Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2017 | 03h00

LULOPETISMO

Aliado dos ‘golpistas’

Li a entrevista do presidente do PT paulista, Luiz Marinho, pré-candidato da sigla ao governo paulista, e confesso que em vários momentos tive de conter o riso (3/11, A4). O indigitado mais parece aspirante a humorista de stand-up, tal a ridicularia do que diz. Por exemplo, alega que houve um “golpe” para tirar a ex-presidente Dilma Rousseff do Planalto, mas admite candidamente que o PT fará alianças com siglas que protagonizaram o dito “golpe”! É cômico ou não? Indagado sobre eventuais erros da “presidenta” golpeada, Marinho segue engraçado: “Nós (do PT) e a presidente Dilma já fizemos essa autocrítica”. Será? Não me consta. Ao revés, ela insiste à exaustão na lisura e na legalidade de suas ações, até saiu mundo afora denunciando os “golpistas” e se fazendo de coitada. Sempre atacando de piadista, diz Marinho que o PT “é um partido democrático”. Hilário! Como pode ser democrática uma legenda cujo chefe ameaça censurar a mídia e insinua que, quando puder, vai retaliar jornalistas desafetos? E que partido democrático é esse que apoia ostensivamente a ditadura venezuelana de Nicolás Maduro? É ou não é impagável o discurso do pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes? Não contente, o tagarela critica a “educação” dos tucanos em São Paulo, mas (prudentemente) se esquiva de dizer que a tal “Pátria Educadora” de Dilma não passou de um slogan, haja vista a vergonhosa posição do País nos rankings internacionais de qualidade de ensino, após 14 anos de desgoverno do PT. Para concluir o show “rir é o melhor remédio”, Marinho denuncia obras em São Paulo que, segundo ele, estão “na promessa”, mesmo sabendo que o Rodoanel, em boa parte pronto, é a maior obra de engenharia em andamento no País, e, de quebra, novamente isenta-se de dizer que há dezenas (quiçá centenas) de obras federais dos tempos do PT que mal saíram do papel e quando saíram só se viu incompetência, corrupção, superfaturamento e atrasos, quando não paralisações por todo lado. E é esse o virtual candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo. Olho vivo!

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Mais um sob suspeita

Ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho é aquele ex-ministro do Trabalho e da Previdência que se declarou “chateado” por ter sido acusado de machucar aposentados em manifestação na frente do ministério durante saída do carro oficial, justificando que “o pessoal veio agredir o carro”. E já está sendo lançado candidato ao governo paulista, apesar de ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por ter recebido, com o filho do seu inominável chefe, propina para favorecer a empresa sueca Saab na compra dos caças Gripen. Será que eles pretendem destruir o nosso Estado como fizeram com São Bernardo?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Militante feito de bobo

Uma vez confirmada a aliança do PT com partidos que votaram a favor do impeachment, o que você vai fazer, petista? É, você mesmo que está rouco de tanto gritar “fora Temer”, com que cara vai ficar diante disso, que tem o aval do Lula? Não vai se sentir traído, não? Ou você ainda não percebeu que esses políticos não valem nada? As desavenças são mera cena pública, entre eles é tapinha nas costas, abraços... Entenda que eles nos fazem de palhaços. Discutiram, desentenderam-se e agora estão se unindo. Mas a culpa é nossa, que votamos neles.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Então não foi golpe?

Finalmente o PT, via Luiz Marinho, reconhece que a maioria do povo brasileiro apoiou o impeachment de Dilma. Como fica a lenga-lenga do golpe, se houve apoio em massa da população? Perderam de vez o rumo!

CESAR ARAUJO

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

Ah, conta outra

Então, segundo Luiz Marinho, Lula não quis candidatar-se em 2014 porque Dilma tinha o direito à reeleição? Ou ele viu que entraria numa roubada? É claro que Lula se acovardou, sabia, como todos de bom senso, que o País viveria momentos difíceis e ele, em vez da herança de FHC, teria uma herança realmente maldita, produzida pela “presidenta” poste que ele inventou.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

Plano B

Leio que Jaques Wagner (pensei que estivesse preso) acha Ciro Gomes um bom candidato à Presidência. São os primeiros movimentos da coligação esquerdista plano B, vem aí a vanguarda do atraso versão 2018.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

