Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 03h02

FINANÇAS PÚBLICAS

Nem Jesus salva

Congresso tem 236 emendas para manter reajuste a servidor – essa é a manchete do Estadão de ontem. Somemos a isso o editorial Universo paralelo (5/11, A3) e não é preciso dizer mais nada. Não precisamos de nenhum profeta para dizer que vamos para o fundo do poço, nem sequer da volta do irresponsável desgoverno lulopetista para completar o desastre. Com parlamentares desses, nem a volta de um Jesus Cristo nos salvará. Que o diga a Grécia. Pobres futuras gerações. Pobre Brasil.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Ilha da fantasia

Brasília é mesmo uma ilha da fantasia, de onde brota uma cascata infinita de dinheiro milagroso, do qual os parlamentares usam, abusam e se banham enternecidos com tamanha fartura. Enquanto a área econômica do governo federal faz das tripas coração para manter os R$ 159 bilhões de déficit fiscal, nossos digníssimos “representantes”, na contramão de qualquer empresa em dificuldades, que congela salário dos funcionários até que consiga reequilibrar suas contas, confabulam para manter o aumento do funcionalismo, embora a equipe econômica já tenha deixado claro não existir caixa para esse aumento. Isso porque todo parlamentar tem n funcionários para chamar de seus: seus amigos, seus companheiros, seus filhos, esposas, amantes e protegidos. Ainda bem que 2018 está próximo, para que possamos dar adeus ao pior Congresso que um dia nossa tênue democracia conseguiu parir. Vade retro!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Caterva irresponsável

São 236 (!) emendas parlamentares para favorecer os servidores. É o perfeito retrato de uma Câmara desbriada, à mercê de falsos legisladores que insistem em tratar os interesses dos brasileiros que sustentam o País de forma irresponsável. O Congresso exala odor fétido e quem está dentro se acostumou à putrefação. Enquanto não sairmos às ruas exigindo o voto distrital e o recall após dois anos de exercício do mandato, continuaremos a entregar o nosso futuro e o dos nossos filhos e netos a essa caterva de irresponsáveis.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Supersalários

A ministra dos Direitos Humanos já pode comemorar o sucesso de sua grita contra a escravidão: vem aí a PEC do jeitinho para permitir acumular salários que ultrapassem o teto. No Brasil é assim, a exceção faz a regra e a lei para os mais privilegiados.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

CORRUPÇÃO

Política consome o País

O vídeo da prefeita de Porto Seguro (PSD-BA), Claudia Oliveira, “comemorando” desvio de dinheiro público ilustra bem o escárnio da classe política contra o povo brasileiro. Como é fácil roubar este país, como é simples burlar leis e fazer o eleitor de bobo! Infelizmente, a população vai precisar de mais que uma eleição para mudar o Brasil, pois o buraco é mais embaixo, não resta a menor dúvida. Ninguém vai largar o osso sem dar um “jeitinho” no jogo democrático, a cúpula do poder está enraizada e apodrecida em todas as instâncias, às favas com os escrúpulos!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

SINDICATOS

Ganância e ilegalidade

A aprovação pelo Congresso da reforma trabalhista (Lei n.º 13.467, de julho de 2017), que entrará em vigor em 11/11, foi um avanço e tanto para pôr o Brasil na trilha dos países desenvolvidos. Mas ela não está sendo bem aceita pelas quase 15 mil entidades sindicais brasileiras, acostumadas a receber muito dinheiro dos trabalhadores via imposto sindical compulsório (no Reino Unido são 168 sindicatos; na Dinamarca, 164; na Argentina, 9...). O que mais chamou a atenção nessa reforma foi transformar o chamado imposto sindical, ou “contribuição sindical compulsória”, equivalente a um dia anual de trabalho, em recolhimento opcional, condicionado à “autorização prévia e expressa” do trabalhador. Tudo está claro na lei, que proíbe qualquer desconto sindical sem autorização do trabalhador e não dá às assembleias de sindicatos prerrogativas do Poder Legislativo. Essa importante lei está sendo ignorada pelo presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que estaria negociando com o presidente da Câmara, o colega Rodrigo Maia (DEM-RJ) – aquele que fez uma viagem de turismo de dez dias com mais nove parlamentares pela Europa e pelo Oriente Médio com dinheiro público –, a volta do imposto sindical por meio de projeto de lei a ser votado em regime de urgência na Casa. Ou seja, os sindicatos vão defender com afinco o dinheiro farto e fácil e continuar a não prestar contas à sociedade brasileira. Assim não dá!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

