Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2017 | 03h00

RESUMO DA SEMANA

A bruxa está solta

Imbuídos do espírito de comemoração do Dia das Bruxas (31/10), altas autoridades da República parecem disputar um concurso de aberrações. Depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou realizar trabalho exaustivo, mas não escravo, e em seguida viajou para Portugal, porque, afinal, ninguém é de ferro, vem a ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, em variação sobre esse tema, comparar seu salário de R$ 33,7 mil – limite do teto constitucional – a trabalho escravo. Injusto seria não mencionar a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que, sensível ao trabalho exaustivo de seus pares, transferiu, no âmbito do tribunal, a celebração do feriado do Dia do Servidor Público, 28/10, sábado, sem expediente, para 3/11, sexta-feira, dia útil. Por último, mas não menos importante, o presidente da Câmara dos Deputados, que arrasou com viagem de nove dias para o exterior, sabe-se lá para quê, acompanhado de nove colegas, além de um assessor e dois agentes de segurança.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Ministros pitorescos

Dois ministros do governo Temer ganharam as manchetes por motivos, no mínimo, pitorescos. O da Justiça, Torquato Jardim, deixou a hipocrisia de lado, escudo de todo político que se preza, e externou com todas as letras o que os políticos cariocas estão carecas de saber e o povo finge ignorar. O fato é que o crime tomou conta do Rio de Janeiro, literalmente. Só uma intervenção federal poderá pôr um freio naquele caos. E a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, gastou tempo precioso, à custa do contribuinte, para redigir um esdrúxulo pedido de 207 páginas defendendo o indefensável e se comparando a escrava por não poder acumular dois proventos federais: aposentadoria como desembargadora e salário de ministra. Ambos merecem crítica: ele, por excesso de franqueza; ela, por não ter noção do ridículo.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Deve ser a água...

Alguma coisa estranha há no cerrado brasiliense. A coisa vem se multiplicando e piorando cada vez mais, de forma assustadora. Houve as flechas de Rodrigo Janot, o total desnorteamento de Cármen Lúcia na sessão que envolvia o caso do senador Aécio Neves, houve o destempero Barroso/Gilmar no plenário, o ministro que acusa sem provas (e logo o da Justiça!) e, para completar, a ministra, ex-desembargadora, que se diz sujeita a trabalho escravo. Que espécie de miasma é esse? Será uma contaminação pela água?

REGINA MARIA PEÑA

reginapena.adv@hotmail.com

São Paulo

Petição inepta

A ministra(?) dos Direitos Humanos e desembargadora aposentada Luislinda Valois não precisaria de 207 páginas para fazer o pedido torpe, iníquo, que pretendeu reescrever o maior dos princípios inscritos na Constituição: “todos são iguais perante a lei”. Na sua distorcida visão, passaria a ser: “todos são iguais perante a lei, menos eu”. Em tal petição, quatro ou cinco linhas já seriam mais que suficientes, para qualquer julgador despachar com o devido “indeferido”.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Escravidão do século 21

Se apartamento funcional com criadagem, jatinho da FAB e demais mordomias não forem suficientes, só resta à sra. Luislinda Valois abandonar a senzala do Temer e fugir para o quilombo mais próximo.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Escravidão com R$ 33 mil/mês? O que diria, então, a nobre ministra se precisasse de um posto de saúde e não encontrasse médicos nem medicamentos?!

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Dever cumprido

Com todo o respeito à sra. Luislinda, sou professora aposentada, ministrei aulas para crianças, adolescentes e professores durante mais de 30 anos, com dignidade e respeito, ganhando uma “merreca”. Apaixonada pela minha profissão, não me arrependo nem um minuto dessa escolha. Mas nem por isso jamais julguei meu trabalho como escravo, apesar de às vezes enfrentar dificuldades, superadas com coragem e energia. Hoje sinto orgulho de quando alguém se dirige a mim chamando-me professora! E muito mais ainda por ter a consciência de que cumpri o meu dever.

LUZIA AP. FERNANDES TRABBOLD

luziatrabbold@hotmail.com

São Paulo

Tchau, bela!

Queria dizer que o editorial A escrava que não é Isaura (2/11, A3) está perfeito. Só não o faço porque, a meu ver, faltou registrar que o presidente da República não pode afastar-se do dever de demitir a queixosa via estafeta.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Parabéns ao Estadão pelo brilhante e excelente editorial A escrava que não é Isaura.