JUSTIÇA

Prisão após 2ª instância

Demonstrando ser aliada do fim da impunidade no País, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifesta-se a favor da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Raquel entende que se o Supremo Tribunal revogar sua própria decisão de outubro de 2016, porá mais ainda em risco a credibilidade das nossas instituições. O ministro Gilmar Mendes já disse que pode mudar seu voto, que foi a favor da prisão. Se assim for, os condenados na Lava Jato serão beneficiados, pois seus advogados, com os recursos intermináveis que a esquizofrênica legislação permite, podem empurrar com a barriga a execução das penas.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Decisões iô-iô

O Supremo já decidiu duas vezes da mesma forma: a condenação em segunda instância leva à prisão dos réus. Agora surge a preocupação de novo julgamento do mesmo tema. O Supremo tem a obrigação de dar segurança jurídica ao País, mantendo imutáveis suas posições a respeito de temas já julgados. A presidente Cármen Lúcia deveria impedir tal julgamento, para evitar as decisões ioiô que se vêm tornando a marca dos ministros.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Pílulas de sabedoria

A propósito da defesa da execução da pena após a condenação do réu em segunda instância, cabe, por oportuno, citar duas declarações. De Ruy Barbosa: “A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”. De Sergio Moro: “Justiça sem fim é justiça nenhuma”.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O DESTINO DAS ‘100 MEDIDAS’


Um novo pacote de medidas contra a corrupção foi anunciado pelo procurador da República Deltan Dallagnol, sob o epíteto “100 Medidas contra a Corrupção”, que contará com a participação de diversas entidades civis e organizações. Conquanto ainda não se saiba quais sejam essas medidas, o pacote nasce acometido por certo preconceito em razão da recente história de excessos do Ministério Público Federal (seja pelos superpoderes atribuídos a si mesmo na Resolução 181/2017, seja pelo parcialmente abjeto projeto “Dez Medidas Contra a Corrupção”) e por sinais de que passará longe de um debate necessário: a “corrupção pelo poder” no combate à corrupção. Um dos temas contemplados nesse pacote, segundo o presidente da Associação dos Juízes Federais, é uma alternativa ao projeto de lei sobre o abuso de autoridade, com o objetivo de, por exemplo, promover “a retirada do cerceamento da condução coercitiva e da prisão preventiva”. É lastimável que um pacote de medidas contra a corrupção objetive impedir a responsabilização de juízes por decretarem prisões ilegais, como se o Estado de Direito fosse afeito a agentes públicos irresponsáveis por seus atos. É esse descomprometimento de agentes públicos com as consequências de sua atuação que conduz a história a casos como o do reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, preso, solto, afastado do cargo e morto em plena fase de investigações. A sentença de Cancellier chegou antes do tempo (uma das chagas de um sistema de Justiça imediatista, punitivista e desprovido de responsabilização) e na perversa forma de pena capital. Com pequenas ou grandes “corrupções” na forma de abusos de poder, decisões “legais” compuseram o enredo do tão comum “processo oculto e ilegal” que não poucas vezes se encerra em tragédia. Nem diante de fatos como este a autorreflexão parece ser exercida institucionalmente. Após a morte de Cancellier, associações de juízes, procuradores e delegados, em nota, afirmaram que “os critérios usados para uma prisão processual, ou sua revogação, são controlados, restritos e rígidos”. Na legislação talvez sim; mas, na boca de algumas autoridades, os critérios se tornam vazios de sentido e maleáveis. Tanto é assim que, na decisão que determinou a condução coercitiva de outros investigados na mesma operação, foi consignado pela juíza federal que, “Não obstante a previsão legal traga como requisito a existência de intimação/notificação prévia e seu não atendimento pelo intimado/notificado, tenho que o instituto deve ser lido de maneira mais ampla (...)”. Ou seja, decide-se apesar da lei. Diante desse cenário, se o propalado pacote “100 Medidas Contra a Corrupção” não se dispuser a debater a limitação de poder e, lamentavelmente, se postar contrário à responsabilização de agentes públicos por atos ilegais, tenderá ao mesmo destino do anterior pacote “Dez Medidas Contra a Corrupção”. Afinal, o combate aos excessos de todos os tipos deve ser indistinto: mesmo quem o defende não deve ficar à margem dele.