‘Sindicalismo preguiçoso’

Felizmente o Estadão, orgulho da imprensa brasileira, em editorial de ontem com o título acima defende a classe trabalhadora do Brasil, denunciando as manobras dos sindicatos para confiscarem verbas salariais de “sindicalizados ou não”, a fim de compensar o fim do imposto sindical, correspondente a um dia de trabalho. Classificando o artifício como “gatunagem envernizada”, que representaria 3,5 vezes o valor pago anteriormente, o Estado expõe uma verdade que a classe política não tem coragem de enfrentar. Na realidade, os sindicatos brasileiros são totalmente inúteis, eles se ocupam apenas em arrecadar recursos para promover badernas de desocupados, como os movimentos de sem-terra e sem-teto, invasores de propriedades alheias que são manobrados com fins políticos, além de causarem transtornos de toda espécie à sociedade ordeira e responsável. Sua principal função é promover greves políticas, para criar o caos nas cidades, principalmente no trânsito, e suas diretorias são compostas de espertalhões que só almejam usufruir as verbas polpudas que os sindicatos arrecadam, além de alçar voos políticos. Exemplo maior: Lula da Silva, que levou o Brasil para o fundo do poço.

EDSON BAPTISTA DE SOUZA

baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

Nananinanão!

Foi difícil cancelar a obrigatoriedade do imposto sindical, envolvendo bilhões de reais sem absolutamente nenhuma prestação de contas. Errar é humano, mas ressuscitar a contribuição obrigatória é burrice. Foi um gol de placa do presidente Temer!

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

“Teto é teto e pronto! E assim deve ser obedecido por todas as categorias dos três Poderes da República”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE AS ARTICULAÇÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARA LIBERAR OS SUPERSALÁRIOS PÚBLICOS

jrniero@yahoo.com.br

“Nem o Super-Homem, se fosse eleito presidente, escaparia de ser refém do Congresso. Sem uma limpeza nas duas Casas não haverá quem resolva os nossos problemas”

NÍVEO AURÉLIO VILLA / ATIBAIA, SOBRE O DETERIORADO 

SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO

niveoavilla@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O CALDO VAI ENTORNAR

 

Frustrado por Michel Temer não editar medida provisória (MP) para recriar o famigerado Imposto Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), cognominado "Paulinho da Força", deu agora de tramar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a ressurreição dessa mal cheirosa exação - em boa hora extinta na reforma trabalhista - para seguir dando vida boa a sindicalistas mediante um ardil tão safado quanto manjado, qual seja, incluir a canalhice, "na miúda", num projeto "sem relação com o tema" - expediente chamado de "jabuti", que é para passar de forma despercebida, sem dar na vista. E tudo em caráter de "urgência", que é para a maldade não ficar "muito em cima" da eleição e influenciar o eleitor em outubro de 2018... O ardiloso deputado Paulinho da Força é o típico "representante" que não representa ninguém, senão os interesses pessoais e corporativos seus e de sua patota que nada produz, sanguessugas que são da classe trabalhadora e chupins da Nação!  E esse é apenas um exemplo das punhaladas que aplicam, dia e noite, de forma escamoteada, nas costas dos brasileiros. Há outros - muitos outros!  Depois, ficam sem saber por que há tanta gente desiludida com a democracia - cerca de 50%, segundo pesquisas (!) - e até se veem uns mais exaltados clamando por intervenção militar como forma de moralização desta esbórnia em que se transformou a política brasileira. Uma hora destas o caldo entorna. Quem avisa amigo é!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTO SINDICAL

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, está negociando com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, projeto que viabilize cobrança de imposto sindical dos trabalhadores brasileiros. O imposto sindical obrigatório era uma verdadeira afronta ao trabalhador e, por isso, foi extinto. O líder do Solidariedade está empenhado em ressuscitar esse imposto, mas se coloca contrário à reforma da Previdência, que é absolutamente necessária. Um peso e duas medidas!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TRABALHAR QUE É BOM...

Imposto sindical deve ser recriado por projeto. Sindicato bom é como estatal boa: é aquele que NUNCA existiu! Trabalhar que é bom, mesmo, nada!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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DESCRÉDITO COMPLETO

Os sindicalistas bem estariam na minha lista de fuzilamentos, durante a reforma dos políticos. Nunca percebi qualquer utilidade no meu sindicato, além do emprego de seus líderes.