SIDNEY CANTILENA

sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

No mundo dos privilégios

Os “direitos” de homens e mulheres que exercem seus podres poderes nos gabinetes escondidos da República não são conquistados, mas adquiridos. Luislinda segue na vala comum dos medíocres que nas delícias do mundo dos privilégios fazem os brasileiros se sentirem cada vez mais desiguais. Há esperança?

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Refresco pago por nós

Rodrigo Maia mais nove deputados federais estiveram em visita oficial a Israel. As audiências agendadas, com o prefeito de Jerusalém e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foram canceladas. Reuniram-se, por 20 minutos, com um conselheiro de grande “expressão” – notem: em 20 minutos trataram de temas de “grande importância” para o Brasil! E aproveitaram para uma passadinha na Itália e em Portugal, que não faz mal a ninguém. Avião da FAB, combustível, tripulação, estadia, alimentação e os penduricalhos, por nove dias. A Câmara não divulgou o custo, mas sabemos quem financia. Depois de uma votação “desgastante”, eles precisavam mesmo desse refresco, especialmente o presidente da Casa, que ninguém é de ferro...

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O BRASIL E A CRIMINALIDADE


61.619 é o número de assassinatos no Brasil no ano de 2016. São 168 óbitos por dia, 7 por hora. Esses dados foram revelados pelo 11.º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado esta semana e que mostrou piora em outros índices de criminalidade, como o de policiais assassinados e o de mortos por policiais; roubo e furto de veículos; e estupro. O recrudescimento da violência acontece em momento de queda de gastos do governo federal e dos Estados nesta área, tudo por culpa única e exclusiva da corrupção, dos roubos e desvios do erário praticados, em sua maioria, pelos nossos congressistas. Uma vergonha sem medidas. Cadeia neles!


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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ENQUANTO ISSO...


Brasil tem recorde de assassinatos, com 171 mortes por dia. Provavelmente, isso só vá melhorar quando algum parente ou o próprio político, juiz, desembargador ou qualquer outra “otoridade” graduada for vítima de um crime desta natureza. Isso sem falar na hipocrisia – com todo o respeito às vítimas e aos familiares do atentado em Barcelona, onde faleceram 16 pessoas – de o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional se iluminarem com as cores da bandeira da Espanha. Em dois dias no Brasil, somente os casos de latrocínio somam 14 vidas. E onde estão as “otoridades” para homenagear e, principalmente, cuidar dos brasileiros, órfãos em todos os sentidos na questão da segurança? Escondidos em verdadeiros “bunkers”, com seguranças armados até os dentes, ou dentro de carros blindados. Isso tudo para parentes, inclusive. Vergonha!


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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EQUAÇÃO DA VIOLÊNCIA


O aumento da criminalidade é o reflexo inconteste da depressão social que o lulopetismo deixou ao Brasil, somada ao obscurantismo que veste nosso Poder Judiciário!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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MUITO ALÉM DA REPRESSÃO


A iniciativa de 20 governadores de Estado de se reunirem para a elaboração de um projeto sobre Segurança Pública em nível nacional deve merecer muita atenção. Mas uma questão que precisa ser destacada é que o assunto não se limite à busca de formas repressivas. É importante a implementação de programas sociais envolvendo sistemas habitacionais, cultura, lazer, esporte e, sobretudo, o combate ao consumo de drogas e ao porte ilegal de armas. Em conjunto, por certo, as medidas terão mais probabilidades de serem implementadas.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CRISE DE SEGURANÇA NO RIO


Em entrevista recente, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, criticou a Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro afirmando que os comandantes de batalhão da Polícia Militar são sócios do crime organizado e que este é que os indicaria, por meio de acerto com um deputado estadual. Jardim, entretanto, não apontou nomes ou fatos. Declarou, ainda, que o governador, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, não exercem qualquer controle sobre a PM e, por isso, só enxerga solução após as mudanças nos Executivos federal e estadual, em 2019. No dia seguinte, falou ao jornal “O Globo” sobre as reações à sua entrevista: “Fiz uma crítica institucional pessoal. Mas, se estou errado, que me provem”. Torquato Jardim não pode lançar uma acusação dessas em termos vagos e muito menos permanecer inerte, deixando para governos futuros a busca pela solução. Quanto à bravata, o ônus da prova na legislação pátria, é sabido por todos, cabe ao acusador. Dessa forma, melhor faz se pedir demissão, mesmo, uma vez que a um ministro da Justiça não é dado agir com tamanha leviandade.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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DENÚNCIA E INVESTIGAÇÃO