Raul Linhares raul@ritterlinhares.com.br

Novo Hamburgo (RS)


*

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO


Sobre o editorial “Os donos da verdade” (1/11, A3), todos aqueles que militam na Justiça devem conhecer e saber os seus limites de poder de atuação e de respeito aos demais participantes. Ao magistrado incumbe sentenciar, exercendo o poder jurisdicional em nome do Estado. Ao Ministério Público, que é órgão da lei e fiscal de sua execução, incumbe atuar em benefício da comunidade, reivindicando o que de Direito, mas sem julgar ou decretar o quanto postulado e depende de julgamento de mérito ou não, com sentença. Ao advogado incumbe postular em nome de seu cliente a prestação jurisdicional pertinente e cabível, que é deferida ou indeferida pelo magistrado ou tribunal. Assim, não pode o Ministério Público extrapolar de suas funções ou atividades, porque não é órgão judicante nem membro do Poder Judiciário. Por conseguinte, não é dono da verdade!


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


*

O CONGRESSO E A CORRUPÇÃO


A Operação Lava Jato e as “Dez Medidas Contra a Corrupção” nos mostraram o caminho para o Brasil limpo e honesto com que sonhamos, mas, em razão do envolvimento de muitos que detêm o poder almejando impunidade, estão sabotando o anseio coletivo de um Brasil melhor, pois são eles que fazem as leis e as põem em prática. Segundo Deltan Dallagnol, a Lava Jato é a ponta do iceberg e, se os brasileiros de bem não persistirem no combate à corrupção, nada mudará. A esta altura do campeonato, temos de vencer de goleada para desmoralizar a corrupção, senão a bandidagem vira o jogo, fica impune e o Brasil vai de vez para o brejo.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

ESTAMOS FRITOS


O juiz Sérgio Moro disse recentemente que o futuro da Operação Lava Jato depende da sociedade. Se for depender dela, estamos fritos, pois a sociedade é formada pelas classes A, nem aí para o País; classe B, cuidando de sua vida; classe C, ralando para sustentar o roubo destes governantes e manter seus empregos; e as classes D e E, dependentes das explorações dos políticos, vivendo mal e esperando cair do céu. Os milhões que foram às ruas estavam insatisfeitos com os governos Dilma, Lula e PT. O que pode a sociedade fazer quando os Três Poderes estão desacreditados? Quando vimos um cidadão comprar homens dos Três Poderes, e eles se venderam, em quem vamos acreditar? Juiz Moro, infelizmente, estamos cansados de remar e não chegar à margem. Somos atropelados dia a dia por notícias de corrupção. E os poderosos ameaçam se salvar. O que fazer quando os guardiões da Constituição a rasgam sem o menor respeito e na cara do cidadão? A Lava Jato vai continuar, ainda que seja necessária uma revolução.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

O IMPÉRIO DO CRIME


A paz voltou a reinar no império do crime e Michel Temer seguirá governando sem ser incomodado pela polícia e pelo Ministério Público. O custo da vitória de Temer é muito maior que os bilhões que foram usados para comprar o voto dos parlamentares corruptos, o custo da vitória do presidente Temer é a manutenção de todos os esquemas de desvio de dinheiro público que vigoram no País. O maior preço a pagar para manter Temer na Presidência é a volta de Lula ao poder nas próximas eleições. Lula não foi e nunca será punido, porque faria picadinho do vice de Dilma Rousseff na delação premiada. O Brasil teria de prender todas as principais lideranças políticas do País, Lula, Temer, Aécio, etc. Como isso daria muito trabalho, o Brasil não prende ninguém. A vitória de Temer é a vitória do império do crime.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

‘O CUSTO DA GOVERNANÇA’


Eu concordo em parte com o editorial do “Estadão” “O custo da governança”, de 31 de outubro, de que o governo Temer tem sido mais eficiente que seus antecessores, governos Lula e Dilma, e que a reforma trabalhista é um exemplo disso, porém eu discordo de que o governo Temer não comprou o Congresso Nacional. Conforme noticiado, a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares entre junho e outubro – primeira e segunda denúncias pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça –alcança R$ 32,1 bilhões. Se o presidente Temer se diz inocente, então por que comprar votos? O correto, mesmo, para “quem não deve não teme” seria colocar-se à disposição para ser investigado e, finalmente, provar a sua inocência. Em suma, fazer um “toma lá, dá cá” de R$ 32,1 bilhões em negociações com parlamentares, para um governo que estima um déficit de R$ 159 bilhões nas contas públicas para este ano, é um descalabro e tanto.