Carlos A. Borges borges.ca@gmail.com

São Paulo

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ESTELIONATO

Como será que o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, vai fazer para os trabalhadores brasileiros trabalharem para sindicatos que em nada colaboram pelos seus representados? Se forem, de novo, obrigados a "colaborar", será puro estelionato! 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O GOVERNO, OS SERVIDORES E A GREVE

  

O adiamento do reajuste salarial dos próximos dois anos e a elevação da contribuição previdenciária dos servidores federais de 11% para 14% mobilizam a classe para a greve geral. Os trabalhadores protestam contra a imposição, contida em medida provisória apresentada ao Congresso, e dizem que há outras formas de economizar recursos, entre elas a eliminação de cargos providos politicamente e sem concurso. Vamos assistir, nas próximas semanas, ao corpo-a-corpo dos servidores com deputados e senadores, além de outras medidas que podem parar os serviços públicos. Isso é ruim e, sem nenhuma dúvida, atrapalha o processo de recuperação econômica, além de tumultuar o movimento eleitoral que já começa a se desenvolver. O presidente Temer deveria se conscientizar de que nunca reuniu as condições objetivas para realizar grandes reformas. Terá feito sua obrigação se conseguir conduzir o barco e entregá-lo em boas condições a um novo timoneiro, resultante do pleito de 2018. A adoção de reformas profundas (mesmo que necessárias) depende de condições objetivas que, politicamente, não existem neste momento... 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO ELEITORAL

Em boa hora, o Ministério Público Eleitoral solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julgue o deputado Jair Bolsonaro e o condenado Lula, por terem infringido a lei eleitoral vigente! Certos de que a impunidade ainda vigora no País, Bolsonaro e Lula mandaram às favas a lei e, de forma explícita, colocaram suas campanhas nas ruas, mesmo sabendo que pela lei vigente somente é permitido fazê-las a partir do dia 15 de agosto do ano da eleição. Serão punidos, mesmo? Duvido! No máximo, uma multa de alguns míseros salários mínimos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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700 ANOS PARA PAGAR

Manchete do "Estadão" de 4/11 informava que o Tribunal Superior Eleitoral julgará Bolsonaro e Lula por anteciparem a campanha eleitoral de 2018. Ora, a multa irrisória é da ordem de R$ 25 mil para quem não respeitar a regra. Fazendo os cálculos, nenhum candidato vai espeitar essa imposição, mesmo porque somando todas as multas eleitorais aplicadas e, independentemente do valor a que cheguem, a politicalha terá 700 anos para pagar. Isso é o que se pode chamar de incentivo ao desrespeito. Muda, Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FALTA MORAL AO TSE

Que moral tem o Tribunal Superior Eleitoral para julgar qualquer coisa depois de ter aprovado as contas de campanha da madame presidente Dilma Rousseff? Os argumentos ridículos que o presidente do tribunal, Gilmar Mendes, usou para inocentar a chapa Dilma-Temer tornam irrelevante a própria existência do TSE e de qualquer coisa que este tribunal faça ou deixe de fazer. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO A PARTIDOS, QUANDO?

Quando um demagogo confesso e convicto inicia abertamente uma campanha política de forma ilegal e obtém 38% de preferência do eleitorado; quando outro demagogo inicia igualmente e ilegalmente campanha política e atinge 15% de preferência do eleitorado (tudo segundo as desacreditadas empresas de pesquisas); quando na última eleição municipal o partido do demagogo confesso obteve apenas 12% de votos no Brasil inteiro; quando este mesmo demagogo confessa a fraude na última eleição presidencial à imprensa internacional; questiono se a Justiça Eleitoral vai apenas aplicar aquelas multas irrisórias de R$ 5 mil ou finalmente vai aplicar a lei e punir, como já deveria ter punido, os dois grandes partidos que, com dinheiro sujo, surrupiado do povo, se beneficiaram, fraudaram e ganharam a eleição de 2014. Está aberta a palavra ao Ministério Público Federal e à Justiça Eleitoral.

Jose R. de Macedo Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

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LULA E DOSTOIEVSKI

Lula ouviu dizer que um russo (Dostoievski) disse que, se não há Deus, tudo é permitido. Agnóstico por puro primarismo, gostou do que ouviu e deu no que deu.

