uma boquinha na OEA. Enquanto isso, quem estuda e se prepara não tem as mesmas chances.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

GOVERNO TEMER


Sim, caro José Nêumanne (“A pressa pode ser inimiga da solução”, 1/11, A2), o presidente Michel Temer tem o rabo preso, o que o obriga a barganhar com o mundo político, em desfavor de projetos que beneficiam o País. Só que não temos, no momento, potenciais congressistas e presidentes que possam limpamente sanear o País e purgá-lo da escória que ainda o domina. Se os teremos mais adiante, não sei.  Agora só temos de vigiar todas as raposas para que terminem a travessia da pinguela sem aumentar os danos que este governo ainda tenta evitar.


Inês Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí


*

PRIVATIZAÇÃO DE CONGONHAS


José Nêumanne escreveu (1/11, A/2): “E a impermeabilização da face do presidente abrindo mão da privatização do segundo aeroporto de maior movimento do País para atender pleito do condenado no mensalão Valdemar Costa Neto e seu suspeitíssimo PR (...)”. E vai por aí afora. Ora, isso é coisa grave. Não vai haver nenhuma explicação do Palácio? Vai ficar por isso mesmo?


José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto


*

‘BURACOS’ EM RIO BRANCO (AC)


Marcus Alexandre, prefeito de Rio Branco (AC), é o único que o PT elegeu em 2016 para uma capital de Estado. E, infelizmente, seguindo a vocação da cúpula do partido, foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, juntamente com a sua mulher, Gicélia Viana. Por quê? Ora, ora, por suposto desvio de R$ 700 milhões do departamento de Estradas e Rodagem do Acre (Deracre). O nome desta operação é Buracos... Imaginem o buraco que criou este milionário desvio de R$ 700 milhões, quando se sabe que o orçamento de 2017 da prefeitura de Rio Branco é em torno de apenas R$ 800 milhões. Estes filhotes de Lula também sabem formar quadrilhas...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

CORRUPÇÃO


Com tantas denúncias de corrupção contra políticos, fica difícil de saber quem se salva.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

TERRORISMO EM NOVA YORK


O covarde atentado terrorista em Nova York esta semana, quando um motorista avançou sobre uma ciclovia e matou oito pessoas, mostra como a humanidade precisa evoluir no sentido de não permitir que tais tragédias se repitam. Para tal evolução acontecer, é necessário que os grandes líderes mundiais acordem em tratativas que inibam  que fundamentalistas de todos os sentidos possam influenciar cabeças doentias, gerando os chamados lobos solitários, psicopatas que tanto males produzem onde agem.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


*

ATENTADO EM NYC


O mundo não acabará por problemas climáticos. Poder, religião e fome se encarregarão de destruí-lo antes. Quem viver verá.


Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.