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


*

PARALELO COM A ARGENTINA


Após as vitórias eleitorais do presidente Maurício Macri, na Argentina, dá para fazer um paralelo com a situação no Brasil. Lá, com seu governo, a conjuntura piorou antes de começar a melhorar. A recuperação econômica foi guiada por reformas e investimentos e, agora, está mais focada no consumo, alcançando outros setores e fazendo com que mais pessoas percebam a recuperação. Com isso, mas não só isso, vieram as vitórias eleitorais e, tudo indica, permitirão sua reeleição em 2019. Outras grandes reformas necessárias deverão ser aprovadas no país vizinho, já que Macri contará com maioria no Legislativo. Aqui, enquanto Michel Temer tentava se livrar (como presidente) de denúncias de oportunistas (Janot, Joesley, Saud, Funaro e parte da imprensa), tinha contra si a oposição, grande parte da “situação” oportunista e corporativa, corporativismos de servidores públicos, viúvas do lulopetismo e grande parte da população mal informada. Todos visando a ou tentando impedir as reformas tão necessárias ao País. Na Argentina, o presidente Macri mostrou à população quem de fato era (é) a antecessora Cristina Kirchner, que, com seu populismo, levou o país à beira do desastre, ao contrário de Temer, que parece querer preservar sua antecessora, Dilma, que com seu padrinho Lula são os verdadeiros responsáveis pela situação crítica em que o Brasil ainda se encontra.


Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha


*

POBRES DE NÓS


Sou uma simples dona de casa e reconheço que não sou especialista em política. O que entendo de política é o que leio no “Estadão” todos os dias, enquanto tomo meu café da manhã. Desde que teve início a Operação Lava Jato, não leio sequer uma notícia boa sobre políticos e política no Brasil, parece que estou lendo as mesmas notícias de ontem sobre a corrupção. Pobres de nós, simples brasileiros trabalhadores, que temos de assistir a um presidente usar uma fortuna em dinheiro público para se manter no poder. Como simples dona de casa, é isso que entendo, e para entender isso não necessito ser especialista em política!


Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André


*

ROTINA


Entra dia e sai dia e as principais manchetes dos jornais continuam focadas na maldita corrupção. A nós, pobres mortais, só resta saber até quando vai durar esta bandalheira.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

O ‘CAUSADOR’ DO STF


O “causador-mor” do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a agir. Gilmar Mendes Ferreira decidiu suspender a transferência de Sérgio Cabral para presídio federal, afirmando que não identificou ameaça, ainda que velada, na menção feita às atividades da família do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Quanto ao segundo ponto, as regalias usufruídas pelo ex-governador fluminense, o ministro concordou com que se trata de fato grave, a merecer reação vigorosa – caso efetivamente esteja ocorrendo, mas que, “ainda que ilegal, o acesso indevido a confortos intramuros não constitui risco à segurança pública”, para justificar a transferência. Por determinação de Marcelo Bretas, competente para julgar os crimes da Lava Jato no Rio de Janeiro, Cabral seria transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS). A decisão do juiz foi tomada há dias, após uma tensa audiência, quando o ex-governador falava sobre compra de joias para suposta lavagem de dinheiro e mencionou que a família do magistrado trabalhava com bijuterias. Bretas disse que havia se sentido ameaçado com essa declaração. Entretanto, o ministro entendeu que, “ainda que desastrada, a alegação do réu tem ligação com o caso em julgamento e representa conhecimento de dado tornado público pela própria família do julgador”. “O fato de o preso demonstrar conhecimento de uma informação espontaneamente levada a público pela família do magistrado não representa ameaça, ainda que velada. Dessa forma, nada vejo de relevante na menção à atividade da família do julgador”, ponderou em sua polêmica decisão. Gilmar afirmou, ainda, que a inclusão no sistema penitenciário federal de segurança máxima deve ser amparada em hipóteses verdadeiramente graves e excepcionais, que atendam ao Decreto 6.877/09, artigo 3.º e incisos, o que realmente não se deu. No entanto, dizem há muito que “quem deita na cama faz a fama”, razão pela qual novamente em destaque nacional é o ministro que mais “causa” no STF. Menos mal que a discussão com o colega Barroso, por exemplo.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