  

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RUMO AO PRECIPÍCIO

Aprecio os artigos da colunista Eliane Cantanhêde, mas discordo de suas críticas a Fernando Henrique Cardoso por ter se manifestado a favor do desembarque do PSDB do governo Temer ("Tripla proeza de FHC", "Estadão", 7/11, A6). Na minha opinião, como eleitora do PSDB nas últimas eleições, o partido não deveria ter se unido ao PMDB logo após ao impeachment de Dilma, aceitando cargos no ministério do governo Temer, pois já era sabido que o PMDB sempre esteve unido ao PT, na corrupção e na divisão dos "pixulecos". O PSDB deveria ter lutado com mais afinco pela cassação da chapa Dilma/Temer no TSE, o que poderia ter agravado um pouco mais a crise, mas com certeza teríamos saído dela mais fortalecidos. Agora, o que temos? Um bandido queridinho dos pobres e da mídia, Lula da Silva, autoproclamando-se inocente e transferindo os seus pecados para o PMDB e o PSDB, que se uniram para atravessar uma pinguela, que poderá ser arrastada até 2018, por um tsunami, caso um dos dois candidatos que lideram as pesquisas seja eleito. O PSDB, se tiver de morrer pelos seus erros do passado, que morra sozinho, mas não abraçado ao partido que sempre esteve unido ao PT durante os governos "petralhas". O PSDB não tem nenhuma obrigação de dar governabilidade ao governo Temer e muito menos "salvar" o País, quando o próprio povo está jogando o País no precipício anunciado sua intenção de voto em Lula ou em Bolsonaro. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'TRIPLA PROEZA DE FHC'

Eliane Cantanhêde falou e disse. Dissecou em detalhes a situação atual do PSDB. 

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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TRISTE PERDA

Quem diria que o ex-presidente FHC, sempre tido como um dos poucos estadistas que tivemos, hoje joga contra a estabilidade do País ao exigir que os ministros de seu partido, o PSDB - aliás, superqualificados -, deixem o governo Temer até o fim do ano ("Estadão", "Hora de decidir", 5/11, A2). E qual a razão? Por questões morais certamente não é. A quem FHC beneficia com esta postura, então? Não é difícil de deduzir que é aquele que sempre cuspiu no prato em que lhe foi dado de comer de bandeja. Triste e decepcionante, já que na minha memória esteve até então FHC como o melhor presidente que o Brasil já teve; o mais preparado, o mais lúcido e preocupado com os destinos do Brasil, aquele que fez de tudo para o País avançar em todas as frentes. Não me enganei quanto às duas primeiras qualificações, infelizmente me enganei quanto à mais importante e fundamental: a última. Decepcionante constatar que neste momento a única coisa que está em sua mira é uma questão mesquinha, qual seja, a de olhar o futuro próximo mirando apenas nas eleições, e não na recuperação do País, luta esta que Temer parece estar travando sozinho, lutando contra a correnteza bravamente e bem acompanhado de ministros de rara qualidade, entre estes os do PSDB, a despeito da ira da população que pouco entende do processo duro, difícil e impopular que é o de resgatar o Brasil do buraco em que se encontrava pela desfaçatez daquele a quem o "ex-estadista" sempre apoiou na surdina, inexplicavelmente: Lula da Silva. Que pena que FHC vai viver ainda para assistir à descrença total e completa de seus mais renitentes admiradores em sua figura que até então era tida como exemplar, uma luz que muitas vezes iluminou o caminho escuro que percorríamos sem ver o fim do túnel. Que triste perda!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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O ENIGMA FHC

Para aclarar o significado de Fernando Henrique Cardoso no desenrolar da política nacional, vou exemplificar o posicionamento dele em dois momentos. 1) Na época do mensalão, quando os tucanos usavam as tribunas do Congresso para atacar o PT, Fernando Henrique, num instante de clímax da crise, resolveu orientar os políticos de seu partido a esfriarem seus discursos bombásticos, tudo em defesa da governabilidade de Lula. Lula salvou-se, portanto, graças a FHC. 2) Neste momento atual, em que o presidente Michel Temer necessita de todo o apoio que puder amealhar para conseguir aprovar as necessárias reformas, Fernando Henrique Cardoso orientou seu partido a tirar seu apoio ao governo federal, diretamente fragilizando o governo de Temer. Penso que incomoda a Fernando Henrique que nosso atual presidente - dito tão impopular - consiga marcar sua gestão com a aprovação destas reformas que nem mesmo ele, Lula ou Dilma ousaram colocar em votação. Concluo que FHC está tentando inviabilizar tal aprovação. Este é FHC, sempre trabalhando em prol do PT. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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APOIO NECESSÁRIO