As denúncias do ministro da Justiça, Torquato Jardim, ao falar sobre o envolvimento dos policiais militares do Rio de Janeiro com o crime organizado, não constituem uma denúncia pública? Uma de suas atribuições não é investigar e esclarecer os fatos?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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‘NOMES AOS BOIS’


Perfeito o editorial “Nomes aos bois” (2/11, A3), sobre a fala do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Uma autoridade desta envergadura não pode num microfone acusar todos os comandantes de batalhões do Rio de Janeiro de conivência com marginais. Esses heróis que todos os dias morrem pela sociedade e também pelo ministro não podem ser achincalhados por palavras ao vento. O Brasil tem de ser mais sério, ministro.


Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo


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DEPLORÁVEL E PATÉTICO


Mais uma do ministro da Justiça, Torquato Jardim, nomeado pelo presidente Michel Temer. Chegou ao cargo e, de imediato, disse que barraria a Operação Lava Jato, pois foram extrapolados os limites investigatórios, mas, com a revolta do povo, resolveu calar a boca. Não satisfeito, vem agora, gratuitamente, fazer sérias críticas à cúpula do governo do Rio de Janeiro, colaborando ainda mais com a desestabilização da segurança pública, gerando mais uma crise institucional. Até lembra o ex-ministro Eugênio Aragão, aquele outro ministro da Justiça, do governo Dilma, que gostava muito de ayahuasca e de palpitar em assuntos que não eram de sua alçada e que, após alguns dias, foi destituído do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal. Aliás, tudo o que o País não precisa no momento é de pessoas dessa estirpe. Torquato, você se enquadra nos dois bordões: “muito ajuda quem não atrapalha” e “em boca fechada não entra mosquito”.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

  

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VESTIRAM A CARAPUÇA


Dizem que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, não teria dito uma verdade absoluta, mas, em contrapartida, quem vestiu a carapuça não nos convenceu do contrário.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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EXPLICAÇÕES


O governador do Estado do Rio de Janeiro e a cúpula da Polícia Militar, principalmente, ao invés de ficarem reclamando das acusações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, deveriam era explicar os flagrantes da reportagem da TV Globo sobre o que acontece na penitenciária Milton Dias Moreira. Deveriam era explicar o que a reportagem mostrou. Essa reportagem mostra realmente que governo e marginais são uma coisa só. Desmonta qualquer argumento do governo.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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A ARTE E A REALIDADE


Quando a arte retrata a vida cotidiana, ela pode trazer uma visão escancarada da realidade da qual pode ser difícil de perceber seus efeitos nas pessoas (bons ou nocivos). A arte traz os extremos do comportamento social e abre a janela e as portas da casa da sociedade para uma avaliação geral. Penso que o ministro Torquato viu os dois filmes de José Padilha (“Tropa de Elite” 1 e 2) e conseguiu com êxito retratar dilemas e cenas corriqueiras da nossa atualidade amplamente divulgadas na mídia.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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S.O.S. RIO


“O Rio de Janeiro continua lindo”, falido e dominado pelo crime organizado. “Aquele abraço!”


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A MINISTRA E O ‘TRABALHO ESCRAVO’


A esperta ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, do PSDB, tentou esta semana dar uma de “migué” e pediu para poder receber mais de R$ 61 mil em proventos – acumulando o salário de ministra e a aposentadoria de desembargadora aposentada. Pena que o nosso sempre alerta “Estadão” descobriu a maracutaia e, então, ela disfarçou e saiu de fininho, desistiu do pedido, como se nada tivesse acontecido. O argumento esdrúxulo e sem noção dela para fazer o pedido foi comparar seu trabalho ao trabalho escravo. Se todo trabalho análogo à escravidão no Brasil pagasse mais de R$ 30 mil por mês, então o Brasil seria o melhor país do mundo. Lamentável.


Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

Rio de Janeiro


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PREOCUPADÍSSIMO


O caso da ministra Luislinda Valois e seus míseros R$ 33.700,00, o auxílio-moradia da desembargadora esposa do ministro Marco Aurélio Mello, o discurso do ministro Gilmar Mendes sobre o trabalho escravo e a transferência do ponto facultativo para todo o Judiciário mostram como o Poder Judiciário está preocupadíssimo com a Justiça e a bancarrota do País em razão dos gastos governamentais. E é só a ponta do iceberg.


M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga


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ALFORRIA


Se a nobre ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, acha que seu trabalho é escravo pelo fato de seus dois salários ultrapassarem o teto, por que ela não pede exoneração? Será que a boquinha é tão boa assim?


Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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VERGONHA NA CARA


Ministra de Temer diz que se sente “escrava” por ganhar “apenas” R$ 30 mil mensais. Ela não tem vergonha na cara?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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INÚTIL


A ministra Valois, do Ministério dos Direitos Humanos, considera-se tratada semelhantemente ao trabalhador escravo, pois só pode receber um total de R$ 33.700,00 mensais. A ministra, aposentada como desembargadora, tem o valor mensal de sua aposentadoria de R$ 30.471,10 e não se conforma com o teto estabelecido por lei dos R$ 33.700,00 mensais. Em vez de reclamar da lei e querer acumular o valor de sua aposentadoria com o de seu salário de ministra, o que a ministra deveria fazer é pedir a extinção de seu ministério, que é um dos mais inúteis entre os demais 20 ou 23 ministérios totalmente descartáveis que só existem em Republiquetas de quinta categoria.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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POLÍTICOS EM VIAGEM


Mais uma vez os políticos brasileiros mostram que não têm respeito algum pelo povo brasileiro. Estamos pagando uma viagem de turismo a Rodrigo Maia (DEM-RJ), esposa e nove deputados a Israel, Itália e Portugal, com avião da FAB. Uma viagem que em classe executiva custaria R$ 28.500. Só de diária para esta cambada, estamos pagando R$ 90 mil. Numa época de crise, ao invés de estes políticos darem o exemplo, eles ostentam e gozam de nós, que pagamos nossos impostos para eles gastarem desta forma. A saúde na UTI, assim como a Segurança no País e a educação, tudo um caos. Que moral este Congresso corrupto tem para votar a reforma da Previdência ou qualquer outro assunto importante para o povo? Para complementar, ainda temos 30 servidores públicos num evento em Israel sobre a água. Aonde poderiam ir uns três servidores e passarem, depois, o assunto aos demais, este país “rico” preferiu enviar 30, e, mais uma vez, nós pagamos. Espero que o povo responda a isso nas urnas em 2018. Lamentável tudo isso.


José Saez  jsaez2007@gmail.com

Curitiba


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POUCO-CASO


A Republiqueta Banânia continua gastando o dinheiro do povo. Rodrigo Maia foi relaxar na Europa com um séquito de inúteis, por nove dias. O ministro beiçola voou para Lisboa. Carminha mudou o feriado do dia 28 de outubro para o dia 3 de novembro. A semana em Brasília não produziu nada por causa do Dia dos Mortos. Aliás, o povo está apático, tal qual um defunto. Temer, nem aí! Esbórnia! Nem santo dá jeito nestes ladravazes!


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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PROPOSTA PARA O SISTEMA POLÍTICO


Proposta de funcionamento do nosso sistema politico: 1) ficam mantidos os cargos de vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, prefeito, governador e presidente, sendo que todos eles serão chamados de cargo eletivo. 2) Considera-se o cidadão eleito para um cargo eletivo como um brasileiro que deseja prestar serviços à sua pátria, e não um politico de carreira ou um político profissional. 3) O brasileiro que for eleito a um cargo eletivo o será por uma única vez, não podendo se candidatar a mais nenhum dos cargos eletivos pelo resto de sua vida; considera-se que tal brasileiro já serviu à sua pátria. 4) Nenhum funcionário público de qualquer dos poderes poderá se candidatar a um cargo eletivo. 5) Uma vez cumprido o mandato de um cargo eletivo, tal brasileiro não poderá nunca mais assumir nenhuma função no funcionalismo público. 6)        Cria-se a figura de eleitor final, que é aquele cidadão que irá votar em todos os candidatos a cargos eletivos. 7) O eleitor final será eleito pelos eleitores, sendo que cada mil eleitores elegerão um eleitor final. 8) Cada brasileiro poderá exercer uma e somente uma vez na sua vida a função de eleitor final. 9) O eleitor final eleito nunca mais poderá se candidatar a qualquer cargo eletivo; considera-se que tal brasileiro já serviu à sua pátria.