*

ECOS DE GILMAR MENDES


Após o ministro Gilmar Mendes afirmar que o trabalho que exerce no Judiciário, apesar de árduo e estafante, não o considera trabalho escravo, agora, aparece a ministra dos Direito Humanos, Luislinda Valois, que quer incorporar ao seu salário de ministra o que recebe como desembargadora aposentada. Pretende receber o montante de R$ 61 mil mensais, e não somente o teto constitucional de R$ 33,7 mil. Essa situação que enfrenta, afirma Luislinda, nada mais é do que “semelhante ao trabalho escravo”. Ora, ambos os ministros não têm o mínimo cacoete para entender o que é trabalho escravo. Peçam para sair! E, enquanto isso, Renan Calheiros, presidente do Senado, desistiu de colocar em votação a polêmica proposta de lei de Abuso de Autoridade. Percebeu que o abuso de autoridade praticado pelo Supremo Tribunal Federal veio a beneficiá-lo quando este foi proibido de exercer o seu cargo no Senado. Agora, a proposta foi engavetada, por seu próprio interesse. Muda, Brasil! 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

BENEFÍCIOS VERGONHOSOS


O setor público brasileiro reserva benefícios a certas categorias de servidores públicos que considero imorais. Não somente a jabuticaba brasileira instituída há décadas de pagamento integral de aposentadorias, mas os benefícios extras que recebem, além de seus altos soldos, deputados, senadores e magistrados. Mesmo com um teto salarial nada desprezível e inimaginável para a maioria do nosso povo, de R$ 33.763,00, muitos ainda recebem auxílio-moradia de R$ 4.377,00 por mês, enquanto que o salário mínimo é de míseros R$ 937,00. E, neste rol de indignação que vive o povo brasileiro, 218 juízes e desembargadores do Rio Grande do Norte conseguiram uma liminar no STF, concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, e vão receber retroativamente a bolada de seis anos de auxílio-moradia. Ou seja, um gordo contracheque de até R$ 211 mil. Ou um total de R$ 39,5 milhões, que dariam para construir várias creches para nossas crianças.


Paulo Panossian paulopanosian@hotmail.com

São Carlos


*

PRISÕES BRASILEIRAS


Vamos mudar um pouco os assuntos interessantes que os leitores remetem ao “Estadão”. Um problema em que ninguém toca, mas é muito sério e urgente, é o elevado número de presos diariamente no País. Tem dia que atinge cerca de cem prisões. Se somarmos isso em um mês, o número chega a cerca de 3 mil mensais. É necessário construir um presídio mensalmente. Os existentes estão com suas ocupações ultrapassadas e, às vezes, dobradas, preocupando a Justiça e a Polícia. Em consequência, para não aumentar a lotação das cadeias, a Justiça tenta não aumentar essa lotação geral aplicando penas mais leves aos infratores, com prejuízo ao merecimento certo. Assim, venho sugerir que o governo federal estabeleça uma lei semelhante à lei que obriga os municípios a aplicarem 20%, no mínimo, em Educação. Aplicando, os municípios, futuramente e anualmente uma verba de 10% da arrecadação especialmente para a construção de novos presídios nas regiões administrativas. No caso de Itapetininga, seria na região de Sorocaba. A escolha do local caberia ao governo federal, que hoje é quem arca com toda a despesa de construção deles. Essa contribuição dos municípios em suas regiões administrativas é para todo o Brasil. Assim acabaria esta história triste de soltar uma motorista que está com a carteira cassada, embriagada e falando ao telefone, mata três pessoas e é solta para aguardar a prisão mais tarde.


Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga


*

SINAL VERDE-OLIVA ACESO


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou em entrevista recentemente que não existe qualquer possibilidade de uma intervenção militar no Brasil, por causa da crise política. As Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis, completou o ministro. O excelente artigo assinado pelo professor e cientista político Eliézer Rizzo de Oliveira, “Ameaça à democracia” (“Estado”, 30/10, A2), por sua vez, alertou para traumas terríveis em caso de uma nova intervenção militar. Porém nossas instituições parecem ter se esquecido daquele amargo período, e estão fazendo de tudo para que volte a ocorrer. Estão, como diz o ditado popular, “cutucando a onça com vara curta”. A população tem assistido perplexa à bandalheira política instalada no Executivo e no Legislativo e ao prende e solta de bandidos pelo Judiciário, o que tem influído e muito no descrédito da mais alta Corte de Justiça do País, o STF. Com os Três Poderes da República desacreditados, com a paciência minada e sentindo-se totalmente desprotegido, um em cada três brasileiros é simpático ao regime militar (pesquisa Instituto Paraná divulgada em 20/10). E o apoio popular poderá aumentar se a tendência de votos para a Presidência persistir até o pleito de 2018. Dois pré-candidatos disputam a ponta: um, condenado a nove anos e meio de cadeia e réu em mais seis processos, e o outro, um “franco-atirador”, falastrão, que pretende ser o salvador da Pátria. Então, o estopim poderá ser aceso a qualquer momento e o sonho da paz nos quartéis, transformado em pesadelo. E, se isso ocorrer, “donos” do poder e desavisados, não será uma ditadura provisória como pregam alguns setores da sociedade – 21 anos estão bons para vocês?