Se o PSDB seguisse irrefletidamente a opinião de FHC em seu infeliz artigo (5/11, A2), demonstraria: 1) que só se preocupa em tentar preservar a "imagem", em detrimento dos interesses do Brasil, deixando de apoiar um esforço para aprovação das reformas; 2) que Lula, Dilma e o PT estão certos e que Temer é o vilão, desde antes de assumir a Presidência. Para garantir o crescimento sustentável, é preciso debelar o desequilíbrio fiscal, político e econômico, com a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, além da privatização irrestrita, e para isso é necessário o apoio de partidos democráticos com viés liberal, como o PSDB.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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A RAPOSA NÃO PERDE O VÍCIO

Vinte e cinco anos depois do impeachment de Fernando Collor, o Guia do Parlamentar revela que o senador (PTC-AL) gasta nada menos do que R$ 40 mil mensais na manutenção da famigerada e notória Casa da Dinda, em Brasília, paga com a verba parlamentar a que tem direito. Informações dão conta de que, de 2011 até hoje, foram despendidos exorbitantes R$ 3 milhões (!) para o pagamento de segurança, conservação, limpeza e jardinagem da mansão erguida num terreno de 5 mil metros quadrados. Diante do malfeito exposto, como se o Senado fosse a casa da mãe Joana, cabe, por oportuno, citar o velho dito: a raposa perde o pelo, mas não o vício. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REGALIAS REVOLTANTES

Sou aposentada da Prefeitura de São Paulo desde fevereiro de 2015 e até hoje meu salário não subiu um único centavo. O reajuste salarial postergado dos funcionários federais, a reforma da Previdência - necessária - e outras questões relacionadas às receitas do governo só serão compreendidas, e talvez aceitas, na mesma proporção em que os políticos deixem de ter regalias revoltantes e a Justiça tome efetivamente suas providências quanto aos bilhões desviados pela corrupção e seus responsáveis. Os trabalhadores precisam entender suas perdas enquanto a grande maioria dos ladrões continua levando a vida como se nada tivesse acontecido?

Rita de Cássia Guglielmi Rua ritarua@uol.com.br

São Paulo

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'UNIVERSO PARALELO'

Parece que nada importa aos servidores da União, desde que seus vencimentos venham com os aumentos esperados e sejam pagos em dia. Não pensam em como a União irá conseguir os recursos, porque não são montantes fáceis de colocar no orçamento. Como bem salientou o editorial do "Estadão" "Universo paralelo" (5/11, A3), os recursos não brotam da terra, devendo ser arrecadados das classes produtoras. Na verdade, sabem que a arrecadação da União caiu e que o País passou anos sob forte recessão, chegando aos quase 14 milhões de desempregados. Mas, mesmo sabendo das agruras por que passa a economia do País, querem e até exigem aumento salarial, sob pena de greve e outras ameaças mais. O remédio é um só: resistir aos reclamos e atuar contra os posicionamentos descabidos e indesculpáveis.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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TOLERÂNCIA

São impressionantes os níveis de tolerância aceitos no Brasil quando se trata de "parlamentares". Mesmo após a catastrófica declaração da ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois - que protocolou pedido alegando que desempenha um trabalho "escravo" atuando como ministra e desembargadora aposentada, por não receber R$ 61 mil, correspondentes às duas funções -, foram condescendentes com ela, que só recebeu um aviso de que ficaria no cargo e, consequentemente, no governo se não tocasse mais no assunto. E não se fala mais nisso. Vergonhoso, imoral e absurdo!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, que é afiliada ao PSDB, deveria seguir a orientação do partido para silenciar se quiser ficar no cargo do ministério de Direitos Humanos ("Estadão", 4/11). Se ela insistir em que é vitima de "trabalho escravo" com um vencimento bruto de R$ 61,4 mil (o teto é de R$ 33,7 mil), a sociedade brasileira irá chamá-la de ministra "Luisfeia" e ponto final!

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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DIGNIDADE!

Se a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, pensa que basta apenas desistir do pedido que fez ao governo para acumular o seu salário com o de desembargadora aposentada, e dar o assunto como encerrado, está redondamente enganada. Ao considerar seu trabalho como escravo, já que deixará de receber cerca de R$ 28 mil para se "vestir com dignidade", "usar maquiagem" e "comer", a ministra falta com o respeito a todos os brasileiros e particularmente aos seus antepassados negros que foram, estes sim, escravizados, maltratados, torturados e assassinados sem piedade. Se a ministra entende o significado de dignidade, deveria pedir desculpas por estas colocações vergonhosas e arrogantes, para dizer o mínimo, e entregar sua carta irrevogável de demissão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EXONERAÇÃO

Sr. presidente Temer, aproveite a ocasião e exonere  a ministra Luislinda, que mostrou não saber o que são direitos humanos, justiça, respeito às leis, decoro e vergonha na cara ao pedir o que 99% da população brasileira que a sustenta não tem.