Lineu Matos C. Penteado lineu@unihold.com.br

Cravinhos


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O PAÍS DO PASSADO


Cumprimento o “Estadão” pela publicação do excelente editorial “A pressa pode ser inimiga da solução” (1/11, A2), assinado por José Nêumanne. O editorialista resume com humor, graça, espírito (e texto irrepreensível) o dramático dilema vivido pela sociedade brasileira: tolerar (sem chiar, em benefício da governabilidade do País) o mandato presidencial residual do presidente Michel Temer (tese defendida, inclusive, pelo “Estadão”, em seus editoriais) e o legado danoso e nefasto deixado pela dupla Lula/Dilma e seus trágicos e corruptos governos populistas. Em qualquer país civilizado, com Judiciário e Legislativo sérios, as provas oferecidas à Justiça (por meios testemunhais, gravações admitidas como legais pela Procuradoria, filmagem de assessor direto do presidente correndo pela rua, a portar mala de dinheiro de propina recebido em uma pizzaria), por abastado industrial açougueiro corrupto, já seriam suficientes para levar o presidente à Justiça, sem delongas. Por muito menos, Richard Nixon, presidente da nação mais poderosa do mundo, renunciou ao cargo de presidente, para não sofrer o inevitável impeachment. Bem, mas no Grande Irmão do Norte o Legislativo e o Judiciário são sérios, desde a independência do país. No Brasil, até o passado é imprevisível, como cunhou um ex-ministro da Fazenda.


Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro


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CAMPANHA ABERTA


Uma pergunta se faz necessária ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao polêmico presidente ministro Gilmar Mendes: pode um sujeito fazer campanha política antes que a lei determine? Pelo menos é isso o que faz o ex-presidente Lula por todo o País. Onde estão os partidos de oposição ou as pessoas sérias que lutam por um Brasil melhor e mais decente?


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO...


Lucio Bolonha Funaro, em sua delação premiada, chamou Joesley Batista de ladrão por não ter pago o prometido  a Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e a ele próprio pelas transações suspeitas na Caixa Econômica Federal. Ladrão que rouba ladrão tem de ir para a prisão!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DIA DOS MORTOS


Dia de Finados, comemorado ontem, é uma celebração em todo o planeta. No México, por exemplo, é dia de festa, e máscaras com caveiras são usadas por todos, é só alegria. No Brasil é um pouco mais sério, é um dia dedicado a quem morreu, mas não morreu, como é o caso de Raul Seixas, Chacrinha, Elvis Presley, Michael Jackson e muitos outros; e aos que estão vivos, mas já morreram, só não foram avisados, como é o caso do senador Aécio Neves. Tem tucano na fila para segurar na alça do caixão, mas a fila é grande e, infelizmente, temos muitos mortos-vivos nos presídios Brasil afora confinados a muitos anos por furto simples, de alimento, roupa ou objetos de pouco valor, simplesmente abandonados, sem condenação e sem defensor público, enquanto os réus da Lava Jato e de outras operações contra o crime organizado têm vários advogados para defendê-los, quase sempre com sucesso, e, mesmo sendo culpados, cumprem a pena em prisão domiciliar em suas “pequenas” casas. Outra morte deve ser comemorada: a da credibilidade na classe política, formada por seres que vivem em outro mundo, não têm vergonha na cara de aparecer nas TVs e rádios com um discurso de mudanças, de dias melhores, etc., se acreditarmos em seu partido. Infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite candidatos que se apresentam no horário político como “artistas de grande fama” (?), como é o caso do deputado Tiririca, cujo nome eu não sei e garanto que mais de 100 milhões de brasileiros não sabem. Se Chacrinha estivesse vivo e fosse candidato à Presidência da República por qualquer partido, ganharia em primeiro turno com sua roupa e buzina – se fosse candidato vestindo terno e gravata, com a seriedade de Abelardo Barbosa, talvez não tivesse o mesmo sucesso.


Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco


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PS DR. ALEXANDRE KALIL YASBEK


Em nosso país é recorrente a baixa qualidade dos serviços públicos, e este é um fator recorrente em todas as áreas: funcionários que têm a prerrogativa de estabilidade e justificam a má qualidade do atendimento prestado por força da burocracia que impede que o serviço seja oferecido da forma correta ao contribuinte. Narro, aqui, uma situação diferente, que ocorreu com uma pessoa próxima a mim que sofreu agressão sexual e, em decorrência disso, foi encaminhada ao posto de saúde Dr. Alexandre Kalil Yasbek, situado na Avenida Ceci, n.º 2.235, no bairro de São Judas, em São Paulo, onde recebeu as orientações sociais e médicas, além do essencial, que foram os exames e os medicamentos com a função de detectar e prevenir DSTs. A atenção, os procedimentos e a atuação dos profissionais são dignos de registro, entre estes, a senhora Ana Maria, do Serviço Social, e a doutora Raquel. Grato pelo profissionalismo e pela competência no trato deste caso.


Marcelo Rosa mrclrosa30@gmail.com

São Paulo


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PAZ NA COLÔMBIA


Uma das lições aprendidas com a história das duas grandes guerras do século 20 é que uma paz imposta aos humilhados e ofendidos nunca prospera, é apenas o interstício para um conflito pior ainda. Sem a pretensão de comparar as guerras mundiais com o processo de paz na Colômbia, o acordo de paz patrocinado pelo presidente Juan Manoel Santos e pelo próprio pontífice Francisco pode ser apenas a antecâmara de uma fratura social da qual a Colômbia poderá precisar de muito tempo histórico para se recuperar. Não se defende a permanência do conflito, e todos os esforços devem ser direcionados para o fim de uma contenda sangrenta que semeou o solo colombiano com o sangue de seus filhos. Reconhecimentos desses esforços são o Prêmio Nobel concedido ao presidente Santos e o envolvimento do próprio papa. Se o caminho da paz não passa pelas trilhas da vingança e da justiça impiedosa, também não pode repousar sob a completa impunidade dos crimes de sangue que destruíram famílias, mutilaram pessoas, espalharam o terror e a barbárie. A adoção dessa opção, em nome da paz, gerará a humilhação das vítimas, fermentará o sentimento de injustiça e de premiação da iniquidade, plantando hoje as sementes que, no futuro, gerarão ódio, dor, conflitos e dissabores. A paz só se estabelece quando a justiça e a misericórdia se encontram. A presença do papa em solo colombiano é o símbolo da misericórdia, mas ainda falta a justiça ser convidada para a cerimônia.


Luciano de Oliveira luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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ATENTADO NOS EUA


Donald Trump pediu pena de morte para o terrorista que matou oito pessoas em Nova York. Será que desta vez a praga dos politicamente corretos vai estrebuchar?


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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TERRORISMO EM NOVA YORK


Até que enfim um policial de má pontaria apenas feriu o terrorista uzbeque que migrou legalmente para os EUA em 2010. O fato de ter perdido as 72 virgens garantidas no “Alcorão” para aqueles que morrem por Alá deverá atormentá-lo pelo resto da vida que permanecer enclausurado em expiação.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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E CADÊ A CORAGEM?


Peça de teatro com Jesus transexual é alvo de censura. Realizadores relatam ataques, dificuldades de financiamento e intolerância. Queria ver estes “artistas” montarem uma peça com um Maomé transexual. Aí, sim, eles saberiam o que é censura. 


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo


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NOVELAS E VALORES


O colunista Eugênio Bucci diz gostar da novela das nove da TV Globo que se encerrou recentemente. Nada demais nisso. É um direito seu. Mas deveria, no exercício dessa devoção (“Em defesa da telenovela”, 26/10, A2), deixar em paz os que não gostam de suas temáticas atuais. E parece haver um equívoco da parte dele em chamá-los desrespeitosamente de fascistas e, de forma iracunda, defini-los como partícipes de “comissão de frente das trevas”, quando apenas exercitam, ao que parece incomodando-o, seu direito de ter valores diversos dos sustentados por elas atualmente.


Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

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