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


*

ELEIÇÕES 2018


Diante do placar adverso que o País enfrenta, tendo tomado uma saraivada de gols no primeiro tempo, é fundamental que volte dos vestiários para os 45 minutos finais de partida com uma nova e certeira postura em campo. Não deverá atacar nem pela esquerda nem pela direita. O caminho do gol adversário é pelo centro, de onde poderá fazer os gols necessários para virar e ganhar o jogo. Avante, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

IBOPE


Que diabos ocorre com nosso povo? Um homem nefasto como Lula, condenado a 9,5 anos de prisão – apenas no primeiro processo a que responde –, por crimes lesa Pátria, lidera as intenções de voto para a Presidência em 2018, segundo o Ibope. Nosso povo é burro ou gosta de apanhar? Ou os dois?


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

   

*

CURRÍCULO


Dizerem que Temer é o maior bandido do Brasil, como temos visto, é afrontar o currículo de Lula.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


*

A ESCOLHA DE LUCIANO HUCK


Entre surpreso e estupefato, li que o homem público Luciano Huck pode se filiar a um partido político visando à candidatura no ano que vem. Até aí, tudo bem, é seu direito como cidadão. Agora, não dá para compreender é a escolha feita! Trata-se do Partido Popular Socialista (PPS), nome fantasia adotado pelo antigo Partido Comunista Brasileiro, o célebre Partidão. É isso mesmo, Huck? Vai para o Caldeirão!


Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


*

ELEIÇÕES


Para presidente, com os candidatos que até agora aí estão, voto responsável é o voto nulo.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com

São Paulo


*

VOTO RESPONSÁVEL


Lendo o editorial “A responsabilidade do voto”, publicado no dia 29/10 (página A3) pelo “Estadão”, pode-se concluir que para que ocorra o que lá está posto é preciso que haja uma transposição não das águas do Rio São Francisco, mas das águas do Oceano Atlântico pelo Brasil, aportando na Alemanha ou em qualquer dos países escandinavos. Nesses países, sim, o povo tem condições intelectuais para votar responsavelmente. Mas aqui, onde, depois de 13 anos de desgoverno lulopetista, 30% (trinta por cento) ainda votariam no “demiurgo do agreste” e outros tantos por cento sufragariam um “milico” com ideias bizarras para a condução da Nação, vê-se que o voto continuaria a ser irresponsável, permanecendo tudo como está. O editorial, entretanto, dá uma pista para a solução desse problema quando afirma “(...) a incapacidade de a Justiça, sozinha, pôr fim a esse mal (a corrupção) que tanto prejudica o desenvolvimento econômico e social de um país”. Não há dúvida quanto a isso, mas esse é o ponto de partida, o “grid” de largada, porque a Justiça é a única teoricamente capaz de banir a classe política criminosa que aí está, senão toda ela, pelo menos suas lideranças atuantes, e depurar o sistema político brasileiro. Afastando e impedindo que esses verdadeiros malfeitores voltem a agir no comando da Nação, ficarão criadas as condições para a eleição de novos representantes (veros) que deverão ficar sujeitos ao dispositivo chamado “recall”, ou devolução dos mandatos, caso incorram nas mesmas práticas criminosas dos que foram banidos. Neste caminho é importantíssimo o papel da mídia, que deveria dar total apoio às ações promovidas pelas instituições judiciárias, mas não o faz. A crítica que se faz atualmente às ações dos agentes da Justiça só trabalha para a permanência do “status quo” político, mantido há décadas pelo voto irresponsável, por ignorância, dos nossos eleitores.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.