Sergio Luiz Jabur Salomão sljs@uol.com.br

São Paulo

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A ÓTICA DA MINISTRA

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, comparou seu trabalho como ministra, com salário de uns R$ 33 mil, que é o teto constitucional, a um trabalho escravo. Queria acumular este vencimento com o de desembargadora aposentada. A ministra tem ideia do que é trabalho escravo? Já andou pelo interior deste país, principalmente pela Região Norte, Pará, Amazonas, por exemplo, para ver como trabalham os trabalhadores das madeireiras? Dentro da ótica da ministra, então, salário mínimo é o quê?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ALÉM DO PRÓPRIO MURO

Inacreditável! Se nós pensávamos que já teríamos lido ou ouvido todo tipo de sandice, estávamos errados. Esta senhora que alega serem R$ 33,7 mil insuficientes para a sua aposentadoria deveria olhar além da casta à qual pertence e ver o que faz a maioria dos aposentados deste país com os parcos R$ 3 mil em média que recebem. E mais, ela se vê como escrava! Qual a próxima alegação? Que estará sendo perseguida por ser negra? Até onde vamos? 

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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HUMILHAÇÃO

Senhores, acho que a ministra Luislinda está mal compreendida. Acho que, por ser da Bahia, ficou influenciada com os R$ 51 milhões atribuídos ao seu conterrâneo Geddel Vieira Lima, e com razão se sentiu humilhada por aquele.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

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MEUS DIREITOS HUMANOS

Insatisfeita com um contracheque de R$ 33,7 mil mensais, carro com motorista, direito a jatinho da FAB, cartão corporativo, imóvel funcional e gordas diárias quando viaja, a ministra Luislinda teve a cara de pau de requerer ao governo juntar a tudo isso a sua aposentadoria de desembargadora, para passar a receber R$ 61,4 mil mensais, saindo, em sua opinião, de uma situação de trabalho escravo com a sua atual remuneração. Para ficar mais condizente com sua atual ocupante, sugiro ao presidente Temer renomear o ministério de Luislinda para "ministério dos Meus Direitos Humanos".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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CHEGA PRA LÁ

Faltam ao presidente Temer senso de oportunidade e mão firme. Com uma canetada, daria alforria à pobre ministra escrava. Ainda mais que o PSDB está precisando mesmo de um chega pra lá. O que é que essa figura fez até agora?

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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NOUTRA FREGUESIA

A ministra Luislinda Valois deveria pedir demissão após gastar seu "precioso" tempo produzindo um calhamaço de 207 páginas em beneficio próprio. Poderia utilizar este tempo defendendo as milhares de pessoas em verdadeira situação de escravidão. Não se ouviu deste Ministério de Direitos Humanos, por exemplo, uma única manifestação de desacordo com a nova proposta indecorosa de fiscalização do trabalho escravo. Após este vexame, a ministra (sic) deveria procurar seus direitos em outra freguesia.

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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ALTÍSSIMO SALÁRIO

Alguém sabe o que faz a nobre ministra dos Direitos Humanos? Se nem naquele pseudoprojeto do trabalho escravo ela se manifestou, o salário de R$ 33 mil é altíssimo para a titular Luislinda Valois.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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DIREITOS DESUMANOS

Após a solicitação - já retirada, devido à forte reação - de acumulação de salários públicos, o que elevaria a respectiva renda mensal a mais de R$ 60 mil, e considerando que a postulante, senhora Luislinda Valois, mora num dos países mais desiguais do planeta, onde o valor do mínimo é de R$ 937,00, nada mais adequado do que nomeá-la para chefiar um imaginário Ministério dos Direitos Desumanos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TOCOU-ME

Fiquei profundamente sensibilizado com a situação da ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois - eu e, imagino, milhões de aposentados do setor privado que recebem em média três salários mínimos. Luislinda recebe R$ 30.471,10 de aposentadoria como desembargadora, mas como ministra seu vencimento chega ao teto de R$ 33,7 mil, mais todos os benefícios do cargo, tais como cartão corporativo, carro com motorista e diárias em viagens. Como, então, pagar impostos, roupas, maquiagem e alimentação, para desempenhar a árdua e sacrificante função de ministra de Estado? Sugiro que façamos um abaixo-assinado pedindo diretamente ao papa a canonização da heroína brasileira Lucinda Valois, por seus serviços, semelhantes ao de um escravo, prestados ao povo brasileiro.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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NÃO FICA BEM

Entende-se que a ministra Luislinda Valois deva se demitir do seu cargo ministerial. Não fica bem ela reivindicar o absurdo aumento, manter as vantagens das mordomias do cargo, desculpar-se e ficar por isto mesmo. Ora, se ela não tiver o mínimo de honradez para se demitir, que o presidente da República a demita, para o bem-estar da Nação. Que moral tem ela para dirigir seu ministério, depois da trapalhada que provocou com a sua atitude? Os brasileiros esperam um pouco de sensibilidade e respeito dos seus governantes. É o mínimo!

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto 

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A TOGA E O TAPA

Luislinda - que beleza! - Vallois, desembargadora aposentada e ministra (de Michel Temer, pois) dos Direitos Humanos - veja só - queria ganhar remuneração de R$ 61 mil. Um tapa na cara dos 13 milhões de desempregados ou párias salariais dado por uma filha da Pátria, mãe gentil para privilegiados de foro. Uma provocação típica de uns que vestem e envergonham a toga por pensamentos, palavras, obras ou atos. Além de poder, o Judiciário é um filão. A magistratura brasileira vai além de possível vocação ou carreira profissional, é uma mina. Para não falar nas "togas bandidas" denunciadas pela ex-juíza Eliana Calmon, quando corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça. Tem mais: a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, em gestação silenciosa, é um cuspe na cara do povo que sustenta um Estado ineficiente e visceralmente corrupto. 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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COM O AVAL DO STF

Aproveito o caso da ministra que pediu para ganhar mais do que o teto constitucional para informar aos senhores editores que esse teto, que na prática nunca existiu, foi oficialmente "derrubado" pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento, sob regime de repercussão geral (Tema 377), do recurso extraordinário RE n.º 602.043/MT, relatado pelo ministro Marco Aurélio. A decisão foi publicada no dia 8/9/2017 e já serviu de fundamento para o Superior Tribunal de Justiça prover um mandado de segurança (RMS nº 44.649/TO) através do qual os impetrantes buscavam exatamente a percepção de rendimentos superiores ao teórico limite constitucional (decisão publicada no dia 25/10/ 2017). A pobrezinha da ministra Luislinda tem razão: ela pode, sim, receber os dois salários, o de ministra e o de desembargadora, agora com o explícito aval do STF. Confiram as ementas: "Teto constitucional - acumulação de cargos - alcance. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido. (RE 602.043/MT, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJE de 08/09/2017). Processual civil. Administrativo. Recurso ordinário em mandado de segurança. médicos. Acumulação lícita de cargos públicos. Teto remuneratório. consideração individualizada de cada uma das remunerações percebidas pelo servidor. Interpretação firmada pela excelsa corte em repercussão geral (RE 612.975/MT - TEMA 377). 1. O Supremo Tribunal Federal, em repercussão geral, decidiu que, "nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido" (RE 612.975/MT, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJE de 08/09/2017). 2. Recurso ordinário provido para, reformando o acórdão recorrido, conceder a segurança. (RMS nº 44.649/TO, Rel. Min. Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJE 25/10/2017)".

Nelson Mesquita Filho nmesquita@uol.com.br

São Paulo

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O TETO DOS SALÁRIOS

A reação da ministra Luislinda Valois ao estabelecimento do teto constitucional para os seus vencimentos é uma grata notícia. Eu não imaginava que o governo, efetivamente, estivesse pondo em prática essa norma constitucional. Restou-me uma dúvida: é para todos? O "Estadão" poderia publicar o abatimento feito nos salários de outros ministros. Consta no noticiário que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, sofreu essa perda. Quem mais? Todos os desembargadores e juízes que ganham acima do teto? Ativos e inativos? O povo precisa saber se o governo está efetivamente tendo coragem de cortar privilégios.

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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A INCERTEZA DO 13.º NOS ESTADOS

 

Vários Estados brasileiros enfrentam problemas com a queda na arrecadação. Mas há entes federativos, como os citados na reportagem publicada pelo "Estadão" no domingo (5/11) que, sinceramente, trabalharam para estar em situação delicada. O Rio de Janeiro é um exemplo claro de que houve gastos desnecessários e recusa de arrecadação indevida. Várias isenções fiscais foram realizadas sem critério rigoroso e bem definido. Além disso, ninguém ousa mexer no Pacto Federativo, sistema de distribuição de toda a arrecadação tributária, o que contribui para a grave situação das administrações estaduais. A reforma tributária, pouco discutida no Congresso Nacional, também serviria para resolver algumas questões relacionadas à queda na arrecadação dos Estados brasileiros. Precisamos priorizar o envio de dinheiro aos Estados e municípios, visto que eles concentram "o grosso" da despesa pública e não podem se dar ao luxo de "fabricar dinheiro" e tacar um déficit de R$ 159 bilhões para manter a casa em ordem. 

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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PLANOS ECONÔMICOS

Mais uma vez a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) adiou o acordo com os poupadores dos planos econômicos da década de 90. São mais de duas décadas e meia empurrando com a barriga e sob a contemplação omissa e inerte da Justiça brasileira, que está de cócoras ao poder econômico. Quantas pessoas já morreram e quantas ainda vão morrer até que este problema seja resolvido? Os bancos ditam as regras e querem ressarcimento de acordo com seus próprios interesses, ignorando direitos e o bom senso, muito diferente do que fazem quando eles são os credores. São dois pesos e duas medidas, num país onde faltam ao nosso Judiciário pulso, firmeza e, principalmente, senso de justiça. Aja, sra. ministra, o Brasil e os brasileiros estão cansados de serem explorados.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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BANCOS E POUPADORES

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) não têm nada que ficar esperando que bancos e poupadores entrem em acordo sobre o ressarcimento de perdas que teriam ocorrido na caderneta de poupança durante os planos econômicos dos anos 80 e 90. O tempo que já passou constitui inaceitável absurdo. Os tribunais têm de cumprir o papel deles: julgar aquilo que a eles foi levado no decorrer de quase três décadas. Não acredito na boa-fé dos bancos.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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ENERGIA SOLAR

A reportagem no caderno de "Economia" do "Estadão" de 4/11/2017 nos apontou que a política da produção de energia no Brasil, nos últimos anos, não foi a melhor para o País. Hoje o setor elétrico pode ser um entrave para a recuperação da economia. Depois de uma década de investimentos na Amazônia, o governo praticamente paralisou a construção de usinas ali, por causa da complexidade ambiental. Eis aí um equívoco da política governamental para o setor, pois, além de alagar grandes áreas da floresta, sua implantação exige maior aporte de recursos, inclusive pela complexidade da implantação das linhas de transmissão. A matéria diz também que "usinas solar e eólica são complementares importantes, mas não podem ser a principal fonte do País. Hoje estamos vivendo um problema estrutural no setor elétrico, porque deixamos de fazer usinas com grandes reservatórios". Porém, a reportagem sobre o primeiro parque solar, na Bahia, publicada no "Estadão" de 10/9/2017, nos apresentou outros parâmetros. Construída pela italiana Enel, com equipamentos de várias partes do mundo, a empresa tem mais três projetos na região, os quais até o fim deste ano produzirão 807 MW. Têm a vantagem de não alagarem nenhuma área nem implicar desmatamento, além de não exigir desapropriações, pois apenas remuneram, pôr mês, os proprietários das áreas pelo uso delas. Quando os equipamentos foram fabricados no Brasil, o custo da implantação de um parque solar cairá sensivelmente. E o potencial desse tipo de energia é extraordinário. Seu potencial em nosso país é de 28.500 GW, muito maior que o eólico, de 440 GW, e o hídrico, de 172 GW. O que falta é uma política governamental inteligente, inclusive incentivando aqui a produção dos respectivos equipamentos e diminuindo os altos impostos que incidem sobre eles. Cumpre acrescentar, ademais, que com tais incentivos um porcentual grande de edifícios no País poderá utilizar seu potencial para produzir energia solar em suas coberturas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CELULAR NAS ESCOLAS

É uma vergonha ter um governador que envia um projeto de lei que permite ao aluno levar um telefone celular para a sala de aula (e, obviamente, usá-lo) e uma Assembleia Legislativa que o aprova para ele sancionar, como o fez na segunda-feira. É uma total falta de consideração desses "homens públicos" para com os professores que não poderão falar nada para os desatentos alunos, que vão à escola apenas para dar ato de presença. É lastimável.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

 

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